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sábado, 15 de junho de 2013

493-OS PAIS DA IGREJA




Os Pais da Igreja

SUMARÁRIO: Introdução; I. Patrística, um patrimônio de toda a cristandade; II. O que é a Patrística; III. Os pais apostólicos; IV. Os pais apologistas; V. Os pais polemistas; VI. Os dogmáticos. Conclusão. Questionário.

INTRODUÇÃO

Houve tempo em que as obras dos pais da Igreja só eram acessíveis aos que dominavam o grego e o latim. Os demais teólogos, ainda que bem preparados academicamente, viam-se na contingência de se conformar com os excertos garimpados nos intérpretes da patrologia. Aliás, também não eram muitos os clássicos brasileiros versados nas duas principais línguas da civilização ocidental. Machado de Assis, por exemplo, chegou a aventurar-se pelo universo de Homero. Não sabemos porém se, nesta empreitada, logrou algum êxito. Em sua época, nossos escritores valorizavam mais o francês do que o latim e o grego.

Semelhante dificuldade era enfrentada pelos portugueses. Se por um lado, Latino Coelho trabalhava  com singular mestria as línguas clássicas; por outro, grande parte de seus coevos, apesar de serem mestres no vernáculo de Camões, mui pouco sabiam das línguas de Péricles e de Vergílio. O professor Mario A. Santiago de Carvalho, da Universidade de Coimbra, reconhecia a limitação de seus compatriotas: “Ainda está por fazer a história e o exame dos estudos sobre a Patrística em Portugal, particularmente no âmbito alheio ao Universitário e/ou no ambiente romântico”.

Todavia, não podemos esquecer-nos da contribuição de Oliveira Martins ao estudo da patrística. O mais ilustre dos historiadores portugueses, fascinado pelos pais da Igreja, empreendeu uma exaustiva pesquisa sobre os primeiros teólogos do Cristianismo. Em 1878, publica ele 
O Helenismo e a Civilização Cristã. Nesta obra, observa Martins que os problemas que fustigavam os pais da Igreja eram os mesmos que se abatiam sobre o Cristianismo de seu tempo.

Hoje, além das Sagradas Escrituras, também contamos com o auxílio de uma patrística exaustivamente pesquisada. Traduzida com esmero, acha-se ao alcance de todos os que se interessam por uma literatura lidimamente cristã. Embora transcorridos todos esses séculos, seus autores ainda são admirados pela eloqüência, coragem e audácia em sua apologia das verdades absolutas e eternas do Cristianismo. Antes de mais nada, conscientizemo-nos: a patrística não é um monopólio da Igreja Católica; é um patrimônio de toda a cristandade.  

I. PATRÍSTICA – UM PATRIMÔNIO DE TODA A CRISTANDADE

Antônio Vieira, o maior representante da oratória sacra da língua portuguesa, costumava ilustrar os seus sermões com extratos e histórias dos pais da Igreja. Profundo conhecedor da literatura clássica, transitava desenvolto pelo universo greco-latino. Quem não se encanta com o 
Sermão da Sexagésima? Acredito que Vieira não se destaca apenas no universo lusófono. Ao lado de Bossuet e Crisóstomo, pontifica-se entre os maiores púlpitos da cristandade.

Bernardes, sempre polido e terso, também refez o caminho dos pais eclesiásticos, ornando, de um modo singelamente belo, sua 
Nova Floresta. Nas histórias que conta e nas máximas que cita, mostra sua vasta cultura clássica. E como sói acontecer com um erudito de sua envergadura, traz os pais da igreja às suas páginas num estilo que, até hoje, serve de modelo aos escritores brasileiros e portugueses.

Hoje, ambos os autores constituem-se em leitura obrigatória daqueles que almejam aprender, de fato, a língua lusíada.

Depois de Vieira e Bernardes, quase nenhum teólogo, quer em Portugal, quer no Brasil, pôs-se a cultivar os pais da igreja como eles realmente merecem. Conforme já ressaltamos, tinha-se a impressão, até bem recentemente, de que a patrística era monopólio católico. Todavia, com o aprofundamento dos estudos teológicos pelos evangélicos, viemos a redescobrir os primeiros doutores da igreja como uma dádiva a toda a cristandade. Haja vista que, tanto Lutero quanto Calvino, eram íntimos daqueles homens que, num momento particularmente difícil do povo de Deus, saíram em defesa do autêntico Cristianismo.

II. O QUE É A PATRÍSTICA

O que é a patrística? Se o teólogo, por conseguinte, se propuser a conhecer, sincrônica e diacronicamente, uma doutrina das Sagradas Escrituras, terá de recorrer, necessariamente, á patrística.

1. Patrística. Oriundo do latim eclesiástico, o termo 
patristica designa a disciplina que tem por objeto a doutrina formulada pelos mestres da Igreja Cristã nos primeiros oito séculos de nossa era. Eram aqueles teólogos conhecidos como pais da igreja não apenas pelo respeitável saber da Palavra de Deus, mas principalmente pelo seráfico zelo demonstrado pelo rebanho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Alguns deles, aliás, vieram a selar a fé com o próprio sangue. A patrística é conhecida, também, como patrologia. Se o primeiro vocábulo considera apenas a doutrina, o segundo reconsidera tanto esta como a vida dos pais da igreja.

2. Ministério dos pais da igreja. Três foram os principais ministérios exercidos pelos pais eclesiásticos: apologético, polêmico e dogmático.

Em primeiro lugar, saíram eles em defesa dos cristãos que, aos milhares, eram martirizados por sua fé. Ousada e corajosamente, enviaram diversos documentos às autoridades romanas, provando serem os discípulos de Cristo bons cidadãos e cumpridores de seus deveres; não se justificava, portanto, a perseguição que contra estes era movida. Entre os apologistas, destaca-se Tertuliano (155-220). Em sua 
Apologia, apresenta uma brilhante defesa dos cristãos ante as autoridades imperiais de Roma.

Logo em seguida, expuseram-se eles a resguardar a santíssima fé contra aqueles que, saídos da Igreja Cristã, buscavam persegui-la com suas doutrinas alienígenas e exóticas. Algumas dessas celeumas levaram os líderes a reunirem-se em concílio, preservando a pureza da teologia cristã. Entre os que mais se destacaram na área da polêmica, acha-se Atanásio (295-373), conhecido como o pai da ortodoxia bíblica.

Finalmente, os pais da igreja puseram-se a compendiar as verdades cristãs em sistemas, objetivando fortalecer cada ponto doutrinário. Conhecido como período dogmático, ou científico, mostrou-se este mui importante ao desenvolvimento de nossa teologia; foi exatamente nessa quadra da história da Igreja que surgiram as primeiras teologias sistemáticas.

3. A designação dos pais da igreja. Hoje, os pais da igreja são considerados, com justa razão, os maiores teólogos do Cristianismo. Em seu tempo, porém, o título era reservado, exclusivamente, aos profetas hebreus e apóstolos de Nosso Senhor. Somente mereciam receber a vênia de teólogos os que se punham a salvaguardar a sã doutrina como Atanásio, Basílio e Gregório Nazianzeno.

4. Raio de ação da patrística. A patrística teve início com o fim da idade apostólica e terminou no século VIII. Depois de quase dois milênios, a influência dos pais da igreja na história subseqüente do Cristianismo ainda é considerável. Aliás, são eles mais publicados, hoje, do que em sua própria época.

5. As principais divisões da patrística. De modo geral, estas são as principais divisões da patrística: pais apostólicos, apologistas, polemistas e dogmáticos. De cada uma dessas divisões, iremos tratar apenas dos teólogos mais representativos devido ao pouco espaço de que dispomos. 

III. OS PAIS APOSTÓLICOS

Assim são designados os pais da igreja que tiveram uma relação quase que direta com os apóstolos  de Nosso Senhor. Esses homens também se destacaram na edificação doutrinal da igreja logo após o encerramento do período do Novo Testamento. Entre os pais apostólicos, estes foram os que mais se destacaram: Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, Pápias e Policarpo.

1. Clemente de Roma. Segundo a tradição católica, Clemente de Roma foi o terceiro papa; deu-se o seu pontificado entre 92-101. Discípulo de Pedro e de Paulo, destacou-se por seu trabalho na confirmação das ovelhas de Nosso Senhor. Foi ele identificado por Orígenes como o Clemente mencionado por Paulo na Epístola aos Filipenses (Fp 4.3). Acredita-se fosse ele de origem judaica.

De sua obra resta-nos a epístola que ele, em 95, enviou à igreja de Corinto. É a primeira obra cristã a ser produzida depois do Novo Testamento. A carta de Clemente era tão importante que chegou a fazer parte do cânon sagrado no Egito e na Síria.

Teologicamente, a obra não tem muita importância. No entanto, historicamente, devido às interpolações que sofreria ao longo dos séculos, a carta dá foros de autenticidade à instituição papal. Clemente referiu-se, por exemplo, à estadia de Pedro em Roma, onde teria o apóstolo assumido a máxima chefia da Igreja Católica. A cidade, contudo, não é mencionada como a sede da Igreja Cristã. Teria ele, realmente, escrito tal obra? Ou não passa esta de um daqueles famosos apócrifos, cujo objetivo era dar legitimidade às pretensões hegemônicas da Igreja Católica?

2. Inácio de Antioquia. Bispo de Antioquia, nasceu Ignácio na Síria por volta do ano 50, onde exerceu grande parte de seu ministério. Em virtude de não abrir mão de suas convicções, foi ele condenado pelo imperador Trajano (98-117) a ser supliciado pelas feras. Não se conhece outros detalhes quer de sua vida, quer de seu ministério junto à comunidade cristã da Síria. Conhecemo-lo também como 
ho Teophoros. Ele escreveu sete cartas enquanto era conduzido a Roma para ser executado. As cartas eram dirigida às igrejas de Éfeso, Magnésia, Trália, Filadélfia, Esmirna, Roma e ao pastor de Esmirna, Policarpo – seu amigo mui chegado.

Em suas cartas, trata de diversos assuntos: o ministério profético na Igreja Cristã, a Santa Ceia e o primado da igreja de Roma sobre as demais. Acerca deste último tema, provavelmente suas obras hajam sofrido uma interpolação daqueles que defendiam a igreja como uma sé real.

3. Pápias. Bispo de Hierápolis na Ásia Menor, foi amigo de Policarpo e, segundo algumas fontes, chegou a ouvir diversos sermões do apóstolo João. Por volta do ano 130, redigiu uma obra, objetivando dar uma 
Explicação dos Ditos do Senhor.

De sua teologia, ressaltamos sua ênfase quanto ao milenarismo. Defendia que, no final dos tempos, viria o Senhor Jesus implantar, aqui na terra, um reino com a duração de mil anos, afinando-se, assim, com a maioria dos teólogos da Igreja Cristã.

4. Policarpo. Segundo vários testemunhos, era Policarpo discípulo do apóstolo João. No ano 156, depois de haver retornado de Roma, foi condenado à morte em virtude do testemunho cristão que ele, ousadamente, prestou ante as autoridades romanas.

Pouco antes de ser martirizado, escreveu diversas epístolas, das quais somente a endereçada aos filipenses nos chegou. Nessa carta, defende a encarnação de Nosso Senhor. Dessa forma, mostrava sua desaprovação aos gnósticos e docetistas que negavam a plena humanidade e divindade de Cristo. Eclesiasticamente, mostra como a igreja em Filipos era governada por um conjunto de presbíteros.

5. Hermas. Judeu convertido ao Cristianismo, narra Hermas as visões que teve em Roma no pontificado de Pio I. Dessa obra, mais conhecida como o 
Pastor de Hermas, só nos chegaram fragmentos que, reunidos, dificilmente reconstroem o seu conteúdo original. De acordo com o testemunho de Orígenes, a obra era lida em público em várias igrejas.

Além de Hermas referir-se ao perdão como sacramento, afiança que, sem o batismo, o pecador jamais alcançará a vida eterna. No que tange à Trindade, Hermas parece não ter compreendido muito bem o ensino do Novo Testamento. E ao discorrer sobre a Igreja de Cristo, tem-na como a primeira das criaturas pelo fato de ela ter sido criada no mundo.  

IV. OS APOLOGISTAS DA FÉ CRISTÃ

Até Constantino, foram os cristãos cruelmente perseguidos pelas autoridades romanas. Isto porque, além de não prestarem culto às divindades imperiais, apregoavam eles uma fé exclusivista no único e verdadeiro Deus, recusando-se terminantemente a prestar vênias divinas a César. Para se vingarem, os romanos puseram-se a reprimi-los, utilizando-se da formidável máquina do Estado. E as calúnias de que eram alvo? Acusados de incesto, dissolução, conspiração contra a lei e antropofagia, olhavam-nos todos como os párias da sociedade. Em sua defesa, saíram homens de inteligência invulgar como, por exemplo, Tertuliano e Justino, o Mártir.

1. Tertuliano. Um dos mais afamados doutores latinos, Tertuliano (155-220) viria adotar, já no final de sua vida, o montanismo. Foi ele quem criou o termo Trindade. Com Tertuliano, os cristãos ocidentais aprenderam também a ter uma visão harmônica da fé e da razão. Acreditava ele, firmemente, na atualidade do batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. Foi um escritor profícuo e apaixonado.

Como advogado, saiu em defesa dos cristãos, mostrando às autoridades romanas o absurdo das acusações que lhes assacavam. Em sua obra intitulada 
Aos pagãos, reivindica a liberdade religiosa aos discípulos de Cristo.

2. Justino, o Mártir. Justino (100-165) nasceu na Palestina e, a princípio, dedicou-se à Filosofia. Já convertido, passou a defender a Igreja junto ao Império Romano. Entre as suas 
Apologias, a mais célebre foi a que dirigiu, por volta do ano 150, ao imperador Antonino Pio. Justino morreu como mártir.  

V. OS POLEMISTAS

Com a expansão do Cristianismo, muitos elementos estranhos e indiferentes à sã doutrina puseram-se a semear, entre os santos, a heresia e, com esta, a apostasia e a rebelião contra Cristo. Para combater à cizânia, saíram em defesa da santíssima fé, entre outros, Irineu, Cipriano e Atanásio. Nesses embates, prevaleceram eles, realçando a beleza, a cristalinidade e a firmeza dos ensinamentos de Nosso Senhor.

1. Irineu. Um dos primeiros doutores da igreja grega, Irineu (130-200) foi bispo de Lion. É dele a chamada teoria da recapitulação, segundo a qual Cristo assumiu a natureza humana e, através de sua obediência e submissão, possibilitou a restauração da descendência de Adão.

Ele é considerado o maior teólogo do II século. Sua obra 
Contra os Hereges é um rico banco de dados sobre as heteredoxias, principalmente o gnosticismo.

2. Cipriano. Bispo e teólogo de Cartago, Cipriano (200-258) foi um dos que mais atuaram para que as doutrinas cristãs fossem estabelecidas e consolidadas. Em virtude de seu testemunho, foi decapitado nos arredores de Cartago.

Polemista, enfrentou Novaciano que, desprezando a Igreja como o Corpo Místico de Cristo, semeava cismas e apostasias entre os seguidores do Nazareno. Usando de uma linguagem enérgica, afirmou Cipriano que Novaciano não passava de um emissário de Satanás, pois somente este ousaria intentar contra a integridade da Igreja.

A doutrina de Cipriano, porém, acabaria por sofrer várias interpolações por parte dos romanistas, visando fortalecer a instituição papal. Aliás esta é a opinião de César Vidal Manzanares em seu
Dicionário de Patrística lançado no Brasil pela Editora Santuário. Sua obra, por conseguinte, foi desfigurada em sua essência; hoje, torna-se difícil saber o que Cipriano realmente escreveu.

3. Atanásio. Patriarca de Alexandria, nasceu Atanásio em 298 e morreu em 373. Ele foi, sem dúvida alguma, um dos mais destacados pais da igreja. Conhecido também como o patrono da ortodoxia, muito lutou por manter a pureza da sã doutrina. Ainda diácono, contribuiu decisivamente para a condenação da heresia ariana em 325 no Concílio de Nicéia. Diante de todos os príncipes da igreja, ali reunidos, deixou Atanásio bem claro ser Jesus Cristo verdadeiro homem e verdadeiro Deus. A divindade do Nazareno, ele a defende na 
Apologia contra os arianos.

VI. OS PAIS DOGMÁTICOS

Além de apologistas e polemistas, dedicaram-se também os pais da igreja a sistematizar a doutrina cristã, visando dogmatizá-la e livrá-la das heresias que, nesse período, campeavam no Oriente e no Ocidente. Entre os pais da igreja que mais se destacaram na sistematização encontram-se João Damasceno e Agostinho. Os pais dogmáticos são conhecidos, igualmente, como pais científicos.

A primeira tentativa de se ordenar sistematicamente a doutrina cristã foi empreendida por Orígenes (185-254) em seus 
Princípios Introdutórios.

1. Agostinho. Natural de Hipona, na África, Agostinho nasceu por volta 354. Embora não seja rigorosamente um teólogo sistemático, ele muito contribuiu para que hoje tivéssemos as dogmáticas. De suas obras, a que mais se parece com uma teologia sistemática é a Doutrina Cristã. Sistemáticas ou não, suas obras acabaram por influenciar os teólogos subseqüentes, inclusive protestantes. Haja vista Martinho Lutero e João Calvino.

Além da obra já mencionada, escreveu ainda Agostinho as 
Confissões e A Cidade de Deus. E os seus comentários bíblicos? Sem dúvida, foi ele um dos maiores teólogos de todos os tempos. Piedoso, apesar de imperfeito, demonstra um singular amor por Deus e por seu Cristo. Eloqüente, era primeiro, orante; depois, orador. Suas obras, aliás, são uma oração, meiga e doce, ao Senhor que jamais deixou de atentar aos que, humildemente, o buscam.

2. João Damasceno. O sistema mais completo do ainda chamado período patrístico foi construído por João Damasceno (700-760). O seu 
Sumário de Fé Ortodoxa é considerado a primeira Teologia Sistemática propriamente dita. Damasceno é o maior teólogo da Igreja Católica Grega. A partir daí, foram os teólogos conscientizando-se da importância de apresentar as verdades do Cristianismo de forma dogmática e sistematizada.

Sem dúvida, de suas 150 obras, o 
Sumário de Fé Ortodoxa que, traduzido para o latim, tornou-se um dos principais textos da Escolástica. Compendiando os pais capadócios, muito ajudou os teólogos latinos a compreenderem os mistérios da fé cristã segundo ensinavam João Crisóstomo, Gregório Nazianzeno e Basílio. É uma antologia da patrística segundo os rigores da ortodoxia.

CONCLUSÃO

Alguém afirmou, certa vez, que devemos tomar muito cuidado com a teologia produzida por geração espontânea. Estaria referindo-se ele à teologia liberal? Acredito que sim. Eis porque devemos voltar-nos aos chamados pais da igreja, a fim de aprender com aqueles homens que, posto que imperfeitos, voltavam-se à Palavra de Deus com redobrado amor e piedade.

O teólogo alemão, Bernardo Bartmann, considera os pais da igreja, logo após a Bíblia Sagrada, uma das principais fontes da dogmática cristã. Insurgindo-se contra os liberais, garantia Bartmann ser a Bíblia a nossa principal fonte de onde haurimos o escopo de nossa dogmática. Num tempo como o nosso, marcado pela apostasia, temos de aprender com os pais da igreja que, na defesa da santíssima fé, jamais consideraram demasiadamente preciosa a própria vida.

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Os Santos Padres da Igreja
hamamos de «Padres da Igreja» (Patrística) aqueles grandes homens da Igreja, aproximadamente do século II ao século VII, que foram no Oriente e no Ocidente como que «Pais» da Igreja, no sentido de que foram eles que firmaram os conceitos da nossa fé, enfrentaram muitas heresias e, de certa forma foram responsáveis pelo que chamamos hoje de Tradição da Igreja; sem dúvida, são a sua fonte mais rica. Certa vez disse o Cardeal Henri de Lubac:
«Todas as vezes que, no Ocidente tem florescido alguma renovação, tanto na ordem do pensamento como na ordem da vida – ambas estão sempre ligadas uma à outra – tal renovação tem surgido sob o signo dos Padres.»
Gostaria de apresentar aqui ao menos uma relação, ainda que incompleta, desses gigantes da fé e da Igreja, que souberam fixar para sempre o que Jesus nos deixou através dos Apóstolos.
Em seguida, vamos estudar um pouco daquilo que eles disseram e escreveram, a fim de que possamos melhor conhecer a Tradição. [...]

1.  S. Clemente de Roma (†102), Papa de Roma (88 - 97)
2.  Santo Inácio de Antioquia (†110)
3.  Aristides de Atenas (†130)
4.  São Policarpo de Esmira (†156)
5.  Pastor de Hermas (†160)
6.  Aristides de Atenas (†160)
7.  São Hipólito de Roma (160 - 235)
8.  São Justino (†165)
9.  Militão de Sardes (†177)
10.              Atenágoras (†180)
11.              São Teófilo de Antioquia (†181)
12.              Orígenes de Alexandria (184 - 254)
13.              Santo Ireneu (†202)
14.              Tertuliano de Cartago (†220)
15.              São Clemente de Alexandria (†215)
16.              Metódio de Olimpo (sec.III)
17.              São Cipriano de Cartago (210-258)
18.              Novaciano (†257)
19.              São Atanásio de Alexandria(295 -373)
20.              São Efrém - (306 - 373), diácono, Mesopotânia
21.              São Hilário de Poitiers - bispo (310 - 367)
22.              São Cirilo de Jerusalém, bispo (315 - 386)
23.              São Basílio Magno, bispo (330 - 369) - Cesaréia
24.              São Gregório Nazianzeno - (330 - 379), bispo
25.              São Ambrósio - (340 - 397), bispo, Treves - Itália
26.              Eusébio de Cesaréia (340)
27.              São Gregório de Nissa (340)
28.              Prudêncio (384 - 405)
29.              São Jerônimo ( 348 - 420), presbítero Strido, Itália
30.              São João Cassiano (360 - 407)
31.              São João Crisóstomo - (349 - 407), bispo
32.              São Agostinho - (354 - 430), bispo
33.              Santo Efrém (†373)
34.              Santo Epifânio (†403)
35.              São Cirilo de Alexandria - (370 - 442), bispo
36.              São Pedro Crisólogo - (380 - 451), bispo, Itália
37.              São Leão Magno (400 - 461), papa de Roma - Toscana, Itália
38.              São Paulino de Nola (†431) - Sedúlio (sec V)
39.              São Vicente de Lerins (†450)
40.              São Pedro Crisólogo (†450)
41.              São Bento de Núrcia (480 - 547)
42.              São Venâncio Fortunato (530-600)
43.              São Ildefonso de Toledo (617 - 667)
44.              São Máximo Confessor (580-662)
45.              São Gregório Magno (540 - 604), Papa de Roma
46.              São Ildefonso de Sevilha (†636)
47.              São Germano de Constantinopla - (610-733)
48.              São João Damasceno (675 - 749), bispo, Damasco
Neste capítulo vamos apresentar um pouco daquilo que esses grandes Padres da Igreja escreveram; isto nos ajudará a compreender melhor o que é a Sagrada Tradição da Igreja. Veremos de onde vem a fonte de tudo aquilo que cremos e vivemos na Igreja [...]
São Clemente de Roma (†102), Papa (88-97), foi o terceiro sucessor de São Pedro, nos tempos dos imperadores romanos Domiciano e Trajano (92 a 102). No depoimento de Santo Ireneu “ele viu os Apóstolos e com eles conversou, tendo ouvido diretamente a sua pregação e ensinamento”. (Contra as heresias)
Santo Inácio de Antioquia (†110) foi o terceiro bispo da importante comunidade de Antioquia, fundada por São Pedro. Conheceu pessoalmente São Paulo e São João. Sob o imperador Trajano, foi preso e conduzido a Roma onde morreu nos dentes dos leões no Coliseu. A caminho de Roma escreveu Cartas às igreja de Éfeso, Magnésia, Trales, Filadélfia, Esmirna e ao bispo S. Policarpo de Esmirna. Na carta aos esmirnenses, aparece pela primeira vez a expressão “Igreja Católica”.
Aristides de Atenas († 130) foi um dos primeiros apologistas cristãos; escreveu a sua Apologia ao imperador romano Adriano, falando da vida dos cristãos.
São Policarpo (†156)  foi bispo de Esmirna, e uma pessoa muito amada. Conforme escreve Santo Irineu, que foi seu discípulo, Policarpo foi discípulo de São João Evangelista. No ano 155 estava em Roma com o Papa Niceto tratando de vários assuntos da Igreja, inclusive a data da Páscoa. Combateu os hereges gnósticos. Foi condenado à fogueira; o relato do seu martírio, feito por testemunhas oculares, é documento mais antigo deste gênero (publicado neste livro).
Hermas (†160) era irmão do Papa São Pio I, sob cujo pontificado escreveu a sua obra Pastor. suas visões de estilo apocalíptico. 
Didaquè (ou Doutrina dos Doze Apóstolos) é como um antigo catecismo, redigido entre os anos 90 e 100, na Síria, na Palestina ou em Antioquia. Traz no título o nome dos doze Apóstolos. Os Padres da Igreja mencionaram-na muitas vezes. Em 1883 foi encontrado um seu manuscrito grego.
São Justino (†165), mártir nasceu em Naplusa, antiga Siquém, em Israel; achou nos Evangelhos “a única filo proveitosa”, filósofo, fundou uma escola em Roma. Dedicou a sua Apologias ao Imperador romano Antonino Pio, no ano 150, defendendo os cristãos; foi martirizado em Roma.
Santo Hipólito de Roma (160-235) discípulo de santo Irineu (140-202), foi célebre na Igreja de Roma, onde Orígenes o ouviu pregar. Morreu mártir. Escreveu contra os hereges, compôs textos litúrgicos, escreveu a Tradição Apostólica onde retrata os costumes da Igreja no século III: ordenações, catecumenato, batismo e confirmação, jejuns, ágapes, eucaristia, ofícios e horas de oração, sepultamento, etc.
Melitão de Sardes (†177) foi bispo de Sardes, na Lídia, um dos grandes luminares da Ásia Menor. Escreveu a Apologia, dirigida ao imperador Marco Aurélio.
Atenágoras (†180) era filósofo em Atenas, Grécia, autor da Súplica pelos Cristãos, apologia oferecida em tom respeitoso ao imperador Marco Aurélio e seu filho Cômodo; escreveu também o tratado sobre A Ressurreição dos mortos, foi grande apologista.
São Teófilo de Antioquia (†após 181) nasceu na Mesopotâmia, converteu-se ao cristianismo já adulto, tornou-se bispo de Antioquia. Apologista, compôs três livros, a Autólico.
Santo Ireneu (†202) nasceu na Ásia Menor, foi discípulo de são Policarpo (discípulo de são João), foi bispo de Lião, na Gália (hoje França). Combateu eficazmente o gnosticismo em sua obra Adversus Haereses (Refutação da Falsa Gnose) e a Demonstração da Preparação Apostólica. Segundo são Gregório de Tours (†594), são Irineu morreu mártir. É considerado o “príncipe dos teólogos cristãos”. Salienta nos seus escritos a importância da Tradição oral da Igreja, o primado da Igreja de Roma (fundada por Pedro e Paulo).
Santo Hilário de Poitiers (316-367), doutor da Igreja, foi bispo de Poitiers, combateu o arianismo, foi exilado pelo imperador Constâncio, escreveu a obra Sobre a Santíssima Trindade.
São Clemente de Alexandria (†215) Seu nome é Tito Flávio Clemente, nasceu em Atenas por volta de 150. Viajou pela Itália, Síria, Palestina e fixou-se em Alexandria. Durante a perseguição de Setímio Severo (203), deixou o Egito, indo para a Ásia Menor, onde morreu em 215. Seu grande trabalho foi tentar a aliança do pensamento grego com a fé cristã. Dizia: “Como a lei formou os hebreus, a filo formou os gregos para Cristo”. 
Orígenes (184-254) Nasceu em Alexandria, Egito; seu pai Leônidas morreu martirizado em 202. Também desejava o martírio; escreveu ao pai na prisão: “não vás mudar de idéia por causa de nós”. Em 203 foi colocado à frente da escola catequética de Alexandria pelo bispo Demétrio. Em 212 esteve em Roma, Grécia e Palestina. A mãe do imperador Alexandre Severo, Júlia Mammae, chamou-o a Antioquia para ouvir suas lições. Morreu em Cesaréia durante a perseguição do imperador Décio. 
Tertuliano de Cartago (†220), norte da África, culto, era advogado em Roma quando em 195 se converteu ao Cristianismo, passando a servir a Igreja de Cartago como catequista. Combateu as heresias do gnosticismo, mas se desentendeu com a Igreja Católica. É autor das frases: “Vede como se amam” e “ O sangue dos mártires era semente de novos cristãos”.
São Cipriano (†258) Cecílio Cipriano nasceu em Cartago, foi bispo e primaz da África Latina. Era casado. Foi perseguido no tempo do imperador Décio, em 250, morreu mártir em 258. Escreveu a bela obra Sobre a unidade da Igreja Católica. Na obra De Lapsis, sobre os que apostataram na perseguição, narra ao vivo o drama sofrido pelos cristãos, a força de uns, o fracasso de outros. Escreveu ainda a obra Sobre a Oração do Senhor, sobre o Pai Nosso.
Eusébio de Cesaréia (260-339) bispo, foi o primeiro historiador da Igreja. Nasceu na Palestina, em Cesaréia, discípulo aí de Orígenes. Escreveu a sua Crônica e a História Eclesiástica, além de A Preparação e a Demonstração Evangélicas. Foi perseguido por Dioclesiano, imperador romano.
Santo Atanásio (295-373), doutor da Igreja, nasceu em Alexandria, jovem ainda foi viver o monaquismo nos desertos do Egito,onde conheceu o grande Santo Antão(†376), o “pai dos monges”. Tornou-se diácono da Igreja de Alexandria, e junto com o seu Bispo Alexandre, se destacou no Concílio de Nicéia (325) no combate ao arianismo. Tornou-se bispo de Alexandria em 357 e continuou a sua luta árdua contra o arianismo (Ário negava a divindade de Jesus), o que lhe valeu sete anos de exílio. São Gregório Nazianzeno disse dele: “O que foi a cabeleira para Sansão, foi Atanásio para a Igreja.”
Santo Hilário de Poitiers (316-367), doutor da Igreja, nasceu em Poitiers, na Gália (França); em 350 clero e povo o elegiam bispo, apesar de ser casado. Organizou a luta dos bispos gauleses contra o arianismo. Foi exilado pelo imperador Constâncio, na Ásia Menor, voltando para a Gália em 360, fazendo valer as decisões do Concílio de Nicéia. É chamado o “Atanásio do Ocidente”.Escreveu as obras Sobre a Fé, Sobre a Santíssima Trindade.
Santo Efrém, o Sírio (†373) doutor da Igreja é considerado o maior poeta sírio, chamado de “a cítara do Espírito Santo”. Nasceu em Nísibe, de pais cristãos, por volta de 306, deve ter participado do Concílio de Nicéia (325), segundo a tradição, com o seu bispo Tiago. Foi ordenado diácono em 338 e assim ficou até o fim da vida. Escreveu tratados contra os gnósticos, os arianos e contra o imperador Juliano, o apóstata. Escreveu belos hinos e louvores a Maria.
São Cirilo de Jerusalém (†386), doutor da Igreja, Bispo de Jerusalém, guardião da fé professada pela Igreja no Concílio de Nicéia (325). Autor das Catequeses Mistagógicas, esteve no segundo Concílio Ecumênico, em Constantinopla, em 381.
São Dâmaso (304-384), Papa da Igreja, instruído, de origem espanhola, sucedeu o Papa Libério que o ordenou diácono; obteve do Imperador Graciano o reconhecimento jurisdicional do bispo de Roma. Mandou que S. Jerônimo fizesse uma revisão da versão latina da Bíblia, a Vulgata. Descobriu e ornamentou os túmulos dos mártires nas catacumbas, para a visita dos peregrinos.
São Basílio Magno (329-379), Bispo e doutor da Igreja, nasceu na Capadócia; seus irmãos Gregório de Nissa e Pedro, são santos. Foi íntimo amigo de S. Gregório Nazianzeno; fez-se monge. Em 370 tornou-se bispo de Cesaréia na Palestina, e metropolita da província da Capadócia. Combateu o arianismo e o apolinarismo (Apolinário negava que Jesus tinha uma alma humana). Destacou-se no estudo a Santíssima Trindade (Três Pessoas e uma Essência).
São Gregório Nazianzeno (329-390), doutor da Igreja – nasceu em Nazianzo, na Capadócia, era filho do bispo local, que o ordenou padre; foi um dos maiores oradores cristãos. Foi grande amigo de São Basílio, que o sagrou bispo. Lutou contra o arianismo. Sua doutrina sobre a Santíssima Trindade o fez ser chamado de “teólogo”, que o Concílio de Calcedônia confirmou em 481.
São Gregório de Nissa (†394) foi bispo de Nissa, e depois de Sebaste, irmão de São Basílio e amigo de São Gregório Nazianzeno. Os três santos brilharam na Capadócia. Foi poeta e místico; teve grande influência no primeiro Concílio de Constantinopla (381) que definiu o dogma da SS. Trindade. Combateu o apolinarismo, macedonismo (Macedônio negava a divindade do Espírito Santo) e arianismo.
São João Crisóstomo (354-407) ( = boca de ouro), doutor da Igreja, é o mais conhecido dos Padres da Igreja grega. Nasceu em Antioquia. Tornou-se patriarca de Constantinopla, foi grande pregador. Foi exilado na Armênia por causa da defesa da fé sã. Foi proclamado pelo papa S. Pio X, padroeiro dos pregadores.
São Cirilo de Alexandria (†444) Bispo e doutor da Igreja, sobrinho do patriarca de Alexandria, Teófilo, o substituiu na Sé episcopal em 412. Combateu vivamente o Nestorianismo (Nestório negava que em Jesus havia uma só Pessoa e duas naturezas), com o apoio do papa Celestino. Participou do Concílio de Éfeso (431), que condenou as teses de Nestório. É considerado um dos maiores Padres da língua grega, e chamado o “Doutor mariano”.
São João Cassiano (360-465) recebeu formação religiosa em Belém e viveu no Egito. Foi ordenado diácono por S. João Crisóstomo, em Constantinopla, e padre pelo papa Inocêncio, em Roma. Em 415 fundou dois mosteiros em Marselha, um para cada sexo. São Bento recomendou seus escritos.
São Paulino de Nola (†431) nasceu na Gália (França), exerceu importantes cargos civis até ser batizado. Vendeu seus bens, distribuindo o dinheiro aos pobres, e com sua esposa Terásia passou a viver vida eremítica. Foi ordenado padre em 394, em 409 bispo de Nola.
São Pedro Crisólogo (†450) (= palavra de ouro) bispo e doutor da Igreja – foi bispo de Ravena, Itália. Quando Êutiques, patriarca de Constantinopla pediu o seu apoio para a sua heresia (monofisismo - uma só natureza em Cristo), respondeu: “Não podemos discutir coisas da fé, sem o consentimento do Bispo de Roma”. Temos 170 de suas cartas e escritos sobre o Símbolo e o Pai – Nosso.
Santo Ambrósio (†397), doutor da Igreja, nasceu em Tréveris, de nobre família romana. Com 31 anos governava em Milão as províncias de Emília e Ligúria. Ainda catecúmeno, foi eleito bispo de Milão, pelo povo, tendo, então recebido o batismo, a ordem e o episcopado. Foi conselheiro de vários imperadores e batizou santo Agostinho, cujas pregações ouvia. Deixou obras admiráveis sobre a fé católica.
São Jerônimo (347-420), “Doutor Bíblico” – nasceu na Dalmácia e educou-se em Roma; é o mais erudito dos Padres da Igreja latina; sabia o grego, latim e hebraico. Viveu alguns anos na Palestina como eremita. Em 379 foi ordenado sacerdote pelo bispo Paulino de Antioquia; foi ouvinte de São Gregório Nazianzeno e amigo de São Gregório de Nissa. De 382 a 385 foi secretário do Papa S. Dâmaso, por cuja ordem fez a revisão da versão latina da Bíblia (Vulgata), em Belém, por 34 anos. Pregava o ideal de santidade entre as mulheres da nobreza romana (Marcela, Paula e Eustochium) e combatia os maus costumes do clero. Na figura de São Jerônimo destacam-se a austeridade, o temperamento forte, o amor a Igreja [...].
Santo Epifânio (†403), Nasceu na Palestina, muito culto, foi superior de uma comunidade monástica em Eleuterópolis (Judéia) e depois, bispo de Salamina, na ilha de Chipre. Batalhou muito contra as heresias, especialmente o origenismo.
Santo Agostinho (354-430), Bispo e Doutor da Igreja - Nasceu em Tagaste, Tunísia, filho de Patrício e S. Mônica. Grande teólogo, filósofo, moralista e apologista. Aprendeu a retórica em Cartago, onde ensinou gramática até os 29 anos de idade, partindo para Roma e Milão onde foi professor de Retórica na corte do Imperador. Alí se converteu ao cristianismo pelas orações e lágrimas, de sua mãe Mônica e pelas pregações de S. Ambrósio, bispo de Milão. Foi batizado por esse bispo em 387. Voltou para a África em veste de penitência onde foi ordenado sacerdote e depois bispo de Hipona aos 42 anos de idade. Foi um dos homens mais importantes para a Igreja. Combateu com grande capacidade as heresias do seu tempo, principalmente o Maniqueísmo, o Donatismo e o Pelagianismo, que desprezava a graça de Deus. Santo Agostinho escreveu muitas obras e exerceu decisiva influência sobre o desenvolvimento cultural do mundo ocidental. É chamado de “Doutor da Graça”. São Leão Magno (400-461) - Papa e Doutor da Igreja - nasceu em Toscana, foi educado em Roma. Foi conselheiro sucessivamente dos papas Celestino I (422-432) e Xisto III (432-440) e foi muito respeitado como teólogo e diplomata. Participou de grandes problemas da Igreja do seu tempo e pôde travar contato pessoal e por cartas com Santo Agostinho, São Cirilo de Alexandria e São João Cassiano, que o descrevia como “ornamento da Igreja e do divino ministério”. Deixou 96 Sermões e 173 Cartas que chegaram até nós. Participou ativamente na elaboração dogmática sobre o grave problema tratado no Concílio de Calcedônia, a condenação da heresia chamada monofisismo. Leão foi o primeiro Papa que recebeu o título de Magno (grande). Em sua atuação no plano político, a História registrou e imortalizou duas intervenções de São Leão, respectivamente junto a Átila, rei dos Hunos, em 452, e junto a Genserico, em 455, bárbaros que queriam destruir Roma.
São Vicente de Lérins (†450) Depois de muitos anos de vida mundana se refugiou no mosteiro de Lérins. Escreveu o seu Commonitorium, “ para descobrir as fraudes e evitar as armadilhas dos hereges”.
São Bento de Núrcia (480-547) nasceu em Núrcia, na Úmbria, Itália; estudou Direito em Roma, quando se consagrou a Deus. Tornou-se superior de várias comunidades monásticas; tendo fundado no monte Cassino a célebre Abadia local. A sua Regra dos Mosteiros tornou-se a principal regra de vida dos mosteiros do ocidente, elogiada pelo papa S. Gregório Magno, usada até hoje. O lema dos seus mosteiros era “ora et labora”. O Papa Pio XII o chamou de Pai da Europa e Paulo VI proclamou-o Patrono da Europa, em 24/10/1964.
São Venâncio Fortunato (530-600) nasceu em Vêneto na Itália, foi para Poitiers (França). Autor de célebres hinos dedicados à Paixão de Cristo e à Virgem Maria, até hoje usados na Igreja.
São Gregório Magno (540-604), Papa e doutor da Igreja - Nasceu em Roma, de família nobre. Ainda muito jovem foi primeiro ministro do governo de Roma. Grande admirador de S. Bento, resolveu transformar suas muitas posses em mosteiros. O papa Pelágio o enviou como núncio apostólico em Constantinopla até o ano 585. Foi feito papa em 590. Foi um dos maiores papas que a Igreja já teve. Bossuet considerava-o “modelo perfeito de como se governa a Igreja”. Promoveu na liturgia o canto “gregoriano”. Profunda influência exerceram os seus escritos: Vida de São Bento e Regra Pastoral, usado ainda hoje.
São Máximo, o confessor (580 - 662) nasceu em Constantinopla, foi secretário do imperador Heráclio, depois foi para o mosteiro de Crisópolis. Lutou contra o monofisismo e monotelismo, sendo preso, exilado e martirizado por isso. Obteve a condenação do monotelismo no Concílio de Latrão, em 649.
Santo Ildefonso de Sevilha (†636) doutor da Igreja. Considerado o último Padre do ocidente. Bispo de Sevilha, Espanha desde 601. Em 636 dirigiu o IV Sínodo de Toledo. Exerceu notável influência na Idade Média com os seus escritos exegéticos, dogmáticos, ascéticos e litúrgicos.
São Germano de Constantinopla - (610-733) Bispo - Patriarca de Constantinopla (715-30), nasceu em Constantinopla ao final do reinado do imperador Heracleo (610-41); morreu em 733 ou 740. Filho de Justiniano, um patriciano, Germano dedicou seus serviços à Igreja e começou como clérigo na catedral de Metrópolis. Logo depois da morte de seu pai que havia ocupado vários altos cargos de oficial, pelas mãos do sobrinho de Herácleo, Germano se consagrou bispo de Chipre, o ano exato, porém, de sua elevação é desconhecido.
São João Damasceno (675-749) Bispo e Doutor da Igreja - É considerado o último dos representantes dos Padres gregos. É grande a sua obra literária: poesia, liturgia, filo e apologética. Filho de um alto funcionário do califa de Damasco, foi companheiro do príncipe Yazid que, mais tarde o promoveu ao mesmo encargo do pai, ministro das finanças. A um determinado tempo deixou a corte do califa e retirou-se para o mosteiro de São Sabas, perto de Jerusalém. Tornou-se o pregador titular da basílica do Santo Sepulcro. Enfrentou com muita coragem a heresia dos iconoclastas que condenavam o culto das imagens. Ficaram famosos os seus Três Discursos a Favor das Imagens Sagradas.
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