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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

348-O LIVRO DE NEEMIAS





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Neemias (Ne)


Escritor: Neemias.
Lugar da Escrita: Jerusalém.
Escrita Completada: cerca de 430 - 420 a.C.
Tema: Reedificação dos muros de Jerusalém.

Neemias, cujo nome significa “Deus Consola”, era servo judeu do rei persa Artaxerxes (Longímano). Era copeiro do rei. Esta era uma posição de grande confiança e honra, e desejável, pois dava acesso ao rei em ocasiões em que este estava de espírito alegre e disposto a conceder favores. Entretanto, Neemias era um daqueles fiéis exilados que preferiu Jerusalém acima de qualquer “causa de alegria” pessoal. (Sal. 137:5, 6) Não era posição ou riqueza material que ocupava o primeiro lugar nos pensamentos de Neemias, mas, antes, a restauração da adoração de Deus.

Em 456 a.C., os “que remanesceram do cativeiro”, o restante judeu que retornara a Jerusalém, não estavam prosperando. Estavam numa situação lamentável. (Nee. 1:3) A muralha da cidade era um entulho, e o povo era um vitupério aos olhos de seus adversários sempre presentes. Neemias estava pesaroso. Contudo, era o tempo determinado do Senhor Deus para que se fizesse algo a respeito das muralhas de Jerusalém. Com ou sem inimigos, Jerusalém com sua muralha protetora precisa ser construída como marco no tempo, em conexão com uma profecia que Deus dera a Daniel sobre a vinda do Messias. (Dan. 9:24-27) Por conseguinte, Deus guiou os eventos, usando o fiel e zeloso Neemias para executar a vontade divina.

Neemias é, sem dúvida, o escritor do livro que leva seu nome. A declaração inicial: “As palavras de Neemias, filho de Hacalias”, e o uso da primeira pessoa no texto provam claramente isto. (Nee. 1:1) Originalmente os livros de Esdras e Neemias eram um só livro, chamado Esdras. Mais tarde, os judeus dividiram o livro em Primeiro e Segundo Esdras, e ainda mais tarde, Segundo Esdras veio a ser conhecido como Neemias. Há um intervalo de cerca de 12 anos entre os eventos finais de Esdras e os eventos iniciais de Neemias, cuja história abrange então o período do fim de 456 a.C. até depois de 443 a.C.. — Neemias 1:1; 5:14; 13:6.

O livro de Neemias se harmoniza com o restante da Escritura inspirada, da qual faz legitimamente parte. Contém numerosas alusões à Lei, fazendo menção de assuntos tais como alianças matrimoniais com estrangeiros (Deut. 7:3; Nee. 10:30), empréstimos (Lev. 25:35-38; Deut. 15:7-11; Nee. 5:2-11) e a Festividade das Barracas (Deut. 31:10-13; Nee. 8:14-18). Ademais, o livro marca o início do cumprimento da profecia de Daniel de que Jerusalém seria reconstruída, mas não sem oposição, “no aperto dos tempos”. — Dan. 9:25.
Que dizer da data de 455 a.C. para a viagem de Neemias a Jerusalém, a fim de reconstruir a muralha da cidade? Evidências históricas fidedignas de fontes gregas, persas e babilônicas apontam para 475 a.C. como o ano da ascensão de Artaxerxes e para 474 a.C. como seu primeiro ano de reinado. Isto faz com que seu 20.° ano seja 455 a.C.. Neemias 2:1-8 indica que foi na primavera setentrional daquele ano, no mês judaico de nisã, que Neemias, o copeiro real, recebeu do rei permissão para restaurar e reconstruir Jerusalém, sua muralha e seus portões. A profecia de Daniel declarava que se passariam 69 semanas de anos, ou 483 anos, “desde a saída da palavra para se restaurar e reconstruir Jerusalém até o Messias, o Líder” — uma profecia que se cumpriu de modo notável, se harmoniza tanto com a história secular como com a bíblica. (Dan. 9:24-27; Luc. 3:1-3, 23) Deveras, os livros de Neemias e Lucas se harmonizam notavelmente com a profecia de Daniel em indicar ao Senhor Deus como o Autor e Cumpridor de profecias verdadeiras! Neemias faz realmente parte das Escrituras inspiradas.

CONTEÚDO DE NEEMIAS

Neemias é enviado a Jerusalém (1:1–2:20). Neemias fica grandemente perturbado com o relato de Hanani, que retornou a Susã, vindo de Jerusalém, trazendo notícias sobre os grandes apuros dos judeus ali, e sobre o estado derrocado da muralha e dos portões. Ele jejua e ora ao Senhor como o “Deus dos céus, o Deus grande e atemorizante, guardando o pacto e a benevolência para com os que o amam e que guardam os seus mandamentos”. (1:5) Confessa os pecados de Israel e pede que Deus se lembre do Seu povo por causa do Seu nome, assim como prometera a Moisés. (Deut. 30:1-10) Quando o rei pergunta a Neemias sobre o motivo de seu semblante triste, Neemias lhe conta sobre a condição de Jerusalém e pede permissão para voltar e reconstruir a cidade e sua muralha. Seu pedido é concedido, e ele viaja imediatamente a Jerusalém. Após uma inspeção noturna da muralha da cidade, para se familiarizar com o trabalho à frente, revela seu plano aos judeus, frisando a mão de Deus no assunto. Diante disso, dizem: “Levantemo-nos, e temos de construir.” (Nee. 2:18) Quando os vizinhos samaritanos e outros ficam sabendo que o trabalho foi iniciado, começam a zombar e escarnecer.

A muralha reconstruída (3:1–6:19). O trabalho na muralha começa no terceiro dia do quinto mês, participando unidamente na labuta os sacerdotes, os príncipes e o povo. Os portões da cidade e as muralhas entre estes são consertados rapidamente. Sambalá, o horonita, escarnece: “Que fazem estes judeus decrépitos? . . . Acabarão num dia?” A isto, Tobias, o amonita, acrescenta seu escárnio: “Mesmo aquilo que estão construindo, se uma raposa subisse contra aquilo, certamente derrocaria a sua muralha de pedras.” (4:2, 3) Quando a muralha atinge a metade de sua altura, os adversários associados ficam furiosos e conspiram vir lutar contra Jerusalém. Mas Neemias exorta os judeus a lembrar-se de “Deus, o Grande e o Atemorizante”, e a lutar por suas famílias e por seus lares. (4:14) O trabalho é reorganizado de modo a enfrentar a situação tensa; alguns ficam de guarda com lanças, ao passo que outros trabalham com a espada sobre o quadril.4:18
Todavia, há também problemas entre os próprios judeus. Alguns deles cobram usura dos co-adoradores de Deus, contrário à Sua lei. (Êxo. 22:25) Neemias corrige a situação, aconselhando contra o materialismo, e o povo aquiesce voluntariamente. O próprio Neemias, durante todos os seus 12 anos de governo. nunca reclama o pão devido a ele como governador, por causa do trabalho pesado a que o povo está sujeito.
Os inimigos tentam então táticas mais sutis para interromper a construção. Convidam Neemias a descer para uma conferência, mas este replica que não pode largar o grande trabalho que está realizando. Sambalá acusa Neemias de rebelião e de planejar fazer-se rei de Judá, e contrata secretamente um judeu para amedrontar a Neemias, para que este se escondesse indevidamente no templo. Neemias não se deixa intimidar, e calma e obedientemente prossegue com sua incumbência dada por Deus. A muralha é terminada “em cinqüenta e dois dias”. — Nee. 6:15.

Instruindo o povo (7:1–12:26). Há bem poucas pessoas e casas na cidade, porque a maioria dos israelitas reside fora, segundo suas heranças tribais. Deus orienta Neemias a reunir os nobres e todo o povo, a fim de registrá-los genealogicamente. Ao fazer isso, consulta o registro dos que voltaram de Babilônia. Convoca-se, a seguir, uma assembléia de oito dias na praça pública, junto ao Portão das Águas. Esdras inicia o programa, de pé num estrado de madeira. Bendiz a Deus e daí lê o livro da Lei de Moisés, desde o amanhecer até o meio-dia. É habilmente assistido por outros levitas, que explicam a Lei ao povo e continuam ‘a ler alto no livro, na Lei do verdadeiro Deus, fornecendo-se esclarecimento e dando-se o sentido dela; e continuam a tornar a leitura compreensível’. (8:8) Neemias exorta o povo a festejar e a se regozijar, e a apreciar a força das palavras: “O regozijo do Senhor Deus é o vosso baluarte.” — 8:10.
No segundo dia da assembléia, os cabeças do povo realizam uma reunião especial com Esdras, para se inteirarem da Lei. Ficam sabendo da Festividade das Barracas que deve ser celebrada nesse sétimo mês, e tomam imediatamente providências para armar barracas para essa festa para Deus. Há “muitíssima alegria” enquanto residem por sete dias em barracas, ouvindo dia após dia a leitura da Lei. No oitavo dia, realizam uma assembléia solene, “segundo a regra”. — Nee. 8:17, 18; Lev. 23:33-36.
No 24° dia do mesmo mês, os filhos de Israel se reúnem outra vez e passam a se separar de todos os estrangeiros. Ouvem a leitura especial da Lei e então a recapitulação escrutinadora dos tratos de Deus com Israel, apresentada por um grupo de levitas. Esta tem como tema: “Levantai-vos, bendizei ao Senhor, vosso Deus, de tempo indefinido a tempo indefinido. E bendigam o teu glorioso nome, que é enaltecido acima de toda bênção e louvor.” (Nee. 9:5) Passam então a confessar os pecados de seus antepassados e pedem humildemente a bênção de Deus. Isto se dá na forma duma resolução atestada pelo selo dos representantes daquela nação. O inteiro grupo concorda em abster-se de formar alianças matrimoniais com os povos do país, em guardar os sábados, e em manter o serviço do templo e os trabalhadores. Uma pessoa de cada dez é selecionada por sorte para residir permanentemente em Jerusalém, dentro das muralhas.

A dedicação da muralha (12:27–13:3). A dedicação da recém-construída muralha é um tempo de canto e felicidade. É ocasião de outra assembléia. Neemias providencia dois grandes coros de agradecimento e procissões para andarem sobre a muralha em direções opostas, encontrando-se finalmente para oferecer sacrifícios na casa de Deus. Fazem-se arranjos para contribuições materiais para o sustento dos sacerdotes e dos levitas no templo. Uma leitura adicional da Bíblia revela que os amonitas e os moabitas não devem ter permissão de entrar na congregação, e, assim, começam a separar toda a mistura de gente de Israel.

Purificação da impureza (13:4-31). Depois de passar algum tempo em Babilônia, Neemias retorna a Jerusalém e descobre que se infiltraram entre os judeus novos atos condenáveis. Quão rapidamente as coisas mudaram! O sumo sacerdote Eliasibe chega a fazer um refeitório no pátio do templo para o uso de Tobias, um amonita, um dos inimigos de Deus. Neemias não perde tempo. Lança fora a mobília de Tobias e manda purificar todos os refeitórios. Descobre também que as contribuições materiais para os levitas foram descontinuadas, de modo que eles estão saindo de Jerusalém para ganhar a vida. Grassa o comercialismo na cidade. O sábado não é guardado. Neemias lhes diz: “Acrescentais à ira ardente contra Israel, profanando o sábado.” (13:18) Ele fecha os portões da cidade no sábado para manter fora os negociantes, e ordena-lhes que fiquem longe da muralha da cidade. Mas há um mal pior do que este, algo que haviam concordado solenemente em não fazer de novo. Trouxeram esposas estrangeiras, pagãs, para dentro da cidade. Já a prole de tais uniões não mais fala o idioma judaico. Neemias lhes faz lembrar que Salomão pecou por causa de esposas estrangeiras. Devido a este pecado, Neemias manda embora o neto de Eliasibe, o sumo sacerdote. Daí, organiza o sacerdócio e o trabalho dos levitas.
Neemias termina seu livro com o simples e humilde pedido: “Lembra-te deveras de mim, ó meu Deus, para o bem.” — 13:31.

TIRANDO PROVEITO PARA OS NOSSOS DIAS
A devoção piedosa de Neemias deve servir de inspiração para todos os que amam a adoração correta. Ele abandonou uma posição favorecida para se tornar humilde lider entre o povo de Deus. Recusou até mesmo a contribuição material a que tinha direito, e condenou terminantemente o materialismo como um laço. Seguir e guardar zelosamente a adoração de Deus foi o que Neemias advogou para a inteira nação. (5:14, 15; 13:10-13) Neemias foi um esplêndido exemplo para nós por ser inteiramente altruísta e discreto, um homem de ação, destemido em favor da justiça em face do perigo. (4:14, 19, 20; 6:3, 15) Tinha o correto temor de Deus e estava interessado em edificar seus conservos na fé. (13:14; 8:9) Aplicou vigorosamente a lei de Deus, especialmente no que tange à adoração verdadeira e à rejeição de influências estrangeiras, tais como os casamentos com pagãos. — 13:8, 23-29.

Em todo o livro se evidencia que Neemias tinha um bom conhecimento da lei de Deus, e que fez bom uso disso. Invocou a bênção de Deus por causa da promessa em Deuteronômio 30:1-4, tendo plena fé de que Deus agiria lealmente para com ele. (Nee. 1:8, 9) Programou diversas assembléias, principalmente para familiarizar os judeus com as coisas escritas anteriormente. Ao ler a Lei, Neemias e Esdras foram diligentes em tornar a Palavra de Deus compreensível para o povo, e em dar seqüência a isso por colocá-la em prática. — 8:8, 13-16; 13:1-3.
A completa confiança de Neemias em Deus, e seus humildes pedidos devem incentivar-nos a desenvolver uma atitude similar de devota dependência de Deus. Note como suas orações glorificavam a Deus, indicavam o reconhecimento dos pecados do seu povo, e solicitavam que o nome do Senhor fosse santificado. (1:4-11; 4:14; 6:14; 13:14, 29, 31) Que este zeloso lider era fonte de força para o povo de Deus se demonstra na prontidão com que seguiram a sua direção sábia, e na alegria que derivaram de fazer a vontade de Deus junto com ele. Deveras um exemplo inspirador! Entretanto, na ausência dum lider sábio, quão rapidamente se infiltraram o materialismo, a corrupção, e a crassa apostasia! Isto certamente deve inculcar em todos os dirigentes do povo de Deus hoje a necessidade de estarem ativos, alertas e zelosos no tocante aos interesses de seus irmãos cristãos, e de compreensão e firmeza ao guiá-los nos caminhos da verdadeira adoração.

Neemias mostrou forte confiança na Palavra de Deus. Não só foi instrutor zeloso das Escrituras, mas também usou-as para estabelecer as heranças genealógicas e o serviço dos sacerdotes e dos levitas entre o povo restaurado de Deus. (Nee. 1:8; 11:1–12:26; Jos. 14:1–21:45) Isto deve ter sido de grande encorajamento para o restante judeu. Fortaleceu a confiança deles nas grandiosas promessas feitas previamente, relativas à Semente e à restauração maior a vir sob Seu Reino. É a esperança na restauração do Reino que estimula os servos de Deus a lutar corajosamente pelos interesses do Reino e a estar ocupados na edificação da verdadeira adoração em toda a terra.
Um estudo em Neemias
INTRODUÇÃO

Não se pode falar do livro de Neemias sem falar do livro de Esdras. Até mesmo porque originalmente os dois compunham um só livro, intitulado de “Livro de Esdras”, que foi colocado entre os livros históricos antes de Crônicas.

Esta classificação facilitou a limitação dos livros do cânon judaico a 24 exemplares, um número conveniente, por dois motivos: (1) ficava um livro para cada letra do alfabeto hebraico; (2) na simbologia hebraica, doze era o número para religião organizada. Vinte e quatro é o dobro de doze, dando a idéia de uma organização superior (afinal, o cânon hebraico tinha mesmo que ser superior a tudo, e o judaísmo, diferente do mosaísmo ou hebraísmo sacerdotalista se tornou uma religião normatizada por um livro, e não por sacrifícios).

A LXX manteve esta classificação, mas pôs o livro de Esdras/Neemias após 1 e 2Crônicas, o que é historicamente correto. Jerônimo, na Vulgata, dividiu os livros pela primeira vez, denominando Esdras de “Esdras A (I)” e Neemias de “Esdras B (II)”. A primeira divisão em dois livros na Bíblia Hebraica foi feita em 1448 d.C. Há dois livros apócrifos chamados Esdras III (ou 1Esdras) e Esdras IV (2Esdras). Não têm nada a ver com Esdras ou com Neemias, sendo obra de ficção.

O historiador judeu Flávio Josefo fala de um cânon com vinte e dois livros. Neste caso, Rute se ligava a Juízes, e Lamentações a Jeremias.

1. A AUTORIA DA OBRA E ALGO SOBRE O AUTOR

O autor (talvez seja melhor dizer “o compilador) tem sido considerado como Esdras. Seu nome surge apenas em Esdras 7.1. Era ele sacerdote e escriba (Ed 7.6,21; Ne 8.2,4,9).

Aliás, ele é considerado o autor e compilador dos quatro livros históricos: 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias. É bastante provável que ele tenha se valido de uma obra que os estudiosos chamam de “Memórias de Neemias”, que ele cita literalmente algumas vezes. Prova disso seria o fato que o livro de Neemias, muitas vezes, é narrado na primeira pessoa. Esdras também se valeu de outros documentos, pois Esdras 4.7 a 6.18 e 7.12-26 foram escritos em aramaico, a língua oficial da correspondência internacional na época. Para constar: Daniel 2.4-7.28 e Jeremias 10.11 também foram escritos em aramaico.

Esdras era o representante dos sacerdotes e escribas, tido como o fundador da ordem dos escribas. Cogita-se se não teria sido também governador, à luz das atribuições que lhe foram confiadas em Esdras 7.25.

Neemias era um representante dos “leigos”. Seria mais um administrador que um lavador de copos, como muitos pensam. O termo “copeiro do rei”, em Neemias 1.11, mais que um garçom ou homem de cozinha, designa o responsável pela copa do rei, uma espécie de ecônomo. Era um homem de oração, prudente, piedoso, altruísta, destemido, zeloso, servo do Senhor, governador (Ne 1.4, 2.4, 4.4, 5.14; 8.9). Foi homem de profunda integridade, como político (Ne 5.15).

Esdras era filho de Seraías, o sumo sacerdote morto por Nabucodonozor em 586 a.C. (2Rs 25.18-22; Ed 7.1,2). Como levita, sacerdote e escriba que escreveu os últimos quatro livros, ele tem sido comparado a Moisés, o levita, legislador e profeta que escreveu os primeiros cinco livros da Bíblia Hebraica (Ed 7.10). Esdras, cujo nome significa “ajudador”, foi responsável pelas seguintes atividades:

(1) Reinstituição do culto no templo que já estava construído quando ele chegou;

(2) Compilação de Crônicas e Esdras/Neemias;

(3) A Redação do Salmo 119;

(4) Presidência da “Grande Sinagoga”, com cento e vinte membros que presumivelmente organizou o cânon hebraico. Mais tarde, a “Grande Sinagoga” teve seu número reduzido para setenta e um, tornando-se o “Sinédrio”, no Novo Testamento;

(5) Instituição de sinagogas locais em Judá para o estudo da Torah (adoração, educação, fórum religioso e político, eventos sociais).

2. A DATA DA OBRA

O livro foi escrito entre 430 e 425 a.C., no reinado de Artaxerxes I, rei da Pérsia, após Malaquias, o último livro profético (430 a.C.). A questão da redação difere da data dos eventos. Coloca-se Esdras/Neemias por último por ter ele sido o compilador do cânon.

Esdras e Neemias cobrem um período de mais de 100 anos, incluindo os quatro retornos do povo de Babilônia para Judá.

(1) O primeiro retorno foi a volta liderada por Zorobabel, o construtor do templo, em 537 a.C.;

(2) O segundo retorno foi liderado por Esdras, o sacerdote/escriba e ensinador da lei, em 457 a.C.;

(3) O terceiro retorno foi liderado por Neemias, o construtor dos muros de Jerusalém, em 444 a.C.;

(4) O quarto retorno foi de Neemias, sozinho, em 432 a.C.

3. O CENÁRIO POLÍTICO

Estes livros descrevem o princípio da era pós-exílica após os setenta anos de cativeiro predito por Jeremias (Jr 25.12; 29.10). Há duas maneiras de calcular os setenta anos:

(1) 606 - 536 a.C. = 70 anos (da 1ª deportação dos judeus pelos babilônios até o remanescente voltou à Palestina)

(2) 586 - 516 a.C. = 70 anos (da destruição do templo de Salomão até o término da construção do novo templo de Zorobabel)

No âmbito internacional, este foi o princípio da era do império persa, que se estendeu de 538 a 331 a.C., com uma política diferente dos impérios anteriores. Ao invés de deportar e transportar os povos conquistados à sua terra, como fizeram os bárbaros assírios e os mais brandos babilônios, a Pérsia mandou os povos conquistados de volta para seu solo nativo como vassalos em relações pacíficas. Eles até subsidiavam a volta e encorajaram a reinstituição do sistema religioso dos vassalos (Ed 1.7-11; 7.12-15,21,22).

Na cena internacional, judeus como Daniel (Da 1.1; 6.1,2; 5.1; 6.1; 7.1; 10.1) Ester e Mardoqueu (Et 2.17; 10.3) se destacaram nos reinos gentílicos.

4. O CENÁRIO RELIGIOSO

Os decretos de Ciro e Artaxerxes (Ed 1.1-4; Ne 2.6) surgiram de suas convicções religiosas sincretistas, influenciadas em grande parte pelo zoroastrismo que se desenvolvia naquela época na Pérsia. Como resultado deste sincretismo, eles deixaram os judeus voltarem à sua terra natal a fim de aplacar os deuses locais e promover a paz no império.

Para muitos em Israel, os setenta anos do exílio na Babilônia produziram uma grande revolução espiritual. O remanescente de quase 50.000 homens, além das mulheres e crianças (Ed 2.64,65), que voltou inicialmente era de judeus piedosos. Os outros judeus, acomodados e aculturados na Pérsia, preferiram ficar ao invés de enfrentar a dura tarefa de reconstruir as cidades destruídas e abandonadas da Palestina. Mas o estudo da Torah e dos profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, feito nas sinagogas em Babilônia, exerceu, sem dúvida, uma grande influência na inspiração da fé religiosa dos que voltaram.

No mundo, este foi um tempo de convulsão religiosa e filosófica. Na Grécia, Sócrates (469 a.C.), Platão (427 a.C.), e Aristóteles (384 a.C.) desenvolveram o pensamento grego (helenista). Na Pérsia, Zoroastro (628-551 a.C.) espalhou seus conceitos do dualismo do bem e do mal. Na Índia, o “Buda” (Siddartha Gautama, de 563-486 a.C.) desenvolveu as “Quatro Verdades Nobres” e os “Oito Caminhos Nobres” do budismo, rejeitando o antigo hinduísmo com suas castas. Na China, Confúcio (Kung Fu-Tze, de 551-479 a.C.) ensinou seus preceitos sociais de devoção à família e a manutenção da justiça e paz em lugar das religiões tradicionais.

5. OBJETIVOS DOS LIVROS

(1) O Objetivo Histórico – Continuar o relato da história de Israel. Note que 2Crônicas 36.22-23 e Esdras 1.1-3a são quase idênticos. O autor fez a ligação entre o Judá que foi para o cativeiro e o Judá que retornou do cativeiro. A volta de Judá do exílio era necessária para demonstrar ao povo que a aliança de Deus estava sendo mantida ao cumprir-se a promessa da volta (Jr 25.11-14; 29.10-14; 2Cr 36.21).

(2) O Objetivo de Esdras - Documentar a volta do povo e a construção do templo. Esdras não narra uma história completa. Ele vai do período depois da construção do templo, terminado em 516 a.C., para sua jornada a Jerusalém em 458 a.C. Portanto, entre os capítulos 6 e 7 de Esdras há um espaço de 58 anos. Foi neste intervalo que sucedeu o episódio de Ester e Mardoqueu, na Pérsia.

(3) O Objetivo de Neemias - Esdras usou os registros pessoais de Neemias (Ne 1.1-7.73), o governador (Ne 8.9), para documentar a reconstrução dos muros de Jerusalém e a reforma social e religiosa que a acompanhava. No capítulo 14 de um livro apócrifo chamado 2º Esdras, está escrito que Esdras ditou aos escribas 94 livros (24 livros da Bíblia Hebraica e mais 70 livros secretos).

6. ESBOÇO DO LIVRO DE ESDRAS - "Ajudador"

I.A construção do templo (536-516)

(1) A autorização da volta a Jerusalém - 1 - 2
(2) O início da construção do templo - 3 - 4
(3) O término da construção do templo- 5 - 6

II.A reforma moral do povo (458-457)

(1)Recrutamento e viagem a Jerusalém - 7 - 8
(2)O problema dos casamentos mistos - 9 - 10

7. ESBOÇO DO LIVRO DE NEEMIAS - Nehem Yah- “Conforto de Iahweh”

I. A reconstrução dos muros - Neemias 1 - 7

(1) A volta de Neemias 1 - 2
(2) O reparo dos muros 3 - 7

II. O reavivamento do povo - Esdras 8 - 10

(1) A leitura da lei 8
(2) Arrependimento do povo 9 - 10

III. Registros e reformas - Neemias 11 - 13

8. OS LÍDERES DOS RETORNOS DO CATIVEIRO -

(1) 1º RETORNO - Em 537 a.C. voltaram 49.897 homens (42.360 homens, além das mulheres e crianças, mais os 7.337 servos/servas e 200 cantores/cantoras - Ed 2.64,65) sob liderança de:

1) Zorobabel, o governador (Ed 2.2; 3.2; 5.2; Ag 1.1), também chamado em aramaico de Sesbazar (Ed 1.8,11; 5.14,16, compare Ed 5.16 com Zc 4.9), filho de Sealtiel (Salatiel - Mt 1.12), chamado “filho de Pedaías” em 1Cr 3.19, provavelmente porque Sealtiel morreu sem deixar descendente masculino, e o irmão dele, Pedaías, de acordo com a lei do levirato, gerou Zorobabel com a esposa de Sealtiel. Assim, Zorobabel seria filho de Pedaías, mas legalmente, em termos de herança, filho de Sealtiel.

2) Jesuá, o sumo sacerdote, filho de Jozadaque, (Ed 2.2; 3.2; 4.3; 5.2; Ne 12.1), também chamado Josué (Jesus), filho de Jeozadaque (Ag 1.1,12; Zc 3.1; 6.11).

3) Ageu (520-505 a.C.) e Zacarias (520-490 a.C.), os profetas (Ed 5.1,2; 6.14).

(2) 2º RETORNO - Em 458 a.C., 78 anos depois do 1º retorno (Ed 7.6), sob a liderança de Esdras (Ed 7.6-9), que ensinou a lei (Ed 7.6,21; Ne 8.2,4,9) voltaram 1.776 homens, além de suas mulheres e filhos, 1.514 chefes de casas e sacerdotes (Ed 8.1-15), mais 42 levitas (Ed 8.18-19), mais 220 netinins, servidores dos levitas (Ed 8.20). Uma questão: por que Esdras esperou 13 anos para ensinar a lei de Moisés (Ed 7.7,8 = 458 a.C., e Ne 8.1,9 = 445 a.C). Será que Esdras 7.7 deve ser lido “no 37ºano”, e não “no 7º ano do rei Artaxerxes”? Assim o retorno de Esdras seria no ano 428 a.C., com a volta de Neemias (445 a.C.) acontecida 17 anos antes de Esdras. Há apoio disto na LXX e nos escritos de Josefo.

(3) 3º RETORNO - Voltou em 445 a.C. um pequeno grupo de oficiais do exército e cavaleiros (Ne 2.6,9) sob a liderança de Neemias, o copeiro do rei Artaxerxes I (Longímano) da Pérsia (Ne 2.1), com a finalidade de levantar os muros da cidade de Jerusalém (Ne 2.5-8), o que se deu em 52 dias (Ne 6.15). Durante 11 anos Neemias trabalhou como grande líder e governador de Judá; ele voltou a Babilônia em 433 a.C. (Ne 2.6; 5.14; 13.6).

(4) 4º RETORNO - Neemias voltou sozinho em 425 a.C. e continuou seu trabalho junto a Esdras e o profeta Malaquias, que profetizou cerca de 430 a.C.

9. NEEMIAS: DO EXÍLIO À RECONSTRUÇÃO DAS MURALHAS DE JERUSALÉM - 1.1-7.73

Até agora tivemos uma visão geral de Neemias. Conhecemos seu contexto, a cultura da época, o rumo que a história tomou, para nossa compreensão global. A partir de agora veremos o conteúdo de seu livro e as implicações para nossa vida.

Já vimos como se deu o exílio e o lugar de Neemias na história. O livro que tem seu nome se inicia com ele em uma boa situação social. Seu futuro está garantido: ele é copeiro do rei, que já sabemos o que significa. Mas ao saber da situação de sua terra e do povo, sua reação é de aflição: “Tendo eu ouvido estas palavras, sentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e continuei a jejuar e orar perante o Deus do céu” (1.4). Isto se chama solidariedade. Fica bem claro em 2.3: “e disse ao rei: Viva o rei para sempre! Como não há de estar triste o meu rosto, estando na cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e tendo sido consumidas as suas portas pelo fogo?”. Paremos um pouco aqui. Até então pudemos fazer uma leitura geral, mas agora temos que ser particulares. Nós cuidamos apenas de nossa vida ou somos solidários com nossos irmãos na fé e com a causa do evangelho?

A primeira atitude de Neemias com os relatos foi de oração (1.4-11). Ele é um homem de oração. Se orássemos tanto como falamos de oração, nossas igrejas e nossas vidas seriam muito diferentes. Veja bem sua oração:

(1) Exaltação do caráter de Deus: v. 4
(2) Pedido que a oração seja acatada: v. 5
(3) Confissão de pecados: vv. 6-7
(4) Apelo à justiça de Deus, bem como à sua misericórdia (v. 9). Muitos querem a misericórdia, mas se esquecem de que Deus é justo.
(5) Lembrança do passado com Deus: v. 10
(6) O pedido, por fim: v. 11.


Você vê confissão de pecados e apelo à justiça de Deus, reconhecendo-a como legítima, em nossos dias?

A segunda atitude de Neemias é a de expor o problema ao rei (2.1-8) e aproveitar a oportunidade concedida (2.9-23). Ou seja, ele vai a quem decide. Apesar de profundamente espiritual, ele é um homem prático. Não se perde em lamúrias e conversas com quem não decide, as conversas que não levam a ponto algum. Observe algumas características do seu pedido e algumas atitudes que toma a seguir, depois da exposição do problema ao rei:

(1) Externa suas emoções de maneira respeitosa (v. 3).

Precisava ter muita cautela. Era o povo do rei que o oprimia o seu. Não confunda franqueza com falta de educação nem pense que liberar as emoções é o mais importantes. Os outros também têm emoções.

(2)Diante da segunda pergunta do rei, ele ora (v. 5). Oração não era algo eventual nem formal. Como deve ter orado? No íntimo. Ele ora nos momentos de crise, como vimos. E ora diante das oportunidades.

(3)Ele tem planos (vv. 6-7). Dá um prazo ao rei e faz um pedido de concessão de autoridade delegada.

(4)Ele tem planos postos em seu coração por Deus (v. 12). É normal fazer planos, mas quem tem comunhão com Deus partilha dos planos dele, sabe ouvir sua voz, sabe compreender os propósitos divinos.

(5)Ele aglutina as pessoas ao redor de si (vv. 17-20). Este era o grande mérito de Neemias como líder. Ele aglutina, chama ao trabalho, e sua linguagem é a primeira do plural (“nós”). Não diz: “façam”, mas “façamos”. Mas atenção: não foi algo estabanado, de estalo, mas algo que ele deixou crescer dentro de si (vv. 13-16). Examinou, ponderou e guardou consigo até o momento adequado de revelar aos demais.

(6)Ele não desanima com críticas (v. 19). Não as enfrenta em bate boca, mas entrega a Deus (v. 20). Mesmo na oração, ele se mantém firme em seus valores: pagãos não tinham direitos à participação. Desvistamos a questão racial e cultural e vejamos em termos de princípios: valores não se negociam.

A terceira atitude de Neemias é por mãos à obra (cap. 3). Há gente que sonha, planeja, comparte com os outros, mas nunca executa. São os sonhadores. Cheios de idéias. Dizem que as idéias movem o mundo. Engano. As idéias ficam onde estão, na mente. O que move o mundo são pessoas que executam as idéias. Veja, em consonância com o tópico (5) no item anterior, que juntou ourives e perfumistas (v. 8), um governador (v. 15), sacerdotes (vv. 22 e 28). Atividades delicadas que não podiam efetuar trabalho pesado nem lidar com argamassa. Veja quem não trabalhou: v. 5. É uma pena que haja tantos “nobres” nas igrejas, gente que quer tratamento especial, mas não se envolve com a obra.

Vistas algumas atitudes de Neemias diante do relato de Hanâni, da conversa com o rei, e diante das portas que se abriram, vejamos agora outras atitudes dele com relação a problemas surgidos no processo de reconstrução das muralhas. Para modificar a estrutura, evitando o cansaço, façamos perguntas, agora.

Eis a primeira pergunta: como fazer diante dos adversários da obra? É o que vemos no capítulo 4. Os versículos 1-3 mostram como Sambalate e Tobias agiram. Tentaram depreciar o trabalho e ridicularizaram os judeus (vv. 1-3). Uma pancada na auto-estima. Pessoas com trabalho depreciado produzem pouco, e não raro deixam o trabalho. Neemias ora (vv. 4-5). Não é uma oração “melosa”, mas um pedido para Deus ouça e intervenha. E para nós fica uma lição: Deus julga os adversários da sua obra. Se não fosse assim, por que Neemias pediria juízo?

Além de orar, Neemias continuou a trabalhar (v. 6) mantendo os trabalhadores unidos, com um propósito.

Aumenta a pressão (vv. 7-8). Aumenta a oração (v. 9). A pressão aumenta mais uma vez (vv. 10-12). Ele, que já orara, age (v. 13) e conforta o povo (v. 14). Não basta orar, mas é preciso agir na certeza de que Deus está abençoando, e é necessário apoiar os liderados. Palavras de conforto ajudam muito nas horas de crise. Os versículos 19-20, por si sós, são uma mensagem extraordinária para nós: “Disse eu aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos separados no muro, longe uns dos outros; em qualquer lugar em que ouvirdes o som da trombeta, ali vos ajuntareis conosco. O nosso Deus pelejará por nós.”. Compreendemos a advertência, tão atual? E veja a frase final do versículo 20. Já dá para imaginar como a história terminará, não dá?

Eis a segunda pergunta: como fazer diante de problemas internos, principalmente os de queixa? Veja o que aconteceu, em 5.1-5. Murmuração parece ser um pecado sempre presente na vida do povo de Deus. Desde o êxodo até a distribuição de cestas básicas na igreja de Jerusalém (At 6). Algumas vezes, murmuração de rebeldes que nunca se satisfazem se não podem mandar (isto é tão comum nas igrejas, os donos ou famílias-donas!). Em outras, queixas justas, como aqui. Neemias toma decisão. Com pressupostos teológicos (vv. 7-8). Veja, no versículo 9, o valor que Neemias dava ao temor de Deus. Confirme em 5.15.

Veja como Neemias tinha autoridade moral (vv. 17-18) e como se punha diante de Deus, pedindo seu favor (v. 19).

Eis a terceira pergunta: como proceder quando há tentativa de desviar do caminho e até mesmo ameaças pessoais? É a história de 6.1-14. Sambalate e Gesém chamam-no para um encontro (v. 2), mas ele, movido de discernimento espiritual (ou simplesmente de bom senso) recusa. Sua resposta, no versículo 3. Quem está envolvido com a obra de Deus não pode descer para diálogos infrutíferos. Não pode ter a mente desviada do seu rumo. A igreja hoje gasta mais tempo com atividades meio que com a atividade fim. Jantares, almoços, passeios, congraçamento, bazares, e outras coisas tomam mais tempo e por vezes demandam mais recursos que evangelização e missões. Neemias sabe o que fazer: ele não pode descer. Compreendemos isto? Não podemos descer de nossos ideais, de nossos valores, do propósito que Deus colocou em nosso coração. Se temos um propósito, rumo a ele!

Os dois não se satisfazem com a negativa de Neemias e partem para a coação (v. 5-7). Ele refuta a mentira (v. 8) e deixa-nos uma bela oração no versículo 9: “Mas agora, ó Deus, fortalece as minhas mãos”. Quando há tentativa de desviar do caminho e até mesmo ameaças pessoais o recurso é pedir forças a Deus.

Por fim, o jogo fica claro: uma ameaça de assassinato (v. 10). E agora, o homem de fé e de oração mostra que é um homem de coragem: “Um homem como eu fugiria?” (v. 11). Aqui ele lembra Paulo: “Porque Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (2Tm 1.7).

E a muralha se completou! Aquilo que por 90 anos se deu como impossível foi feito em 52 dias. Não há impossível para o poder de Deus. Há apenas para nossas limitações e fraquezas. Mas quando estas são trazidas ao Senhor e dele se busca a força, e o povo se aglutina ao redor de um projeto, a vitória é certa.

E os adversários? Neemias os deixou de lado. Não foi tripudiar sobre eles, dizendo: “Viram? Conseguimos!”. Deixou-os de lado e se abateram em seu conceito. Segundo Neemias, “perceberam que fizemos esta obra com o auxílio de nosso Deus” (v. 16). Não é preciso “dar o troco” nos adversários. Basta fazer a obra de Deus com seriedade, com afinco, com espírito de união e dependente dele. A vitória vem e eles que fiquem com suas frustrações.

10. ESDRAS E NEEMIAS TRABALHAM JUNTOS PARA ESTABELECER O POVO: 8.1-10.39; E SURGE UM AVIVAMENTO QUE SE ESTENDE ATÉ O FIM DO LIVRO: CAPÍTULOS 11-13

Um dos maiores entraves ao progresso da obra de Deus é a luta por poder e domínio na igreja. Já era assim no tempo de Jesus, com os discípulos discutindo qual deles seria o maior no reino. A mesma mentalidade mundana e mesquinha continua em nosso meio. Como há gente com deficiência emocional buscando na igreja a compensação para sua falta de expressão!

Não foi assim com Esdras e Neemias. Eles compreenderam algo que todos nós, crentes em Jesus, precisamos compreender: não somos adversários, mas parceiros. Não somos superiores, mas iguais. O foco agora fica sobre Esdras. Ele lê a lei diante do povo. Este é um momento histórico. É agora que se afirma o judaísmo rabínico, em que o judaísmo não se calca sobre sacrifícios (embora no tempo de Jesus eles estivessem sendo oferecidos), mas se torna uma religião normatizada por um livro.

Séculos mais tarde, ao tirar o eixo hermenêutico da autoridade da Igreja e colocá-lo na Escritura, Lutero fez a mesma coisa. O protestantismo surgiu por causa de um Livro. O movimento pentecostal mudou o eixo. Tirou das Escrituras e colocou numa experiência com o Espírito Santo. O neopentecostalismo mudou mais uma vez: o eixo são as intuições, os insights do intérprete. Como são ouvidas, inclusive em nosso meio, as expressões: “Eu senti no meu coração” ou “Eu acho, assim, ó”. O que a pessoa sente ou “acha assim, ó” é irrelevante. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?” (Jr 17.9). Importa o que a Bíblia diz. Ele é a norma, não nossas sensações ou nosso pensamento.

Vejamos o ensino do capítulo 8, que é um capítulo relevante na teologia do Antigo Testamento. Observem algumas pistas para nós do que produz um avivamento. Para muita gente, avivamento é barulho ou comportamento exótico. Ou, ainda, mudança de doutrina. Em Neemias 8 em diante temos o relato de um avivamento. Vamos ver o que é um avivamento, e o que o produz.

Primeira questão: Como começa o avivamento narrado em Neemias? Começa com a exposição da Palavra de Deus. Ele abre o livro da lei (v. 5). A lei foi explicada para o povo entender (v. 8). E o povo entendeu (v. 12) e ficou tão comovido que chorou (v. 9). Avivamento não vem por louvor. O louvor nos faz bem, mas não santifica. Avivamento não vem por serviço cristão na igreja. Trabalhar na igreja faz bem a obra e dá sentido à vida, mas o que aviva mento não a Palavra de Deus. Avivamento não é gritaria nem elevados decibéis de instrumentos musicais. Avivamento é consagração de vida, é santificação. E só vem pela Palavra de Deus. Lemos assim em 1Samuel 15.22: “Samuel, porém, disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à voz do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, do que a gordura de carneiros “. E lemos, ainda, no Salmo 119. 9 e 11, por sinal, um salmo atribuído a Esdras: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o de acordo com a tua palavra” e “Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti”. Samuel diz que Deus prefere obediência ao sacrifício, que era a forma mais sublime de culto. Alguns desavisados pensam que louvar a Deus (isto é, cantar corinhos na igreja) é a coisa mais importante que um seguidor de Jesus pode fazer. Deus pede obediência, mais que tudo.

Quer ser avivado? Leia a Bíblia com fome, e tendo lido, pergunte-se: “À luz do que li, em que minha vida deve ser mudada?”. Formate-se pela Palavra.

Segunda questão: O um avivamento produz? Produz comoção (vv. 9 e 12). Produz emoções legítimas, e não emoções descontroladas. Produz fraternidade, congraçamento (v. 12). Há pessoas que se tornam tão espirituais que nem deveriam mais permanecer na terra, porque não conseguem mais se relacionar com ninguém. Tornam-se insuportáveis. Só Deus as atura. Mas avivamento não produz arrogância espiritual nem leva alguém a se sentir superior. As pessoas trocaram proções de alimento, um hábito familiar, de fazer uma comida e levar para alguém. Fortaleceu o vínculo com os irmãos.

E, mais importante, como se vê pelo capítulo 9, produz arrependimento, tomada de novas posições, uma mudança de vida, enfim. Os judeus reconheceram seu erro (v. 35-36) e firmaram um pacto com Deus (v. 38). Avivamento leva a firmar um novo pacto com Deus, restabelecendo propósitos deixados para trás, esquecidos por causa da força do pecado. Escrever o pacto é bastante significativo. Compromissos verbais são esquecidos com facilidade, mas o que está escrito ficou gravado. É um compromisso sério. Avivamento não produz leviandade espiritual, mas leva a compromissos sérios. A Palavra de Deus pode fazer isto, quando a deixamos agir em nossa vida.

Terceira questão: qual o sentimento ou relacionamento que o avivamento produz entre o fiel e a casa de Deus? Lemos no versículo 10.39: “Pois os filhos de Israel e os filhos de Levi devem trazer ofertas alçadas dos cereais, do mosto e do azeite para aquelas câmaras, em que estão os utensílios do santuário, como também os sacerdotes que ministram, e os porteiros, e os cantores; e assim não negligenciarmos a casa do nosso Deus”. E no capítulo 13, vemos que agora sob a liderança de Neemias há uma purificação da casa de Deus (v. 8). Há muitos móveis de Tobias em nossas vidas, coisas que deveriam ser jogadas fora. Este será o tema da mensagem de domingo à noite, por isso paremos por aqui.

Os levitas e os cantores tinham deixado o templo e ido para o campo, trabalhar para ter seu sustento (13.10). Neemias repreendeu o povo e “Então todo o Judá trouxe para os celeiros os dízimos dos cereais, do mosto e do azeite.” (v. 12).

É significativo que agora o avivamento seja conduzido por Neemias, e não mais por Esdras. Esdras era oficial religioso e Neemias um líder político. Mas a santidade não é apenas para oficiais religiosos. É para todos. A responsabilidade pela saúde espiritual da casa de Deus não compete apenas ao pastor, mas a todo o povo de Deus.

Mas avancemos um pouco no restante do livro. Veremos que o sábado não vinha sendo guardado (13.15-18). Neemias toma providências para que o seja. Nós guardamos o domingo. Não comporta aqui a discussão sobre a mudança, mas quero insistir num ponto: precisamos recuperar a santidade do dia do Senhor. Posso parecer ultrapassado e poderão dizer que estou cheirando a formol. Considerarei isto como elogio e ficarei receoso pela saúde espiritual dos críticos nesta linha, mas afirmo com segurança: domingo não é dia de cinema nem de praia nem de futebol no estádio. É dia do Senhor. Não é dia de se aboletar diante da televisão. É dia de investimento espiritual. Por favor, não me dêem a desculpa de que todo dia é. Sei disso, mas o domingo é o dia consagrado ao Senhor. Avivamento produz desejo de consagrar mais tempo ao Senhor e não a desperdiçar o dia mais adequado da semana em atividades frívolas. Muitas vezes os crentes “enforcam” o culto matutino por corrida de Fórmula 1, e se atrasam para o culto da noite por causa do jogo de futebol. Por vezes até vão aos cultos, mas a atenção e as emoções estão lá fora. No dia do Senhor, o tempo e as emoções deveriam estar na casa de Deus.

CONCLUSÃO

Muitos de nós servimos a Deus e achamos que Deus nos deve alguma coisa. Os discípulos de Jesus queriam saber o que receberiam na consumação do reino. Há os que desempenham atividades na igreja e esperam aplausos dos homens pela sua dedicação. Não serviram a Deus, na realidade, mas serviram a si.

Qual era a atitude de Neemias, em relação ao serviço que ele prestava? Como ele se portava, depois de ter marcado a vida do seu povo e arriscado a sua própria, para servir a Deus?

Lemos em 5.19: “Lembra-te de mim para meu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto tenho feito em prol deste povo”.

Lemos em 13.14: “Por isto, Deus meu, lembra-te de mim, e não risques as beneficências que eu tenho feito para a casa do meu Deus e para o serviço dela”.

Lemos em 13.22: “Nisso também, Deus meu, lembra-te de mim, e perdoa-me segundo a abundância da tua misericórdia”.

Lemos em 13.31: “Lembra-te de mim, Deus meu, para o meu bem”.

Em momento algum ele reivindica ou declara. Apenas pede. Lembra o ladrão na cruz, que se sabendo sem direito algum, faz apenas o pedido: “Lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” (Lc 23.42). Neemias tem uma folha de serviço extraordinária, e tudo que pede é que Deus se lembre dele. Que Deus use de misericórdia. Em momento algum pensa que Deus lhe deve alguma coisa ou que ele tem méritos espirituais. Esta é uma lição que encerra nossa consideração. Uma pessoa realmente consagrada a Deus vive na dependência dele e espera em sua misericórdia. Não acha que tem crédito com Deus, mas apela para sua bondade.

Que seja assim conosco

FONTE:
http://www.montesiao.pro.br
http://www.e-campo.com.br

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