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sábado, 3 de novembro de 2012

119-OS DONS ESPIRITUAIS


 
DONS ESPIRITUAIS


O vocábulo grego ekklesia, de onde vem a idéia de igreja,significa, basicamente, “os chamados para fora”, dando a entender um grupo distinto, selecionado e tirado para fora de algo, ou de algum lugar.           
1) A IGREJA 
            A IGREJA, portanto, pode ser definida como:
O conjunto de todos aqueles que atenderam de forma positiva o chamado de Deus para participar do Reino dos Céus, inaugurado na pessoa de Jesus Cristo.
Desta maneira, vivendo espiritualmente fora do mundo físico, embora tenha por atribuição levar a todo este mundo as boas novas da salvação em Cristo.
Este conjunto de pessoas, a qual chamamos de igreja, tem em comum a verdadeira fé em Jesus Cristo, filho de Deus, que amou o mundo de tal maneira, que entregou este Seu único filho para morrer pelos pecados de toda a humanidade, permitindo salvação e vida eterna a todos que crêem.
A palavra igreja pode ser usada no sentido local, onde expressa o conjunto de pessoas que se reúne em uma localidade para, em comunhão e sob a orientação do Espírito Santo, desempenhar o seu ministério (ou serviço).
A palavra Igreja pode também ser usada no sentido universal, onde expressa o conjunto de todos os  crentes, de todos os lugares e de todas as épocas. 
Sobre o fundamento de que Cristo Jesus é o filho do Deus Vivo, este mesmo Cristo fundou e até hoje edifica a Sua igreja, conforme lemos em: 
Mateus 16:16-18,
- “Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”
Disse-lhe Jesus: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai, que está nos céus.
Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. 
2) O ESPÍRITO SANTO E OS DONS ESPIRITUAIS 
Após Jesus ter cumprido cabalmente aquilo que o Pai determinou, retornou aos Céus, deixou uma promessa que encontramos em: 
Atos 1.8,
- “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”.
Este Espírito Santo da promessa é que tem dado poder para a igreja e tem capacitado os crentes através da concessão de Dons Espirituais, conforme lemos em: 
1 Coríntios 12.1 e 4,
- “Meus irmãos, quero que vocês saibam a verdade a respeito dos dons que o Espírito Santo dá.” ... “Existem tipos diferentes de dons espirituais, mas é um só e o mesmo Espírito quem dá esses dons”.
Cabe a nós, crentes fiéis em Jesus Cristo, buscar os dons para realizar o serviço da agência do Reino de Deus na terra, a igreja, com a única e suficiente finalidade de edificar esta mesma igreja – Corpo de Cristo, conforme: 
1 Co 14.12,
- “Assim também vós, já que estais desejosos de dons espirituais, procurai abundar neles para a edificação da igreja.” 

2.1) RELAÇÃO DE DONS ESPIRITUAIS 

-         Administração ou Governo;
-         Apostolado;
-         Artesanato ou Habilidades Manuais;
-         Auxílio ou Serviço ou Ministério;
-         Conhecimento;
-         Comunicação Criativa ou Louvor;
-         Contribuição ou Liberalidade;
-         Cura;
-         Discernimento;
-         Encorajamento ou Consolo;
-         Mestre ou Ensino;
-         Evangelismo;
-         Fé;
-         Hospitalidade;
-         Intercessão;
-         Interpretação;
-         Liderança;
-         Línguas;
-         Misericórdia ou Compaixão;
-         Milagres;
-         Profecia;
-         Pastorado;
-         Sabedoria. 
Textos de Referência: 1 Co. 12.8-10,28; Rm. 12.6-8; Ef. 4.11; 1 Pe. 4.9-10; Ex. 31.3; 1 Tm. 2.1-2; Salmo 150.3-5.
Algumas igrejas alistariam outros possíveis dons, não considerados neste trabalho desta forma. Entre eles podemos incluir:
-         Celibato;
-         Aconselhamento;
-         Exorcismo;
-         Mártir;
-         Pobreza voluntária ou ascetismo;
-         Matrimônio.
3) O SERVIÇO 
3.1)- COMO DEVEMOS SERVIR? 
Tendo como alvo maior, tendo como meta prioritária, enfim, sempre tendo em mente e coração que todo ministério (serviço) somente pode ser executado por um servo (ministro) fiel, devemos buscar e utilizar os dons espirituais para: - “Glorificar a Deus e edificar as pessoas!” – Este é o maior teste de um ministério! 

3.2)- PERFIL DO SERVO 

            Um servo, no Reino de Deus, deve ter verdadeira Paixão por aquilo que quer fazer no Reino. Deve buscar e aprimorar os Dons Espirituais e finalmente, deve colocar o seu Estilo Pessoal de ser e de como realizar as coisas necessárias para Glorificar a Deus e edificar a igreja de Cristo. 
-         Sua Paixão (seu sonho maior, aquilo que lhe dá alegria) indica ONDE você servirá melhor.
-         Os Dons Espirituais indicam O QUE você fará quando estiver servindo.
-         E o seu Estilo Pessoal indicará O COMO você servirá. 
Obs:- Não existem Paixão, Dons ou Estilo certos ou errados. 
3.3)- DEFINIÇÕES: 
3.3.1)- PAIXÃO 
Salmo 100.2 – “Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos diante dele com cânticos.” – Paixão é isso! 
É o desejo dado por Deus que nos impele a fazer diferença num determinado ministério, sempre com alegria em realizar a tarefa que nos foi confiada.
Quando você tem paixão por uma determinada área de ministério, você estará mais entusiasmado e motivado para servir. Servindo na área da tua paixão, você estará mais apto a enfrentar os contratempos que sempre ocorrem, pois lidamos com pessoas, logo, sempre somos surpreendidos em alguma coisa, tanto para nossa alegria como para, em algumas vezes, nossa tristeza.
Existe uma maravilhosa promessa para aqueles que servem a Deus com paixão naquilo que fazem: - “Confia no Senhor e faze o bem; habita na terra e vive tranqüilo. Alegra-te no Senhor, e Ele te concederá os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nEle, e o mais Ele fará.” – Salmo 37.3-5. 
3.3.2)- DONS ESPIRITUAIS 
1 Coríntios 12.7 e 11 – “A manifestação do Espírito é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso. (...) Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.” 
                        Os Dons Espirituais são capacitações divinas, concedidas àqueles que o temem e querem realmente servi-lo. Estes dons (capacitações) são distribuídos entre o povo de Deus pelo Santo Espírito, para serem usados para propósitos espirituais, visando uma contribuição relevante e significativa na obra da edificação da Igreja, que é o Corpo Espiritual de Cristo.
             Cada crente possui pelo menos um dom espiritual, logo, cada crente é um ministro (servo).
Deus nos concede estes dons ou capacitações, para melhor servirmos uns aos outros. Uma grande prova do uso correto dos Dons Espirituais é o resultado que redunde na glória de Deus e na edificação de outros, com isso proporcionando também a edificação daquele que serve. Quando verdadeiramente desejamos servir a Deus, Ele mesmo nos orienta para aquilo que de melhor podemos fazer para glorificá-lo, e deste modo também edificar a igreja. 
            1 Coríntios 14. 12 – “Assim também vós, já que estais desejosos de dons espirituais, procurai abundar neles para a edificação da igreja.” (...) “Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons. E eu lhes mostrarei um caminho sobremodo excelente.” 
3.3.3)- ESTILO PESSOAL 
Romanos 14.5 – “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente”. 
                        Deus nos fez semelhantes, mas não iguais. Deus nos fez, todos, Sua imagem e semelhança, mas cada um com a sua própria personalidade e livre arbítrio. Deus nos fez como uma raça, mas nos diferencia de tal modo que não existem duas pessoas exatamente iguais.
            Deus não nos designou para sermos todos iguais, a unidade não é alcançada por se ser parecido e sim quando temos o mesmo propósito, que é o de glorificar a Deus e edificar aos outros.
            Se o nosso estilo pessoal causa escândalo, pelas diferenças culturais, geográficas, políticas, etc... Devemos pedir a Deus que nos oriente em como servir melhor, nem que para isso tenhamos que adaptar os estilo pessoal à situação, sem com isso anular a nossa personalidade.
            Nunca deixemos de pedir que Deus efetue em nós o maior de todos os milagres – a transformação e a renovação da nossa mente e espírito para algo sempre mais próximo do ideal divino para as nossas próprias vidas. 
Filipenses 1.6 – “estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-lo até ao dia de Cristo Jesus.”
Porque:
“A manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil. Mas um só e o mesmo Espírito opera estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer. Mas Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis”. – (1 Coríntios 12.7,11 e 18).  
3.4)- RESUMO 
Diferente

O Mesmo



Dom
Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
Espírito
Serviço
Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
Senhor
Realizações
Há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
Deus
 Filipenses 2.3 – “...porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade”.

4)- O DOM DO ESPÍRITO SANTO 

            Em Atos 2:38 lemos: “Disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de voz seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo”. 
            No dia de Pentecostes, a Igreja de Cristo, Corpo de Jesus, foi batizada pelo Seu Espírito Santo. Este é o dom que pertence a todos os que aceitam Jesus Cristo como Salvador e Senhor em todos os lugares e em todas as épocas do mundo. Cada crente e todos os crentes recebem o dom do Espírito Santo. 
            Naquele dia, esse Dom foi comunicado entre aquelas muitas nações ali representadas. Esse dom foi o batismo da Igreja no Espírito Santo. Paulo resume, de forma muito bela, a santa operação, nas palavras de 1 Coríntios 12.13: - “Pois todos nós fomos batizados em um só Espírito, formando um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres; e a todos nos foi dado beber de um só Espírito.” 

4.1)- MARCAS DA AÇÃO NATURAL DO ESPÍRITO SANTO NA VIDA DOS FIÉIS 

O Espírito Santo regenera os corações e os batiza, pois se torna hóspede do coração regenerado (e somente do coração regenerado!). 
Mas a atuação do Espírito Santo prossegue, através da doação e distribuição dos dons ou carismas. No estudo dos dons é que descobriremos que: 
1)- O Espírito Santo concede poder para o serviço, jamais para a exaltação pessoal; 
2)- O Espírito Santo concede poder para o serviço, não para criar dominadores ou dominados. (Não devemos esquecer que no Reino de Deus todos, sem distinção, são servos); 
3)- O Espírito Santo concede dons para o serviço, jamais para o fanatismo religioso; 
4)- O Espírito Santo concede dons para o serviço, mas não o faz para desviar alguém da rota da humildade e obediência; 
5)- O Espírito Santo distribui e concede dons e carismas, tendo em vista a unidade e beleza do Corpo Espiritual de Cristo, ou seja: a Igreja do Senhor. 
Pela atuação do Espírito Santo na vida de cada santo, enquanto instrumento de Deus, edifica-se a obra de regeneração entre os homens que aceitam o sacrifício de Cristo e se dispõem a servi-LO.  

5)- DONS ESPIRITUAIS E FRUTO DO ESPÍRITO SANTO  

            5.1)- OS DONS ESPIRITUAIS 
talentos diferentes para pessoas diferentes. Há talentos iguais para pessoas diferentes. Há talentos diferentes em pessoas semelhantes. Há talentos iguais em pessoas semelhantes. 
Acontece que um talento natural, quando dedicado a Deus e usado sob Sua direção torna-se, de modo prático, em carisma, ou seja, dom para serviço.
            Há dons diferentes para crentes diferentes, como também  os mesmos dons podem ser doados para pessoas diferentes.
O Dom de servir no corpo da Igreja, é carismata. Ele, o dom, é concedido aos crentes para fins espirituais, dentro da harmonia do Corpo de Cristo, que é a Igreja, para a edificação desta.
            Vale diferenciar termos, guardando o sentido exato de cada um: 
- Carismata – se firma na graça, no favor imerecido recebido pelo crente, com o propósito de serviço no Reino de Deus, para edificação da Igreja. 
- Diaconia – caracteriza a capacidade de servir que envolve o crente e o habilita a ministrar, à semelhança do próprio Cristo.
- Energêmata – dá o sentido de operações, obras, realizações. 
A realização das três formas acima no viver cristão se cumpre na execução dos dons. 
5.2)- O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO 
Os dons espirituais são diferentes do fruto do Espírito. 
“O fruto do Espírito é caráter cristão; os dons espirituais são realizações”. 
-         No fruto, a qualidade se esmera na caminhada de santificação.
-         Os dons espirituais são as ações individuais de cada crente no serviço de Cristo. 
Grossman declarou com razão: “O sinal decisivo da vida espiritual autêntica será sempre o fruto, jamais o dom”. 
Quando o exercício dos dons for realizado corretamente e em plenitude, teremos a manifestação daquilo que Paulo chama “Fruto do Espírito”. Conforme enunciado em Gálatas 5:22-23, o Fruto do Espírito Santo é: 
AMOR – ALEGRIA – PAZ
LONGANIMIDADE – BENIGNIDADE – BONDADE
FÉ – MANSIDÃO – DOMÍNIO PRÓPRIO.
6)- DESCRIÇÃO SUCINTA DOS DONS ESPIRITUAIS 
01 – Administração ou Governo – 1Co 12.28; At 6-1-7; Ex 18.13-26 
O dom de administração ou Governo é a capacidade divina para entender o que faz uma organização (ou igreja) funcionar, e também a capacidade de planejar e executar os procedimentos que realizem os alvos do ministério. 
02 – Apostolado – 1Co 12.28-29; Ef 4.11-12; Rm 1.5; At 13.2-3 
O dom do apostolado é a capacidade dada por Deus para iniciar e supervisionar o desenvolvimento de novas igrejas ou ministérios.
Obs:- A “posição” de apóstolo dada aos primeiros discípulos era única e, pela sua característica, não é existe mais, porém o “papel” desempenhado por aquele que é enviado continua evidente até hoje pelo dom do apostolado. 
03 – Artesanato ou habilidades manuais – Ex 31.3; 35.31-35; At 9.36-39; 2Rs 22.5-6 
O dom de artesanato é a capacidade divina para elaborar criativamente e/ou construir itens a serem usados no ministério.  
04 – Auxílio ou Serviço ou Ministério – 1Co 12.28; Rm 12-7; At 6.1-4; Rm 16.1-2 
O dom de auxílio é a capacidade divina para realizar tarefas práticas e necessárias que liberam, apóiam e suprem as necessidades de outros, inclusive superiores. 
05 – Conhecimento – 1Co 12.8; Mc 2.6-8; Jo 1.45-50  
O dom do conhecimento é a capacidade divina para trazer a verdade ao corpo pela iluminação ou entendimento bíblico. 
06 – Comunicação Criativa ou Louvor – Sl 150.3-5; 2Sm 6.14-15; Mc 4.2,33 
O dom da comunicação criativa é a capacidade divina para expressar a verdade de Deus através de várias formas e artes. 
07 – Contribuição ou Liberalidade – Rm 12.8; Lc 21.1-4 
O dom de contribuir é a capacidade divina para dar dinheiro e recursos à obra do Senhor com alegria e liberalidade. Pessoas com esse dom não se perguntam: “Quanto devo dar ao Senhor?” e sim: “Quanto preciso para me sustentar?”. 
08 – Curas – 1Co 12.9, 28, 30; At 3.1-16; Mc 2.1-12 
O dom de curas é a capacidade divina, que torna o crente num canal, através do qual Deus restaura pessoas.
Obs:- A palavra está realmente no plural, “Curas”, indicando que vários tipos de cura são possíveis com esse dom, (Ex. emocional, social, espiritual, física, etc). 
09 – Discernimento – 1Co 12-10; At 5-1-4; Mt 16.21-23 
O dom do discernimento é a capacidade divina para distinguir entre verdade e erro, podendo discernir entre espíritos bons e maus, e entre o bem e o mal. 
10 – Encorajamento ou Consolo – Rm 12.8; At 11.22-24; At 15.30-32 
O dom de encorajar é a capacidade divina para apresentar a verdade, com o objetivo de fortalecer, consolar ou estimular à ação aqueles que estão desmotivados ou fracos. 
11 – Mestre ou Ensino – Rm 12.7; 1 Co 12.28-29; At 18.24-28; 2Tm 2.2 
O dom do ensino é a capacidade divina para entender explicar claramente e aplicar a palavra de Deus nas vidas dos ouvintes, fazendo com que se tornem cada vez mais semelhantes a Cristo. 
12 – Evangelismo – Ef 4.11; At 8.26-40; Lc 19.1-10 
O dom de evangelismo é a capacidade divina para comunicar eficazmente o evangelho aos descrentes, de modo que os mesmos possam responder em fé, tornando-se discípulos de Jesus. 
13 – Fé – 1Co 12.9, 13.2; Hb 11.1; Rm 18.21 
O dom da fé é a capacidade divina para agir à luz das promessas de Deus com confiança e fé, não duvidando da capacidade de Deus para cumpri-las. As pessoas que possuem este dom estimulam outros a viver esta mesma fé, levam adiante o reino de Cristo, porque elas avançam quando outros param, e pedem a Deus aquilo que é necessário, confiando na provisão divina.
14 – Hospitalidade – 1 Pe 4.9-10; Rm 12.13; Hb 13.1-2 
O dom da hospitalidade é a capacitação divina para cuidar de pessoas, providenciando comunhão, comida e hospedagem.  
15 – Intercessão – Rm 8.26-27; Jo 17.9-26; 1 Tm 2.1-2; Cl 1.9-12, 4.12-13 
O dom de intercessão é a capacitação divina para orar, regularmente, por outros, em qualquer dia e horário, de forma geral ou específica, vendo resultados freqüentes e também específicos.     
16 – Interpretação – 1 Co 12.10, 14.5, 14.26-28 
O dom de interpretação é a capacitação divina para transmitir ao corpo de Cristo a mensagem de alguém que fala em línguas. 
17 – Liderança – Rm 12.8; Hb 13.17; Lc 22.35-36 
O dom de liderança é a capacitação divina para passar uma visão, motivando e direcionando um povo a realizar harmoniosamente os propósitos de Deus. 
18 – Línguas – 1Co 12.10, 28-30, 13.1, 14.1-33; At 2.1-11  
O dom de línguas é a capacitação divina para falar, adorar ou orar em um idioma desconhecido ao orador. Pessoas com esse dom podem receber uma mensagem espontânea de Deus, que é transmitida ao Corpo pelo dom de interpretação. 
19 – Misericórdia ou Compaixão – Rm 12.8; Mt 5.7; Mc 10.46-52; Lc 10.25-37 
O dom de misericórdia é a capacitação divina para ajudar, com alegria e de maneira prática, aqueles que sofrem ou passam necessidades (é a compaixão em ação).
20 – Milagres – 1Co 12.10, 28-29; Jo 2.1-11; Lc 5.1-11 
O dom de milagres é a capacitação divina para autenticar o ministério e a mensagem de Deus através de intervenções sobrenaturais que O glorifiquem. 
21 – Profecia – Rm 12.6; 1Co 12.10, 28, 13.2; 2Pe 1.19-21 
O dom de profecia é a capacitação divina para revelar e proclamar a verdade de forma apropriada e relevante para entendimento, correção, arrependimento ou edificação, podendo haver implicações imediatas ou futuras. 
22 – Pastorado – Ef 4.11-12; 1Pe5.1-4; Jo 10.1-18 
O dom de pastor é a capacitação divina para nutrir, cuidar e guiar o povo à maturidade espiritual e a ser como Cristo.
23 – Sabedoria – 1Co 12.8; Tg 3.13-18; 1Co 2.3-14; Jr 9.23-24 
O dom de sabedoria é a capacitação divina para aplicar verdades espirituais de modo a suprir uma necessidade numa situação especifica. 
7)- O DERRAMAR DO ESPÍRITO SANTO 
- Cristo, antes de retornar ao Pai, profetizou a respeito da vinda do Espírito Santo. – Podemos ler em Lucas 24.49 – “Envio sobre vós a promessa de meu Pai; mas ficai na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder”. 
- Em Atos 2.1-4 vemos o relato de como Deus providenciou o derramar do Espírito Santo. 
- Em Atos 2.16 o Apóstolo Pedro afirma que o que está relatado em 2.1-4 é o cumprimento da profecia de Joel. (Jl. 2-28,29). 
7.1)- EXPLANAÇÃO DA PROFECIA DE JOEL 2.28,29 
- “E depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne.” – Não existe preconceito sobre nacionalidade, cor, escolaridade, etc. Para todos que crêem em Cristo, filho de Deus, e O aceitam como Senhor e Salvador de suas vidas. 
- “... e os meus filhos e filhas profetizarão” – Não existe preconceito de sexo. A sociedade da época discriminava as mulheres. (Ver Gn. 1.27). 
- “... os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.” – Não existe preconceito de idade. Na sociedade da época somente tinha palavra os acima de 30 anos.  
- “Até sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito.”
O ‘naqueles dias’ são os dias de hoje, todos os dias entre o retorno de Cristo aos Céus e a Sua vinda, para julgar o mundo.
Não existe preconceito social, as camadas sociais mais humildes também receberão o dom do Espírito Santo de Deus. 
7.2)- PORQUE O DERRAMAR DO ESPÍRITO ACORREU NO DIA DA FESTA DO PENTECOSTES? 
            Sendo uma das mais importantes festas anuais dos judeus, todos os judeus deveriam participar dela, inclusive os judeus da diáspora (1), bem como os prosélitos (2). 
(1)- Diáspora (Dispersão de Israel). - Esse termo é usado pelos historiadores para referir-se às colônias judaicas (forçadas ou não), que foram estabelecidas em outras partes do mundo, fora da Palestina. O termo inclui os movimentos voluntários de emigração de judeus para outras terras, mas também se refere às colônias judaicas que resultaram de guerras, exílios e aprisionamentos. Os descendentes dos exilados e deportados também vieram a fazer parte da diáspora. Os Oráculos Sibilinos (cerca de 250 a.C.) refletem a extensão da dispersão dos judeus, afirmando que cada terra e que cada mar estava repleto de judeus. Nos tempos do NT., havia mais judeus vivendo fora da Palestina do que dentro dela. O número de judeus dispersos, naquela época, tem sido calculado entre 3 a 5 milhões de pessoas. 
(2)- Prosélitos. - Gentios (pagãos) convertidos à doutrina dos judeus. Os rabinos reconheciam duas ordens: (A)- Os prosélitos da justiça (aceitavam a circuncisão bem como toda a Lei Mosaica). (B)- Os prosélitos da porta (Ex. 20.10) – (ficavam incircuncisos, mas se submetiam aos princípios do decálogo e assistiam aos ofícios do judaísmo na parte do Templo chamada O Átrio dos Gentios). 
Que ocasião perfeita para um evento de alcance mundial! Em todas as nações conhecidas se falaria do milagre em Jerusalém, e o Evangelho de Jesus Cristo seria espalhado por toda a terra, sendo o início da evangelização do mundo, conforme Deus prometeu a Abraão que “em ti serão benditas todas as famílias da terra”. (Gn. 12.3).  

8)- O ESPÍRITO SANTO EM RELAÇÃO A DIVINDADE 

Os diversos nomes que o Espírito Santo recebe revelam aspectos da sua natureza. Os principais nomes encontrados na Bíblia são:
-         Espírito de Deus (Rm. 8.9); Espírito de Cristo (Rm. 8.9);
-         Consolador (Jo. 14.16); Espírito Santo (1Co. 6.19);
-         E. S. da Promessa (Ef. 1.13); Esp. Da Verdade (Jo. 14.17);
-         Esp. Da Graça (Hb. 10.29); Esp. Da Vida (Rm. 8.2; Ap. 11.11) 
“... onde está o Espírito de Deus aí está o próprio Deus presente de maneira ativa. (...) O teor do conceito ‘Espírito Santo’ é o mesmo do conceito de Deus. (...) - “Nada se pode dizer do Espírito que não se possa ser dito de Deus, nem se pode atribuir A Deus qualquer sentido que não se possa referir ao Espírito Santo. (...) Onde quer que Deus atue, Ele o faz no Espírito e por meio dele.”- Gustaf Aulén”. 
O Espírito Santo é Deus invisível, presente conosco e em nós, com quem temos de nos relacionar no dia a dia. Ele representa Cristo conosco hoje. Nossa subordinação ao Filho de Deus há de ser expressa numa relação pessoal consciente com o Espírito Santo.
O Espírito Santo é o agente ativo na execução da vontade da divindade. Vejamos:
-         É Ele que tem de convencer o mundo do pecado da justiça e do juízo. (Jo. 16.8);
-         É Ele quem regenera o pecador. No ato regenerador, o crente é transformado moral e espiritualmente, e é colocada no Corpo de Cristo, a igreja, em sentido universal. (Jo. 3.6, Ef. 2.1, 1Co. 6.11, Tt. 3.5); 
-         É Ele quem habilita o crente a servir na causa de Cristo. (1Co 12.8-11);
-         É Ele quem nos guia, nos ensina e nos guarda. (Rm. 8.14-17); 
A obra toda é do Espírito Santo. O único lugar deixado para nós, é sermos instrumentos vivos e conscientes nas Suas mãos. 
Na obra da redenção, Cristo colocou o homem dentro do Reino de Deus, reconciliando o homem com Deus, já o Espírito Santo coloca o Reino de Deus dentro do homem, pois é o próprio Deus, na pessoa do Espírito Santo que opera em nós e dentro de nós. (Fl. 2.13, Cl. 1.29, 1Ts. 2.13). 

Versículos de Dons Espirituais


Dons Espirituais na Bíblia

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. 1 Coríntios 12:4-6

E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo; Efésios 4:11-13

Outros Versículos encontrados:

Ora, a respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. 1 Coríntios 12:1
Segui o amor; e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. 1 Coríntios 14:1
Assim também vós, já que estais desejosos de dons espirituais, procurai abundar neles para a edificação da igreja. 1 Coríntios 14:12
além dos sábados do Senhor, e além dos vossos dons, e além de todos os vossos votos, e além de todas as vossas ofertas voluntárias que derdes ao Senhor. Levítico 23:38
De José disse: Abençoada pelo Senhor seja a sua terra, com os mais excelentes dons do céu, com o orvalho, e com as águas do abismo que jaz abaixo; Deuteronômio 33:13
Tu subiste ao alto, levando os teus cativos; recebeste dons dentre os homens, e até dentre os rebeldes, para que o Senhor Deus habitasse entre eles. Salmos 68:18
Paguem-lhe tributo os reis de Társis e das ilhas; os reis de Sabá e de Seba ofereçam-lhe dons. Salmos 72:10
e os deixei contaminar-se em seus próprios dons, nos quais faziam passar pelo fogo todos os que abrem a madre, para os assolar, a fim de que soubessem que eu sou o Senhor. Ezequiel 20:26
E, ao oferecerdes os vossos dons, quando fazeis passar os vossos filhos pelo fogo, vós vos contaminais com todos os vossos ídolos, até hoje. E eu hei de ser consultado por vós, ó casa de Israel? Vivo eu, diz o Senhor Deus, que não serei consultado de vós. Ezequiel 20:31
O Senhor extirpará das tendas de Jacó o homem que fizer isto, o que vela, e o que responde, e o que oferece dons ao Senhor dos exércitos. Malaquias 2:12
Porque os dons e a vocação de Deus são irretratáveis. Romanos 11:29
De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; Romanos 12:6
Isto pois lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir a estes com as materiais. Romanos 15:27
as quais também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo, comparando coisas espirituais com espirituais. 1 Coríntios 2:13
E eu, irmãos não vos pude falar como a espírituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo. 1 Coríntios 3:1
Se nós semeamos para vós as coisas espirituais, será muito que de vós colhamos as materias? 1 Coríntios 9:11
Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. 1 Coríntios 12:4
a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; 1 Coríntios 12:9
E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. 1 Coríntios 12:28
Todos têm dons de curar? falam todos em línguas? interpretam todos? 1 Coríntios 12:30

Dons Espirituais para o Crente

1Co 12.7 “Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil”.

PERSPECTIVA GERAL.

Uma das maneiras do Espírito Santo manifestar-se é através de uma variedade de dons espirituais concedidos aos crentes (12.7-11). Essas manifestações do Espírito visam à edificação e à santificação da igreja (12.7; ver 14.26 nota). Esses dons e ministérios não são os mesmos de Rm 12.6-8 e Ef 4.11, mediante os quais o crente recebe poder e capacidade para servir na igreja de modo mais permanente. A lista em 12.8-10 não é completa. Os dons aí tratados podem operar em conjunto, de diferentes maneiras.

(1) As manifestações do Espírito dão-se de acordo com a vontade do Espírito (12.11), ao surgir a necessidade, e também conforme o anelo do crente na busca dos dons (12.31; 14.1).

(2) Certos dons podem operar num crente de modo regular, e um crente pode receber mais de um dom para atendimento de necessidades específicas. O crente deve desejar “dons”, e não apenas um dom (12.31; 14.1).

(3) É antibíblico e insensato se pensar que quem tem um dom de operação exteriorizada (mais visível) é mais espiritual do que quem tem dons de operação mais interiorizada, i.e., menos visível. Também, quando uma pessoa possui um dom espiritual, isso não significa que Deus aprova tudo quanto ela faz ou ensina. Não se deve confundir dons do Espírito, com o fruto do Espírito, o qual se relaciona mais diretamente com o caráter e a santificação do crente (Gl 5.22,23).

(4) Satanás pode imitar a manifestação dos dons do Espírito, ou falsos crentes disfarçados como servos de Cristo podem fazer o mesmo (Mt 7.21-23; 24.11, 24; 2Co 11.13-15; 2Ts 2.8-10). O crente não deve dar crédito a qualquer manifestação espiritual, mas deve “provar se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1Jo 4.1; cf. 1Ts 5.20,21; ver o estudo PROVAS DO GENUÍNO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO).

OS DONS ESPIRITUAIS.

Em 1Co 12.8-10, o apóstolo Paulo apresenta uma diversidade de dons que o Espírito Santo concede aos crentes. Nesta passagem, ele não descreve as características desses dons, mas noutros trechos das Escrituras temos ensino sobre os mesmos.

(1) Dom da Palavra da Sabedoria (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação sobrenatural do Espírito Santo. Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de Deus ou a sabedoria do Espírito Santo a uma situação ou problema específico (At 6.10; 15.13-22). Não se trata aqui da sabedoria comum de Deus, para o viver diário, que se obtém pelo diligente estudo e meditação nas coisas de Deus e na sua Palavra, e pela oração (Tg 1.5,6).

(2) Dom da Palavra do Conhecimento (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal, inspirada pelo Espírito Santo, revelando conhecimento a respeito de pessoas, de circunstâncias, ou de verdades bíblicas. Freqüentemente, este dom tem estreito relacionamento com o de profecia (At 5.1-10; 1Co 14.24,25).

(3) Dom da Fé (12.9). Não se trata da fé para salvação, mas de uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas (13.2) e que freqüentemente opera em conjunto com outras manifestações do Espírito, tais como as curas e os milagres (ver Mt 17.20, nota sobre a fé verdadeira; Mc 11.22-24; Lc 17.6).

(4) Dons de Curas (12.9). Esses dons são concedidos à igreja para a restauração da saúde física, por meios divinos e sobrenaturais (Mt 4.23-25; 10.1; At 3.6-8; 4.30). O plural (“dons”) indica curas de diferentes enfermidades e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de Deus. Os dons de curas não são concedidos a todos os membros do corpo de Cristo (cf. 12.11,30), todavia, todos eles podem orar pelos enfermos. Havendo fé, os enfermos serão curados (ver o estudo A CURA DIVINA). Pode também haver cura em obediência ao ensino bíblico de Tg 5.14-16 (ver Tg 5.15 notas).

(5) Dom de Operação de Milagres (12.10). Trata-se de atos sobrenaturais de poder, que intervêm nas leis da natureza. Incluem atos divinos em que se manifesta o reino de Deus contra Satanás e os espíritos malignos (ver Jo 6.2 nota; ver o estudo O REINO DE DEUS).

(6) Dom de Profecia (12.10). É preciso distinguir a profecia aqui mencionada, como manifestação momentânea do Espírito da profecia como dom ministerial na igreja, mencionado em Ef 4.11. Como dom de ministério, a profecia é concedida a apenas alguns crentes, os quais servem na igreja como ministros profetas (ver o estudo DONS MINISTERIAIS PARA A IGREJA). Como manifestação do Espírito, a profecia está potencialmente disponível a todo cristão cheio dEle (At 2.16-18). Quanto à profecia, como manifestação do Espírito, observe o seguinte: (a) Trata-se de um dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de Deus, sob o impulso do Espírito Santo (14.24,25, 29-31). Aqui, não se trata da entrega de sermão previamente preparado. (b) Tanto no AT, como no NT, profetizar não é primariamente predizer o futuro, mas proclamar a vontade de Deus e exortar e levar o seu povo à retidão, à fidelidade e à paciência (14.3; ver o estudo O PROFETA NO ANTIGO TESTAMENTO). (c) A mensagem profética pode desmascarar a condição do coração de uma pessoa (14.25), ou prover edificação, exortação, consolo, advertência e julgamento (14.3, 25,26, 31). (d) A igreja não deve ter como infalível toda profecia deste tipo, porque muitos falsos profetas estarão na igreja (1Jo 4.1). Daí, toda profecia deve ser julgada quanto à sua autenticidade e conteúdo (14.29, 32; 1Ts 5.20,21). Ela deverá enquadrar-se na Palavra de Deus (1Jo 4.1), contribuir para a santidade de vida dos ouvintes e ser transmitida por alguém que de fato vive submisso e obediente a Cristo (12.3). (e) O dom de profecia manifesta-se segundo a vontade de Deus e não a do homem. Não há no NT um só texto mostrando que a igreja de então buscava revelação ou orientação através dos profetas. A mensagem profética ocorria na igreja somente quando Deus tomava o profeta para isso (12.11).

(7) Dom de Discernimento de Espíritos (12.10). Trata-se de uma dotação especial dada pelo Espírito, para o portador do dom discernir e julgar corretamente as profecias e distinguir se uma mensagem provém do Espírito Santo ou não (ver 14.29 nota; 1Jo 4.1). No fim dos tempos, quando os falsos mestres (ver Mt 24.5 nota) e a distorção do cristianismo bíblico aumentarão muito (ver 1Tm 4.1 nota), esse dom espiritual será extremamente importante para a igreja.

(8) Dom de Variedades de Línguas (12.10). No tocante às “línguas” (gr. glossa, que significa língua) como manifestação sobrenatural do Espírito, notemos os seguintes fatos: (a) Essas línguas podem ser humanas e vivas (At 2.4-6), ou uma língua desconhecida na terra, e.g., “línguas... dos anjos” (13.1; ver cap. 14 notas; ver também o estudo O FALAR EM LÍNGUAS). A língua falada através deste dom não é aprendida, e quase sempre não é entendida, tanto por quem fala (14.14), como pelos ouvintes (14.16). (b) O falar noutras línguas como dom abrange o espírito do homem e o Espírito de Deus, que entrando em mútua comunhão, faculta ao crente a comunicação direta com Deus (i.e., na oração, no louvor, no bendizer e na ação de graças), expressando-se através do espírito mais do que da mente (14.2, 14) e orando por si mesmo ou pelo próximo sob a influência direta do Espírito Santo, à parte da atividade da mente (cf. 14.2, 15, 28; Jd 20). (c) Línguas estranhas faladas no culto devem ser seguidas de sua interpretação, também pelo Espírito, para que a congregação conheça o conteúdo e o significado da mensagem (14.3, 27,28). Ela pode conter revelação, advertência, profecia ou ensino para a igreja (cf. 14.6). (d) Deve haver ordem quanto ao falar em línguas em voz alta durante o culto. Quem fala em línguas pelo Espírito, nunca fica em “êxtase” ou “fora de controle” (14.27,28; ver o estudo O FALAR EM LÍNGUAS).

(9) Dom de Interpretação de Línguas (12.10). Trata-se da capacidade concedida pelo Espírito Santo, para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. Tal mensagem interpretada para a igreja reunida, pode conter ensino sobre a adoração e a oração, ou pode ser uma profecia. Toda a congregação pode assim desfrutar dessa revelação vinda do Espírito Santo. A interpretação de uma mensagem em línguas pode ser um meio de edificação da congregação inteira, pois toda ela recebe a mensagem (14.6, 13, 26). A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas, ou de outra pessoa. Quem fala em línguas deve orar para que possa interpretá-las (14.13).


FONTE: 
http://www.midiagospel.com.br

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