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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

39-JACOB ARMINIUS

Jacó Armínio (biografia)

Jacó Armínio (biografia)
Jacó Armínio (James Arminius, Jacob Harmenszoon; 10 de outubro de 1560 - 19 de Outubro de 1609) foi um teólogo neerlandês que sistematizou a predestinação restrita. A partir de 1603 também foi professor de teologia da Universidade de Leiden.

Armínio era um distinto pastor e professor holandês, cuja formação teológica havia sido profundamente calvinista. De fato, boa parte de seus estudos ocorreram em Genebra, sob direção de Theodore Beza, o sucessor de João Calvino nessa cidade. Voltando aos Países Baixos, ocupou um importante púlpito em Amsterdão e logo sua fama se tornou grande. Devido a sua fama e ao seu prestígio como estudioso da Bíblia e da teologia, os dirigentes da igreja de Amsterdão lhe pediram que refutasse as opiniões do teólogo Dirck Koornhet, que havia atacado algumas das doutrinas calvinistas, particularmente, no que se referia à predestinação. Com o propósito de refutar Koornhet, Armínio estudou seus escritos e dedicou-se a compará-los com as escrituras, com a teologia dos primeiros séculos da igreja e com vários dos principais teólogos protestantes. Surge a predestinação restrita mais ocasionada pelo lívre-arbítrio humano, do que ocasionada pela vontade soberana de Deus. Diverge, portanto, da predestinação incondicional (calvinista) que ensina a salvação humana depende de uma "eleição absoluta e soberana" - que depende exclusivamente de Deus: a vontade do homem fica excluída.



Arminianismo
O Arminianismo é um sistema teológico baseado nas idéias do pastor e teólogo reformado holandês Jacob Harmensz, mais conhecido pela forma latinizada de seu nome Jacobus Arminius. No inglês, é usualmente referenciado como James Arminius ou Jacob Arminius. Em português, seu nome seria Jacó Armínio.

Embora tenha sido discípulo do notável calvinista Teodoro de Beza, Armínio defendeu uma forma evangélica de sinergismo (crença que a salvação do homem depende da cooperação entre Deus e o homem), que é contrário ao monergismo, do qual faz parte o calvinismo (crença de que a salvação é inteiramente determinada por Deus, sem nenhuma participação livre do homem). O sinergismo arminiano difere substancialmente de outras formas de sinergismo, tais como o pelagianismo e o semipelagianismo, como se demonstrará adiante. De modo análogo, também há variações entre as crenças monergistas, tais como o supra-lapsarianismo e o infra-lapsarianismo.

Armínio não foi primeiro e nem o último sinergista na história da Igreja. De fato, há dúvidas quanto ao fato de que ele tenha introduzido algo de novo na teologia cristã. Os próprios arminianos costumavam afirmar que os pais da Igreja grega dos primeiros séculos da era cristã e muitos dos teólogos católicos medievais eram sinergistas, tais como o reformador católico Erasmo de Roterdã. Até mesmo Philipp Melanchthon (1497-1560), companheiro de Lutero na reforma alemã, era sinergista, embora o próprio Lutero não fosse.

Armínio e seus seguidores divergiram do monergismo calvinista por entenderem que as crenças calvinistas na eleição incondicional (e especialmente na reprovação incondicional), na expiação limitada e na graça irresistível:

* seriam incompatíveis com o caráter de Deus, que é amoroso, compassivo, bom e deseja que todos se salvem;
* violariam o caráter pessoal da relação entre Deus e o homem;
* levariam à conseqüência lógica inevitável de que Deus fosse o autor do mal e do pecado;



Contexto Histórico
Para se compreender os motivos que levaram à aguda controvérsia entre o calvinismo e o arminianismo, é preciso compreender o contexto histórico e político no qual se inseriam os Países Baixos à época.

De acordo com historiadores, tais como Carl Bangs, autor de "Arminius: A Study in the Dutch Reformation (1985)", as igrejas reformadas da região eram protestantes, em sentido geral, e não rigidamente calvinistas. Embora aceitassem o catecismo de Heidelberg como declaração primária de fé, não exigiam que seus ministros ou teólogos aderissem aos princípios calvinistas, que vinham sendo desenvolvidos em Genebra, por Beza. Havia relativa tolerância entre os protestantes holandeses. De fato, havia tanto calvinistas quanto luteranos. Os seguidores do sinergismo de Melanchthon conviviam pacificamente com os que professavam o supralapsarianismo de Beza. O próprio Armínio, acostumado com tal "unidade na diversidade", mostrou-se estarrecido, em algumas ocasiões, com as exageradas reações calvinistas ao seu ensino.

Essa convivência pacífica começou a ser destruída quando Franciscus Gomarus, colega de Armínio na Universidade de Leiden, passou a defender que os padrões doutrinários das igrejas e universidades holandesas fossem calvinistas. Então, lançou um ataque contra os moderados, incluindo Armínio.

De início, a campanha para impor o calvinismo não foi bem sucedida. Tanto a igreja quanto o Estado não consideravam que a teologia de Armínio fosse heterodoxa. Isso mudou quando a política passou a interferir no processo.

À época, os países baixos, liderados pelo príncipe Maurício de Nassau, calvinista, estavam em guerra contra a dominação da Espanha, católica. Alguns calvinistas passaram a convencer os governantes dos Países Baixos, e especialmente o príncipe Nassau, de que apenas a sua teologia proveria uma proteção segura contra a influência do catolicismo espanhol. De fato, caricaturas da época apresentavam Armínio como um jesuíta disfarçado. Nada disso foi jamais comprovado.

Depois da morte de Armínio, o governo começou a interferir cada vez mais na controvérsia teológica sobre predestinação. O príncipe Nassau destituiu os arminianos dos cargos políticos que ocupavam. Um arminiano foi executado e outros foram presos. O conflito teológico atingiu tamanha proporção que levou a Igreja a convocar o Sínodo Nacional da Igreja Reformada, em Dort, mais conhecido como o Sínodo de Dort, onde os arminianos, conhecidos como "remonstrantes", tiveram a oportunidade de defender seus pontos de vista perante as autoridades, partidárias do calvinismo. As discussões ocorreram em 154 reuniões iniciadas em 13 de novembro 1618 e encerrada em 9 de maio de 1619, cujo o assunto era a predestinação incondicional defendida pelo calvinismo e a predestinação condicional defendida pelo arminianismo. Os arminianos acabaram sendo condenados como hereges, destituídos de seus cargos eclesiásticos e seculares, tiveram suas propriedades expropriadas e foram exilados.

Logo que Maurício de Nassau morreu, os calvinistas perderam o seu poder na região e os arminianos puderam retornar ao país, onde fundaram igrejas e um seminário, o qual até hoje existe na Holanda (Remonstrants Seminarium).

Em síntese, as igrejas protestantes holandesas continham diversidade teológica, à época de Armínio. Tanto monergistas quanto sinergistas eram ali representados e conviviam pacificamente. O que levou a visão monergista à supremacia foi o poder do Estado, representado pelo príncipe Maurício de Nassau, que perseguiu os sinergistas.

Para Armínio e seus seguidores, sua teologia também era compatível com a reforma protestante. Em sua opinião, tanto o calvinismo quanto o arminianismo são duas correntes inseridas na reforma protestante, por serem, ambas, compatíveis com o lema dos reformados sola gratia, sola fide, sola scriptura.



Diferentes Correntes
A exemplo do que ocorre com outras correntes teológicas, tais como o calvinismo, as crenças arminianas não são homogêneas. As idéias originalmente desenvolvidas por Armínio foram sistematizadas e desenvolvidas por inúmeros sucessores e profundamente alteradas por outros. Embora todos eles sejam considerados arminianos, divergem em alguns pontos cruciais. O teólogo reformado Allan Sell introduziu a distinção entre os "arminianos do coração" e os "arminianos da cabeça".

Arminianos do coração
São classificados como tal os teólogos que continuaram a trilhar os mesmos passos de Armínio, ou seja, sua teologia é perfeitamente compatível com as idéias por ele defendidas. Entre os inúmeros arminianos do coração, podem ser citados:

* Os Remonstrantes: cerca de 45 ministros e teólogos dos países baixos que deram continuidade ao desenvolvimento da teologia de Armínio. Seu principal representante é Simon Episcopius (1583-1643). Outro nome importante é o do conhecido cientista político Hugo Grotius (1583-1645). Os últimos remonstrantes afastaram-se substancialmente das linhas traçadas por Armínio e deram origem ao "arminianismo da cabeça" (vide adiante).

* Século XVIII: o principal nome que desponta nessa época é o de John Wesley (1703-1791), que se declarava arminiano e defendeu o arminianismo da acusação de heterodoxia e de heresia. Embora a teologia de Wesley seja compatível com o arminianismo original, apresenta alguns acréscimos importantes, tais como o perfeccionismo wesleyano, com o qual nem todos os arminianos concordam, e algumas aparentes contradições, em razão da falta de rigor teológico utilizado em sua linguagem, muito mais de pregador do que de teólogo.
Além de Wesley, merecem destaque John Fletcher (1729-1785) e Richard Watson (1781-1833).

* Século XIX: Thomas Summers (1812-1882), William Burton Pope (1822-1903), John Miley (1813-1895).
* Século XX: H. Orthon Wiley (1877-1961), Thomas Oden (embora não aceite ser chamado de arminiano, sua obra é totalmente compatível com o arminianismo clássico. Prefere o rótulo de "paleo-ortodoxo", já que apela para o consenso dos primeiros pais da Igreja). Dale Moody, Stanley Grenz, Howard Marshall.

Arminianos da Cabeça
São considerados "arminianos da cabeça" os que abandonaram alguns dos princípios basilares da teologia arminiana clássica, tal como a crença no pecado original e na depravação total. Aproximaram-se do semipelagianismo e até do pelagianismo, negando a salvação pela graça, pilar da reforma protestante. Posteriormente, a teologia de alguns sofreu fortes influências do iluminismo, recaindo em universalismo, arianismo e em vertentes da teologia moderna liberal.

A maior parte dos críticos do arminianismo cometem o equívoco de tomar a parte pelo todo, considerando que todos os arminianos são "da cabeça", sem discernir as profundas diferenças entre as várias correntes arminianas. Tal equívoco é semelhante ao de considerar que todos os calvinistas são hiper-calvinistas ou que todos sejam supralapsarianos. Talvez por isso, o arminianismo seja tão freqüentemente associado ao semipelagianismo.

Entre os conhecidos arminianos da cabeça, destacam-se:

* Remonstrantes: alguns dos últimos remonstrantes passaram a defender posições mais próximas do semipelagianismo do que do arminianismo, afastando-se do arminianismo clássico. O principal nome dessa época é Philipp Limborch (1633-1712). Muitos opositores do arminianismo, na realidade, baseiam suas críticas nas idéias de Limborch, como se fossem iguais às de Armínio.

* Século XVIII: John Taylor (1694-1761) e Charles Chauncy (1705-1787).

* Século XIX: o nome de maior destaque é o do avivalista Charles Finney (1792-1875), cuja teologia é fortemente pelagiana.



Arminianismo Wesleyano
John Wesley foi historicamente o advogado mais influente dos ensinos da soterologia arminiana. Wesley concordou com a vasta maioria daquilo que o próprio Armínio defendeu, mantendo doutrinas fortes, tais como as do pecado original, depravação total, eleição condicional, graça preveniente, expiação ilimitada e possibilidade de apostasia.

Wesley, porém, afastou-se do Arminianismo Clássico em três questões:

* Expiação – A expiação para Wesley é um híbrido da teoria da substituição penal e da teoria governamental de Hugo Grócio, advogado e um dos Remonstrantes. Steven Harper expõe: "Wesley não colocou o elemento substitucionário dentro de uma armação legal …Preferencialmente [sua doutrina busca] trazer para dentro do próprio relacionamento a 'justiça' entre o amor de Deus pelas pessoas e a aversão de Deus ao pecado …isso não é a satisfação de uma demanda legal por justiça; assim, muito disso é um ato de reconciliação imediato."

* Possibilidade de apostasia – Wesley aceitou completamente a visão arminiana de que cristãos genuínos podem apostatar e perder sua salvação. Seu famoso sermão "A Call to Backsliders" demonstra claramente isso. Harper resume da seguinte forma: "o ato de cometer pecado não é ele mesmo fundamento para perda da salvação … a perda da salvação está muito mais relacionada a experiências que são profundas e prolongadas. Wesley via dois caminhos principais que resultam em uma definitiva queda da graça: pecado não confessado e a atitude de apostasia." Wesley discorda de Armínio, contudo, ao sustentar que tal apostasia não é final. Quando menciona aqueles que naufragaram em sua fé (1 Tim 1:19), Wesley argumenta que "não apenas um, ou cem, mas, estou convencido, muitos milhares … incontáveis são os exemplos … daqueles que tinham caído, mas que agora estão de pé"

* Perfeição cristã – Conforme o ensino de Wesley, cristãos podem alcançar um estado de perfeição prática. Isso significa uma falta de todo pecado voluntário, mediante a capacitação do Espírito Santo em sua vida. Perfeição cristã (ou santificação inteira), conforme Wesley, é "pureza de intenção; toda vida dedicada à Deus" e "a mente que estava em Cristo, nos capacita a andar como Cristo andou." Isso é "amar a Deus de todo o seu coração, e os outros como você mesmo". Isso é 'uma restauração não apenas para favor, mas também para a imagem de Deus," nosso ser "encheu-se com a plenitude de Deus". Wesley esclareceu que a perfeição cristã não implica em perfeição física ou em uma infabilidade de julgamento. Para ele, significa que não devemos violar a longanimidade da vontade de Deus, por permanecer em transgressões involuntárias. A perfeição cristã coloca o sujeito sob a tentação, e por isso há a necessidade contínua de oração pelo perdão e santidade. Isso não é uma perfeição absoluta mas uma perfeição em amor. Além disso, Wesley nunca ensinou uma salvação pela perfeição, mas preferiu dizer que "santidade perfeita é aceitável a Deus somente através de Jesus Cristo."



A Essência Teológica do Arminianismo do Coração (Clássico)
Os Cinco Pontos do Arminianismo
No Sínodo de Dort, os remonstrantes apresentaram a doutrina arminiana clássica na forma dos cinco pontos seguintes:

Eleição Condicional
Deus, por um eterno e imutável decreto em Cristo, antes da criação do mundo, determinou eleger, dentre a raça humana caída e pecadora, aqueles que pela graça creem em Jesus Cristo e perseveram na fé e obediência. Contrariamente, Deus resolveu rejeitar os não convertidos e descrentes, reservando-lhes o sofrimento eterno (João 3:36).

Expiação Universal
Em conseqüência do decreto divino, Cristo, o salvador do mundo, morreu por todos os homens, de modo a garantir, pela morte na cruz, reconciliação e perdão para o pecado de todos os homens. Entretanto, essa salvação só é desfrutada pelos fiéis (João 3:16; I João 2:2).

Fé Salvadora
O homem não pode obter a fé salvadora por si mesmo ou pela força do seu livre-arbítrio, mas necessita da graça de Deus por meio de Cristo para ter sua vontade e seu pensamento renovados (João 15:5).

Graça Resistível
A graça é a causa do começo, do progresso e da completude da salvação do homem. Ninguém poderia crer ou perseverar na fé sem esta graça cooperante. Conseqüentemente, todas as boas obras devem ser creditadas à graça de Deus em Cristo. Com relação à operação desta graça, contudo, não é irresistível (Atos 7:51)

Indefinição Quanto à Perseverança
Os verdadeiros crentes têm força suficiente, por meio da graça divina, para lutar contra Satanás, contra o pecado e contra sua própria carne, e para vencê-los. Mas, se eles, em razão da negligência, podem ou não apostatar da fé verdadeira e vir a perder a alegria de uma boa consciência, caindo da graça, é uma questão que precisa ser melhor examinada à luz das Sagradas Escrituras.

Interpretação dos Cinco Pontos
O terceiro ponto sepulta qualquer pretensão de associar o arminianismo ao pelagianismo ou ao semipelagianismo. De fato, a doutrina de Armínio é perfeitamente compatível com a Depravação Total calvinista. Ou seja, em seu estado original o homem é herdeiro da natureza pecaminosa de Adão e totalmente incapaz, até mesmo, de desejar se aproximar de Deus. Nenhum homem nasce com o "livre-arbítrio", ou seja, com a capacidade de não resistir a Deus.

O quarto ponto demonstra claramente que é a graça preveniente que restaura no homem a sua capacidade de não resistir à Deus. Portanto, para Armínio, a salvação é pela graça somente e por meio da fé somente. Nesse sentido, os arminianos do coração concordam com os calvinistas no sentido de que a capacitação, por meio da graça, precede a fé, e que até mesmo a fé salvadora seja um dom de Deus. A diferença está na compreensão da operação dessa graça. Para os calvinistas, a graça é concedida apenas aos eleitos, que a ela não podem resistir. Para os arminianos, a expiação por meio de Jesus Cristo é universal e comunica essa graça preveniente a todos os homens; mas ela pode ser resistida. Assim como o pecado entrou no mundo pelo primeiro Adão, a graça foi concedida ao mundo por meio de Cristo, o segundo Adão (conforme Romanos 5:18, João 1:9 etc.). Nesse sentido, os arminianos entendem que I Timóteo 4:10 aponta para duas salvações em Cristo: uma universal e uma especial para os que creem. A primeira corresponde à graça preveniente, concedida a todos os homens, que lhes restaura o arbítrio, ou seja, a capacidade de não resistir a Deus. Ela é distribuída a todos os homens porque Deus é amor (I João 4:8, João 3:16) e deseja que todos os homens se salvem (I Timóteo 2:4, II Pedro 3:9 etc.), conforme defendido no segundo ponto do arminianismo. A segunda é alcançada apenas pelos que não resistem à graça salvadora e creem em Cristo. Estes são os predestinados, segundo a visão arminiana de predestinação.

Portanto, embora a expressão "livre-arbítrio" seja comumente associada ao arminianismo, ela deve ser entendida como "arbítrio liberto" ou "vontade liberta" pela graça preveniente, convencedora, iluminadora e capacitante que torna possíveis o arrependimento e a fé. Sem a atuação da graça, nenhum homem teria livre-arbítrio.

Ao contrário dos calvinistas, os arminianos creem que essa graça preveniente, concedida a todos os homens, não é uma força irresistível, que leva o homem necessariamente à salvação. Para Armínio, tal graça irresistível violaria o caráter pessoal da relação entre Deus e o homem. Assim, todos os homens continuam a ter a capacidade de resistir à Deus, que já possuíam antes da operação da graça (conforme Atos 7:51, Lucas 7:30, Mateus 23:37 etc.). Portanto, a responsabilidade do homem em sua salvação consiste em não resistir ao Espírito Santo. Este é o coração do sinergismo arminiano, o qual difere radicalmente dos sinergismos pelagiano e semipelagiano.

No que tange à perseverança dos santos, os remonstrantes não se posicionaram, já que deixaram a questão em aberto.

Citação nas Obras de Armínio
Os textos a seguir transcritos, escritos pelo próprio Armínio, são úteis para demonstrar algumas de suas idéias.

…Mas em seu estado caído e pecaminoso, o homem não é capaz, de e por si mesmo, pensar, desejar, ou fazer aquilo que é realmente bom; mas é necessário que ele seja regenerado e renovado em seu intelecto, afeições ou vontade, e em todos os seus poderes, por Deus em Cristo através do Espírito Santo, para que ele possa ser capacitado corretamente a entender, avaliar, considerar, desejar, e executar o que quer que seja verdadeiramente bom. Quando ele é feito participante desta regeneração ou renovação, eu considero que, visto que ele está liberto do pecado, ele é capaz de pensar, desejar e fazer aquilo que é bom, todavia não sem a ajuda contínua da Graça Divina.

Com referência à Graça Divina, creio, (1.) É uma afeição imerecida pela qual Deus é amavelmente afetado em direção a um pecador miserável, e de acordo com a qual ele, em primeiro lugar, doa seu Filho, "para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna," e, depois, ele o justifica em Cristo Jesus e por sua causa, e o admite no direito de filhos, para salvação. (2.) É uma infusão (tanto no entendimento humano quanto na vontade e afeições,) de todos aqueles dons do Espírito Santo que pertencem à regeneração e renovação do homem - tais como a fé, a esperança, a caridade, etc.; pois, sem estes dons graciosos, o homem não é capaz de pensar, desejar, ou fazer qualquer coisa que seja boa. (3.) É aquela perpétua assistência e contínua ajuda do Espírito Santo, de acordo com a qual Ele age sobre o homem que já foi renovado e o excita ao bem, infundindo-lhe pensamentos salutares, inspirando-lhe com bons desejos, para que ele possa dessa forma verdadeiramente desejar tudo que seja bom; e de acordo com a qual Deus pode então desejar trabalhar junto com o homem, para que o homem possa executar o que ele deseja.

Desta maneira, eu atribuo à graça O COMEÇO, A CONTINUIDADE E A CONSUMAÇÃO DE TODO BEM, e a tal ponto eu estendo sua influência, que um homem, embora regenerado, de forma nenhuma pode conceber, desejar, nem fazer qualquer bem, nem resistir a qualquer tentação do mal, sem esta graça preveniente e excitante, seguinte e cooperante. Desta declaração claramente parecerá que de maneira nenhuma eu faço injustiça à graça, atribuindo, como é dito de mim, demais ao livre-arbítrio do homem. Pois toda a controvérsia se reduz à solução desta questão, "a graça de Deus é uma certa força irresistível"? Isto é, a controvérsia não diz respeito àquelas ações ou operações que possam ser atribuídas à graça, (pois eu reconheço e ensino muitas destas ações ou operações quanto qualquer um,) mas ela diz respeito unicamente ao modo de operação, se ela é irresistível ou não. A respeito da qual, creio, de acordo com as escrituras, que muitas pessoas resistem ao Espírito Santo e rejeitam a graça que é oferecida.

Extraído de As Obras de James Arminius Vol. I



Comparação com o Calvinismo
Posteriormente ao Sínodo, quando os arminianos apresentaram os cinco pontos do arminianismo, os calvinistas responderam com os cinco pontos do calvinismo, que são os seguintes:

Total depravação: não existe no homem após a queda de Adão força ou vontade do ser humano para buscar a salvação. Todos os homens herdam, de Adão, a natureza pecaminosa, decaída.

Eleição Incondicional: a salvação não está condicionada a vontade ou ações humanas, mas ao soberano decreto de Deus que decide salvar alguns, os eleitos, deixando que os demais sofram o castigo eterno.

Expiação Limitada: a salvação e o sacrifício de Cristo foram realizados apenas para o grupo dos eleitos.

Graça Irresistível: a graça, enquanto ação e vontade de Deus, não pode ser resistida pela vontade ou ações do homem. Assim, uma vez que o homem tenha sido eleito para a salvação, ele não poderá resistir ao chamamento divino.

Perseverança dos Santos: todos aqueles que tiveram sua salvação decretada perseverarão através da vontade e ação de Deus até o fim. Uma vez salvo, o eleito jamais perderá sua salvação.

A análise dos textos arminianos revela que o arminianismo do coração concorda integralmente com a depravação total calvinista. O homem em seu estado natural é totalmente incapaz de desejar ou de buscar Deus. Somente a graça preveniente o capacita a crer na mensagem salvadora. Portanto, a discordância ocorre somente com relação à eleição incondicional, a expiação limitada e a graça irresistível.

No que tange à perseverança dos santos, os arminianos não são unânimes. Há quem acredite que a salvação pode ser definitiva e irremediavelmente perdida.

Com relação à predestinação, o arminianismo crê que é baseada na presciência divina daqueles que, capacitados pela graça preveniente, creem na mensagem de salvação em Jesus Cristo.


ERROS TEOLÓGICOS DA DOUTRINA ARMÍNIO-WESLEYANA






ERROS TEOLÓGICOS DA DOUTRINA ARMÍNIO-WESLEYANA
Por
Rev. Carlos R. Cavalcanti
Teólogo, Historiador, Antropólogo, Especialista em Arte, Religião e Cultura Judaica.




INTRODUÇÃO

João Wesley foi o fundador do metodismo. Teologicamente ele esta situado, nos contextos da teologia anglicana, do puritanismo inglês, do pietismo alemão-moravo, os quais tiveram significativa importância nas suas concepções teológicas.
O avivamento metodista é de essência arminiana, mesmo estando em um contexto calvinista, Wesley pregava a universalidade da graça de Deus e a inteira santificação. A Teologia Arminiana-Wesleyana divergiu do calvinismo, argumentando que os benefícios da graça são oferecidos a todos, em oposição ao princípio calvinista de que Deus predestinou para a salvação alguns dentre a humanidade caída e deixou o restante na sua merecida condenação. Foi isso que levou Wesley a ter divergências com os calvinistas extremados (como ele chamava alguns). A pesar de ter sido um crente fervoroso e influenciado a Inglaterra com suas pregações, encontramos em sua teologia alguns erros doutrinários que merecem ser revistos.
João Wesley não escrevera nenhuma teologia sistemática; é qualificado como um teólogo prático. A Igreja evangélica brasileira foi influenciada profundamente pelo pensamento wesleyano, principalmente no que diz respeito ao arminianismo, mesmo que de forma inconsciente, muitas igrejas professam premissas dessa teologia, dentre elas podemos citar o movimento pentecostal moderno que na sua teologia tem em Wesley algumas referências.









ÍNDICE



01. LIVRE-ARBÍTRIO......................................06

02. FÉ SALVADOURA......................................16

03. JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ.........................24

04. EXPIAÇÃO: Universal ou Limitada............31

05. ELEIÇÃO E PREDESTINAÇÃO..............52

06. A GRAÇA PREVENIENTE.......................73

07. SANTIFICAÇÃO.........................................79



1. O LIVRE-ARBÍTRIO
Os arminianos-wesleyanos não compreendem o significado de arbítrio nem de liberdade. O que realmente isso significa? O arbítrio é a faculdade de decidir, de escolher, de determinar. Para que ele seja livre não pode haver nem uma força agindo internamente ou externamente influenciando-o em suas decisões. Como o livre-arbítrio está ligado a soberania, o único ser que é totalmente livre de quaisquer influências é Deus. Ele é Livre em suas ações, quando decidiu criar, Ele poderia não ter criado, isso não O afetaria em nada. Segundo esse princípio, não poderemos afirmar que o homem natural tem livre-arbítrio. Por quê? Um escravo tem liberdade? (Jo.8:34) Não. Como uma pessoa pode dizer que tem livre-arbítrio quando ela é incapaz de poder compreender a palavra de Deus? A liberdade dela é de acordo com a sua natureza corrupta, ou seja, de fazer a vontade do Diabo e não a de Deus. Se ela não pode fazer a vontade do SENHOR porque está morta espiritualmente, como pode alguns falsos pastores e mestres ensinar que o homem possui tal liberdade?
Analisemos o texto de Efésios 2:1b-3 que diz:

“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” (itálico e negrito meu).

Essas palavras foram para a igreja dos efésios e continua ecoando para todas as igrejas de Cristo Jesus, ainda hoje. Antes de recebermos a vida que há em Cristo, nós andávamos em nossos delitos e pecados segundo o curso deste mundo e não segundo o curso do Espírito Santo. Nesse estado a onde está o livre-arbítrio? A capacidade de buscar a Deus em espírito e em verdade? Os espíritos malignos são os guias dos que não estão em Cristo Jesus, dos filhos da desobediência. O texto é claro, “andávamos segundo as inclinações da carne e dos pensamentos e éramos por natureza filhos da ira”. A liberdade que o homem pensa ter é de acordo com sua natureza, e essa natureza é inclinada para o mal. O livre-arbítrio é, portanto, um escravo. Encontrava-nos nessa situação e não tínhamos o mínimo de desejo de buscar a Deus, devido a nossa natureza depravada, mas, fomos objetos da Sua graça e de Seu amor e Ele nos deu vida sem que merecêssemos: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos...” (Ef.2:4-5 – itálico e negrito meu). A graça é um dom gratuito de Deus, e não necessita de obras .

“Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2:10 – itálico meu).

Agora pertencemos a Cristo, somos seus servos, guiados pelo Espírito Santo . E o apostolo Paulo disse, “não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim”. Como podemos pensar que temos a liberdade de fazer o que bem entendermos? Libertos do pecado , temos paz com Deus, e o desejo do nosso coração é fazer Sua vontade, pois fomos predestinados para sermos transformados na imagem do Filho de Deus (cf. Rm.8:29) .
O salmista, inspirado pelo Espírito, descreve quem é inteiramente livre em todo seu ser: “Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias cada um deles escrito e determinado quando nem um deles havia ainda” (Sl.139:16). Se todos os seus dias foram escrito no livro de Deus antes que viéssemos a existência, não temos a liberdade que pensamos ter. Deus sabia o dia que iríamos nascer e nós não sabíamos. Todos os nossos dias estão escrito nesse livro, inclusive o dia que iríamos nascer do Espírito. Nós não podíamos determinar esse dia, mas já estava escrito no livro de Deus. Ninguém sabe o dia que irá morrer, mas já está determinado por Ele. Você tem livre-arbítrio? Podemos mudar o rumo da nossa vida? Mesmo já estando escrito e determinado por Deus? Aos anjos que não guardaram seu domicílio, e estão sob trevas e algemas eternas aguardando o juízo do grande Dia (cf. Jd.6), eles podem fazer alguma coisa pra mudar essa realidade que foi determinada por Deus antes da fundação do mundo? Não. Assim diz o SENHOR pelo profeta Isaías 46:10, “farei toda a minha vontade”. A vontade é dEle e não nossa.
Os arminianos gostam muito desse versículo para defender o livre-arbítrio, (Dt.30:15-16) , que propõe a vida e a morte para Israel escolher. Eles chamam isso de livre-arbítrio; só que Israel em toda sua história nunca escolheu a vida. A onde está o livre-arbítrio? Por que eles nunca escolheram a vida? Vejamos o motivo: “Que diremos, pois? O que Israel busca, isso não conseguiu; mas a eleição o alcançou; e os mais foram endurecidos, como está escrito: Deus lhes deu espírito de entorpecimento, olhos para não ver e ouvidos para não ouvir até ao dia de hoje” (Rm.11:7-8 – itálico e negrito meu).
Alguns versículos mostram que o livre-arbítrio é um mito:
A Bíblia ensina que a vontade de Deus determina todas as coisas. Nada existe ou acontece sem que Ele tenha permitindo:
Eu anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; Eu digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade (Isaías 46:10).
Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai (Mateus 10:29).
Deus controla não somente os eventos naturais, mas Ele controla também todos os assuntos e decisões humanas:
Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes, e fazes chegar a ti, para que habite em teus átrios; nós seremos fartos da bondade da tua casa e do teu santo templo (Salmos 65:4).
O SENHOR fez tudo para seus próprios fins; sim, até o ímpio para o dia do mal (Provérbios 16:4).
O coração do homem planeja o seu caminho, mas o SENHOR determina os seus passos (Provérbios 16:9)
Os passos do homem são dirigidos pelo SENHOR; como, pois, entenderá o homem o seu caminho? (Provérbios 20:24).
Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR; Ele o inclina a todo o seu querer (Provérbios 21:1)
Visto que os seus dias estão determinados; tu tens decretado o número dos seus meses; e tu lhe puseste limites, e não passará além deles (Jó 14:5).
E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes? (Daniel 4:35).
Antes se despediu deles, e prometeu: Se Deus quiser, outra vez voltarei a vós. E navegou de Éfeso (Atos 18:21)
Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade (Filipenses 2:13).
Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo (Tiago 4:13-15)
Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas (Apocalipse 4:11)
Se Deus realmente determina todos os eventos naturais e assuntos humanos, então, segue-se que Ele também decretou a existência do mal. Isto é o que a Bíblia explicitamente ensina:
E disse-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR? (Êxodo 4:11).
Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande? Porventura da boca do Altíssimo não sai tanto o mal como o bem? (Lamentações 3:37-38).
Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas (Isaías 45:7).
Tocar-se-á a trombeta na cidade, e o povo não estremecerá? Sucederá algum mal na cidade, sem que o SENHOR o tenha feito? (Amós 3:6).
Todo mal que possa acontecer a alguém está dentro da vontade Divina:
Todavia, foi da vontade do SENHOR esmagá-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará na sua mão (Isaías 53:10)
Portanto, como vimos, a liberdade que o homem pensa ter é escrava, ou de Deus ou do Diabo. Ser escravo (servo) do Deus altíssimo implica em verdadeira liverdade e vida eterna, mas, ser escravo do Diabo significa morte e perdição eterna.
2. A FÉ SALVADOURA
“ Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la. Pois foi Deus quem nos fez o que somos agora; em nossa união com Cristo Jesus, ele nos criou para que fizéssemos as boas obras que ele já havia preparado para nós” (Ef.2:8-9 – itálico e negrito meu).
A salvação é um dom de Deus, o homem não faz nada, entra com as mãos vazias. O versículo é bastante claro: “...isto não vem de vós..”; isto o que? A salvação, a graça, a fé. A graça é um favor imerecido, um “...dom de Deus”. Diz a Bíblia que todos pecaram e destituídos foram da glória de Deus (cf. Rm.3:23). Estão afastados, são Seus inimigos , portanto, merecem a justa condenação. Ele não tem obrigação de salvar ninguém, visto que a condenação do pecador é algo que ele fez por merecer: “...porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” ( Rm.6:23 – negrito e itálico meu). O salário é algo que se faz por merecer, porém, o dom gratuito de Deus é algo que não merecíamos. Mas, Deus prova o Seu amor para conosco tendo Cristo morrido na cruz sendo nós ainda pecadores (cf. Rm.5:8). Como vimos, o homem não faz nada para contribuir com a graça soberana de Deus. Para alcançar a salvação, ele crê porque a incredulidade foi removida pela graça, a resistência que nos impedia de lhE buscar e adorar foi vencida pelo Seu poder que opera em nós (cf. Ef.1:19). Como está escrito em Rm.3:24: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”. Ser justificado gratuitamente pela fé significa que não podemos fazer nada para contribuir com a salvação, simplesmente por que essa dádiva é suficiente:
“...isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece” (Rm.9:16). “Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?” (Rm.9:20-21 – itálico meu).
Os arminianos-wesleyanos não crêem dessa forma, eles acreditam que o homem pelo seu livre-arbítrio tem a capacidade de contribuir com a graça salvadora. Vejamos:

“A fé salvadora consiste de um elemento divino e outro humano” (Casa Nazarena de Publicações. Introdução a Teologia Cristã, 1990: pg.308 – negrito e itálico meu).

Citarei apenas dois versículos que confirmará que a posição arminio-wesleyana é incompatível com a doutrina bíblica:

“Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm.5:5 – itálico e negrito meu).

“Outorgado” significa dado sem que se possa questionar, se quer ou não. No grego e em outras versões: “imputado”, “dado”. Por que não podemos dizer que contribuímos com a fé salvadora e que nos voltamos para Deus com o objetivo de sermos regenerados posteriormente? Em primeiro lugar, o dom do Espírito é uma promessa (cf. Jl.2:28; At.2:17) , e uma promessa é algo que acontecerá, ininterruptamente, no tempo determinado com os eleitos de Deus através da pregação do Evangelho . Em segundo lugar, a escolha dos que irão ser salvos, conforme a eleição da graça aconteceu na eternidade, antes de todas as coisas virem a existência. Escolhidos “para” a salvação ou predestinados é algo que acontecerá no seu tempo pela pregação do Evangelho. Esses que Deus predestinou são amados pelo Senhor:

“Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade...” (2Ts.2:13 – negrito e itálico meu).

A teologia arminio-wesleyana da graça “preveniente” é de que o homem contribui para sua salvação. Esses ensinos a luz das Escrituras, cai por terra. Vejamos: 1) A escolha foi Deus quem fez segundo o beneplácito de Sua vontade:

“...assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade...” (Ef.1:4-5 – negrito e itálico meu).

Não podemos afirmar que existe a possibilidade de contribuirmos com a graça salvadora porque nossa salvação foi uma “escolha eterna”, de Deus, conforme a Sua vontade e não segundo a nossa. Principalmente, porque nossa condição é de corrupção e morte, estamos legalmente mortos e separados de Deus, a sentença já foi decretada: “és pós e ao pó tornarás”. Não havia possibilidade do homem sem ser pela fé somente, que é um dom de Deus, sair do estado em que se encontra , “morto em seus delitos e pecados”. 2) Não existiria, também, a possibilidade dEle ter nos escolhido antes da fundação do mundo porque previu que iríamos crer. Não, não foi isso. Nenhum de nós poderia desenvolver essa capacidade, principalmente porque estamos mortos espiritualmente: “Mas vocês não querem vir para mim a fim de ter vida” (Jo.5:40 – NTLH). Alguns pensam que existe a capacidade dos que estão mortos espiritualmente fazerem escolhas para vida. Eu até poderia entender essa insistência se os arminianos pudessem dizer: “se quiser posso não pecar mais”. Não existe o desejo dos que estão mortos buscarem as coisas espirituais! Eles não querem vir, não porque exista a capacidade de escolher se quer vir ou não, mas, porque estão espiritualmente incapacitados até mesmo de “tentar” voltar-se para Deus. Todavia, segundo a Sua vontade, “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef.2:1). “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros...” (Jo.15:16a). É assim que Deus age, a iniciativa é dEle, a vontade é dEle, por isso a fé não é de todos , mas, apenas daqueles que foram escolhidos, eternamente, segundo a eleição da graça .
Como vimos a fé é um “dom” gratuito de Deus para o arrependimento. Os que não conhecem a Deus negam tais verdades afirmando que eles produzem essa fé pelo livre-arbítrio, portanto, a capacidade de render-se a Ele, aceitando-O como salvador depende dessa vontade de escolha. Todavia, a Bíblia não dá espaço para essas heresias.

3. JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

"Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei" (Rm.3:28).

Essa doutrina é o ápice da teologia do apóstolo Paulo; é a doutrina evangélica do Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi através dela, da "justificação pela fé somente," que Lutero rompeu com a falsa doutrina romanista da salvação pelas obras. Ela quem acendeu o pavio para que a Reforma explodisse. A glória de Deus é exaltada soberanamente nessa doutrina que coloca o machado na raiz do orgulho humano, quando afirma que não é por obras da Lei ou quaisquer tipos de justiça própria praticado por nós.
Ainda hoje, muita gente continua sem compreender como funciona a justificação unicamente pela fé. A teologia armínio-wesleyana corrompe essa doutrina no ponto mais importante. Ela afirma corretamente que “a justificação é um ato judicial em que o pecador é declarado justo pela fé em Cristo Jesus”. Porém, é herético fazer a afirmação que os de teologia armínio-wesleyanos fazem:

“É um ato pessoal no sentido de que é experimentado apenas pelos que o buscam pela oração e pela fé e que o obtêm. É inclusivo no sentido de que é a remissão de todos os pecados do passado em razão da tolerância de Deus” (Casa Nazarena de Publicações, Introdução a Teologia Cristã, 1990. pg.319 – negrito e itálico meu).

“é experimentado apenas pelos que o buscam pela oração e pela fé” . A justificação é pela fé somente, porém, o correto seria afirmar: “é experimentado pelos que não buscam”. Os pecadores que não buscam a Deus, que estão afastados da Sua glória, são justificados pela fé. Se alguém busca é porque já foi justificado. Deus prova o Seu amor pelos que não buscam, pelos que estão mortos nos delitos e pecados: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm.5:8). A justificação é a prova do amor de Deus para conosco , e a fé, como dom gratuito de Deus, é o meio pelo qual temos acesso a graça . Quando os de teologia arminio-wesleyana afirmam que a justificação é para os que buscam pela oração e pela fé, eles estão afirmando que produzem fé salvadora antes da justificação, ou seja, o homem tem que buscar a justificação pela fé que produziu. A justificação, no entanto, não é algo que o homem possa desejar alcançar: “Mas vocês não querem vir para mim a fim de ter vida” (Jo.5:40 – NTLH). Pois, o dom de Deus é algo que acontece na vida dos eleitos, sem que eles busquem: “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado . Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios” (Rm.5:5-6). Cristo morreu quando “ainda éramos fracos”, ou seja, quando ainda estávamos mortos em nossos delitos e pecados, quando não desejávamos nem se quer um pouco, nos voltar para o estado de santidade que possuíamos antes da queda.
Como vimos, a justificação é um “dom” Divino e Ele dá a quem quer: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (Jo.3:8 – itálico meu); “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Rm.9:16 – itálico meu).
A maioria das pessoas que se dizem cristãs, lêem esse versículo e diz: “Eu não aceito que Deus tenha agido dessa forma; porque se isso é verdade então Ele não está sendo justo para com os que perecem, sem que tenham oportunidade”. Ele, no entanto, tem uma resposta para essas pessoas: “Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra” (Rm.9:20-21 – itálico meu).
“...todos os pecados do passado ...”. Na verdade, Ele perdoou todos os pecados, não só do passado, mas, também do presente e do futuro. “Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna” (Rm. 6:22). Somos declarados justos porque a justiça de Cristo Jesus é imputada em nós. Dessa forma estamos mortos para o pecado, mas vivos para Deus. Portanto, como o sangue de Jesus Cristo é suficiente para nossa salvação, não podemos pensar que ele foi derramado apenas pelos pecados do passado, se fosse assim, a vida eterna não seria uma garantia: “Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede” (Jo. 6:35). Será que cairão da fé os que foram justificados, os que provaram do pão da vida? Jamais terão fome. Os que beberem da água da vida, jamais terão sede. Não existe a possibilidade dos que provaram desse pão e beberam da água da vida voltar a ter fome ou sede novamente. Ele é poderoso para guardar nosso depósito até o dia final. Aquele que começou a boa obra em nossas vidas concluirá até o dia de Cristo Jesus.
O “fruto para a santificação ” é o Espírito Santo que habita em vós. É o selo, a garantia para a “vida eterna”. Se temos a garantia não podemos pensar jamais que perderemos a salvação ou que só os pecados do passado foram perdoados como se pudéssemos cair da graça, uma vez tendo nascido de Deus. Os que verdadeiramente nascem de Deus, têm a Sua natureza, e nada pode mudar essa realidade. Mesmo que um pai não reconheça a paternidade do seu filho ele continuará sendo seu filho, continuará com todas as características hereditárias, é algo que não se pode mudar. A Bíblia diz claramente que não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus. Fomos justificados por Ele e libertos da lei do pecado e da morte: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (Rm.8:1-2).
Os que afirmam que se pode cair da graça não conhece verdadeiramente o Deus da salvação: “Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho? Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. Se vós me tivésseis conhecido, conhecereis também a meu Pai” (Jo.14:5-7).

4. EXPIAÇÃO : UNIVERSAL OU LIMITADA?
Outro grande erro da teologia-arminio-wesleyana, é referente a expiação. Eles acreditam, erroneamente, que Cristo morreu na cruz por todos os seres humanos, e colocou Sua obra expiatória a disposição deles. E, só os que aceitam esse sacrifício, pela sua livre e espontânea vontade, serão salvos:

“A expiação é universal. Isto não quer dizer que toda a humanidade se salvará incondicionalmente, mas apenas que a oferta sacrificial de Cristo satisfez as pretensões da lei divina, de maneira que tornou a salvação possível para todos. A redenção, portanto, é universal ou geral no sentido de provisão, mas especial ou condicional na sua aplicação ao indivíduo” (Casa Nazarena de Publicações. Introdução a Teologia Cristã, 1990. pg.270 – negrito e itálico meu).
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Porém, a Teologia Bíblica afirma que a expiação é incondicional, e a morte de Cristo Jesus foi por todos os seus eleitos, ou seja, todos aqueles que o Pai escolheu na eternidade. Vejamos o que diz a Bíblia: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo.3:16). Mundo tem vários significados, depende do contexto. Não podemos entender “mundo” como se Ele tivesse enviado Seu Filho para morrer por cada pessoa da raça humana. Vejamos o que Jesus diz: “Se vocês fossem do mundo, o mundo os amaria por vocês serem dele. Mas eu os escolhi entre as pessoas do mundo , e vocês não são mais dele. Por isso o mundo odeia vocês.” (Jo. 15:19 NTLH – negrito e itálico meu). Se Ele nos escolheu entre as pessoas do mundo, isso significa que a “expiação é incondicional” e limitada, depende unicamente da vontade de Deus e de Seu poder que opera em nós. Ele diz mais: “Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e dêem fruto e que esse fruto não se perca.” (Jo.15:16a NTLH – itálico e negrito meu). O que comprova que a expiação é incondicional é que fomos escolhidos antes da criação do mundo e, foi unicamente pelos eleitos, os que Ele predestinou na eternidade que o Filho morreu na cruz: "Antes da criação do mundo, Deus já nos havia escolhido para sermos dele por meio da nossa união com Cristo, a fim de pertencermos somente a Deus e nos apresentarmos diante dele sem culpa..." (Ef 1:4 NTLH – itálico e negrito meu). Será que Ele nos escolheu antes da fundação do mundo porque previu que alguns de nós iriamos crer? Não. Porque está escrito que a salvação não é pelas obras para que ninguém se glorie. Vocês não podem fazer absolutamente nada para conseguir a salvação: "Deus nos salvou e nos chamou para sermos o seu povo. Não foi por causa do que temos feito, mas porque este era o seu plano e por causa da sua graça. Ele nos deu essa graça por meio de Cristo Jesus, antes da criação do mundo" (2 Tm. 1:9 NTLH – itálico e negrito meu).
A expiação é limitada. Essa é a prova incontestável, Esaú e Jaco, de que não é preciso fazer nada, nem de que Deus previu que o homem responderia positivamente ao Seu chamado. Vejamos:
"Mas, para que a escolha de um deles fosse completamente de acordo com o plano de Deus, o próprio Deus disse a Rebeca: “O mais velho será dominado pelo mais moço.” Disse isso antes de eles nascerem e antes de fazerem qualquer coisa, boa ou má. Assim ficou confirmado que é de acordo com o seu plano que Deus escolhe aqueles que ele quer chamar, sem levar em conta o que eles tenham feito. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Eu escolhi Jacó, mas rejeitei Esaú.” (Rm. 9:11 e 12 NTLH – itálico e negrito meu).
Deus foi injusto em agir dessa forma, escolhendo um e rejeitanto o outro? Não! Vejamos: "Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia." (Rm. 9:14-16 – itálico e negrito meu).
Deus tem todo o direito de agir assim. Ele é Deus, é Soberano do Universo e pode fazer das suas criaturas o que bem quiser: "Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?" ( Rm. 9:20 e 21 - negrito e itálico meu).
Por que Deus escolhe incondicionalmente uns para mostrar sua glória e Seu amor e os outros Ele deixou na sua própria miséria e condenação? Porque quer mostrar o Seu poder sobre os vasos da ira e também mostrar a Sua glória nos vasos de misericórdia: "E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para perdição, para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?" (Rm. 9:22-24 – negrito e itálico meu).
Em várias passagens das Escrituras, Ele mostra que a escolha para salvação é dEle. Vejamos um bom exemplo: "Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo" (2 Tss. 2:13 e 14 RA – itálico e negrito meu).
Se a expiação fosse realmente universal, todos seriam salvos porque o sacrifício de Jesus Cristo foi eficaz. Se Seu sacrifício estivesse a disposição de quem desejasse, como querem os teólogos arminio-wesleyanos, ninguém conseguiria alcançar tal salvação visto que o homem na corrupção que se encontra não tem disposição para se voltar às coisas espirituais. Se ele pudesse desejar a vida, aceitanto o sacrifício de Cristo na cruz, essa disponibilidade seria obras de justiça própria, e através das obras ninguém nunca foi justificado. O pecador não se arrepende porque ele desenvolveu essa capacidade, mas é Deus quem dá o arrependimento para salvação . Os que irão se perder, irão porque não foram predestinados a salvação. Se eles fossem, com certeza Deus lhes daria arrependimento :
"E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem, a ver se, porventura, Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade e tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em cuja vontade estão presos." (2 Tm.2:24-26 R C – itálico e negrito meu).
Não podemos aceitar o Evangelho da salvação, se o Pai que está nos céus já não estivesse nos escolhidos antes dos tepos eternos: "Todos aqueles que o Pai me dá virão a mim; e de modo nenhum jogarei fora aqueles que vierem a mim. Pois eu desci do céu para fazer a vontade daquele que me enviou e não para fazer a minha própria vontade. E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum daqueles que o Pai me deu se perca, mas que eu ressuscite todos no último dia" (Jo. 6: 37-39 NTLH). Portanto, a expiação foi realizada para dá vida aos eleitos: "E prosseguiu: Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido" (Jo.6:65 RA – itálico e negrito meu).
Jesus falava por parábolas para os não eleitos permanecerem na perdição. Se Deus quisesse que todos fossem salvos Ele salvaria a todos, mas aprouve a Ele salvar alguns através da loucura da pregação do Evangelho. "Jesus disse a eles: A vocês Deus mostra o segredo do seu Reino. Mas para os que estão fora do Reino tudo é ensinado por meio de parábolas, para que olhem e não enxerguem nada e para que escutem e não entendam; se não, eles voltariam para Deus, e ele os perdoaria" (Mc. 4:11 e 12 NTLH – itálico e negrito meu).

Jesus salva aqueles a quem quer

"Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer" (Jo.5:21).

O texto é bastante claro. Jesus dá vida a quem Ele quer, ou seja, Ele salva quem quer, a decisão é dEle, não depende de nossos esforços , mas exclusivamente da Sua “soberana graça” . A salvação é uma obra exclusiva de Deus . O comentário de F.F. Bruce é muito importane. Vejamos como ele afirma a soberania de Deus: "Ele não está somente prometendo a vida eterna aos que crêem nele (veja 3:5, 16, 36); ele exerce a prerrogativa divina de conceder esta vida. Como ele o faz veremos em breve. Mas antes, ele ainda alega ter uma autoridade paralela a esta de dar vida a quem ele quer" (Comentário de João, 2004:120).
J. C. Ryle é mais objetivo. Vejamos o seu comentário a esse respeito:
“Logo a seguir, Jesus declarou o seu divino poder em conceder vida. Ele disse: “O Filho vivifica aqueles a quem quer”. A vida é a maior e mais sublime dádiva que pode ser outorgada, sendo ela mesma aquilo que o homem, com toda a sua habilidade, não pode conceder com suas próprias mãos, nem restaurar quando tirada. Mas, conforme lemos, a vida está nas mãos do Senhor Jesus, que a outorga de acordo com seu critério. Tanto os cadáveres quanto as almas espiritualmente mortas estão sob seu domínio. Ele tem as chaves da morte e do inferno (Ap.1:18); nEle está a vida – Ele é a vida (Jo.1:4)” (Comentário de João, 2000:60).
Todos os grandes comentaristas têm a mesma opinião, justamente porque o texto não deixa dúvidas. Quem adultera a palavra de Deus está caindo em grave perigo:

“...e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles. Vós, pois amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza; antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno” (2Pe.3:15-18 – itálico e negrito meu).

Werner de Boor:

““...a quem quer”. Não pode, nesse contexto todo, ter ainda conotação de arbitrariedade do Filho. Contudo salienta que esses “mortos” não devem sua nova vida de forma alguma a si mesmos e a seu mérito pessoal, mas a recebem unicamente pela ação da livre graça e vontade de Jesus. Não “os que merecem” ou os que são dignos”, são os que Jesus vivifica, mas os que “ele quer”, ainda que seja uma decaída mulher samaritana. Com essa afirmação também está suspensa qualquer prerrogativa da “vida” que o judeu considerava assegurada em sua filiação Abraânica e em sua circuncisão. Cada ser humano, também o israelita, para ser vivificado, é remetido exclusivamente ao “querer” de Jesus” (Comentário João, 2002:134).
Alguém que afirme ter sido regenerado pode acreditar que decidiu pela sua salvação? Que recebeu vida do Filho de Deus pelo seu livre-arbítrio? Você acredita que Cristo provou Seu amor para com os que se perderão? Os que irão se perder irão porque decidiram rejeitar a graça de Deus? É verdade que o homem decide se quer vir a Cristo ou é Cristo que decide se quer salvá-lo ou não? Quando a vida que há em Jesus Cristo não é imputada no pecador ele não tem desejo nenhum para ir a Cristo. Por isso Jesus diz: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida” (Jo. 5:39-40). Eles só poderiam ir a Cristo se o Pai tivesse confirmado com o Seu selo: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo” (Jo.6:27). Só os que receberam o selo de Deus. Por isso Jesus disse que era o pão da vida e quem vinha a Ele jamais teria fome e quem cresse nEle jamais teria sede, portanto, os que irão a Ele são apenas aqueles que o Pai lhE deu: “Todo aquele que o a pai me dá, esse vira a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo.6:37). Portanto, o cristão consciente, sério, que tem responsabilidade com a Palavra de Deus entenderá com bastante facilidade que Cristo morreu não por cada pessoa no mundo, mas apenas por aquelas que o Pai deu a Ele. “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. E a vontade daquele que me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia” (Jo.6:38-39). Se Jesus veio fazer a vontade do Pai e a vontade dEle é que nenhum Jesus perca de todos os que foram dados a Ele, pode esperar confiando que Ele é fiél para guardar nosso depósito até o dia final. Será que os que irão para o inferno irão porque houve negligência de Jesus em salvar aos réprobos? Não. Serão salvos só aqueles que estavam destinados a vida (cf. At. 13:48).
Vejamos outros versículos que fala da expiação limitada:
"A mesma coisa também acontece agora, isto é, por causa da graça de Deus, ainda existe um pequeno número daqueles que ele escolheu. Essa escolha se baseia na graça de Deus e não no que eles fizeram. Porque, se a escolha de Deus se baseasse no que as pessoas fazem, então a sua graça não seria a verdadeira graça. E isso quer dizer que não foi o povo de Israel que encontrou o que estava procurando. Quem encontrou foi apenas um pequeno grupo que Deus escolheu; os outros não quiseram ouvir o chamado de Deus. Como dizem as Escrituras Sagradas: 'Deus endureceu o coração e a mente deles; deu-lhes olhos que não podem ver e ouvidos que não podem ouvir até o dia de hoje' " (R. 11:5-8 NTLH – itálico e negrito meu)..
Se Deus quisesse salvar literalmente todos, teria endurecido o coração do Faraó? Não. Deus quando endurece o coração de alguém não podemos pensar que esse coração era bom, mas devemos entender que Deus é soberano e nada acontece fora da Sua vontade.
"Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos, nem entendam com o coração, e se convertam, e sejam por mim curados." (Jo.12:40 RA).
"Porém o SENHOR endureceu o coração de Faraó, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito a Moisés." (Êx.9:12 RC).
"Porque, como está escrito nas Escrituras Sagradas, Deus disse a Faraó: “Foi para isto mesmo que eu pus você como rei, para mostrar o meu poder e fazer com que o meu nome seja conhecido no mundo inteiro.” Portanto, Deus tem misericórdia de quem ele quer e endurece o coração de quem ele quer." (Rm.9:17 e 18 NTLH – negrito e itálico meu).
Todos que foram escolhidos para salvação foram salvos, exceto Judas, pois, era filho da perdição.
"Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o empregado não é mais importante do que o patrão, e o mensageiro não é mais importante do que aquele que o enviou. Já que vocês conhecem esta verdade, serão felizes se a praticarem. —Não estou falando de vocês todos; eu conheço aqueles que escolhi. Pois tem de se cumprir o que as Escrituras Sagradas dizem: 'Aquele que toma refeições comigo se virou contra mim'. Digo isso a vocês agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vocês creiam que 'EU SOU QUEM SOU'" (Jo.13:16-19 NTLH – itálico e negrito meu).
Judas se desviou, isso não significa que houvesse a possibilidade dele não ter agido dessa forma, traíndo Jesus.
“E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor do coração de todos, mostra qual destes dois tens escolhido, para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar” (At.1:24 e 25 RC – itálico e negrito meu).
Judas era filho da perdição, ou seja, havia nascido para esse propósito:
“Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse as Escrituras” (Jo.17:12 – itálico e negrito meu).
Se a “expiação” fosse universal, no sentido de todos terem sido alcançados por essa dádiva, não haveria pessoas destinadas a perdição:
“Porque se introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.” (Jd.4 RC – itálico e negrito meu).
Muitos crentes não acredita nessas palavras, eles dizem, “Deus é amor e não agiria dessa forma. Se isso fosse verdade, Ele estaria sendo injusto”. Mas, Ele age dessa forma porque é Deus. Todas as coisas foram ordenadas para que acontecesse segundo o beneplácito de Sua soberana vontade. Vejamos: “O Senhor fez tudo para um fim; sim, até o ímpio para o dia do mal” (Pv. 16:4 RC).
Se a salvação estivesse a disposição do mundo, esse versículo não estaria dessa forma: "Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos" (Mt. 22:14 RC), estaria assim: “Porque muitos quiseram vir, mas poucos decidiram ficar”. Do ponto de vista da teologia-arminio-wesleyana deveria ser dessa forma. Então, poderiamos dizer que esses perderam a salvação porque quiseram.
Desejo concluir esse assunto com um versículo que coloca definitivamente por terra a idéia herética de que a “expiação” é universal e condicional.
“Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu os ressuscitarei no último dia” (Jo.6:38-39 – itálico e negrito meu).
Será que Jesus fracassou em realizar a vontade do Pai? A expiação pelos pecados do mundo foi eficaz? A vontade do Pai é, que nenhum pereça e tenham a vida eterna. E os que irão perecer, é porque Jesus falhou? Ou é porque não são dos que o Pai deu ao Filho? A condição para a salvação, segundo a doutrina arminio-wesleyana, é o livre-arbítrio, mas, conforme a Bíblia, é a eleição.
Alguns versículos
"Sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus; porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder ... e vós fostes feitos nossos imitadores ..." (1Tss.1:4-6).
"... vencerão os que estão com Ele, chamados, e eleitos, e fiéis" (Ap. 17:14).
"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou" (Rm.8:28-30).
"Ouvindo isto, os discípulos ficaram grandemente maravilhados e disseram: Sendo assim, quem pode ser salvo? Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível" (Mt.19:25 e 26).

5. ELEIÇÃO E PREDESTINAÇÃO
Outra grande heresia da teologia arminio-wesleyana, é negar a soberana graça de Deus de que Ele Predestinou alguns para a salvação e os outros deixou em sua própria destruição e miséria. Vejamos a falta de entendimento deles, sobre esta tão importante doutrina:

“Em contraste com o Calvinismo, o Arminianismo sustenta que a predestinação é o propósito gracioso de Deus de salvar da ruína completa toda a humanidade” (Casa Nazarena de Publicações, Introdução a Teologia Cristã, 1990, pg.294 – negrito e itálico meu).

Se Ele decidiu “salvar da ruína completa toda humanidade” qual a situação dos que já estavam no inferno antes da primeira Vinda de Cristo? Eles irão poder sair de lá? Nesse caso conforme o pensamento arminiano-wesleyano os que estão no inferno ainda têm a oportunidade de sair daquele lugar para o seio de Abraão pelo seu livre-arbítrio.
E se eles afirmarem que é impossível haver salvação depois da morte, então, Deus falhou. Pois, se o propósito é “salvar da ruína completa toda a humanidade”, e não consegue, está, portanto, revelada a Sua incapacidade. Se Ele não consegue salvar todos que gostaria, que garantia teriam os que dizem confiar nEle? Esse é o Deus dos arminianos-wesleyanos.
Outro pensamento sem lógica: “os que irão perecer, vão porque escolheram pelo seu livre-arbítrio, pois a oportunidade foi dada a todos”. Esse ponto de vista é de alguém que não conhece a Deus nem a Jesus Cristo a quem Ele enviou. Se o propósito gracioso de Deus fosse salvar da ruína completa toda humanidade e não conseguisse devido a vontade do homem, do seu livre-arbítrio, isso significaria que a vontade de Deus não prevaleceu, foi inferior a vontade corrupta do homem. Esse pensamento coloca a soberania de Deus embaixo do tapete, exaltando a criatura a cima do Onipotente SENHOR do Universo.
O que está sendo pregado na maioria dos púlpitos, atualmente, é outro evangelho. Porém, o Deus da Bíblia, o que Ele diz, cumpre: “Eu anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; Eu digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade (Isaías 46:10 – itálico e negrito meu).
O propósito de Deus é de salvar da ruína completa todos (eleitos) que o Pai deu ao Filho, e não toda humanidade como querem os arminianos-wesleyanos. Vejamos outros versículos:
"Todos aqueles que o Pai me dá virão a mim; e de modo nenhum jogarei fora aqueles que vierem a mim. Pois eu desci do céu para fazer a vontade daquele que me enviou e não para fazer a minha própria vontade. E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum daqueles que o Pai me deu se perca, mas que eu ressuscite todos no último dia" (Jo. 6: 37-39 NTLH – itálico e negrito meu). Só os eleitos serão salvos: "E prosseguiu: Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido" (Jo.6:65 RA – itálico e negrito meu).
Esses versículos derrubam de vez o erro arminio-wesleyano:
"A mesma coisa também acontece agora, isto é, por causa da graça de Deus, ainda existe um pequeno número daqueles que ele escolheu. Essa escolha se baseia na graça de Deus e não no que eles fizeram . Porque, se a escolha de Deus se baseasse no que as pessoas fazem, então a sua graça não seria a verdadeira graça. E isso quer dizer que não foi o povo de Israel que encontrou o que estava procurando. Quem encontrou foi apenas um pequeno grupo que Deus escolheu; os outros não quiseram ouvir o chamado de Deus. Como dizem as Escrituras Sagradas: 'Deus endureceu o coração e a mente deles; deu-lhes olhos que não podem ver e ouvidos que não podem ouvir até o dia de hoje' " (Rm. 11:5-8 NTLH – itálico e negrito meu).
Será que a Bíblia fala de Predestinação? Fala. Porém, os falsos profetas negam, e denigrem essa “doutrina acusando-a de antibíblica para sua própria condenação”. Se está na Bíblia é de Deus e devemos estudá-la:

Provérbios 16.4 - O SENHOR fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade.

João 13.18 - Não falo a respeito de todos vós, pois eu conheço aqueles que escolhi; é, antes, para que se cumpra a Escritura: Aquele que come do meu pão levantou contra mim seu calcanhar.

Romanos 8.30 - E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.

Efésios 1.4-5 - assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,

2 Tessalonicenses 2.13-14 - Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.



Predestinação, quem nega está negando a Palavra de Deus.
Na verdade, a forma que os arminianos acreditam na predestinação é totalmente adulterada. Deturpam essa doutrina ao ponto de negarem a soberania de Deus.
Não é uma doutrina de fácil compreenção, e nem bem vista, porque coloca por terra o orgulho humano. Eu também não compreedia, mas cria pela fé. Comecei, portanto, a estudar a Bíblia e alguns livros sérios, para entender melhor, e essa doutrina se tornou transparente. Tudo o que os de teologia arminio-wesleyana haviam me ensinado erroneamenrte ficou pra traz. Vejamos por que isso aconteceu:
1) Em primeiro lugar, é preciso entender que a salvação é um dom de Deus, e Ele concede gratuitamente aos Seus eleitos, pois a fé não é de todos. Assim diz Efésios 2:8: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”. “...isto não ven de vós; é dom de Deus...” isto o que? A fé, a salvação. O dom de Deus é algo imerecido, por isso o apóstolo Paulo diz: “...porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, o Senhor” (Rm.6:23 – itálico e negrito meu). O salário é algo devido, que você fez por merecer, mas o dom gratuito de Deus, já está dizendo: “é um dom”. E “dom” é algo dado sem que o sujeito que recebe mereça: “...não de obras...”, ou seja, não pelo que possamos fazer, porque o homem só será salvo se esse “dom” for derramdo sobre ele, que depende unicamente de Deus: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Rm.9:16).
2) Se Deus nos predestinou para sermos transformados na imagem do Seu Filho , significa que essa predestinação é “...para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2Tss.2:13). É isso que diz as Sagradas Escrituras. Negar tais verdades é cair em uma situação de risco, pois está negando a santa e imaculada palavra de Deus. Digam-me, será que nós “...fomos também feito herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade...” (Ef.1:11)? Sim ou não? A sua heresia reside nessa resposta.
3) Analizemos agora a resposta de alguns arminianos sobre esse assunto. Inclusive muitas ovelhinhas pensam dessa forma porque foram doutrinadas erroneamente. Pastores e líderes, às veses, sabem que estão errados, mas permanecem no erro por medo de perder o salário. Alguns são ignorantes a respeito do conhecimento bíblico, essa doutrina, no entanto, não irá entrar em seus coraçãos porque não nasceram de Deus. O verdadeiro crente, quando se depara com essas verdades se espanta, mas o Espírito Santo que habita nele traz a tranquilidade e seguranaça que só os filhos de Deus possuem. Os arminianos e wesleyanos dizem:


“Deus nos predestinou para a salvação porque previu que iriamos crer e produziriamos fé”?
Isso é a mais pura bobagem. Por quê? Porque a palavra de Deus é taxativa quando afirma que a salvação não é pelas obras: “Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la. Pois foi Deus quem nos fez o que somos agora...” (Ef.2:8-10 - NTLH). Se foi Deus “...quem nos fez o que somos agora...” e o que somos agora “...não é o resultado dos esforços de vocês...” então se fosse pelo que Ele previsse que fariamos, isso seria obras, e palas obras todos sabem, niguém se salvaria. É preciso mais algum comentário? Eu acho que é o suficiente para os que não foram doutrinados corretamente e que realmente nasceram de Deus mudarem de atitude. Procure uma igreja séria, que pregue a verdade! Muitos deixam de grorificar a Deus porque preferem obedecer a homens que ameaçam suas ovelhas com o fogo do inferno, é dessa forma que eles predem os irmãos pelo legalismo, serimonialismo e ameaças diversas. Quem está em Cristo não tem o que temer. Conheça a verdade, e a verdade vos libertará. Se Lutero tivesse medo da escomunhão e temesse denunciar a corrupção na igreja, nós ainda estariamos nas trevas do romanismo. Abram os olhos! Ainda tem igrejas que tratam do pecado como alogo abominável e que não tem medo de proclamar todo o conselho de Deus. Não devemos ficar temerosos diante da situação porque Deus conhece os que lhE pertencem, Ele tem um remanecente segundo a eleição da graça que mesmo em tempos de grave crise espiritual eles permanecem fiéis “...porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” :

“Senhor, matarem os teus profetas, arrasaram os teus altares, e só eu fiquei, e procuram tirar-me a vida. Que lhe disse porém a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal. Asim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segunto a eleição da graça. E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça” (Rm.11:3-5).

“Outros, dizem assim: ‘“Eu creio na predestinação da segunte forma: Deus nos predestinou, mas podemos resistir a graça pelo nosso livre-arbítrio”’.

Pois creia, muitos arminianos, wesleyanos e pentecostais pensam dessa forma. Esse é o pensamento mais tolo que já vi. Se Deus nos predestinou para salvação em Cristo Jesus através da pregação do Evangelho, então Ele irá concluir a boa obra que começo em nossas vidas . E quanto resistir a graça salvadoura, vejam o que a Bíblia diz: “Tu, porém, me dirás: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade? (Rm.9:19). Os que Deus predestinou para salvação não irão resistir a graça soberberana porque a salvação é algo que Deus faz por nós, e quando Ele faz, não podemos questionar, porque estamos mortos espiritualmente: “Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la. Pois foi Deus quem nos fez o que somos agora...” (Ef.2:8-10 – NTLH). O que somos agora foi Deus quem fez, e não a nossa vontade (livre-arbítrio). “...A salvação não é o resultado dos esforços de vocês...”. Se você for um predestinado, um dia, através da pregação do Evangelho, toda a resistência e inimizade que existe será vencida, as escamas da cegueira espíritual cairão por terra e o morto espiritual ressuscitará para a vida. Da mesma forma de Lázaro, que estava morto a quatro dias, nas, quando ouviu a voz do Mestre: “Lázaro, sai! Diante da ordem do Filho de Deus ele tornou a viver. Assim mesmo, todo aquele que está espiritualmente morto e ouve a Sua voz passam a ter vida e vida em abundância. "Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer" (Jo.5:21).

“Os eleitos são escolhidos, não por decreto absoluto, mas por aceitação das condições da chamada” (Introduçãoi a Teologia Cristã. Caza Nazareno de Publicações, 295)
Aqui é onde desmascaramos, de vez, os falsos mestres. Eles dizem que o verdadeiro crente não foi predestinado ou escolhido pelo “decreto absoluto” de Deus. Vamos ver se isso é verdade: “...nos presdestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef.1:5). Beneplácito. Significa aprovação (Dicionário de Língua Portuguesa). “...nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Ef.1:11). O conselho de Deus é a Sua vontade, é tudo o que foi decretado na eternidade. Paulo diz: “predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade”. A vontade é dEle, o propósito de fazer as coisas dessa forma, predestinando alguns para a salvação e deixando o resto em sua própria condenação está dentro dos Seus decretos eternos: “...que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo; o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade...” (Is.46:10). “Proclamarei o decreto do SENHOR; Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei” (Sl.2:7). As condições da chamda é a vontade de Deus. Se você não foi predestinado para a salvação em Cristo Jesus antes da fundação do mundo, você pode andar como crente, falar como crente, ser batizado nas águas, participar da “Santoa Ceia”, cantar e levantar as mãos para o céu, mas se você não tiver nascido de Deus, irá para o inferno. Só os eleitos, aqueles que foram chamados com santa vocação, os que amam a Deus e buscam aprender em Sua casa, nasceram do Espírito Santo de Deus. Não adianta dizer que é santo, nem que você está em uma igreja que tem como lema: “Santidade ao Senhor, sem a qual veremos a Deus”. Se você não for eleito (predestinado) para a salvação estará correndo em vão.
Existe dois tipos de santidade: 1) a que é operada pelo Espírito Santo para o nosso crescimento espiritual, 2) e o que é imposto pelos lideres, que exige uma santificação sem o conhecimento de Deus, o que é um absurdo! Eles exclamam com tonalidade e emoção, com o objetivo de sencibilizar: “vocês têm que ser santos! Sejam santos! Vocês podem viver sem nunca pecar! Busquem a inteira santificação!” Eles mesmos não conseguem cumprir com o que pedem aos outros. E como essas pessoas sempre se veêm em algum tipo de pecado, há uma frustação muito grande, porque os lideres e pastores não estão ensinando a verdade, nem preocupados com o verdadeiro crescimento espiritual, e muitos disturbios psicosomáticos tem aflingido esses crentes, que acreditam poderem alcançar a inteira santificação ainda nesta vida. Eu mesmo passei cinco anos em uma igreja de teologia armínio-wesleyana, não vou citar o nome por questões éticas, mas todo esse tempo, teologicamente, não aprendi o que realmente deveria ter aprendido. O que aprendi foi não ser, nem praticar o que os pastores e lideres daquelas igrejas faziam muito bem: a falcidade, a soberba, o orgulho e a falta de amor. Tudo que a maioria demosntrava ser não era de fato. Inclusive fui para o seminário daquela igreja para fazer um curso de “santidade”. Tinha que demonstrar de qualquer forma uma santidade que não havia, ou não estaria ápito para desempenhar a função de pastor. Pensei, na época, que as pessoas ali fossem realmente santas. E os professores! que não tinham nem o curso completo de teologia; e a santidade que tanto se falava era só fachada. Uma vez fui questionar a respeito de um assunto que eu tinha certeza que estavam ensinando de forma descontextualizada, o professor deixou bem claro: “Eu estava em uma igreja me sentindo encomodado, procurei outra”. Falou dessa forma referindo-se a mim. Às vezes, o superidendente local quando dava um discurso diante da liderança dos Estados Unidos, charava pelas almas perdidas. Porém, eu sabia que era um falso choro, pois ele nunca se preocupou com as ovelhas ao seu redor, antes queria ver algumas muito distante dali, eu mesmo era uma ameaça devido ao meu conhecimeto, e tinha personalidade, ou seja, não abria mão da verdade. Inclusive, o principal lider nunca falou comigo, era só, às vezes, “a paz do Senhor”! acredito porque eu era calvinista e tinha várias graduações e pós-graduações. Isso pertubava alguns líderes, porque geralmente eles sofrem de um mal mundano, conhecido como “patologia dos tiranos”, e eu nunca gostei de bajular ninguém. Nem ia negar a Cristo, apostatando da fé para seguir suas falsas doutrinas heréticas-arminianas.

“Porque surgirão falsos cristos, e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). Esses procurarão corromper as doutrinas da graça.

A eleição arminiana
“...a eleição de indivíduos para a execução de algum serviço particular” (Casa Nazarena de Publicações, Introdução a Teologia Cristã, 1990, pg.294).
A intenção dessa teologia, que foi condenada como herética no Sínodo de Dort, é passar a idéia errônia de que a eleição não é para salvação, mas para algum tipo de serviço especial. Cita alguns nomes como: Moisés, que foi escolhido para tirar o povo do Egito; Arão para ser sacerdote; Cristo escolheu os doze; e Paulo foi chamado para ser apóstolo dos gentios.
Se os pastores arminianos-wesleyanos tivessem responsabilidade com a palavra de Deus entenderiam que somos chamados dos ídolos para servir ao Deus vivo e verdadeiro (cf. 1Tss.1:9). Somos salvos para as boas obras as quais estavam guardadas de antemão para que andássemos nela. Somos eleitos, separados para o uso exclusivo de Deus. Tentam esconder essa verdade, de que Deus escolhe ou elege pessoas para a salvação. Vejamos o que significa “eleição”:
“Qualquer pessoa escolhida por eleição: os eleitos por sufrágio universal. Que usufrui a beatitude eterna: o reino dos eleitos” (www.dicionarioweb.com.br).
“...devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2Tss.2:13 itálico e negrito meu).
Deus escolhe pessoas para salvação, como estamos vendo. Essa salvação não é isenta de operosidade. Somos servos, temos uma missão , e o apóstolo reconhece que os crentes tessalonicenses estavam dando testemunho da fé através do amor de Deus que foi derramado nos seus corações. A fé sem obras é morta. O apóstolo Paulo foi chamado; ele mesmo disse que foi eleito no ventre materno para ser apóstolo dos gentios. Seu testemunho no Novo Testamento é de que o homem sempre foi salvo pela fé somente, independente das obras. Porém, a salvação arminiana é pelas obras de justiça própria. Essas pessoas estão corrompendo as Escrituras para sua própria condenação (cf. 2Pe.3). Outras, em uma tentativa inútil e desesperada, tentando conciliar a doutrina da predestinação com sua visão humanista, afirmam que Deus não predestina pessoas, e sim, nações, como foi no caso de Israel e da Igreja. Só que as nações e a igreja são compostas de pessoas e cada uma delas foi antecipadamente predestinada para a salvação antes da fundação do mundo (cf. Ef.1:4). É claro que o apóstolo fala pra igreja, mas cada uma daquelas pessoas foi alvo da “graça soberana de Deus”. Cada um judeu, segundo a eleição da graça, foi chamado e preservado por Deus para alcançar a salvação. O apóstolo Paulo foi predestinado para a salvação dentre muitos judeus: “Ele diz: “Desde o ventre de minha mãe, Deus me escolheu para ser apóstolo dos gentios”. Também afirma: “Ele é poderoso para guardar o meu depósito até o dia final”.
Dessa forma podemos concluir que negar a predestinação ou eleição (que é uma doutrina bíblica) é o mesmo que negar a graça do nosso Deus e salvalor Jesus Cristo afirmando que ela não é suficiente.

6. A GRAÇA PREVENIENTE
Para os arminianos e wesleyanos, a graça preveniente “precede, prepara a alma para a sua entrada no estado inicial da salvação ”. “É aquela manifestação da influência divina que precede a vida de regeneração completa” . Os arminianos-wesleyanos corromperam a doutrina da graça preveniente; essa corrupção aconteceu porque eles procuram adequá-la ao livre-arbítrio, o que é outra grande heresia destruidora. Acreditam que todos os seres humanos são objetos da graça preveniente e, portanto, podem se voltar para Deus através de seus próprios esforços: “A vontade do homem decide em última análise se a graça divina que lhe foi oferecida é aceita ou rejeitada” . A graça preveniente tem a função, segundo a visão corrompida arminio-wesleyana, de destruir gradativamente a corrupção em que o homem se meteu, fazendo com que ele não seja tão corrupto assim, e posa exercer sua liberdade .
Agora passaremos a refutar os erros sobre a graça preveniente divulga por “João Wesley” fundador do Metodismo.
Se o estado do homem é de corrupção total , ele não tem o desejo de se voltar para as coisas espirituais sem que aja uma atuação Divina removendo a incredulidade, o que a teologia bíblica chama de fé salvadora. Dessa forma, não há lugar para a vanglória humana, ou seja, o livri-arbítrio. Por isso Wesley criou uma teologia que não tem base bíblica para sustentar que mesmo no estado de corrupção total a graça preveniente opere em todos os homens, e os que desejarem podem ser salvos, pelo seu livre-arbítrio. Todavia, essa falsa doutrina deve ser rejeitada pelos verdadeiros cristãos. Vejamos o que realmente significa a graça preveniente:
"Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo" (2 Tss. 2:13 e 14 RA – itálico e negrito meu).
Ef. 1:4 diz: “...assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos...” (negrito e itálico meu).
A graça preveniente, biblicamente falando, é o amor de Deus, exclusivamente, para com os “eleitos”. Acontece na eternidade, desde o princípio. Essa doutrina humilha, e assim é detestada pela natureza carnal do homem. Os eleitos se regozijam pelos seus nomes estarem escritos, dede o princípio, no livro da vida para a salvação. Esse é um verdadeiro privilégio para os que foram objetos da graça preveniente de Deus. Só esses, serão alcançados pela graça salvadora, no tempo oportuno, determinado por Deus, através do Evangelho da salvação. O apóstolo Paulo declara em 2Timótio 1:8b-9:
“...segundo o poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos etenos e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho...” (itálico e negrito meu).
Como vemos a salvação não é “...segundo as nossas obras...”, “...mas conforme a sua própria determinação e graça...”. Fomos agraciados na eternidade porque fomos eleitos para a salvação conforme o eterno propósito de Deus, e essa salvação acontece através da graça salvadora no tempo presente “...mediante o evangelho...”. Como estamos vendo, é um erro gravíssimo e intencional dos arminianos-wesleyanos sustentarem esse tipo de doutrina pervertida, principalmente porque a salvação, como eles entendem, é pelas obras: “A vontade do homem decide em última análise se a graça divina que lhe foi oferecida é aceita ou rejeitada” , porém, a Bíblia não deixa dúvidas sobre isso: “...segundo o poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça...”.

7. SANTIFICAÇÃO
“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor...” (Hb.12:14).
A santificação é uma obra do Espírito Santo no coração dos regenerados. O Novo Testamento afirma que todos os que estão em Cristo Jesus são potencialmente santos pelo sacrifício de Cristo: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas” (Hb.10:10). Cristo é a nossa santificação (cf. 1Co.1:30) , pois Ele satisfez plenamente a justiça de Deus por todos os nossos pecados. Não podemos, portanto, pensar erroneamente como alguns de doutrina arminio-wesleyana que já alcançamos a perfeição cristã. O apóstolo Paulo pede para que Deus santifique os crentes de Tessalônica em tudo (cf. 1Tss.5:23), se eles já estissem inteiramente santificados, se fossem crentes perfeitos não seria necessário pedir para que os mesmos procurassem ser santificados em tudo. Ser santificado em tudo, é o desejo de todo o verdadeiro crente (cf. Hb.12:14). O Espírito Santo nos revela a necessidade de santidade, nos revelando a santidade de Deus; diante da santidade e grandiosidade do soberano Deus do universo enxergamos o quanto somos pecadores e enquanto mais nos aproximamos dEle, passamos a enxergamos essa pecaminosidade. O conhecimento dessa natureza corrupta, que ainda milita contra o espírito, reivindicando um direito que não lhe pertence mais, se dá através do conhecimento das Escrituras. Portanto, o Espírito Santo aplica as verdades bíblicas em nossos corações para o crescimento espiritual. “Quando Deus declara um homem justo, Ele imediatamente começa a santificá-lo” (A. W. Tozer). Ou seja, o justificado começa a ser transformado na imagem do Filho de Deus . Porém, enquanto estiver aqui nesse mundo, o crente nunca alcançará a perfeição cristã como afirma os de doutrinas arminio-wesleyanas:
“Cremos que a inteira santificação é aquele acto de Deus, subsedquente à regeneração, pelo qual os crentes são libertados do pecado original, ou depravação, e levados a uma estado de inteira devoção a Deus e à santa obediência do amor tornado perfeito” (Introdução a Teologia Cristã. Casa Nazareno de Publicações, 1990: 355).
Concluo o assunto sobre santificação, citando a confissão de fé Westminster (1647) por ela definir com a maior clareza esse assunto de tão grande relevância, o qual devemos ensinar e enfatizar, constantimente, como fizeram os puritanos e os metodistas.
Confissão de fé Westminster - Capítulo XIII
Da santificação
I. Os que são eficazmente chamados e regenerados, tendo criado em si um novo coração e um novo espírito, são, além disso, santificados real e pessoalmente, pela virtude da morte e ressurreição de Cristo, pela sua palavra e pelo seu Espírito, que neles habita; o domínio do corpo do pecado é neles todo destruído, as suas várias concupiscências são mais e mais enfraquecidas e mortificadas, e eles são mais e mais vivificados e fortalecidos em todas as graças salvadoras, para a prática da verdadeira santidade, sem a qual ninguém verá a Deus.
I Co.1:30; At.20:32; Fp.3:10; Rm.6:5-6; Jo.17:17,19; Ef.5-26; II Ts.2:13; Rm.6:6,14; Gl.5:24; Cl.1:10-11; Ef.3:16-19; II Co.7:1; Cl.1:28; Cl.4:12; Hb.12:14.II. Esta santificação é no homem todo, porém imperfeita nesta vida; ainda persistem em todas as partes dele restos da corrupção, e daí nasce uma guerra contínua e irreconciliável - a carne lutando contra o espírito e o espírito contra a carne.
I Ts.5:23; I Jo.1:10; Fp.3:12; Gl.5:17; I Pe.2:11.
III. Nesta guerra, embora prevaleçam por algum tempo as corrupções que ficam, contudo, pelo contínuo socorro da eficácia do santificador Espírito de Cristo, a parte regenerada do homem novo vence, e assim os santos crescem em graça, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.
Rm.7:23; Rm.6:14; I Jo.5:4; Ef.4:15-16; II Pe.3:18; II Co.3:18-7:1.



Conclusão
Foi muito importante confrontar os erros da doutrina armínio-wesleyana com as sagradas Escrituras. Importante porque a verdade prevaleceu e muitos que são sinceros poderão ser usados por Deus na divulgação de Sua palavra de forma que as “boas novas” sejam realmente boas e Deus seja glorificado.
Wesley foi um homem notável, um grande pregador da palavra de Deus, mas sua teologia tem, infelizmente, graves erros que, sem sombra de dúvidas, devem ser corrigidos. Não podemos pensar porque ele foi uma pessoa usada por Deus, e que dessa forma, em parte, contribuiu com suas pregações, por um avivamento bastante significativo na Inglaterra, que ele não pudesse cair em erros teológicos, como por exemplo: sua teologia (que no princípio era calvinista) agregou aspectos da heresia arminiana. A grande corrupção começa a partir daí. Os seus seguidores, com o tempo, agravam mais a situação com seus ensinamentos que em muitos pontos vão pendendo ao arminianismo.

Bibliografia

BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA, 1999.

BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. São Paulo. Editora Cultura Cristã, 2001. 720p.
Casa Nazarena de Publicações. Introdução a Teologia Cristã, 1990.
CALVINO, João. Romanos. São Paulo. Editora Parakletos, 2001. 534p.

GREGOR, Wright. R. K. Mc. A Soberania Banida: Redenção para a cultura pós-moderna. São Paulo. Editora Cultura Cristã, 1998. 263p.

HENDRIKSEN, William. Romanos: Comentário do Novo Testamento. São Paulo. Editora Cultura Cristã, 2001. 704p.

HOEKEMA, Anthony. Salvos Pela Graça: A Doutrina Bíblica da Salvação. São Paulo. Editora Cultura Cristã, 2002. 285p.

JAMES, Kennedy D. Verdades que Transformam: doutrinas cristãs para sua vida de hoje. São Paulo. Editora Fiel, 2005. 296p.

LLOYD-JONES, Martyn. Salvos Desde a Eternidade. São Paulo. Editora PES, 2005. p.89. 208p.

OWEN, John. Por Quem Cristo Morreu. São Paulo. Editora PES, 1996.

OS CÂNONES DE DORTE. São Paulo. Editora Cultura Cristã. 64p.

STOTT, John. A Verdade do Evangelho: Um apelo à verdade. São Paulo. Editora A B U, 2000. 141p.
WILBUR, Gingrich F. / DANKER, Frederick W. LÉXICO do Novo Testamento: grego / português. São Paulo. Editora Vida Nova, 2007. 228p.

WESTMINSTER, Confissão de fé. Comentada por A. A. Hodge. Editora os Puritanos, 1999. 596


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