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sábado, 8 de dezembro de 2012

273-O CRISTÃO E A SOCIEDADE

responsabilidade dos cristãos na sociedade








Nesta série de textos do autor Leonhard Goppelt ele nos relembra uma perspectiva, mais até que um modo de entender, GOPPELT nos chama novamente a missão da responsabilidade dos cristãos em meio ao mundo. Através do estudo da 1ª epístola de Pedro (I Pedro) que aposta para nós esse chamado cristão ao testemunho e ao sofrimento por Cristo.
O texto de I Pedro é direcionado aos cristãos espalhados pela Ásia Menor que começava a sofrer acusações e discriminações por parte da sociedade. Logo os cristãos não estavam sendo perseguidos, porém fortemente caluniados. Daí vem o alerta, o simples fato de pertencer à religião cristã pode trazer sofrimento. “(…) Se, porém, sofrer como cristão, não se envergonhe disso” (4.15).
GOPPELT nos apresenta o motivo dessa intensa “perseguição” que os cristãos do primeiro século sofriam. Eles não se amoldavam a cultura helenista e as práticas da sociedade de seu tempo a partir do momento que se denominavam cristãos.  Logo, segundo Celso, o cristianismo era visto como uma “nova crença falsa, perigosa a sociedade”.
Podemos perceber então que I Pedro fala de um tema hoje profundamente discutido por todos: a responsabilidade do cristão na sociedade.
O autor no texto primeiro nos leva a entender o conceito em I Pedro de que somos “forasteiros em nossa terra”. Esse conceito é pano de fundo em toda epístola, chamando os cristãos para viverem esse Êxodo de fé, pois eles são santos, eleitos. Logo caminham em direção a uma nova realidade, pois já hoje vivem uma nova vida.
Um alerta, no entanto é feito. Viver como “forasteiro” entre seus compatriotas não é um chamado de fé qualquer. É um chamado escatológico que traz a presença do Reino para seu tempo. Por isso na epístola de 1ª Pedro somos advertidos a não nos alienarmos da sociedade. Os cristãos devem romper com o estilo de vida da sociedade, confrontando e denunciando seus erros.
“Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, naquilo em que eles os acusam de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus no dia da sua intervenção” (I Pe 2.12). Esse é nosso chamado contínuo na sociedade. Nosso proceder deve constantemente refletir e testemunhar Cristo em nós. Na seqüência do capítulo vemos uma série de proceder para com a autoridade, com patrão, com os governantes, levando-nos a agir para com todos de uma só forma, fazendo o bem por amor ao Senhor. O que GOPPELT é válido citar para nossa maior compreensão:
Os cristãos, porém, devem imitar o Senhor – misturar-se com o povo e demonstrar na política, economia e matrimônio, inclusive com seu comportamento, que agora Deus que conduzir a todos a uma existência humana íntegra. A responsabilidade sócio-ética, motivada pelo amor de Deus, se integra na comissão missionária”.
Porém Pedro nos leva, através de Cristo, a tornamo-nos agentes conscientes e críticos daquilo que nos cerca. Nossa submissão, antes de qualquer coisa é ao Nosso Senhor Jesus Cristo, o que fazemos e como testemunhamos seu amor e serviço é o que nos leva a ser obedientes as autoridades. Logo, Cristo nos chama para uma responsabilidade crítica, onde pela fé podemos julgar aquilo que é a vontade de Deus.
Notamos então que a proposta em I Pedro é nos chamar para assumirmos o papel escatológico de Cristo, trazendo para o tempo presente o futuro escatológico revelado por Jesus. Dessa forma, estamos em constante conflito de interesses com o sistema deste mundo. A forma de proceder, o testemunho cristão, traz conseqüências diretas na sociedade. Nossos critérios e formas de ação, nossa motivação de vida é diferente das dos nossos compatriotas e isso gera, inevitavelmente, divergências nas instituições. Porém, como podemos perceber na leitura, esse comportamento, só será possível se o cristão estiver disposto a sofrer por amor a Cristo.
Porém esse sofrer que o testemunho de Cristo nos traz, para Pedro não se manifesta somente como juízo, porém principalmente como graça. Segundo GOPPELT, “fixar isso é um dos interesses centrais da epístola”. Isso transparece em I Pedro 2.19 “Porque é louvável que, por motivo de sua consciência para com Deus, alguém suporte aflições sofrendo injustamente”. Logo complementa GOPPELT, “(…) torna-se seguidor quem é atraído para o caminho de Jesus mediante a obediência da fé”.
O autor encerra seu comentário sobre nossa responsabilidade na sociedade dando a seguinte destaque:
“Fazendo um retrospecto sobre ao tema geral da epístola a partir desse ponto, ele oferece um quadro global impressionante. A onda discriminatória por parte da sociedade responde com a disposição total para um testemunho missionário universal mediante a pregação como pelo procedimento. Nenhum dos escristos do NT associa o testemunho da palavra com o testemunha da presença cristã na sociedade, como faz I Pe”.
Para nós, cristãos do presente século, a epístola de 1ª Pedro nos chama a um verdadeiro chamado cristão. Que em seu testemunhar e procedimento no mundo, vá confrontar os modelos deste século. Esse modo de viver será pregação diante dos perdidos, testemunhando Cristo e assim trazendo renovação e um novo modelo de vida, que é uma forma de restaurar o ser humano em sua integridade. Esse modo de vida, no entanto, sempre será anti-sistema, logo trará sobre nossos ombros o peso de sermos discriminados e com isso poderemos sofrer por assumir essa mensagem.
Nesse momento, vale então um profundo momento de autocrítica para todos nós. Devemos ler I Pe, e nos perguntar se realmente estamos dispostos a sofrer e a testemunhar Cristo desta forma, ou se temos deixado nosso testemunho de lado e nos esquecido de nosso verdadeiro chamado? Estamos realmente dispostos a sofrer dando testemunho de Cristo em meio ao nosso tempo?
Certamente muito de nós temos nos afastado dessa missão, devido a pressões e as comodidades que o sistema tem a oferecer aqueles que vivem de acordo com seus padrões. Por isso segundo 1 Pedro, devemos constantemente viver o Êxodo de nossos dias, o de sermos forasteiros em nosso mundo, e isso é um desafio constante. Primeiro por termos de sair de nossa “zona de conforto” e negar os modelos do sistema. Temos ainda o aspecto de sermos constantemente discriminados e por sofremos. E o constante desafio de apesar de vivermos esse êxodo, estamos neste mundo denunciando seus erros e propondo o modelo perfeito de vida através de nosso testemunho, que é Cristo. E com esse testemunho mostramos que o sofrimento salvítico de Cristo alcança a todos indiscriminadamente. Retomemos o nosso posicionamento, certos de que Deus “nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
Para uma herança incorruptível, “incontaminável”, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós” (I Pedro 1.3-4).

Como se comporta a sociedade e o crente pós-moderno

Igreja Evangélica sofre com o impacto do pós-modernismo que ressalta o individualismo e afasta o homem das preocupações sociais
Isaltino Gomes Coelho Filho*
A pós-modernidade é uma atitude intelectual contemporânea que se expressa numa série de manifestações culturais que negam os ideais, princípios e valores que constituem o suporte da cultura ocidental moderna. Ela se choca com tudo aquilo que tem sido o sustentáculo da civilização ocidental. É um existencialismo mais agudo, mais cínico, mais cruel. Mais ou menos assim: "primeiro eu, e que se dane o mundo". Ela é uma revolução cultural. Apesar do alarido que a mídia faz das formas culturais que expressam a pós-modernidade, ela é silenciosa. Sucede em nível de conceitos. Valores educacionais, sociais, políticos, morais e religiosos estão sendo contestados e não estão sendo propostos outros para seu lugar. Fica um vazio. É um desinteresse pela vida social, pelo mundo, e uma preocupação com o agora.
Alguém mostrou a relação entre o existencialista e o pós-modernista na seguinte figura: um existencialista pichou uma igreja com a inscrição "Deus morreu". O pós-modernista pichou abaixo: "E eu estou gravemente doente". É a morte do homem. É uma descrença, um abandono de ideais, uma alienação, um retirar-se do mundo. Anteriormente, a mecanização do mundo e a desvalorização do homem, que veio como conseqüência, produziram reações, como o existencialismo. Agora, surge a pós-modernidade, um existencialismo mais cínico. Neste sentido, ela afeta a Igreja por propor rejeitar tudo que seja fora da pessoa, pela negação de valores objetivos e pela supervalorização do eu/agora. Mas ainda é uma atitude. Não se mostrou consistente nem coerente na sua forma de se expressar para ser vista como uma corrente filosófica ou cultural.
A rigor, a pós-modernidade é uma reação à modernidade. O milênio que esta anunciou não chegou. O crescimento econômico trouxe uma profunda crise existencial, por incrível que pareça. Mas é bíblico. "Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e próspera ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado" (Ez 16.49). A riqueza sem o lastro cristão traz a ganância, e o viver em função de bens traz a indiferença para com os necessitados. Surge a ociosidade, mãe de todos os vícios e irmã de muitas frustrações.
Conseqüências
Uma das conseqüências da modernidade foi a secularização. A modernidade colocou a técnica no lugar de Deus. Colocou suas esperanças na educação do ser humano. Chegou a confundir, muitas vezes, capacitação técnica com educação. O regime militar brasileiro, por exemplo, acabou com o curso Clássico e com o ensino de Filosofia e Ciências Sociais e nos deu os cursos profissionalizantes. O Brasil necessitava de tecnologia para entrar numa fase de desenvolvimento. Afinal, a utopia humana viria pela Ciência e pela técnica. Educar era capacitar tecnologicamente. A pós-modernidade modificou, mais uma vez, o cenário. Perdeu a utopia. Perdeu os ideais. Sacralizou o fático (de fato) e renunciou a combater ou mudar as injustiças sociais.
Basta analisar algumas das características mais fortes da pós-modernidade: o colapso das crenças, a busca do exótico, a descrença das instituições (as igrejas e denominações mais institucionalizadas são mais afetadas), a necessidade de escandalizar, um estilo de vida hedonista, individualista e narcisista, a perda do sentido de história (as pessoas vivem em função de eventos e não de um projeto de vida), a substituição da ética pela estética (o certo é aquilo de que eu gosto e aquilo de que eu não gosto está errado), a necessidade de pertença (por isso a formação de "bandos" e "tribos" os mais diversos em nossa cultura), e outros mais. Isto afeta o comportamento humano. Surgem os relacionamentos "lights", imediatistas, sem ligações profundas, manifestadas no sexo efêmero e casual. As pessoas se conhecem e vão para a cama, até mesmo sem saber o nome da outra. Pertence-se a uma "tribo", mas se refugia no anonimato de relações via Internet. As pessoas são contraditórias. Deliberadamente. Não há sentido na vida. Cada um faz o seu.
Do ponto de vista religioso, influenciadas por esta forte subjetividade, as pessoas nutrem uma crença tipo picadinho. O sujeito é católico mas rejeita a orientação da Igreja sobre contracepção. É evangélico, mas lê horóscopo, pula de doutrina em doutrina, não em busca da verdade, mas do que lhe satisfaz, do que lhe faz bem. Ele é seu próprio referencial. O padrão é ele próprio. A pós-modernidade não aceita valores objetivos. Cada um faz seu caminho. Vemos isso na postura de muita gente na igreja evangélica. Que saca da Bíblia o que lhe interessa, mas que rejeita ou passa por cima do que vem contra ela. A Bíblia deixou de ser autoridade para muita gente. Ela é a verdade, mas a "verdadeira verdade" é o que a pessoa sente. Esta subjetividade se vê em ensinos e doutrinas. Não é o que a Bíblia diz, mas o que a pessoa sente no coração. E o Espírito Santo leva a culpa desta subjetividade: "O Espírito me revelou" ou "Deus me falou". Algumas igrejas, mesmo sem querer e talvez sem o saber, estão se cevando na pós-modernidade. Procuram ser agradáveis às pessoas, mais do que leais à Palavra e a Deus. O que importa é que as pessoas se sintam bem, que se realizem.
A descrença nas instituições é outro problema sério para a Igreja porque ela é uma instituição. As instituições, como os governos, a família e a escola falharam em prover um mundo melhor. O pós-modernista não crê na declaração romântica do professor de que está formando mentes e educando para o futuro. Não vê o médico encarar a profissão como um sacerdócio, mas como uma forma de ganhar muito dinheiro. Não vê a escola como um lugar agradável nem crê no seu discurso. Não crê nas igrejas porque os escândalos são muitos. Os políticos são corruptos. Até no lazer aparecem os euricos mirandas. A Igreja dos anos noventas não produziu homens e mulheres santos, de respeitabilidade reconhecida pelo mundo (e não propagandeada pela Igreja), mas sim pessoas preocupadas com dinheiro. O vulto mais importante que a igreja evangélica dos anos sessentas legou à humanidade foi o pastor batista Martin Luther King Jr, Prêmio Nobel da Paz. A igreja evangélica dos anos oitentas apresentou ao mundo o bispo anglicano Desmond Tutu, também Prêmio Nobel da Paz. Mas na mente dessas pessoas, a Igreja evangélica dos anos noventas é mais conhecida pelos escândalos, pela voracidade por dinheiro e pelo triunfalismo, do que por homens que marcaram a sociedade secular. Infelizmente, para quem pensa, a Igreja evangélica é corrupta. Num artigo em que criticou o catolicismo, Roberto Campos disse que a "praga da Igreja evangélica é seu mercantilismo". O dinheiro é o deus de muitas igrejas e de muitos cristãos. O pós-modernista vê isso.
Do ponto de vista de conteúdo da Igreja, vê-se a influência da pós-modernidade no individualismo que tomou corpo e afastou as pessoas das preocupações sociais. Os anos sessentas foram anos de discussões sobre a ação social das igrejas. Havia uma preocupação enorme com a pobreza e com a política. A ênfase dominante hoje é dada pela teologia da prosperidade. As pessoas estão preocupadas com cura, saúde, riqueza, resolução dos seus problemas e pouco com a transformação do mundo. As pessoas irão a uma corrente de sete dias de culto e a uma vigília para melhorarem suas finanças, mas não irão para orar pela conversão de pecadores. A geração de hoje é sem ideais, a que sociólogos chamam de geração shopping, cuja preocupação é o consumo, o tênis da moda, a camisa da grife badalada e a freqüência às lanchonetes de nomes americanos para a famosa sucata alimentar: sanduíche e refrigerante. Uma geração economicamente rica, mas de conteúdo muito pobre. Fútil mesmo. Quando se perdem os ideais, a vida se empobrece. E isto se reflete na Igreja. Quando uma igreja diz que Deus não lhe deu a missão de evangelizar, mas de capacitar os crentes de uma determinada camada social e avança nas pessoas bem aquinhoadas de outras igrejas, pescando em aquário, o que é isto, senão uma pós-modernidade espiritual?
Não necessariamente, o novo milênio pode ser identificado pela ênfase na pós-modernidade. O pensamento humano é como um pêndulo. Oscila de uma extremidade a outra. Por vezes, mais rápido ou mais lento, sem regularidade. Numa sociedade de mudanças tecnológicas e sociais como a nossa, os conceitos mudam com rapidez. Mas a pós-modernidade vai deixar marcas na cultura, através de peças de teatro, filmes, músicas, como o existencialismo deixou. Marcará a cultura por um bom tempo, ainda.
Proveito ou não para a igreja
Geralmente as igrejas vêm a reboque das mudanças sociais e culturais. São reativas e custam muito a mudar. O universo religioso é fixista, fechado ao diálogo, e vê as mudanças sempre com reservas. Nos momentos de dificuldade, algumas comunidades cristãs se refugiam no passado. A síndroma do retorno à Igreja primitiva e ao cristianismo primitivo é um exemplo disto. Quando as coisas não vão bem, a insegurança nos remete ao passado, que é conhecido e não é ameaçador. O refugiar-se no passado é uma patologia. Mas a Igreja pode mostrar que a necessidade de pertença, de estar inserido em uma comunidade, faz parte do seu ideário. A fé cristã nos insere numa família ("eis aí tua mãe... eis aí teu filho..."). Mas muitas igrejas estão sendo afetadas pela cultura pós-modernista. Há igrejas isoladas, apaixonadas por si, por sua eclesiologia, seu estilo litúrgico, não vendo o todo, mas apenas seu jardim. São guetos. E o que é pior: orgulhosas do seu espírito de gueto.
A Igreja deve lembrar que temos valores eternos, como cristãos que somos. Há valores temporários, locais e mutáveis. Há valores inegociáveis. É preciso saber o que é cultural e o que é teológico, o que é momentâneo, restrito a uma época, e o que é eterno. Um cristão necessita ter uma cosmovisão cristã completa, saber de sua fé e de seus valores e vivê-los. Muitos não têm uma visão global do mundo, e, o que é pior, até mesmo muitos líderes cristãos não têm uma visão global de sua fé, sabendo encaixar o mundo nela, e analisando o mundo por ela. Sua fé é atomizada, de pequenos credos, sem uma visão holística do evangelho. Superdimensionam um aspecto, uma parte, subordinando o todo a ela. Sem ver o evangelho como uma cosmovisão, uma explicação global do mundo. Isto é trágico para quem queira enfrentar uma comunidade que pense, que queira dar respostas significativas e válidas ao mundo.
Mas é um desafio. O fascinante no evangelho é que ele rompe o casulo em que as comunidades cristãs o aprisionam. Não diria que ele é camaleônico, pois ele não varia sua forma, mas ele se adapta a tempos e a culturas. Na realidade, ele os transcende. Deus não permite que seu povo enquadre e subjugue sua mensagem. Mas a Igreja precisa estar alerta para saber responder ao mundo contemporâneo. Por exemplo, não digo que o pecado deixou de existir nem que a condenação eterna foi cancelada por Deus. Mas isso, que impressionava as mentes nos anos sessentas, hoje é pouco relevante nas camadas mais pensantes. Tais pessoas estão buscando o sentido da vida, querendo respostas existenciais. Seus olhos estão mais aqui do que no além. A Igreja é a única que pode responder como viver bem aqui. Paulo não pregou em Atenas o que pregava nas sinagogas. Usou um gancho diferente, como se diz em Comunicação, para atrair seus ouvintes. A Igreja precisa estudar a Bíblia e estudar sua cultura, seu mundo, também. A Bíblia é fascinante e tem respostas para o homem moderno. Mas precisamos responder o que ele pergunta.
Como se comporta o cristão pós-moderno
Pessoalmente, não gosto de adjetivar cristão. Cristão é cristão. Ou se é cristão ou não se é. Isso de cristão renovado ou envelhecido, reformado ou estragado, embora tenha sentido, mesmo que narcísico, para as pessoas que assim se intitulam, pode trazer um problema. O valor supremo do cristão não é sua forma de ver doutrinas. É Jesus Cristo. Ele é a chave para entender o mundo. A fé cristã é a única explicação viável para o mundo e para a história. O cristão de hoje precisa ter o centro da sua fé na pessoa de Jesus, não em modismos, não em grifes doutrinárias ou eclesiológicas, mas Nele. A Igreja nasceu de duas perguntas: "Quem dizem os homens que eu sou?" e "Vós, quem dizeis que eu sou?". O cristianismo é uma pessoa, Jesus Cristo. Conhecê-lo, aprofundar-se nele, nos seus ensinos, isso capacitará o cristão para entender o mundo. Paiva Neto, da LBV, disse que Jesus foi sectarizado. Precisamos de humildade, porque aqui ele tem razão. Jesus foi denominacionalizado, foi eclesiologizado, amoldado à visão de muita gente. Há denominações e igrejas que pensam que têm o copyright de Jesus. Acham que são donas de Jesus e que todos, fora delas, estão errados. Mas a maneira do Mestre de tratar as pessoas, de apresentar-lhes o reino, de mostrar-lhes o sentido da vida, são um desafio para nós. O cristão do tempo pós-moderno precisa aprofundar-se no conhecimento de seu Mestre e vivenciar seu estilo de vida na nossa cultura. Cristo é a maior necessidade do cristão do tempo pós-moderno como foi a maior necessidade de qualquer cristão no passado, como será a maior necessidade de qualquer cristão em qualquer era. Jesus Cristo, antes de tudo e acima de tudo.

FONTE:
http://deivismacedo.com
http://www.bibliapage.com

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