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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

376-O LIVRO DE ATOS DOS APÓSTOLOS




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Atos dos Apóstolos

Os Atos dos Apóstolos (grego: Πράξεις των Αποστόλων, ton praxeis apostolon; Latim: Acta Apostolorum) é o quinto livro do Novo Testamento. Geralmente conhecida apenas como Atos, ele descreve a história da Era Apostólica. O autor é tradicionalmente identificado como Lucas, o Evangelista.
O Evangelho de Lucas e o livro de Atos formavam apenas dois volumes de uma mesma obra, o qual daríamos hoje o nome de História das Origens Cristãs[1]. Lucas provavelmente não atribuiu a este segundo livro um título próprio. Somente quando seu evangelho foi separado dessa segunda parte do livro e colocado junto com os outros três evangelhos é que houve a necessidade de dar um título ao segundo volume[2]. Isso se deu muito cedo, por volta de 150dC. Tanto em sua intenção quanto em sua forma literária, este escrito não é diferente dos quatro evangelhos[3].
Escritores do século II e III fizeram várias sugestões para nomear essa obra, como O memorando de Lucas (Tertuliano) e Os atos de todos os apóstolos (Cânon Muratori). O nome que finalmente iria consagrar-se aparece pela primeira vez no prólogo antimarcionita de Lucas (final do século II[4]) e em Ireneu[5]. A palavra Atos denotava um gênero ou subgênero reconhecido, caracterizado por livros que descreviam os grandes feitos de um povo ou de uma cidade[2]. O título segue um costume da literatura helenística, que conhecia os Atos de Anibal, os Atos de Alexandre, entre outros.
O objetivo desse livro é mostrar a ação do Espírito Santo na primeira comunidade cristã e, por ela, no mundo em redor. O conteúdo do livro não corresponde ao seu título, porque não se fala de todos os apóstolos, mas somente de Pedro e de Paulo. João e Felipe aparecem apenas como figurantes. Entretanto, não são os atos desses apóstolos que achamos no livro, mas antes a história da difusão do Evangelho, de Jerusalém até Roma, pela ação do Espírito Santo[3].

Índice


Composição

Autoria

Enquanto a identidade exata do autor é debatida, o consenso é que este trabalho foi composta por um gentio de fala grega que escreveu para uma audiência de cristãos gentios. Os Pais da Igreja afirmaram que Lucas era médico, sírio de Antioquia e um adepto do Apóstolo Paulo. Os estudiosos concordam que o autor do Evangelho de Lucas é o mesmo que escreveu o livro de Atos dos Apóstolos. A tradição diz que os dois livros foram escritos por Lucas companheiro de Paulo (nomeado em Colossenses 4:14 ). Essa visão tradicional da autoria de Lucas é "amplamente aceita, visto que a autoria Lucana é quem mais satisfatoriamente explica todos os dados"[6]. A lista de estudiosos que mantém a autoria de Lucas é longa e representa a opinião teológica majoritária[7]. No entanto, não há consenso. De acordo com Raymond E. Brown, a opinião corrente sobre a autoria de Lucas é 'dividida'.

Título

Ilustração bizantina do Século X. Nela, Lucas escreve seu dois livros do Novo Testamento. De acordo com os especialistas, os livros de Lucas e Atos faziam parte da mesma obra.
O título Atos dos Apóstolos (grego Πράξεις ἀποστόλων praxeis Apostolon) não fazia parte do texto original. Foi usado pela primeira vez por Ireneu no final do segundo século. Alguns têm sugerido que o título de Atos deve ser interpretado como Os Atos dos Espírito Santo ou ainda Os Atos de Jesus, uma vez que Atos 1:1 dá a impressão de que esses atos foram definidos como algo que Jesus continuou a fazer e ensinar, sendo Ele mesmo o principal personagem do livro.
O Evangelho de Lucas e o livro de Atos formavam apenas dois volumes de uma mesma obra, o qual daríamos hoje o nome de História das Origens Cristãs[1]. Lucas provavelmente não atribuiu a este segundo livro um título próprio. Somente quando seu evangelho foi separado dessa segunda parte do livro e colocado junto com os outros três evangelhos é que houve a necessidade de dar um título ao segundo volume[2]. Isso se deu muito cedo, por volta de 150dC. Tanto em sua intenção quanto em sua forma literária, este escrito não é diferente dos quatro evangelhos[3].
Escritores do século II e III fizeram várias sugestões para nomear essa obra, como O memorando de Lucas (Tertuliano) e Os atos de todos os apóstolos (Cânon Muratori).O nome que finalmente iria consagrar-se aparece pela primeira vez no prólogo antimarcionita de Lucas (final do século II[4]) e em Ireneu[5]. A palavra Atos denotava um gênero ou subgênero reconhecido, caracterizado por livros que descreviam os grandes feitos de um povo ou de uma cidade[2]. O título segue um costume da literatura helenística, que conhecia os Atos de Anibal, os Atos de Alexandre, entre outros.

Gênero

A palavra Atos denotava um gênero reconhecido no mundo antigo, que era característico dos livros que descreviam os grandes feitos de pessoas ou de cidades. Existem vários livros apócrifos do Novo Testamento, incluindo dos Atos de Tomé até os Atos de André, Atos de João e Atos de Paulo. Inicialmente, o Evangelho segundo Lucas e o livro de Atos dos Apóstolos formaram uma única obra; Foi só quando os evangelhos começaram a ser compilados em conjunto que o trabalho inicial foi dividida em dois volumes com os títulos acima mencionados.
Os estudiosos modernos atribuem uma ampla gama de gêneros para os Atos dos Apóstolos, incluindo a biografia, romance e história. Entretanto, a maioria interpretam o gênero do livro de histórias épicas dos primeiros milagres cristãos, da história da igreja primitiva e das conversões[8].

Fontes

O autor de Atos invocou várias fontes, bem como a tradição oral, na construção de sua obra do início da igreja e do ministério de Paulo. A prova disso é encontrada no prólogo do Evangelho de Lucas, onde o autor faz alusão às suas fontes, escrevendo:
Muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se cumpriram entre nós, conforme nos foram transmitidos por aqueles que desde o início foram testemunhas oculares e servos da palavra. Eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo, e decidi escrever-te um relato ordenado, ó excelentíssimo Teófilo, para que tenhas a certeza das coisas que te foram ensinadas. (Lucas 1:1-4)
A mesma maneira de se falar "Teófilo", é encontrada apenas em (Lucas 1:1-4) e em (Atos 1:1-2), indicando uma provável autoria de Lucas em Atos dos Apóstolos.
Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar, até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera. (Atos 1:1-2)
Alguns estudiosos acreditam que o nós das passagens encontradas no livro de Atos são exatamente algumas citações dessas fontes que anteriormente acompanharam Paulo em suas viagens. Acredita-se que o autor de Atos não teve acesso a coleção de cartas de Paulo. Uma parte das evidências sugerem que, apesar do livro citar o autor acompanhando Paulo em boa parte de suas viagens, Atos nunca cita diretamente nenhuma das Epístolas paulinas, nem menciona que Paulo escrevia cartas. As discrepâncias entre as epístolas paulinas e Atos apoia ainda a conclusão de que o autor de Atos não tem acesso a essas epístolas ao redigir seu livro.
Entretanto, a melhor explicação para o uso do pronome nós a partir de Atos 16 é que o próprio Lucas esteve com Paulo nessas ocasiões. A sua lembrança como testemunha ocular, juntamente com o contato pessoal bastante próximo com o apóstolo Paulo, explica melhor o material de Atos 16-28.
Outras teorias sobre as fontes de Atos são ainda mais controversas. Alguns historiadores acreditam que os o livro toma emprestado fraseologia e elementos do enredo de As Bacantes e de Eurípedes[9]. Alguns acham que o texto de Atos mostra evidências de ter usado o historiador judeu Flávio Josefo como fonte[10], mas essas duas evidências anteriores já se mostraram serem praticamente impossíveis.

Local de composição

O lugar de composição e os leitores que Lucas tinha em mente ao escrever seu livro ainda é incerto. A tradição liga Lucas com Antioquia. Existe uma pequena evidência interna que faz essa ligação. Outra possível localidade da composição desse livro é Roma, uma vez que a história de Atos termina ali.
Existe ainda outros estudioso que creem que o livro foi escrito em Éfeso, visto que Lucas demonstra considerável interesse por essa cidade. Observe as alusões feitas no livro de Atos a Escola de Tirano (Atos 19:9) e a Alexandre (Atos 19:33), além da detalhada topografia de Atos 20:13-15. Qualquer dos assuntos dessa região, incluindo o futuro da igreja em Éfeso (Atos 20:28-30), são tratados como se fossem de especial interesse de Teófilo e seu círculo. Existe também uma antiga tradição que afirma que Lucas morreu perto de Bitínia. Por fim, foi nessa região que surgiram algumas controvérsias e alguns protestos públicos contra ele (por exemplo, Atos 19:23-41). Sendo assim, o trabalho de Lucas seria uma tentativa de fazer uma apologia da Igreja Primitiva contra as acusações da Sinagoga que pretendia influencias a política romana. É bom lembrar que o judaísmo tinha muita força na Ásia[11]

Precisão histórica

A questão da autoria está amplamente ligado ao valor histórico do conteúdo. A maioria dos estudiosos acreditam que o livro de Atos é historicamente exato e válido segundo a arqueologia[12], enquanto os críticos acham o trabalho muito impreciso, especialmente quando comparado com as epístolas de Paulo[13]. A questão-chave da controversa da historicidade do livro é a descrição que Lucas faz de Paulo. De acordo com o ponto de vista da maioria, Atos descreve Paulo diferente de como ele descreve a si mesmo em suas epístolas, tanto historicamente quanto teologicamente. Atos difere das cartas de Paulo sobre questões importantes, tais como a Lei, o apostolado de Paulo, bem como sua relação com a Igreja de Jerusalém. Os estudiosos geralmente preferem os relato de Paulo. No entanto, alguns historiadores e estudiosos proeminentes, representando a visão tradicional, vêem o livro de Atos como sendo bastante precisos e corroborados pela arqueologia[14], além de afirmar que a distância entre o Paulo das epístolas e o Paulo do livro de Atos é exagerada pelos estudiosos.

Data da Redação

O cerco e destruição de Jerusalém, por David Roberts (1850). Para os especialistas, a não menção da rebelião judaica e da destruição da cidade ocorrida em 70 dC aponta para uma data anterior ao episódio
A atmosfera cultural e política descrita no livro de Atos sugere que o livro tenha sido escrito no primeiro século[15]. Entretanto, as datas propostas para o livro vão de 62 dC, ano em que ocorre o último acontecimento narrado no livro Atos 28:30, até meados do século II, quando ocorre a primeira referência explícita ao livro de Atos[16]. Para consultar a opinião de vários especialistas veja When was the Book of Acts witten?

Anterior a 70 dC

Donald Carson, Douglas Moo e Leon Morris datam o livro em 62 D.C.[17]. Os três especialistas observam que a ausência de qualquer menção à destruição de Jerusalém seria pouco provável se o livro tivesse sido escrito depois de 70 dC. Leon Morris sugeriu que a não menção da morte de Paulo, personagem central do livro, aponta para uma data antes de sua morte, em 64 dC. Além disso, não há referência no livro de Atos da morte de Tiago (62 dC) e de Pedro (67 dC). Howard Marshall observa que Lucas parece não ter lido as cartas de Paulo[18]. Isso torna ainda mais improvável uma data avançada para o livro de Atos, uma vez que as cartas de Paulo circulavam nas igrejas. Outros argumentos que apontam para essa data recente são: (1) a descrição que Lucas faz do judaísmo como uma religião autorizada, uma situação que teria mudado abruptamente com a erupção da rebelião judaica contra Roma em 66 dC; (2) o fato de Lucas omitir qualquer referência à perseguição promovida por Nero, a qual, caso tivesse acontecido enquanto Lucas escrevia certamente teria afetado de alguma maneira a sua narrativa; (3) os detalhes vívidos da narrativa do naufrágio e da viagem (Atos 27:1 - 27), o que sugere uma experiência bem recente[19]. Outro ponto é que Lucas nota o cumprimento da profecia de Ágabo (Atos 11:28). Se estivesse escrevendo depois de 70 dC, seria lógico esperar que mencionasse em algum lugar o cumprimento da profecia de Jesus de que a cidade seria destruída (Atos 21:20

Entre 80 e 95 dC

Atualmente, a maioria dos estudiosos acredita que Atos foi escrito nos anos 80 dC ou um pouco depois [20]. Um pequeno indicador sobre a possível datação do livro pode estar em Atos 6:9, que menciona a província de Cilícia. Essa Província romana tinha sido perdida em 27 dC e foi restabelecida pelo Imperador Vespasiano apenas em 72 dC[21], o que dataria a obra depois dessa data. Entretanto, uma vez que Paulo era da Cilícia e refere-se a si mesmo utilizando esse nome (veja Atos 21:39 e Atos 22:3), parece natural que o nome da província teria continuado a ser usado entre os seus moradores, apesar do hiato na nomenclatura oficial romana.
Outro argumento para essa datação é o pressuposto de que Atos foi escrito depois do Evangelho de Lucas. Esses estudiosos costumam datar essa obra depois do ano 70 dC baseados em duas suposições: Lucas foi escrito depois da queda de Jerusalém pelos romanos; a outra é que o Evangelho de Marcos, que Lucas provavelmente empregou, deve ser datado em meados dos fins do anos 60 dC. Isso colocaria o livro de Atos em meados de 75 dC[22].

Uma data no Século II

Hoje em dia poucos eruditos acreditam que Atos é uma obra do século II[23]. Mas o estudiosos que defendem essa hipótese apontam os vários paralelos existentes entre o livro de Atos e as duas mais importantes obras de Flávio Josefo: A Guerra dos Judeus (75-80dc) e Antiguidades Judaicas (94 dC)[24]. Alguns eruditos argumentam que Lucas utilizou material das duas obras de Josefo, ao invés do contrário, o que indicaria que Atos foi escrito por volta do ano 100 dC ou um pouco mais tarde[25][26]. Três pontos de contato principais com as obras de Flávio são citados: (1) As circunstâncias que rodearam a morte de Agripa I em 44 dC. Aqui Atos 12:21-23 é em grande parte paralela à Antiguidades Judaicas 19.8.2; (2) O tribuno romano confunde Paulo com o falso profeta egípcio que iniciou um revolta no Monte das Oliveiras Atos 21:38. Josefo cita essa revolta em A Guerra dos Judeus 2.13.5 e em Antiguidades 20.8.6; (3) As revoltas de Teudas e Judas, o galileu são citados por ambos os autores (Atos 5:36 e Antiguidades 20.5.1).
De acordo com John Townsend, não é antes das últimas décadas do século II que se encontra vestígios indiscutíveis do trabalho [livro de Atos][27]. Townsend, voltando-se para as fontes por trás dos escritos de pseudo-Clemente, argumenta que a data para a composição final da obra está na metade do século II. Entretanto, de acordo com Richard Pervo, o ensaio [de Townsend] é prudente mas metodologicamente aventureiro e em última análise é lição valiosa do perigo de se estabelecer a data de Atos ou de qualquer trabalho, alegando para o mais cedo possível de origem[28].
Os argumentos mais fortes que ajudaram a minar esse ponto de vista foram os vestígios que Donald Guthrie encontrou do livro Atos na Epístola de Policarpo aos Filipenses (110 dC) e em uma epístola de Inácio (117 dC)[29]. De acordo com Guthrie, Atos provavelmente era bastante conhecido em Antioquia e Esmirna por volta de 115 dC, e em Roma, perto de 96 dC[30].

Principais acontecimentos

O Livro de Atos inicia-se com a ascensão de Jesus, o qual determinou aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém até que fossem revestidos com por uma unção celestial que é descrita nos fatos ocorridos durante o dia de Pentecostes. A escolha do discípulo Matias que foi precedida do suicídio de Judas, nos versículos de 1:16 -20 Pedro fala sobre o campo (Aceldama) que ele adquiriu com as 30 moedas de prata.
Os capítulos seguintes relatam os primeiros momentos da igreja primitiva na Palestina sob a liderança de Pedro, as primeiras conversões de judeus e depois dos gentios, o violento martírio de Estêvão por apedrejamento, a conversão do perseguidor Saulo de Tarso (Paulo) que se torna a partir de então um apóstolo, mencionando depois as missões deste pelas regiões orientais do mundo romano, mais precisamente pela Ásia Menor, Grécia e Macedônia, culminando com a sua prisão e julgamento quando retorna para Jerusalém e, finalmente, fala sobre sua viagem para Roma.
Pode-se dizer que do começo até o verso 25 do capítulo 12, o Livro de Atos dá um enfoque maior ao ministério de Pedro, em que, depois da ressurreição de Jesus Cristo e do Pentecostes, o apóstolo pregou corajosamente e realizou muitos milagres, relatando, em síntese, o estabelecimento e a expansão da Igreja pelas regiões da Judeia e de Samaria, seguindo para alguns países da Ásia Menor.
Já a outra metade da obra centraliza-se mais no ministério de Paulo (do capítulo 13 ao final) e poderia ser subdividido em seis partes:
1.                      a primeira viagem missionária liderada por Paulo e Barnabé;
2.                      o Concílio de Jerusalém;
3.                      a terceira viagem missionária de Paulo em que o Evangelho é levado à Europa;
4.                      a terceira viagem missionária;
5.                      o julgamento de Paulo;
6.                      a viagem de Paulo a Roma.
Importante destacar que no livro de Atos é narrada a rejeição contínua do Evangelho pela maioria dos judeus, o que levou à proclamação das Boas Novas aos povos gentios, principalmente por Paulo.

Estabelecimento da Igreja

Narra o livro de Atos que, antes de subir aos céus, Jesus determinou aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém até que recebessem o poder do alto através do Espírito Santo e que a partir de então eles se tornariam suas testemunhas até os confins da terra.
Enquanto aguardavam o cumprimento da promessa, foi escolhido o nome de Matias em substituição a Judas Iscariotes que tinha suicidado.
Com a descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes, ocorre uma experiência sobrenatural em que os judeus de outras nacionalidades que estavam presentes na festa ouviram os discípulos falando em seus próprios idiomas, o que chamou a atenção de uma multidão de pessoas para o local onde estavam reunidos.
Corajosamente, Pedro inicia um discurso explicando o motivo do acontecimento em que três mil pessoas são convertidas para o cristianismo que foram batizados, passando a congregar levando uma vida de comunitária de muita oração onde se presenciavam prodígios e milagres feitos pelos apóstolos.
De acordo com os versos 42 a 44 do capítulo 2, os cristãos primitivos tinham todos os seus bens em comum, o que parece ter se mantido por anos na igreja de Jerusalém. Já os versos 32 a 37 do capítulo 4 informam que "ninguém considerava exclusivamente sua nenhuma das coisas que possuía" e que os que eram donos de propriedades vendiam suas terras ou casas e depositavam o valor da venda perante os apóstolos para que houvesse distribuição entre os que tinham necessidades materiais.
Um milagre importante, a cura de um homem coxo de nascença que pedia esmola na porta do Templo, é relatado logo no capítulo 3 do livro, o que provoca a prisão de Pedro e do Apóstolo João que são trazidos perante o Sinédrio. Repreendidos pelas autoridades judaicas para que não pregassem mais no nome de Jesus, os dois apóstolos, os quais responderam que estavam praticando a vontade de Deus e não dos homens.
Novas prisões dos apóstolos ocorrem no livro de Atos, pois o crescimento da Igreja incomodava o sumo sacerdote e a seita dos saduceus, conforme é narrado nos versos de 17 a 42 do capítulo 5 da obra. Porém, com o parecer dado pelo rabino Gamaliel, o Sinédrio resolve libertar Pedro e os demais, depois de castigá-los com açoites.
Com o crescimento do número de discípulos, é instituído o cargo de diácono para ajudar nas atividades da Igreja, entre os quais estavam Estêvão e Filipe, o Evangelista que muito se destacaram em seus ministérios. Porém, Estêvão é preso, conduzido ao Sinédrio e condenado à morte.

As primeiras perseguições e a expansão da fé cristã

Após o apedrejamento de Estêvão, Saulo de Tarso empreende uma grande perseguição à Igreja em Jerusalém, o que dispersou vários discípulos pelas regiões da Judeia e Samaria, chegando também o Evangelho à Fenícia, Chipre e Antioquia.
Algumas obras de Filipe, o Evangelista, são narradas em Atos, entre as quais a sua passagem por Samaria e a conversão de um eunuco etíope na rota comercial de Gaza.
Saulo de Tarso ao tentar empreender novas perseguições, converte-se quando viajava para Damasco e tem uma visão de Jesus, ficando cego por três dias, até ser curado quando se encontra com Ananias.
Depois destes acontecimentos, a Igreja passa por um período de paz. Dois milagres de destaque narrados nesse momento da obra de Lucas são a cura do paralítico Eneias, em Lida, e a ressurreição de Dorcas, na cidade de Jope.
Vimos em Dorcas um exemplo de alguém que se doou para que a Igreja nascente tivesse razão social de ser, além de razão espiritual convincente. Se a Igreja manifestava Jesus Cristo como aquele capaz de conduzir o homem a Deus pelo seu grande amor e doação pelos seres humanos, Deus usava seres humanos como Dorcas para manifestar o seu grande amor aos demais seres humanos numa dimensão horizontal. Foi assim que, morrendo Dorcas, a Tabita querida, Deus pode e quis ressuscitá-la pelo seu grande poder e amor diante do clamor dos que foram por ela favorecidos - toda a comunidade jopeana.

O Evangelho chega aos gentios

Narra o capítulo 10 de Atos que Simão Pedro, encontrando-se em Jope, recebe uma visão em que Deus lhe ordena alimentar-se de vários animais considerados imundos ou impróprios para o consumo (v.11), conforme a lei mosaica. Pedro entende então o real significado. A visão não o estava pedindo ou mudando a lei no que se refere a carne de animais imundos, mas que Deus estava o orientando para não fazer discriminação, pois o evangelho deveria ser pregado a todos independente da origem, judeus ou gentios (v.28). Entendendo isso, Pedro prega o Evangelho na casa de um centurião romano de Cesareia chamado Cornélio, o qual se converte juntamente com todos os que ouviram o discurso do apóstolo, sendo depois batizados.
Por este motivo, Pedro é questionado pelos outros apóstolos e cristãos da Judeia que se convencem.
ATOS DOS APÓSTOLOS | De Jerusalém a Roma

INTRODUÇÃO – A questão da data e esboço
 

É necessário fazer uma breve observação sobre a data do livro. Várias alternativas têm sido propostas para seu tempo de produção. Mas nos parece bem ajustado o comentário encontrado na Bíblia Século 21:

O livro de Atos parece ter sido escrito mais ou menos na época da primeira prisão de Paulo. A narrativa da viagem de Paulo rumo à prisão em Roma encerra o livro. Não se entrevê em Atos nem a segunda prisão nem o martírio de Paulo. É muito grande a probabilidade de que Lucas o escrevera quando estava junto com Paulo em Roma, conforme nos fazem entender as seções “nós” .
Este comentário parece ajustado porque além de se encerrar com Paulo na primeira prisão em Roma, o que sucedeu entre os anos 57 a 60, o livro ignora seu martírio, que teria ocorrido entre os anos 64 e 67, bem como a destruição de Jerusalém, no ano 70. O livro se fecha com Paulo em prisão domiciliar em Roma. Por isso, sobre sua provável data de redação, ficamos com as palavras de Crabtree: “Todas as investigações sobre a data de Atos convergem para o curto período de 63 a 66”  . É provável que tenha sido antes de 64, pois nessa data sucedeu o incêndio de Roma e se iniciou a grande perseguição de Nero. Lucas, um historiador, ignora ambos os eventos.
Para encerrar esta visão geral do livro de Atos, se faz necessário ter um esboço da obra diante de nós porque ele nos ajudará a ver as partes do todo e entender como a história se desenrola.

Dentre os muitos esboços propostos, escolhemos o de Charles Talbert, conforme apresentado em uma revista teológica , e, recomendamos, sua leitura atenta para se ter um bom vislumbre do que é narrado em Atos:
I. ATOS 1-5 – A igreja primitiva em Jerusalém
1. O prefácio literário: 1.1-5
2. Narrativas preparatórias para o Pentecostes: 1.6-26
3. Pentecostes: cap. 2
4. Pregando o evangelho em Jerusalém: caps. 3 a 5
II. ATOS 6.1-13.33 – Os helenistas e o início da missão aos gentios
1. A escolha dos sete: 6.1-7
2. A história de Estêvão: 6.8-8.3
3. A missão em Samaria: 8.4-40
4. O interlúdio paulino: 9.1-31
5. Pedro trabalha nas cidades costeiras: 9.32-11.18
6. Os helenistas chegam a Antioquia: 11.19-30
7. Término das narrativas em Jerusalém: cap. 12
8. A igreja de Antioquia envia os primeiros missionários à diáspora: 13.1-3
III. ATOS 13.4-15.30 – A primeira missão paulina e suas conseqüências
1. A primeira jornada missionária: 13.4-14.28
2. A conferência de Jerusalém: 15.1-35
IV. ATOS 15.36-21.16 – A missão grega de Paulo  
1. A primeira missão paulina em território grego: 15.36-18.22
2. A segunda missão paulina em território grego: 18.23-21.16
V. ATOS 21.17-28.31 – A estrada para Roma
1. Em Jerusalém: 21.17-23.25
2. Em Cesaréia: 24.1-26.32
3. A viagem para Roma: 27.1-28.16
4. Paulo em Roma: 28.17-31
Com este esboço em mente, veremos os grandes temas de Atos. Sendo um livro de conteúdo tão diversificado, fica difícil fazer algo conciso. O esboço nos ajudará em nossa caminhada. Não analisaremos o livro capítulo por capítulo, em ordem, como eles aparecem. O espaço não nos permite. Também, não seguiremos o esboço, mas este nos permite ver os assuntos do livro. Em nosso plano de trabalho, veremos seus tópicos principais, procurando expor o ensino geral do livro, de modo a compreendermos seu sentido e nos aprofundarmos no conhecimento da Palavra de Deus. E, além da análise do significado dos eventos, procuraremos ver como isto nos afeta, o que tem a ver com nossa vida. Não basta estudar a Bíblia. É preciso aplicar a Bíblia à nossa vida.

 

INTRODUÇÃO – A questão geográfica

É necessário observar, também, os limites geográficos do livro porque eles nos mostram que há um rumo literário e teológico na sua estrutura. O livro começa com o cristianismo em Jerusalém (1.12), ainda como um movimento judaico (em 24.5, já no final da obra, o cristianismo ainda é chamado de “seita dos nazarenos”). Os próprios seguidores de Jesus se viam como uma seita judaica e se intitulavam “os do Caminho” (9.2 e 22.4). Só a partir de Antioquia, em Atos 11.26, é que os seguidores de Jesus foram chamados “cristãos”. Em Atos 15 é que sucede a ruptura teológica com o judaísmo, com a igreja definindo claramente o que ela assumiria do Antigo Testamento. Ela e o judaísmo se separam ali.

O livro começa em Jerusalém e termina em Roma (28.14-31). Geograficamente, este é o roteiro: de Jerusalém a Roma. Lucas mostra como o cristianismo, saindo da obscura Jerusalém, chegou à capital do mundo da época. Em 27.24, Paulo diz ter recebido a visita de um anjo que lhe disse que era necessário que ele comparecesse diante de César, obviamente em Roma. A cidade estava prevista como ponto de chegada do livro.
A estrutura geográfica não é o fundamental, mas é um dado a mais para nos ajudar a compreender melhor a obra. Ela nos ajuda a ver que Atos é um livro de testemunho da fé em Jesus. Partindo de Atos 1.8, que é uma variação da Grande Comissão (Mt 28.18-20) e do Ide (Mc 16.15), o livro mostra a difusão do nome de Jesus em Jerusalém, Judéia e Samaria e “até os confins da terra”. Esta expressão, no seu contexto da época, significa Roma e o império romano.
A estrutura geográfica segue, então, nestes termos:
– Testemunho em Jerusalém – capítulo 1 a 7;
– Testemunho da Judéia e Samária – capítulo 8 a 12;
– Testemunho até os confins da terra (Roma) – capítulo 13 a 28.
Com estas considerações, podemos entender melhor uma observação de Keener, que nos ajudará na compreensão do objetivo do livro. Eis o seu comentário:
“Todo o Livro de Lucas é estruturado ao redor da evangelização mundial (1.8), com seis ou oito depoimentos sumários através do livro mostrando a dispersão do evangelho (ver 6.7; 9.31; 12.24; 16.5; 19.20; 28.31). Para Lucas, o objetivo último é a comunicação transcultural e a evangelização mundial, e o poder requerido para realizar a tarefa é somente o Espírito Santo” .
Isto explica por que Atos termina de forma abrupta, diferente do Evangelho, que termina de modo mais tranqüilo. Cogita-se se Lucas teria em mente um terceiro volume ou se Atos foi preparado apenas para a defesa de Paulo em Roma. Não se tem notícia de um terceiro volume nem mesmo de alguma tentativa de Lucas de empreendê-lo. E presumir que o livro tenha sido preparado apenas para servir de defesa de Paulo se choca com todo o seu conteúdo, com o prefácio de Lucas, e a conexão do livro com o terceiro Evangelho.
O livro termina onde tem de terminar, em Roma. O evangelho chegou a Roma. De lá, ganhará o mundo. Stagg compreendeu este objetivo de Lucas, ao comentar que o livro termina sem dar qualquer informação sobre o resultado do julgamento de Paulo, deixando a obra em suspenso. Ele afirma que:
“Encerrando a história sem nos relatar o dito resultado, Lucas fez exatamente aquilo que costumava fazer através de todo o livro, ao tratar de muitas outras personalidades. Ele estava bem mais interessado nos sucessos e avanços do Cristianismo do que em pessoas” .
Para Stagg, o livro foi escrito para mostrar o avanço inicial do cristianismo. Para outros, o livro não foi terminado porque a história da igreja ainda está sendo escrita em nosso tempo. Mas, é pouco provável que Lucas quisesse instruir Teófilo, dizendo-lhe que a pregação do evangelho ainda duraria milênios. Esta posição é projetar idéias no propósito literário do escritor. E parece que muitos estudiosos, hoje, sabem melhor que o autor bíblico o que ele queria dizer. A questão é: o que Lucas teria interesse em relatar a Teófilo, instruindo-o na fé? Esta pergunta deve estar em nossa mente quando nos propomos a discutir o propósito do autor, bem como o rumo tomado em seu escrito. O destinatário primeiro do livro foi Teófilo, não a igreja do século 21.
Mas de qualquer maneira, os dois limites geográficos aí estão, e são bem perceptíveis: de Jerusalém a Roma. Do seu nascedouro ao centro do mundo. O término, se nos parece abrupto, é, também, impactante. A inexpressiva seita chegou à capital do mundo. Anos mais tarde, ao escrever a carta aos filipenses, Paulo dirá: “Todos os santos vos saúdam, especialmente os que são da casa de César” (Fp 4.22). Já havia cristãos no palácio do imperador. O cristianismo chegara, definitivamente, a Roma, e começara a tomar o império de dentro do palácio. “Ser-me-eis testemunhas” (At 1.8) é o coração do livro de Atos. E o testemunho aconteceu.
INTRODUÇÃO – A questão do autor

O autor começa dizendo “fiz o primeiro tratado, ó Teófilo” (1.1). Com esta frase, somos remetidos ao Evangelho de Lucas 1.3, onde o evangelista dedica sua obra a um “excelentíssimo Teófilo”. O adjetivo indica alguma autoridade romana, presumivelmente um militar. A nota de rodapé da King James comenta que Teófilo (“querido por Deus” ou “que ama a Deus”, em grego e latim) “foi um militar de alta patente do exército romano que, convertido ao Senhor, patrocinou a pesquisa e publicação deste relatório fiel sobre a vida e a obra de Jesus” . Assim, é possível deduzir que o autor de Atos é o mesmo autor do Evangelho de Lucas, embora em momento algum ele decline seu nome em qualquer uma das duas obras.

Eusébio, autor de “História Eclesiástica”, obra datada por volta do ano 235 de nossa era, atribui a Lucas a autoria do Evangelho que leva seu nome e do livro de Atos. Mas já ao redor do ano 200, Tertuliano, um dos líderes da igreja, havia mencionado a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e a oração de Pedro no eirado (At 10.9) como constantes no comentário de Lucas (que se entende ser o livro de Atos). Mas a informação mais antiga a favor da autoria de Lucas para o terceiro Evangelho e Atos vem do “Cânon Muratoriano” ou “Cânon Muratório”, uma obra datada em cerca de 170 de nossa era, que declara, especificamente, que Lucas escreveu os dois livros. Parece que a igreja primitiva não nutriu dúvida de que Lucas fosse o autor do terceiro Evangelho e do livro de Atos.
Além disto, temos a questão do estilo literário. Segundo Oscar Cullmann, considerando os dois livros, “o vocabulário, a linguagem, o estilo e as idéias teológicas são os mesmos” . A obra é de Lucas e o plano de trabalho é o mesmo. Há, claramente, uma seqüência entre os dois. O que Jesus disse que a igreja deveria fazer (Mt 28.19), ela faz neste livro.
Em Colossenses 4.14, lemos que Lucas estava com Paulo, que o chama de “médico amado”. Lucas mostra interesse e conhecimento das doenças (Lc 4.38; 8.43-44; At 3.7; 12.23; 13.11; 20.7-11 e 28.3-8). Podemos, então, compreender que há um relacionamento entre Paulo que, como modelador das igrejas tinha muitas informações, e Lucas. Este acompanhou o apóstolo em alguns momentos, como o texto bíblico deixa claro. E Fabris, em uma obra sobre Paulo, faz esta observação bem pertinente:
“A comparação entre o que Paulo diz e o relato lucano nos Atos pode ser feita numa sinopse em que a ordem de sucessão dos fatos referidos por um se enquadra com a ordem de sucessão dos fatos apresentada pelo outro” .
Fabris reconhece divergências, mas elas parecem ser mais de interpretação pessoal feita pelos dois (Paulo e Lucas) do que diferença de substância dos eventos. Isto vem corroborar a idéia de que Paulo estava entre as fontes de que Lucas se valeu para compor, se não o Evangelho, pelo menos o livro de Atos.
Uma questão deve ser levantada sobre o título do livro, “Atos dos Apóstolos”. Quais apóstolos, exatamente? O livro não narra as atividades de todos eles. Não é um relato das atividades dos doze. Pedro, o apóstolo mais falante e que parecia ser o líder, desaparece de cena depois do capítulo 15. Tiago, irmão de João, tem a morte anunciada em Atos 12, e nada mais é dito sobre ele. Tiago, que era o pastor da igreja de Jerusalém, faz uma proposta em Atos 15.13-21, e depois também desaparece. Paulo surge como Saulo, em 7.58, ocupa a maior parte do espaço, mas fica claro que o livro não é uma biografia sua.
Na realidade, o personagem principal é o Espírito Santo. Vejam-se as passagens de 2.4, 5.9, 5.32, 7.55, 8.15 e 39, entre muitas outras. Por isso, um título melhor para o livro é Atos do Espírito Santo. Cullmann diz que o livro de Atos mostra “a ação poderosa do Espírito Santo na primeira comunidade cristã, e por ela, no mundo em redor” . O Espírito age na igreja e, por meio dela, age no mundo. Ele é a figura principal do livro, dando testemunho de Jesus e impulsionando a obra missionária pelo mundo.
Pierson escreveu uma excelente obra sobre o livro de Atos em que emprega como eixo hermenêutico (o fio condutor para se entender o sentido do livro) a promessa de Jesus de enviar o Espírito Santo. Ele liga esta promessa à descida do Espírito, em Atos 2 e, a partir daqui, interpreta todo o livro pela ação do Espírito. A obra tem onze capítulos, contando a conclusão, e em todos eles o Espírito é o tema central e o sujeito do título. Ele começa seu livro com o discurso de Jesus sobre a vinda do Consolador, e delineia sua linha de interpretação, dizendo que “o curioso e significativo é que aquilo que encontramos no evangelho, em forma de preceitos ou ensinos, reaparece em Atos na forma de prática ou exemplo” .
Em outras palavras, no Evangelho, temos o ensino e os conceitos exarados por Jesus sobre o Espírito, prometendo sua vinda. Em Atos, temos o relato da sua vinda e a descrição de seu ministério e seus atos. Por isso, ele defende a idéia de que o melhor título do livro é “Atos do Espírito Santo”. Uma melhor conexão entre os evangelhos e Atos pode ser exposta assim: Mateus é o Evangelho do Rei, Marcos é o Evangelho do Servo, Lucas é o Evangelho do Filho do Homem, João é o Evangelho do Filho de Deus e Atos é o Evangelho do Espírito Santo, embora não narre a vida de Jesus. Mas, curiosamente, em Atos há pouquíssimas referências aos Evangelhos. Há apenas uma citação textual que Jesus fez, durante sua vida na terra: “Coisa mais bem-aventurada é dar do que receber” (At 20.35).
Atos dos Apóstolos é um livro de relevância ímpar para a igreja de nossa época. Esta relevância não é por abordar questões doutrinárias que a igreja debate, mas porque é a primeira história escrita sobre a igreja. Segundo Crabtree:

“Fora das epístolas, é o único [livro] que conta a história da época apostólica primitiva, da vinda do Espírito Santo, do estabelecimento da poderosa Igreja de Jerusalém, e da expansão do evangelho até Samaria e aos confins do Império Romano”.

É evidente que não temos aqui, uma história objetiva, imparcial (se é que existe isto) apenas com o levantamento de dados porque a história da igreja primitiva é muito maior e muito mais rica que o livro de Atos nos mostra.  Nas palavras de Storniolo:
“São as raízes da Igreja, ao mesmo tempo da sua existência e dos seus problemas. É a etapa intermediária, entre a atividade de Jesus e vida das comunidades que, pouco a pouco, irão formando a fenômeno que hoje temos como Igreja”.
Esta observação é muito boa porque nos relembra que Atos, também, narra os problemas da igreja da época. Vez por outra ouvimos alguém clamar por um retorno “à pureza e à simplicidade da igreja primitiva”, como se algum momento a igreja tivesse existido sem problemas internos e sem impurezas. Ananias e Safira estão no capítulo 5, e a murmuração (mais conhecida entre nós como fofoca) já surge no capítulo 6. Atos e as epístolas mostram que a igreja sempre foi um evento muito complexo e que as impurezas, tanto doutrinárias quanto morais, sempre estiveram presentes em sua vida. Não se deve pensar num evolucionismo teológico, em que a igreja saiu do estágio de uma ameba para uma vida mais complexa e mais perfeita. Os cristãos atuais não corromperam e desvirtuaram a igreja, nem a tornaram de algo simples em algo complexo. Na escolha dos doze, feita por Jesus, havia um homem chamado Judas. Os discípulos, durante o ministério terreno do Salvador, já lutavam por espaço e grandeza. A história da comunidade de Jesus é uma história de pecadores. A igreja é composta de pecadores. Numa expressão bem-humorada de Peterson:
“Nenhuma igreja jamais existiu em estado puro. É composta de pecadores. As pulgas acompanham o cachorro” . 

Em uma frase de Lutero, “a face da igreja é a face do pecador”. Sim, nós nos tornamos a igreja, mas nossos pecados nos acompanham. Porém, o Espírito Santo a dirige e a tem conduzido de maneira vitoriosa ao longo dos milênios, apesar de todos os desacertos dos cristãos.

O autor de Atos não se declara, mas sempre foi entendido como sendo um médico chamado Lucas. Não é um historiador imparcial, mas é partidário declarado do movimento. Isto não diminui sua obra. Pelo contrário, até. Sendo partidário do movimento, ele não somente pesquisou, mas se envolveu com seus eventos, viveu-os, sofreu por eles. Isto fez dele um pesquisador não distante do ocorrido, mas uma testemunha ocular. Muitas vezes, a narrativa surge na primeira pessoa do plural, “nós”. Ele esteve lá. Ele viu. Recebeu informações que repassou mas, também, viveu muitos dos eventos que relata em sua obra. Isto faz do livro uma obra significativa. Parte dele foi escrita em campo de batalha por um dos soldados. Ou por um médico dos soldados. E não num gabinete, por um pesquisador incapaz de compreender o impacto dos eventos na vida das pessoas. Ele sabe do impacto do evangelho. Ele o experimentou.

Embora seja história, Atos, também, é um documento de fé. Isto também é positivo. É um documento espiritual. Neste comentário, além de considerá-lo assim, também o consideramos como sendo uma revelação de Deus. Cremos que é um documento inspirado pelo Espírito Santo de Deus.  Lucas foi seu autor humano, mas o Espírito foi seu autor primeiro. Assim o trataremos. Não é uma história seca e imparcial. É uma história de fé e parcial. Parcial porque escrita por quem tinha fé e inspirada por quem produz a fé. A história de nossos ancestrais na fé está contida neste livro.
Atos foi escrito com elegância literária, em estilo elevado. Mostra ser uma obra bem construída e bem documentada. É um documento de fé, mas não é uma obra mal feita, irracional e irrefletida, produzida por um simpatizante simplório e desprovido de senso crítico. Fica claro que seu autor é uma pessoa bem preparada intelectualmente, culta, com bom vocabulário e domínio da arte de escrever, alem de se expressar bem em um grego elevado. Isto em termos de forma. Em termos de conteúdo, é uma obra da parte de alguém que conheceu o evangelho de Jesus e se rendeu a ele. E este comentário é de um autor, também rendido a Jesus e ao seu evangelho, apaixonado pela igreja, cuja história é narrada em Atos nos seus passos iniciais. E este autor confessa ser fascinado pela obra de Lucas.
O livro de Atos é uma obra histórica parcial, foi dito e repetido. E este comentário sobre Atos é uma obra parcial. Não se propõe a ser um trabalho científico, no sentido de imparcialidade (se é que isto existe). Pode seguir regras de interpretação, de redação, de estruturação do pensamento. Mas foi escrito para ajudar na fé no Senhor Jesus e na compreensão maior do seu evangelho. Se isto for alcançado, ficarei satisfeito, porque Atos foi escrito para esclarecer sobre o evangelho e a igreja. E este comentário também. 
ESTUDO DO LIVRO DE ATOS DOS APÓSTOLOS

AUTOR
De acordo com a Igreja Primitiva, Lucas foi o autor do livro de Atos. Desse modo, esse livro constitui uma sequência do Evangelho de Lucas. As evidências intrínsecas do próprio livro de Atos confirmam autoria de Lucas. O autor inicia sua obra citando um “primeiro livro”, o que é considerado pelos estudiosos como uma indicação sobre a primeira parte do mesmo documento histórico, preparado objetivamente para um destinatário específico, chamado Teófilo.

O mais antigo dos testemunhos externos aparece no Cânon Muratório (170 d.C.) no qual se acha a declaração categórica de que Lucas foi tanto o autor do terceiro evangelho quanto do livro de Atos dos Apóstolos.

Dentro da própria obra, existem indícios quanto a identidade do autor. Vocabulário e estilo são extremamente parecidos em ambos os livros. Apesar de não mencionar seu nome no livro, o autor se denuncia em algumas passagens ao empregar o pronome da primeira pessoa do plural (nós) incluindo-se dessa forma em algumas partes das viagens como companheiro do apóstolo Paulo (16.10-15; 20.5; 21.18; 27.1-20; 28.2 e 11.16).

Eusébio de Cesaréia narra em sua História Eclesiástica: “O Evangelho ele atesta ter composto conforme lhe transmitiram as que foram desde o início testemunhas oculares e ministros da Palavra e aos quais seguiu desde o começo (Lc 1.2-3) e os Atos dos Apóstolos, que não redigiu de acordo com o que ouviu, mas ao invés com o que viu com os próprios olhos”.

QUEM ERA LUCAS
Nascido em Antioquia, médico de profissão (Cl 4.14), viveu por muitos anos em companhia do apóstolo Paulo, inclusive no final da vida do apóstolo, Lucas é um de seus companheiros que não o deixou sozinho (2 Tm 4.11).

Lucas era um gentio com educação formal como demonstra o estilo e o alto nível do grego utilizado tanto no evangelho de Lucas quanto no livro de Atos. Em algumas ocasiões a linguagem grega empregada chega a ser completamente clássica. A abordagem metódica do autor à escrita e o interesse pela pesquisa revelam traços de uma pessoa educada e de treinamento superior.

DATA DE COMPOSIÇÃO DO LIVRO
Duas datas são possíveis para a composição desse livro:
1 - Por volta de 63 d.C., pouco depois do último acontecimento registrado.
2 - Perto de 70 d.C. ou ainda mais tarde.

TEMA
O nascimento e a expansão da Igreja Cristã. O livro de Atos fornece um relato completo e preciso de como o cristianismo foi fundado, organizado e como os problemas surgidos foram resolvidos. Pode-se afirmar que este Livro é o relato do ministério de Cristo continuado por seus servos. Atos é o elo entre os ensinos de Cristo e a prática cristã. Isso o torna o livro central do Novo Testamento. Até a posição em que ele foi colocado é significativo, entre os Evangelhos e as Epístolas.

A IGREJA EM JERUSALÉM
As primeiras experiências dos discípulos de Jesus em Jerusalém revelam muita coisa acerca da Igreja Primitiva. O livro de Atos mostra com que zelo esses cristãos divulgaram as notícias a respeito de Jesus.

O livro inicia-se numa colina próxima a Jerusalém, onde Jesus estava prestes a ascender ao céu. Ele disse aos discípulos: “... ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra" (1.8). Esse era o plano de Jesus para evangelizar o mundo.

Poucos dias mais tarde os discípulos substituíram Judas, que havia se matado depois de trair a Jesus. Escolheram Matias para completar o grupo dos doze.

Então o Cristo ressurreto deu à Igreja seu Espírito Santo, que capacitou os cristãos a cumprirem a tarefa de âmbito mundial (1.8).

Pedro falou à igreja e ao povo presente em Jerusalém no dia de Pentecoste, revelando a importância de Cristo como Senhor da salvação (2.14-40). O Espírito Santo revestiu a Igreja de poder para operar sinais e maravilhas que confirmavam a veracidade dessa mensagem (2.43). Especialmente significativo foi à cura de um paralítico que pedia esmolas na porta do templo (3.1-10), o que colocou os apóstolos em conflito com as autoridades judaicas.

A Igreja mantinha estreita comunhão entre seus membros. Compartilhavam as refeições em seus lares; também adoravam juntos e repartiam os seus bens (2.44-46; 4.32-34).

À medida que a Igreja continuava a crescer, as autoridades governamentais e religiosas começaram a perseguir abertamente os cristãos. Pedro foi preso, mas um anjo o libertou. Os apóstolos foram convocados perante as autoridades, estas lhes deram ordens de parar com a pregação a respeito de Jesus (5.17-29). Os cristãos, porém, recusaram-se a obedecer; continuaram pregando, muito embora as autoridades religiosas os espancassem e os laçassem na prisão diversas vezes.

A Igreja crescia com tanta rapidez que os apóstolos precisaram de auxílio em algumas questões práticas de administração eclesiástica, principalmente no atendimento às viúvas. Para a execução desta tarefa ordenaram sete diáconos.

A IGREJA NA JUDÉIA
A segunda fase do crescimento da Igreja começou com uma violenta perseguição dos cristãos em Jerusalém. Quase todos os crentes fugiram da cidade (At 8.1). Mas por onde quer que fossem, davam testemunho, e o Espírito Santo usava esse testemunho a fim de conquistar outras pessoas para Cristo (A8.3...). Por exemplo, um dos sete auxiliares, chamado Filipe, conversou com um diplomata etíope; esse homem tornou-se cristão e levou as boas novas para sua pátria (8.26-39).

O ministério de Pedro, foi especialmente marcado por milagres. Em Lida ele curou um homem chamado Enéias (9.32-35). Em Jope, Deus o usou para ressuscitar Dorcas (9.36-42). Por fim, recebeu de Deus uma visão que o convocava para Cesaréia, onde apresentou o Evangelho aos gentios (10.9-48). 

A CONVERSÃO DE PAULO
A Bíblia descreve a conversão de Saulo de Tarso. Antes de converter-se, Saulo perseguia a Igreja. Ele obteve cartas das autoridades judaicas em Jerusalém que o autorizava a ir a Damasco efetuar a prisão dos cristãos ali e matá-los. No caminho, Cristo derrubou-o por terra e o desafiou. Saulo rendeu-se e assim começou uma nova vida na qual ele devia usar seu nome romano, Paulo em lugar de Saulo, o nome judaico. Paulo cheio do Espírito Santo começou a pregar a respeito de Jesus na sinagoga judaica, e os dirigentes judeus o expulsaram de Damasco. Algum tempo depois (Gl 1.17-2.2), ele foi para Jerusalém, onde estabeleceu uma relação com os apóstolos.

A PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO
O restante do livro de Atos descreve a expansão da Igreja por intermédio do Apóstolo Paulo. Barnabé o levou para Antioquia (11.19-26). Aí o Espírito Santo chamou a Barnabé e a Paulo para serem missionários, e a Igreja os ordenou para essa tarefa (13.1-3). Eles começaram pregando numa sinagoga judaica. Por conseguinte, a igreja primitiva constituía-se, antes de tudo, de convertidos dentre os judeus e de pessoas "tementes a Deus" (gentios que adoravam com os judeus). Na primeira viagem houve um dramático confronto com o diabo quando Deus usou a Paulo para derrotar o mágico (feiticeiro) Elimas (13.6-12). O jovem João Marcos acompanhava a Paulo e a Barnabé, mas, de Perge, resolveu voltar a Jerusalém, fato que causou grande desapontamento a Paulo (15.38). No sermão que Paulo proferiu na sinagoga em Antioquia da Pisídia (13.16-41) ele faz um resumo da história da redenção, acentuando seu cumprimento em Jesus. Ele declarou:  crer em Cristo é o único meio de libertar-se do pecado e da morte (At 13.38,39).

Em Listra, judeus hostis instigaram as multidões de sorte que Paulo foi apedrejado e dado por morto (14.8-19). A viagem terminou com Paulo e Barnabé voltando a Antioquia, onde relataram tudo quanto Deus havia feito por intermédio deles, e como a fé se espalhara entre os gentios (14.26-28).


O CONCÍLIO DE JERUSALÉM
Mais tarde, surgiu na Igreja uma séria contenda. Alguns cristãos argumentavam que os gentios convertidos tinham de observar as leis do Antigo Testamento, de modo especial a da circuncisão . O problema foi levado perante o Concílio de Jerusalém. Deus dirigiu esse Concílio para declarar que os gentios não tinham de guardar a Lei a fim de serem salvos. Mas instruíram aos novos convertidos que se abstivessem de comer coisas sacrificadas aos ídolos, sangue e animais sufocados (15.1-29). O concílio enviou uma carta a Antioquia; a igreja leu-a e à aceitou com sendo a vontade de Deus.

A SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO
Não demorou muito, Paulo resolveu visitar todas as igrejas que ele e Barnabé haviam estabelecido na primeira viagem missionária. E assim teve início a segunda viagem missionária (15.40-41), desta vez em companhia de Silas. Observe-se, especialmente, a visão que Deus deu a Paulo em Trôade, convocando-os para a Macedônia (16.9-10). Na Macedônia eles conduziram à fé pessoas "tementes a Deus" (gentios que criam em Deus) e também judeus.

Um dia os missionários defrontaram-se com uma jovem escrava possuída do demônio. Seus donos auferiam lucro da capacidade que tinha a jovem de adivinhar. Paulo expulsou os demônios da jovem, e ela perdeu seus poderes, por isso seus senhores prenderam-nos (16.19-24). Na prisão, Paulo e Silas pregaram ao carcereiro. Foram libertados de manhã e se dirigiram para Tessalônica, onde muitos se converteram sob seu ministério. A seguir foram para Beréia, onde também alcançaram grande êxito (17.10-12). Em Atenas, Paulo pregou um grande sermão aos filósofos na colina de Marte. A próxima parada foi Corinto, onde Paulo e seus amigos permaneceram por um ano e meio. Daqui voltaram para Antioquia, passando por Jerusalém (18.18-22). Todo esse tempo, Paulo e seus companheiros continuaram a pregar nas sinagogas, e enfrentaram a oposição de alguns judeus que rejeitaram o Evangelho (18.12-17).


A TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO
A terceira viagem missionária abrangeu muitas das mesmas cidades que Paulo havia visitado na segunda. Ele fez, também, uma rápida visita às igreja da Galácia e da Frígia (18.23).

Em Éfeso ele batizou doze dos discípulos que haviam aceitado a Cristo, os quais receberam o Espírito Santo (19.1-7). Durante quase dois anos ele pregou na escola de Tirano (19.9-10).

De Éfeso, ele foi para a Macedônia e, finalmente, voltou a Filipos. Depois de uma breve estada nesta cidade, ele viajou para Trôade, onde um jovem chamado Êutico pegou no sono durante o longo sermão de Paulo e caiu de uma janela do terceiro andar, sendo dado por morto. Deus operou por meio de Paulo para trazer Êutico de volta à vida (20.7-12). Dali os missionários foram para Cesaréia, passando por Mileto. Em Cesaréia o profeta Ágabo predisse o perigo que aguardava a Paulo em Jerusalém.

PAULO É PRESO E ENVIADO PARA ROMA
A Bíblia registra um belo discurso que ele fez em defesa de sua fé, logo após ser preso e quase morto pela multidão (22.1-21). Finalmente, as autoridades conseguiram enviá-lo para Roma a fim de ser julgado. Na viagem o navio que o transportava naufragou na ilha de Malta. Nesta ilha Paulo  foi picado por uma víbora, mas não sofreu dano algum (28.7-8). Depois de passar três meses em Malta, ele e seus guardas navegaram para Roma.

O Livro de Atos encerra com as atividades de Paulo em Roma. Lemos que ele pregou aos principais judeus (28.17-20). Durante dois anos morou numa casa alugada, continuando a pregar às pessoas que o visitavam (28.30-31). 

ESBOÇO DE ATOS
I. ATOS 1-5 – A igreja primitiva em Jerusalém

1. O prefácio literário: 1.1-5
2. Narrativas preparatórias para o Pentecostes: 1.6-26
3. Pentecostes: cap. 2
4. Pregando o evangelho em Jerusalém: caps. 3 a 5

II. ATOS 6.1-13.33 – Os helenistas e o início da missão aos gentios

1. A escolha dos sete: 6.1-7
2. A história de Estevão: 6.8-8.3
3. A missão em Samaria: 8.4-40
4. O interlúdio paulino: 9.1-31
5. Pedro trabalha nas cidades costeiras: 9.32-11.18
6. Os helenistas chegam a Antioquia: 11.19-30
7. Término das narrativas em Jerusalém: cap. 12
8. A igreja de Antioquia envia os primeiros missionários à diáspora: 13.1-3

III. ATOS 13.4-15.30 – A primeira missão paulina e suas consequências

1. A primeira viagem missionária: 13.4-14.28
2. O Concílio de Jerusalém: 15.1-35

IV. ATOS 15.36-21.16 – A missão grega de Paulo

1. A primeira missão paulina em território grego: 15.36-18.22
2. A segunda missão paulina em território grego: 18.23-21.16

V. ATOS 21.17-28.31 – A estrada para Roma

1. Em Jerusalém: 21.17-23.25
2. Em Cesaréia: 24.1-26.32
3. A viagem para Roma: 27.1-28.16
4. Paulo em Roma: 28.17-31


FONTES:

Bíblia de Estudo de Genebra – Editora Cultura Crstã
Bíblia de Estudos NVI – Editora Vida.
Bíblia Thompson – Editora Vida.
Estudo Panorâmico da Bíblia – Editora Vida.
Pequena Enciclopédia Bíblica – Orlando Boyer – CPAD.
Módulo de Teologia FTB – Editora Betesda.
Módulo de Teologia do ICQ – Editora Quadrangular.
História Eclesiástica – Eusébio de Cesaréia – Editora Paulos
O Mundo do Novo Testamento – Editora Vida



FONTE:
http://pt.wikipedia.org
http://www.primeira.org
http://www.santovivo.net

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