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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

338-O LIVRO DE JOSUÉ



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Estudo do livro de Josué

O LIVRO DE JOSUÉ


1. O Seu Lugar no Cânon

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Com este livro começa a segunda divisão do Antigo Testamento. Segundo o arranjo do cânone judaico, Josué é o primeiro livro da divisão chamada de Os Profetas, e faz parte de sua primeira subdivisão, designada "Os Profetas Anteriores" para distinguí-los dos livros proféticos que são encontrados posteriormente no Antigo Testamento, sob os nomes de homens profetas. Tomam o nome de profetas pelo fato de narrar a história contida neles da perspectiva profética: fazer avaliações, diante de Deus, dos personagens e eventos registrados; narrar somente eventos e pessoas chaves; e focalizar sempre a atuação de Deus dentro da história. Os autores não teriam de ter ocupado o ofício de profeta mas de ter tido o dom profético. Um levita ou um sacerdote, por exemplo, podia ocupar seu ofício não profético mas também ter o dom de profecia(II Cr 20.14). Samuel era juiz, mas ocupava o ofício adicional de profeta e oficiava cerimônias sacrificiais, uma função sacerdotal. A classificação, então, focaliza o dom profético do autor e a maneira de abordar o assunto.
Segundo o cânone cristão, com base na Septuaginta, Josué é o primeiro dos doze livros históricos. Esta maneira de classificar os livros parece olhar-lhes sob o prisma do tipo literário observado neles, o de narrativa histórica. Alguns estudiosos modernos preferem juntar Josué com o Pentateuco e assim falar do Hexateuco. Ainda outros desses dizem que os livros de Deuteronômio, Josué, Juízes, Samuel e Reis formam uma unidade que designam como "A Obra Histórica Deuteronomista". Por isto, os livros de Gênesis, Êxodo, Levítico e Números devem ser também considerados como uma unidade, designada de "Tetrateuco". Embora haja algum valor em estudar tais teorias, parece-nos melhor manter a unidade do Pentateuco, agrupando Josué com os livros que o seguem.


2. O Seu Nome


O livro é universalmente designado pelo nome do seu herói maior, que domina o cenário do começo ao fim do conteúdo. O nome no original significa "Salvação de Iavé" ou "Iavé é Salvador". Eqüivale ao nome "Jesus", proveniente do grego(através do latim) que dependia do aramaico, que por sua vez dependia do hebraico. Tanto na Bíblia Hebraica como na Septuaginta o nome do livro é o mesmo, Josué.


3. A Sua Autoria


A - O autor de Josué é desconhecido. O texto em 24.26 diz, "Josué escreveu estas palavras no livro da lei de Deus", o que na superfície poderia ser tomado como indicação do autor do livro todo. Torna-se claro, contudo, que a referência aponta para a aliança registrada em 24.2-25. Como é claro no caso do Pentateuco é também evidente que alguém registrava os acontecimentos principais da história de Israel enquanto aconteciam.


B - Tradicionalmente Josué tem sido tomado como o autor. As evidências dentro do próprio texto apontam para uma testemunha ocular de certa parte dos eventos registrados no livro:
1. O uso da primeira pessoa no texto hebraico em 5.1: "... até que passássemos..." e 5.6: "... prometera a seus pais nos daria...", embora no primeiro caso alguns manuscritos leiam "passassem".
2. O pronome "vosso" em 15.4 sugere escrito autobiográfico, pois o autor se apresenta como encarregado se dirigindo aos homens de Judá na segunda pessoa do plural.
3. Referências à "grande Sidom" em 11.8 e 19.28 e aos fenícios pela designação "os sidônios" em 13.4-6 sugerem uma data anterior ao século XII a.C. quando Tiro tomou o lugar de Sidom como a cidade principal dos fenícios. Josué teria liderado na conquista em torno de 1280 ou 1240 a.C., um século antes da ascendência de Tiro.
4. O fato de os Filisteus não serem mencionados no livro como uma grande ameaça aos hebreus indica uma data anterior a 1200 a.C., quando deu a chegada maciça ao litoral ocidental de Canaã dos filisteus. Segundo 11.21 são os anaquins, não os filisteus, que habitavam as cidades que posteriormente forma tomadas pelos filisteus. Os filisteus, indicados no livro de Juízes entre os maiores inimigos de Israel depois de Josué também não constam da lista dos principais habitantes da terra em 12.8, o qual reflete os tempos da conquista.


C - Existem, por outro lado, referências textuais que sugerem uma data posterior ao período de Josué.
1. O relato da sua morte em 24.29,30.
2. Eventos que aconteceram posteriormente à morte de Josué, como a conquista de Hebrom por Calebe: Josué ordenou que o lugar fosse dado a Calebe, segundo 15.13,14, mas segundo Juízes 1.10 e 20 a tribo de Judá conquistou Hebrom dos cananeus e assim a família de Calebe tomou posse do lugar, no período após Josué. Parece que a linguagem de Josué 15.13,14 reflita um autor que olha para trás para registrar quando foi cumprida a ordem de Josué. A migração da tribo de Dã para Lesem bem ao norte de Canaã é mencionada em 19.47, mas o acontecimento deu-se no período de juízes e é registrado em Juízes 17 e 18.
3. A expressão "até os dias de hoje" usada repetidamente no livro claramente indica um autor de uma época bem diferente do período do homem Josué. A frase é encontrada em 4.9; 6.25; 7.26; 8.28; 9.27; 10.27; 13.13; 14.14; 15.63 e 16.10.
4. A menção em 10.13 da antiga fonte, "O Livro dos Justos"(ou literalmente "de Jassar"), parece apontar para trás da perspectiva de um autor, ou editor, que teria vivido bem depois de Josué. O Livro dos Justos existia no período do Rei Davi(II Samuel 1.18), e parece uma composição feita pela ordem do rei quando Israel tornou-se um povo com governo central. Se fosse assim, teria sido citado pelo autor de Josué como indicação de fonte autorizada à qual o autor apelou. Se o Livro dos Justos não estivesse escrito no período de Davi, ainda estava em desenvolvimento, capaz de sofrer um acréscimo na época do rei.
5. Uma fonte usada pelo autor final do livro de Josué é mencionada em 24.26. É o relato da renovação da aliança com a terceira geração após a saída do Egito, relato escrito por Josué mesmo e citado em 24.2-25.


D - As evidências internas do texto inspirado apontam para a seguinte conclusão. Teria havido um autor das fontes básicas do livro, autor(ou autores) que era testemunha ocular dos eventos que descreveu. Este autor poderia ter sido o próprio Josué ou um sacerdote ou outro designado por Josué. O impulso atrás do esforço deveria ser atribuído à liderança de Josué, embora remonte ao exemplo e à ordem de Moisés. Também teria havido um outro autor, ou editor, de uma época posterior a Josué, no período do reino de Davi ou depois, que teria completado e atualizado o livro, levando-o à sua forma atual.


4. O Seu Tema


Não pode restar dúvida de que o tema do livro é "A conquista e a Divisão da Terra Prometida". Ver 1.2; 12.7,24; e 13.7 como versículos chaves neste sentido. As ênfases no texto do livro que são percebidas por uma leitura do livro todo também levam à esta conclusão.


5. A Sua Natureza


Uma vez levando em conta o destaque que a aliança tem no pentateuco, e sabendo a respeito dos itens envolvidos numa cerimônia de instituição e renovação, torna-se evidente que o livro de Josué consta de um livro de renovação da aliança. Êxodo registra a instituição da aliança com a primeira geração saída do Egito(cap.19-24). Deuteronômio registra a reiteração dos eventos e termos das aliança registrada em Êxodo, mas dentro de um contexto de levar ao registro da renovação daquela aliança com a segunda geração de Israel. Josué, por sua vez, registra os eventos que levaram à renovação da antiga aliança com a terceira geração(24).


6. O Seu Esboço


I - A Conquista da Terra Prometida(1-12).
A - A preparação para invadir a terra ao ocidente do Jordão(1-2).
B - A travessia miraculosa do Jordão(3-4).
C - A conquista da terra em três campanhas(5-12).
1. Canaã central(5.1-8.35).
2. Canaã ao sul(9.1-10.43).
3. Canaã ao norte(11.1-23).
D - Um sumário da conquista(12).
II - A Divisão da Terra Prometida entre as Tribos de Israel(13-22).
III - A Renovação da Aliança Mosaica com a Terceira Geração em Siquém(23-24)



Notas Bibliográficas

(1) Old Testament Survey p. 214
(2) ALBRIGHT, W.F. From the Stone Age To Christianity, pp.231,232
(3) Os esboços são sugestões da Bíblia Vida Nova pp. 291-292
(4) HOMBURG, Klaus, Introdução ao Antigo Testamento, p.121
(5) Op.cit.,p.120

Resumo do Livro de Josué

O LIVRO
Josué (Js) é o primeiro dos seis livros que integram a série dos Profetas anteriores (ver a Introdução aos Livros Históricos). Nas histórias narradas nesse livro, o protagonista não é exatamente Josué. Essa função corresponde melhor ao cenário onde têm lugar os novos atos do drama de Israel: o país de Canaã, o qual o povo invade quarenta anos depois de ter sido libertado do seu cativeiro no Egito. Canaã é a meta, o ponto final daquela inacabável peregrinação. Na entrada de Canaã e na possessão do país, os israelitas vêem o cumprimento da promessa de Deus a Abraão, Isaque e Jacó, de dar a terra aos seus descendentes para sempre (Gn 13.14-17; 26.3-5; 28.13-14). Eles, pois, herdeiros das promessas divinas, tomaram posse de Canaã, e “nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel; tudo se cumpriu” (21.45).
Canaã é o sinal de fidelidade de Deus à sua palavra, de uma lealdade cuja contrapartida tinha de ser a conduta fiel do povo eleito. Porque, se bem que na possessão daquela terra contemplava-se o dom de Deus, o permanecer nela dependia da fidelidade e retidão com que os israelitas observavam a lei transmitida por Moisés. Logo eles haveriam de compreendê-lo, ao verem que, empenhados em ações de guerra, os seus triunfos ou derrotas dependiam de serem ou não serem fiéis ao seu Senhor (7.1-5). Isso mesmo eles já tinham visto quando, estando Moisés ainda vivo, venceram os amalequitas em Refidim (Êx 17.8-16) ou quando, pelo contrário, os amalequitas e os cananeus “os feriram, derrotando-os até Horma” (Nm 14.20-23,40-45).
Uma primeira leitura do livro de Josué pode dar a impressão de que a conquista de Canaã consistiu num rápido movimento estratégico; que os israelitas, dirigidos por Josué, penetraram com facilidade no país e que uma série de ações militares de prodigiosa eficácia lhes permitiu apoderar-se em pouco tempo e por completo do território que de antemão tinham como seu. Na realidade, o assunto não foi tão simples, pois nem eles conseguiram conquistar rapidamente os territórios cananeus, nem os habitantes anteriores do país foram completamente exterminados. De fato, muitos deles mantiveram-se firmes nas suas posições (15.63; 17.12-13) e, inclusive, às vezes, fizeram alianças com os invasores, e então uns e outros tiveram de aprender a conviver em paz (9.1-27; 16.10). A conquista de Canaã não foi, pois, o resultado de uma guerra relâmpago de extermínio, mas um avanço lento e sustentado em meio de não poucas dificuldades, entre as quais teve provavelmente grande importância a inexistência em Israel de uma estrutura política de índole nacional, que só chegou mais tarde, com a instauração do reinado de Davi. Na época de Josué, posto que as tribos não tinham uma unidade de governo, agia cada uma por conta própria, tanto na paz como na guerra.

CONTEúDO DO LIVRO
Josué se divide em duas grandes seções, formadas respectivamente pelos caps. 1—12 e 13—22, e uma menor, que inclui os caps. 23—24 em forma de conclusão.
Após a morte de Moisés, Josué toma o comando do povo (1.1-12; cf. Dt 31.7-8), cuja entrada e assentamento em Canaã é relatada na primeira seção do livro. Os israelitas, que se encontravam reunidos nas planícies de Moabe, atravessam o Jordão e acampam na margem ocidental, com os pés já postos em Canaã. A partir daquele momento, Josué organiza diversas campanhas militares destinadas a tomar posse de todo o país. Primeiro, ataca localidades do centro da Palestina e, mais tarde, estende-se até os territórios do Norte e do Sul. Essas ações aparecem no livro precedidas de um discurso introdutório do próprio Josué, que situa a narração histórica no seu contexto teológico: “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés” (1.3). Essa manifestação ratifica a idéia de que o estabelecimento em Canaã não é uma mera conquista humana, mas um dom que Israel recebe do Senhor. A seção conclui em 12.24, com a relação dos reis que foram vencidos em batalhas em ambos os lados do Jordão.
A segunda seção (caps. 13—22) se ocupa dos vários incidentes relacionados com a distribuição de terras às tribos de Israel. A leitura desses caps., com as suas estatísticas e as suas longas listas de cidades importantes e de pequenos povoados, resulta em geral árida e pouco gratificante. Mas também é certo que aqui ocorrem dados de um interesse histórico evidente, graças aos quais puderam ser conhecidos os limites territoriais das tribos e pôde-se conseguir a identificação de diversos pontos geográficos citados aqui e ali no Antigo Testamento. Por outro lado, a descrição que Josué faz da divisão do país invadido revela a atenção que os israelitas prestaram à justiça distributiva, a fim de que cada uma das tribos dispusesse de um espaço para estabelecer-se: “Deu o Senhor a Israel toda a terra que jurara dar a seus pais; e a possuíram e habitaram nela” (21.43). Também a tribo sacerdotal de Levi — à qual não lhes havia designado propriedade territorial (13.14; ver a Introdução a Levítico e cf. Nm 18.20; Dt 18.1-2) — havia de contar com lugares de residência.
Os dois últimos caps. do livro (23—24) recolhem o discurso de despedida de Josué (cap. 23), a renovação da aliança e, finalmente, a morte e sepultamento daquele fiel servo de Deus que soube proteger o povo depois de Moisés e guiá-lo até o seu desejado destino (cap. 24).

ESBOçO:
1. A conquista de Canaã (1.1—12.24)
2. Distribuição do território entre as tribos de Israel (13.1—22.34)
3. Últimas palavras de Josué. Renovação da aliança (23.1—24.33)

ESTUDO DO LIVRO DE JOSUÉ


AUTOR
O autor do Livro de Josué é desconhecido e o que sabemos da época em que foi escrito depende da interpretação de determinadas pistas encontradas dentro do livro. As teorias vão desde a opinião de que o livro foi composto em grande parte pelo próprio Josué (Afirmação do Talmude), até a hipótese de que tenha sido escrito por alguém muito depois do retorno dos judeus do exílio na Babilônia.

Com certeza algumas passagens desse livro não poderiam ter sido escritas por Josué. Sua morte é registrada no capítulo final (24.29-32), bem como vários outros acontecimentos que ocorreram após sua morte são mencionados:
- A conquista de Hebrom por Calebe (14.6-15);
- A vitória de Otniel (15.13-17);
- E a migração para Dã (19.47).

Passagens paralelas em Juízes 1.10-16 e Juízes 18 confirmam que esses acontecimentos ocorreram após a morte de Josué. Portanto, o mais provável é que o livro tenha sido composto em sua forma final por um escriba ou editor posterior, mas foi baseado em documentos escritos por Josué.

DATA
Na opinião de muitos estudiosos, Josué não foi escrito antes do fim do período dos reis, uns 800 anos após os acontecimentos descritos no livro. A data exata em que Josué foi escrito não é clara. Determinadas observações dentro do próprio livro, tais como as referências de que algo é verdadeiro “até o dia de hoje,” sugerem que muitas das suas fontes recuam alguma data entre a morte de Josué (24.29-31) e a época de Samuel (1500 a.C.).

Vários elementos no livro de Josué sugerem uma data mais antiga de composição. Dentre os mais convincentes está em 16.10, diz que os cananeus não foram expulsos de Gezer e “até hoje vivem no meio do povo de Efraim”. 1 Reis 9.16 relata que o faraó conquistou Gezer e assassinou os cananeus que viviam ali, o que sugere que Josué foi escrito antes da época de Salomão. Outros exemplos incluem Josué 15.63 que registra que os jebuseus ainda habitavam em Jerusalém.

Por outro lado, uma vez que Josué 8.32 indica a atividade de escribas entre os israelitas naquela época, não há motivo para eliminar a possibilidade desse registro haver sido feito por esse servo de Deus.

QUEM ERA JOSUÉ
O nome significa “O Senhor é minha salvação"; também "o Senhor salva”. Filho de Num, da tribo de Efraim, era chamado inicialmente de Oséias. Foi uma das pessoas mais destacadas do Antigo Testamento. Um dedicado cooperador de Moisés, era geralmente chamado de “servo de Moisés”. A primeira aparição de Josué no Êxodo é na batalha dos israelitas contra os amalequitas em Refidim, sendo ele o comandante dos guerreiros de Israel (Êx 17.90). Foi um dos 12 espias (Nm 14) e General bem sucedido (Êx 17).

Moisés recebeu ordens de Deus para eleger Josué seu sucessor e foi ele que entrou com o povo na Terra Prometida. Josué revelou ser não somente um estrategista militar nas batalhas que se seguiram na conquista de Canaã, mas também um estadista na maneira de governar as tribos. Acima de tudo era o servo escolhido de Deus para dar prosseguimento à obra de Moisés e para assentar Israel em Canaã.

A vida de Josué foi repleta de emoção, diversidade, sucesso e honra. Era conhecido pela profunda confiança em Deus. Na juventude viveu a realidade da escravidão no Egito, mas viu também as pragas sobrenaturais enviadas por Deus ao Egito e o milagre das águas do mar Vermelho se abrirem diante do povo de Israel. Somente ele teve permissão de subir o monte Sinai com Moisés, onde foram outorgadas as tábuas da Lei (Êx 24.13-14).

Josué foi eleito para representar sua tribo, Efraim, quando os 12 espias foram enviados para conhecer a região de Canaã. Somente ele e seu amigo Calebe estavam dispostos a obedecer a vontade de Deus e tomar posse da terra (Nm 14.26-34).

Morreu com 110 anos e foi sepultado em Timnate-Sera, no monte de Efraim (24.29-30).

ESFERA DE AÇÃO
O livro cobre um período de aproximadamente 24 anos, que vai desde a morte de Moisés até a morte de Josué.

CONTEXTO DA ÉPOCA
As datas do Êxodo e da conquista de Canaã são questões de debate contínuo e que não serão solucionadas nesse estudo. Todavia os relatos de Josué acontecem no final do século XV ou por volta do século XII a.C, eles teriam ocorrido após a expulsão dos hicsos do Egito, em meados do século XVI. 

Nesse período Palestina e Síria eram repletas de cidades-estado independentes ou confederadas, cada uma ansiosa para se beneficiar das oportunidades econômicas oferecidas por sua localização. Cartas encontradas na antiga capital egípcia de Tell el-Amarna, escrita por reis cananeus subordinados a corte egípcia no século XIV a.C., concedem informações confiáveis sobre essa situação. O século XIV testemunhou o declínio do poder do Egito durante a Dinastia XVIII, até o fim dos gloriosos dias da Dinastia XIX. Os reis das cidades-estado que escreveram as cartas, pediam auxílio militar dos egípcios que já não tinham o poderio de antes. Com base nessas correspondências, fica patente que o controle egípcio da Palestina diminuíra e que os reis cananeus lutavam por poder político.

ANTECEDENTES HISTÓRICOS E ARQUEOLOGIA
As potencias do Antigo Oriente Médio eram relativamente fracas. Os heteus tinham desaparecido de cena. Nem a Babilônia, nem o Egito conseguiam manter uma presença militar constante em Canaã e os assírios só enviaram seus exércitos para lá séculos mais tarde.

A Medida que as tribos de Israel iam viajando em semicírculo a leste do mar Morto, somente o povo de Edom oferecia alguma resistência. Moabe foi obrigado a deixar Israel passar por suas terras e até acampar em suas planícies. Quando Ogue e Seom, reis regionais amorreus da Transjordânia, tentaram impedir o avanço dos israelitas, foram facilmente derrotados, tendo suas terras ocupadas.

Os arqueólogos bíblicos chamam esse período de Alta Idade do Bronze (1500-1200 a.C.). Hoje, milhares de produtos feitos pelas mãos do homem dão testemunho da cultura material dos cananeus, em muitos aspectos superior à dos israelitas. Quando as ruínas do reino antigo de Ugaribe foram descobertas no local hoje chamado de Ras Shamra, no litoral norte da Síria, veio à tona a fartura de novas informações concernentes a vida doméstica, comercial e religiosa dos cananeus. Além de um idioma semelhante ao hebraico, havia história de reis e deuses da antiguidade. Além disso, foram descobertos templos, altares, túmulos e vasos de rituais pagãos que lançaram luz sobre a cultura e os costumes dos povos ao redor de Israel.

Escavações nos sítios arqueológicos antigos de Megido, Bete-Seã e Gezer demonstram que essas cidades eram verdadeiras fortalezas, razões que podem explicar os motivos de não terem sido dominadas por Josué e seus soldados. No entanto muitas outras cidades fortificadas foram tomadas por Israel, que se tornou assim potência dominante na região.

Segundo relato bíblico, Josué incendiou depois de Jericó e de Ai, somente Hazor (11.31), dificultando assim o trabalho de datação desses acontecimentos com base nos níveis de destruição em antigas cidades de Canaã. Qualquer tentativa nesse sentido pode ser facilmente questionada, por haver pouco material disponível.

Muitos dados da arqueologia parecem apoiar algo em torno de 1250 a.C como provável data da invasão de Josué em Canaã. Essa data encaixa-se bem com um êxodo que nesse caso teria acontecido 40 anos antes, no reinado do famoso Ramessés II, o qual reinava entronizado no delta do Nilo, numa cidade de mesmo nome (Êx 1.11). Ao mesmo tempo, situa José no Egito numa situação favorável. Quatrocentos anos antes de Ramessés II, os faraós eram hicsos semitas, que também reinavam entronizados no delta, perto da terra de Gósen.

Existem bons argumentos, porém a favor da opinião tradicional de que a invasão tenha ocorrido por volta de 1406 a.C. A opressão teria sido realizada no reinado de Amenotepe II, depois da morte do pai, Tutmés III, que segundo se sabe, empregava mão de obra escrava em seus empreendimentos arquitetônicos. 

TEMA CENTRAL
A conquista da Terra Prometida. Após a morte de Moisés, Deus comissionou Josué para continuar sua promessa que havia feito aos patriarcas, ou seja, a conquista e ocupação da Terra Prometida. Esse aspecto específico da promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó (Gn 12.1-3) é o tema dominante desde Gênesis até Deuteronômio.

Quando Deuteronômio chega ao fim, e começa o livro de Josué as tribos de Israel ainda estavam acampadas a leste do rio Jordão. A narrativa começa quando Deus manda que o povo avance e atravessem o Jordão a pés enxutos, como havia acontecido no mar Vermelho. Em seguida vem a narrativa de várias vitórias no centro, sul e norte de Canaã, as quais deram ao povo de Israel o controle de toda a região montanhosa e do Neguebe. O livro apresenta detalhes sobre a herança de cada tribo e chega ao fim com os últimos discursos de Josué ao povo. O tema do livro, portanto, é o assentamento de Israel na Terra Prometida.

PROPÓSITO E MENSAGEM
Há duas concepções errôneas com relação ao livro de Josué. Uma delas é ele ser apenas a história de um homem destemido e temente a Deus; a outra é ser tão somente o registro militar da conquista de Canaã. Ambas devem ser superadas para descobrir porque o livro foi escrito. Considerando a primeira, a falta de detalhes biográficos e as escassez de expressões de aprovação ou reprovação das ações de Josué sugerem que ele não é o foco do conteúdo, embora desempenhe um papel importante nos acontecimentos do livro. Quanto a segunda, a pesquisa minuciosa revela que na verdade, são apresentados poucos detalhes da estratégia e da conquista militar. Além disso, nem biografias nem histórias militares explicam a parte da divisão das terras (capítulos 13 a 19).

Descartadas as concepções errôneas, vemos que as estratégias militares descritas no texto são de Deus e não de Josué. Em cada narrativa de batalha, dá-se o mínimo de informação para transmitir a idéia de que Deus arquitetou a vitória e suas instruções foram executadas conforme suas orientações a Josué.

Com fundamento nessa inclinação ao papel de Deus, na inclusão de todas as partes do livro e dos acontecimentos feitos pelo narrador, fica claro que o propósito da obra é demonstrar como Deus cumpriu sua promessa de levar os israelitas à terra mostrada a Abraão. É importante afirmar a fidelidade divina em realizar sua parte na aliança. Isso mostra as referências frequentes à entrega da terra ao povo e por que seu papel recebe tanta atenção.

A mensagem é que Deus cumpre suas promessas por mais impossíveis que pareçam. Ele levava sua aliança com Abraão a sério e pretendia cumpri-la.

INTERVENÇÃO SOBERANA DE DEUS
Parece evidente que o elemento milagroso não pode ser removido do livro de Josué sem danificar severamente o propósito teológico. O livro insiste que o Senhor intervém de forma soberana na história para executar seu plano e cumprir sua promessa. Isso não é descrito como intervenção fortuita como a encontrada na teologia politeísta do Antigo Oriente Médio. Pelo contrário, faz parte do plano contínuo e coerente de Deus traçado pela literatura histórica, previsto pela literatura profética e culminando no nascimento, vida e morte de Jesus Cristo.

ESBOÇO DE JOSUÉ
I. Preparação da herança 1.1-5.15
Mediante a escolha do líder do exército 1.1-18
1) Josué ouve o chamado 1.1-9
2) Josué dá o mandamento 1.10-15
3) Josué recebe estímulo 1.16-18
Mediante o preparo do exército para a batalha 2.1-5.15
1) Procurando a moral do inimigo 2.1-24
2) Posicionando o povo para a batalha 3.1-5.1
3) Fortalecendo as tropas para a guerra 5.2-12
4) Convencendo um líder a servir 5.13-15
II. Possuindo a herança 6.1-12.24
O território central 6.1-8.35
1) A obediência traz a conquista - Jericó 6.1-27
2) O pecado traz a derrota - Acã 7.1-26
3) O arrependimento traz a vitória - Ai 8.1-29
4) A lei traz a bênção - Monte Ebal e monte Gerizim 8.30-35
O território do Sul 9.1-10.43
1) O engano traz o cativeiro - Gibeonitas 9.1-27
2) Os milagres trazem a liberação - Amorreus 10.1-43
O território do Norte 11.1-15
Revisando os territórios conquistados 11.16—12.24
1) Os territórios 11.16-23
2) Os reis 12.1-24
III. Compartilhando a herança 13.1-22.34
Distribuindo a herança 13.1-21.45
1) Partes ainda não conquistadas 13.1-7
2) Partes para Ruben, Gade e Manassés 13.8-33
3) Dividindo as partes a oeste da Jordânia 14.1-5
4) Uma parte para Calebe 14.6-15
5) Uma parte para Judá 15.1-63
6) Uma parte para Efraim e Manassés 16.1-17.18
7) Partes para as tribos restantes 18.1-19.48
8) Uma parte para Josué 19.49-51
9) Cidades de refúgio e para os levitas 20.1-6.21.42
10) Epílogo 22.1-34.
Discutindo o futuro 22.1-34
1) Uma benção para as tribos do Leste 22.1-9
2) Uma explicação para o altar 22.10-34
IV. O discurso final de Josué e sua morte 23.1—24.33
Josué aconselha os líderes 23.1-16
Josué desafia o povo 24.1-28
Josué morre 24.29-33



FONTES:
Pequena Enciclopédia Bíblica, Orlando Boyer – CPAD.
Dicionário Bíblico – Editora Didática Paulista.
Bíblia Plenitude
Bíblia de Estudo de Genebra
Bíblia de Estudo NVI
Apostilha de Teologia da FTB
Panorama do Antigo Testamento – Ed Vida

FONTE:
http://ensinadorcristao.blogspot.com.br
https://sites.google.com
http://www.santovivo.net

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