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terça-feira, 21 de maio de 2013

433-O LIVRO APÓCRIFO DE ENOQUE






O LIVRO DE ENOQUE

O livro de Enoch é um texto apócrifo que é mencionado por algumas cartas do Novo Testamento

(Judas, Hebreus e 2ª de Pedro). Até a elaboração da Vulgata, por volta do ano 400, os primeiros

seguidores de Cristo o mencionavam abertamente em seus textos e o aceitavam como real. Após a

Vulgata ele caiu no esquecimento. Entretanto, o livro é muito interessante e parece real. O livro de

Enoch foi preservado somente em uma cópia, na totalidade, em etíope e, por esta razão, também é

chamado de Enoch etíope.

Capítulo 1

1As palavras das bênçãos de Enoque, com as quais ele abençoou os eleitos e os justos, os quais

devem existir nos tempos da tribulação, rejeitando toda iniqüidade e mundanismo. Enoque, um

homem justo, o qual estava com Deus, respondeu e falai com Deus enquanto seus olhos estavam

abertos, e enquanto via uma santa visão dos céus. Isto os anjos me mostraram.

2Deles eu ouvi todas as coisas e entendi o que vi; coisas que não terão lugar nesta geração, mas

numa geração que deve acontecer num tempo distante, por causa dos eleitos.

3A respeito deles eu falei e conversei com Ele, o qual virá de Sua habitação, o Santo e Poderoso, o

Deus do mundo:

4O qual pisará sobre o Monte Sinai; aparecerá com Suas hostes e se manifestará com a força do Seu

poder dos céus.

5Todos estarão temerosos e as Sentinelas estarão aterrorizados.

6Grande temor e tremor se apoderarão deles, mesmo aos confins da terra. As alturas das montanhas

serão abaladas, e os altos montes serão abatidos, derretidos como o favo de mel na chama de fogo.

A terra será imersa e todas as coisas que nela estão perecerão; enquanto julgamento virá sobre

todos, mesmo sobre todos os justos:

7Mas a eles será dada paz: Ele preservará os eleitos e para com eles exercitará clemência.

8Então todos pertencerão a Deus, serão felizes e abençoados, e o esplendor da Divindade os

iluminará.

Capítulo 2

1Eis que Ele vem com dezenas de milhares dos Seus santos para executar julgamento sobre os

pecadores e destruir o iníquo, e reprovar toda coisa carnal e toda coisa pecaminosa e mundana que

foi feita, e cometida contra Ele.

(2)

(2) Citado por Judas, vss. 14, 15.

Capítulo 3

1Todos os que estão nos céus sabem o que transcorre lá.

2

Eles sabem que as luminárias celestes não mudam seus caminhos; que cada uma nasce e se põe

regularmente, cada uma a seu próprio tempo, sem transgredir os mandamentos que receberam. A

VISÃO da terra, e entendem o que deve acontecer, desde o princípio até o seu fim.

3

Eles vêem que toda obra de Deus é invariável no período de seu aparecimento. Eles vêem o verão e

o inverno: percebendo que toda terra está repleta de água; e que a nuvem, o orvalho, e a chuva

refrescam-na.

Capítulo 4

1Eles consideram e vêem cada árvore, como aparecem para depois murchar, e toda folha, para

depois cair, exceto de quatorze árvores, as quais não são efêmeras, e esperam pelo aparecimento

das folhas novas por dois ou três invernos.

Capítulo 51Novamente eles consideram os dias de verão, que o sol está sobre a terra desde o princípio;

enquanto tu procuras por uma cobertura e por um lugar sombreado por causa do sol ardente;

enquanto a terra é queimada com calor fervente, e tu te tornas incapaz de andar sobre a terra ou

sobre as rochas em conseqüência do calor.

Capítulo 6

1Eles consideram como as árvores, quando elas dão suas folhas verdes, cobrem-se e produzem

frutos; entendendo tudo, e sabendo que Ele, o qual vive para sempre, faz todas estas coisas por

causa de vós:

2Que as obras desde o princípio de todo ano existente, que todas as suas obras são obedientes a Ele

e invariáveis; assim como Deus determinou, assim todas as coisas acontecem.

3Eles vêem também como os mares e os rios juntos completam suas respectivas operações:

4Mas tu resistes impacientemente, não cumpres os mandamentos do Senhor, mas transgrides e

calunias a Sua grandiosidade; e malditas são as palavras em tua boca poluída contra Sua majestade.

5Tu, murcho de coração, a paz não estará contigo!

6

Portanto teus dias te amaldiçoarão, e os anos de tua vida perecerão; execração perpétua se

multiplicará, e não obterás misericórdia.

7Nestes dias tu resignas tua paz com a eterna maldição de todos os justos, e os pecadores

perpetuamente te execrarão;

8Eles te execrarão com tudo o que não é divino.

9Os eleitos possuirão luz, alegria e paz; e herdarão a terra.

10Mas tu, que não és santo, serás amaldiçoado.

11Então a sabedoria será dada aos eleitos, todos os que viverão, e não transgredirão por impiedade

ou orgulho, mas humilhar-se-ão, processando prudência, e não repetirão transgressão.

12Eles não condenarão todo o período das suas vidas, não morrerão em tormento e indignação; mas

a soma dos seus dias se completará, e envelhecerão em paz; enquanto os anos de sua felicidade se

multiplicarão em alegria, e com paz, para sempre, em toda a duração de sua existência.

Capítulo 7

1E aconteceu depois que os filhos dos homens se multiplicaram naqueles dias, nasceram-lhe filhas,

elegantes e belas.

2E quando os anjos,

(3)

os filhos dos céus, viram-nas, enamoraram-se delas, dizendo uns para os

outros: Vinde, selecionemos para nós mesmos esposas da progênie dos homens, e geremos filhos.

(3) No texto aramaico lê-se "Sentinelas" (J.T. Milik, Aramaic Fragments of Qumran Cave 4 [Oxford: Clarendon Press,

1976], p. 167).

3Então seu líder Samyaza disse-lhes: Eu temo que talvez possais indispor-vos na realização deste

empreendimento;

4E que só eu sofrerei por tão grave crime.

5Mas eles responderam-lhe e disseram: Nós todos juramos;

6

(e amarraram-se por mútuos juramentos), que nós não mudaremos nossa intenção mas executamos

nosso empreendimento projetado.

7

Então eles juraram todos juntos, e todos se amarraram (ou uniram) por mútuo juramento. Todo seu

número era duzentos, os quais descendiam de Ardis,

(4)

o qual é o topo do monte Armon.

(4) de Ardis. Ou, "nos dias de Jared" (R.H. Charles, ed. and trans., The Book of Enoch [Oxford: Clarendon Press,

1893], p. 63).

8Aquele monte portanto foi chamado Armon, porque eles tinham jurado sobre ele,

(5)

e amarraramse por mútuo juramento.

(5) Mt. Armon, ou Monte Hermon deriva seu nome do hebreu herem, uma maldição (Charles, p. 63).

9Estes são os nomes de seus chefes: Samyaza, que era o seu líder, Urakabarameel, Akibeel, Tamiel,

Ramuel, Danel, Azkeel, Saraknyal, Asael, Armers, Batraal, Anane, Zavebe, Samsaveel, Ertael,

Turel, Yomyael, Arazyal. Estes eram os prefeitos dos duzentos anjos, e os restantes estavam todos

com eles.

(6)(6) O texto aramaico preserva uma lista anterior dos nomes destes Guardiães ou Sentinelas: Semihazah; Artqoph;

Ramtel; Kokabel; Ramel; Danieal; Zeqiel; Baraqel; Asael; Hermoni; Matarel; Ananel; Stawel; Samsiel; Sahriel;

Tummiel; Turiel; Yomiel; Yhaddiel (Milik, p. 151).

10Então eles tomaram esposas, cada um escolhendo por si mesmo; as quais eles começaram a

abordar, e com as quais eles coabitaram, ensinando-lhes sortilégios, encantamentos,e a divisão de

raízes e árvores.

11E as mulheres conceberam e geraram gigantes,

(7).

(7) O texto grego varia consideravelmente do etíope aqui. Um manuscrito grego acrescenta a esta secção, "E elas [as

mulheres] geraram a eles [as Sentinelas] três raças: os grandes gigantes. Os gigantes trouxeram [alguns dizem

“mataram"] os Naphelim, e os Naphelim trouxeram [ou "mataram"] os Elioud. E eles sobreviveram, crescendo em

poder de acordo com a sua grandeza." Veja o registro no Livro dos Jubileus.

12Cuja estatura era de trezentos cúbitos. Estes devoravam tudo o que o labor dos homens produzia e

tornou-se impossível alimentá-los;

13Então eles voltaram-se contra os homens, a fim de devorá-los;

14E começaram a ferir pássaros, animais, répteis e peixes, para comer sua carne, um depois do

outro,

(8)

e para beber seu sangue.

(8) Sua carne, um depois do outro. Ou, "de uma outra carne". R.H. Charles nota que esta frase pode referir-se à

destruição de uma classe de gigantes por outra. (Charles, p. 65).

15

Então a terra reprovou os injustos.

Capítulo 8

1Além disso, Azazyel ensinou os homens a fazerem espadas, facas, escudos, armaduras (ou

peitorais), a fabricação de espelhos e a manufatura de braceletes e ornamentos, o uso de pinturas, o

embelezamento das sobrancelhas, o uso de todo tipo selecionado de pedras valiosas, e toda sorte de

corantes, para que o mundo fosse alterado.

2A impiedade foi aumentada, a fornicação multiplicada; e eles transgrediram e corromperam todos

os seus caminhos.

3Amazarak ensinou todos os sortilégios, e divisores de raízes:

4Armers ensinou a solução de sortilégios;

5Barkayal ensinou os observadores das estrelas,

(9)

(9) Observadores das estrelas. Astrólogos (Charles, p. 67).

6Akibeel ensinou sinais;

7Tamiel ensinou astronomia;

8E Asaradel ensinou o movimento da lua,

9E os homens, sendo destruídos, clamaram, e suas vozes romperam os céus.

Capítulo 9

1Então Miguel e Gabriel, Radael, Suryal, e Uriel, olharam abaixo desde os céus, e viram a

quantidade de sangue que era derramada na terra, e toda a iniqüidade que era praticada sobre ela, e

disseram um ao outro; Esta é a voz de seus clamores;

2A terra desprovida de seus filhos tem clamado, mesmo até os portões do céu.

3E agora a ti, ó Santo dos céus, as almas dos homens queixam-se, dizendo: Obtém justiça para

conosco com o Altíssimo

(10)

. Então eles disseram ao seu Senhor, o Rei: Tu és Senhor dos senhores,

Deus dos deuses, Rei dos reis. O trono de Tua glória é para sempre e sempre, e para sempre seja

Teu nome santificado e glorificado.

(10) Obtém justiça para conosco. Literalmente, "Traz julgamento para nós do..." (Richard Laurence, ed. and trans.,

The Book of Enoch the Prophet [London: Kegan Paul, Trench &Co., 1883], p. 9).

4Tu fizeste todas as coisas; Tu possuis poder sobre todas as coisas; e todas as coisas estão abertas e

manifestas diante de Ti. Tu vês todas as coisas e nada pode esconder-se de Ti.

5Tu viste o que Azazyel tem feito, como ele tem ensinado toda espécie de iniqüidade sobre a terra, e

tem aberto ao mundo todas as coisas secretas que são feitas nos céus.

6

Samyaza também tem ensinado sortilégios, para quem Tu deste autoridade sobre aqueles que estão

associados Contigo. Eles tem ido juntos às filhas dos homens, têm-se deitado com elas; têm-se

contaminado;7E têm descoberto crimes a elas.

(11)

(11) Descoberto crimes. Ou, "revelado estes sinais" (Charles, p. 70).

8As mulheres igualmente têm gerado gigantes.

9Assim toda a terra tem se enchido de sangue e iniqüidade.

10

E agora, vês que as almas daqueles que estão mortos clamam.

11E queixam-se até ao portão do céu.

12

Seus gemidos sobem; nem podem eles escapar da injustiça que é cometida na terra. Tu conheces

todas as coisas, antes de elas existirem.

13Tu conheces estas coisas, e o que tem sido feito por eles; já Tu não falas a nós.

14O que, por conta destas coisas, devemos fazer contra eles?

Capítulo 10

1Então o Altíssimo, o Grande e Santo falou,

2E enviou a Arsayalalyur

(12)

ao filho de Lamech,

(12) Arsayalalyur. No texto em grego lê-se "Uriel”.

3Dizendo: Diz a eles em Meu nome: Esconde-te.

4Então explicou-lhe a consumação que está preste a acontecer; pois toda a terra perecerá; as águas

do dilúvio virão sobre toda a terra, e todas os que estão nela serão destruídos.

5

E agora, ensina-o como ele pode escapar, e como sua semente pode permanecer em toda a terra.

6Novamente o Senhor disse a Rafael: Amarra a Azazyel, mãos e pés; lança-o na escuridão; e

abrindo o deserto que está em Dudael, lança-o nele.

7Arremessa sobre ele pedras agudas, cobrindo-o com escuridão;

8Lá ele permanecerá para sempre; cobre sua face, para que ele não possa ver a luz.

9E no grande dia do julgamento lança-o ao fogo.

10Restaura a terra, a qual os anjos corromperam; e anuncia vida a ela, para que Eu possa recebê-la.

11Todos os filhos dos homens, sua descendência, não perecerão em consequência de todo segredo,

pelo qual as Sentinelas têm destruído, e o que eles ensinaram;

12

Toda a a terra tem se corrompido pelos efeitos dos ensinamentos de Azazyel. A ele, portanto, se

atribui todo crime.

13A Gabriel também o Senhor disse: Vai aos bastardos,

(13)

aos réprobos, aos filhos da fornicação; e

destrói os filhos da fornicação, a descendência das Sentinelas de entre os homens; traga-os e excitaos uns contra os outros. Faça-os perecer por mútua matança; pois o prolongamento de dias não será

deles.

(13) "bastardos" (Charles, p. 73; Michael A. Knibb, ed. and trans., The Ethiopic Book of Enoch [Oxford: Clarendon

Press, 1978], p. 88).

14Eles rogarão a ti, mas seus pais não obterão seus desejos com respeito a eles; pois eles esperaram

por vida eterna, e que eles possam viver, cada um deles, quinhentos anos.

15A Miguel, igualmente o Senhor disse: Vai e anuncia seus próprios crimes a Samyaza, e aos outros

que estão com ele, os quais têm se associado às mulheres para que se contaminem com toda sua

impureza. E quando todos os seus filhos forem mortos, quando eles virem a perdição dos seus bemamados, amarra-os por setenta gerações debaixo da terra, mesmo até o dia do julgamento, e da

consumação, até o julgamento, cujo efeito que dura para sempre, seja completado.

16Então eles serão levados para as mais baixas profundezas do fogo em tormentos; lá eles serão

encerrados em confinamento para sempre.

17

Imediatamente depois disso ele,

(14)

juntamente com os outros, queimarão e perecerão; eles serão

amarrados até a consumação de muitas gerações.

(14) Ele. I.e., Samyaza.

18Destrói todas as almas viciadas na luxúria,

(15)

e a descendência das Sentinelas, pois eles tiranizam

a humanidade.

(15) "luxúria" (Knibb, p. 90; cp. Charles, p. 76).

19Que todo opressor pereça na face da terra;

20Que toda má obra seja destruída;

21A semente da justiça e da retidão apareça, e o que é produtivo torne-se uma bênção.

22

Justiça e retidão serão plantados para sempre com prazer.23E então todos os santos darão graças, e viverão até terem gerado milhares de filhos, enquanto todo

o período se sua juventude, e seus sábados, serão completados em paz. Naqueles dias toda a terra

será cultivada em retidão; ela será totalmente cultivada com árvores, e será cheia de bendições; toda

árvore de delícias será plantada nela.

24Vinhas serão plantadas; e a vinha que nela será plantada produzirá frutos para saciedade; toda

semente que nela será semeada produzirá mil por uma medida; e uma medida de olivas produzirá

dez prensas de óleo.

25

Purifica a terra de toda opressão, de toda injustiça, de todo crime, de toda impiedade, e de toda

impureza que é cometida sobre ela. Extermina-os da terra.

26Então todos os filhos dos homens serão justos, e todas as nações me pagarão divinas honras, e Me

abençoarão; e todos Me adorarão.

27A terra será limpa de toda corrupção, de toda punição e de todo sofrimento; Eu não enviarei

novamente dilúvio sobre ela, de geração em geração para sempre.

28Naqueles dias Eu abrirei tesouros de bênçãos que estão nos céus, para que Eu possa fazê-las

descer sobre a terra, e sobre todos os trabalhos e labores do homem.

29

Paz e eqüidade se associará aos filhos dos homens todos os dias do mundo, em cada uma de suas

gerações.

Capítulo 11 (não tem)

Capítulo 12

1Antes de todas estas coisas acontecerem, Enoque esteve escondido; e nenhum dos filhos dos

homens sabia onde ele estava, onde ele havia estado, e o que havia acontecido.

2Ele esteve totalmente engajado com os santos, e com as Sentinelas em seus dias.

3Eu, Enoque, fui abençoado pelo grande Senhor e Rei da paz.

4

E eis que as Sentinelas chamaram-me Enoque, o escriba.

5Então o Senhor disse-me: Enoque, escriba da retidão, vai e dize às Sentinelas dos céus, os quais

desertaram o alto céu e seu santo e eterno estado, os quais foram contaminados com mulheres.

6

E fizeram como os filhos dos homens fazem, tomando para si esposas, e os quais têm sido

grandemente corrompidos na terra;

7Que na terra eles nunca obterão paz e remissão de pecados. Pois eles não se regozijarão em sua

descendência; eles verão a matança dos seus bem-amados; lamentarão a destruição dos seus filhos e

farão petição para sempre; mas não obterão misericórdia e paz.

Capítulo 13

1Então Enoque, passando ali, disse a Azazyel: Tu não obterás paz. Uma grande sentença há contra

ti. Ele te amarrará;

2

Socorro, misericórdia e súplica não estarão contigo por causa da opressão que tens ensinado;

3E por causa de todo ato de blasfêmia, tirania e pecado que tens descoberto aos filhos dos homens.

4Então partindo dele, falei a eles todos juntos;

5E eles todos ficaram apavorados, e tremeram;

6Abençoando-me por escrever por eles um memorial de súplica, para que eles pudessem obter

perdão; e que eu fizesse um memorial de suas orações ascendendo diante do Deus do céu; porque

eles, por si mesmos, desde então não podiam dirigir-se a Ele, nem levantar seus olhos aos céus por

causa da infame ofensa com a qual eles foram julgados.

7

Então eu escrevi um memorial de suas orações e súplicas, por seus espíritos, por tudo o que eles

haviam feito, e pelo assunto de sua solicitação, para que eles obtivessem remissão e descanso.

8

Procedendo nisso, eu continuei sobre as águas de Danbadan,

(16)

as quais estão da direita para o

oeste de Armon, lendo o memorial de suas orações, até que caí adormecido.

(16) Danbadan. Dan in Dan (Knibb, p. 94).

9E eis que um sonho veio a mim, e visões apareceram acima de mim. E caí e vi uma visão de

castigos, para que eu pudesse ralatá-la aos filhos dos céus, e reprová-los. Quando eu acordei fui atéeles. Todos estavam reunidos chorando em Oubelseyael, que está situada entre o Libano e Seneser,

(17)

com suas faces escondidas.

(17) Libanos e Seneser. Líbano e Senir (próximo a Damasco).

10E relatei em sua presença todas as visões que eu havia visto, e meu sonho;

11

E comecei a pronunciar estas palavras de retidão, reprovando as Sentinelas do céu.

Capítulo 14

1Este é o livro das palavras de retidão, e de reprovação das Sentinelas, os quais pertencem ao

mundo,

(18)

de acordo com o que Ele, que é santo e grande, ordenou na visão. Eu percebi em meu

sonho que eu estava então falando com a língua da carne, e com meu fôlego, que o Poderoso

colocou na boca dos homens, para que eles pudessem conversar com Ele.

(18) Os quais pertencem ao mundo. Ou, "os quais (são) da eternidade" (Knibb, p. 95).

2

Eu entendi com o coração. Assim como Ele havia criado e dado aos homens o poder de

compreender a palavra de entendimento, assim criou, e deu a mim o poder de reprovar os

Sentinelas, a geração dos céus. E escrevi sua petição; e na minha visão foi-me mostrado que seu

pedido não lhes será atendido enquanto o mundo perdurar.

3

Julgamento passou sobre vós: vosso pedido não vos será atendido.

4De agora em diante, nunca ascendereis ao céu; Ele o disse que na terra Ele vos amarrará, tanto

tempo quanto o mundo existir.

5Mas antes destas coisas tu verás a destruição dos vossos bem-amados filhos; não os possuireis, mas

eles cairão diante de vós pela espada.

6Nem pedireis por eles, nem por vós mesmos;

7Mas chorareis e suplicareis em silêncio. As palavras do livro que eu escrevi.

(19)

(19) Mas chorareis… Eu escrevi. Ou, "Assim também, a despeito de vossas lágrimas e orações, não recebereis nada,

de tudo o que está contido nos registros que eu tenho escrito" (Charles, p. 80).

8Uma visão então me apareceu.

9Eis que naquela visão, nuvens e névoa convidaram-me; estrelas agitadas e brilho de relâmpagos

impeliram-me e pressionaram-me adiante, enquanto ventos na visão assistiram meu vôo, acelerando

meu progresso.

10Eles elevaram-me no alto ao céu. Eu prossegui, até que cheguei próximo dum muro construído

com pedras de cristal. Uma chama de fogo vibrante

(20)

rodeou-o, a qual começou a golpear-me com

terror.

(20) Chama de fogo vibrante. Literalmente, "uma língua de fogo”.

11Nesta chama de fogo vibrante eu entrei;

12

E aproximei-me de uma espaçosa habitação, também construída com pedras de cristal. Seus

muros também, bem como o pavimento, eram formados com pedras de cristal, e de cristal também

era o piso. Seu telhado tinha a aparência de estrelas agitadas e brilhos de relâmpagos; e entre eles

haviam querubins de fogo num céu tempestuoso.

(21) Uma chama queimava ao redor dos muros; e

seu portal queimava com fogo. Quando eu entrei nesta habitação, ela era quente como fogo e frio

como o gelo. Nenhum traço de encanto ou de vida havia lá. O terror sobrepujou-me, e um tremor

de medo apoderou-se de mim.

(21) Num céu tempestuoso. Literalmente, "e seu céu era água" (Charles, p. 81).

13Violentamente agitado e tremendo, eu caí sobre minha face. Na visão eu olhei.

14E ví que lá havia outra habitação mais espaçosa que a primeira, cada entrada da qual estava aberta

diante de mim, elevada no meio da chama vibrante.

15Tão grandemente superou em todos os pontos, em glória, em magnificência, em magnitude, que é

impossível descrever-vos o esplendor ou a extensão dela.

16

Seus pisos eram de fogo, acima haviam relâmpagos e estrelas agitadas, enquanto o telhado exibia

um fogo ardente.

17Eu examinei-a atentamente e vi que ela continha um trono exaltado;

18A aparência do qual era semelhante à da geada, enquanto que sua circunferência assemelhava-se à

órbita do sol brilhante; e havia a voz de um querubim.

19Debaixo desse poderoso trono saíam rios de fogo flamejante.

20Olhar para ele foi impossível.21Alguém grande em glória assentava-se sobre ele,

22Cujo manto era mais brilhante que o sol, e mais branco que a neve.

23Nenhum anjo era capaz de penetrar para olhar a Sua face, o Glorioso e Efulgente; nem podia

algum mortal vê-Lo. Um fogo flamejante rodeava-O.

24

Também um fogo de grande extensão continuava a elevar-se diante dEle; de modo que nenhum

daqueles que estavam ao redor dEle eram capazes de aproximar-se dEle, entre as miríades de

miríades

(22)

que estavam diante dEle. Para Ele santa consulta era desnecessária. Contudo, o

Santificado, que estava próximo dEle, não apartou-se dEle nem de noite nem de dia; nem eram eles

tirados de diante dEle. Eu também estava tão adiantado, com um véu sobre minha face, e trêmulo.

Então o Senhor com sua própria boca chamou-me, dizendo: Aproxima-se aqui acima, Enoque, à

minha santa palavra.

(22) Miríades de miríades. Dez mil vezes dez mil (Knibb, p. 99).

25E Ele ergueu-me, fazendo aproximar-me, mesmo até à entrada. Meus olhos estavam dirigidos para

o chão.

Capítulo 15

1Então dirigindo-se para mim, Ele falou e disse: Ouve, não se atemorize, justo Enoque, tu escriba da

retidão: aproxima-te para cá, e ouve a minha voz. Vai, dize às Sentinelas do céu, a quem te enviei

para rogar por eles; tu deves rogar pelos homens, e não os homens por ti.

2

Portanto, deves abandonar o sublime e santo céu, o qual permanece para sempre; deitastes com

mulheres; vos corrompestes com as filhas dos homens; tomastes para ti esposas; agistes igual aos

filhos da terra, e gerastes uma ímpia descendência.

(23)

(23) Uma ímpia descendência. Literalmente, "gigantes" (Charles, p. 82; Knibb, p. 101).

3

Sois espirituais, santos, e possuidores de uma vida que é eterna; vos contaminastes com mulheres,

procriastes em sangue carnal; cobiçastes o sangue de homens; e fizestes como aqueles que são

carne e sangue fazem.

4Estes, contudo, morrem e perecem.

5

Portanto, de agora em diante Eu dou-vos esposas, para que possais coabitar com elas; para que

filhos nasçam delas; e que isto seja negociado sobre a terra.

6Mas desde o princípio fostes feitos espirituais, possuindo uma vida que é eterna, e não sujeito à

morte para sempre.

7

Portanto, eu não fiz esposas para vós, porque, sendo espirituais, vossa habitação está no céu,

8Agora, os gigantes que têm nascido de espírito e de carne, serão chamados sobre a terra de maus

espíritos, e na terra estará a sua habitação. Maus espíritos procederão de sua carne, porque eles

foram criados de cima; dos santos Sentinelas foi seu princípio e a sua primeira fundação. Maus

espíritos eles serão sobre a terra, e de espíritos da maldade eles serão chamados. A habitação dos

espíritos do céu será no céu, mas sobre a terra estará a habitação dos espíritos terrestriais, os quais

são nascidos na terra.

(24)

(24) Note as muitas implicações dos versículo 3-8 com respeito à progênie dos maus espíritos.

9Os espíritos dos gigantes serão semelhantes às nuvens,

(25)

os quais oprimem, corrompem, caem,

contendem e confundem sobre a terra.

(25) A palavra grega para "nuvem" aqui, nephelas, pode ocultar a mais antiga leitura, Napheleim (Nephilim).

10Eles causarão lamentação. Nenhuma comida eles comerão; e terão sede; eles se esconderão e não

(26)

se levantarão contra os filhos dos homens, e contra as mulheres; pois eles virão durante os dias

da matança e da destruição.

(26) Não. Quase todos os manuscritos contêm esta negativa, mas Charles, Knibb, e outros acreditam que o “não” deve

ser deletado para que na frase leia-se "levantarão".

Capítulo 16

1E quanto à morte dos gigantes, onde quer que seus espíritos se apartem de seus corpos; que sua

carne, que é perecível, esteja sem julgamento.

(27) Assim eles perecerão, até o dia da grande

consumação do mundo. Uma destruição das Sentinelas e dos ímpios acontecerá.

(27) Que sua carne… esteja sem julgamento. Ou, "sua carne será destruída antes do julgamento" (Knibb, p. 102).

2E então às Sentinelas, aos quais enviei-te para rogar por eles, os quais no princípio estavam no céu,3Dize: No céu tens estado; coisas secretas, entretanto, não têm sido manifestadas a ti; contudo tens

conhecido um reprovável mistério.

4E isto tens relatado às mulheres na dureza do vosso coração, e por aquele mistério as mulheres e a

humanidade têm multiplicado males sobre a terra.

5Dize a eles: Nunca, portanto, obtereis paz.

Capítulo 17

1Eles levantaram-me a um certo lugar, onde lá havia

(28)

a aparência de um fogo fervente; e quando

eles se agradaram assumiram a semelhança de homens.

(28) Onde havia. Ou, "onde eles [os anjos] eram semelhantes" (Knibb, p. 103).

2Eles levaram-me a um alto lugar, a uma montanha, cujo topo alcançava o céu.

3E eu vi os receptáculos da luz e do trovão nas extremidades do lugar, onde ele era profundo. Havia

um arco de fogo, e flechas em seu vibrar, uma espada de fogo, e toda espécie de relâmpagos.

4Então eles levaram-me a um arroio murmurante,

(29)

e a um fogo no oeste, o qual recebeu todo pôrdo-sol. Eu vim a um rio de fogo, o qual fluiu como água, e desaguou no grande mar para o oeste.

(29) A um arroio murmurante. Literalmente, "à água da vida, a qual fala" (Laurence, p. 23).

5Eu vi todo largo rio, até que cheguei à grande escuridão. Eu fui para onde toda carne migra; e vi as

montanhas da escuridão as quais constituem o inverno, e o lugar do qual flui a água em cada

abismo.

6 Eu vi também as bocas de todos os rios no mundo, e as bocas das profundezas.

Capítulo 18

1Eu então examinei os receptáculos de todos os ventos, percebendo que eles contribuem para

adornar toda criação, e para preservar a fundação da terra.

2Eu examinei a pedra que apóia os cantos da terra.

3Também vi os quatro ventos, os quais sustêm a terra, e o firmamento do céu.

4E eu vi os ventos ocupando o céu exaltado,

5

Surgindo no meio do céu e da terra, e constituindo os pilares do céu.

6Eu vi os ventos que giram no céu, os quais ocasionam e determinam a órbita do sol e de todas as

estrelas; e sobre a terra eu vi os ventos que mantêm as nuvens.

7Eu vi o caminho dos anjos.

8

Percebi na extremidade da terra o firmamento do céu acima dele. Então passei para a direção do

sul,

9Onde queimam, tanto de dia quanto de noite, seis montanhas formadas de gloriosas pedras, três em

direção ao leste, e três em direção ao sul.

10Aquelas que estão em direção ao leste eram de pedra multicolorida, uma das quais era de

margarite, e outra de antimônio. Aquelas em direção ao sul eram de uma pedra vermelha. A do

meio aproximava-se do céu como o trono de Deus; um trono composto de alabastro, o topo do qual

era de safira. Vi também um fogo flamejante suspenso sobre todas as montanhas.

11E lá eu vi um lugar do outro lado de um extenso território, onde águas foram coletadas.

12Também vi fontes terrestriais, profundas em colunas ardentes do céu.

13

E nas colunas do céu eu vi fogos, os quais desciam sem número, mas nem no alto, ou no

profundo. Sobre estas fontes também percebi um lugar onde não havia nem o firmamento do céu

acima dele, nem o sólido chão abaixo dele; nem havia água acima; ou nada no vento; mas o lugar

era desolado.

14E lá eu vi sete estrelas, semelhantes a grandes montanhas, e como espíritos suplicando-me.

15Então o anjo disse: Este lugar, até a consumação do céu e da terra, será a prisão das estrelas, e das

hostes do céu.

16As estrelas que rolam sobre fogo são aquelas que transgrediram o mandamento de Deus antes que

seu tempo chegasse; pois elas não vieram em sua própria estação. Portanto, Ele ofendeu-se com

elas, e amarrou-as até o período da consumação dos seus crimes no ano secreto.Capítulo 19

1Então Uriel disse: Eis aqui os anjos que coabitaram com mulheres, escolheram seus líderes;

2E sendo numerosos em aparência

(30)

profanaram os homens e fizeram com que errassem; assim

eles sacrificaram aos demônios como aos deuses. Pois no grande dia haverá um julgamento, no qual

eles serão julgados, até que sejam consumidos; e suas esposas também serão julgadas, as quais

levaram desencaminhadamente os anjos do céu para que as saudassem.

(30) Sendo numerosos em aparência. Ou, "assumindo muitas formas" (Knibb, p. 106).

3E eu, Enoque, só vi a aparência do fim de todas as coisas. Não tendo visto nenhum homem

enquanto via as coisas.

Capítulo 20

1Estes são os nomes dos anjos Sentinelas:

2Uriel, um dos santos anjos, o qual preside sobre o clamor e o terror.

3Rafael, um dos santos anjos, o qual preside sobre os espíritos dos homens.

4Raguel, um dos santos anjos, o qual inflige punição ao mundo e às luminárias.

5Miguel, um dos santos anjos, o qual, presidindo sobre a virtude humana, comanda as ações.

6

Sarakiel, um dos santos anjos, o qual preside sobre os espíritos dos filhos dos homens que

transgridem.

7Gabriel, um dos santos anjos, o qual preside sobre Ikisat,

(31)

sobre o paraíso e sobre o querubim.

(31) Ikisat. As serpentes (Charles, p. 92; Knibb, p. 107).

Capítulo 21

1Então eu fiz um circuito para um lugar no qual nada estava completo.

2E lá eu não vi nem as tremendas manufaturas do um céu exaltado, nem de uma terra estabelecida,

mas um lugar desolado, preparado e terrível.

3Lá também vi sete estrelas do céu amarradas juntas, semelhantes a grandes montanhas, e

semelhante ao fogo fervente. Eu exclamei: Por que espécie de crime elas foram amarradas, e por

que foram removidas de seu lugar? Então Uriel, um dos santos anjos que estava comigo, e o qual

conduzia-me, respondeu: Enoque, por que perguntas; por que arrazoas consigo mesmo, e

ansiosamente indagas? Estas são aquelas estrelas que transgrediram o mandamento do altíssimo

Deus; e estão aqui amarradas, até que o número infinito dos dias dos seus crimes esteja completo.

4Dali eu passei depois para um outro lugar terrível;

5Onde eu vi a operação de um grande fogo flamejante e resplandecente, no meio do qual havia uma

divisão. Colunas de fogo lutando juntas para o fim do abismo, e profunda era sua descida. Mas sua

medida e magnitude eu não fui capaz de descobrir, nem pude perceber sua origem. Então exclamei:

Quão terrível é este lugar, e quão difícil explorá-lo!

6Uriel, um dos santos anjos que estava comigo, respondeu e disse: Enoque, por que estás alarmado e

maravilhado com este terrível lugar, à vista deste lugar de sofrimento? Isto, disse ele, é a prisão dos

anjos; e aqui eles serão mantidos para sempre.

Capítulo 22

1Dali eu me dirigi para outro lugar, onde vi a oeste uma grande e elevada montanha, uma forte

rocha, e quatro lugares deleitosos.

2

Internamente ele era profundo, espaçoso e plano: ele era profundo e escuro à vista.

3Então Rafael, um dos santos anjos que estava comigo, respondeu e disse: Estes são os lugares

deleitosos onde os espíritos, as almas dos mortos, serão reunidos; para eles ele foi formado e aqui

serão reunidas todas as almas dos filhos dos homens.

4Estes lugares, nos quais habitam, eles ocuparão até o dia do julgamento, e até seu período

escolhido.

5

Seu período escolhido será longo, mesmo até o grande julgamento. E vi os espíritos dos filhos dos

homens que estão mortos; e suas vozes rompem o céu, enquanto eles são acusados.6Então inquiri de Rafael, o anjo que estava comigo, e disse: Que espírito é aquele, a voz do qual

alcança o céu, e acusa?

7Ele respondeu, dizendo: Este é o espírito de Abel o qual foi morto por Caim seu irmão; o qual

acusará aquele irmão, até que sua semente seja destruída da face da terra;

8Até que sua semente desapareça da semente da raça humana.

9 Naquele tempo portanto eu inquiri a respeito dele, e a respeito do julgamento geral, dizendo: Por

que um está separado ou outro? Ele respondeu: Três separações foram feitas entre os espíritos dos

mortos, e assim os espíritos dos justos foram separados,

10Nomeadamente, por uma fenda na terra, por água, e por luz acima dela.

11E da mesma maneira os pecadores são separados quando morrem, e são sepultados na terra;

julgamento não os surpreenderá em seu tempo de vida.

12Aqui suas almas estão separadas. Além disso, abundante é seu sofrimento até o tempo do grande

julgamento, o castigo, e o tormento daqueles que eternamente execraram, cujas almas são munidas

e amarradas lá para sempre.

13E assim tem sido desde o princípio do mundo. Assim, existe uma separação entre as almas

daqueles que proferem reclamações, e daqueles que vigiam pela sua destruição, para sua matança

no dia dos pecadores.

14Um receptáculo deste tipo foi formado para as almas dos injustos, e dos pecadores; daqueles que

cometeram crime, e se associaram aos ímpios, com os quais eles se assemelham. Suas almas não

serão aniquiladas naquele dia de julgamento, nem se levantarão deste lugar. Então eu bendisse a

Deus,

15E falei: Abençoado seja o meu Senhor, o Senhor da glória e da retidão, cujo reino será para

sempre e sempre.

Capítulo 23

1Dali eu fui para outro lugar, em direção ao oeste, até às extremidades da terra,

2Onde vi um fogo resplandecente correndo ao longo sem cessar, com um curso não intermitente,

nem de dia nem de noite; mas sempre o mesmo, continuadamente.

3Eu indaguei,dizendo: O que é isto, que nunca cessa?

4Então Raguel, um dos santos anjos que estava comigo, respondeu,

5

E disse: Este fogo flamejante que tu vês correndo em direção ao oeste é aquele de todas as

luminárias do céu.

Capítulo 24

1Eu fui dali para outro lugar, e vi uma montanha de fogo que resplandece tanto de dia quanto de

noite. Fui em direção a ela e percebi sete esplêndidas montanhas, as quais eram diferentes umas das

outras.

2

Suas pedras eram brilhantes e belas; todas eram brilhantes e esplêndidas à vista e formosa era sua

superfície. Três montanhas estavam em direção ao leste, consolidadas e fortalecidas por estarem

colocadas uma sobre a outra; três estavam em direção ao sul, consolidadas de maneira similar. Três

eram igualmente vales profundos, os quais não se acercavam uma da outra. A sétima montanha

estava no meio delas. Em comprimento elas todas se assemelhavam ao assento de um trono, e

árvores odoríferas rodeavam-nas.

3Entre estas havia uma árvore de um odor incessante; nem daquelas que estavam no Éden, havia lá

alguma, de todas as árvores de fragrância, que cheirava como esta. Suas folhas, suas flores, nunca

ficam murchas, e seu fruto era belo.

4

Seu fruto assemelhava-se ao cacho da palmeira. Eu exclamei: Vê! Esta árvore é vistosa de aspecto,

agradável em suas folhas, e o aspecto de seus frutos é delicioso à vista. Então Miguel, um dos

santos anjos que estava comigo, e um dos que presidem sobre elas, respondeu,

5E disse: Enoque, por que inquires a respeito do odor desta árvore?

6Por que estás inquisitivo para sabê-lo?7Então eu, Enoque, respondi-lhe, e disse: Concernente a tudo eu estou desejoso de instrução, mas

particularmente com respeito a esta árvore.

8Ele respondeu-me dizendo: A montanha que tu vês, o prolongamento da qual assemelha-se ao

assento do Senhor, será o assento no qual se assentará o Santo e grande Senhor da glória, o eterno

Rei, quando Ele virá e descerá para visitar a terra com bondade.

9E aquela árvore de agradável aroma, não de um odor carnal; lá ninguém terá poder para toca-la até

o tempo do grande julgamento. Quando todos serão punidos e consumidos para sempre; isto será

conferido sobre os justos e humildes. O fruto da árvore será dado ao eleito. Pois em direção ao

norte, vida será plantada no santo lugar, em direção à habitação do eterno Rei.

10Então eles se regozijarão grandemente e exultarão no Santo. O doce odor entrará em seus ossos; e

eles viverão uma longa vida na terra como seus antepassados; em seus dias não haverá tristeza,

angústia, aborrecimento e nem punição os afligirá.

11E eu abençoei o Senhor da glória, o eterno Rei, porque ele preparou esta árvore para os santos,

formou-a, e declarou que Ele a daria para eles.

Capítulo 25

1Dali eu fui para o meio da terra, e vi um feliz e fértil lugar, o qual continha ramos espalhando-se

continuamente das árvores que estavam plantadas nele. Ali eu vi uma santa montanha, e debaixo

dela a água do lado de traz fluía em direção ao sul. Eu vi no oriente outra montanha tão alta quanto

aquela; e entre elas havia um profundo, mas não largo vale.

2Água corria para a montanha para o ocidente dela; e debaixo dela havia igualmente outra

montanha.

3Lá havia um vale, mas não um vale largo, abaixo; e no meio deles havia outro profundo e seco vale

em direção da extremidade da árvore. Todos esses vales, que eram profundos, mas não oblíquo,

consistia de uma forte rocha, com a árvore que estava plantada nela. E eu maravilhei-me com a

rocha e o vale, ficando extremamente surpreso.

Capítulo 26

1

Então eu disse: O que significa esta terra abençoada, e todas estas altas árvores, e o vale

amaldiçoado entre elas?

2Então Uriel, um dos santos anjos que estava comigo, respondeu: Este vale é o amaldiçoado dos

amaldiçoados para sempre. Aqui serão reunidos todos os que pronunciaram com suas bocas

linguagem imprópria contra Deus, e falaram rudes coisas da Sua glória. Aqui eles serão reunidos.

Aqui será seu território.

3Nos últimos dias um exemplo de julgamento será feito em retidão diante dos santos, enquanto

aqueles que receberam misericórdia, para sempre, todos os dias, abençoarão a Deus, o eterno Deus.

4E no período do julgamento eles abençoarão a Ele por sua misericórdia, como Ele distribuiu-a a

eles. Então eu abençoei a Deus, dirigindo-me a Ele, e fazendo menção, como foi reconhecida, Sua

grandiosidade.

Capítulo 27

1Dali eu fui à direção do leste para o meio da montanha no deserto, do qual somente o nível da

superfície eu percebi.

2Ele estava cheio de árvores da semente aludida; e água jorrava sobre ela.

3Ali apareceu uma catarata composta de muitas cachoeiras voltadas tanto para o oriente quanto para

o ocidente. Sobre um lado havia árvores; sobre o outro água e orvalho.

Capítulo 28

1Então eu fui para outro lugar do deserto; em direção ao leste daquela montanha da qual eu havia

me aproximado.2Ali eu vi árvores escolhidas,

(32)

particularmente aquelas que produzem o cheiro doce opiato,

incenso e mirra; e árvores diferentes umas das outras.

(32) Árvores escolhidas. Literalmente "árvores de julgamento" (Laurence, p. 35; Knibb, p. 117).

3E sobre elas havia a elevação da montanha ocidental, a não grande distância.

Capítulo 29

1I

Igualmente vi outro lugar com vales de água que nunca param,

2Onde percebi uma agradável árvore, a qual em odor assemelha-se a Zasakinon.

(33)

(33) Zasakinon. A árvore de mastic (Knibb, p. 118).

3Em direção ao vale eu percebi o cinamomo de doce odor. Sobre eles avancei em direção ao leste.

Capítulo 30

1Então vi outra montanha contendo árvores, da qual água fluía como Neketro.

(34)

Seus nomes eram

Sarira, e Kalboneba.

(35)

E sobre esta montanha eu vi outra montanha, sobre a qual haviam árvores

de Alva.

(36)

(34) Neketro. O néctar (Knibb, p. 119).

(35) Sarira, e Kalboneba. Styrax e galbanio (Knibb, p. 119).

(36) Alva. Aloé (Knibb, p. 119).

2Estas árvores estavam cheias como amendoeiras, e fortes; e quando elas produziam frutos eram

superiores a toda redondeza.

Capítulo 31

1Depois destas coisas, inspecionando as entradas do norte acima das montanhas, vi montanhas e

percebi sete montanhas repletas de puro nardo, árvores odoríferas e papiro.

2Dali eu passei acima dos picos daquelas montanhas a alguma distância para o leste, e fui sobre o

mar da Eritréia.

(37) E quando eu havia avançado para longe, além dele, passei ao longo, acima do

anjo Zateel, e cheguei ao jardim da justiça. Neste jardim eu vi outras árvores, as quais eram

numerosas e grandes, e floresciam ali.

(37) Mar da Eritréia. O Mar Vermelho.

3

Sua fragrância era agradável e poderosa e sua aparência era tanto agradável quanto elegante. A

árvore do conhecimento também estava ali, do qual se alguém comesse, tornava-se dotado de

grande sabedoria.

4Ela era semelhante às espécies da tamareira, dando frutos semelhantes à uva extremamente fina, e

sua fragrância estendia-se a considerável distância. Eu exclamei: Que bela é esta árvore e quão

deleitável é sua aparência!

5Então o santo Rafael, um anjo que estava comigo, respondeu e disse: Esta é a árvore do

conhecimento, da qual vosso antigo pai e vossa mãe comeram, os quais foram antes de ti e que

obtendo conhecimento, seus olhos sendo abertos, e descobrindo que estavam nus, foram expulsos

do jardim.

Capítulo 32

1Dali eu fui na direção das extremidades da terra, onde vi grandes feras diferentes umas das outras,

e pássaros variados em suas aparências e formas, bem como com notas de diferentes sons.

2

Para a direita destas feras eu percebi as extremidades da terra, onde os céus cessam. Os portões do

céu estavam abertos e vi as estrelas celestiais vindo. Eu enumerei-as enquanto elas procediam do

portão e escrevi-as todas, enquanto elas saiam uma por uma, de acordo com seu número. Eu escrevi

seus nomes completamente, seus tempos e estações, enquanto o anjo Uriel, que estava comigo,

mostrava-as a mim.

3Ele as mostrou todas a mim, e escrevi uma conta delas.

4Ele também escreveu para mim seus nomes, seus regulamentos, e suas operações.

Capítulo 331Dali eu avancei em direção ao norte, para as extremidades da terra.

2

E ali vi a grande e gloriosa maravilha das extremidades de toda terra.

3Vi ali portões celestiais abertos para o céu, três dos quais distintamente separados. Os ventos do

norte procediam deles, soprando frio, granizo, geada, neve, orvalho e chuva.

4De um dos portões eles sopravam suavemente, mas quando eles sopravam dos dois outros portões,

ele era violento e forte. Eles sopravam sobre a terra fortemente.

Capítulo 34

1Dali eu fui para as extremidades do mundo para o oeste;

2Ali percebi três portões abertos, enquanto eu estava olhando no norte; os portões e passagens

através deles era de igual magnitude.

Capítulo 35

1Então eu segui às extremidades da terra ao sul, onde vi três portões abertos para o sul, do qual

provinha orvalho, chuva e vento.

2Dali eu fui para as extremidades do céu oriental, onde vi três portões celestiais abertos para o leste,

os quais tinham portões menores dentro deles. Através de cada um desses portões menores as

estrelas do céu passavam, e passaram para o oeste por um caminho que foi visto por elas, e todo o

período de seu aparecimento.

3Quando eu as vi, as abençoei cada vez que elas apareceram, e abençoei o Senhor da glória que

tinha feito estes grandes e esplêndidos sinais, para que eles pudessem mostrar a magnificência de

suas obras aos anjos e às almas dos homens, e para que estes pudessem glorificar todas as suas

obras e operações, pudessem ver os efeitos do seu poder; pudessem glorificar o grande labor de suas

mãos e abençoá-lo para sempre.

Capítulo 36 (não tem)

Capítulo 37

1A visão que ele viu, a segunda visão de sabedoria, que Enoque viu, o filho de Jared, filho de

Malaleel, o filho de Canan, filho de Enos, filho de Seth, filho de Adão. Este é o começo da palavra

de sabedoria, a qual eu recebi para declarar e dizer àqueles que habitam sobre a terra. Ouvi desde o

princípio, e entendei até o fim, as santas coisas que eu pronuncio na presença do Senhor dos

espíritos. Aqueles que eram antes de nós pensaram-nas boas para se pronunciar;

2E nós, que viemos depois, obstruímos o princípio da sabedoria. Até ao presente tempo nunca

aconteceu ter sido dado diante do Senhor dos espíritos o que eu recebi, sabedoria de acordo com a

capacidade do meu intelecto, e de acordo com o prazer do Senhor dos espíritos; o que eu recebi

dele, uma porção da vida eterna.

3

E eu obtive três parábolas, as quais eu declarei aos habitantes do mundo.

Capítulo 38

1A primeira parábola. Quando a congregação dos justos for manifestada e os pecadores forem

julgados por seus crimes, e forem afligidos à vista do mundo;

2Quando os justos forem manifestados

(38)

na presença dos mesmos justos, os quais serão eleitos por

suas boas obras corretamente pesadas pelo Senhor dos espíritos, e quando a luz dos justos e dos

eleitos, o quais habitam na terra for manifestada; onde será a habitação dos pecadores? E qual será o

lugar de descanso daqueles que rejeitaram o Senhor dos espíritos? Seria melhor para eles se nunca

tivessem nascido.

(38) Quando os justos forem manifestados. Ou, "quando o Justo aparecer" (Knibb, p. 125; cp. Charles, p. 112).

3Quando os segredos dos justos também forem revelados, então os pecadores serão julgados e os

ímpios serão afligidos na presença dos justos e eleitos.4Daquele tempo, aqueles que possuírem a terra deixarão de ser poderosos e exaltados. Nem serão

capazes de olhar para o semblante do santo, pois a luz dos semblantes dos santos, dos justos, e dos

eleitos, terá sido visto pelo Senhor dos espíritos.

(39)

(39) Pois a luz… Senhor dos espíritos. Ou, "pois a luz do Senhor dos espíritos terá aparecido na face dos santos, dos

juntos, e dos escolhidos" (Knibb, p. 126).

5Então os reis poderosos daquele tempo serão destruídos, mas serão entregues nas mãos dos retos e

santos.

6Desde então ninguém obterá compaixão do Senhor dos espíritos, porque suas vidas neste mundo

terá sido completada.

Capítulo 39

1Naqueles dias a raça eleita e santa descerá do céu e sua semente estará com os filhos dos homens.

Enoque recebeu livros de indignação e ira, e livros de pressa e agitação.

2Nunca obterão misericórdia, diz o Senhor dos espíritos.

3Uma nuvem então me arrebatou, e o vento elevou-me acima da superfície da terra, colocando-me

na extremidade dos céus.

4Lá eu vi outra visão, e vi as habitações e os lugares de descanso dos santos. Meus olhos viram suas

habitações com os anjos, e seus lugares de descanso com os santos. Eles estavam entrando,

suplicando e orando pelos filhos dos homens; enquanto a justiça fluía como a água diante deles, e a

misericórdia se espalhava sobre a terra como o orvalho. E assim será para com eles para sempre e

sempre.

5Naquele tempo os meus olhos viram a habitação do eleito, da verdade, fé e retidão.

6

Sem conta será o número dos santos e eleitos na presença de Deus para sempre e sempre.

7

Sua residência eu vi sob as asas do Senhor dos espíritos. Todos os santos e eleitos cantavam diante

dele, com a aparência semelhante à chama de fogo; suas bocas estavam cheias de bênçãos e seus

lábios glorificavam o nome do Senhor dos Espíritos. E retidão incessantemente habitava diante

dele.

8

Eu quis permanecer ali, e minha alma desejou aquela habitação. Ali estava minha antecedente

herança, pois deste modo eu prevaleci diante do Senhor dos espíritos.

9Neste momento eu glorifiquei e exaltei o nome do Senhor dos espíritos com louvor e exaltação,

pois Ele o tem estabelecido com bênção e com exaltação, de acordo com Sua própria boa vontade.

10Meus olhos contemplaram aquele espaçoso lugar. Eu o bendisse e falei: Abençoado seja,

abençoado desde o princípio e para sempre. No princípio, antes que o mundo fosse criado, e sem

fim é seu conhecimento.

11Qual é este mundo? De toda geração existente, eles abençoarão aquele que não dorme

espiritualmente, mas permanece diante da Tua glória, abençoando, glorificando, exaltando-te, e

dizendo: Santo, santo, o Senhor dos espíritos encheu o mundo todo de espíritos.

12Ali meus olhos viram a todos que, sem dormir, permanecem diante dele e abençoam-no dizendo:

Abençoado sejas, e abençoado seja o nome de Deus para sempre e sempre. Então meu semblante

ficou mudado, até que fiquei incapaz de continuar vendo.

Capítulo 40

1Depois disto eu vi milhares de milhares e miríades de miríades, e um número infinito de pessoas,

em pé, diante do Senhor dos espíritos.

2

Igualmente, nas quatro asas do Senhor dos espíritos, nos quatro lados, percebi outros, ao lado

daqueles que estavam em pé diante dele. Seus nomes também eu sei porque o anjo que estava

comigo declarou-os a mim, revelando-me toda coisa secreta.

3

Então ouvi as vozes daqueles sobre os quatro lados, magnificando o Senhor da glória.

4A primeira voz abençoou o Senhor dos espíritos para sempre e sempre.

5A segunda voz ouvi abençoando ao Eleito e aos eleitos que sofrem pela causa do Senhor dos

espíritos.

6A terceira voz eu ouvi pedindo e orando em favor daqueles que habitam sobre a terra, e suplicam

no nome do Senhor dos espíritos.7A quarta voz eu ouvi expulsando os anjos ímpios,

(40)

e proibindo-os de entrarem na presença do

Senhor dos espíritos para proferirem acusações contra

(41)

os habitantes da terra.

(40) Anjos ímpios. Literalmente "os Satãs" (Laurence, p. 45; Knibb, p. 128). Ha-satan em Hebreu ("o adversário") foi

originalmente o título de um ofício, não o nome de um anjo.

(41) Proferir acusações contra. Ou, "para acusar" (Charles, p. 119).

8Depois disso eu pedi ao anjo da paz, que prosseguia comigo, para explicar tudo o que estava

escondido. Eu disse-lhe: Quem são aqueles que eu havia visto nos quatro lados e que palavras eram

aquelas que eu havia ouvido e escrito? Ele respondeu: O primeiro é o misericordioso, o paciente, o

santo Miguel.

9O segundo é aquele que preside sobre todo sofrimento e toda aflição dos filhos dos homens, o

santo Rafael. O terceiro, o qual preside sobre tudo o que é poderoso é Gabriel. E o quarto, o qual

preside sobre o arrependimento e a esperança daqueles que herdarão a vida eterna, é Fanuel. Estes

são os quatro anjos do Altíssimo Deus e suas quatro vozes, as quais naquele momento eu ouvi.

Capítulo 41

1Depois disso eu vi os segredos do céu e do paraíso, de acordo com suas divisões, e das ações

humanas enquanto eles pesavam-nas em balanças. Vi as habitações dos eleitos e as habitações dos

santos. E ali meus olhos viram todos os pecadores que haviam negado o Senhor da glória e como

eles foram expelidos dali, e arrastados para fora, como eles estiveram ali; nenhuma punição

procedeu contra eles vinda do Senhor dos espíritos.

2Ali também meus olhos viram os segredos do raio e do trovão e os segredos dos ventos, como eles

são distribuídos quando eles sopram sobre a terra: os segredos dos ventos, do orvalho, e das nuvens.

Ali eu vi o lugar de onde eles saem e tornam-se saturados com o pó da terra.

3Ali eu vi os receptáculos de madeira nos quais os ventos são separados, o receptáculo do granizo, o

receptáculo da neve, o receptáculo das nuvens, e a própria nuvem, a qual continuava sobre a terra

antes da criação do mundo.

4Eu vi também os receptáculos da lua, de onde elas vêm, para onde elas vão, seus gloriosos retornos

e como uma se torna mais esplêndida do que a outra. Eu marquei seu rico progresso, seu imutável

progresso, sua divisão e não diminuído progresso; sua observância de uma fidelidade mútua por um

juramento estável; seu procedimento diante do sol e sua aderência ao caminho que lhes foi

distribuído,

(42)

em obediência ao comando do Senhor dos espíritos. Potente é seu nome para sempre

e sempre.

(42) Seu procedimento... caminho distribuído . Ou, "o sol vai primeiro e completa sua jornada" (Knibb, p. 129; cp.

Charles, p. 122).

5Depois eu vi que o caminho da lua, tanto oculto quanto manifesto; e também o progresso dessa

trajetória foram completados dia a dia, e à noite; enquanto cada uma, junto com a outra, olhou para

o Senhor dos espíritos, magnificando-O e exaltando-O sem cessar, já que exaltá-lO, para eles, é

repouso; pois no esplêndido sol há uma freqüente alteração para bênção e para maldição.

6O curso do caminho da lua para com os retos é luz, mas para os pecadores é escuridão; no nome do

Senhor dos espíritos, o qual criou uma divisão entre luz e escuridão, e separando os espíritos dos

homens, fortalecendo os espíritos dos justos em nome de sua própria retidão.

7O anjo não previne isto, nem é ele dotado de poder para preveni-lo, pois o Juiz vê a todos, e julgaos a todos na própria presença deles.

Capítulo 42

1A sabedoria não encontrou um lugar na terra onde pudesse habitar; sua habitação, portanto está no

céu.

2A sabedoria saiu para habitar entre os filhos dos homens, mas ela não obteve habitação. A

sabedoria retornou ao seu lugar e assentou-se no meio dos anjos. Mas a iniqüidade saiu depois do

seu retorno, a qual de má vontade encontrou uma habitação e residiu entre eles como chuva no

deserto, e como o orvalho na terra seca.

Capítulo 431Eu vi outro esplendor, e as estrelas do céu. Eu observei que ele chamou-as todas por seus

respectivos nomes, e que elas ouviram. Vi que ele pesou-as numa justa balança por sua luz e

amplitude de seus lugares, o dia de seu aparecimento, e suas conversões. Esplendor produziu

esplendor; e sua conversão foi o número dos anjos, e dos fiéis.

2

Então eu perguntei ao anjo, que prosseguia comigo, e ele explicou-me coisas secretas, e quais eram

seus nomes. Ele respondeu: O Senhor dos espíritos mostrou a ti uma similaridade disto. Eles são

nomes dos justos que habitaram na terra, os quais acreditam no nome do Senhor dos espíritos para

sempre e sempre.

Capítulo 44

1Outra coisa também vi com respeito ao esplendor; que ele sobe por causa das estrelas e torna-se

esplendor, sendo incapaz de abandoná-las.

Capítulo 45

1A segunda parábola, a respeito daqueles que negam o nome da habitação dos santos e do Senhor

dos espíritos.

2Aos céus eles não ascenderão nem virão sobre a terra. Esta será a porção dos pecadores que negam

o nome do Senhor dos espíritos e que estão assim reservados para o dia da punição e da aflição.

3Naquele dia o Eleito se assentará sobre um trono de glória e escolherá suas condições e suas

incontáveis habitações, enquanto seus espíritos neles serão fortalecidos quando eles virem meu

Eleito, pois esses fugiram por proteção para meu santo e glorioso nome.

4Naquele dia eu farei com que meu Eleito habite no meio deles; mudarei a face do céu; o abençoarei

e o iluminarei para sempre.

5Eu também mudarei a face da terra, a abençoarei; e farei com que aqueles a quem elegi habitem

sobre ela. Mas aqueles que cometeram pecado e iniqüidade não habitarão nela, pois Eu marquei

seus procedimentos. Meus justos Eu satisfarei com paz, colocando-os diante de Mim; mas a

condenação dos pecadores se aproximará, para que Eu possa destruí-los da face da terra.

Capítulo 46

1Ali eu vi o Ancião de dias, cuja cabeça era igual à branca lã, e com ele outro, cujo semblante

assemelhava-se àquele do homem. Seu semblante era cheio de graça, igual àquele dos santos anjos.

Então eu inquiri dos anjos que estavam comigo, e que me mostravam toda coisa secreta concernente

a este Filho do homem, o qual foi; de onde Ele era e porque Ele acompanhou o Ancião de dias.

2Ele respondeu-me e disse: Este é o Filho do homem, ao qual a justiça pertence, com o qual a

retidão tem habitado e o qual revelou todos os tesouros do que é escondido: pois o Senhor dos

espíritos o tem escolhido e sua porção tem excedido a tudo diante do Senhor dos espíritos em eterna

ascensão.

3Este Filho do homem, que tu vês, levantará reis e poderosos de seus lugares de habitação, e os

poderosos de seus tronos; soltará as rédeas do poderoso, e quebrará em pedaços os dentes dos

pecadores.

4Ele lançará reis dos seus tronos e de seus domínios porque eles não O exaltarão, O louvarão, nem

se humilham diante dEle, pelo Qual seus reinos lhes foram dados. Igualmente o semblante do

poderoso Ele lançará abaixo, enchendo-os de confusão. Escura será sua habitação e vermes serão

sua cama; deste seu leito eles não esperam levantar-se novamente porque eles não exaltam o nome

do Senhor dos espíritos.

5

Eles condenarão as estrelas do céu, elevarão suas mãos contra o Altíssimo, caminham e habitam

sobre a terra, exibindo todos os seus atos de iniqüidade, mesmo suas obras de iniqüidade. Sua força

estará em suas riquezas e sua fé nos bens que têm formado com suas próprias mãos. Eles negarão o

nome do Senhor dos espíritos e o expulsarão de seus templos, nos quais eles se reúnem;

6E com Ele o fiel,

(43)

o qual sofre em nome do Senhor dos espíritos.

(43) O expulçarão… o fiel. Ou, "expulsarão das causas de sua congregação e do fiel" (Knibb, p. 132; cp. Charles, p.

131).1Naquele dia a oração dos santos e dos justos e o sangue dos íntegros ascenderá da terra até a

presença do Senhor dos espíritos.

2Naquele dia os santos se reunirão, os quais habitam nos céus, e com vozes unidas de petição,

suplica, oração, louvor e bênção ao nome do Senhor dos espíritos, por conta do sangue dos justos

que tem sido derramado, para que a oração dos justos não seja descontinuada diante do Senhor dos

espíritos, para que por eles se execute julgamento; e para que sua paciência possa perdurar para

sempre.

(44)

(44) Para que sua paciência… perdure para sempre. Ou, "(para que) sua paciência possa não ter

que durar para sempre" (Knibb, p. 133).

3Naquele tempo eu vi o Ancião de dias enquanto ele se assentava sobre o trono da sua glória,

enquanto o livro dos vivos foi aberto na sua presença e enquanto todos os poderes que estão acima

dos céus permanecem ao redor e diante dele.

4Então os corações dos santos estavam cheios de alegria, por causa da consumação da justiça que

havia chegado, a súplica dos santos foi ouvida e o sangue dos justos apreciado pelo Senhor dos

espíritos.

Capítulo 48

1Naquele lugar eu vi uma fonte de retidão, a qual nunca falha, envolta em muitas fontes de

sabedoria. Delas todos os sedentos beberam e foram cheios de sabedoria tendo sua habitação com

os retos, eleitos e santos.

2Naquela hora o Filho do homem foi invocado diante do Senhor dos espíritos e seu nome na

presença do Ancião de dias.

3Antes que o sol e os sinais fossem criados, antes que as estrelas do céu tivessem sido formadas, seu

nome era invocado na presença do Senhor dos espírito. Ele será um apoio para os justos e santos se

encostarem, sem falhar; e ele será a luz das nações.

4Ele será a esperança daqueles cujos corações estão temerosos. Todos os que habitam na terra cairão

diante dEle; O abençoarão e glorificarão, e cantarão orações ao nome do Senhor dos espíritos.

5

Portanto o Eleito e Escondido subsistiu em sua presença, antes que o mundo fosse formado, e para

sempre.

6Na Sua presença Ele existiu, e revelou aos santos e aos justos a sabedoria do Senhor dos espíritos;

pois Ele preservou o lugar dos retos, porque eles iraram e rejeitaram este mundo de iniqüidade, e

detestaram todas as suas obras e caminhos, no nome do Senhor dos espíritos.

7

Pois em seu nome eles serão preservados e sua será a vida. Naqueles dias os reis da terra e os

homens poderosos, os quais ganharam o mundo por suas realizações, se tornarão humildes em seus

semblantes.

8

Pois no dia de sua ansiedade e angústia, suas almas não serão salvas, e eles estarão em sujeição

daquele a quem eu escolhi.

9Eu os lançarei como a palha ao fogo e como chumbo, na água. Assim eles queimarão na presença

dos justos e afundarão na presença dos santos; nem a décima parte deles será encontrada.

10Mas no dia da tribulação o mundo ganhará tranqüilidade.

11Em sua presença eles falharão e não serão levantados novamente; nem haverá alguém para tomá-

los por suas mãos e levantá-los; pois eles negaram o Senhor dos espíritos e seu Messias. O nome do

Senhor será abençoado.

Capítulo 48A

(45)

(45) Dois capítulos consecutivos são enumerados "48"

1

Sabedoria verteu como água e glória não falta diante dEle para sempre e sempre, pois potente é Ele

em todos os segredos de retidão.

2Mas a iniqüidade passa como uma sombra e não possui uma estação fixa, pois o Eleito permanece

diante do Senhor dos espíritos e Sua glória é para sempre e sempre, e Seu poder de geração em

geração.3Com Ele habitam os espíritos da sabedoria intelectual, o espírito da instrução e do poder e o

espíritos dos que dormem em retidão; Ele julgará coisas secretas.

4Ninguém será capaz de pronunciar uma única palavra diante dEle, pois o Eleito está na presença

do Senhor dos espíritos de acordo com Seu próprio prazer.

Capítulo 49

1Naqueles dias os santos e os escolhidos sofrerão uma mudança. A luz do dia descansará sobre eles

e o esplendor e a glória dos santos será transformada.

2Naquele dia de tribulação o mal será amontoado sobre os pecadores, mas os justos triunfarão no

nome do Senhor dos espíritos.

3Outros serão levados a ver que devem arrepender-se e desistir das obras das suas mãos, e que a

glória não os espera na presença do Senhor dos espíritos já que por Seu nome eles podem ser

salvos. O Senhor dos espíritos terá compaixão deles, pois grande é a Sua misericórdia e a justiça

está em Seu julgamento; na presença de Sua glória, em seu julgamento a iniqüidade não

permanecerá. Aquele que não se arrepende em perecerá Sua presença.

4Daqui em diante Eu não terei misericórdia deles, diz o Senhor dos espíritos.

Capítulo 50

1Naqueles dias a terra entregará de seu ventre e o inferno entregará de si aqueles a quem recebeu, e

a destruição restaurará àqueles a quem ela deve.

2Ele selecionará os justos e santos de entre eles, pois o dia de sua salvação se tem aproximado.

3E naqueles dias o Eleito se assentará sobre seu trono, enquanto todo segredo de sabedoria

intelectual procederá da sua boca, pois o Senhor dos espíritos lhe concedeu e glorificou.

4Naqueles dias as montanhas saltarão como as rãs e os montes pularão como jovens ovelhas

(46)

saciadas com leite; e todos os justos se tornarão iguais aos anjos nos céu.

(46) Cp. Salmos 114:4

5

Seu semblante se iluminará de alegria, pois naqueles dias o Eleito será exaltado. A terra se

regozijará; os justos habitarão nela e a possuirão.

Capítulo 51

1Depois desse tempo, no lugar onde eu havia visto toda visão secreta, fui arrebatado em um

redemoinho de vento e transportado para o oeste.

2Lá meus olhos viram os segredos do céu e tudo o que existe na terra; uma montanha de fogo, uma

montanha de cobre, uma montanha de prata, uma montanha de ouro, uma montanha de metal

fundido, e uma montanha de chumbo.

3E eu perguntei ao anjo que foi comigo, dizendo: O que são estas coisas, que em segrego eu vi?

4

Ele disse: Todas as coisas que tu viste serão para o domínio do Messias, para que ele possa

comandar e ser poderoso sobre a terra.

5E aquele anjo de paz respondeu-me dizendo: Espera um pouco de tempo e entenderás, e cada coisa

secreta te será revelada, o que o Senhor dos espíritos tem decretado. Aquelas montanhas que tu

viste, a montanha de ferro, a montanha de cobre, a montanha de prata, a montanha de ouro, a

montanha de metal fluido e a montanha de chumbo, todas estas na presença do Eleito serão como o

favo de mel diante do fogo, e como a água descendo de cima sobre estas montanhas, e se tornarão

debilitadas diante de seus pés.

6Naqueles dias os homens não serão salvos por ouro e por prata.

7Nem eles o terão em seu poder para assegurar-se, e voar.

8Lá não haverá nem ferro, nem casaco de malha para o peito.

9Cobre será unútil; inútil também será o que não enferruja nem se consome; e levar não será

desejado.

10Todas estas coisas serão rejeitadas, e perecem na terra, quando o Eleito aparecer na presença do

Senhor dos espíritos.Capítulo 52

1Ali meus olhos viram um profundo vale, e larga era sua entrada.

2Todos os que habitam na terra, no mar, e nas ilhas, trarão para ele dons, presentes e oferendas;

contudo aquele profundo vale não se encherá. Suas mãos cometerão iniqüidade. Tudo quanto eles

produzirem por labor será devorado pelos pecadores por crime. Mas eles perecerão de diante da

face do Senhor dos espíritos e da face de sua terra. Eles se levantarão, e não falharão para sempre.

3

Eu vi anjos de punição, os quais estavam habitando ali, e preparando todos os instrumentos de

Satan.

4Então perguntei ao anjo da paz que continuava comigo, para quem aqueles instrumentos eram

preparados.

5Ele disse: Estes são preparados para os reis e poderosos da terra, para que assim eles pereçam.

6Depois que os justos e a casa escolhida de sua congregação aparecerão, e desde então serão

imutáveis no nome do Senhor dos espíritos.

7Nem aquelas montanhas existirão na sua presença como a terra e os montes, como as fontes de

água existem. E os justos serão aliviados da vexação dos pecadores.

Capítulo 53

1Então eu olhei e me virei para outra parte da terra, onde vi um profundo vale de fogo ardente.

2

Para esse vale, eles levaram os monarcas e os poderosos.

3Ali meus olhos viram os instrumentos que eles fizeram, correntes de ferro sem peso.

(47)

(47) Sem peso. Ou, "de imensurável peso" (Knibb, p. 138).

4Então eu perguntei ao anjo da paz que estava comigo, dizendo: Para quem essas correntes são

preparadas?

5

Ele respondeu: Estas são preparadas para as hostes de Azazeel, para que eles sejam entregues e

julgados a uma menor condenação, e para que seus anjos sejam subjugados com pedras

arremessadas, como o Senhor dos espíritos ordenou.

6Miguel e Gabriel, Rafael e Fanuel serão fortalecidos naquele dia, e então os lançarão numa

fornalha de fogo ardente para que o Senhor dos espíritos possa ser vingado pelos crimes que eles

cometeram; porque eles se tornaram ministro de Satan, e seduziram aqueles que habitam sobre a

terra.

7Naqueles dias punição virá do Senhor dos espíritos, e os receptáculos de água que estão acima nos

céus serão abertos, e igualmente as fontes que estão sob a terra.

8Todas as águas, que estão nos céus e abaixo deles, serão reunidas e se misturarão.

9A água que está acima no céu será o agente;

(48)

(48) Agente. Literalmente, "macho" (Laurence, p. 61).

10E a água que está sob a terra será o recipiente,

(49)

e todos os que habitam sobre a terra serão

destruídos e os que habitam sob as extremidades do céu.

(49) Recipiente. Literalmente, "fêmea" (Laurence, p. 61).

11

Por esses meios eles entenderão a iniqüidade que cometeram na terra, e por esses meios perecerão.

Capítulo 54

1Depois disso o Ancião de dias arrependeu-se, e disse: Em vão eu destruí todos os habitantes da

terra.

2

E ele jurou por seu grande nome, dizendo: De agora em diante eu não agirei mais assim para com

todos aqueles que habitam sobre a terra.

3Mas eu colocarei um sinal nos céus;

(50)

e ele será uma fiel testemunha entre mim e eles para

sempre, tantos quantos os dias do céu durarem sobre a terra.

(50) Cp. Gen. 9:13, "Eu colocarei meu arco na nuvem, e ele será um sinal do convênio entre mim e a terra".

4Depois disso, de acordo com esse meu decreto, quando eu estiver disposto a prende-los

antecipadamente, pela instrumentalidade dos anjos, no dia da aflição e da perturbação, minha ira e

minha punição permanecerá sobre eles, minha punição e minha ira, diz Deus, o Senhor dos

espíritos.5Ó vós reis, ó vós poderosos, que habitam o mundo, vereis meu Eleito, assentado sobre o trono da

minha glória. E Ele julgará Azazeel, todos seus associados, em nome do Senhor dos espíritos.

6Ali igualmente eu vi as hostes dos anjos que estavam se movendo em punição, confinadas numa

rede de ferro e bronze. Então eu perguntei ao anjo da paz, que estava comigo: Para quem estes sob

confinamento estão indo.

7Ele disse: Para todos os seus eleitos e seus amados,

(51)

para que eles possam ser lançados nas

fontes e profundas fendas do abismo.

(51) Para cada um dos… seus amados. Ou, "Para cada um de seus escolhidos e para os seus amados" (Knibb, p. 139).

8E aquele vale será cheio com seus eleitos e amados; os dias cuja vida serão consumados, mas os

dias de seus erros serão inumeráveis.

9Então príncipes

(52)

se combinarão e juntos conspirarão. Os chefes do leste, entre os Partos e

Medos, removerão reis, nos quais um espírito de perturbação entrará. Ele os lançará de seus tronos,

saltando como leões de seus esconderijos, e como lobos famintos no meio do rebanho.

(52) Príncipes. Ou, "anjos" (Charles, p. 149; Knibb, p. 140).

10Eles subirão e pisarão na terra de seus eleitos. A terra de seus eleitos estará diante deles. A eira, a

senda e a cidade do meu povo justo imperará o progresso de seus cavalos. Eles se levantarão para

destruir uns aos outros; sua mão direita se estenderá; o homem não conhecerá seu amigo ou seu

irmão;

11Nem o filho de seu pai ou de sua mãe; até que o número dos corpos de seus mortos sejam

completados, pela sua morte e punição. Nem isto acontecerá sem causa.

12Naqueles dias a boca do inferno será aberta, na qual eles serão imersos; o inferno destruirá e

tragará os pegadores da face dos eleitos.

Capítulo 55

1Depois disto eu vi outro exército de carruagens com homens dirigindo-as.

2E eles vieram sobre o vento do leste, desde o oeste, e do sul.

(53)

(53) Desde o sul. Literalmente "do meio do dia". (Laurence, p. 63).

3O som do barulho de suas carruagens foi ouvido.

4E quando aquela agitação aconteceu os santos fora do céu perceberam-na; o pilar da terra abalou-se

desde a sua fundação e o som foi ouvido desde as extremidades da terra até as extremidades do céu

ao mesmo tempo.

5Então eles caíram e adoraram o Senhor dos espíritos.

6Este é o fim da segunda parábola.

Capítulo 56

1Então eu comecei a proferir a terceira parábola, concernente aos santos e aos eleitos.

2Abençoados sois vós, ó santos e eleitos, pois glorioso é o vosso lugar.

3Os santos existirão na luz do sol e os eleitos na luz da vida eterna, cujos dias de vida nunca

terminarão nem os dias dos santos serão enumerados, os quais procuram pela luz e obtêm retidão

com o Senhor dos espíritos.

4

Paz seja aos santos com o Senhor do mundo.

5Daqui em diante aos santos seja dito que procurem nos céu os segredos da retidão, a porção da fé;

semelhante ao sol nascido sobre a terra, enquanto a escuridão se vai. Ali haverá luz interminável;

eles não entrarão em contagem de tempo, pois a escuridão será previamente destruída e a luz

aumentará diante do Senhor dos espíritos; diante do Senhor dos espíritos a luz da honradez

aumentará para sempre.

Capítulo 57

1Naqueles dias meus olhos viram os segredos dos relâmpagos e seu esplendor, e o julgamento a eles

pertencente.

2Eles iluminam por bênção e por maldição, de acordo com a vontade do Senhor dos espíritos.

3Ali eu vi os segredos do trovão quando ele agita-se acima no céu e seu som é ouvido.4As habitações da terra também foram mostradas a mim. O som do trovão é para paz e para bênção,

tanto para o bem quanto para maldição, de acordo com a palavra do Senhor dos espíritos.

5Depois disso, todo segredo dos esplendores e dos trovões foram vistos por mim. Para bênção e para

fertilidade eles iluminam.

Capítulo 58

1No qüinquagésimo ano, no sétimo mês, no décimo quarto dia da vida de Enoque, naquela parábola

eu vi o céu dos céus tremer, que ele tremeu violentamente e que os poderes do Altíssimo e dos

anjos, milhares de milhares, e miríades de miríades, ficaram agitados com grande agitação. E

quando eu olhei o Ancião de dias estava assentado no trono de sua glória enquanto os anjos e santos

estavam em pé ao redor dele. Um grande tremor veio sobre mim. Meus lombos foram curvados e

soltos, meus rins foram dissolvidos; e eu cai sobre minha face. O santo Miguel, outro santo anjo,

um dos santos, foi enviado, o qual levantou-me.

2E quando ele levantou-me, meu espírito retornou, pois eu fui incapaz de suportar essa visão de

violência, sua agitação e o choque do céu.

3Então o santo Miguel disse-me: Por que estás perturbado com essa visão?

4Desde então tem existido o dia da misericórdia; Ele tem sido misericordioso e magnânimo com

todos os que habitam sobre a terra.

5Mas quando o tempo vier, então o poder, a punição, e o julgamento tomarão lugar, o qual o Senhor

dos espíritos preparou para aqueles que se prostrarem para o julgamento da retidão, para aqueles

que renunciarem àquele julgamento, e para aqueles que tomam seu nome em vão.

6Aquele dia foi preparado para os eleitos como um dia de convênio e para os pecadores como um

dia de inquisição.

7Naquele dia dois monstros serão distribuídos como alimento

(54)

, um monstro fêmea, cujo nome é

Leviathan, habitando nas profundezas do mar, acima das fontes de águas;

(54) Distribuídos como alimento. Ou, "separados um do outro" (Knibb, p. 143).

8E um monstro macho, cujo nome é Behemoth, o qual possui, movendo-se em seu ventre, o deserto

invisível.

9

Seu nome era Dendayen. A leste do jardim, onde os eleitos e os justos habitarão, onde ele recebeuo de meu ancestral, desde Adão o primeiro dos homens,

(55)

cujo homem o Senhor dos espíritos fez.

(55) Ele recebeu-o… primeiro dos homens. Ou, "meu bisavô foi tomado, o sétimo desde Adão" (Charles, p. 155). Isto

implica que esta seção do livro foi escrita por Noé, descendente de Enoque. Os estudiosos têm especulado que esta

parte do livro pode conter fragmentos do perdido Apocalipse de Noé.

10Então eu pedi a outro anjo que me mostrasse o poder daqueles monstros, como eles se separaram

naquele mesmo dia, um estando nas profundezas do mar, e o outro no seco deserto.

11E ele disse: Tu, filho do homem, estás aqui desejoso de entendimento das coisas secretas.

12E o anjo da paz, o qual estava comigo disse: Estes dois monstros estão preparados pelo poder de

Deus para tornarem-se alimento, para que a punição de Deus não seja em vão.

13Então crianças serão mortas com suas mães, e os filhos com seus pais.

14E quando a punição do Senhor dos espíritos continuar, sobre eles ela continuará, para que a

punição do Senhor dos espíritos não aconteça em vão. Depois do quê, o julgamento existirá com

misericórdia e longanimidade.

Capítulo 59

1

Então outro anjo, o qual estava comigo, me falou,

2E mostrou-me o primeiro e o último dos segredos em cima no céu, e nas profundezas da terra:

3Nas extremidades do céu e nas fundações dela, e no receptáculo dos céus.

4Ele mostrou-me como seus espíritos foram divididos; como eles foram balançados e como ambas

as fontes e os ventos foram contados de acordo com a força de seu espírito.

5Ele me mostrou o poder da luz da lua, que seu poder é justo; bem como as divisões das estrelas, de

acordo com seus respectivos nomes;

6Que cada divisão é separada; que os relâmpagos iluminam;7Que suas tropas imediatamente obedecem e que uma cessação toma lugar durante o trovão em

continuação de seu som. Não são separados o trovão e o raio; nem eles se movem com um espírito,

já que eles não são separados.

8

Pois quando os raios iluminam, o trovão soa e o espírito a um próprio período faz pausa, fazendo

uma igual divisão entre eles, pois o receptáculo sobre o qual seus períodos dependem é solto como a

areia. Cada um deles à sua própria estação é restringido com uma rédea e virado pelo poder do

espírito, que assim impele-os de acordo com a espaçosa extensão da terra.

9O espírito do mar é igualmente potente e forte, e um poder tão forte o faz vazar; assim ele é

dirigido adiante e espalha-se contra as montanhas da terra. O espírito da geada tem seu anjo; no

espírito do granizo ele é um bom anjo; o espírito da neve cessa em sua força e um espírito solitário

está nele, o qual ascende dele como vapor, e é chamado refrigeração.

10O espírito da névoa também habita com eles em seu receptáculo, mas ele tem um receptáculo para

si mesmo, pois seu progresso está no esplendor,

11Na luz e na escuridão, no inverno e no verão. Seu receptáculo é brilho, e um anjo esta nele.

12O espírito do orvalho tem seu domicílio nas extremidades do céu, em conexão com o receptáculo

da chuva e seu progresso está no inverno e no verão. A nuvem produzida por ele e a nuvem do meio

se tornam unidos, um dá ao outro; e quando o espírito da chuva está em movimento de seu

receptáculo, anjos vêm e, abrindo seu receptáculo, o traz adiante.

13Quando igualmente ele é borrifado sobre toda a terra ele forma uma união com todo tipo de água

no chão; pois as águas ficam na terra, porque eles fornecem nutrição para a terra desde o Altíssimo,

o qual está no céu.

14

Sobre este informe, portanto há uma regulamentação na qualidade da chuva que os anjos recebem.

15Estas coisas eu vi, todas elas, até o paraíso.

Capítulo 60

1Naqueles dias eu vi que longos mantos foram dados àqueles anjos, os quais tomaram suas asas e

fugiram em direção ao norte.

2

Eu perguntei ao anjo, dizendo: Para onde eles levaram aqueles longos mantos e para onde se

foram? Ele disse: Eles foram medir.

3O anjo, o qual continuava comigo, disse: Estas são as medidas dos justos e cordas serão trazidas

para que eles possam confiar no nome do Senhor dos espíritos para sempre e sempre.

4O eleito começará a habitar com o eleito.

5Estas são as medidas que serão dadas pela fé, as quais fortalecerão as palavras de retidão.

6

Estas medidas revelarão todos os segredos nas profundezas da terra.

7E acontecerá que aqueles que foram destruídos no deserto e os que foram devorados pelos peixes

do mar e pelas bestas do campo, retornarão e confiarão no dia do Eleito, pois ninguém perecerá na

presença do Senhor dos espíritos, nem ninguém será capaz de perecer.

8Então eles receberam o mandamento, todos os quais estavam nos céus acima, para quem foi dado

um poder combinado, voz e esplendor, semelhante ao fogo.

9

E primeiro, com suas vozes eles abençoaram-no, exaltaram-no, glorificaram-no com sabedoria e

atribuíram a Ele sabedoria com a palavra e com o sopro da vida.

10Então o Senhor dos espíritos assentado sobre o trono de sua glória, o Eleito,

11O qual julgará todas as obras do Santo acima no céu, e numa balança Ele pesará suas ações. E

quando Ele levantar Seu semblante para julgar seus caminhos secretos na palavra do nome do

Senhor dos espíritos, e seu progresso no caminho do justo julgamento do altíssimo Deus;

12Eles falarão com vozes unidas; abençoarão, glorificarão, exaltarão, e orarão em nome do Senhor

dos espíritos.

13Ele chamará a todo poder dos céus, a todo santo acima, e ao poder de Deus. O Querubim, o

Serafim, o Ofanim, todos os anjos de poder e todos os anjos dos Senhores, a saber, do Eleito, e do

outro Poder, o qual estava sobre a água naquele dia.

14E levarão suas vozes unidas; abençoarão, glorificarão, orarão, e exaltarão com o espírito da fé,

com o espírito da sabedoria e da paciência, com o espírito da misericórdia, com o espírito do

julgamento e da paz, e com o espírito da benevolência; todos dirão com vozes unidas: Abençoado éEle; e o nome do Senhor dos espíritos será abençoado para sempre e sempre; todos, os quais não

dormem, o abençoarão acima no céu.

15Todo santo no céu o abençoará; todo o eleito que habita no jardim da vida e todo espírito de luz

que é capaz de abençoar, glorificar, exaltar, e orar em seu santo nome e todo homem mortal,

(56)

mais do que os poderes do céu, glorificará e abençoará seu nome para sempre e sempre.

(56) Todo homem mortal Literalmente, "toda carne" (Laurence, p. 73).

16

Pois grande é a misericórdia do Senhor dos espíritos; magnânimo Ele é; e todas as suas obras,

todo o seu poder, grande como são as coisas que Ele tem feito, tem revelado aos santos e eleitos, em

nome do Senhor dos espíritos.

Capítulo 61

1Então o Senhor ordenou os reis, os príncipes, os exaltados e aqueles que habitam na terra dizendo:

Abri vossos olhos, e elevai vossas buzinas se sois capazes de compreender o Eleito.

2O Senhor dos espíritos assentou-se sobre o trono de sua glória.

3E o espírito de retidão foi colocado sobre ele.

4A palavra de sua boca destruirá todos os pecadores e todos os mundanos, os quais perecerão na sua

presença.

5Naquele dia todos os reis, os príncipes, os exaltados e todos os que possuem a terra se colocarão

em pé, verão e perceberão Aquele que está assentado no trono da sua glória, que diante dEle os

santos serão julgados em retidão,

6E que nada que será falado diante dEle, será falado em vão.

7

Inquietação virá sobre eles, como sobre uma mulher em trabalho de parto, cujo labor é severo,

quando seu filho vem à boca do ventre e ela encontra-se em dificuldade de dar a luz.

8Uma porção deles olhará para a outra. Eles ficarão atônitos e baixarão seu semblante,

9

E aflição os prenderá quando eles virem o Filho da mulher assentado sobre o seu trono de glória.

10Então os reis, os príncipes e todos os que possuem a terra glorificarão Aquele que tem domínio

sobre todas as coisas, Aquele que esteve em conselho; pois desde o princípio o Filho do homem

existiu em segredo, o qual o Altíssimo preservou na presença do Seu poder e foi revelado aos

eleitos.

11Ele semeará a congregação dos santos e dos eleitos, e todo eleito ficará diante dEle naquele dia.

12

Todos os reis, príncipes, o exaltado e aqueles que governam sobre toda a terra cairão sobre suas

faces diante dEle, e O adorarão.

13Eles colocarão suas esperanças neste Filho do homem orarão a Ele e implorarão por misericórdia.

14

Então o Senhor dos espíritos se apressará em expeli-los da Sua presença. Suas faces ficarão cheias

de confusão e suas faces se cobrirão de escuridão. Os anjos os tomarão para castigo, aquela

vingança poderá ser infligida naqueles que têm oprimido Seus filhos e Seus eleitos. E eles se

tornarão como um exemplo aos santos aos Seus eleitos. Através deles estes serão feitos jubilosos,

pois a ira do Senhor dos espíritos descansará sobre eles.

15Então a espada do Senhor dos espíritos se embebedará com seu sangue, mas os santos e eleitos

serão salvos naquele dia; a face dos pecadores e dos mundanos daquele tempo em diante eles não

verão.

16O Senhor dos espíritos permanecerá sobre eles:

17E com este Filho do homem eles habitarão, comerão, deitarão e levantarão, para sempre e sempre.

18Os santos e eleitos têm se levantado da terra. Têm deixado de deprimir seus semblantes e terão

sido vestidos com a vestimenta da vida. Aqueles vestidos da vida estão com o Senhor dos espíritos,

em cuja presença suas vestimentas não envelhecerão nem será diminuída sua glória.

Capítulo 62

1Naqueles dias os reis que possuíram a terra serão punidos pelos anjos de Sua ira, onde quer que

eles lhes sejam entregues, para que Ele possa dar descanso por um curto período de tempo; e para

que eles prostem-se diante dEle e adorem o Senhor dos espíritos, confessando seus pecados diante

dEle.2Eles abençoarão e glorificarão o Senhor dos espíritos dizendo: Abençoado é o Senhor dos espíritos,

o Senhor dos reis, o Senhor dos espíritos, o Senhor dos ricos, o Senhor da glória, e o Senhor da

sabedoria.

3Ele iluminará toda coisa secreta.

4

Seu poder é de geração a geração e Sua glória para sempre e sempre.

5

Profundos são todos os Seus segredos e incontáveis; sua retidão não pode ser calculada.

6Agora nós sabemos que devemos glorificar e abençoar o Senhor dos reis o qual é Rei sobre todas

as coisas.

7Eles também dirão: Quem nos tem permitido ficar para glorificar, louvar, abençoar, e confessar na

presença da Sua glória?

8

E agora pequeno é o repouso que nós desejamos, mas nós não o encontramos; nós rejeitamos e não

o possuímos. Luz passou diante de nós e escuridão tem coberto nossos tronos para sempre.

9

Pois nós não confessamos diante dEle; não temos glorificado o nome do Senhor dos reis; não

temos glorificado o Senhor em todas as Suas obras, mas temos confiado no cetro do nosso próprio

domínio e da nossa glória.

10Naquele dia do nosso sofrimento e da nossa angústia Ele não nos salvará, nem encontraremos

descanso. Confessamos que nosso Senhor é fiel em todas as Suas obras, em todos os Seus

julgamentos e em Sua retidão.

11Em Seus julgamentos ele não paga nenhum respeito a pessoas; e nós devemos apartar-nos de sua

presença por causa de nossos maus atos.

12Todos os nossos pecados são verdadeiramente sem número.

13Então eles dirão a si mesmos: Nossas almas estão saciadas com os instrumentos de crime;

14Mas que não nos impede de descer ao ventre flamejante do inferno.

15Daí em diante seus semblantes se encherão de escuridão e confusão diante do Filho do homem, de

cuja presença eles serão expulsos e diante do qual a espada permanecerá expelindo-os.

16Assim diz o Senhor dos espíritos: Este decreto e o julgamento contra os príncipes, os reis, os

exaltados, e aqueles que possuem a terra, na presença do Senhor dos espíritos.

Capítulo 63

1Eu vi outros semblantes naquele lugar secreto. Ouvi a voz de um anjo, dizendo: Estes são os anjos

que desceram do céu à terra, revelaram segredos aos filhos dos homens e seduziram os filhos dos

homens para cometerem de pecado.

Capítulo 64

(57)

(57) Os capítulos 64, 65, 66 e o primeiro versículo do 67 evidentemente contêm a versão de Noé e não de Enoque

(Laurence, p. 78).

1Naqueles dias Noé viu que a terra inclinou-se, e que destruição aproximava-se.

2Então ele levantou seus pés e foi para os confins da terra, para a habitação do seu bisavô Enoque.

3E Noé clamou com uma amarga voz: Ouví-me, ouví-me, ouví-me, três vezes. E ele disse: Dize-me

o que está ocorrendo sobre a terra, pois a terra trabalha e é violentamente abalada. Certamente eu

perecerei com ela.

4Depois disso houve uma grande perturbação na terra e uma voz foi ouvida desde o céu. Eu caí

sobre minha face, então meu bisavô Enoque veio e colocou-se ao meu lado.

5

Ele disse-me: Por que clamas a mim com um amargo clamor e lamentação?

6Um mandamento partiu do Senhor contra aqueles que habitam na terra para que eles sejam

destruídos, pois eles conhecem todo segredo dos anjos, toda obra opressiva, o poder secreto dos

demônios

(58)

e todo poder daqueles que cometem sortilégios, tanto quanto daqueles que fazem

imagens fundidas em toda a terra.

(58) Os demônios. Literalmente, "os Satans" (Laurence, p. 78).

7

Eles sabem como a prata é produzida do pó da terra e como na terra a gota metálica existe, pois o

chumbo e o estanho não são produzidos da terra como fonte primária de sua produção.

8Há um anjo colocado sobre ela, e o anjo luta para prevalecer.9Depois disso meu bisavô Enoque agarrou-me com sua mão, levantando-me e disse-me: Vai, pois

eu pedí ao Senhor dos espíritos a respeito desta perturbação da terra; o qual respondeu: Por conta da

impiedade deles seus inumeráveis julgamentos foram consumados diante de mim. Com respeito às

luas eles inquiriram, e têm conhecimento de que a terra perecerá com aqueles que habitam sobre

ela,

(59)

e que estes não terão lugar de refúgio para sempre.

(59) Com respeito às luas… habitam sobre ela. Ou, "Por causa dos sortilégios que eles procuraram e aprenderam a

terra e aqueles que habitam sobre ela serão destruídos" (Knibb, p. 155).

10Eles descobriram segredos, e eles são aqueles que têm sido julgados; mas não você, meu filho. O

Senhor dos espíritos sabe que tu és puro e bom, livre da reprovação do descobrimento de segredos.

11Ele, o Santo, estabelecerá Seu nome no meio dos santos e te preservará daqueles que habitam

sobre a terra. Ele estabelecerá tua semente em retidão com domínio e grande glória,

(60)

e da tua

semente se espalhará retidão, e homens santos sem número para sempre.

(60) Com domínio… gloria. Literalmente, "para reis, e para grande glória" (Laurence, p. 79).

Capítulo 65

1Depois disso ele mostrou-me os anjos de punição, os quais estão preparados para vir e abrir todas

as águas poderosas sob a terra:

2Que elas podem ser para julgamento e para destruição de todos aqueles que permanecem e habitam

sobre a terra.

3O

Senhor dos espíritos ordenou os anjos que saíram, para não tomar os homens, e preservá-los,

4

pois aqueles anjos presidem sobre todas as poderosas águas. Então eu saí da presença de Enoque.

Capítulo 66

1Naqueles dias a palavra de Deus veio a mim, e disse: Vê Noé, tua sorte ascendeu a Mim, uma sorte

imune de crime, uma sorte amada e superior.

2Agora então os anjos trabalharão as árvores,

(61)

, mas enquanto eles procedem nisto eu colocarei

minha mão sobre elas e as preservarei.

(61) Trabalharão nas árvores. Ou, "estão fazendo uma (estrutura de) madeira" (Knibb, p. 156).

3A semente da vida se erguerá dela e uma mudança tomará lugar para que a terra seca não seja

deixada vazia. Eu estabelecerei tua semente diante de mim para sempre e sempre, e a semente

daqueles que habitarem contigo na superfície da terra. Ela será abençoada e multiplicada na

presença da terra, em nome do Senhor.

4

Eles confinarão aqueles anjos que descobriram impiedade. Naquele vale ardente é que eles serão

confinados, o qual a princípio meu bisavô mostrou-me no oeste, onde há montanhas de ouro e prata,

de ferro, de metal fluído, e de estanho.

5

Eu vi aquele vale no qual há uma grande perturbação e onde as águas são agitadas.

6E quando tudo isto foi executado, da massa fluída de fogo e na perturbação que prevaleceu

(62)

naquele lugar, levantou-se um forte cheiro de enxofre que se misturou com as águas; e o vale dos

anjos que haviam sido culpados de sedução, queimou-se debaixo da terra.

(62) A perturbação que prevaleceu. Literalmente, "perturbou-os" (Laurence, p. 81).

7Através daquele vale rios de fogo também estavam fluindo, para os quais aqueles anjos serão

condenados, os quais seduziram os habitantes da terra.

8E naqueles dias estas águas serão para os reis, aos príncipes, aos exaltados e para os habitantes da

terra, para a cura da alma e do corpo e para o julgamento do espírito.

9

Seus espíritos serão cheios de

festa

(63)

para que eles possam ser julgados em seus corpos; porque eles negaram o Senhor dos

espíritos, e apesar de eles perceberem sua condenação dia após dia, não acreditaram em seu nome.

(63) Festa. Ou, "luxúria" (Knibb, p. 157).

10E como a inflamação de seus corpos será grande, assim seus espíritos sofrerão uma transformação

para sempre.

11

Pois nenhuma palavra que é pronunciada diante do Senhor dos espíritos será em vão.

12

Julgamento veio sobre eles porque eles confiaram em sua luxúria carnal, e negaram o Senhor dos

espíritos.13Naqueles dias as águas daquele vale serão transformadas, pois enquanto os anjos forem julgados,

o calor daquelas fontes de água sofrem uma alteração.

14E enquanto os anjos ascenderem, a água das fontes novamente sofrem uma alteração e congelam.

Então eu ouvi o santo Miguel respondendo e dizendo: Este julgamento, com o qual os anjos serão

julgados, dará testemunho contra os reis, príncipes e aqueles que possuem a terra.

15

Pois estas águas de julgamento serão para sua cura e para a morte

(64)

de seus corpos. Mas eles não

perceberão e não acreditarão que as águas serão transformadas e tornadas como fogo, que arderá

para sempre.

(64) Morte. Ou, "luxúria" (Charles, p. 176; Knibb, p. 158).

Capítulo 67

1Depois disto ele deu-me as marcas características

(65)

de todas as coisas secretas do livro do meu

bisavô Enoque, e nas parábolas que haviam sido dadas a ele; inserindo-as para mim entre as

palavras do livro das parábolas.

(65) Marcas características. Literalmente, "os sinais" (Laurence, p. 83).

2Naquele momento o santo Miguel respondeu e disse a Rafael: O poder do espírito precipita-me

daqui e impele-me para fora. A severidade do julgamento, do secreto julgamento dos anjos, quem é

capaz de observar a resistência daquele severo julgamento que aconteceu e se tornou permanente

sem ser dissolvido no seu lugar? Novamente o santo Miguel respondeu e disse ao santo Rafael:

Quem está lá, cujo coração não se abrandou por isto, e cujos rins não se afligiram com esta coisa?

3

Julgamento saiu contra eles por aqueles que assim arrastaram-nos para fora; e que se foram,

quando eles estavam na presença do Senhor dos espíritos.

4De igual maneira também o santo Rakael disse a Rafael: Eles não estarão diante do olho do Senhor

(66)

já que o Senhor dos espíritos foi ofendido por eles, pois como Senhores

(67)

eles têm-se

conduzido. Portanto Ele traz sobre eles um secreto julgamento para sempre e sempre.

(66) Eles não... olho do Senhor. Ou, "Eu não tomarei parte sob o olho do Senhor" (Knibb,p.159).

(67) Pois como Senhores. Ou, "pois eles agiram como se fossem o Senhor" (Knibb, p. 159).

5

Pois nem o anjo, nem o homem recebe uma porção dele, mas eles só receberão seu próprio

julgamento para sempre e sempre.

Capítulo 68

1Depois deste julgamento eles estarão assombrados e irritados, pois serão exibidos aos habitantes da

terra.

2Eis os nomes destes anjos. Estes são seus nomes: O primeiro deles é Samyaza; o segundo é

Arstikapha; o terceiro é Armen; o quarto, Kakabael; o quinto, Turel; o sexto, Rumyel; o sétimo,

Danyal; o oitavo, Kael; o nono, Barakel; o décimo, Azazel; o décimo primeiro, Armers; o décimo

segundo, Bataryal; o décimo terceiro, Basasael; o décimo quarto, Ananel; o décimo quinto, Turyal;

o décimo sexto, Simapiseel; o décimo sétimo, Yetarel; o décimo oitavo, Tumael; o décimo nono,

Tarel; o vigésimo, Rumel; o vigésimo primeiro, Azazyel.

3Estes são os principais (chefes) dos anjos, e os nomes dos líderes de suas centenas, e seus líderes

de cinqüenta, e os líderes de suas dezenas.

4O nome do primeiro é Yekun:

(68)

ele foi quem seduziu todos os filhos dos santos anjos e fez com

que descessem à terra, conduzindo desencaminhadamente a descendência dos homens.

(68) Yekun pode simplesmente significar "o rebelde" (Knibb, p. 160).

5O nome do segundo é Kesabel, o qual apontou mau conselho aos filhos dos santos anjos e

conduziu-os a corromperem seus corpos gerando humanos.

6O nome do terceiro é Gadrel: ele descobriu todo golpe de morte aos filhos dos homens.

7Ele seduziu Eva e descobriu aos filhos dos homens os instrumentos de morte, o casaco de malha, o

escudo, e a espada para matança; todo instrumento de morte para os filhos dos homens.

8Estas coisas derivaram de suas mãos para os que habitam sobre a terra daquele período para

sempre.

9O nome do quarto é Penemue: ele descobriu aos filhos dos homens o amargor e a doçura,

10E mostrou a eles todo segredo de sua sabedoria.11Ele ensinou os homens a entenderem o escrito e o uso de tinta e papel.

12

Portanto, numerosos tem sido aqueles que têm se extraviado em todo período do mundo, mesmo

até este dia.

13Os homens não nasceram para isto, assim com pena e tinta, para confirmar sua fé;

14Desde então eles não criaram, exceto que, como os anjos, eles podem permanecer retos e puros.

15Nem poderiam morrer, o que destrói tudo, tem afetado-os;

16Mas por este seu conhecimento eles perecem, e por isto também seu poder os consome.

17 O nome do quinto é Kasyade: ele descobriu aos filhos dos homens todo iníquo golpe de espíritos

e de demônios:

18O golpe do embrião no ventre, para diminuí-lo;

(69)

o golpe do espírito pela mordida da serpente, e

o golpe que é dado ao meio-dia pelo filho da serpente, cujo nome é Tabaet.

(70)

(69) O golpe…para diminuí-lo. Ou, "o soco (com ataque, agressão) ao embrião no ventre para que seja abortado"

(Knibb, p. 162).

(70) Tabaet. Literalmente, "macho" ou "forte" (Knibb, p. 162).

19Este é o número de Kasbel; a parte principal do juramento que o Altíssimo, habitando em glória,

revelou aos santos.

20

Seu nome é Beka. Ele falou ao santo Miguel para que revelasse a eles o nome sagrado, para que

eles pudessem entender o sagrado nome e assim lembrar do juramento; e para que aqueles que

apontaram toda coisa secreta aos filhos dos homens possam tremer sob aquele nome e juramento.

21Este é o poder do juramento; pois poderoso ele é, e forte.

22

E estabelecido este juramento de Akae pela instrumentalidade do santo Miguel.

23Estes são os segredos deste juramento, e por ele eles foram confirmados.

24Os céus estiveram em suspenso por ele antes que o mundo fosse feito, para sempre.

25

Por ele a terra foi inundada no dilúvio enquanto das partes escondidas dos montes as águas

agitadas as águas saíram desde a criação até o fim do mundo.

26

Por este juramento o mar foi formado e a sua fundação.

27Durante o período desta fúria ele estabeleceu a areia contra ele, a qual continua imutável para

sempre, e por este juramento o abismo foi feito forte; e não é removível de sua estação para sempre

e sempre.

28

Por este juramento o sol e a lua completam seu progresso nunca se desviando do comando que

lhes foi dado para sempre e sempre.

29

Por este juramento as estrelas completam seu progresso,

30

E quando seus nomes forem chamados eles retornarão em resposta, para sempre e sempre.

31Então nos céus tomam lugar os sopros dos ventos: todos eles têm respiração

(71)

e efetuam uma

completa combinação de respirações.

(71) Respiração. Ou, "espíritos" (Laurence, p. 87).

32Ali os tesouros do trovão são mantidos e o esplendor do relâmpago.

33Ali são guardados os tesouros do granizo e da neblina, os tesouros da neve, os tesouros da chuva e

do orvalho.

34Todos estes confessam e louvam diante do Senhor dos espíritos.

35Eles glorificam com todo seu poder de súplica; e Ele os sustém em todo aquele ato de

agradecimento enquanto eles louvam, glorificam e exaltam o nome do Senhor dos espíritos para

sempre e sempre.

36E com eles ele estabelece este juramento, pelo qual eles e seus caminhos são preservados, e seus

progressos não perecem.

37Grande foi sua alegria.

38Eles abençoaram, glorificaram, e exaltaram porque o nome do Filho do homem lhes foi revelado.

39Ele assentou-se sobre o trono de Sua glória, e a parte principal do julgamento foi designada e Ele,

o Filho do homem. Os pecadores perecerão e desaparecerão da face da terra, enquanto aqueles que

os seduziram serão amarrados com correntes para sempre.

40De acordo com seus graus de corrupção eles serão aprisionados, e todas as suas obras

desaparecerão da face da terra; desde então ali não haverá ninguém para corromper, pois o Filho do

homem foi visto assentado sobre Seu trono de glória.41Toda iniqüidade desaparecerá e se apartará de diante de Sua face; a palavra do Filho do homem se

tornará poderosa na presença do Senhor dos espíritos.

42Esta é a terceira parábola de Enoque.

Capítulo 69

1Depois disto o nome do Filho do homem, vivendo com o Senhor dos espíritos, foi exaltado pelos

habitantes da terra.

2Ele foi exaltado nas carruagens do Espírito e o seu nome estava no meio deles.

3Desde aquele tempo eu não fui arrancado do meio deles; mas Ele assentou-se entre dois espíritos,

entre o norte e o oeste, onde os anjos receberam seus cordões, para medir o lugar para os eleitos e os

justos.

4Ali eu vi os pais dos primeiros homens e os santos que habitam naquele lugar para sempre.

Capítulo 70

1Depois disso meu espírito foi ocultado, ascendendo aos céus. Eu vi os filhos dos santos anjos

andando em chamas de fogo, cujas vestimentas e mantos eram brancos e cujos semblantes eram

transparentes como cristal.

2Eu vi dois rios de fogo brilhando como o jacinto.

3Então caí sobre minha face diante do Senhor dos espíritos.

4

E Miguel, um dos arcanjos, tomou-me pela mão direita e levantou-me, e trouxe-me para onde

estava todo segredo de misericórdia e retidão.

5Ele me mostrou todas as coisas ocultas das extremidades do céu, todos os receptáculos das estrelas

e o seu esplendor, desde quando elas saíram de diante da face do Santo.

6Ele escondeu o espírito de Enoque no céu dos céus.

7Ali eu vi no meio daquela luz uma construção levantada com pedras de gelo,

8

E no meio destas pedras vi vibrações de

(72)

de fogo vivo. Meu espírito viu ao redor o círculo desta

habitação flamejante em uma de suas extremidades; que ali havia rios cheios de fogo vivo, o qual

cercava-a.

(72) Vibrações. Literalmente, "línguas" (Laurence, p. 90).

9Então o Serafim, o Querubim, e o Ophanin

(73)

rodearam-na: estes são aqueles que nunca

adormecem, mas vigiam o trono de Sua glória.

(73) Ophanin. As "rodas" Ezequiel 1:15-21 (Charles, p. 162).

10Eu vi inumeráveis anjos, milhares de milhares, e miríades de miríades, as quais rodeavam aquela

habitação.

11Miguel, Rafael, Gabriel, Phanuel e os santos anjos que estavam acima nos céus foram e saíram

dele. Miguel, Rafael, e Gabriel saíram daquela habitação, e santos anjos inumeráveis.

12Estava com eles o Ancião de dias, cuja cabeça era branca como o algodão, e pura, e seu manto

era indescritível.

13Então eu caí sobre minha face enquanto toda minha carne era dissolvida, e meu espírito tornou-se

transformado.

14Eu clamei com alta voz com um poderoso espírito, abençoando, glorificando, e exaltando.

15

E aquelas bênçãos que procediam da minha boca tornaram-se aceitáveis na presença do Ancião de

dias.

16O Ancião de dias veio com Miguel e Gabriel, e Rafael e Phanuel, com milhares de milhares, e

miríades de miríades, que não podiam ser enumerados.

17Então aquele anjo veio a mim, com sua voz saudou-me, dizendo: Tu és o Filho do homem,

(74)

o

qual é nascido para retidão, e retidão descansou sobre ti.

(74) Filho do homem. A tradução original de Laurence muda essa frase "descendência do homem", Knibb (p. 166) e

Charles (p. 185) indicam que deve ser "Filho do homem" consistente com outras ocorrências daquele termo no livro de

Enoque.

18A retidão do ancião de dias não te esquecerá.

19Ele disse: Em ti Ele conferirá paz em nome do mundo existente; por isso a paz tem existido desde

que o mundo foi criado.20E assim acontecerá a ti para sempre e sempre.

21

Todos os que existirão e caminharão em seus caminhos de retidão, não te esquecerão para sempre.

22Contigo estarão suas habitações, contigo seu destino; de ti eles não serão separados para sempre e

sempre.

23

E assim o prolongamento dos dias estará com o Filho do homem.

(75)

(75) Filho do homem. Literalmente, "descendência do homem", ou "o Cristo que vem da descendência do homem”.

24A paz será para os justos e os retos possuirão o caminho da integridade, em nome do Senhor dos

espíritos, para sempre e sempre.

Capítulo 71

1O livro das revoluções das luminárias dos céus, de acordo com suas respectivas classes, seus

respectivos poderes, seus respectivos períodos, seus respectivos nomes, os lugares conde elas

começam seu progresso e seus respectivos meses, que Uriel, o santo anjo que estava comigo,

explicou-me; aquele que as administra. Toda a conta delas de acordo com o exato ano do mundo

para sempre, até que um novo trabalho seja efetuado, o qual será eterno.

2Esta é a primeira lei das luminárias. O sol e a luz chegam aos portões que estão ao leste, ao oeste e

no oeste dele, nos portões ocidentais do céu.

3Eu vi os portões onde o sol sai e os portões onde o sol se põe,

4

Em cujos portões também a lua nasce e se põe; Eu vi os condutores das estrelas, entre aqueles que

precedem-nas; seis portões estão no nascente, e seis no poente do sol.

5Todos estes, respectivamente, um depois do outro, estão em nível; e numerosas janelas estão ao

lado direito e ao lado esquerdo destes portões.

6

Primeiro avança aquela grande luminária, a qual é chamada sól, cuja órbita é a órbita do céu, toda

ela está repleta com esplêndido e flamejante fogo.

7

Sua carruagem, onde ela ascende, o vento sopra.

8O sól se põe no céu e retornando pelo norte, para seguir em direção ao leste, é conduzido assim

enquanto entra por aquele portão e ilumina a face do céu.

9Da mesma maneira ele sai no primeiro mês pelo grande portão.

10Ele sai através do quarto daqueles seis portões, que estão ao nascente do sól.

11E no quarto portão, através do qual o sól com a lua prosseguem, na primeira parte dele,

(76)

existem doze janelas abertas das quais sai uma chama quando elas estão abertas em seus próprios

períodos.

(76) Através do qual… parte dele. Ou, "do qual o sol se levanta no primeiro mês" (Knibb, p. 168).

12Quando o sol se levanta no céu ele sai através deste quarto portão por três dias, e pelo quarto

portão ao oeste do céu no nível em que ele descende.

13Durante aquele período o dia é prolongado durante o dia, e a noite encurtado durante a noite por

trinta dias. E então o dia é mais longo que a noite por duas partes.

14O dia é precisamente, dez partes, e a noite é oito.

15O sol sai através deste quarto portão, se põe nele e volta para o quinto portão durante trinta dias,

depois do quê ele prossegue e se põe nele, o quinto portão.

16Então o dia se torna prolongado por uma segunda porção de modo que ele é doze partes, enquanto

a noite se torna encurtada, e é apenas sete partes.

17O sol então retorna para o leste, entrando no sexto portão, e nasce e se põe no sexto portão trinta e

um dias, na contagem de seus sinais.

18Naquele período o dia é mais longo que a noite, sendo duas vezes tão longo quanto a noite, e

chega a ser de doze partes;

19Mas a noite é encurtada e se torna em seis partes. Então o sol nasce para que o dia possa ser

encurtado e a noite prolongada.

20E o sol retorna para o leste entrando pelo sexto portão, onde ele nasce e se põe por trinta dias.

21Quando aquele período é completado o dia chega a ser encurtado precisamente uma parte, de

modo que ele é de doze partes, enquanto que a noite é de sete partes.

22Então o sol vai do oeste, daquele sexto portão, e prossegue em direção ao leste nascendo no quinto

portão por trinta dias e se pondo novamente ao oeste no quinto portão do oeste.23Naquele período o dia chega a ser encurtado duas partes, e é de dez partes, enquanto que a noite é

de oito partes.

24Então o sol vai do quinto portão, enquanto se põe no sexto portão do oeste e nasce no quarto

portão por trinta e um dias, na conta de seus sinais, se pondo a oeste.

25Naquele período o dia é feito igual à noite e, sendo igual a ela, a noite torna-se a nove partes, e o

dia nove partes.

26Então o sol vai daquele portão enquanto ele se põe no oeste, e retornando pelo leste prossegue

pelo terceiro portão por trinta dias, se pondo no oeste no terceiro portão.

27Naquele período a noite é prolongado desde o dia durante trinta manhãs, e o dia é encurtado desde

o dia durante trinta dias; a noite sendo precisamente de dez partes, e o dia oito partes

28O sol então sai do terceiro portão, enquanto ele se põe no terceiro portão no oeste; mas retornando

para o leste. Ele prossegue pelo segundo portão do leste por trinta dias.

29De igual maneira ele também se põe no segundo portão na direção oeste do céu.

30Naquele período a noite é onze partes, e o dia sete partes.

31Então o sol sai naquele tempo pelo segundo portão, enquanto se põe no segundo portão no oeste,

mas retorna para o leste, prosseguindo pelo primeiro portão, por trinta e um dias.

32E se pões no oeste no primeiro portão.

33Naquele período a noite é novamente prolongada tanto quanto o dia.

34Ela é precisamente de doze partes, enquanto que o dia é seis partes.

35O sol tem assim completado seus começos, e uma segunda vez de volta desde estes começos.

36Naquele primeiro portão ele entra por trinta dias, e se põe no oeste, defronte do céu.

37Naquele período a noite é contraída em seu comprimento uma quarta parte, que é, uma porção, e

se torna onze partes.

38O dia é de sete partes.

39Então o sol retorna, e entra no segundo portão ao leste.

40

ele retorna por estes começos trinta dias, nascendo e se pondo.

41Naquele período, a noite é encurtado em seu comprimento. Ela se torna dez partes, e o dia oito

partes. Então o sol sai do segundo portão, e se põe a oeste; mas retorna pelo leste, e nasce no leste,

no terceiro portão, trinta e um dias, se pondo no oeste do céu.

42Naquele período a noite se torna encurtada, Ela é nove partes. E a noite é igual ao dia. O ano é

precisamente trezentos e sessenta e quatro dias

43

Prolongamento do dia e da noite, e a contração do dia e da noite, são feitos diferentes um do outro

pelo progresso do sol.

44

Por meio deste progresso o dia é diariamente prolongado, e a noite grandemente encurtada.

45Esta é a lei e o progresso do sol, e suas voltas, quando ele retorna, voltando durante sessenta dias,

(77)

e seguindo em frente. Esta é a grande perpétua luminária, aquela que ele chama o sol para

sempre e sempre.

(77) O que é, ele está sessenta dias nos mesmos portões. Trinta dias duas vezes cada ano. (Laurence, p. 97).

46

Este também é a grande luminária, e a qual é chamada segundo seu tipo peculiar, como Deus

ordenou.

47E assim ele entra e sai, nem afrouxando nem descansando; mas correndo em sua carruagem de dia

e de noite. Ele brilha com uma sétima porção da luz da lua;

(78) mas as dimensões de ambos são

iguais.

(78) ele brilha com…da lua. Ou, "Sua luz é sete vezes mais brilhante que a da lua" (Knibb, p.171). O texto aramaico

descreve mais claramente como a luz da lua aumenta e diminui pela metade de uma sétima parte cada dia. Aqui na

versão etíope, a lua é considerada como duas metades, cada metade sendo dividida em sete partes. Por isso, “quatorze

porções" de 72:9-10 (Knibb, p. 171)

.

Capítulo 72

1Depois disso eu vi outra lei fé uma luminária inferior, o nome da qual é a lua, e a órbita da qual é

como a órbita do céu.

2

Sua carruagem, a qual secretamente ascende, o vento sopra; e luz é dada a ela por medida.3Cada mês em sua saída e entrada ela torna-se transformada; e seus períodos são como os períodos

do sol. E quando de igual maneira sua luz é para existir,

(79)

sua luz é uma sétima porção da luz do

sol.

(79) E quando de… é para existir. Isto é, quando a lua está cheia (Knibb, p. 171).

4Assim ela nasce, e seu começo em direção ao leste sai por trinta dias.

5Naquele tempo ela aparece, e torna-se para você o começo do mês. Trinta dias ela está com o sol

no portão do qual o sol nasce.

6Metade dela está em prolongamento sete porções, uma metade; e o total de sua órbita é sem luz,

exceto uma sétima porção de quatorze porções de sua luz. E de dia ela recebe uma sétima porção,

ou a metade daquela porção, de sua luz. Sua luz é por sete, por uma porção, e pela metade de uma

porção. Seus crepúsculos com o sol.

7E quando o sol nasce, a lua nasce com ele; e recebe metade de uma porção de luz.

8Nesta noite, quando ela começa seu período, previamente para o dia do mês, a lua se põe com o

sol.

9E naquela noite ela é escura em suas décimas quartas porções, que é, em cada metade; mas ela

nasce naquele dia com uma sétima porção aproximadamente, e em seu progresso declina do nascer

do sol.

10Durante o restante de seu período sua luz aumenta em quatorze porções.

Capítulo 73

1Então eu vi outro progresso e regulações que Ele efetuou na lei da lua. O progresso das luas, e tudo

o que se relaciona com ela, Uriel mostrou-me, o santo anjo que administra a todos.

2

Suas estações eu escrevi enquanto ele mostrava-os a mim.

3Eu escrevi teus meses, como eles ocorrem, e a aparência de sua luz, até que ela é completada em

quinze dias.

4Em cada um de seus dois sétimos de porções ela completa toda sua luz ao nascer e se pôr.

5Em determinados meses ela muda seus crepúsculos; e em determinados meses ela faz seu

progresso através de cada portão. Em dois portões a lua se põe com o sol. Naqueles dois portões

que estão no meio, no terceiro e no quarto portão. Do terceiro portão ela sai por sete dias, e faz seu

circuito.

6Novamente ela retorna para o portão do qual o sol nasce, e naquele ela completa toda a sua luz.

Então ela declina do sol, e entra por oito dias no sexto portão, e retorna em sete dias para o terceiro

portão, no qual o sol nasce.

7Quando o sol prossegue para o quarto portão, a lua sai por sete dias, até ela passar do quinto

portão.

8Novamente ela retorna em sete dias para o quarto portão, e completando toda a sua luz, declina, e

passa pelo primeiro portão em oito dias;

9E retorna em sete dias para o quarto portão, do qual o sol nasceu.

10Assim eu vi suas estações, como de acordo com a ordem fixada dos meses o sol nasce e se põe.

11Nesses tempos há um excesso de trinta dias pertencentes ao sol em cinco anos; todos os dias

pertencentes a cada ano de cinco anos, quando completados, somam trezentos e sessenta e quatro

dias; e ao sol e às estrelas; deles em cada um dos cinco anos; assim trinta dias pertencem a eles;

12De modo que a lua tem trinta dias a menos que o sol e as estrelas.

13A lua traz em todos os anos exatamente, para que suas estações possam vir nem tão adiante nem

tão para traz um simples dia; mas que os anos possam ser mudados com correta precisão nos

trezentos e sessenta e quatro dias. Em três anos os dias são mil e noventa e dois; em cinco anos eles

são mil oitocentos e vinte; e em oito anos dois mil novecentos e vinte dias.

14

Para a lua só corresponde em três anos mil e sessenta e dois dias; em cinco anos ela tem cinqüenta

dias menos que o sol, pois uma adição sendo feita a mil e sessenta e dois dias, em cinco anos há mil

setecentos e setenta dias; e os dias da lua em oito anos são dois mil oitocentos e trinta e dois dias

15

Pois os seus dias em oito anos são menos que aqueles do sol por oitenta dias, cujos oitenta dias

são sua diminuição em oito anos.16O ano então se torna verdadeiramente completo de acordo com a estação da lua, e a estação do

sol; o qual nasce em diferentes portões; o qual nasce e se pões neles por trinta dias.

Capítulo 74

1Estes são os líderes dos chefes dos milhares, os quais presidem sobre toda criação, e sobre todas as

estrelas; com os quatro dias que são adicionados e nunca se separam do lugar a eles determinados,

de acordo com o cálculo completo do ano.

2E estes servem quatro dias, os quais não são contados no cálculo do ano.

3Com respeito a eles, os homens erram grandemente, pois estas luminárias verdadeiramente servem,

no lugar de habitação do mundo, um dia no primeiro portão, um dia no terceiro portão, um dia no

quarto portão, e um dia no sexto portão.

4E a harmonia do mundo torna-se completo a cada trezentos e sessenta e quatro estados dele. Para

os sinais.

5As estações,

6Os anos,

7E Uriel me mostrou os dias; o anjo que o Senhor da glória escolheu sobre todas as luminárias.

8Do céu no céu, e no mundo; para que possa governar na face do céu, e aparecendo sobre a terra, se

tornam

9Condutores dos dias e noites: o sol, a lua, as estrelas, e todas as luminárias do céu, que fazem seu

circuito com todas as carruagens do céu.

10Então Uriel me mostrou doze portões abertos para o circuito das carruagens do sol no céu, no qual

os raios do sol batem.

11Deles procede calor sobre a terra, quando eles são abertos em suas determinadas estações. Eles

são estão para os ventos, e o espírito da neblina, quando em suas estações eles são abertos; abertos

no céu nas suas extremidades.

12Doze portões eu vi no céu, nas extremidades da terra, através do qual o sol, a lua e estrelas, e todas

as obras do céu, procedem no seu nascer e no seu crepúsculo.

13Muitas janelas também são abertas à direita e à esquerda.

14Uma janela numa certa estação se torna extremamente quente. Assim também estão portões dos

quais as estrelas saem quando são comandadas, e nos quais se põem de acordo com seu número.

15

Eu vi igualmente as carruagens do céu, correndo no mundo acima daqueles portões nos quais se

movimentam as estrelas que jamais declinam. Um deles é maior de todos, que vai ao redor de todo

o mundo.

Capítulo 75

1E nas extremidades da terra eu vi doze portões abertos para todos os ventos, dos quais eles saem e

sopram sobre a terra.

2Três deles estão abertos em frente do céu, três no oeste, três no lado direito do céu, e três no lado

esquerdo. Os três primeiros são aqueles que estão virados para o leste, três estão virados para o

norte, tres atrás daqueles que estão sobre a esquerda, virados para o sul, e três para o oeste.

3De quatro deles saem ventos de bênção, e de cura; e de oito vêm ventos de punição ou castigo;

quando eles são enviados para destruir a terra, e o céu acima dela, todos os seus habitantes, e e tudo

o que está nas águas, ou na terra seca.

4O primeiro destes ventos procede do portão oriental, através do primeiro portão ao leste, o qual se

inclina para o sul. Deste portão saem a destruição, a aridez, o calor e a perdição.

5Do segundo portão, o do meio, procede a equidade. Dele emanam a chuva, a abundância, a saúde e

o orvalho; e do terceiro portão ao norte, vêm o frio e a seca.

6Depois destes procedem os ventos do sul através de três principais portões; através do seu primeiro

portão, que inclina-se para o leste, vem um vento quente.

7Mas do portão do meio vem um agradável odor, orvalho, chuva, saúde e vida.

8Do terceiro portão, que está ao oeste, vem orvalho, chuva, ruína e destruição.9Depois desses estão os ventos do norte, que é chamado mar. Eles vêm dos três portões. O primeiro

(80)

portão é aquele que está ao leste, inclinando-se ao sul; deste vem orvalho, chuva, ruína e

destruição. Direto do portão do meio vem chuva, orvalho, vida e saúde. E do terceiro portão, que

está ao leste, inclinando-se ao sul, vem névoa, geada, neve, chuva, orvalho e destruição.

(80) Primeiro. Ou, "sétimo" (Knibb, p. 178).

10Depois destes, no quarto quadrante estão os ventos do oeste. Do primeiro portão, inclinando-se ao

norte, vem orvalho, chuva, geada, neve e frio; do portão do meio vem chuva, saúde e bênção;

11E do último portão, que está ao sul, vem seca, destruição, queima e perdição.

12O informe dos doze portões dos quatro quadrantes do céu está terminada.

13Todas as suas leis, todas as suas imposições de punição, e a saúde produzida por eles, eu expliquei

a ti, meu filho Matusalém.

(81)

(81) Matusalém. Filho de Enoque, Cp. Gen. 5:21.

Capítulo 76

1O primeiro vento é chamado oriental, porque é o primeiro.

2O segundo é chamado do sul, porque o Altíssimo desce, e freqüentemente ali desce aquele que é

abençoado para sempre.

3O vento ocidental tem o nome de diminuição, porque ali todas as luminárias do céu estão

diminuídas, e descem.

4O quarto portão, cujo nome é do norte, é dividido em três partes; uma das quais é para a habitação

do homem; outra parte para mares de águas, com vales, bosques, rios, lugares sombrios, e neve, e a

terceira parte contém o paraíso.

5

Sete altas montanhas eu vi, mais altas do que todas as montanhas da terra, de onde o congelamento

procede; enquanto os dias, estações, e anos passam.

6

Sete rios eu vi sobre a terra, maiores que todos os rios, um dos quais toma seu curso do oeste; para

um grande mar suas águas fluem.

7Dois vêm do norte para o mar, suas águas fluem para o Mar da Eritréia,

(82)

no leste. E com respeito

aos outros quatro, eles tomam seu curso na cavidade do norte, dois para seu mar, o mar da Eritréia,

e dois são derramados num grande mar, onde também é dito que é um deserto.

(82) O Mar Vermelho.

8

Sete grandes ilhas eu vi no mar da terra. Sete no grande mar.

Capítulo 77

1Os nomes do sol são estes: um é Aryares, o outro Tomas.

2A lua tem quatro nomes. O primeiro é Asonya; o segundo, Ebla; o terceiro, Benase; e o quarto,

Erae.

3Estes são as duas grandes luminárias, cujas órbitas são como as órbitas do céu; e as dimensões de

ambos são iguais.

4Na órbita do sol há uma sétima porção de luz, a qual é adicionada àquela que vem da lua.

(83)

Elas

se põem, entram no portão ocidental, circulam pelo norte, e através do portão oriental passam pela

face do céu.

(83) Uma sétima porção… da lua. Ou, "sete partes da luz que são adicionadas e ele mais do que à lua" (Knibb, p.

182).

5Quando a lua nasce, ela aparece no céu; e a metade da sétima porção de luz é tudo o que está nela.

6Em quarenta dias toda a sua luz é completada.

7Por três quíntuplos de luz são colocados nela, até que em quinze dias sua luz é completada, de

acordo com os sinais do ano; ela tem três quíntuplos.

8A lua tem a metade de uma sétima porção.

9Durante sua diminuição no primeiro dia sua luz decresce uma décima quarta parte; no segundo dia

é diminuída uma décima terceira parte; no terceiro dia uma décima segunda parte; no quarto dia

uma décima primeira parte; no quinto dia uma décima parte; no sexto dia uma nona parte; no sétimo

dia ela decresce uma oitava parte; no oitavo dia ela decresce uma sétima parte; no nono dia ela

decresce uma sexta parte; no décimo dia ela decresce uma quinta parte; no décimo primeiro dia eladecresce uma quarta parte; no décimo segundo dia ela decresce uma terceira parte; no décimo

terceiro dia ela decresce uma segunda parte; no décimo quarto dia ela decresce a metade de uma

sétima parte; e no décimo quinto dia todo o restante da sua luz é consumido.

10Nos meses declarados a lua tem vinte e nove dias.

11

Ela também tem um período de vinte e oito dias.

12Uriel igualmente mostrou-me outro regulamento, quando a luz é derramada nela vinda do sol.

13Todo o tempo em que a lua está em progresso com a sua luz, que é consumida na presença do sol,

até que sua luz em quatorze dias seja completada no céu.

14E quando é totalmente extinta, sua luz é consumida no céu; e no primeiro dia ela é chamada lua

nova, pois naquele dia luz é recebida nela.

15

Ela torna-se precisamente completa no dia em que o sol desce no oeste, enquanto a lua sobe à

noite do leste.

16A lua então brilha toda a noite, até que o sol se levante diante dela; quando a lua desaparece diante

do sol

17De onde a luz vem para a lua, ali novamente ela decresce, até que toda sua luz sema extinguida, e

os dias da lua passam.

18Então sua órbita permanece solitária sem luz.

19Durante três meses ela efetua em trinta dias, a cada mês seu período; e durante mais três meses ela

efetua-o em vinte e nove dias. Estes são os tempos nos quais ela efetua seu decréscimo em seu

primeiro período, e no primeiro portão, nomeadamente, e, cento e setenta e sete dias.

20E no tempo de seu andamento durante três meses ela aprece trinta dias cada, e durante mais três

meses ela aparece vinte e nove dias cada.

21À noite ela aparece a cada vinte dias como a face de um homem, e no dia como o céu; pois ela

não é nada além de sua luz.

Capítulo 78

1E então, meu filho Matusalém, eu te mostrei tudo; e o relato de toda ordenança das estrelas do céu

está terminado.

2Ele mostrou-me todo decreto com respeito a elas, o que toma lugar em todos os tempos e em todas

as estações sob cada influência, em todos os anos, na chegada e sob a regra de cada, durante cada

mês e a cada semana. Ele mostrou-me e também o decréscimo da lua, que é efetuada no sexto

portão; pois naquele sexto portão sua luz é consumida.

3E lá é o começo do mês; e seu decréscimo é efetuado no sexto portão em seu período, até cento e

setenta e sete dias são completados; de acordo com o modo do cálculo pelas semanas, vinte e cinco

semanas e dois dias.

4

Seus períodos são menos que os do sol, de acordo com a regra das estrelas, por cinco dias em meio

ano

(84)

precisamente.

(84) Em meio ano. Literalmente "em um tempo" (Laurence, p. 110).

5Quando aquela sua visível situação é completada. Assim é o aparecimento e a semelhança de toda

luminária, que Uriel, o grande anjo que as conduz, mostrou-me.

Capítulo 79

1Naqueles dias Uriel respondeu-me e disse: Eu mostrei-te todas as coisas, oh Enoque;

2E todas as coisas eu te revelei. Você viu o sol, a lua, e aqueles que conduzem as estrelas do céu,

que ocasionam todas as suas operações, estações, e chegadas para retorno.

3Nos dias dos pecadores os anos serão encurtados.

4

Sua semente será retroagida em seu prolífico solo; e tudo o que é feito na terra será subvertido, e

desaparecem em suas estações. A chuva será restringida, e o céu ainda permanecerá.

5Naqueles dias os frutos da terra serão tardios, e não florescerão na sua estação; e em sua estação os

frutos das árvores serão retidos.

6A lua mudará suas leis, e não será vista em seu período. Mas naqueles dias o céu será vista; e

esterilidade tomará lugar nas fronteiras das grandes carruagens no oeste. O céu brilhará mais doque quando iluminado por ordem da luz; enquanto muitos chefes entre as estrelas de autoridade

errarão, pervertendo seus caminhos e obras.

7Elas não aparecerão na sua estação, que lhes foi ordenada, e todas as classes de estrelas serão

fechadas contra os pecadores.

8Os pensamentos daqueles que habitam na terra transgredirão dentro deles; e eles se perverterão em

todos so seus caminhos.

9Eles transgredirão, e considerarão a si mesmos

(85)

deuses; enquanto que o mal se multiplicará entre

eles.

(85) A si mesmos. Ou, "eles” i.e., os chefes entre as estrelas (vs. 6) (Knibb, p. 186).

10E castigo virá sobre eles, para que todos eles sejam destruídos.

Capítulo 80

1

ele disse: Oh, Enoque, olha no livro que o céu tem gradualmente derramado;

(86)

e, lendo o que está

escrito nele, entenda toda parte dele.

(86) O livro que… derramado. Ou, "o livro das tábuas do céu" (Knibb, p. 186).

2

Então eu olhei em tudo o que está escrito, e entendi tudo, lendo o livro e todas as coisas escritas

nele, e entendi tudo, todas as obras do homem;

3E de todos os filhos da carne sobre a terra, durante as gerações do mundo.

4

Imediatamente depois eu vi o Senhor, o Rei da glória, o qual tem assim para sempre o Governante

de toda a criação.

5E eu glorifiquei o Senhor, por conta de sua longanimidade e bênçãos para com os filhos do mundo.

6Naquele tempo eu disse: Abençoado é o homem que morre justo e bom, contra quem nenhuma

relação de crime foi escrito, e em quem iniqüidade não é encontrada.

7Então aqueles três santos fizeram com que eu me aproximasse, e colocaram-me na terra, diante da

porta da minha casa.

8E eles disseram-me: Explica tudo a Matusalém, teu filho; e informa a todos os teus filhos, que

nenhuma carne será justificada diante do Senhor; pois Ele é seu Criador.

9Durante um ano nós te deixaremos com teus filhos, até que tenhas novamente retomado suas

forças, para que possas instruir tua família, escreve estas coisas e explica-as aos teus filhos. Mas

em outro ano tu serás tomado do meio deles; e seus corações serão fortalecidos; pois os eleitos

apontará a retidão para outros eleitos; os justos com os justos se regozijarão, congratulando-se uns

com os outros, mas os pecadores com os pecadores morrerão,

10E os pervertidos com os pervertidos serão afogados.

11Aqueles que também agiram retamente morrerão por conta das obras dos homens, e serão

reunidos por causa das obras dos iníquos.

12Naqueles dias eles terminaram de conversar comigo.

13E eu retornei para meus companheiros, abençoando o Senhor dos mundos.

Capítulo 81

1Agora, meu filho Matusalém, todas estas coisas eu te falei, e te escrevi. A você eu revelei tudo, e te

dei os livros de tudo.

2

Preserve, meu filho Matusalém, os livros escritos por teu pai; para que possas revelá-los às futuras

gerações.

3Eu tenho dado a ti sabedoria, aos teus filhos e à tua posteridade, para que eles possam revelar aos

seus filhos, por gerações para sempre, esta sabedoria em suas palavras; e para que aqueles que

compreendem não duraram, mas ouçam com seus ouvidos; para que eles possam aprender

sabedoria, e sejam considerados dignos de comer esta saudável comida.

4Abençoados são todos os justos, abençoados são todos os que andam em retidão, nos quais crime

não é encontrado, como nos pecadores, quando todos os seus dias são contados.

5Com respeito ao progresso do sol no céu, ele entra e sai de cada portão por trinta dias, com os

líderes de milhares de estrelas; com quatro que são adicionadas, e aparecem nos quatro quartos do

ano, os quais conduzem-nos, e acompanham-nos em seus quatro períodos.6Com respeito a eles, os homens erram grandemente, e não calculam-nos nos cálculos de cada era;

pois eles grandemente erram com respeito a eles; os homens conhecem acuradamente o que eles

são no cálculo do ano. Mas certamente eles são marcados a menos para sempre; um no primeiro

portão, um no terceiro, um no quarto, e um no sexto:

7

Para que o ano esteja completo em trezentos e sessenta e quatro dias.

8Verdadeiramente tem sido declarado, e acuradamente tem sido calculado o que está marcado; pois

as luminárias, os meses, os períodos fixados, os anos, e os dias, Uriel explicou a mim, e comunicou

a mim; a quem o Senhor de toda criação, por consideração de mim, ordenou, (de acordo com o

poder do céu, e o poder que ele possui tanto de dia quanto de noite) pra explicar as leis da luz ao

homem, do sol, da lua, e das estrelas, e de todo o poder do céu, que está voltado em suas respectivas

órbitas.

9Esta é a ordenança das estrelas, que se põem em seus lugares, em suas estações, em seus períodos,

em seus dias, e em seus meses.

10Estes são os nomes daqueles que as conduzem, que vigiam e entram em suas estações de acordo

com suas ordenanças e seus períodos, em seus meses, nos tempos de sua influência, e em suas

estações.

11Quatro condutores deles entram primeiro, os quais separam os quatro quartos do ano. Depois

destes, doze condutores de suas classes, que separam os meses e o ano em trezentos e sessenta e

quatro dias, com os líderes de mil, os quais distinguem entre os dias, tanto quanto entre os quatro

adicionais; os quais, como condutores, dividem os quatro quartos do ano.

12Estes líderes de mil estão no meio dos condutores, e aos condutores são adicionados atrás de sua

estação, e seus condutores fazem a separação. Estes são os nomes dos condutores, os quais separam

os quatro quartos do ano, os quais são escolhidos sobre eles: Melkel, Helammelak,

13Meliyal, and Narel.

14E os nomes dos que conduzem-nos são Adnarel, Jyasusal, e Jyelumeal.

15Estes são os três que seguem os condutores das classes de estrelas; cada um seguindo os três

condutores de classes, os quais seguem aqueles condutores das estações, que dividem os quatro

quartos do ano.

16Na primeira parte do ano levanta-se e governa Melkyas, que é chamado Tamani, e Zahay.

(87)

(87) Tamani, e Zahay. Ou, "o sol do sul" (Knibb, p. 190).

17Todos os dias de sua influência, durante os quais ele governa, são noventa e um dias.

18E estes são os sinais dos dias que são vistos sobre a terra. Nos dias de sua influência há

transpiração, calor e dificuldade. Todas as árvores se tornam frutíferas; as folhas de cada árvore

aparecem; o milho é colhido; a rosa e todas as espécies de flores florescem no campo; e as árvores

do inverno são secadas.

19

Estes são os nomes dos condutores que estão sob eles: Barkel, Zelsabel; e outro condutor

adicional de mil é chamado Heloyalef, os dias de cuja influência tem sido completados. O outro

condutor depois deles é Helemmelek, cujo nome eles chamam o esplêndido Zahay.

(88)

(88) Zahay. Ou, "sol" (Knibb, p. 191).

20Todos os dias de sua luz são noventa e um dias.

21Estes são os sinais dos dias sobre a terra, calor e seca; enquanto as árvores dão seus frutos,

aquecidas e preparadas, e dão seus frutos para seca.

22Os rebanhos seguem e criam

(89) Todos os frutos da terra são colhidos, com tudo nos campos, e as

vinhas são pisadas. Isto acontece durante o tempo de sua influência.

(89) Seguem e criam. Acasalam e dão filhos.

23Estes são seus nomes e ordens, e os nomes dos condutores que estão sob eles, dos que são chefes

de mil: Gedaeyal, Keel, Heel.

24E o nome do líder adicional de mil é Asphael.

25Os dias de sua influência foi completado.

Capítulo 82

1E agora e te mostrei, meu filho Matusalém, toda visão que eu vi antes de você nascer. Eu relatarei

outra visão, que eu vi antes que eu fosse casado; elas assemelham-se uma à outra.2A primeira foi quando eu estava aprendendo de um livro; e a outra eu estava casado com tua mãe.

Eu vi uma potente visão;

3E por conta destas coisas eu supliquei ao Senhor.

4 Eu estava deitado na casa de meu avô Malalel, quando eu vi numa visão o céu se purificando, e

sendo arrebatado.

(90)

(90) Purificando, e sendo arrebatado. Ou, "estava sendo arremessado e removido" (Knibb, p. 192).

5E caindo na terra,

(91)

eu vi igualmente a terra sendo absorvida por um grande abismo; e montanhas

suspendidas sobre montanhas.

(91) e caindo na terra. Ou, "e quando ele caiu sobre a terra" (Knibb, p. 192).

6Montanhas foram afundadas sobre colinas,árvores imponentes planaram sobre seus troncos, e

estavam no ato de serem projetadas, e de serem arremessadas para o abismo.

7Estando alarmado por estas coisas, minha voz hesitou.

(92) Eu clamei e disse: A terra é destruída.

Então meu avô Malalel levantou e disse-me: Por que clamas, meu filho? E por que lamentas?

(92) Minha voz hesitou. Literalmente "a palavra caiu de minha boca" (Laurence, p. 118).

8Eu relatei a ele toda a visão que eu havia visto. Ele disse-me: Confirmado está o que tu tem visto,

meu filho;

9E potente a visão do teu sonho com respeito a todo pecado secreto da terra. Sua substância será

submersa no abismo, e grande destruição acontecerá.

10Agora, meu filho, levanta; e suplica ao Senhor da glória (pois tu és fiel), para que um

remanescente possa ser deixado sobre a terra, e que ele possa não destruí-lo totalmente. Meu filho,

toda esta calamidade sobre a terra descerá do céu; sobre a terra haverá grande destruição.

11Então eu levantei, orei, e implorei; e escrevi minha oração para as gerações do mundo, explicando

tudo ao meu filho Matusalém.

12Quando eu desci abaixo, e olhando para o céu, vi o sol vindo do leste, a lua descendo do oeste, e

algumas estrelas espalhadas, e tudo o que Deus tem conhecido desde o princípio, eu abençoei o

Senhor do julgamento, e magnifiquei-o: porque ele tem enviado o sol dos aposentos

(93)

do leste;

para que, ascendendo e levantando na face do céu, possa crescer e seguir o caminho que foi

apontado para ele.

(93) Aposentos.. Literalmente, "janelas" (Laurence, p. 119).

Capítulo 83

1Eu elevei minhas mãos em retidão, e abençoei o santo, e o Grande. Eu falei com o sopro da minha

boca, e com a língua da carne, que Deus havia formado para todos os filhos dos homens mortais,

para que eles possam falar; dando-lhes fôlego, boca, e língua para conversar.

2Abençoado és tu, Ó Senhor, o Rei, grande e poderoso em sua grandeza, Senhor de toda criatura do

céu, Rei dos reis, Deus de todo o mundo, cujo reinado, e cujo reino e majestade duram para sempre

e sempre.

3 De geração a geração teu domínio existirá. Todos os céus são teu trono para sempre, e toda a terra

o escabelo de teus pés para sempre e sempre.

4

Pois tu os fez, e sobre todos reinas. Nenhum ato excede teu poder. Com tua sabedoria és imutável,

nem do teu trono, nem de tua presença ela nunca se desvia. Tu sabes todas as coisas, vês e ouve-as;

nada se esconde de ti; pois tu percebes todas as coisas.

5Os anjos de teus céus transgrediram, e em carne mortal tua ira permanece, até o dia do grande

julgamento,

6Então, Ó Deus, Senhor e poderoso Rei, eu imploro-te, e suplico-te que respondas minha oração,

para que uma posteridade me possa ser deixada na terra, e que toda a raça humana não pereça;

7

Para que a terra não seja deixada destituída, e destruição tome lugar para sempre.

8Ó meu Senhor, que pereça da terra a raça que tem te ofendido, mas que uma justa e reta raça

estabeleças por uma posteridade

(94)

para sempre. Não escondas tua face, ó Senhor, da oração do teu

servo.

(94) Por uma posteridade. Literalmente "para a planta de uma semente" (Laurence, p. 121).

Capítulo 841Depois disto eu vi outro sonho, e expliquei-o todo a ti, meu filho. Enoque levantou e disse a seu

filho Matusalém: A ti, meu filho, eu falarei. Ouvi minha palavra, e inclina teu ouvido ao sonho

visionário de teu pai. Antes que eu tivesse casado com Edna, tua mãe, eu vi uma visão em minha

cama;

(95)

(95) Esta segunda visão de enoque parece representar em linguagem simbólica a história completa do mundo desde o

tempo de Adão até o julgamento final e o estabelecimento do Reinado Messiânico. (Charles, p. 227).

2E vi, uma vaca crescer da terra;

3E esta vaca era branca.

4Depois disso uma novilha fêmea cresceu; e com ela outro bezerro:

(96) Um deles era negro, e outro

era vermelho.

(97)

(96) Outro bezerro. O senso parece requerer que a passagem deve ser lida: "dois outros bezerros" (Laurence, p. 121).

(97) Caim e Abel.

5O bezerro negro então golpeou o vermelho, e o perseguiu sobre a terra.

6Daquele tempo em diante eu não pude ver nada mais a respeito do bezerro vermelho; mas o negro

aumentou de tamanho, e uma novilha fêmea veio com ele.

7Depois disto eu vi muitas vacas procederam, reunindo-se a ele, e seguindo após ele.

8A primeira jovem fêmea também saiu da presença da primeira vaca; e procurou o bezerro

vermelho, mas não o encontrou.

9E ela lamentou com grande lamentação, enquanto ela procurava por ele.

10Então eu olhei até que aquela primeira vaca veio até ela, e desse tempo em diante, ela se tornou

silente, e cessou de lamentar.

11Depois disso ela pariu outra vaca branca.

12E novamente pariu muitas vacas e bezerros negros.

13

Em meu sonho eu também percebi um touro branco, o qual de igual maneira cresceu, e se tornou

um enorme animal.

14Depois dele muitas vacas brancas vieram, se juntando a ele.

15

E eles começaram a parir muitas outras vacas brancas, que se assemelharam a eles e seguiram

umas às outras.

Capítulo 85

1Novamente eu olhei atentamente, enquanto dormindo, e examinei o céu acima.

2E vi uma estrela cair do céu.

3A qual estando levantada, comeu e fugiu de entre aquelas vacas.

4Depois disso eu vi outras grandes e vacas negras; e vi todas elas mudarem suas baias e pastagens, e

vi seus jovens começam a lamentar um com o outro. Novamente eu vi em minha visão, e examinei

o céu; então vi muitas estrelas descendo, e projetando-se do céu para onde a primeira estrela estava,

5No meio destes jovens; enquanto as vacas estavam com eles, alimentando-se no meio deles.

6

Eu olhei e observei-os; quando olhei, eles todos agiram segundo a maneira dos cavalos, e

começaram a se aproximar das vacas novas, e todas elas ficaram prenhes, e geraram elefantes,

camelos e asnos

7Nisto todas as vacas ficaram alarmadas e apavoradas; quando elas começaram morder com seis

dentes, tragando e golpeando com seus chifres.

8Elas começaram também a devorar as vacas; e vi todos os filhos da terra tremerem, chocados com

o terror deles, e de repente fugiram.

Capítulo 86

1Novamente eu percebi-os, quando eles começaram a morder e devorar um ao outro; e a terra

clamou. Então eu levantei meus olhos uma segunda vez em direção ao céu, e vi numa visão que, eis

que vieram do céu como se fosse a semelhança de homens brancos. Um veio, e três com ele.

2Aqueles três, que vieram por último, pegaram-me pela minha mão; e ergueram-me das gerações da

terra, elevaram-me a uma alta estação.3Então eles mostraram-me uma elevada torre na terra, enquanto todo monte tornou-se diminuído. E

eles disseram: Permanece aqui, até que perceba o que virá sobre esses elefantes, camelos, e asnos,

sobre as estrelas, e sobre as vacas.

Capítulo 87

1Então eu olhei para um dos quatro homens brancos, que veio primeiro.

2Ele segurou a primeira estrela que caiu do céu.

3E amarrando-a, mãos e pés, lançou-a a um vale; um vale estreito, profundo, estupendo, e escuro.

4Então um deles puxou sua espada, e deu-a aos elefantes, camelos, e asnos, que começaram a

morder um ao outro. E toda a terra tremeu por causa deles.

5E enquanto eu via a visão, eis, um daqueles quatro anjos que vieram, lançado do céu, reuniu e

tocou todas as grandes estrelas, cuja forma assemelha-se parcialmente à dos cavalos; e amarrandoos todos, mãos e pés, lançou-as nas cavidades da terra.

Capítulo 88

1Então um daqueles quatro foi para as vacas brancas, e ensinou a elas um mistério. Enquanto as

vacas estavam tremendo, ele nasceu e tornou-se um homem,

(98)

e fabricou para si um grande barco.

Nele ele habitou, e três vacas

(99)

habitaram com ele naquele barco, que cobriu-os.

(98) Noé.

(99) Sem, Cam, e Jafé.

2Novamente eu elevei meus olhos para o céu, e vi um oponente telhado. Acima dele havia sete

cataratas, que derramavam numa certa vila muita água.

3Novamente eu olhei, e vi que haviam fontes abertas na terra naquela grande vila.

4A água começou a ferver, e elevar-se sobre a terra; de modo que a vila não foi vista, enquanto todo

o solo foi coberto com água.

5Muita água saiu dela, escuridão, e nuvens. Então eu examine a altura desta água, e ela estava

elevada acima da vila.

6Ela fluiu sobre a vila, e ficou mais alta do que a terra.

7Então todas as vacas que estavam juntas lá, enquanto eu olhava para elas, foram submersas,

tragadas, e destruídas na água.

8Mas o barco flutuou sobre ela. Todas as vacas, os elefantes, os camelos, e os anos foram afogados

na terra, e todo gado. Eu não pude vê-los. Nem eles foram capazes de fugir, mas pereceram, e

afundaram no abismo.

9Novamente eu vi numa missão até aquelas cataratas foram removidas daquele elevado telhado, e as

fontes da terra se tornaram equalizadas, enquanto outros abismos foram abertos;

10

Para os quais as águas começaram a descer, até a terra seca aparecer.

11O barco permaneceu na terra; a escuridão retrocedeu; e se tornou em luz.

12Então a vaca branca, que se tornou num homem, saiu do barco, e três vacas com ele.

13Uma das três vacas era branca, assemelhando-se àquela vaca, uma delas era vermelha como

sangue; e uma delas era negra. E a vaca branca deixou-as.

14Então feras selvagens e pássaros começaram a surgir.

15De todos esses tipos diferentes reuniram-se, leões, tigres, lobos, cães, javalis selvagens, raposas,

coelhos e porcos.

16Corujas, corvos e milhafres.

17

Então a vaca branca

(100)

nasceu no meio deles.

(100) Abraão.

18E eles começaram a morder um ao outro, enquanto a vaca branca, que havia nascido no meio

deles, trouxe um asno selvagem e uma vaca branca ao mesmo tempo e depois daquele muitos asnos

selvagens. Então a vaca branca,

(101)

a qual nasceu, deu uma porca negra selvagem e um cordeiro

branco.

(102)

(101) Isaque.

(102) Esau e Jacó.

19Aquela porca selvagem também deu muitos suínos.20E aquele cordeiro deu doze cordeiros.

(103)

(103) Os doze patriarcas.

21Quando aqueles doze cordeiros cresceram, eles entregaram um deles

(104)

aos asnos.

(105)

(104) José.

(105) Os Midianitas.

22Novamente aqueles asnos entregaram aquele cordeiro aos lobos,

(106)

(106) Os egípcios.

23E ele cresceu no meio deles.

24Então o Senhor trouxe as outras doze ovelhas, para que pudessem habitar e alimentar-se com ele

no meio dos lobos.

25Eles multiplicaram-se, e houve abundância de pastos para eles.

26Mas os lobos começaram a ficar amedrontados e oprimiram-nos enquanto eles destruíam seus

jovens.

27E eles deixaram seu jovem em torrentes de água profunda.

28

Então as ovelhas começara, a clamar por causa de seus filhos, e fugiram para refugiar o seu

Senhor. Um,

(107)

, entretanto, que foi salvo, escapou e foi para os asnos selvagens.

(107) Moisés.

29

Eu vi a ovelha gemendo, chorando, e implorando ao seu Senhor.

30Com todo o seu poder, até que o Senhor das ovelhas desceu à sua voz da sua elevada habitação;

foi a eles; e examinou-as.

31Ele chamou aquela ovelha que foi secretamente furtado dos lobos, e disse-lhe para fazer os lobos

entenderem que eles não deviam tocar as ovelhas.

32Então aquela ovelha foi aos lobos com a palavra do Senhor, quando outro o encontrou,

(108)

e

continuou com ele.

(108) Aarão.

33Ambos entraram junto na habitação dos lobos; e conversando com eles fizeram-nos entender, que

daí em diante eles não deviam tocar nas ovelhas.

34Depois disso eu percebi os lobos prevalecendo grandemente sobre as ovelhas com toda a sua

força. O rebanho clamou; e seu Senhor veio até eles.

35Ele começou a ferir os lobos, que começaram uma grave lamentação; mas as ovelhas ficaram

silentes, nem daquele tempo elas clamaram.

36Então eu olhei para elas, até elas apartarem-se dos lobos. Os olhos dos lobos estavam cegos, os

quais saíram e seguiram-nas com todo o seu poder. Mas o Senhor das ovelhas continuou com elas, e

as conduziu.

37Todo o seu rebanho o seguiu.

38

Seu semblante ficou terrível e esplêndido, e glorioso era seu aspecto. Então os lobos começaram a

seguir as ovelhas, até que eles alcançaram-nas num certo lago de água.

(109)

(109) O Mar Vermelho.

39Então aquele lago ficou dividido; a água erguendo-se em ambos os lados diante de sua face.

40

E enquanto seu Senhor estava conduzindo-as, ele colocou-se entre elas e os lobos.

41Os lobos, entretanto não perceberam as ovelhas, mas foram no meio do lago, seguindo-as, e

correndo atrás delas no lago de água.

42Mas quando eles viram o Senhor das ovelhas, eles voltaram para fugir de diante de sua face.

43Então a água do lago retornou, e repentinamente, de acordo com sua natureza. Ela se tornou cheia,

e levantou-se, até que cobriu os lobos. E eu vi que todos eles que haviam seguido as ovelhas

pereceram e foram afogados.

44Mas as ovelhas passaram sobre esta água, continuando para o deserto, que estava sem água e

grama. E eles começaram a abrir seus olhos e a ver.

45Então eu vi o Senhor das ovelhas examinando-as, e dando-lhes água e grama.

46As ovelhas já mencionadas continuavam com elas, e conduzindo-as.

47E quando ele tinha subido ao topo de uma alta rocha, o Senhor das ovelhas enviou-o a elas.

48Depois disso eu vi seu Senhor colocado diante delas, com um aspecto terrível e severo.

49E quando elas viram-no, elas ficaram amedrontadas com seu semblante.50Todas elas ficaram alarmadas, e tremeram. Elas clamaram para aquela ovelha; e para aquela outra

ovelha que estava com ele, e o qual estava no meio delas, dizendo: Nós somos capazes de

permanecer diante do nosso Senhor, ou de olhar para ele.

51Então aquela ovelha que os conduziu saiu, e subiu ao topo da rocha;

52

Enquanto as ovelhas que restaram começaram a ficar cegas, e a vagar pelo caminho que ele lhes

havia mostrado; mas ele não o soube.

53

Seu Senhor, entretanto, estava movido de grande indignação contra eles; e quando aquela ovelha

soube o qua havia acontecido,

54Ele desceu do topo da rocha, e veio a eles, descobriu que havia muitos,

55Que se tornaram cegos;

56

E tinham desviado de seu caminho. Tão logo elas viram-no, temeram, e tremeram na sua

presença;

57E ficaram desejosos de retornar ao seu rebanho,

58Então aquela ovelha, tomando consigo outra ovelha, foi àqueles que tinham se perdido.

59E depois disso começou a matá-los. Eles ficaram aflitos ao seu semblante. Então ele fez com que

aqueles que tinham se desviado retornassem; os quais voltaram para seu rebanho.

60Eu igualmente vi naquela visão, que esta ovelha se tornou num homem, construiu uma casa

(110)

para o Senhor do rebanho, e fez todos eles ficarem na casa.

(110) Uma casa. Um tabernáculo (Milik, p. 205).

61Eu vi também que aquela ovelha que procedeu a encontrar esta ovelha, seu condutor, morreu. Eu

vi também que toda grande ovelha pereceu, enquanto que as menores subiram eu seu lugar,

entraram num pasto, e aproximaram-se de um rio de água.

(111)

(111) O rio Jordão.

62

Então aquela ovelha, seu condutor, que se tornou num homem, foi separado delas, e morreu.

63Todo o rebanho procurou por ele, e clamou por ele com amarga lamentação.

64Eu vi também que eles cessaram de clamar por aquela ovelha e passaram sobre o rio de água.

65

E que lá se levantou outra ovelha, todas de quem as conduziu,

(112)

em vez daqueles que foram

mortos, os quais tinham previamente conduzido-as.

(112) Os juízes de Israel.

66

Então eu vi que aquela ovelha entrou a um agradável lugar, e um deleitável e glorioso território.

67Eu vi também que eles ficaram satisfeitos; que sua casa estava no meio daquele deleitável

território; e que algumas vezes seus olhos estavam abertos, e que algumas vezes eles ficavam cegos;

até que outra ovelha

(113)

levantou-se e conduziu-as. Ele trouxe-os todos de volta; e seus olhos foram

abertos.

(113) Samuel.

68Então cães, lobos, e javalis selvagens devoraram-nos, até, até novamente outra ovelha

(114)

levantar, o mestre do rebanho; um deles mesmos, um carneiro, para conduzi-los. Este carneiro

começou a chifrar em todo lado aqueles cães, lobos, javalis selvagens, até que todos eles pereceram.

(114) Saul.

Seus olhos, e vi o carneiro no meio deles, os quais tinham deixaram de lado sua glória.

70E ele começou a ferir o rebanho, pisando sobre eles, e comportando-se sem dignidade.

71Então seu Senhor enviou a antiga ovelha novamente para uma still diferente ovelha,

(115)

e

levantou-o para ser um carneiro, e para conduzi-las no lugar daquela ovelha que tinha deixado de

lado sua glória.

(115) David.

72

Indo então a ele, e conversando com ele só, ele levantou o carneiro, e fez dele um príncipe e líder

do rebanho. Todo o tempo aqueles cães

(116)

aborreceram a ovelha,

(116) Os Filisteus.

73O primeiro carneiro pagou respeito a este último carneiro.

74Então o último carneiro levantou e fugiu de diante de sua face. E eu vi que aqueles cães fizeram o

primeiro carneiro cair.

75Mas o último carneiro levantou, e conduziu o carneiro menor.

76Aquele carneiro também gerou muitas ovelhas, e morreu.

77Então houve uma ovelha menor,

(117)

um carneiro, no lugar dele, que tornou-se um príncipe e líder,

conduzindo o rebanho.(117) Salomão.

78

E a ovelha aumentou de tamanho, e multiplicou.

79E todos os cães, lobos, e javalis selvagens temeram, e fugiram dele.

80Aquele carneiro também golpeou e matou todas as bestas feras, de modo que eles não pudessem

novamente prevalecer no meio das ovelhas, nem em nenhum tempo arrebate-as.

81E aquela casa foi feita grande e larga; uma imponente torre sendo construída sobre ela pelas

ovelhas, para o Senhor das ovelhas.

82A casa era baixa, mas a torre era elevada e muito alta.

83Então o Senhor das ovelhas colocou-se sobre a torre, e causou uma mesa cheia aproximar-se

diante dele.

84Novamente eu vi que aquela ovelha perdeu-se, e foi para vários caminhos, esquecendo-se daquela

sua casa;

85E que seu Senhor chamou alguns entre eles, os quais ele enviou-as

(118)

a eles.

(118) Os profetas.

86Mas a estes as ovelhas começaram a matar. E quando um deles foi salvo da matança

(119)

ele

saltou, e clamou contra aqueles que estavam desejosos de matá-los.

(119) Elias.

87Mas o Senhor das ovelhas livrou-o das suas mãos, e o fez subir a ele, e permanecer com ele.

88Ele enviou muitos outros a elas, para testificar, e com lamentações para clamar contra eles.

89Novamente eu vi, quando alguns deles esqueceram a casa do seu Senhor, e sua torre, vagando em

todos os lugares, e crescendo cegos,

90Eu vi que o Senhor das ovelhas fez uma grande matança entre eles em suas pastagens, até que eles

clamaram a ele em conseqüência da matança. Então ele apartou-as do lugar de sua habitação, e os

deixou no poder dos leões, tigres, lobos, e das zeebt,

(120)

e ao poder das raposas, e de todo animal.

(120) Zeebt. Hiena. (Knibb, p. 209).

91E os animais selvagens começaram a despedaçá-los.

92

Eu vi, também, que eles esqueceram a casa de seus pais, e sua torre, dando-os todos ao poder dos

leões para despedaçá-los e devorá-los; até ao poder de todo animal.

93Então eu comecei a clamar com todo meu poder, implorando ao Senhor das ovelhas, e

mostrando-lhe como as ovelhas eram devoradas por todos os animais de rapina.

94Mas ele olhou em silêncio, regozijando-se de que elas fossem devoradas, engolidas, e carregadas;

e deixando-as ao poder de todo animal por comida. Ele chamou também setenta pastores, e

designou-os ao cuidado das ovelhas, para que eles possam cuidar delas;

95Dizendo a eles e aos seus associados: Todos vós, de agora em diante todos vós cuideis das

ovelhas, e a todos eu ordeno; fazei; e eu os entrego para as enumerarem.

96Eu vos direi qual delas serão mortas; a estas destruís. E ele entregou as ovelhas a eles.

97Então ele chamou a outro, e disse: Entende, e cuida de tudo o que os pastores farão a estas

ovelhas; pois muitas delas perecerão depois que eu ordenei.

98De todo excesso e matança, que os pastores cometerão, haverá uma conta; como, quantas

pereceram pelo meu comando, e quantos eles destruíram por sua própria cabeça.

99De toda destruição trazida por cada um dos pastores haverá uma contagem; e de acordo com o

número eu farei com que um recital seja feito diante de mim, quantas eles destruíram por suas

próprias cabeças, e quantas eles entregaram à destruição, para que eu possa ter esse testemunho

contra eles; para que eu possa saber todos os seus procedimentos; e que, entregando as ovelhas a

eles, eu possa ver o que eles farão; se eles agirão como eu lhes ordenei, ou não.

100Disto, portanto, eles serão ignorantes; nem farás qualquer explanação a eles, nem os reprovarás;

mas haverá uma contagem de toda destruição feita por eles em suas respectivas estações. Então eles

começarão a matar, e a destruir mais do que lhes for ordenado.

101

E eles deixaram as ovelhas sob o poder dos leões, assim que muitos deles foram devorados e

engolidos pelos leões e tigres; e javalis selvagens caíram sobre eles para depredá-los. Aquela torre

eles queimaram, e derrubaram aquela casa.

102

Então eu me afligi extremamente por causa da torre, e porque a casa das ovelhas foi derrubada.

103Nem fui, depois disso, capaz de perceber se eles entraram novamente naquela casa.104Os pastores igualmente, e seus associados, entregaram-nos a todos os animais selvagens, para que

os devorassem. Cada um deles em sua estação, de acordo com seu número, foi entregue; cada um

deles, um com o outro, foram descritos num livro, como muitos deles, um com o outro, foram

destruídos, num livro.

105Mais, porém, do que foi ordenado, cada pastor matou e destruiu.

106Então eu comecei a chorar, e fiquei grandemente indignado, por causa dos pastores.

107De igual maneira, também vi na visão aquele que escreveu, como ele escreveu um, destruído

pelos pastores, todo dia. Ele subiu, permaneceu, e exibiu cada um de seus livros para o Senhor das

ovelhas, contendo tudo o que eles haviam feito, e tudo o que cada um deles tinha feito;

108E todos os que eles haviam entregue à destruição.

109

Ele tomou o livro em suas mãos, rei-o, selou-o, e depositou-o.

110Depois disso, por doze horas, os pastores negligenciaram as ordens do senhor.

111E eis que três das ovelhas

(121)

separadas, chegaram, entraram; e começaram construindo tudo o

que estava caído daquela casa.

(121) Zorobabel, Josué e Neemias.

112Mas os javalis selvagens

(122)

estorvaram-nos, apesar de que eles não prevaleceram.

(122) Os Samaritanos.

113Novamente eles começaram a construir como antes, e levantaram aquela torre que foi chamada

“a torre elevada”.

114E novamente eles começaram a colocar diante da torre uma mesa, com todo tipo de pães impuros

e sujos sobre ela.

115Além disso também todas as ovelhas eram cegas, e não podiam ver, como também eram os

pastores.

116Assim elas foram entregues aos pastores para uma grande destruição, que as pisaram sob seus

pés, e devoraram-nas.

117Contudo o seu Senhor estava ciente, até que toda ovelha no campo foi destruída. Os pastores e as

ovelhas foram todos mesclados, juntos, mas eles não salvaram-nos do poder dos animais.

118Então aquele que escreveu o livro subiu, exibiu-o e leu-o na residência do Senhor das ovelhas.

Ele pediu-lhe por eles, e orou, apontando cada ato dos pastores, e testificando diante dele contra

todos eles. Então, tomando o livro, ele guardou-o consigo, e apartou-se.

Capítulo 89

1E eu observei durante o tempo, que assim trinta e sete

(123)

pastores estiveram inspecionando, todos

dos quais terminaram em seus respectivos períodos como o primeiro. Outros então receberam-nos

em suas mãos, para que pudessem cuidar delas em seus respectivos períodos, cada pastor em seu

próprio período.

(123) Trinta e sete. Um aparente erro para trinta e cinco (veja verso 7). Os reis de Judá e Israel (Laurence, p. 139).

2Depois disso eu vi na visão, que todos os pássaros do céu chegaram; águias, o viveiro, o papagaio e

corvos. A água instruiu a todas.

3Elas começaram a devorar as ovelhas, a picar seus olhos, e a comer seus corpos.

4A ovelha então clamou; pois seus corpos foram devorados pelos pássaros.

5Eu também clamei, e gemi em meu sono contra os pastores que cuidavam do rebanho.

6E olhei, enquanto as ovelhas eram comidas pelos cães, pelas águias e pelos corvos. Eles não

deixaram seus corpos, nem sua pele, nem seus músculos, e somente seus ossos restaram; até seus

ossos caíram sobre o chão. E a ovelha ficou diminuída.

7Eu também observei durante o tempo, que vinte e três pastores

(124)

estavam cuidando, os quais

completaram seus respectivos períodos, cinqüenta e oito períodos.

(124) Os reis da Babilônia, etc., durante e depois do cativeiro. O número de trinta e cincoe vinte e três somam

cinqüenta e oito; e não trinta e sete, como erroneamente é colocado no primeiro verso (Laurence, p. 139).

8

Então pequenos cordeiros nasceram daquela ovelha branca; que começaram a abrir seus olhos e a

ver, chorando pela ovelha.

9A ovelha, porém, não clamou a eles, nem ouviu o que eles lhe diziam, mas ficou muda, cega e

obstinada em maior intensidade.

10Eu vi na visão que corvos voaram sobre aqueles cordeiros;11Que eles agarraram-nos; e que seguraram um deles, e rasgaram a ovelha em pedaços, e os

devoraram.

12Eu vi também, que chifres cresceram nos cordeiros; e que os corvos pousavam sobre seus chifres.

13Eu vi, também, que um grande chifre brotou num animal entre as ovelhas, e que seus olhos

estavam abertos.

14Ele olhou para elas. Seus olhos estavam bem abertos; e ele clamava para elas.

15Então o íbex

(125)

viu-o; todos eles correram para ele.

(125) O íbex. Provavelmente simbolizando Alexandre o Grande (Laurence, p. 140).

16E enquanto isso, todas as águias, os corvos e os papagaios estavam ainda levando a ovelha,

voando sobre ela, e devorando-a. A ovelha ficou em silêncio, mas o íbex lamentou e chorou.

17Então os corvos contenderam, e lutaram com ela.

18Eles desejaram entre eles quebrar seu chifre; mas eles não prevaleceram contra ele.

19Eu olhei para eles, até os pastores, as águias, o abutres, e os papagaios vieram.

20Os quais clamaram aos corvos para quebrar o chifre do íbex; para contender com ele; e para matá-

lo. Mas ele lutou com eles, e clamou, para que ajuda pudesse vir a ele.

21Então eu percebi que o homem veio, o que escreveu os nomes dos pastores, o qual subiu diante do

Senhor das ovelhas.

22Ele trouxe assistentes, e fez com que cada um o visse descendo para ajudar o íbex.

23Eu percebi também que o Senhor das ovelhas veio a elas com ira, enquanto todos aqueles que

viram-no fugiram; todos caíram em seu tabernáculo diante de sua face; enquanto todas as águias, os

corvos, e papagaios se reuniram e trouxeram com eles todas as ovelhas do campo.

24Todos vieram juntos, e impediram de quebrar o chifre do íbex.

25Então eu vi aquele homem que escreveu o livro à palavra do Senhor, abriu o livro da destruição,

daquela destruição com os últimos doze pastores

(126)

; e o mostrou diante do Senhor das ovelhas,

para que eles destruíssem mais do que aqueles que os precederam.

(126) Os príncipes nativos de Judá depois de sua libertação do cativeiro sírio.

26

Eu vi também que o Senhor das ovelhas veio a elas, e tomando em sua mão o cetro de sua ira

preso na terra, que se dividiu ao meio; enquanto todos os animais e pássaros do céu caíram sobre as

ovelhas, e afundaram na terra, que fechou-se sobre eles.

27

Eu vi, também, que uma grande espada foi dada às ovelhas, que saíram contra todos os animais do

campo para matá-los.

28Mas todos os animais e pássaros do céu fugiram de diante da sua face.

29

E eu vi um trono erguido numa terra deleitável;

30

Sobre ele assentava-se o Senhor das ovelhas, o qual recebeu todos os livros selados;

31Os quais foram abertos diante dele.

32

Então o Senhor chamou os primeiros sete brancos, e ordenou-os trazerem diante dele a primeira

de todas as estrelas, a qual precedeu as estrelas que se assemelhavam parcialmente à forma de

cavalos; a primeira estrela, que caiu primeiro; e eles trouxeram-na diante dele.

33E ele falou ao homem que escreveu em sua presença, o qual era um dos sete brancos, dizendo:

Toma aqueles setenta pastores, aos quais eu entreguei as ovelhas, e os quais recebendo-as mataram

mais delas do que eu ordenei. Eis que, eu vi-os todos amarrados, e m pé diante dele. Primeiro veio

no julgamento das estrelas, que sendo julgadas, e consideradas culpadas, foram para o lugar da

punição. Elas confiaram-nas a um lugar, profundo, e cheio de chamas de pilares de fogo. Então os

setenta pastores foram julgados, e considerados culpados, foram confiados às chamas do abismo.

34Neste tempo igualmente eu vi, que o abismo estava assim aberto no meio da terra, que estava

cheia de fogo.

3E a ela foram trazidas as ovelhas cegas; as quais sendo julgadas, e consideradas culpadas, foram

todas confiadas àquele abismo de fogo na terra, e queimaram.

36O abismo ficava à direita daquela casa.

37E eu vi as ovelhas queimando, e seus ossos sendo consumidos.

38Eu fiquei olhando-o imergir aquela antiga casa, enquanto eles trouxeram seus pilares, cada planta

nela, e o marfim ali contido. Eles trouxeram-no para fora, e depositaram-no no lugar ao lado direito

da terra.39Eu também vi, que o Senhor das ovelhas produziu uma nova casa, grande e mais elevada do que a

anterior, a qual ele ligou com o antigo lugar circular. Todos os seus pilares eram novos, e seu

mármore novo, também mais abundante do que o antigo mármore, que ele havia trazido.

40E enquanto todas as ovelhas que foram deixadas no meio dela, todos os animais da terra, e todas

as aves do céu, prostraram-se e adoraram-no, implorando a ele, e obedecendo-o em tudo.

41Então aqueles três, que estavam vestidos de brando, e os quais, segurando-me pela minha mão,

tinham antes me feito subir, enquanto a mão daquele que falava comigo me segurava; e colocavame no meio das ovelhas, antes que o julgamento acontecesse.

42A ovelha era toda branca, com lã longa e pura. Então todas as que tinham perecido, e tinham sido

destruídos, todo animal do campo, e toda ave do céu, reuniram-se naquela casa: enquanto o Senhor

das ovelhas regozijou-se com grande alegria, porque todas estavam bem, e tinham voltado

novamente para sua habitação.

43E eu vi que elas abaixaram a espada que havia sido dada às ovelhas, e retornou à sua casa,

selando-a na presença do Senhor.

44Todas as ovelhas haviam sido fechadas naquela casa, tinha sido capaz de contê-las; e os olhos de

todas foram abertos, contemplando o Bondoso; não houve entre elas quem não o viu.

45Eu igualmente percebi que a casa era grande, larga e extremamente cheia. Eu vi também, que a

vaca branca havia nascido, cujos chifres eram grandes; e que todos os animais do campo, e todas as

aves do céu, estavam alarmadas com ele, e imploraram a ele todas as vezes.

46Então eu vi que a natureza deles foi mudada, e que eles se tornaram vacas brancas;

47E que o primeiro, o qual estava no meio deles, falou, quando aquela palavra tornou-se

(127)

um

grande animal, sobre cuja cabeça havia grandes chifres negros;

(127) Falou, quando aquela palavra. Ou "era um touro selvagem, e aquele touro selvagem era…" (Knibb, p. 216).

48Enquanto o Senhor das ovelhas regozijou-se por causa delas, e de todas as vacas.

49Eu caí no meio deles: Eu acordei; e vi o todo. Esta é a visão que eu vi, descendo e despertando.

Então eu abençoei o Senhor da justiça, e dei glória a Ele.

50Depois disso eu chorei abundantemente, não cessaram minhas lágrimas, de modo que eu torneime incapaz de suportá-lo. Enquanto eu estava olhando, eles fluíram por causa do que eu vi; pois

tudo estava vindo e indo; cada circunstância individual com respeito à conduta da humanidade que

estava sendo vista por mim.

51Naquela noite eu relembrei meus sonhos anteriores; e então chorei e me afligi, por causa do que

eu tinha visto na visão.

Capítulo 90

1E agora, meu filho Matusalém, chama para mim todos os teus irmãos, e reúne para mim todos os

filhos de tua mãe; pois uma voz me chama, e o espírito está colocado sobre mim para que eu possa

mostrar-te tudo o que te acontecerá para sempre.

2Então Matusalém foi, chamou-lhes todos de os seus irmãos, e reuniu seus filhos.

3E conversando com todos seus filhos na verdade,

4Enoque disse: Ouve, meu filho, toda palavra de teu pai, e escuta com honradez a voz da minha

boca; pois eu gostaria de obter tua atenção, enquanto me dirijo a ti. Meu amado, estejas ligado à

integridade, e anda nela.

5Não te aproximes da integridade com um coração duplo; nem te associes a homens com mente

dupla: mas anda, meu filho, em retidão, a qual te conduzirá em bons caminhos; e seja a verdade a

tua companhia.

6

Pois eu sei , que opressão existirá e prevalecerá na terra; que no fim grande punição na terra

acontecerá; e que haverá uma consumação de toda iniqüidade, que será cortada com suas raízes, e

toda estrutura que levantou-se passará. Iniqüidade, entretanto, será renovada novamente, e

consumida na terra. Todo ato de crime, e todo ato de opressão e impiedade serão abraçados uma

segunda vez.

7Quando então a iniqüidade, pecado, blasfêmia, tirania, e toda má obra, aumentar, e quando

transgressão, impiedade, impureza também aumentar, então sobre eles toda grande punição será

infligida desde o céu.8O santo Senhor irá em ira, e sobre eles toda grande punição do céu será infligida.

9O santo Senhor sairá em ira, e com punição, para que possa executar julgamento sobre a terra.

10Naqueles dias opressão será cortada em suas raízes, e iniqüidade com fraude será erradicada,

perecendo de sob o céu.

11

Todo lugar de força

(128)

será rodeado com seus habitantes; com fogo ele será queimado. Eles

serão trazidos de toda parte da terra, e serão lançados num julgamento de fogo. Eles perecerão em

ira, e por um julgamento dominando-os para sempre.

(128) Todo lugar de força. Ou, "todos os ídolos das nações" (Knibb, p. 218).

12Retidão se levantará do descanso; e sabedoria se levantará, e conferida sobre eles.

13Então as raízes da iniqüidade serão cortadas; pecadores perecerão pela espada; e blasfemadores

serão aniquilados em todos os lugares.

14Aqueles que meditam opressão, e aqueles que blasfemam, pela espada perecerão.

15E agora, meu filho, eu descreverei e mostrarei a ti o caminho da retidão e o caminho da opressão.

16Eu novamente os apontarei para ti, para que possas saber o que está por vir.

17Ouvi agora, meu filho, e anda no caminho da retidão, mas evita aquele da opressão; pois todo o

que anda no caminho da iniqüidade perecerá para sempre.

Capítulo 91

1Aquilo que foi escrito por Enoque. Ele escreveu toda esta instrução de sabedoria para todo homem

de dignidade, e todo juiz da terra; para todos os meus filhos que habitarão sobre a terra, e para

subsequentes gerações, conduzindo-se elevada e pacificamente.

2Não deixes que teu espírito seja afligido por causa dos tempos; pois o santo, o Grande, prescreveu

um período para tudo.

3Deixe que os homens justos se levantem do sonho, deixe-os levantar, e prossiga no caminho da

retidão, em todos os seus caminhos; e deixa-os avançar em bondade e eterna clemência.

Misericórdia será mostrada aos homens justos; sobre eles serão conferidos integridade e poder para

sempre. Em bondade e retidão eles existirão, andarão em eterna luz; mas pecado perecerá em eterna

escuridão, nem será vista daquele tempo em diante eternamente.

Capítulo 92

1Depois disto, Enoque começou a falar sobre um livro.

2E Enoque disse: Concernente aos filhos da retidão, concernente aos eleitos do mundo, e

concernente à semente da retidão e integridade.

3Concernente a estas coisas eu falei, e estas coisas e explicarei a ti, meu filho: e que sou Enoque.

Em conseqüência daquilo que me foi mostrado, de minha visão eterna e da voz dos santos anjos

(129)

eu tenho adquirido conhecimento; e da mesa do céu eu adquiri entendimento.

(129) Santos anjos. Num texto de Qumran, lê-se "Guardiões e Santos", denotando claramente Guardiões celestiais que

não caíram com os iníquos (Milik, p. 264). Veja também Dan. 4:13, "um guardião e um santo desceu do céu"; 4:17,

"guardiões, e… santos."

4Enoque então começou a falar de um livro, e disse: Eu nasci o sétimo na primeira semana,

enquanto julgamento e retidão esperavam com paciência.

5Mas depois de mim, na segunda semana, grande iniqüidade se levantou, e fraude espalhou-se.

6Naquela semana o fim do primeiro acontecerá, na qual a humanidade será salva.

(130)

(130) Humanidade será salva. Ou, "o homem será salvo" (Knibb, p. 224).

7Mas quando o primeiro é completado, iniqüidade crescerá; e durante a segunda semana ele

executará o decreto

(131)

sobre os pecadores.

(131) O Dilúvio depois do primeiro (no meio do segundo) Milênio (2500 B.C.).

8Depois disso, na terceira semana, durante sua conclusão, o homem

(132)

da planta dos justos

julgamentos será selecionada; e depois dele a Planta

(133)

da retidão virá para sempre.

(132) O Rei Davi no fim do terceiro Milênio (1000 B.C.),

(133) O Messias no fim do quarto Milênio (4 B.C. to 30 A.D.).

9

Subsequentemente, na quarta semana, durante sua conclusão, a visão dos santos e dos justos será

vista, a ordem de geração após geração tomará lugar, uma habitação será feita para eles. Então naquinta semana, durante sua conclusão, a casa da glória e da dominação

(134)

será erigida para

sempre.

(134) O estabelecimento (30 A.D.) e construção da Igreja através do quinto (e do sexto) Milênio.

10Depois disso, na sexta semana, todos aqueles que existirem nele serão escurecidos, os corações de

todos eles estarão esquecidos da sabedoria, e nele um Homem

(135)

se levantará e virá.

(135) O Messias no fim do sexto Milênio.

11E durante sua conclusão Ele queimará a casa do domínio com fogo, e toda a raça da raiz eleita

será dispersa.

(136)

(136) A destruição de Jerusalém e o desembolso daqueles que habitam naquela terra no fim do sexto (e no começo do

sétimo) Milênio.

12Depois disso, na sétima semana, uma geração perversa se levantará; abundantes serão seus feitos,

e todos os seus feitos perversos. Durante sua conclusão, os justos serão selecionados dentre a eterna

semente da justiça eterna; e a eles será dado a doutrina de sua criação.

13Depois haverá outra semana, a oitava,

(137)

da retidão, para a qual será dada uma espada para

executar julgamento e justiça sobre todos os opressores.

(137) O começo do oitavo Milênio.

14Os pecadores serão entregues nas mãos dos justos, os quais durante sua conclusão adquirirão

habitações para sua retidão; e a casa do grande Rei será estabelecida para celebrações para sempre.

Depois disso, na nona semana, o julgamento da retidão será revelado para todo o mundo.

15Toda obra de maldade desaparecerá de toda terra; o mundo será marcado para a destruição; e

todos os homens estarão atentos ao caminho da integridade.

16E depois disso, no sétimo dia da décima semana, haverá um eterno julgamento, que será

executado sobre os Sentinelas; e um eterno céu espaçoso brotará no meio dos anjos.

17O antigo céu se apartará e passará; um novo céu aparecerá; e os poderes celestiais brilharão com

esplendor para sempre. Depois, igualmente haverá muitas semanas, que existirão em extrema

bondade e retidão.

18O pecado nem será nomeado lá para sempre e sempre.

19Quem haverá lá, de todos os filhos dos homens, capaz de ouvir a voz do Santo sem emoção?

20Quem haverá, capaz de pensar seus próprios pensamentos? Quem será capaz de contemplar toda a

obra do céu? Quem, de compreender os feitos do céu?

21Ele poderá ver sua animação, mas não seu espírito. Ele pode ser capaz de conversar la respeito

dele, mas não de souber a ele. Ele poderá ver todas as fronteiras destas coisas, e meditar sobare

elas; mas ele não pode fazer nada iguais a elas.

22Qual, de todos os homens, é capaz de entender a largura e o comprimento da terra?

23

Por quem tem sido visto as dimensões de todas estas coisas? Todo homem que é capaz de

compreender a extensão do céu; qual é a sua elevação, e pelo que ele é apoiado?

24Quais são os números das estrelas; e onde todas as luminárias ficam no descanso?

Capítulo 93

1E agora me deixe exortar-te, meu filho, a amar a retidão e a andar nela; pois os caminhos da retidão

são dignos de aceitação; mas os caminhos da iniqüidade repentinamente falharão, e serão

diminuídos.

2Aos homens de note em sua geração os caminhos da opressão e morte são revelados; mas eles se

mantêm longe dele.

3Agora, também, deixe-me exortar aqueles que são justos, para que não andem nos caminhos do

mal e da opressão, nem nos caminhos da morte. Não se aproximem deles, para que não pereças,

mas; mas deseja,

4E escolhei para vós mesmos a retidão, e boa vida.

5Andai nos caminhos da paz, para que sejais encontrados dignos. Retenhais minhas palavras em

vossos pensamentos secretos, e não obliterate-os de vossos corações; pois eu sei que os pecadores

aconselham os homens a cometer crime astuciosamente. Eles não se encontram em todo lugar, nem

todo conselho possui um pouco deles.

6Ai daqueles que constroem iniqüidade e opressão, e lançam o fundamento da fraude; pois

repentinamente eles são subvertidos, e nunca obtêm paz.7Ai daqueles que constroem suas casas de crime; pois de suas próprias fundações suas casas serão

demolidas, e pela espada eles mesmos cairão. Aqueles, também, que adquirem ouro e prata,

justamente e repentinamente perecerão. Ai de ti, que és rico, pois em tua riqueza confiaste; mas

sereis removidos de tuas riquezas, porque não te lembraste do Altíssimo nos dias de tua

prosperidade.

8Tu tens cometido blasfêmia e iniqüidade, e estás destinado ao dia da efusão de sangue, ao dia da

escuridão, e ao dia do grande julgamento.

9

Isto eu declaro a aponto a ti, que aquele que te criou te destruirá.

10Quando tu caíres, ele não te mostrará misericórdia; mas teu Criador se regozijará em tua

destruição.

11Deixem aqueles, então, que serão retos entre vós naqueles dias, detestem os pecadores, e os

mundanos.

Capítulo 94

1Oh que meus olhos estejam nublados de água, que eu, para que eu possa chorar sobre ti, e derramar

minhas lágrimas como um rio, e descansar da tristeza do meu coração!

2Quem te permitiu irar e transgredir? Julgamento te surpreenderá, ó pecadores.

3Os justos não temerão os iníquos; porque Deus os trará novamente com seu poder, para que possa

vingar-se deles de acordo com seu prazer.

4Ai de vós que estarão tão presos por execrações, para que não possais ser soltos delas; o remédio

estando longe de ser removido de ti por causa dos teus pecados. Ai de vós que recompensam vossos

vizinhos com o mal; pois sereis recompensados de acordo com vossas obras.

5Ai de vós, falsas testemunhas, vós que provocais e agravais a iniqüidade; pois perecereis

repentinamente.

6Ai de vós, pecadores, pois rejeitais os justos; pois recebeis ou rejeitareis por prazer aqueles que

cometem iniqüidade; e seu jugo prevalecerá sobre vós.

Capítulo 95

1Aguardai em esperança, vós justos; pois os pecadores perecerão diante de vós, e exercereis

domínio sobre eles, de acordo com vosso prazer.

2No dia dos sofrimentos dos pecadores vossa descendência será alçada, e elevada como águias.

Vossos ninhos serão mais exaltados do que os da águia; tu subirás, e entrarás nas cavidades da terra,

e fendas das rochas para sempre, como os coelhos, da vista dos mundanos;

3Os quais gemerão sobre vós, e chorarão como as sirenes.

4Tu não temerás aqueles que te aborrecem; pois a restauração será tua; a esplêndida luz brilhará ao

redor de ti, e a voz da tranqüilidade será ouvida do céu. Ai de vós, pecadores; pois vossa riqueza

vos faz assemelhar aos santos, mas vossos corações vos reprovam, sabendo que sois pecadores.

Vossas palavras testificarão contra vós, como lembrança do crime.

5Ai de vós que se alimentam sobre a glória do milho, e bebem da força da mais profunda fonte, e no

orgulho do seu poder pisam nos humildes.

6Ai de vós que tomam água por deleite; pois repentinamente sereis recompensados, consumidos, e

murchareis, porque esquecestes da fundação da vida.

7Ai de vós que agem iniquamente, fraudulosamente, e em blasfêmia; lá haverá uma lembrança

contra vós por mal.

8Ai de vós, poderosos, que com poder ferem a justiça, pois o dia de vossa destruição virá; enquanto

aquele mesmo tempo muitos e bons dias será a porção dos justos, mesmo mo tempo do vosso

julgamento.

Capítulo 96

1Os justos estão confiantes que os pecadores serão desgraçados, e perecem no dia da iniqüidade.2

/vós estareis cônscios dele; pois o Altíssimo vos lembrará de vossa destruição, e os anjos

regozijarão sobre ela. O que farão os pecadores? E para onde fugireis no dia do julgamento, quando

ouvireis as palavras da oração dos justos?

3Vós não sereis iguais àqueles que a esse respeito testemunham contra vós; vós sois associados a

pecadores.

4Naqueles dias as orações dos justos virá diante do Senhor. Quando o dia do vosso julgamento

chegará; e toda circunstância de vossa iniqüidade será relatada diante do Grande e do Santo.

5Vossas faces se cobrirão de vergonha; enquanto todo feito, fortalecido pelo crime, será rejeitado.

6Ai de vós, pecadores, que no meio do mar, e na terra seca, são aqueles contra quem um mau

testemunho existe. Ai de vós que desperdiçam prata e ouro, não obtidos em retidão, e dizem: Somos

ricos, possuímos abundância, e temos adquirido tudo o que desejamos.

7Então faremos tudo o que estivermos dispostos a fazer, pois amontoaremos prata; nossos celeiros

estarão repletos, e os chefes de nossas famílias serão como água transbordante.

8Como água a falsidade passará; pois tua riqueza não será permanente, mas repentinamente

ascenderá de ti, porque toda ela tua a obtiveste iniquamente, e serás entregue à extrema maldição.

9E agora eu te juro, astutos e insensatos; para que tu, freqüentemente contemplando a terra, vós que

sois homens vos vestis mais elegantemente que as mulheres casadas, e ambos, juntos, muito mais

do que as solteiras,

(138)

em todos os lugares adornando-vos em majestade, em magnificência, em

autoridade, e em prata: mas ouro, púrpura, honra, e saúde, riqueza, como a água, fluirá.

(138) Mais elegantemente que as mulheres casadas… as solteiras. Ou, "mais do que uma mulher e mais colorido (as

vestimentas) que uma moça…" (Knibb, p. 230).

10Erudição, portanto, e sabedoria, não serão vossas. Assim eles perecerão, junto com suas riquezas,

com toda a sua glória, e com suas honras;

11

Enquanto com desgraça, com matança, e em extrema penúria, seus espíritos serão confiados à

fornalha de fogo.

12Eu jurei a vós, pecadores, que nem montanha, nem colina foram ou serão serviçais

(139)

da mulher.

(139) Serviçal. Literalmente, "um servo". Talvez os abastecendo com tesouros para ornamentos (Laurence, p. 159).

13Nem dessa maneira o crime foi enviado a vós sobre a terra, mas os homens de sua própria cabeça

o inventaram; e aqueles que a ele deram eficiência, serão grandemente execrados.

14Gravidez não será previamente infligida à mulher; mas por causa das obras de suas mãos, elas

morrerão sem filhos.

15Eu jurei a vós, pecadores, pelo Santo e pelo Grande, que todas as vossas más obras serão

divulgados nos céus; e que nenhum de vossos atos opressivos serão escondidos e secretos.

16Não penseis em vossas mentes, nem digais em vossos corações, que todo crime não é manifestado

e visto. No céu ele é diariamente escrito diante do Altíssimo. De agora em diante ele será

manifestado; pois todo ato de opressão que vós cometerdes será será diariamente registrado, até o

momento da vossa condenação.

17Ai de vós, ingênuos, pois perecereis na vossa simplicidade. Ao sábio não ouvireis, e aquilo que é

bom, não obtereis.

18Agora, portanto, saibais que estais destinados ao dia da destruição; nem a esperança daqueles

pecadores, viverá; mas com o passar do tempo morrereis; pois não sereis marcados para a redenção;

19Mas são destinados para o dia do grande julgamento, para o dia de aflição, e a extrema ignomínia

de vossas almas.

20Ai de vós, obstinados de coração, que cometeis crimes, e vos alimentais de sangue. De onde é que

vos alimenteis de coisas boas, bebeis e estais satisfeitos? Não é porque nosso Senhor, o Altíssimo,

tem suprido abundantemente toda boa coisa sobre a terra? A vós lá não haverá paz.

21Ai de vós que amam os atos de iniqüidade. Por que esperais por aquilo que é bom? Sabei que

sereis entregues nas mãos dos justos; os quais cortarão vossos pescoços, vos matarão, e não vos

mostrarão compaixão.

22Ai de vós que vos regozijais no sofrimento dos íntegros; pois uma sepultura não será cavada para

vós.

23Ai de vós que frustrais a palavra dos justos; pois para vós não haverá esperança de vida.

24Ai de vós que escreveis palavra de falsidade, e palavra de iniqüidade; pois vossas falsidades eles

lembrarão, para que eles possam ouvir e não esquecer.25A eles não haverá paz; mas eles por certo morrerão repentinamente.

Capítulo 97

1Ai daqueles que agem impiamente, que louvam e honram a palavra de falsidade. Vós tendes

sucumbido na perdição; e nunca tendes levado uma vida virtuosa.

2Ai de vós que mudado as palavras de integridade. Eles transgridem contra o eterno decreto;

(140)

(140) Eles transgridem… o eterno decreto. Ou, "eles distorcem a lei eterna" (Knibb, p. 232).

3E fazem com que as cabeças daqueles que não são pecadores sejam pisadas sobre a terra.

4Naqueles dias vós, justos, terão sido julgados dignos de ter vossas orações elevadas em lembrança;

e as depositarão em testemunho diante dos anjos, para que eles possam registrar os pecados dos

pecadores na presença do Altíssimo.

5Naqueles dias as nações estarão subvertidas; mas as famílias das nações se levantarão novamente

no dia da perdição.

6Naqueles dias aquelas que estiverem grávidas sairão, levarão seus filhos, e os abandonarão. Seus

filhos fugirão delas, e enquanto amamentam-nos eles as esquecerão; eles nunca retornarão a elas, e

elas nunca instruirão seus bem amados.

7Novamente eu juro a vós, pecadores, que crimes têm sido preparados para o dia de sangue, que

nunca cessam.

8

Eles adorarão às pedras, e ao ouro gravado, à prata, e às imagens de madeira. Eles adorarão

espíritos impuros, demônios, e todo ídolo, nos templos; mas nenhuma ajuda será obtida por eles.

Seus corações se tornarão ímpios por causa de sua loucura, e seus olhos estarão cegos com

superstição mental.

(141)

Em seus sonhos visionários eles serão ímpios e supersticiosos, mentindo em

todas as suas ações, e adorando uma pedra. Eles perecerão completamente.

(141) Superstição mental. Literalmente, "com o temor de seus corações" (Laurence, p. 162).

9Mas naqueles dias eles serão abençoados, a quem a palavra de sabedoria é entregue; o qual aponta

e procura o caminho do Altíssimo; o qual anda no caminho da retidão, e não age impiamente com

os ímpios.

10

Eles serão salvos.

11Ai de vós que expandem o crime de vossos vizinhos; pois no inferno sereis mortos.

12Ai de vós que lançam a fundação do pecado e enganam, e sois amargos na terra; pois nela sereis

consumidos.

13Ai de vós que constroem casas pelo labor dos outros, cada parte da qual é construída com tijolos e

com a pedra do crime; Eu digo-vos que não obtereis paz.

14Ai de vós que desprezais a prorrogação da eterna herança de vossos pais, enquanto vossas alvas

seguem atrás dos ídolos; pois para vós não haverá tranqüilidade.

15Ai daqueles que cometem iniqüidade, e dá ajuda à blasfêmia; que matam seus vizinhos até o dia

do grande julgamento; pois vossa glória cairá; malevolência Ele colocará em vossos corações, e o

espírito de ira vos incitará; para que cada um de vós pereça pela espada

16Então os justos e os santos relembrarão vossos crimes.

Capítulo 98

1Naqueles dias os pais serão derrubados com seus filhos na presença uns dos outros; e os irmãos

com seus irmãos cairão mortos: até que um rio fluirá de seu sangue.

2

Pois um homem não conterá sua mão de seu filho, nem dos filhos dos seus filhos; sua misericórdia

estará em matá-los.

3O pecador não conterá sua mão de seu irmão honrado. Desde o nascer do dia até o por do sol a

matança continuará. O cavalo caminhará com dificuldade até à altura do seu peito, e a carruagem

afundará até seu eixo no sangue dos pecadores.

Capítulo 99

1Naqueles dias os anjos descerão aos lugares de esconderijo, e reunirão em um lugar todos os que

tem ajudado no crime.2Naquele dia o Altíssimo se levantará para executar o grande julgamento sobre todos os pecadores,

e para confiar a guarda de todos os justos e santos aos santos anjos, para que eles protejam-nos

como à menina do olho, até que todo mal e todo crime seja aniquilado.

3

Se os justos dormirem em segurança, ou não, homens sábios então verdadeiramente perceberão.

4

E os filhos da terra entenderão toda palavra daquele livro, sabendo que suas riquezas não posem

salvá-los da ruína de seus crimes.

5Ai de vós, pecadores, quando sereis afligidos por causa dos justos naquele dia da grande

tribulação; sereis queimados no fogo; e recompensados de acordo com vossas obras.

6Ai de vós, perversos de coração, que estais cuidando para obter um acurado conhecimento do mal,

e para descobrir terrores. Ninguém vos ajudará.

7Ai de vós, pecadores; pois com as palavras de vossas bocas, e com a obra de vossas mãos, tendes

agido impiamente; na chama de um fogo ardente sereis queimados.

8E agora sabei, que os anjos no céu inquirirão pela vossa conduta; do céu, da lua, e das estrelas, e

eles inquirirão a respeito dos vossos pecados; pois sobre a terra vós exercitareis jurisdição sobre os

justos.

9Cada nuvem prestará testemunho contra vós, a neve, o orvalho, e a chuva; pois todos eles vos serão

negados, para que não desçam sobre vós, nem se tornem subservientes aos vossos crimes.

10Agora então trazei presentes de saudação à chuva; para que, não sendo retida, ela possa descer

sobre vós; e ao orvalho, se ele tiver recebido de vós ouro e prata. Mas quando a geada, a neve, o

frio, todo vento nevado, e cada sofrimento que pertence a eles, cair sobre vós, naqueles dias sereis

totalmente incapazes de permanecer diante deles.

Capítulo 100

1Considerai atentamente o céu, todos vós progênie do céu, e todas as obras do Altíssimo; temei-o, e

não vos conduzais pecaminosamente diante dele.

2

Se Ele fechar as janelas do céu, retendo a chuva e o orvalho, para que não desçam sobre a terra por

causa de vós, o que fareis?

3

E se Ele enviar ira sobre vós, e sobre todas as vossas obras, não sereis vós que podeis suplicar-lhe;

vós que pronunciastes contra sua retidão, linguagem orgulhosa e potente. Para vós não haverá paz.

4Vós não vedes os comandantes dos navios, como seus barcos são arremessados contra as ondas,

tornados em pedaços pelos ventos, e expostos aos maiores perigos?

5Que eles, portanto tremam, porque toda sua propriedade está embarcada com eles no oceano; e que

eles reprimam o mal em seus corações, porque ele pode engoli-los, e eles podem perecer nele?

6Não é todo o mar, todas as suas águas e todo a sua comoção, obra dele, o Altíssimo; dele que selou

todas as suas extensões, e cingiu-o em todo lado com areia?

7À sua reprovação, não é ele secado, e alarmado; enquanto todos os seus peixes com tudo o que está

contido nele morre? E vós, pecadores, que estão sobre a terra, não O temerão? Não é Ele o criador

do céu e da terra, e de todas as coisas que neles estão?

8E quem deu erudição e sabedoria a tudo o que se move e progride sobre a terra, e e sob o mar?

9Não ficam os comandantes do navio aterrorizados no oceano? E não ficarão aterrorizados os

pecadores diante do Altíssimo?

Capítulo 101 (não tem)

Capítulo 102

1Naqueles dias, quando Ele lançar a calamidade do fogo sobre vós, para onde fugireis, e onde

estareis a salvo?

2E quando Ele enviar sua palavra contra vós, não sereis poupados, e aterrorizados?

3

Todas as luminárias estão agitadas com grande temor; e toda a terra é poupada, enquanto elas

tremem, e sofrem ansiedade.

4Todos os anjos cumprem os mandamentos que receberam dele, e estão desejosos de se esconder da

presença da Sua grande glória; enquanto as crianças da terra estão alarmadas e angustiadas.5Mas vós, pecadores, sereis amaldiçoados para sempre; para vós não haverá paz.

6Não temai, alma dos justos; mas esperai com paciência pelo dia vossa morte em retidão. Não vos

aflijais porque vossas almas descem em grande sofrimento, com gemido, lamentação, tristeza, para

o receptáculo dos mortos. No tempo da vossa vida vossos corpos não receberam a recompensa na

proporção da vossa bondade, mas no período da vossa existência os pecadores existiram; no período

da execração e da punição.

7E quando tu morreres, os pecadores dirão com respeito a ti: Como nós morremos, os justos

morrem. Que proveito têm em suas obras? Eis que, igual a nós, eles expiram em tristeza e em

escuridão. Que vantagem eles têm sobre nós? De hoje em diante nós somos iguais. O que haverá

dentro do seu alcance, e diante de seus olhos para sempre? Pois eis que eles estão mortos; e nunca

verão a luz novamente. Eu vos digo, pecadores: Vós tendes estado satisfeitos com carne e bebida,

com pilhagem humana e rapina, com pecado, com aquisição de riqueza e com a visão de bons dias.

Não tendes observado os justos, como o seu fim é em paz? Pois nenhuma opressão é encontrada

neles, mesmo no dia da sua morte. Eles perecem, como se não existissem, enquanto suas almas

descem em tristeza ao receptáculo dos mortos.

Capítulo 103

1Mas agora Eu juro vós, justos, pela grandeza de seu esplendor e de sua glória; por seu ilustre reino

e por sua majestade, a vós Eu juro, que eu compreendo este mistério; que Eu leio a tábua do céu,

tenho visto o registro dos santos, e tenho descoberto o que está escrito e impresso concernente a

vós.

2Eu tenho visto que toda bondade, alegria e glória têm sido preparada para vós, e tem sido escrito

pelos espíritos daqueles que morrem eminentemente justos e bons. A vós será dado em retorno

pelas vossas aflições; e vossa porção de alegria excederá em muito a porção dos vivos.

3Os espíritos dos que morreram em retidão existirão e se regozijarão. Vossos espíritos exultarão; e

vossa lembrança estará diante da face do Poderoso de geração em geração. Eles então não temerão a

desgraça.

4Ai de vós, pecadores, quando morrerdes em vossos pecados; e aqueles, que são iguais a vós, dirão

com respeito a vós: Abençoados são estes pecadores. Eles viveram todo o seu período; e agora

morrem em alegria e em abundância. Angústia e matança eles não conheceram enquanto viviam;

em honra eles morrem; nunca em sua vida o julgamento os surpreendeu.

5Mas, não tem sido mostrado a eles que, quando suas almas descerem ao receptáculo dos mortos,

suas más obras se tornarão seu grande tormento? Em escuridão, em armadilha, e em chama, que

queimará até o grande julgamento, seus espíritos entrarão; e o grande julgamento tomará efeito para

sempre e sempre.

6Ai de vós; pois para vós não haverá paz. Nem podereis dizer aos justos e aos bons que vivem: Nos

dias da nossa aflição nós fomos afligidos; todo tipo de tristeza nós vimos, e muitas coisas más nós

temos sofrido.

7Nossos espíritos têm sido consumidos e diminuídos.

8Nós temos perecido; nem tem havido uma possibilidade de ajuda para nós em palavra ou em obra;

nós: não temos encontrado, mas temos sido atormentados e destruídos.

9Nós não temos esperado viver dia após dia.

10Nós esperamos certamente, ter sido a cabeça;

11Mas temos nos tornado a cauda. Nós temos sido afligidos, quando temos nos esforçados; mas

temos sido devorados pelos pecadores e mundanos; seu jugo tem sido pesado sobre nós.

12Eles tem exercido domínio sobre nós, a quem eles detestam, e nos aferroam; e aqueles que nos

odeiam tem humilhado nosso pescoço; e eles não têm mostrado compaixão para conosco.

13Nós temos desejado escapar deles, para que possamos fugir e descansar; mas não temos

encontrado lugar para onde possamos fugir, e estar seguros deles. Nós temos procurado um abrigo

com os príncipes em nossa angústia, e temos clamado àqueles que estão nos devorando; mas nosso

clamor não tem sido considerado, nem estão eles dispostos a ouvir nossa voz;14Mas antes, eles ajudam aqueles que saqueiam e nos devoram; aqueles que nos diminuem, e

escondem sua opressão; os quais removem seu jugo de sobre nós, mas devoram, nos enfraquecem e

nos matam; os quais escondem a matança, e não lembram que tem levantado suas mãos contra nós.

Capítulo 104

1Eu juro a vós, justos, que no céu os anjos registram vossa bondade diante da glória do Poderoso.

2Esperai com paciente esperança; pois antigamente fostes desgraçados com o mal e com aflição;

mas agora brilhareis como as luminárias do céu. Vós sereis vistos, e os portões do céu estarão

abertos para vós. Vossos clamores têm clamado por julgamento; e ele tem aparecido a vós; pois um

registro de vossos sofrimentos será requerido dos príncipes, e de todos os que tem ajudado vossos

saqueadores.

3Esperai com paciente esperança; não renuncieis de vossa confiança; pois grande alegria será a

vossa; como aquela dos anjos no céu. Conduze-vos como podeis, still não estareis escondidos no

dia do grande julgamento. Não sereis como os pecadores; e a eterna condenação estará longe de

vós, enquanto o mundo existir.

4Então não temais, justos, quando virdes os pecadores florescendo e prósperos em seus caminhos.

5Não vos associeis a eles; mas mantende-vos distante de sua opressão; estejais associados às hostes

do céu. Vós, pecadores, dizeis: Todas as nossas transgressões não serão tomadas em conta, e

recordadas. Mas todas as vossas transgressões serão recordadas diariamente.

6E está assegurado por mim, que luz e escuridão, dia e noite, verão todas as vossas transgressões.

Não sejais ímpios em nossos pensamentos; não mintais; não rendei a palavra de honestidade; não

mintais contra a palavra do Santo e Poderoso; não glorificai vossos ídolos; pois todas as vossas

mentiras e toda vossa impiedade não é para retidão, mas para crime.

7Agora eu aponto um mistério: Muitos pecadores se voltarão e transgredirão contra a palavra de

honestidade.

8Eles falarão coisas más; eles pronunciarão falsidade; executarão grandes empreendimentos;

(142)

e

comporão livros em suas próprias palavras. Mas quando eles escreverem todas as minhas palavras

corretamente em suas próprias linguagens,

(142) Executarão grandes empreendimentos. Literalmente, "criarão uma grande criação" (Laurence, p. 173).

9Eles não os mudarão ou os diminuirão; mas os escreverão todos corretamente; tudo o que desde o

princípio eu tenho pronunciado concernente a eles.

(143)

(143) A despeito do mandamento de Enoque, seu livro foi muito certamente mudado e diminuído pelos últimos editores,

embora estes fragmentos dele tenham sobrevivido.

10Outro mistério também eu aponto. Aos justos e aos sábios haverá livros de alegria de integridade e

de grande sabedoria. A eles livros serão dados, nos quais eles acreditarão;

11E nos quais eles se regozijarão. E todos os justos serão recompensados, os quais deles adquirirão

conhecimento de todo caminho elevado.

Capítulo 104A

1Naqueles dias, diz o Senhor, eles chamarão aos filhos da terra, e os farão ouvir a sua sabedoria,lhes

mostrarão que eles são seus líderes;

2

E que remuneração tomará lugar sobre toda a terra; pois Eu e meu Filho para sempre manteremos

comunhão com eles nos caminhos da retidão, enquanto eles estiverem em vida. A paz será deles.

Regozijai, filhos da integridade, em verdade.

Capítulo 105

1Depois de um tempo, meu filho Matusalém tomou uma esposa para seu filho Lameque.

2Ela ficou grávida dele, e deu um filho, a carne do qual era tão branca quanto a neve, e vermelho

como uma rosa; o cabelo de sua cabeça era branco como o algodão,e longo; e cujos olhos eram

belos. Quando ele os abriu, ele iluminou toda a casa, como o sol; toda a casa abundou de luz.

3E quando ele foi tirado da mão da parteira, Lameque seu pai ficou com medo dele; e correndo veio

ao seu próprio pai Matusalém e disse: Eu gerei um filho, diferente dos outros filhos. Ele não éhumano; mas, assemelhando-se à geração dos anjos do céu, é de uma natureza diferente dos nossos,

sendo completamente diferente de nós.

4

Seus olhos são brilhantes como os raios do sol; seu semblante é glorioso, e ele parece como se não

pertencesse a mim, mas aos anjos.

5

Eu estou temeroso de que algo miraculoso deva acontecer na terra nestes dias.

6E agora meu pai, deixa-me pedir e requerer de ti ir ao nosso progenitor Enoque, e aprender dele a

verdade; pois sua residência é com os anjos.

7Quando Matusalém ouviu as palavras de seu filho, e veio a mim nas extremidades da terra; pois ele

estava informado de que eu estava lá: e ele chorou.

8Eu ouvi sua voz, e fui a ele dizendo: Vede, eu estou aqui, meu filho; já que tu vieste a mim.

9

Ele respondeu e disse: Por causa de um grande evento eu venho a ti; e por causa de uma visão

difícil de ser compreendida eu me aproximei de ti.

10E agora, meu pai, ouví-me; pois ao meu filho Lameque um filho nasceu, o qual não se parece com

ele; e cuja natureza não é igual à natureza do homem. Sua cor é mais branca que a neve; ele é mais

vermelho que a rosa; o cabelo de sua cabeça é mais branco que a lã; seus olhos são iguais aos raios

do sól; e quando ele abriu-os ele iluminou toda a casa.

11Quando ele foi tomado ma mão da parteira,

12

Seu pai Lameque temeu, e fugiu para mim, não acreditando que a criança pertencesse a ele, mas

que ele assemelha-se aos anjos do céu. E eis que eu vim a ti para que possas me apontar a verdade.

13Então eu, Enoque, respondi e disse: O Senhor efetuará uma nova coisa sobre a terra. Isto eu tenho

explicado, e visto numa visão. Eu tenho mostrado a ti que nas gerações de Jared meu pai, aqueles

que estavam no céu desconsideraram a palavra do Senhor. Eis que eles cometeram crimes;

deixaram de lado sua classe, e misturaram-se com mulheres. Com elas também eles transgrediram;

casaram-se com elas e geraram filhos.

(144)

(144) Depois deste versículo, um papiro grego acrescenta: "os quais não são iguais aos seres espirituais, mas criaturas

de carne" (Milik, p. 210).

14Uma grande destruição, portanto virá sobre toda a terra; um dilúvio, uma grande destruição,

tomará lugar em um ano.

15Esta criança que nasceu ao teu filho sobreviverá na terra, e seus três filhos serão salvos com ele.

Enquanto toda a humanidade que está na terra morrerá, ele estará a salvo.

16E sua posteridade procriará na terra os gigantes, não espirituais, mas carnais. Sobre a terra uma

grande punição será infligida, e ela será lavada de toda corrupção. Agora, portanto, informa ao teu

filho Lameque que aquele que é nascido é seu filho na verdade; e seu nome será chamado Noé, pois

ele será um sobrevivente. Ele e seus filhos serão salvos da corrupção que tomará lugar no mundo;

de todo o pecado e de toda a iniqüidade que consumirá a terra em seus dias. Depois disso haverá

uma impiedade maior do que aquela que antes havia se consumado na terra; pois eu estou

familiarizado com santos mistérios, que o próprio Senhor descobriu e explicou a mim; e os quais eu

li nas tábuas do céu.

17Nelas eu vi escrito, que geração após geração transgredirá, até que, até que uma raça de justo se

levantará; até que transgressão e crime desapareçam da face da terra; até que toda bondade venha

sobre ela.

18E agora, meu filho, vai dizer ao teu filho Lameque;

19Que a criança que é nascida é na verdade seu filho; e que não há decepção.

20Quando Matusalém ouviu as palavras de seu pai Enoque, o que lhe havia mostrado toda coisa

secreta, ele retornou com entendimento, e chamou o nome da criança Noé; porque ele consolou a

terra por causa de toda sua destruição.

21Outro livro, que Enoque escreveu para seu filho Matusalém, e para aqueles que deviam vir depois

dele, e preservar sua pureza de conduta nos últimos dias. Tu, que tens trabalhado, esperará naqueles

dias, até que os que praticam o mal sejam consumidos, e o poder do culpado seja aniquilado.

Espera, até que passe o pecado; pois seus nomes serão apagados dos livros santos; sua semente seja

destruída, e seus espíritos mortos. Eles clamarão e lamentarão na vastidão invisível, e no fogo sem

fundo eles queimarão.

(145) Ali eu percebi, como se fosse uma nuvem através da qual não se podia

ver; pois das profundezas dela eu fui incapaz de olhar para cima. Eu vi também uma chama de fogoardente brilhante, e como se fossem montanhas brilhantes passando ao redor, e agitadas de lado a

lado.

(145) No fogo sem fundo eles queimarão. Literalmente "no fogo eles queimarão, onde ali não é terra" (Laurence, p.

178).

22Então eu inquiri de um santo anjo que estava comigo e disse: o que é esse esplêndido objeto? Pois

não é céu, mas só uma chama de fogo que queima; e nela há o clamor de exclamação, de ai, e de

grande sofrimento.

23Ele disse: Ali, àquele lugar que tu viste, serão confiados os espíritos dos pecadores e

blasfemadores; daqueles que praticam o mal, e perverterão tudo o que Deus disse pela boca dos

profetas; tudo o que eles deviam fazer. Pois com respeito a estas coisas ali haverá registros e serão

impressos no céu, pára que os anjos possam lê-las e saber o que acontecerá aos pecadores e aos

espíritos dos humildes; àqueles que sofreram em seus corpos, mas têm sido recompensados por

Deus; os quais têm sido injuriosamente tratados pelos homens iníquos; os quais têm amado a Deus,

que não tem acumulado nem ouro nem prata, nem qualquer coisa no mundo, mas deram seus corpos

ao tormento;

24A estes que no período de seu nascimento não tem estado cobiçosos de riquezas terrenas; mas tem

se resguardado como um alento que passa.

25Tal tem sido sua conduta; em muito o Senhor os tem provado; e seus espíritos têm sido

encontrados puros, para que eles possam abençoar Seu nome. Todas as suas bênçãos eu tenho

relatado num livro; e Ele os tem recompensado; pois eles têm sido encontrados a amar o céu com

uma eterna aspiração. Deus tem dito: Enquanto eles têm sido pisados por homens iníquos, eles têm

ouvido deles insultos e blasfêmias; e tem sido ignominiosamente tratados, enquanto eles me

abençoam. E agora eu chamarei os espíritos do bem da geração da luz, e mudarei aqueles que

nasceram em escuridão; os quais não tem tido seus corpos recompensados em glória, como sua fé

possa ter merecido.

26Eu os trarei para a esplêndida luz daqueles que amam meu santo nome: e Eu colocarei cada um

deles em um trono de glória, da glória peculiarmente sua, e eles descansarão durante períodos

inumeráveis. Retos são os julgamentos de Deus;

27

Pois ao fiel ele dará fé nas habitações dos justos. Eles verão aqueles que tem nascido na escuridão,

para a escuridão serão lançados; enquanto que os justos descansarão. Os pecadores clamarão,

vendo-os, enquanto eles existem em esplendor e prosseguem em direção dos dias e períodos a eles

prescritos.

 

 

 

Jesus Cristo no livro apócrifo de I Enoque

A caminhada de Enoque
Uma das pessoas que andou mais próximas de Jesus em vida foi o profeta Enoque. Não estranhe o fato de que este profeta viveu num tempo muito antes da história de Jesus em carne na Terra, pois lembre-se que o nosso Messias é o Filho eterno de Deus que criou o mundo (João 1:1). Enoque é pouco conhecido e o que sabemos da sua vida é uma das coisas mais impactantes da Bíblia.
O grau de intimidade que Enoque alcançou é tão interessante pelo fato de que ele nãomorreu ainda. O Senhor o tomou vivo. Em outras palavras, a sua comunhão com Deus dada na Terra ainda está em continuidade no Céu. Talvez isso tenha ocorrido com outros em tempos recentes, mas não há menção escrita de ninguém no Novo Testamento de tal fato, exceto é claro o do próprio Jesus. O grande arrebatamento da Igreja ou Noiva é uma promessa de Jesus que está para se cumprir (1 Tessalonicences 4:16, João 5:29, 1 Coríntios 15:52).
“E viveu Enoque sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém. E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.” (Gênesis 5:21-24)
Paulo diz que ele foi trasladado para a Casa de Deus sem conhecer a morte simplesmente porque teve fé que Deus o aceitaria:
“Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus”. (Hebreus 11:5)
Os registros
Certamente todos os cristãos gostariam de ser abençoados com mais registros deste varão incomum. É difícil pensar nesta possibilidade quando se trata de alguém que é da 7ª geração depois de Adão e viveu antes do dilúvio de Noé.
O que pouca gente não sabe é que há manuscritos que reclamam a sua autoria. O livro de I Enoque é considerado um apócrifo pela maior parte dos cristãos e judeus de hoje. Isso quer dizer que oficialmente as pessoas não o reconhecem como algo que é legitimamente inspirado por Deus e, portanto, são palavras com revelações erradas ou falsificadas, carecendo de respaldo e testemunho.
Tudo não acaba por aí. É impressionante que o livro de I Enoque também é citado no livro de Judas, do Novo Testamento:
E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos;
Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.” (Judas 1:14-15 e I Enoque 1:9)
Mas para não alongar, apenas compreenda que ele é composto de 108 capítulos e é dividido em 5 partes:
·         1-36 O Livro dos Vigilantes
·         37-71 O Livro das Parábolas
·         72-82 O Livro Astronômico
·         83-90 O livro dos Sonhos
·         91-108 A Epístola de Enoque
Evidências proféticas
O Livro das Parábolas é o mais interessante. Ela se concentra na revelação do futuro Messias judeu. Segundo testes de datação de carbono com estudos liderados pelo Rev. H.R Charles, a cópia existente mais antiga foi escrita de 64 a 94 anos antes de Cristo.
É muito bom saber que datam de antes da vinda ao mundo do Mestre porque, caso tivessem sido escritas após sua vida, não poderíamos certificar se foram forjadas com informações já conhecidas. Desse jeito qualquer um poderia criar seus próprios falsos manuscritos de profecias! Agora, para saber se estas revelações são, em particular, inspiradas por Deus, é só verificar se elas andam em conformidade com o que Jesus, o nosso Messias amplamente confirmado ensinou, ou melhor, se as profecias estão em harmonia. Paulo diz que ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor se não for pelo Espírito de Deus (1 Coríntios 12:3), portanto, se isso glorifica ao nome de Jesus, então é inspirado por Deus! Vamos conferir?
Está em negrito todas as vezes que faz referências ao Messias. Esta tradução é de H.R Charles.
“E ouvi as vozes daquelas quatro presenças como proferindo louvores diante do Senhor da Glória. A voz do primeiro abençoa o Senhor dos espíritos para sempre e eternamente. E a segunda voz que ouvi abençoando ao Eleito e aos eleitos que se apoiaram sobre o Senhor dos Espíritos.” (I Enoque 40:3-6)
-O Messias está diante do Senhor dos Espíritos (Deus);
-O Messias é distinto de todos os outros eleitos;
-Deus está no ponto mais alto de honra, logo depois vem o Messias e os eleitos abaixo deste.
“Naquele dia o meu Eleito se assentará sobre o trono de glória e fará as suas obras e seus lugares de descanso serão inumeráveis. E suas almas [dos santos] deverão crescer fortalecidas dentro deles quando virem o meu Eleito, e aqueles que são chamados pelo meu Nome glorioso: Então farei com que o meu Eleito habite com eles. E eu vou transformar o Céu e torná-lo uma bênção eterna e luz(…)” (I Enoque 45:3-4)
-Deus demonstra ter uma consideração muito especial pelo Messias;
-O Messias seria engrandecido um dia futuro num honroso trono com muita abundância para si;
-Sua glória estava para ser exibida num dia futuro para as pessoas;
-Aqueles que o virem e se apoiassem no Messias seriam fortalecidos e, em paridade com este evento, haveria a restauração dos Céus.
“E lá eu vi que havia um Ancião de dias [Pai Celestial], e sua cabeça era branca como a lã, e com Ele estava outro ser cujo semblante tinha a aparência de um homem, e seu rosto estava cheio de graça, como um dos santos anjos. E eu perguntei ao anjo que foi comigo e que me mostrou todas as coisas ocultas, sobre que este Filho do homem, quem ele era e de onde era e por que ele andava Ancião de Dias? E ele respondeu e disse-me: Este é o Filho do homem que tem a Justiça, com quem habita a Justiça, e que revela todos os tesouros do que é escondido, porque o Senhor dos Espíritos o elegeu, e cujo destino tem a pré-eminência diante do Senhor dos Espíritos em retidão para sempre. E este Filho do Homem que viste levantará reis e poderosos de seus lugares, e fortes de seus tronos e soltar as rédeas do forte, e quebrar os dentes dos pecadores. E porá abaixo os reis de seus tronos e reinos porque eles não o exaltarão nem o louvarão, nem reconhecerão humildemente que os seus reinos foram dados de cima. E Ele porá abaixo o semblante do forte, e deverá preenchê-los com vergonha. E a escuridão será sua habitação e vermes serão sua cama, e eles não têm esperança de levantar de suas camas porque eles não exaltam o nome do Senhor dos Espíritos”. (I Enoque 45:1-6)
-O Pai Celestial é um Ancião de Dias;
-O Messias tem uma aparência de um homem;
-O Messias já habitava na presença de Deus numa posição superior aos anjos do Céu antes de vir ao mundo, tendo toda a pré-eminência;
-Deus o elegeu, e no Messias habita a Justiça;
-Através do Messias Deus irá revelar todas as coisas a Criação;
-O Messias irá fazer julgamento nos grandes da terra que não o louvarem e nem o nome de Deus.
E naquele lugar eu vi a Fonte da Justiça que era inesgotável: E em torno dela havia muitas fontes de sabedoria: E todos os sedentos beberam delas e estavam cheios de sabedoria, e as suas habitações foram entre os justos, os santos e os eleitos. E a nessa hora aquele Filho do Homemfoi invocado na presença do Senhor dos Espíritos e seu nome perante o Ancião de Dias. Sim, antes que o sol e os sinais fossem criados, antes que as estrelas do céu fossem feitas, seu nome foi invocado perante a presença do Senhor dos Espíritos. Ele será um apoio para os justos os quais se firmarão e não cairão, e Ele será a luz dos gentios e a esperança daqueles que são aquebrantados de coração. Todos os que habitam na Terra se prostrarão e o adorarão, e o louvarão, e irão bendizer e festejar com canções ao Senhor dos Espíritos. E por esta razão tem Elesido escolhido e escondido diante dEle antes da criação do mundo e para sempre. E pela sabedoria do Senhor dos Espíritos Ele foi revelado para o santo e justo, pois Ele tem preservado a sorte dos justos porque eles odiaram e desprezaram este mundo de iniqüidade e por terem odiado todas essas obras e caminhos em nome do Senhor dos Espíritos: Porque em Seu nome eles são salvos, e de acordo com a Sua boa vontade que Ele tem preservado as suas vidas. Nestes dias, os reis da Terra se tornarão abatidos de semblante, e o valente que possui a terra por causa das obras das suas mãos, no dia da sua angústia e aflição, não será capaz de salvar-se. E eu lhes colocarei nas mãos do Meu Eleito: como a palha no fogo para eles queimarão diante da face do Santo: Como o conduzir das águas eles afundarão ante a face dos justos, e nenhum vestígio deles deve mais ser encontrado. E no dia em que ocorrerem suas aflições haverá descanso na terra, e eles cairão e não se levantarão mais uma vez: e não haverá ninguém para erguê-los com as mãos e levantá-los, pois eles negaram o Senhor dos Espíritos e Seu Messias. (I Enoque 45:1-10)
-O Messias habitava na presença de Deus antes que todas as coisas fossem criadas;
-Ele seria apoio para os justos, luz para os gentios (ímpios) e esperança daqueles de coração humilde;
-Ele deveria ser adorado como Deus é adorado, e exaltar a um deles não contrapõem o outro, mas fortalece ambos como se fossem um;
-A revelação da glória do Messias um segredo de Deus ansiosamente aguardado antes da criação do mundo;
-Pelo nome do Messias e pela sua boa vontade as pessoas seriam salvas da condenação;
-O Messias faria grande juízo sobre aqueles que negarem o nome dele e o nome de Deus.
Pois a sabedoria é derramada como água, e não faltará glória diante dele para sempre. Porque Ele é poderoso em todos os segredos da justiça, e a injustiça desaparecerá como uma a sombra, e ela não têm continuidade; Porque o Eleito permanece diante do Senhor dos Espíritos e sua glória é para sempre e sempre, e o seu poder a todas as gerações. E nEle habita o espírito de sabedoria, e do Espírito que dá a inteligência, e o espírito de entendimento e de força, e o espírito daqueles que dormem na retidão. E Ele julgará as coisas secretas, e ninguém será capaz de pronunciar uma palavra mentirosa diante dEle, porque ele é o Eleito perante o Senhor dos Espíritos segundo a sua boa vontade. (I Enoque 49:1-9)
- No Messias habita o espírito de sabedoria, de inteligência, de entendimento, de força, e daqueles que dormem em retidão. Ele tem todos os atributos divinos de poder;
-O Messias será o Juiz de todas as coisas.
E, naqueles dias, certamente a Terra também deverá devolver o que foi confiado para ela, e a sepultura também deverá devolver o que recebeu, e o inferno irá dar de volta aquilo que possui. Porque naqueles dias o Eleito se levantará e Ele vai escolher os justos e santos de entre eles: Porque tem se aproximado o dia em que eles serão salvos. E o Eleito naqueles dias irá se assentar no Meu trono, e da sua boca jorrará todos os segredos da sabedoria e do conselho: Porque o Senhor dos Espíritos os deu para Ele e o glorificou. E, naqueles dias, as montanhas saltarão como carneiros, as colinas também saltarão como cordeiros satisfeitos com leite, e os rostos de todos os anjos no céu serão iluminados com alegria. E a Terra se alegrará, e os justos habitarão nela, e o eleito irá andar sobre ela. (I Enoque 51:1-3)
- Um dia, todas as pessoas que morreram ressuscitarão da terra e do mar;
-O Messias irá, pessoalmente, escolher dentre os ressurretos quais haveriam de ser salvos;
-O Messias iria se assentar no próprio trono de Deus;
-O Messias teria todo o entendimento e sabedoria de Deus;
-Toda a criação se alegrará e a glória de Deus será grande no Céu e na Terra.
E eu perguntei ao anjo que foi comigo, dizendo: “Que coisas são essas que eu tenho visto em segredo?” E disse-me: “Todas essas coisas que tens visto servirá ao domínio do seu Messias para que Ele possa ser forte e poderoso na terra.” (I Enoque 52:3-4)
-Todas as coisas na Terra são feitas para a glória do Messias.
Deus, o Senhor dos Espíritos. Vós, reis poderosos que habitam sobre a terra, vocês devem ver o Meu Eleito, como Ele está sentado no trono de glória e faz julgamento a Azazel (Lúcifer), e todos os seus seguidores (anjos caídos, demônios), e todos os seus exércitos em nome do Senhor dos Espíritos. (I Enoque 54:4)
-Deus quer chamar a atenção para o Messias, pois demonstra ter prazer nele;
-Deus fará com que este fosse glorificado sobremaneira diante dos homens e dos anjos;
-O Messias iria julgar Satanás e todos os seus exércitos (demônios e homens ímpios).
E essas medidas devem revelar todos os segredos das profundezas da terra, e aqueles que foram destruídos pelo deserto, e aqueles que foram devorados pelos animais selvagens, e aqueles que foram devorados pelos peixes do mar, que eles possam retornar e estarem firmes no dia do Eleito, pois ninguém deverá ser destruído perante o Senhor dos Espíritos, e não podem ser destruídos. E todos os que habitam acima no Céu receberam um comando e poder e uma só voz e uma luz semelhante ao fogo. E foi para Ele que aquelas palavras de benção foram destinadas, e o exaltou e louvou com sabedoria, e eles foram sábios em seus dizeres e no espírito da vida. E o Senhor dos Espíritos colocou o Eleito no trono de glória. (I Enoque 61:5-8)
-Os homens justos que morreram em todas as partes do mundo seriam restaurados;
-Eles seriam apresentados diante do Messias;
-Todo o Céu se alegrou com o Messias e exaltou o seu nome;
-Deus engrandeceu ao Messias no seu merecido trono;
Semelhanças com o livro de Daniel
A descrição a respeito do Messias no livro de I Enoque se parece muito com trechos do livro de Daniel, do AT da Bíblia:
Eu [Daniel] continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um Ancião de dias [Pai Celestial] se assentou; a sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça como a pura lã; e seu trono era de chamas de fogo, e as suas rodas de fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e milhões de milhões assistiam diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros. (…) Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do Homem; e dirigiu-se ao Ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado [para o Filho do Homem] o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído. 
Daniel 7:9-10 e 13-14

O LIVRO APÓCRIFO-ENOQUE

 


Um dos livros apócrifos mais fascinantes é sem dúvida o livro de I Enoque (ou Enoque etíope), geralmente datado para o século II a.C. Este livro foi redigido originalmente em aramaico, mas a única versão disponível hoje está em etíope. Escrito em linguagem apocalíptica, entre 170 e 64 a.C., o livro carrega algumas semelhanças com oApocalipse de João, cuja composição se deu mais de dois séculos depois. Abaixo um trecho do livro que descreve o nascimento deNoé:
Depois de alguns dias, meu filho Matusalém escolheu uma mulher para seu filho Lamech; ela engravidou e deu à luz um menino. O seu corpo era branco como a neve e vermelho como uma rosa, os cabelos da sua cabeça eram como a lã e os seus olhos como os raios do sol. Quando abriu os olhos encheu a casa de luz como o sol, e toda ela ficou muito iluminada (I En 106,1).
Outra parte bastante interessante do livro são os capítulos 6 a 16, que narram a queda dos anjos após desobedecerem a Deus acasalando-se com as mulheres humanas. Tudo começa comSemjaza, um anjo disposto a pagar o preço por sua desobediência. Ele relata seu desejo aos demais anjos, que decidem segui-lo no plano. Semjasa é acompanhado por mais dezoito anjos, que por sua vez chefiam, cada um, outros dez. Após levarem a cabo o plano, problemas inusitados começam a surgir:
Elas [as mulheres humanas] engravidaram e deram à luz a gigantes de 3.000 côvados de altura. Estes consumiram todas as provisões de alimentos dos demais homens. E quando as pessoas nada mais tinham para dar-lhes os gigantes voltaram-se contra elas e começaram a devorá-las (I En 6,2).
Mas os problemas não param por aí. Os anjos rebeldes transmitem seus conhecimentos aos homens, tais como a astrologia, ametalurgia, a ciência da confecção de cosméticos, as fases da lua, a feitiçaria, etc. Tais conhecimentos causam muitas guerras e o homem chega perto da aniquilação.

Após ouvirem o clamor dos homens e virem todas as desgraças causadas pelos anjos rebeldes, MiguelUrielRafael e Gabrielrelatam o problema ao “Senhor dos mundos”, que decide purificar a terra com um dilúvio e punir os anjos perversos lançando-os num abismo de fogo.

O livro é fruto de uma tentativa de preencher uma lacuna existente no capítulo seis do livro do Gênesis:
“viram os filhos de Deus (hb. bney haelohim) que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram” (Gn 6,2).
No relato do livro de Enoque os bney haelohim (filhos de Deus) são os anjos e a decisão de Deus de destruir a terra (Gn 6,7) é provocada por esse episódio.

Resquícios da história contada neste livro são percebidos na epístola deJudas (Jd 14, s).

O APÓCRIFO DE II ENOQUE, OU ENOQUE ESLAVO (RESUMO)

 Por Jones Mendonça

Publiquei aqui no Numinosum um pequeno trecho o livro de I Enoque, que narra de maneira fantástica onascimento de Noé e a queda dos anjos rebeldes.

Outro livro cujo autor utiliza o pseudônimo de Enoque é o Livro dos segredos de Enoque, também conhecido como II Enoque ou Enoque eslavo. Apesar de ter sido escrito em grego, só nos resta uma versão eslava. Este segundo livro relata a viagem de Enoque até o décimo céu, onde “está Deus, [que] na língua hebraica [...] é chamado Aravat” (II En 20,3). A viagem é iniciada após Enoque ser visitado por dois homens “extraordinariamente grandes”, cujas “faces resplandeciam como o sol” e cujos olhos “eram como chama” (II En 1,6). Após despedir-se de sua família, Enoque é inicialmente levado pelos homens ao primeiro céu em suas asas, que eram “mais brilhantes que o ouro” (II En 3). Cada um dos céus possui uma particularidade especial. Seguem abaixo as características principais de cada um deles:

§     1° céu – Enoque vê os anjos que trabalham na ordenação das estrelas, nos depósitos de neve e na tesouraria do orvalho. O primeiro céu é uma espécie de “casa de máquinas” do mundo, cujos trabalhadores são os anjos (cap. 3-6).
§     2° céu – Neste local ficam aprisionados os anjos infiéis a Deus, que são torturados e choram incessantemente. O príncipe desses anjos fica acorrentado no quinto céu (cap. 7).
§     3° céu – No terceiro céu fica o paraíso. Nele há um jardim onde Deus descansa, guardado por trezentos anjos muito brilhantes (cap. 8). O terceiro céu é também para onde vão os “que fazem julgamentos justos, que levam pão aos famintos e que cobrem de vestes os nus” (cap. 9).  O norte deste lugar, escuro e tenebroso, é reservado “aos que desonram a Deus”. É para lá que vão os mentirosos, invejosos, opressores dos pobres e fornicadores (cap. 10).
§     4° céu – No quarto céu Enoque contempla a órbita do sol (que é aceso por cem anjos), e da lua (cap. 11).  Enoque também vê “outros elementos voadores do céu”, que o acompanham na sua órbita, lhe dando calor e orvalho (cap. 12). Por fim ele fala dos seis “postais do sol”, por onde o grande astro passa ao longo do ano (cap. 13, 14 e 15).  O curso da lua, cheio de detalhes numéricos, é descrito nos capítulos 16 e 17.
§     5° céu – Soldados gigantes e mudos chamados Grigori são vistos no quinto céu. Juntamente com seu príncipe, Satanail, rejeitaram o Senhor da Luz tomando por esposas as filhas dos homens (este curioso episódio é descrito nos capítulo 6 a 16 do Livro de I Enoque).
§     6° céu – Neste céu ficam os anjos responsáveis pelas estações do ano, dos rios, dos mares e dos frutos da terra. Eles também são incumbidos de anotar todos os feitos dos homens diante do Senhor (cap. 19).
§     7° céu – No sétimo céu há uma  grande quantidade de arcanjos, querubins, serafins e toda a sorte de ordens angelicais. É lá que fica o trono de Deus.
§     8° céu – O oitavo céu é chamado de Muzaloth, o que muda as estações, a seca, a umidade e os doze signos do zodíaco, que estão acima do sétimo céu (cap. 21).
§     9° céu – É chamado de Kuchavim, onde estão as casas celestes dos doze signos do zodíaco (cap. 21).
§     10° céu – Chamado de Aravoth, é lá que a face do Senhor pode ser contemplada, descrita como sendo semelhante ao “ferro que arde no fogo e que, as sair, emite faíscas e queima” (cap. 22).
Nos demais capítulos (23 ao o 61), Deus conta a Enoque como criou o universo e lhe transmite uma série de ensinamentos. Enoque retransmite esses ensinamentos aos seus filhos. No último capítulo lemos o seguinte:
Ele [Enoque] anotou todos esses sinais de toda a criação, criada pelo Senhor, e escreveu trezentos e sessenta e seis livros, entregou-os a seus filhos e permaneceu na terra trinta dias, sendo novamente levado para o Céu no sexto dia do mês de Tsivan, no dia e na hora exata em que nascera (En 61,3).
A idéia da existência de dez céus estava profundamente enraizada na cultura judaica. Paulo, por exemplo, diz ter ido ao terceiro céu (2 Co 12,2).

RESUMO DE ALGUNS APÓCRIFOS (OU PSEUDEPÍGRAFOS OU EXTRACANÔNICOS) DO ANTIGO TESTAMENTO

Por Jones Mendonça

A quantidade de livros rejeitados pelo cânon judaico e cristão (católicos e protestantes) é bem extensa. Alejandro Diez Macho contabiliza 66 livros[1] (incluindo os fragmentos de obras perdidas). Segundo o gênero literário são classificados da seguinte forma:narrativastestamentossapienciaisapocalípticos e Salmos eorações.

Ainda que muito do conteúdo dos apócrifos seja uma tentativa de preencher lacunas deixadas pelos escritos canônicos, tais como a morte de Moisés, a origem dos demônios e o martírio dos profetas, nem todo o seu conteúdo deve ser encarado como mera fantasia. Judas (Jd 14) cita o profeta Enoque quando diz: “Eis que o Senhor veio [...] exercer o julgamento sobre todos os homens e argüir todos os ímpios...” (citando Enoque 1,9). Também parece citar o apócrifoAssunção de Moisés no versículo 9. O Livro de Hebreus fala de mártires que “foram serrados ao meio” (Hb 11,37) parecendo se referir ao apócrifo Ascensão de Isaías.

Segue abaixo um breve resumo de alguns dos mais conhecidos apócrifos do Antigo testamento:

1 Henoc (séc. II a.C. - I d.C.) – Também conhecido como Enoque Etíope, o livro é formado pela junção de cinco outros livros: O livro dos Vigilantes (caps. 1-36), das Parábolas (caps. 37-71), da astronomia (caps. 72-82), dos Sonhos (caps. 83-90), e o das semanas e Carta de Enoque (caps. 91-105). O livros dos Vigilantes é sem dúvida o mais conhecido. Ele descreve a queda dos anjos após terem se relacionado sexualmente com mulheres humanas (cap. 7). Dessa relação nasceram gigantes de 3.000 côvados de altura que devoravam as pessoas e os animais. Também descreve como Azazel, um dos anjos caídos, ensinou os homens a arte de trabalhar com metais (cap. 8). Há muitos detalhes curiosos no livro, como a descrição de anjos rebeldes pedindo que Enoque interceda e ore por eles (4,6-7), e o nascimento de Noé, que vem ao mundo com o seu corpo “branco como a neve e vermelho como uma rosa, os cabelos de sua cabeça [...] como a lã e os seus olhos como os raios do sol” (106,1)

2 Henoc (final do séc. I d.C.) – Também chamado de “Os Segredos de Enoque”. O livro descreve a viagem de Enoque aos sete céus com um conteúdo apocalíptico cheio de curiosidades sobre a criação do universo, o mundo dos astros, dos anjos e de realidades escatológicas.

Jubileus (séc. II a.C.) – O livro tem esse nome porque a história nele contida é apresentada em períodos jubilares de 7 em 7 anos. O livro dos Jubileus, assim como o livro de Enoque, repete a idéia dos anjos guardiões que tiveram relações sexuais com as mulheres humanas, dando origem aos gigantes.

Vida de Adão e Eva (séc. I d.C.) – O livro possui duas versões, uma grega e outra latina. Escrita originalmente em hebraico, a primeira obra é uma “narração haggádica do tipo midráxico sobre os primeiros capítulos do Gênesis”[2]. A distinção entre alma e corpo está presente na obra, ao contrário do que pensava o judaísmo primitivo. Há no livro uma insistencia na ressurreição de Adão e Eva como fenômeno escatológico dos últimos dias. A versão latina é diferente da primeira em diversos pontos. Numa parte do livro Adão pergunta a Satã o porque de sua maldade. Satã lhe responde que foi expulso do céu por sua culpa, já que Miguel havia exigido que os anjos adorassem o primeiro homem criado à imagem de Deus. Como na versão grega, o livro fala da ressurreição dos mortos nos últimos dias.

Martírio e Ascensão de Isaías (séc. II a.C. - IV d.C.) – O livro se divide em duas partes: o “Martírio de Isaías” e a “Visão de Isaías”. A primeira parte narra a perseguição do rei Manassés ao profeta, principalmente por ter afirmado ter visto Deus (cf. Is 6). Ao se esconder num tronco oco, Isaías teria sido serrado ao meio por ordem do rei. Um trecho do livro de Hebreus (Hb 11,36,37), parece fazer alusão a esse episódio. A segunda parte do livro é uma adição feita por um redator cristão no final do século I ou início do século II. Assumindo o pesudônimo “Isaías”, o autor narra uma viagem que fez aos sete céus.

Oráculos Sibilinos (incluindo todos; séc. II a.C. - VII d.C.) – É uma coleção de oráculos judaicos que imitam os oráculos sibilinos pagãos com o intuito de propagar o pensamento judaico entre os gentios. Segundo Pierre Grelot, a destruição de uma coleção de oráculos atribuídos à Sibila, num incêndio em 82 a.C., motivou os judeus a lançarem uma nova coleção de Livros Sibilinos contendo crenças judaicas numa apresentação popular[3]. A obra na sua forma atual é uma mescla de materiais pagãos, judeus e cristãos.

Referências bibliográficas:
GRELOT, Pierre. Esperança judaica no tempo de Jesus. São Paulo: Loyola, 1996.
MAIER, Johann. Entre os dois testamentos: História e religião na época dos Segundo Templo. São Paulo: Loyola, 2005.
MACHO, Alejandro Diez. Introduccion general a los apocrifos del Antiguo Testamento - Tomo I. Madrid, Ediciones Cristandad, 1984.
NOQUEIRA, Paulo Augusto de Souza. Religião de visionários: apocalíptica e misticismo no cristianismo primitivo. São Paulo: Loyola, 2005.
GABEL, John. B.; WHEELER, Charles B. A Bíblia como literatura. São Paulo: Loyola, 2003.

Notas:
[1] MACHO, Alejandro Diez. Introduccion general a los apocrifos del Antiguo Testamento - Tomo I , 1984, p. 39.
[2] Id. ibid., p.195.
[3] GRELOT, Pierre. Esperança judaica no tempo de Jesus. 1996, p. 90,91.


Crédito da imagem:
Tela de Luca Giordano
A queda dos anjos rebeldes (1666),
Museu artístico e histórico de Viena.

APÓCRIFOS DO ANTIGO TESTAMENTO

1. Introdução
Para Alejandro Diez, a literatura apócrifa pode ser entendida como “um conjunto de obras judaicas (ou, excepcionalmente, judaico-cristãs) escritas no período compreendido entre o ano 200 a.C. e 220 d.C., obras que se pretendem inspiradas [...], tendo como autor ou como interlocutor um personagem do Antigo Testamento”[1]. Essas obras foram escritas em tempos difíceis para o judaísmo. Após a queda do império persa e a morte de Alexandre, os judeus foram subjugados pelos selêucidas. Antíoco Epifanes, rei dos selêucidas (Síria), queria helenizar os judeus e esse período foi marcado por perseguições e afrontas ao judaísmo. Dentre as medidas anti-judaicas tomadas por Antíoco, estão a proibição da circuncisão e da guarda do sábado. O anti-helenismo, o desejo de independência política e a purificação do judaísmo da influência pagã se tornaram intensas. Tudo isso culminou numa luta armada, liderada pelo sacerdote Matatias e seus filhos.

A literatura apócrifa do Antigo Testamento é bastante extensa e podemos dividi-la em duas partes. A primeira é composta por livros considerados espúrios pelo judaísmo, catolicismo e protestantismo (chamados de pseudepígrafos) e a segunda por livros aceitos como inspirados pela Igreja Católica. Os católicos os chamam dedeuterocanônicos (dêutero= segundo) porque a canonização definitiva desses livros pela Igreja Católica só foi feita em 1546 noConcílio de Trento. A relação de livros canonizados pelos católicos é composta por sete livros e dois acréscimos.

2. Deuterocanônicos católicos:
Tobias, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Judite, Baruque e I e II Macabeus, acréscimos ao livro de Daniel e Ester. Segue abaixo um breve resumo desses livros:

Tobias – O livro relata a saga de Tobias, filho de Tobit. Após o pai de Tobias perder todos os seus bens e ficar cego ao ter seus olhos atingidos pelo excremento de um pássaro, Tobias sai em busca de uma quantia em dinheiro devida a seu pai e da mão Sara, uma mulher que lhe havia sido prometida em casamento. Além da longa jornada, Tobias tem um outro desafio, já que sua pretendente é atormentada por um demônio chamado Asmodeu, que mata todos os seus pretendentes. Diante desse desafio, Tobias ora a Deus, que envia o anjo Rafael para ajudá-lo na tarefa.
No meio da jornada Tobias quase é devorado por um peixe, mas é salvo pelo anjo Rafael, que retira o fígado, o coração e o fel do peixe.Rafael lhe diz que o coração e o fígado do peixe seriam utilizados para expulsar Asmodeu e o fel curaria a cegueira de seu pai. Tobias recupera o dinheiro, expulsa Asmodeu e casa-se com Sara, herdando os seus bens. Ao retornar para sua casa, seu pai é curado de sua cegueira com o fel do peixe.

Sabedoria de Salomão – O livro possui pontos de contato com o livro de Provérbios e tem como tema central a busca pela Sabedoria. O autor insiste na doutrina da retribuição, onde os justos serão recompensados e os ímpios serão punidos. A redação do livro geralmente é situada entre os anos 130 a 50 a.C.

Eclesiástico – Também conhecido como Sirácida, por causa do nome do seu autor, “Jesus filho de Sirac, filho de Eleazar de Jerusalém” (50,27), o livro é, como a Sabedoria de Salomão, uma exaltação da sabedoria judaica. Diante da crescente influência da cultura grega o autor escreve sua obra, colocando-se na defesa dos valores religiosos e culturais do judaísmo, de sua concepção de Deus e do mundo. Para o autor, a Lei dada a Israel é superior ao pensamento grego, e nela se encerra a verdadeira sabedoria.

Judite – O livro conta a história de Judite, uma bela mulher israelita que seduz o chefe supremo do exército inimigo que tentava invadir a Judéia. Fazendo-se passar por traidora, Judite embriaga e engana o general Holofernes, cortando sua cabeça. Agora sem comando o exército assírio foge desesperado. O livro foi escrito em meados do século II a.C.

Baruque – Também conhecido como “Carta de Jeremias”, o livro é um pseudo-epígrafo, já que o autor se faz passar por Baruc, secretário do profeta Jeremias. Mas o livro foi escrito após o exílio, talvez no século II a.C. Após uma introdução histórica, que situa a redação do livro na Babilônia, cinco anos após a destruição de Jerusalém, o livro pode ser dividido em duas partes: 1) Uma confissão dos pecados e uma súplica, a serem feitas pelos israelitas diante de Deus; 2) Uma exortação sapiencial e um oráculo de restauração.

I Macabeus – Escrito originalmente em hebraico o livro narra a revolta do movimento macabaico contra a influência helenística: “Construíram então, em Jerusalém, uma praça de esportes, segundo os costumes das nações, restabeleceram seus prepúcios e renegaram a aliança sagrada” (1 Mc 1,14). O livro trata essencialmente do nacionalismo judaico e da guerra da independência.

II Macabeus – O segundo livro dos Macabeus descreve os acontecimentos compreendidos entre a inspeção de Heliodoro, sob Onias II, em cerca de 180, e a morte de Nicanor em 161. O livro deixa bem evidante sua intenção de legitimar o sacerdócio asmoneu. A influência do helenismo também é destacada no livro: “verificou-se, desse modo, tal ardor de helenismo e tão ampla difusão de costumes estrangeiros [...] que os próprios sacerdotes já não se mostravam interessados nas liturgias do altar. Antes, desprezando o Santuário e descuidando-se dos sacrifícios, corriam a tomar parte na iníqua distribuição de óleo no estádio, após o sinal do disco” (2 Mc 4,13a 14-15).

Acréscimos ao livro de Daniel – Há três acréscimos gregos feitos ao livro de Daniel: o Cântico de AzariasBel e o dragão e ahistória de Suzana.

primeira adição ao livro de Daniel encontra-se no capítulo 3 e tem como propósito descrever o que se passou com Ananias, Azarias e Misael (Sidrac, Misac e Abdnêgo) após serem lançados numa fornalha ardente.

segunda adição ao livro de Daniel encontra-se nos capítulos 12 e 13. Na história Daniel soluciona um caso envolvendo dois anciãos que tentaram violentar a bela Suzana.

terceiro e último acréscimo ao livro de Daniel é uma crítica à idolatria (cap. 14). Com sua astúcia, Daniel mostra ao rei que os ídolos não comiam as oferendas a ele dedicadas. Daniel desmascara os sacerdotes que as retiravam por uma porta secreta. Ao final da história o rei entrega o ídolo a Daniel que o destrói.

Acréscimos ao livro de Ester – Após ser avisado em sonho de uma conspiração para matar o rei e surpreender dois eunucos tramando o golpe, o judeu Mardoqueu faz uma denúncia ao monarca, que manda matar os dois homens. Mas por trás do plano estava Amã, um alto funcionário da corte, que querendo se vingar convence o rei a escrever uma carta ordenando a matança dos judeus. A bela rainha Ester, sabendo do ocorrido, se apresenta diante do rei e desmaia, fazendo-o mudar de idéia. Uma nova carta é escrita e Amã acaba enforcado por ordem do rei.

Nota:
[1] Tradução livre do autor. Texto original: “Por literatura apócrifa judía entendemos un conjunto de obras judías (ou, excepcionalmente, judeocristianas) escritas em el período compreendido entre el año 200 a.C. y el 220 d.C., obras pretendidamente inspiradas e referidas, ya sea como autor o como interlocutor a un personaje del Antiguo Testamento”. MACHO, Alejandro Diez. Introduccion general a los apocrifos del Antiguo Testamento - Tomo I. Madrid, Ediciones Cristandad, 1984, p.27.


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