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domingo, 7 de outubro de 2012

45-JOHN WYCLIFFE

 
 
 
Biografia de João Wycliffe
O Dr. William P. Grady, erudito bíblico americano, traça um perfil maravilhoso do grande reformador John Wycliff, em seu livro "Final Authority". Vejamos o que ele diz:
Biografia: Nascido de sangue saxônico, perto da Vila de Wycliff, em Yorkshire, John Wycliff tornou-se o principal porta voz dos patriotas ingleses, através do período de emancipação política do seu país. Sua escalada a um lugar de erudita eminência foi rápida. Brilhando em Oxford, ele foi nomeado capelão do rei em 1366, enquanto recebia o seu doutorado, em 1374. Contudo, bem depressa voltou suas armas intelectuais contra Roma, conforme Schaff declara:
Em sermões, folhetos e escritos mais extensos, Wycliff apresentou a Escritura e o senso comum como testemunhas. Sua pregação era tão cortante como a "Espada de Damocles". Ele nunca hesitava em usar a ironia e a invectiva, nas quais era mestre; a objetividade e a pertinência de seus apelos traziam tudo facilmente à compreensão da mente popular.
Em sua condenação do abuso doutrinário, Wycliff condenava a complacência dos últimos reformadores contra os prelados imorais, excesso de posses territoriais, extorsão religiosa, e heresias tais como o purgatório, a transubstanciação, o sacerdócio e a confissão auricular. Poucos eram poupados da "Espada de Damocles". Ele acusava o papa de ser o Anticristo, o orgulhoso sacerdote universal de Roma e o mais amaldiçoado dos tosquiadores e caçadores níqueis. Como os frades de seu tempo eram conhecidos pelo seu apego "à boa comida e às mulheres" Wycliff depreciava os seus mosteiros, chamando-os de covis de ladrões, ninhos de serpentes, casas de habitação de demônios vivos, etc.
Numa linguagem que iria rivalizar com a de Lutero, ele escreveu que os padres: Roubam o sustento dos pobres, os quais não podem se opor à opressão; cobram mais alto por um tostão furado do que pelo sangue precioso de Cristo; rezam apenas para se mostrar e coletam taxas por qualquer serviço religioso que oficiam; vivem na luxúria, cavalgando gordos cavalos forrados de prata e ouro; são roubadores... raposas maliciosas... lobos vorazes... glutões... demônios... chimpanzés.
Como nenhum país pode crescer além da moral de suas mulheres, uma narrativa da época demonstra as baixas marcas no barômetro de todas as mulheres importantes em matéria de pureza (como no caso de Alexandria): Naqueles dias havia um grande rumor e clamor entre o povo de que, sempre que havia uma competição, ali acontecia uma grande afluência de mulheres da mais alta vaidade e beleza, porém não as melhores do reino; algumas em número de quarenta ou cinqüenta, como se fizessem parte dos torneios, vestidas de roupagens masculinas diversas e maravilhosas, com túnicas ostentando as cores do partido, usando pequenos bonés atados às suas cabeças, cintos bordados de ouro e prata e adagas em bolsinhas penduradas ao corpo, com palavreado grosseiro, que o rumor popular escutava em toda parte; e desse modo, elas nem só deixavam de temer a Deus como não ligavam para a voz do povo.
Entende-se que esse declínio moral assegurava à Inglaterra, pelo menos, uma queda em seu horizonte. O Dr. Green resume: Era um tempo de vergonha e sofrimento, como a Inglaterra jamais havia conhecido. Suas conquistas foram perdidas, suas fronteiras insultadas, suas frotas aniquiladas, seu comércio varrido do mar enquanto interiormente ela se exauria por causa de longas e custosas guerras, bem como pela corrupção e pestilência.
Embora a pátria de Wycliff precisasse de arrependimento, seus detratores religiosos de dura cerviz lhe apresentavam tremenda oposição. À medida em que se intensificavam suas cáusticas denúncias, assim também a ameaça de violência física. Para contrabalançar este perigo o Senhor levantou-lhe um poderoso protetor na pessoa de John de Gaunt, Duque de Lancaster (filho predileto de Eduardo e irmão mais novo do melhor conhecido, embora pouco lembrado, Príncipe Negro).
Quanto mais Wycliff laborava, mais convencido ficava de que sua amada Inglaterra precisava de algo mais do que seus sermões e folhetos. Precisava de uma Bíblia! Neste escrito intitulado "The Wycket" (A Posição) ele exclama com emoção:
Se a Palavra de Deus é a vida do mundo e cada palavra de Deus é a vida da alma humana, como pode qualquer Anticristo, para o horror divino, tirá-la de nós, que somos cristãos, e desse modo levar o povo a morrer de inanição, na heresia e na blasfêmia das leis dos homens, que corrompem e assassinam a alma?
Por causa dessa necessidade, Wycliff dedicou o resto de sua vida a completar a primeira tradução da Bíblia inteira para a língua inglesa. Conhecendo bem o Grego e o Hebraico, primeiro ele embasou a sua obra em manuscritos latinos. Embora a erudição moderna goste de frisar a confiança de Wycliff na leitura da Vulgata, uma revisão posterior da obra por John Purvey, que trouxe de volta a tradução de acordo com Jerônimo, traz a evidência de que Wycliff teve acesso aos manuscritos latinos. O abandono posterior de Purvey de Roma acrescenta uma luz a este assunto.
Apesar da consistência latina, a nova Bíblia representava a primeira em existência para o povo de língua inglesa. Como a imprensa ainda não fora inventada, o manuscrito teve de ser copiado à mão, exigindo um exorbitante custo diário. (Foram precisos quase dez meses de trabalho árduo de um copista experiente). A taxa da mão de obra, de uma hora apenas, com essa obra custava o mesmo que um carregamento inteiro de feno). Enquanto isso, McClure nos conta que o preço de compra se aproximava de "quatro marcos e quarenta pences", o qual eqüivalia ao salário total anual de um clérigo.
A chegada da imprensa cumpriu a estranha profecia: "Esperemos que o baixo custo da Bíblia jamais ocasione o baixo apreço pela mesma". (Os crentes dos dias atuais, infelizmente, podem constatar o cumprimento desta profecia).
Foxe nos informa: Tão escasso era o suprimento de Bíblias, nesses tempos, que apenas uns poucos entre aqueles que suspiravam pelo seu ensino podiam ter a esperança de possuir o volume sacro. Mas essa escassez decorria parcialmente da firmeza daqueles, cujo interesse fora despertado pela Bíblia. Se apenas uma simples cópia era possuída na vizinhança, esses denodados trabalhadores e artesãos seriam encontrados juntos, após um exaustivo dia de trabalho, lendo em turnos e escutando as palavras da vida; e tão doce era o frescor dos seus espíritos, que algumas vezes o romper da manhã os surpreendia com a chamada para um novo dia de trabalho, sem que tivessem pensado em dormir.
McClure cita um poema contemporâneo, que descreve esse espírito de gloriosa libertação:
Mas para compensar todo o dano, o Livro Sagrado, em poeirento esconderijo guardado tanto tempo, agora assume o falar de nossa língua nativa. E o que dirige o arado, ou maneja o bordão, com espírito de compreensão, pode agora olhar sobre o seu registro e ouvir sua canção e examinar suas leis – mais querendo saber do que errar qual a fé que tem mantido. E o céu pôde suportar calmamente o transcendente favor! Mais nobre do que o rei terreno sempre concedido para igualar e abençoar sob o peso da desgraça mortal.
Uma porção da Bíblia de Wycliff de João 17:1-3 diz: "Jesus falou assim e, levantando seus olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti; assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste". Claro que a reação católica foi de tremendo pânico! Enquanto um padre se lamentava: "Agora a jóia do clero se tornou um brinquedo do laicato", Henry Knighton elaborava:
Este mestre John Wycliff traduziu o Evangelho do Latim para o Inglês, o qual Cristo havia confiado ao clero e aos doutores da Igreja, para que o ministrassem ao laicato e aos menos afortunados, conforme a declaração dos tempos e necessidades dos homens. Assim, por esse meio, o evangelho se tornou vulgar e mais aberto ao laicato... do que costumava ser para os mais letrados do clero e os de melhor compreensão! E o que antes era dádiva principal do clero e doutores da igreja, agora se torna para sempre comum ao laicato.
Como seria o caso de Martinho Lutero, Wycliff foi providencialmente poupado do martírio na estaca, sofrendo um ataque, enquanto oficiava na igreja, com a idade de sessenta e quatro anos, em 1384. Seus inimigos ficaram extasiados, com o prelado Walsingham "elogiando":
Na festa da Paixão de S. Tomás de Canterbury, John Wycliff – esse órgão do diabo, inimigo da igreja, esse autor da confusão entre o povo comum, esse ídolo de hereges, essa imagem dos hipócritas, esse restaurador do cisma, esse armazenador de mentiras, esse poço de lisonja – sendo abatido pelo terrível julgamento de Deus, foi atacado de paralisia e continuou a viver nessa condição até o dia de S. Silvestre, quando entregou o seu malicioso espírito nas regiões das trevas.
Contudo, embora a história tinha esquecido o nome de Walsingham, o nome de Chaucer tem sobrevivido, talvez em razão do seu memorial a Wycliff:
Ele foi um grande homem da religião; Ele foi uma personalidade que chamou a atenção de uma cidade. Mais rico ele foi de sagrado pensamento e realização. Era também um homem letrado, um funcionário que o evangelho de Cristo verdadeiramente quis pregar. Este nobre exemplo às suas ovelhas ele deu de primeiro praticar para depois ensinar. Um pastor melhor não existe em parte alguma. Ele não gostava de pompa nem de reverência, nem jamais lisonjeou qualquer consciência, mas pregou a Cristo e seus doze apóstolos. Ele ensinou, mas primeiro ele mesmo praticou.
Como um interessante aparte, a influência de Wycliff pode ter sido um fator na última renúncia de Chaucer das obras de sua vida – "The Canterbury Tales, Troilus and Criseyde", e "The Book of the Duchess" - como " vaidades do mundo" tendo expressado a preocupação de que "eu devo ser um daqueles do tempo da condenação, que serão salvos."
A ira dos nicolaítas explodiu em 1410, com o seguinte decreto sendo levado ao Parlamento: Nosso soberano senhor, o Rei... pelo consentimento dos estados e de outros homens discretos... reunidos no Parlamento, tem concedido, estabelecido e ordenado que nenhum dentro do... reino, ou de quaisquer outros domínios sujeitos a Sua Majestade Real, presumirá pregar aberta ou secretamente, sem primeiro procurar e obter a licença do diocesano local, sempre excetuando os curas em suas próprias igrejas, pessoas que até agora têm sido tão privilegiadas, e outras permitidas pela lei canônica; e que, a partir de agora, ninguém, quer aberta ou secretamente, deve pregar, manter, ensinar ou instruir ou produzir ou escrever qualquer livro contrário à fé católica ou à determinação da Santa Igreja, nem permitirá qualquer (Lolardo) seita organizar reuniões (ajuntamentos desorganizados para adoração) em parte alguma, ou de qualquer maneira conservar ou manter escolas com as suas malignas doutrinas e opiniões; e também que, daqui para a frente, ninguém, de modo algum, favoreça qualquer pessoa que pregue dessa maneira, informe ou excite o povo... E se qualquer pessoa dentro do reino e domínio for condenada por sentença diante do diocesano local, ou dos seus comissários, por essas mencionadas pregações malignas, doutrinas, opiniões, escolas e instrução herética e errônea, ou se qualquer uma delas, se recusar devidamente a abjurar a mesma... então o xerife do condado... e o prefeito e os xerifes ou xerife, ou o prefeito e os oficiais da cidade, cidadezinha ou condados agregados... mais próximos do dito diocesano e seus comissários... receber, após terem sido proclamadas essas sentenças, essas pessoas... isso poderá levá-las a serem queimadas diante do povo em local de destaque, a fim de que esse castigo possa desencadear o medo nas mentes dos demais, para que nenhumas doutrinas malignas e heréticas e opiniões errôneas contra a fé católica a lei cristã é a determinação da Santa Igreja) nem os seus autores e favorecedores sejam mantidas... ou de qualquer forma toleradas.
No ano de 1415, o Concílio de Constança determinou que os livros e ossos de Wycliff fossem queimados e suas cinzas atiradas no rio Severn (que desaguava em sua cidade). Thomas Fuller observa: Desse modo, este pequeno arroio levou suas cinzas até Avon, de Avon até Severn, de Severn até os estreitos mares e destes até o mar aberto. E assim, as cinzas de Wycliff são o emblema de suas doutrinas, que agora estão dispersas pelo mundo inteiro.
Por causa desses editos, muitos Lolardos piedosos não tiveram a mesma sorte do seu afortunado pai. Os registros dos perseguidores locais nos contam de grupos se reunindo, aqui e ali, para ler "num grande livro de heresias, a noite inteira, certos capítulos dos evangelistas em inglês".
Foxe acrescenta: Os Lolardos eram levados a locais ermos e não freqüentados para se encontrar, muitas vezes sob as sombras da noite, a fim de adorar a Deus. Vizinho era ordenado a espiar vizinho; maridos e esposas; pais e filhos; irmãos e irmãs eram duramente forçados a dar testemunho um contra o outro. A prisão dos Lolardos também ecoou com o ranger das correntes; o cadafalso e estaca mais uma vez calmavam por sua vítimas.
Para aumentar a culpa dos cristãos indiferentes de hoje, uma das acusações comuns feitas contra aqueles crentes piedosos era, não apenas o fato de possuírem a Bíblia de Wycliff, mas também a sua habilidade de "repetir a mesma de cor".
Entre as muitas vítimas estavam: John Badby, alfaiate, (1410). Dois comerciantes de Londres: Richard Turming e John Claydon, em Smithfield, (1415).
William Taylor, (1423). William White, (1428). Richard Hoveden, (1430). Thomas Bagley, (1431) e Richard Wyche, (1440). Joan Broughton foi a primeira mulher queimada na estaca, na Inglaterra, perecendo em Smithfield com a filha, Lady Young, ao seu lado.
A história da verdadeira Bíblia Inglesa é bem diferente da história da New International Version e de outras falsificações construídas com a preferência pelos Códices Alfa e B. É uma história banhada em sangue.
Foxe prossegue: Um certo Christopher Shoemaker, que foi queimado vivo em Newbury, foi acusado de ter ido à casa de John Say e "ler para ele, em um livro, as palavras que Cristo falou aos seus discípulos..." Em 1519, sete mártires forma jogados ao fogo em Coventry, por terem ensinado a seus filhos e empregados a "Oração do Senhor" e os "Dez Mandamentos" em Inglês... Jenkins Butler acusou o seu próprio irmão de ler para ele um certo livro da Escritura e de tê-lo persuadido a dar ouvidos ao mesmo. John Barret, joalheiro de Londres, foi preso por ter recitado para sua esposa e criada a epístola de São Tiago ... Thomas Phillip e Lawrence Taylor foram presos porque leram a Epístola aos Romanos e o primeiro capítulo de São Lucas, em inglês.
Em estranho cumprimento da analogia de Fuller, as cinzas de Wycliff nem haviam chegado ainda à Bohêmia (atual Checoslováquia) quando o piedoso inglês foi homenageado postumamente com o título de "O Quinto Evangelista".
Exatamente treze anos antes que o cadáver do reformador fosse profanado, John Hus (1372-1415) foi reconhecido como o apologista da "heresia Wyclifiana", na universidade de Praga. A difusão da doutrina de Wycliff por Hus resultou em que a Bohêmia recebesse a herança de "Berço da Reforma". Schaff escreve sobre Hus:
É fato bem conhecido que era a causa de Wycliff que ele estava representando e as visões wyclifianas que ele estava defendendo, e os escritos de Wycliff eram abertamente expostos aos olhos dos membros das faculdades da Universidade. Ele não fazia segredo de que seguia Wycliff e de que desejava morrer pelas visões que Wycliff ensinava. Quando escreveu a Richard Wiche, ele se confessou grato porque: "sob o poder de Jesus Cristo" a Bohêmia havia recebido tanto bem da abençoada terra da Inglaterra.
Durante o Concílio de Constança, quando Hus foi traído e condenado à morte, a sentença oficial também provou ter sido uma centelha inglesa que acendeu as chamas da Reforma Européia: O Sagrado Concílio, tendo somente Deus diante dos seus olhos, condena John Hus por ter sido e ainda ser um verdadeiro, real e declarado herege, discípulo, não de Cristo, mas de John Wycliff.
A influência do primeiro tradutor da Bíblia pode ser rastreada, indiretamente, ao reformador florentino Savanarola (1452-1498). Colocado aos pés de Lutero e ao lado de Wycliff e Hus, no Monumento da Reforma, em Worms, o dominicano convertido foi alcançado primeiramente através do ministério dos irmãos da Bohêmia.
A preocupação de Wycliff na Escritura pode ser vista no desdém de Savanarola pelos seus contemporâneos ignorantes, escrevendo: Os teólogos do nosso tempo têm manchado todas as coisas com o seu piche, através de suas incomparáveis disputas. Eles não conhecem o mínimo de Bíblia, sim, eles nem sequer sabem os nomes dos seus livros.
A coragem de Wycliff pode ser vista nos sermões de Savanarola descritos por Schaff como "os raios de um coruscante e estrondoso trovão".
Denunciando os abusos costumeiros do Catolicismo ele escreveu: Começa em Roma, onde o clero zomba de Cristo e dos santos; sim, eles são piores do que os turcos e mouros. Fazem o tráfico de sacramentos. Vendem benefícios para quem paga mais. Os sacerdotes de Roma não têm cortesãs, namorados, cavalos e cachorros? Não têm palácios cheios de tapeçarias, de sedas, de perfumes e parasitas? Esta parece ser a igreja de Deus?
Dois anos antes de incitar a multidão a levar Savanarola até a estaca, o perverso Alexandre VI deu ao seu corretor de apostas um "chapéu vermelho" (ofício de cardeal) pelo que este foi zombado pelo reformador, declarando sua preferência por uma coroa de púrpura "tinta de sangue".
Com tanta influência brotando de um solitário tradutor inglês durante a época do primitivo manuscrito, a invenção do tipo móvel de Gutenberg veio destinada a "arrebentar as portas" e com o primeiro livro completo impresso, a Bíblia de Gutenberg, em 1456 (uma Vulgata Latina que levou seis meses para ser impressa), a proverbial "caligrafia" foi pendurada na parede. Enquanto Martinho Lutero chamava a arte de imprimir "o último e melhor presente da Providência" (54), o católico Howland Phillips, num sermão pregado no "Saint Paul Cross", em Londres, no ano de 1535, observou ameaçadoramente: "vamos destruir a imprensa para que a imprensa não nos destrua".
A paranóia de Roma com o ressurgimento da Palavra de Deus também se manifestou contra o estudo do Grego e do Hebraico (vigorando desde a queda de Constantinopla em 1458, o que forçou uma retirada ocidental dos manuscritos dos eruditos gregos). A Universidade Conrad Hersbach de Colônia admoestou:
Eles descobriram uma língua chamada grego, contra a qual devemos ter o cuidado de nos guardar. Ela é a mãe das heresias. Nas mãos de muitas pessoas tenho visto um livro que chamam de Novo Testamento. É um livro cheio de espinhos e veneno. Quanto ao hebraico, meus irmãos, é certo que aqueles que o aprendem, mais cedo ou mais tarde irão se tornar judeus.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BIOGRAFIAS
John Wycliffe (1320-1384)


John Wycliffe (ou Wyclif) foi professor da Universidade de Oxford, teólogo e reformador religioso inglês, considerado precursor das reformas religiosas que sacudiram a Europa nos séculos XV e XVI. Trabalhou na primeira tradução da Bíblia para o idioma inglês, que ficou conhecida como a Bíblia de Wycliffe.Família e Infância
Sua família era tradicional na região de Yorkshire, sendo que, à época do seu nascimento as propriedades familiares cobriam amplo território nas redondezas de Ipreswell (hoje Hipswel), seu local de nascimento. Não há certeza sobre o ano de seu nascimento, um dos anos mais citados é 1320, mas há variações de 1320 a 1328.
Não se sabe, ainda, o ano em que ele foi enviado pela família para estudar na Universidade de Oxford , mas há certeza de que estava lá desde pelo menos 1345.
Em Oxford
Na Universidade, aplicou-se nos estudos de teologia, filosofia e legislação canônica. Tornou-se sacerdote e depois serviu como professor no Balliol College, ainda em Oxford. Por volta de 1365 tornou-se bacharel em teologia e, em 1372, doutor em teologia.
Como teólogo, logo destacou-se pela firme defesa dos interesses nacionais contra as demandas do papado, ganhando reputação de patriota e reformista. Wycliffe afirmava que havia um grande contraste entre o que a Igreja era e o que deveria ser, por isso defendia reformas. Suas idéias apontavam a incompatibilidade entre várias normas do clero e os ensinos de Jesus e seus apóstolos.
Uma destas incompatibilidades era a questão das propriedades e da riqueza do clero. Wycliffe queria o retorno da Igreja à primitiva pobreza dos tempos dos evangelistas, algo que, na sua visão, era incompatível com o poder temporal do papa e dos cardeais. Logo, a cátedra deixou de ser o único meio de propagação de suas idéias, ao iniciar a escrita de seu trabalho mais importante, a
Summa theologiae. Entre as idéias mais revolucionárias desta obra, está a afirmação de que, nos assuntos de ordem material, o rei está acima do papa e que a Igreja deveria renunciar a qualquer tipo de poder temporal. Sua obra seguinte, De civili dominio, aprofunda as críticas ao Papado de Avignon (onde esteve a sede da Igreja de 1309 até 1377), com seu sistema de venda de indulgências e a vida perdulária e luxuosa de padres, bispos e religiosos sustentados com dinheiro do povo. Wycliffe defendia que era tarefa do Estado lutar contra o que considerava abusos do papado. A obra contém 18 teses, que vieram a público em Oxford em 1376.
Suas idéias espalharam-se com grande rapidez, em parte pelos interesses da nobreza em confiscar os bens então em poder da igreja. Wycliffe pregava nas igrejas em Londres e sua mensagem era bem recebida.
A Oposição da Igreja
Apesar de sua crescente popularidade, a Igreja apressou-se em censurar Wycliffe. Em 19 de fevereiro de 1377, Wyclif é intimado a apresentar-se diante do Bispo de Londres para explanar-lhe seus ensinamentos. Compareceu acompanhado de vários amigos influentes e quatro monges foram seus advogados. Uma multidão aglomerou-se na igreja para apoiar Wycliffe e houve animosidades com o bispo. Isto irritou ainda mais o clero e os ataques contra Wycliffe se intensificaram, acusando-o de blasfêmia, orgulho e heresia. Enquanto isso, os partidos no Parlamento inglês pareciam convictos de que os monges poderiam ser melhor controlados se fossem aliviados de suas obrigações seculares.
É importante lembrar que, neste período, desenrolava-se a Guerra dos Cem Anos entre a França e a Inglaterra. Na Inglaterra daquele tempo, tudo que era identificado como francês era visto como inimigo e nessa visão se incluiu a Igreja, pois havia transferido sua sede de Roma para Avignon, na França. A elite inglesa (realeza, parlamento e nobreza) reagia à idéia de enviar dinheiro aos papas, esta era uma atitude vista como ajuda ao sustento do próprio inimigo. Neste ambiente hostil à França e à Igreja, um teólogo como Wyclif desfrutou quase imediatamente de grande apoio, não apenas político, como também popular, despertando o nacionalismo inglês.
Em 22 de maio de 1377, o Papa Gregório XI, que em janeiro havia abandonado Avignon para retornar a sede da Igreja a Roma, expediu uma bula contra Wycliffe, declarando que suas 18 teses eram errôneas e perigosas para a Igreja e o Estado. O apoio de que Wycliffe desfrutava na corte e no parlamento tornaram a bula sem efeito prático, pois era geral a opinião de que a Igreja estava exaurindo os cofres ingleses.
Poder Real x Poder Eclesiástico
Ao mesmo tempo em que defendia que a Igreja deveria retornar à primitiva pobreza dos tempos apostólicos, Wycliffe também entendia que o poder da Igreja devia ser limitado às questões espirituais, sendo o poder temporal exercido pelo Estado, representado pelo rei. Seu livro
De officio regis defendia que o poder real também era originário de Deus, encontrava testemunho nas Escrituras Sagradas, quando Cristo aconselhou "dar a César o que é de César". Era pecado, em sua opinião, opor-se ao poder do rei e todas as pessoas, inclusive o clero, deveriam pagar-lhe tributos. O rei deve aplicar seu poder com sabedoria e suas leis devem estar de acordo com as de Deus. Das leis de Deus se deriva a autoridade das leis reais, inclusive daquelas em que o rei atua contra o clero, porque se o clero negligencia seu ofício, o rei deve chama-lo a responder diante de si. Ou seja, o rei deve possuir um "controle evangélico" e quem serve à Igreja deve submeter-se às leis do Estado. Os arcebispos ingleses deveriam receber sua autoridade do rei (não do papa).
Este livro teve grande influência na reforma da Igreja, não apenas na Inglaterra, que sob Henrique VIII passaria a ter a igreja subordinada ao Estado e o rei como chefe da Igreja, mas também na Boêmia e na Alemanha. Especialmente interessantes são também os ensinamentos que Wycliffe endereça aos reis, para que protejam seus teólogos. Ele sustentava que, já que as leis do rei devem estar de acordo com as Escrituras, o conhecimento da Bíblia é necessário para fortalecer o exercício do poder real. O rei deveria cercar-se de teólogos para aconselha-lo na tarefa de proclamar as leis reais.
Wycliffe e o Papado
Os escritos de Wycliffe em seus seis últimos anos incluem contínuos ataques ao papado e à hierarquia eclesiástica da época. Nem sempre foi assim, entretanto. Seus primeiros escritos eram muito mais moderados e, à medida que as relações de Wyclif com a Igreja foram se deteriorando, os ataques cresceram em intensidade.
Na questão relacionada ao cisma da Igreja, com papas reivindicando em Roma e Avignon a liderança da Igreja, Wycliffe entendia que o cristão não precisa de Roma ou Avignon, pois Deus está em toda parte. "Nosso papa é o Cristo", sustentava. Em sua opinião, a Igreja poderia continuar existindo mesmo sem a existência de um líder visível, por outro lado os líderes poderiam surgir naturalmente, desde que vivessem e exemplificassem os ensinamentos de Jesus.
Contra as Ordens Monásticas
A batalha de Wycliffe contra as ordens monásticas (que ele chamava de "seitas") iniciou-se por volta de 1377 e alongou-se até sua morte. Wycliffe afirmou que o papado imperialista era suportado por estas "seitas", que serviam ao domínio do papa sobre as nações daquele tempo. Em vários de seus escritos, como
Trialogus, Dialogus, Opus evangelicum e alguns sermões, Wycliffe dizia que a Igreja não necessitava de novas "seitas" e que eram suficientes os ensinos dos três primeiros séculos de existência da Igreja. Defendia que as ordens monásticas não eram suportadas pela Bíblia e deveriam ser abolidas, junto com suas propriedades. O povo então se insurgiu contra os monges e podemos observar os maiores efeitos dessa insurreição na Boêmia, anos mais tarde, com a revolução hussita. Na Inglaterra, entretanto, o resultado não foi o esperado por Wycliffe: as propriedades acabaram nas mãos dos grandes barões feudais.A Bíblia Inglesa
Wyclif organizou um projeto de tradução das Escrituras, defendendo que a Bíblia deveria ser a base de toda a doutrina da Igreja e a única norma da fé cristã. Sustentava que o papa ou os cardeais não possuíam autoridade para condenar suas 18 teses, pois Cristo é a cabeça da Igreja e não os papas.
"A verdadeira autoridade emana da Biblia, que contém o suficiente para governar o mundo", cita Wycliffe em seu livro
De sufficientia legis Christi. Wycliffe afirmava que na Bíblia se encontra a verdade, a fonte fundamental do Cristianismo e que, por isso, sem o conhecimento da Bíblia não haveria paz na Igreja e na sociedade. Com isso, contrapunha a autoridade das escrituras à autoridade papal: "Enquanto temos muitos papas e centenas de cardeais, suas palavras só podem ser consideradas se estiverem de acordo com a Bíblia". Idêntico princípio seguiria Lutero mais de 100 anos depois, ao liderar a Reforma Protestante.
Wycliffe acreditava que a Bíblia deveria ser um bem comum de todos os cristãos e precisaria estar disponível para uso cotidiano, na língua nativa das populações. A honra nacional requeria isto, desde quando os membros da nobreza passaram a possuir exemplares da Bíblia em língua francesa. Partes da Bíblia já haviam sido traduzidas para o inglês, mas não havia uma tradução completa. Wycliffe atribuiu a si mesmo esta tarefa. Embora não se possa definir exatamente a sua parte na tradução (que foi baseada na Vulgata), não há dúvidas de que foi sua a iniciativa e que o sucesso do projeto foi devido à sua liderança. A ele devemos a tradução clara e uniforme do Novo Testamento, enquanto seu amigo Nicholas de Hereford traduziu o Antigo Testamento. Ambas as traduções foram revisadas por John Purvey em 1388, quando então a população em massa teve acesso à Bíblia em idioma inglês, ao mesmo tempo que se ouvia dos críticos: "a jóia do clero tornou-se o brinquedo dos leigos".
Mas, cabe fazer algumas ressalvas. Durante a Idade Média os livros eram raros e caros por serem feitos à mão, a Bíblia não era exceção. O uso exclusivo do Latim era comum a todos os livros dado a universalidade da língua e o seu reconhecimento erudito e intelectual na Europa Ocidental, regra válida também para a Bíblia. A tradução de Wycliffe da Bíblia para o inglês pode ser entendida como mais movida pelo nacionalismo inglês e menos por uma inclinação popular de democratização de acesso. Os pobres continuaram sem ter acesso a mesma por dois motivos: o primeiro é que era cara por sua confecção ainda manual e segundo o povo continuava analfabeto. A grande difusão da Bíblia só foi de fato possível com a invenção da imprensa no século XV e a universalização da educação a partir do século XIX. Então, somente após o século XIX reuniram-se as condições para a Bíblia se tornar um livro popular.
Apesar do empenho da hierarquia eclesiástica em destruir as traduções em razão do que consideravam como erros de tradução e comentários equivocados, ainda existem ao redor de 150 manuscritos, parciais ou completos, contendo a tradução em sua forma revisada. Disso podemos inferir o quão difundida essa tradução foi no século XV, razão pela qual os partidários de Wyclif eram chamados de "homens da Bíblia" por seus críticos. Assim como a versão de Lutero teve grande influência sobre a língua alemã, também a versão de Wycliffe influenciou o idioma inglês, pela sua clareza, força e beleza.
A Bíblia de Wycliffe, como passou a ser conhecida, foi amplamente distribuída por toda a Inglaterra. A Igreja a denunciou como uma tradução não autorizada.
Wycliffe e os Lolardos
Contrário à rígida hierarquia eclesiástica, Wycliffe defendia a pobreza dos padres e os organizou em grupos para divulgar os ensinos de Cristo. Estes padres (mais tarde chamados de "lolardos") não faziam votos nem recebiam consagração formal, mas dedicavam sua vida a ensinar o Evangelho ao povo. Estes pregadores itinerantes espalharam os ensinos de Wycliffe pelo interior da Inglaterra, agrupados dois a dois, de pés descalços, usando longas túnicas e carregando cajados nas mãos.
Em meados de 1381 uma insurreição social amedrontou os grandes proprietários ingleses e o rei Ricardo II foi levado a crer que os lolardos haviam contribuído com ela. Ele ordenou à Universidade de Oxford (que havia sido reduto de líderes insurretos) que expulsasse Wyclif e seus seguidores, apesar destes não haverem apoiado qualquer movimento rebelde. O rei proibiu a citação dos ensinos de Wycliffe em sermões e mesmo em discussões acadêmicas, sob pena de prisão para os infratores.
O Legado de Wycliffe
Wycliffe então se retirou para sua casa em Lutterworth, onde reuniu sábios que o auxiliaram na tarefa de traduzir a Bíblia do latim para o inglês. Enquanto assistia à missa em Lutterworth, no dia 28 de dezembro de 1384, foi acometido por um ataque de apoplexia, falecendo 3 dias depois, no último dia do ano.
A influência dos escritos de Wyclif foi muito grande em outros movimentos reformistas, em particular sobre o da Boêmia, liderado por Jan Huss e Jerônimo de Praga. Para frear tais movimentos, a Igreja convocou o Concílio de Constança (1414 – 1418). Um decreto deste Concílio (expedido em 4 de maio de 1415) declarou Wycliffe como herético, recomendou que todos os seus escritos fossem queimados e ordenou que seus restos mortais fossem exumados e queimados, o que foi cumprido 12 anos mais tarde pelo Papa Martinho V. Suas cinzas foram jogadas no rio Swift, que banha Lutterworth.





BIBLIOGRAFIA

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