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domingo, 16 de setembro de 2012

23-GEOGRAFIA BÍBLICA

                                  TÓPICOS ABORDADOS

-PALANÍCIES DA TERRA SANTA 

-MONTES DA TERRA SANTA

-JERUSALÉM

-JERICÓ

-NAZARÉ







               Planícies da Terra Santa


Os geógrafos modernos, de modo geral, dividem a Ter­ra de Israel em cinco principais planícies: Acre, Sarom, Filístia, Sefelá e Armagedom. Um conhecimento mais de­talhado desses lugares faz-se necessário, em virtude de sua importância na História Sagrada. Lancemos mão, portan­to, de um importante ramo da Geografia para conhecê-los melhor.
"Topografia" significa, literalmente, descrição de um lugar ou de uma região. Essa palavra é formada por dois termos gregos: "topos" - região e "gráphein" - descrever. Essa ciência ocupa-se da medida e representação geomé­trica de uma determinada porção da superfície do globo.
Seu principal objetivo é fornecer dados para a confecção de cartas geográficas.
Gerhard Kremer, conhecido como Mercator, criou, no Século XVI, os postulados básicos dessa ciência.

I - PLANÍCIE DO ACRE

A planície do Acre fica no extremo Noroeste da costa israelense, e estende-se até o monte Carmelo. Em toda a sua extensão, bordeja a baía do Acre.
Essa região, cujo nome em hebraico é "Akko", e signi­fica areia quente, compreende uma faixa de terra que cer­ceia as montanhas localizadas entre a Galiléia, o Mediter­râneo, o Sul de Tiro até a Planície de Sarom. Essas terras são irrigadas pelos rios Belus e Quisom. O solo dessa área é muito fértil, com exceção da parte praiana, cujas areias são demasiadamente quentes.
Quando da divisão de Canaã, a Planície do Acre coube à tribo de Aser (Js 19.25-28). Os aseritas, todavia, não con­seguiram desalojar os cananeus que ali habitavam.


II - PLANÍCIE DE SAROM

Sarom não é nome semítico. O seu significado evoca poesia e pensamentos idílicos: Zona de Bosques e Bosques de Terebinto. A planície que leva esse memorável nome lo­caliza-se entre o Sul do monte Carmelo e Jope. Com uma extensão de 85 km, sua largura varia entre 15 e 22 km.
Na antigüidade, essa região era conhecidíssima em virtude de seus pântanos palúdicos e traiçoeiros bosques. O seu solo, entretanto, era coberto de lírios e outras flores exóticas. Ante esse selvagem esplendor, cantou a esposa: "Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales. Ao que respon­deu o esposo: - Qual lírio entre os espinhos, tal é a minha amiga entre as filhas" (Ct 2.1,2 - ARA). Os pântanos e charcos da Planície de Sarom foram drenados recentemente pelo governo israelense. Essa área, atualmente, constitui-se num dos mais ricos distritos agrí­colas do Estado de Israel. Seus bosques de frutas cítricas são famosos em todo o mundo. Nesse aprazível recanto, podem ser encontradas quatro flores vermelhas de grande beleza: anêmona, botão-de-ouro, tulipa e papoula.
A formosura e esplendor de Sarom é comparada pelo profeta Isaías à glória do Líbano, (Is 35.2).


III - PLANÍCIE DA FILÍSTIA

Situada entre Jope e Gaza, no Sudoeste de Israel, a Planície da Filístia tem 75 quilômetros de comprimento e, de largura, 25. Nessa faixa de terra, habitavam os aguerri­dos filisteus, inimigos mortais do povo israelita.
Fértil, essa região era abundante em cereais e frutas. Os seus figos e oliveiras eram muito apreciados. Nesse ter­ritório, localizavam-se as cinco principais cidades filis-téias: Gaza,' Ascalom, Asdode, Gate e Ecrom. Não eram propriamente cidades, mas, indevassáveis fortalezas. Nes­sa planície, ficava, ainda, o Porto de Jope, muito impor­tante para os israelitas do Antigo Pacto. Neste século, os sionistas resolveram reativá-lo, tendo em vista o cresci­mento da economia israelense.


IV - PLANÍCIE DE SEFELÁ
Situada entre a Filístia e as montanhas da Judéia, a Planície de Sefelá é caracterizada por uma série de baixas colinas. A fertilidade de seu solo é bastante notória; as co­lheitas de trigo, uva e oliva são abundantes.
O significado hebraico de Sefelá - terras baixas ou maus baixas - realça bem a topografia dessa planície. Ela nos lembra mais uma faixa de terra do que uma planície propriamente dita. Eis como o pastor Enéas Tognini a classifica: "... um altiplano rochoso que corre da costa, rumo SE, penetrando até a fronteira da tribo de Judá..."
Sefelá serviu de lar aos patriarcas Abraão e Isaque por longos anos. E, por tratar-se de uma região política e eco­nomicamente muito importante, foi motivo de não poucas discórdias e guerras entre israelitas e filisteus.
Apesar de sua importância estratégica e de suas pecu­liaridades geográficas, o seu nome só é encontrado no livro apócrifo de primeiro Macabeus 12.38. No Antigo Testa­mento, recebe outras designações.


V - PLANÍCIE DO ARMAGEDOM

Essa planície recebe, também, estes nomes: Jezreel ou Esdraelom. Por causa de sua extensão e aspectos característicos, várias passagens bíblicas tratam-na de vale. A maioria dos geógrafos bíblicos, entretanto, prefere classifi­cá-la de planície mesmo.
Armagedom encontra-se na confluência de três vales, dos quais o mais importante é -Jezreel. Localizada entre os montes da Galiléia e os de
Samaria, essa planí cie (a maior de Israel) é insuperável em sua formosura. Suavemente. alarga-se em direção do Carmelo até repousar nos montes Líbanos.
Em seu livro. Geografia Bíblica, Oswaldo Ronis forne­ce-nos mais algumas informações acerca desse escatológico lugar: "No ângulo suleste da planície, fica o local da antiga e importante cidade fortificada de Jezreel. que foi a capital do reino do Norte no tempo de Acabe e Jezabel. Para o les­te desta cidade, desce o vale de Jezreel até atingir o -Jordão na altura de Bete-Seã. De modo que a cidade empresta o seu nome tanto à planície que se estende para o noroeste como ao vale toma a leste." A planície do Armagedom é uma das áreas mais estra­tégicas de Israel. Constitui-se numa via de comunicação natural entre a cidade de Damasco e o mar Mediterrâneo. No período veterotestamentário, serviu de palco a renhi­dos combates. Essa sangrenta arena é atravessada, longitutinalmente, de leste a oeste, pelo rio Kishon que desem­boca no Mediterrâneo.
Armagedom está ligado a um grande embate escatoló-gico. O evangelista -João gizanos, sinteticamente, o maior dos confrontos: "E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom" (Ap 16.16). Nessa planície, o povo de Deus sofrerá as mais lancinantes dores de sua história. -Jesus Cristo, todavia, escolheu esse lugar para reconciliar-se com os filhos de Israel. Quando isso ocorrer, os israelitas livrar-se-ão, para sempre, de seus algozes.


VI - OUTRAS PLANÍCIES

Deparamo-nos, na Terra de Israel, com outras planí­cies, tais como as de Jerico, Dotam, Moabe, Genezaré, etc. Mas, por serem pequenas, não são muito importantes no contexto histórico-bíblico.

Texto de Claudionor de Andrade


Fonte:blog Oséias geógrafo



MONTES DE ISRAEL

1 - Montes de Judá
Os montes de Judá localizam-se ao Sul dos montes de Efraim. Constituem-se de uma série de elevações, entre as quais há herbosos vales, por onde correm riachos que deságuam nos mares Morto e Mediterrâneo. Eis os mais notó­rios montes de Judá: Sião, Moriá, Oliveiras, e o da Tenta­ção.1.1 - Monte Sião
Localizado na parte Leste de Jerusalém, o monte Sião ergue-se ali soberano e altivo. Com aproximadamente 800 metros de altitude, ao nível do Mediterrâneo, é a mais alta montanha da cidade Santa. Designa-o desta forma o profe­ta Joel: "E vós sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus, que habito em Sião, o monte da minha santidade; e Jeru­salém será santidade; estranhos não passarão mais por ela" (Jl 3.17).
O Monte Sião era habitado pelos Jebuseus. Davi, en­tretanto, ao assumir o controle político-militar de Israel, resolveu desalojá-los. A partir de então, aquela sin
gular elevação passou a ser a capital do Reino de Israel. Em vir­tude de sua posição privilegiada, era uma fortaleza natural para a cidade de Jerusalém.
Mais tarde, ordenou Davi fosse levada a arca da alian­ça a Sião. Por causa disso, o monte passou a ser considera­do santo pelos hebreus. Décadas mais tarde, com a remo­ção da sagrada urna ao Santo Templo, Sião passou a desig­nar, também, a área compreendida pela Casa do Senhor. E, não foi muito difícil a própria Jerusalém ser chamada por esse abençoado nome.
No Monte Sião encontra-se a sepultura do rei Davi. Em uma das lombadas dessa memorável área, localiza-se um cemitério protestante, onde está sepultado o renomado arqueólogo Sir Flinders Petri.
Após o Exílio Babilônico, os judeus começaram a identificar-se, com mais intensidade, com a mística Sião. Na luxuriante e soberba Babilônia, eles lembravam-se desse nome e derramavam copiosas lágrimas. Nos tempos modernos, foi criado um movimento, visando à criação do
Estado de Israel, cujo nome é Sionismo. Essa designação reflete bem o amor dos judeus por sua terra.
A Igreja de Cristo é considerada a Sião Celestial, re­pleta de justiça e habitada por homens, mulheres e crian­ças comprados pelo sangue do Cordeiro



1.2 -
Monte Moriá
Moriá é sinônimo de sacrifício e abnegação. Nesse monte, o patriarca Abraão passou a maior prova de sua carreira espiritual. Premido pelo Todo-poderoso, prepara­va-se para sacrificar seu filho, seu único filho Isaque, quando ouviu este brado: "Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. Então disse-lhe o anjo do Senhor: Não es­tendas a mão contra o moço, e não lhe faças nada; por­quanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único" (Gn 22.11,12). Continua a narrativa: "Então levantou Abraão os seus olhos; e eis um carneiro detrás dele, travado pelas suas pontas num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho" (Gn 22.13).
Localizado a leste de Sião, e Monte Moriá tem uma altitude média de 800 metros ao nível do Mediterrâneo. De forma alongada, sua parte mais baixa era conhecida como Ofel. No tempo de Abraão, Moriá não designava propria­mente um monte, mas uma região.
Mil anos após a era patriarcal, Salomão construiu o Templo nessa elevação. A Casa do Senhor, entretanto, foi destruída por Nabucodonozor, em 587 a.C. Reconstruída no tempo de Esdras e Neemias, foi novamente destruída pelo general Tito, no ano 70 de nossa era. Atualmente, sobre esse monte, encontra-se a Mesquita de Ornar, um dos lugares mais sagrados para os muçulmanos.
O que significa Moriá? O professor Zev Vilnay, citado por Enéas Tognini, explica: "Os sábios de Israel pergunta­ram: - 'Por que este monte se chama Moriá?' - Porque vem da palavra 'Mora', que, em hebraico, significa temor. Desta montanha o temor de Deus percorreu a terra toda. Outra versão diz que vem de 'ora', que quer dizer luz, pois quando o Todo-poderoso ordenou: 'Haja luz', foi do Moriá que pela primeira vez brilhou a luz sobre a humanidade."
Hoje, Moriá poderia ser chamado "Montanha das Lá­grimas". Do Templo, restou apenas uma muralha na qual judeus de todo o mundo choram seu exílio e suas amargu­ras
O Muro das Lamentações é o último resquício da gló­ria passada de Israel.


1.3.
- Monte das Oliveiras
O Monte das Oliveiras situa-se no setor oriental de Je­rusalém. O Vale do Cedrom separa-o do monte Moriá. Esse monte, denominado "Mons Viri Galilaei", compõe uma cord
ilheira, sem muita expressão, com aproximada­mente três quilômetros de comprimento.
Na parte ocidental do Monte das Oliveiras, fica o Jar­dim do Getsêmani. Nos dias do Antigo Testamento, essa sagrada elevação era coberta de oliveiras, vinhedos, figuei­ras e uma série de outras árvores frutíferas e ornamentais. A fertilidade dessa região é proverbial e secular, haja vista que, depois do exílio babilônico, a Festa dos Tabernáculos foi realizada com os ramos das árvores do Olivete.
No Jardim do Getsêmani, Jesus enfrentou um dos mais dolorosos momentos de seu ministério. Envolto na sombra da noite, clamou. Pressionado pelos nossos peca­dos, chorou. Ali, seu corpo foi esmagado por causa das nos­sas transgressões.



 1.4 - Monte da Tentação
Logo após o seu batismo, foi Jesus levado a um monte, onde passou 40 dias. Em completo jejum por 40 dias, foi tentado pelo Diabo; teve fome depois de terminar o jejum e sofreu a solidão. Essa elevação, que serviu de claustro ao Salvador, é conhecida como o monte da Tentação.
Distante 20 quilômetros a leste de Jerusalém, esse monte fica a quase 1000 metros acima do nível do mar. Sua altura, contudo, não ultrapassa a 300 metros, por encon­trar-se no profundo terreno do vale do Jordão. Caracteriza­do por ingrata aridez, possui inúmeras cavernas, onde os monges refugiam-se para meditar.
Na realidade, as Sagradas Escrituras não declinam o nome do monte onde o Senhor foi tentado.

Entretanto, o Monte da tentação é o único que corresponde ao cenário onde Cristo travou uma de suas mais decisivas batalhas.


2 -
Montes de Efraim
A região montanhosa de Efraim abrange a área ocupa­da pelos efraimitas, pela metade dos manassitas e por uma parcela dos benjamitas. Conhecemos essa área, também por estes nomes: monte de Naftali. monte de Israel e mon­te de Samaria. Essa área é classificada, geograficamente, como Planalto Central.
Eis os mais importantes montes de Efraim: Ebal e Ge-rizim
Sobre ambos os montes, foram pronunciadas as maldições e as bênçãos sobre os filhos de Israel. Ambas as elevações, testemunham os visitantes, formam um anfi­teatro, com perfeita acústica.


2.1 -
Monte Ebal
Do Ebal
foram pronunciadas as maldições. Localiza­do no Norte de Nablus, seu solo é aridificado e com muitas escarpas. Tem 300 metros de altura e fica a mais de mil metros de altitude em relação ao Mar Mediterrâneo.
Jotão proclamou seu célebre apólogo do cume desse monte. E, dessa engenhosa maneira, incitou Israel a lutar contra o usurpador Alimeleque.
Tanto o Ebal, como o Gerizim, ocupam posição estra­tégica
Para se alcançar qualquer parte da Terra Santa, há de se passar, necessariamente, por ambos os montes "Ebal" significa, em hebraico, pedra.
2.2 - Monte Gerizim
Ao contrário do Ebal, o monte Gerizim é coberto por reconfortante vegetação. A altura dessa elevação é de 230 metros. Com relação ao nível do Mediterrâneo, está situa­do a 940 metros de altitude. Nesse monte, foram abertas muitas cisternas para captar águas da chuva.
Após o exílio babilônico, os samaritanos, instigados por Sambalá, construíram um templo sobre o Gerizim. Vi­savam tirar a glória do Templo reconstruído por Esdras e Neemias. Em 129 a.C, o lugar de adoração dos samarita­nos seria destruído por João Hircano.
Recentemente, Salcy descobriu reminiscências desse espúrio santuário. Conforme descreve esse laborioso ar­queólogo, o templo dos samaritanos era rico e suntuoso.
O Monte (gerizim, atualmente é conhecido como Jebel et-Tor. E. continua sendo o lugar de adoração dos samaritanos. Segundo dizem, foi nesse monte que Abraão pagou o dízimo a Melquisedeque. Eles acreditam, também, que foi nesse lugar que Isaque seria sacrificado pelo piedoso pai dos hebreus.
3 - Montes de Naftali
Essa designação abarca todo o conjunto montanhoso do Norte da Terra Santa. Abrange a região da Galiléia. Quando da conquista de Canaã, esse território foi destina­do às tribos de Aser, Zebulom, Issacar e Naftali. Os naftalitas ficaram com uma área mais extensa. Em virtude dis­so, essas terras passaram a ser conhecidas como Naftali.
Eis os quatro mais importantes montes dessa região: Carmelo, Tabor, Gilboa e Hatim


3.1 -
Monte Carmelo
Travou-se no Carmelo um dos mais renhidos comba­tes entre a fé e a idolatria. Cheio do Espírito Santo, Elias desafiou várias centenas de profetas de Baal. A vitória, é claro, coube ao profeta do Senhor. Esse monte, em virtude dessa confrontação, é símbolo de prova e fogo.
O Carmelo não é propriamente um monte. Faz parte, na realidade, de uma cordilheira de 30 quilômetros de comprimento. Sua largura oscila entre 5 a 13 quilômetros, a começar do Mediterrâneo em direção ao Sudeste do terri­tório israelita. O ponto mais elevado dessa serra não atinge 600 metros. O duelo de Elias com os falsos profetas deu-se exatamente no cume do monte Carmelo.
No lado Norte dessa cordilheira, passa o rio Quisom, onde os vassalos de Baal foram exterminados
Oswaldo Ronis acrescenta-nos mais alguns detalhes acerca do Car­melo: "Este é o único monte que se destaca do planalto central na direção oeste, formando um promontório ao sul da planície do Acre (Accho ou Asher) e é a única parte do território da palestina que avança mar Mediterrâneo aden­tro, formando, ao Norte, a baía do Acre onde se localiza a cidade de Haifa. Note-se que este monte ou serra forma uma barreira entre as planícies Esdraelom, ao norte e Sarom ao sul, apresentando em seus flancos inúmeras caver­nas que, pela sua conformação interna, parece (algumas) terem sido habitadas. Uma delas é conhecida como a 'Gruta de Elias' , que hoje é um santuário muçulmano."


3.2 -
Monte Tabor
Localizado também na Galiléia, o Tabor tem 320 me­tros de altura. Trata-se de um monte solitário, plantado na luxuriante Esdraelom. Visto do Sul, lembra-nos um se-micírculo. Dista a apenas 10 quilômetros de Nazaré e a 16 do mar da Galiléia. Situa-se a 615 metros acima do nível do Mar Mediterrâneo.
De seu cume podem-se avistar magníficas paisagens. A alma poética dos hebr
eus embevecia-se com os maravi­lhosos quadros vislumbrados desse monte. O Tabor, por esse motivo, era comparado ao monte Hermom.
O Tabor é muito importante no Antigo Testamento. Em suas cercanias, os exércitos de Débora e Baraque com­bateram as forças de Sísera. Mais tarde, Gideão, nessa mesma área, colocou em fuga os batalhões dos midianitas.
Nos dias de Oséias, foi construído um santuário pagão sobre o monte Tabor, contra o qual clamou o santo profeta: "Ouvi isto, ó sacerdotes, e escutai, ó casa de Israel, e escu­tai, ó casa do rei, porque a vós pertence este juízo, visto que fostes um laço para Mizpá, e rede estendida sobre o Tabor" (Os 5.1).
Tempos mais tarde, foi construída uma cidade no topo desse monte. Em 218 a.C., Antíoco a conquistou e transformou-a em uma fortaleza. O Tabor seria cenário, ainda, de vários conflitos entre romanos e judeus. O histo­riador Flávio Josefo, por exemplo, fortificou uma determi­nada área desse monte. Dessas fortificações, sobraram, so­mente, trechos de um muro.
A partir do Século III de nossa era, renomados teólo­gos começaram a ventilar esta hipótese: A transfiguração do Cristo deu-se no Monte Tabor. Visando perenizar esse importantíssimo momento da vida terrestre de Jesus, a mãe de Constantino Magno, Helena, ordenou fossem cons­truídos três santuários: um para Jesus, e os outros dois
para Moisés (representante da Lei) e Elias (representante dos profetas).
Hoje, todavia, acredita-se que a transfiguração ocor­reu nas encostas sulinas do monte Hermom.
O Tabor, atualmente, é chamado de Jabal al-Tur pe­los árabes
Os israelenses continuam a tratá-lo de Har Tãbhôr.


3.3 -
Monte Gilboa
Com 13 quilômetros de comprimento e com uma lar­gura que varia entre 5 a 8 quilômetros, o Monte Gilboa es­tá localizado no Sudeste da planície de Jezreel. Sua forma é alongada. Situa-se a 543 metros de altitude.
Em Gilboa, que significa fonte borbulhante em hebraico, morreram o rei Saul e seu filho Jônatas, quando combatiam os incircuncisos filisteus. A fatalidade inspirou este cântico davídico: "Vós, montes de Gilboa, nem orvalho, nem chuva caia sobre vós, nem sobre vós, campos de ofertas alçadas, pois aí desprezivelmente foi profanado o escudo dos valentes, o escudo de Saul, como se não fora ungido com óleo" (2 Sm 1.21).
As colinas do Gilboa são conhecidas, hodiernamente, como Jebel Fukua



3.4 -
Monte Hatim
Localizado nas proximidades do mar da Galiléia, o monte Hatim compõe o chamado Cornos de Hatim. Sua altura não ultrapassa os 180 metros. É um lugar bastante atrativo. De seu topo, pode-se avistar o Mar da Galiléia. Seus dois picos principais têm a aparência de chifres.
Acredita-se ter sido esse o monte, do qual Cristo pro­nunciou o célebre Sermão da Montanha
O Hatim é conhe­cido, de igual modo, como o Monte das bem-aventuranças.


II - MONTES TRANSJORDANIANOS
Os montes transjordanianos são conhecidos, também, como Montes do Planalto. Eis as suas principais elevações: Gileade, Basam, Pisga e Peor.

1 -
Monte de Gileade

Trata-se de um conjunto montanhoso. Vai do Sul do Rio Yarmuque ao mar Morto. Gileade é dividido pelo Ri­beiro de Jaboque, onde Jacó lutou com o Anjo do Senhor. Essa foi a primeira região conquistada pelos israelitas e coube à tribo de Gade. O profeta Elias é originário dessa terra. No tempo de Jesus, esse território era conhecido como Peréia.
O nome dessa localidade surgiu com o encontro entre Jacó e Labão. Designou-a, o primeiro, assim: Jegar-Saaduta. E, o segundo, Galeed. Ambas as nomenclaturas significam montão do testemunho.
Essa região, na antigüidade, era famosa pela sua ferti­lidade. De seu solo, explodiam o trigo, cevada, oliveira e le­gume. O seu bálsamo era procuradíssimo. Hoje, esse terri­tório está em poder da Jordânia. Para os judeus ortodoxos, entretanto, Gileade é a eterna possessão dos filhos de Is­rael.

2 -
Monte de Basam
Basam é um dilatado e fertilíssimo conjunto de mon­tanhas. Ao norte, limita-se com o monte Hermom. Ao les­te, com a região desértica da Síria e da Arábia. A Oeste, com o Jordão e o mar da Galiléia. E, ao sul, com o Vale do Yarmuque.
Assim refere-se Davi a esse monte: "O monte de Deus é como o monte de Basam, um monte elevado como o mon­te de Basam" (Sl 68.15).
As terras do Basam, por causa de sua fertilidade, constituem-se um celeiro para Síria e o Estado de Israel. Na era veterotestamentária, essa região estava coberta de cedros e carvalhos. E, em suas viscejantes pastagens, eram apascentados numerosos rebanhos.
Nos dias de Abraão, o monte de Basam era habitado pelos temidos refains, um povo constituído de homens de elevada estatura. O último soberano dessa nação foi exe­cutado pelos israelitas. Trata-se de Ogue, cuja cama me­dia aproximadamente quatro metros de comprimento e quase dois de largura.
Essa área foi destinada, por Moisés, aos manassitas.

3 -
Monte Fisga
Do cimo do monte Pisga, contemplou Moisés a Terra Prometida: "Então subiu Moisés das campinas de Moabe ao Monte Nebo, ao cume de Pisga, que está defronte de Je­rico; e o Senhor mostrou-lhe toda a terra, desde Gileade até Dã. Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, conforme o dito do Senhor" (Dt 34.1 e 6).
O Pisga está localizado na planície de Moabe. Dista 15 quilômetros do Leste da foz do rio Jordão. Moisés vis­lumbrou o solo da promissão de uma altitude de 800 metros. O monte Pisga é conhecido, também, como Nebo. Alguns autores, contudo, dizem haver, nessa região, dois montes: o Pisga e o Nebo.

4 -
Monte Peor
O monte Peor está localizado nas imediações do Nebo. Em hebraico, "Peor" significa abertura. Nesse monte era adorado o imoral Baal-Peor.
Do monte Peor, tentou Balaão amaldiçoar os filhos de Israel. No entanto, seus esforços foram em vão. Como últi­mo recurso para prejudicar a marcha dos israelitas, indu­ziu-os a participar das sensuais cerimônias de adoração de Baal-Peor. Não fosse a ação pronta e enérgica de Moisés, os hebreus teriam se corrompido completamente. Desse la­mentável episódio, falaria mais tarde o grande legislador: "Os vossos olhos têm visto o que Deus fez por causa de Baal-Peor: pois a todo o homem que seguiu a Baal-Peor o Senhor teu Deus consumiu no meio de ti" (Dt 4.3).

III -
MONTE SINAI
O Sinai constitui-se de uma península montanhosa, localizada entre os golfos de Suez e Acaba. Nessa região, Deus apareceu a Moisés e o comissionou a libertar Israel do jugo faraônico. Da sarça ardente, clamou o grande Jeo­vá: "Eu sou o que sou". Em frente a esse monte, ficaram os israelitas acampados por quase um ano. Nesse santo lugar, o Senhor entregou a Lei aos filhos de Israel (Êx 19 e Nm 10).
Conhecido também como Horebe, o monte Sinai ser­viu de refúgio a Elias. Nele, o profeta, o ardente profeta de Jeová, pôde esconder-se da perversa Jezabel. "Sinai", segundo os exegetas, significa sarça ardente, fendido ou rachado. Dizem alguns ser esse nome uma evo­cação a Sin, deusa da Lua. Nas Sagradas Escrituras, esse monte recebe três diferentes designações: Monte Sinai. Horebe e Monte de Deus.
Essa sagrada elevação tem uma forma triangular. Seus vértices superiores repousam nos territórios asiático e africano. Ao Leste, é banhada pelo Golfo de Acaba. Ao Ocidente, pelo Golfo de Suez. A área da Península do Si­nai mede 35.000-. Nessa região, podemos encontrar três zo­nas geológicas: Cretácea, Arenística e Granítica.
Apesar de aridificado, esse território tem os seus en­cantos particulares. Os montes erguem-se soberanos e alti­vos. Queimadas pelo Sol, as areias mostram-se multicolo-ridas. A vegetação é sobremodo escassa, tornando a sobre­vivência humana praticamente impossível. Os oásis são uma raridade. Em alguns locais, contudo, vislumbram-se verdes vales, em virtude da água, que provém da neve de alguns altos picos. Nesses lugares, os anacoretas encon­tram repouso e silêncio para a sua meditação.
O Sinai pertencia ao Egito. No entanto, na Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel capturou toda essa região. Se­gundo a Palavra de Deus, A REGIÃO DO SINAI, PERTENCE DE FATO AOS ISRAELITAS.



FONTE:BLOG DO OSÉIAS GEÓGRAFO





                   Jerusalém.

Ficheiro:Jerusalem Dome of the rock BW 14.JPG



Índice


 Etimologia

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Ainda que a origem do nome Yerushalayim seja incerta, várias interpretações linguísticas têm sido propostas. Alguns acreditam que é uma combinação das palavras em hebraico "yerusha" (legado) e "Shalom" (paz), ou seja, legado da paz. Outros salientam que "Shalom"; é um cognato do nome hebraico "Shlomo", ou seja, o Rei Salomão, o construtor do Primeiro Templo.[13][14] Alternativamente, a segunda parte da palavra seria Salem (Shalem literalmente "completo" ou "em harmonia"), um nome recente de Jerusalém[15] isto aparece no livro de Gênesis.[16] Outros citam as cartas de Amarna, onde o nome acadiano da cidade aparece como Urušalim, um cognato do Hebreu Ir Shalem. Alguns acreditam que há uma conexão a Shalim, a deidade beneficente conhecida dos mitos ugaríticos como a personificação do crepúsculo.[17]
De acordo com um midrash (Bereshit Rabá), Abraão veio até a cidade, e a chamou de Shalem, depois de resgatar .[18] Abraão perguntou ao rei e ao mais alto sacerdote Melquizedeque se podiam abençoá-lo. Este encontro foi comemorado por adicionar o prefixo Yeru (derivado de Yireh, o nome que Abraão deu ao Monte do Templo)[18] produzindo Yeru-Shalem, significando a "cidade de Shalem," ou "fundada por Shalem." Shalem significa "completo" ou "sem defeito. Por isso, "Yerushalayim" significa a "cidade perfeita", ou "a cidade daquele que é perfeito".[19] O final -im indica o plural na gramática hebraica e -ayim a dualidade, possivelmente se referindo ao fato que a cidade se situa em duas colinas.[20][21] O pronunciamento da última sílaba como -ayim parece ser uma modificação posterior, a qual não havia aparecido no tempo da Septuaginta.
Alguns acreditam que a cidade chamada de Rušalimum ou Urušalimum que aparece nos achados do Antigo Egito é a primeira referência a Jerusalém.[22] Os gregos adicionaram o prefixo hiero ("sagrada") e chamaram de Hierosolyma. Para os árabes, Jerusalém é al-Quds ("A Sagrada"). Foi chamada de Jebus (Yevus) pelos jebusitas. "Tzion" inicialmente se referiu a parte da cidade, mas depois passou a significar a cidade como um todo. Durante o reinado de David, ficou conhecida como Yir David (a cidade de David).[23]

                            História

 História de Jerusalém
Jerusalém

Vista de Jerusalém do
Monte das Oliveiras.
יְרוּשָׁלַיִם
Oficialmente em Israel أورشليم القدس (Urshalim-Al-Quds)
Usualmente
القـُدْس(Al-Quds)
Significado
Hebraico: "Cidade da Paz"
Árabe: "A Sagrada"
Governo
População
732 100[1] (2007)
Jurisdição
125156 dunams (125,156 km²)
Prefeito
Website

*                     Jerusalém (em hebraico moderno: ירושלים, transl. Yerushaláyim; em hebraico clássico: ירושלם; em árabe: القدس, transl. al-Quds: em grego Ιεροσόλυμα, transl. Ierossólyma), é a capital declarada (mas não reconhecida pela comunidade internacional) de Israel e sua maior cidade[2] tanto em população quanto área,[3] com 732 100 residentes em uma área de 125,1 km² ou 49 milhas quadradas (incluindo a área disputada de Jerusalém Oriental).[1][4] Localizada nas Montanhas Judeias, entre o mar mediterrâneo e o norte do Mar Morto, a Jerusalém moderna tem crescido aos arredores da cidade antiga.
*                     A cidade tem uma história que data do IV milênio a.C., tornando-a uma das mais antigas do mundo.[5] Jerusalém é a cidade santa dos judeus, cristãos e muçulmanos, e o centro espiritual desde o século X a.C.[6] contém um número de significativos lugares antigos cristãos, e é considerada a terceira cidade santa no Islão.[7] Apesar de possuir uma área de apenas 0,9 quilômetros quadrados (0,35 milhas quadradas),[8] a cidade antiga hospeda os principais pontos religiosos, entre eles a Esplanada das Mesquitas, o Muro das lamentações, o Santo Sepulcro, a Cúpula da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa. A cidade antigamente murada, um patrimônio mundial, tem sido tradicionalmente dividida em quatro quarteirões, ainda que os nomes usados hoje (os bairros armênio, cristão, judeu e o muçulmano) foram introduzidos por volta do século XIX.[9] a Cidade Velha foi indicada para inclusão na lista do patrimônio mundial em perigo pela Jordânia em 1982.[10] No curso da história, Jerusalém foi destruída duas vezes, sitiada 23 vezes, atacada 52 vezes, e capturada e recapturada 44 vezes.[11]
*                     Hoje, o estatuto de Jerusalém continua um dos maiores problemas no Conflito israelo-palestino. A capital declarada (mas não reconhecida pela comunidade internacional) do país e sede do governo é Jerusalém, que é também a residência do presidente da nação, repartições do governo, suprema corte e o Knesset (parlamento). A Lei Básica estabelece que "Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel" apesar de a Autoridade Palestina ver Jerusalém Oriental como futura capital da Palestina e as Nações Unidas e a maioria dos países não aceitarem a Lei Básica, argumentando que o estatuto final deve esperar futuras negociações entre Israel e a Autoridade Palestina. A maioria dos países mantém sua embaixada em Tel Aviv, principal centro financeiro do país.[12] Após a Resolução 478 do Conselho de Segurança da ONU, oficializou-se a retirada das embaixadas estrangeiras de Jerusalém.

Mais informações: Cronologia de Jerusalém
Muro de Jebusita, na cidade de Davi.
Cerâmicas indicam a ocupação de Ophel, dentro da atual Jerusalém, desde a Idade do Cobre, ao redor do Quarto milênio a.C.,[5][24] com evidências de assentamentos permanentes durante o começo da Idade do Bronze, 3000-2800 a.C.[24][25] Os Textos de Execração (c. do século XIX a.C.), que se referem a uma cidade chamada Roshlamem ou Rosh-ramen[24] e as Cartas de Amarna (c. século XIV a.C.) podem ser os primeiros a falar da cidade.[26][27] Alguns arqueólogos, incluindo Kathleen Kenyon, acreditam que Jerusalém como cidade foi fundada pelos povos semitas ocidentais com assentamentos organizados em cerca de 2600 a.C.. Segundo a tradição judaica, a cidade foi fundada por Shem (Sem, em português, filho de Noé) e Éber (bisneto de Shem), antepassados de Abraão. Nos contos bíblicos, Jerusalém era uma cidade Jebusita até o século X a.C., quando David conquistou-a e fez dela a capital do Reino Unido de Israel e Judá (c. 1000s a.C.).[28][29] recentes escavações de uma grande estrutura de pedra são interpretadas por alguns arqueólogos como crédito à narrativa bíblica.[30]

        Períodos Templários

 

Davi reinou até 970 a.C. Ele foi sucedido pelo seu filho Salomão,[31] que construiu o Templo Sagrado no Monte Moriá. O Templo de Salomão (mais tarde conhecido como o Primeiro Templo), passou a desempenhar um papel central na história judaica como o lugar onde estava guardada a Arca da Aliança.[32] Ao longo de mais de 600 anos, até à conquista babilônica, em 587 a.C., Jerusalém foi a capital política e religiosa dos judeus.[33] Este período é conhecido na história como o Período do Primeiro Templo.[34] Após a morte de Salomão (c. 930 a.C.), as dez tribos do norte se uniram para formar o Reino de Israel. Sob a liderança da Casa de David e Salomão, Jerusalém continuou a ser a capital do Reino de Judá.[34]
A Torre de David como pode ser visto a partir de Vale Hinnom.
Quando a Assíria conquistou o Reino de Israel, em 722 a.C., Jerusalém foi fortalecida por um grande afluxo de refugiados provenientes do norte do reino. O Primeiro Período Templário acabou cerca de 586 a.C., quando os babilônios conquistaram Judá e Jerusalém, e devastaram o Templo de Salomão.[34] Em 538 a.C., após cinquenta anos do exílio na Babilônia, o do Irã Ciro o Grande convidou os judeus a regressarem a Judá e Jerusalém e reconstruírem o Templo. A construção do Segundo Templo de Salomão foi concluída em 516 a.C., durante o reinado de Dario o Grande, setenta anos depois da destruição do Primeiro Templo.[35][36] Jerusalém retomou o seu papel de capital de Judá e centro de culto judaico. Quando o comandante grego Alexandre o Grande conquistou o império persa, Jerusalém e Judeia caíram sob controle grego, e em seguida sob a dinastia ptolomaica sob Ptolomeu I. Em 198 a.C., Ptolomeu V perdeu Jerusalém e a Judeia para o Selêucidas sob Antíoco III. A tentativa Selêucida de retomar Jerusalém do dominio grego teve sucesso em 168 a.C. com a bem sucedida revolta macabeia de Matatias, o Sumo Sacerdote e os seus cinco filhos contra Antíoco Epifanes, e a criação do Reino Hasmoneus em 152 a.C., novamente com Jerusalém como capital.[37]

  Guerras Romano-Judaicas


Cerco romano e a destruição de Jerusalém (David Roberts, 1850)
Conforme o Império Romano se tornou mais forte, ele colocou Herodes como um rei cliente. Herodes o Grande, como ele era conhecido, dedicou-se a desenvolver e embelezar a cidade. Ele construiu muralhas, torres e palácios, e expandiu o Templo do Monte, reforçou o pátio com blocos de pedra pesando até cem toneladas. Sob Herodes, a área do Templo do Monte dobrou de tamanho.[31][38][39] Em 6 d.C., a cidade, assim como grande parte da região ao redor, entrou sob controle direto dos romanos como na Judeia[40] Herodes e seus descendentes até Agripa II permaneceram reis-clientes da Judeia até 96 d.C. O domínio romano sobre Jerusalém e região começou a ser contestada a partir da primeira guerra judaico-romana, a Grande revolta judaica, que resultou na destruição do Segundo Templo em 70 d.C. Em 130 d.C. Adriano romanizou a cidade, e ela foi renomeada para Aelia Capitolina.[41] Jerusalém, mais uma vez serviu como a capital da Judeia durante o período de três anos da revolta conhecida como a Revolta de Bar Kokhba. Os romanos conseguiram recapturar a cidade em 135 d.C. e como uma medida punitiva Adriano proibiu os judeus de entrarem nela. Adriano rebatizou toda a Judeia de Síria Palaestina numa tentativa de des-judaizar o país.[42][43] A proibição sobre os judeus entraram em Aelia Capitolina continuou até o século IV d.C.
Nos cinco séculos seguintes à revolta de Bar Kokhba, a cidade permaneceu sob domínio romano, até cair sob domínio bizantino. Durante o século IV, o Imperador romano Constantino I construiu partes católicas em Jerusalém, como a Igreja do Santo Sepulcro. Jerusalém atingiu o pico em tamanho e população no final do Segundo Período Templário: A cidade se estendia por dois quilômetros quadrados e tinha uma população de 200 mil pessoas[42][44] A partir de Constantino até o século VII, os judeus foram proibidos em Jerusalém.[45]
                                                                      Guerras romano-persas

No período de algumas décadas, Jerusalém trocou de mãos entre persas e romanos, até voltar à mão dos romanos mais uma vez. Depois, do avanço do comandante sassânida Cosroes II no início do século VII sobre os domínios bizantinos, avançando através da Síria, os generais sassânidas Shahrbaraz e Shahin atacaram a cidade de Jerusalém (persa: Dej Houdkh), então controlada pelos bizantinos.[46]
No Cerco de Jerusalém em 614, após passarem incansáveis 21 dias em estratégia de cerco, Jerusalém foi capturada dos persas e isso resultou na anexação territorial de Jerusalém. Depois que o exército Sassânida entrou em Jerusalém, a sagrada "Vera Cruz" foi roubada e enviada de volta para a capital sassânida como uma relíquia sagrada da guerra. A cidade conquistada e a Santa Cruz, permaneceriam nas mãos dos Sassânidas por mais quinze anos, até o Imperador Bizantino Heráclio recuperá-la em 629.
                                         
               Estado Islâmico
Cúpula da Rocha visto através do Portão do Algodão.
Em 638, o Califado islâmico alargou a sua soberania para Jerusalém. Neste momento, Jerusalém foi declarada a terceira cidade mais sagrada do Islã após Meca e Medina, e referido como al Bait al-Muquddas. Mais tarde, ele era conhecido como al-Qods al-Sharif.[47] Com a conquista árabe, os judeus foram autorizados a regressar à cidade.[48] O califa Rashidun Omar ibn al-Khattab assinou um tratado com o patriarca cristão monofisista Sofrônio, assegurando-lhe que os lugares sagrados cristãos de Jerusalém e a população cristã seriam protegidos ao abrigo do estado muçulmano.[49] Omar foi conduzido à Pedra Fundamental no Monte do Templo, no qual ele claramente recusou, pois se preparava para construir uma mesquita. De acordo com o bispo gaulês Arculf, que viveu em Jerusalém a partir de 679 a 688, a Mesquita de Omar era uma estrutura retangular de madeira construído sobre ruínas que poderia acomodar 3000 seguidores.[50] O califa Omíada Abd-el-Melek encomendou a construção da Cúpula da Rocha no final século VII.[51] O historiador do século X, El Muqadasi, escreveu que Abd-el-Melek construiu o santuário, a fim de competir na grandeza das monumentais igrejas de Jerusalém.[50] Durante as quatro próximas centenas de anos, a proeminência de Jerusalém foi diminuída pelos poderes árabes na região que brigavam pelo controle da cidade.

    Cruzadas, Saladino e os Mamelucos

Ilustração medieval da captura de Jerusalém durante a Primeira Cruzada, 1099.
Em 1099, Jerusalém foi conquistada pelos Cruzados, que massacraram a maior parte dos habitantes muçulmanos e os resquícios dos habitantes judeus. A maioria dos cristãos foram expulsos e a maioria dos habitantes judeus já tinha fugido, no início de junho de 1099, a população de Jerusalém tinha diminuído de 70.000 para menos de 30.000.[53] Os sobreviventes judeus foram vendidos na Europa como escravos ou exilados na comunidade judaica do Egito.[54] Tribos árabes cristãs estabeleceram-se na destruída Cidade Velha de Jerusalém.[55] Em 1187, a cidade foi arrancada da mão dos Cruzados por Saladino permitindo que os judeus e os muçulmanos pudessem voltar e morar na cidade.[56] Em 1244, Jerusalém foi saqueada pelos Tártaros Kharezmian, que dizimaram a população cristã da cidade e afastou os judeus, alguns dos quais foram reinstalados em Nablus.[57] Entre 1250 e 1517, Jerusalém foi governado pelos mamelucos, que impuseram um pesado imposto anual sobre os judeus e destruíram os lugares sagrados dos cristãos no Monte Sião.[58]

       Domínio Otomano

Em 1517, Jerusalém e região caiu sob domínio Turco Otomano, que permaneceu no controle até 1917.[56] Como em grande parte do domínio Otomano, Jerusalém permaneceu um provincial e importante centro religioso, e não participava da principal rota comercial entre Damasco e Cairo.[59] No entanto, os turcos muçulmanos trouxeram muitas inovações: sistemas modernos de correio usado por vários consulados, o uso da roda para modos de transporte; diligências e carruagens, o carrinho de mão e a carroça, e a lanterna a óleo, entre os primeiros sinais de modernização da cidade.[60] Em meados do século XIX, os otomanos construíram a primeira estrada pavimentada de Jaffa a Jerusalém, e em 1892 a ferrovia havia atingido a cidade[60]
Com a ocupação de Jerusalém por Muhammad Ali do Egito em 1831, missões e consulados estrangeiros começaram a se estabelecer na cidade. Em 1836, Ibrahim Paşa permitiu aos judeus reconstruírem as quatro grandes sinagogas, entre eles a Hurva.[61]
O controle turco foi reinstalado em 1840, mas muitos egípcios muçulmanos permaneceram em Jerusalém. Judeus de Argel e da África do Norte começaram a instalar-se na cidade, em um número cada vez maior.[62] Ao mesmo tempo, os otomanos construíram curtumes e matadouros perto dos lugares sagrados judeus e cristãos "para que um mau cheiro, sempre pesteie os infiéis".[63] Nas décadas de 1840 e 1850, os poderes internacionais iniciaram um "cabo-de-guerra" na Palestina, uma vez que tentaram ampliar sua proteção ao longo do país para as minorias religiosas, uma luta realizada principalmente através de representantes consulares em Jerusalém.[64] De acordo com o cônsul prussiano, a população em 1845 era de 16.410 habitantes, desses, 7120 judeus, 5.000 muçulmanos, 3390 cristãos, 800 soldados turcos e 100 europeus.[65] O volume de peregrinos cristãos aumentou sob o domínio dos otomanos, dobrando a população da cidade em torno da época da Páscoa.[66]
Na década de 1860, novos bairros começaram a surgir fora dos muros da Cidade Velha para aliviar a intensa superlotação e o pobre saneamento na cidade intramuros. O Composto Russo e Mishkenot Sha'ananim foram fundados em 1860.[67]

[editar] Mandato Britânico e a Guerra de 1948

Em 1917 após a Batalha de Jerusalém, o exército britânico, liderado por General Edmund Allenby, capturou a cidade.[68] E, em 1922, a Liga das Nações sob a Conferência de Lausanne confiou ao Reino Unido a administração da Palestina.
De 1922 a 1948 a população total da cidade passou de 52.000 para 165.000, sendo dois terços de judeus e um terço de árabes (muçulmanos e cristãos).[69] A situação entre árabes e judeus na Palestina não foi calma. Em Jerusalém, em especial nos motins ocorridos em 1920 e em 1929. Sob o domínio britânico, novos subúrbios foram construídos no oeste e na parte norte da cidade[70][71] e instituições de ensino superior, como a Universidade Hebraica, foram fundadas.[72]
A medida que o Mandato Britânico da Palestina foi terminando, o Plano de Partilha das Nações Unidas de 1947 recomendou "a criação de um regime internacional, em especial na cidade de Jerusalém, constituindo-a como uma corpus separatum no âmbito da administração das Nações Unidas".[73] O regime internacional deveria continuar em vigor por um período de dez anos, e seria realizado um referendo na qual os moradores de Jerusalém iriam votar para decidir o futuro regime da cidade. No entanto, este plano não foi implementado, porque a guerra de 1948 eclodiu enquanto os britânicos retiravam-se da Palestina e Israel declarou sua independência.[74]
A guerra levou ao deslocamento das populações árabe e judaica na cidade. Os 1.500 residentes do Bairro Judeu da Cidade Velha foram expulsos e algumas centenas tomados como prisioneiros quando a Legião Árabe capturou o bairro em 28 de maio.[75] Moradores de vários bairros e aldeias árabes do oeste da Cidade Velha saíram com a chegada da guerra, mas alguns permaneceram e foram expulsos ou mortos, como em Lifta ou Deir Yassin.[76][77][78]

 Divisão e a controversa reunificação

Ver artigo principal: Posições sobre Jerusalém
Policiais israelenses encontram um legionário jordaniano perto do Portão de Mandelbaum.
A guerra terminou com Jerusalém dividida entre Israel e Jordânia (então Cisjordânia). Segundo o Plano de Partição da Palestina, as áreas de Jerusalém e Belém ficariam sob controle internacional. O Armistício de 1949 criou uma linha de cessar-fogo que atravessava o centro da cidade e à esquerda do Monte Scopus como um exclave israelense. Arame farpado e barreiras de concreto separaram Jerusalém Oriental e Jerusalém Ocidental, e caçadores militares frequentemente ameaçaram o cessar-fogo. Após a criação do Estado de Israel, Jerusalém foi declarada a sua capital. A Jordânia anexou formalmente Jerusalém Oriental, em 1950, sujeitando-a à lei jordaniana, em uma atitude que só foi reconhecido pelo Paquistão.[74][79]
A Jordânia assumiu o controle dos lugares sagrados na Cidade Velha. Contrariamente aos termos do acordo, foi negado o acesso dos israelitas aos locais sagrados judaicos, muitos dos quais foram profanados, e apenas foi permitido o acesso muito limitado aos locais sagrados cristãos.[80][81] Durante este período, a cúpula da Rocha e a Mesquita de al-Aqsa sofreram grandes renovações.[82]
Mapa mostrando a divisão leste-oeste de Jerusalém.
Durante a Guerra dos Seis Dias em 1967, Israel ocupou Jerusalém Oriental e afirmou soberania sobre toda a cidade, embora a ocupação e a posterior anexação do setor oriental da cidade tenham sido condenadas pelas resoluções 252,[83] 446,[84] 452 [85] e 465[86] das Nações Unidas, além de contrariar a Quarta Convenção de Genebra. O acesso aos lugares sagrados judeus foi restabelecido, enquanto o Monte do Templo permaneceu sob a jurisdição de um waqf islâmico. O bairro marroquino, que era localizada adjacente ao Muro das Lamentações, foi desocupado e destruído[87] para abrir caminho a uma praça para aqueles que visitam o muro.[88] Desde a guerra, Israel tem expandido as fronteiras da cidade e estabeleceu um "anel" de bairros judeus em terrenos vagos no leste da Linha Verde.
No entanto, a aquisição de Jerusalém Oriental recebeu duras com críticas internacionais. Na sequência da aprovação da Lei de Jerusalém, que declarou Jerusalém "completa e unida", a capital de Israel,[89] o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução que declarava a lei "uma violação do direito internacional" e solicitou que todas as os Estados-membros retirarassem suas embaixadas da cidade.[90]
O status da cidade, e especialmente os seus lugares sagrados, continuam a ser uma questão central no conflito palestino-israelense. Colonos judaicos ocuparam lugares históricos e construíram suas casas em terras confiscadas de palestinos,[91] a fim de expandir a presença judaica na parte oriental de Jerusalém,[92] enquanto líderes árabes têm insistido que os judeus não têm qualquer laço histórico com Jerusalém.[93] Os palestinos encaram Jerusalém Oriental como a capital do futuro Estado palestino,[94][95] embora permaneça sob ocupação israelense.

[editar] Geografia

Floresta de Jerusalém vista do Yad Vashem.
Jerusalém está situada no sul de um planalto no Judeia, que inclui o Monte das Oliveiras (Leste) e o Monte Scopus (Nordeste). A elevação da Cidade Velha é de aproximadamente 760 metros.[96] A grande Jerusalém é cercada por vales e leitos de rio secos (wadis). Os vales do Cédron, Hinom, e Tyropoeon se unem em uma área ao sul da cidade antiga de Jerusalém.[97] O Vale do Cédron segue para o leste da Cidade Velha e divide o Monte das Oliveiras a partir da cidade propriamente dita. Ao longo do lado sul da antiga Jerusalém está o Vale de Hinom, uma ravina íngreme associada com a escatologia cristã bíblica com o conceito de inferno ou Geena.[98] O Vale de Tyropoeon começa na região noroeste próximo ao Portão de Damasco, dirige-se ao sudoeste através do centro da Cidade Velha para baixo do Reservatório de Siloé, e a parte inferior é dividida em duas colinas, o Monte do Templo no leste, e o resto da cidade no oeste (as partes alta e baixa da cidade descrita por Josefo). Hoje, este vale está escondido por destroços que se acumularam ao longo dos séculos.[97]
Nos tempos bíblicos, Jerusalém foi cercada por florestas de amêndoa, azeitona e pinheiros. Ao longo de séculos de guerras e de negligência, estas florestas foram destruídas. Os agricultores da região de Jerusalém, então, construíram terraços de pedra ao longo das encostas para reter o solo, um recurso ainda muito em evidência na paisagem de Jerusalém.[99]
O abastecimento de água sempre foi um grande problema em Jerusalém, atestada pela intrincada rede de antigos aquedutos, túneis, reservatórios e cisternas encontrados na cidade.[100]
Jerusalém encontra-se na região central do país, a 60 km[101] ao leste de Tel Aviv e do Mar Mediterrâneo. No lado oposto da cidade, cerca de 35 km[102] de distância, está o Mar Morto, o corpo de água mais baixo da Terra. Cidades e vilas vizinhas incluem Belém e Beit Jala para o sul, Abu Dis e Ma'ale Adummim para o leste, Mevasseret Zion para o oeste, e Ramallah e Givat Zeev para o norte.[103][104][105]
Panorama do Monte do Templo, incluindo o Domo da Rocha, visto do Monte das Oliveiras.

              Geografia

Floresta de Jerusalém vista do Yad Vashem.
Jerusalém está situada no sul de um planalto no Judeia, que inclui o Monte das Oliveiras (Leste) e o Monte Scopus (Nordeste). A elevação da Cidade Velha é de aproximadamente 760 metros.[96] A grande Jerusalém é cercada por vales e leitos de rio secos (wadis). Os vales do Cédron, Hinom, e Tyropoeon se unem em uma área ao sul da cidade antiga de Jerusalém.[97] O Vale do Cédron segue para o leste da Cidade Velha e divide o Monte das Oliveiras a partir da cidade propriamente dita. Ao longo do lado sul da antiga Jerusalém está o Vale de Hinom, uma ravina íngreme associada com a escatologia cristã bíblica com o conceito de inferno ou Geena.[98] O Vale de Tyropoeon começa na região noroeste próximo ao Portão de Damasco, dirige-se ao sudoeste através do centro da Cidade Velha para baixo do Reservatório de Siloé, e a parte inferior é dividida em duas colinas, o Monte do Templo no leste, e o resto da cidade no oeste (as partes alta e baixa da cidade descrita por Josefo). Hoje, este vale está escondido por destroços que se acumularam ao longo dos séculos.[97]
Nos tempos bíblicos, Jerusalém foi cercada por florestas de amêndoa, azeitona e pinheiros. Ao longo de séculos de guerras e de negligência, estas florestas foram destruídas. Os agricultores da região de Jerusalém, então, construíram terraços de pedra ao longo das encostas para reter o solo, um recurso ainda muito em evidência na paisagem de Jerusalém.[99]
O abastecimento de água sempre foi um grande problema em Jerusalém, atestada pela intrincada rede de antigos aquedutos, túneis, reservatórios e cisternas encontrados na cidade.[100]
Jerusalém encontra-se na região central do país, a 60 km[101] ao leste de Tel Aviv e do Mar Mediterrâneo. No lado oposto da cidade, cerca de 35 km[102] de distância, está o Mar Morto, o corpo de água mais baixo da Terra. Cidades e vilas vizinhas incluem Belém e Beit Jala para o sul, Abu Dis e Ma'ale Adummim para o leste, Mevasseret Zion para o oeste, e Ramallah e Givat Zeev para o norte.[103][104][105]
Panorama do Monte do Templo, incluindo o Domo da Rocha, visto do Monte das Oliveiras.

                                                                 Clima


O jardim botânico da Universidade Hebraica de Jerusalém coberto de neve.
A cidade é caracterizada por uma clima mediterrânico, com verões quentes e secos, e invernos amenos e chuvosos. Neve cai normalmente uma ou duas vezes ao inverno, embora a cidade experimente forte neve a cada 3 ou 4 anos em média.[106] Janeiro é o mês mais frio do ano, com uma temperatura média de 8 °C, julho e agosto são os meses mais quentes, com temperaturas médias de 23 °C. As temperaturas variam muito do dia para a noite, e as noites de Jerusalém são tipicamente amenas mesmo no verão. A precipitação média anual é de aproximadamente 590 milímetros com o período das chuvas ocorrendo principalmente entre outubro e maio.[107]
A maior parte da poluição do ar em Jerusalém vem do tráfego de veículos.[108] Muitas das principais ruas de Jerusalém não foram construídas para acolher um volume tão grande de veículos, levando a congestionamentos frequentes e grande quantidade de monóxido de carbono liberado na atmosfera. A poluição industrial dentro da cidade é baixa, mas as emissões provenientes de fábricas na costa mediterrânica podem se deslocar devido aos ventos e pairar sobre a cidade.[108][109]
Dados climatológicos para Jerusalém
Mês
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Temperatura máxima média (°C)
12
13
16
21
25
28
29
29
28
25
19
14
Temperatura mínima média (°C)
4
4
6
9
12
15
17
17
16
14
9
6
142,2
114,3
99,1
30,5
2,5
0,0
0,0
0,0
0,0
22,9
68,8
109,2
Fonte: The Weather Channel[107]

 Demografia

Pop. de Jerusalém
Ano
Total
1525
4 700
1538
7 900
1553
12 384
1562
12 650
1800
8 750
1844
15 510
1876
25 030
1896
45 420
1922
62 578
1931
90 053
1944
157 000
1948
165 000
1967
263 307
1980
407 100
1985
457 700
1990
524 400
1995
617 000
2000
657 500
2005
706 400

Ver artigo principal: Demografia de Jerusalém
Em maio de 2007, Jerusalém tinha uma população de 732 100 - 64% eram judeus, 32% muçulmanos, e 2% cristãos.[1] No final de 2005, a densidade populacional era de 5.750,4 habitantes por quilômetro quadrado.[3][110] De acordo com um estudo publicado em 2000, a porcentagem de judeus na cidade tem decrescido; isso foi atribuído a uma maior taxa de natalidade dos palestinos, e a moradores judeus que deixaram a cidade. O estudo também constatou que cerca de nove por cento dos 32 488 habitantes da Cidade Velha eram judeus.[111]
Em 2005, 2850 imigrantes se estabeleceam em Jerusalém, grande parte vindos do Estados Unidos, França, e da ex-União Soviética. Em termos da população local, o número de residentes que deixa a cidade é maior do que o número dos que chegam. Em 2005, 16 000 foram embora de Jerusalém e apenas 10 000 se mudaram para a cidade.[3] No entanto, a população de Jerusalém continua a aumentar devido à elevada taxa de natalidade, especialmente na população árabe e nas comunidades judaicas Haredi. Consequentemente, a taxa total de fecundidade em Jerusalém (4.02) é superior da de Tel Aviv (1,98) e bem acima da média nacional de 2,90. O tamanho médio das 180 000 famílias de Jerusalém é de 3,8 pessoas.[3]
Igrejas e casas de Ein Kerem, situada entre as montanhas. Ao seu lado situa-se o hospital universitário Hadassa Ein-Kerem, centro de medicina de renome mundial, e a faculdade de medicina da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Em 2005, a população total aumentou cerca de 13 000 (1,8%) - semelhante à média nacional israelense, mas a composição étnica e religiosa está mudando. Enquanto 31% da população judaica é constituída por crianças abaixo dos quinze anos, o índice para a população árabe é de 42%.[3] Isto parece reforçar as observações de que a porcentagem de judeus em Jerusalém tem diminuído ao longo das últimas quatro décadas. Em 1967, os judeus representavam 74 por cento da população, enquanto que o índice em 2006 era nove por cento menor.[112] Os possíveis fatores são o elevado custo da habitação, menos oportunidades de emprego e o crescente caráter religioso da cidade. Muitas pessoas estão indo para os subúrbios e cidades costeiras, em busca de habitação mais barata e um estilo de vida secular.[113]
A demografia e a divisão da população árabe e judaica desempenham um papel importante na disputa em Jerusalém. Em 1998, o Departamento de Desenvolvimento de Jerusalém propôs expandir os limites da cidade para o oeste a fim de incluir mais áreas povoadas por judeus.[114]

    Crítica ao planejamento urbano

Os críticos dos esforços para promover uma maioria judaica em Israel dizem que as políticas de planejamento do governo são motivados por estudos demográficos que procuram limitar as construções da população árabe, promovendo, simultaneamente, as construções destinadas a judeus.[115]
De acordo com um relatório do Banco Mundial, o número de violações em construções registradas entre 1996 e 2000 foi quatro vezes e meia superior nos bairros judaicos, mas foram emitidas quatro vezes menos ordens de demolição em Jerusalém Ocidental do que em Jerusalém Oriental. Os árabes de Jerusalém tinham mais dificuldade para receber a permissão de construir do que os judeus, e "as autoridades provavelmente agem mais contra os palestinos que constroem sem licença" do que contra os judeus que violam os processos de licenciamento.[116]
Nos últimos anos, fundações judaicas privadas têm recebido permissão do governo para desenvolver projetos em terras disputadas, como no parque arqueológico Cidade de David, no bairro palestino de Silwan (ao lado da Cidade Velha),[117] e o Museu da Tolerância no cemitério de Mamila (ao lado da Praça Tzion).[118] O governo de Israel também está desapropriando terras palestinas para a construção do Muro da Cisjordânia,[116] sob a alegação de evitar ataques terroristas. Porém, os opositores acreditam que o planejamento urbano vem sendo usado como estratégia para a judaização de Jerusalém.

                           Política

Atualmente Jerusalém é um município em Israel e também a sua capital e a sede do governo, embora não seja reconhecida como tal pela ONU e pela UE.

O prédio Knesset em Jerusalém, sede do legislativo do governo de Israel.
A cidade é governada por um conselho municipal composto por 31 membros eleitos cada quatro anos. Desde 1975, o presidente da câmara (prefeito) é eleito por sufrágio direto cumprindo um mandato de 5 anos e apontando 6 deputados. O prefeito atual de Jerusalém, Uri Lupolianski, foi eleito em 2003.[123] O Ministério para os Assuntos Religiosos israelita tem responsabilidade pelos locais sagrados da cidade, embora cada comunidade religiosa deva zelar pela preservação dos seus edifícios.
Órgão à parte de prefeito e deputados, os membros do conselho da cidade não recebem salários, trabalhando de forma voluntária. O prefeito que mais tempo serviu Jerusalém foi Teddy Kollek, que passou 28 anos, seis mandatos consecutivos, no posto. A maioria dos encontros do Conselho de Jerusalém são privados, mas a cada mês, mantém uma sessão aberta ao público.[123] Dentro do Conselho da cidade, grupos políticos religiosos formam uma facção especialmente poderosa, possuindo a maioria dos assentos.[124] A base do Município de Jerusalém e do gabinete do prefeito fica na Praça Safra (Kikar Safra), na Rua Jafa. O novo complexo municipal, compreendendo dois prédios modernos e dez prédios históricos recuperados entorno de uma grande praça, foi aberto em 1993.[125] A cidade termina no Distrito de Jerusalém, com Jerusalém como a capital do distrito.

            

                       Status político

Monte Herzl - Cemitério Nacional de Israel
Em 5 de dezembro de 1949, o primeiro-ministro do Estado de Israel, David Ben-Gurion, proclamou Jerusalém como a capital de Israel[126] e desde então todos os órgãos do governo de Israellegislativo, judicial, e executivo — tem residido lá.[127] Na época da proclamação, Jerusalém foi dividida entre Israel e o Jordão e assim, somente o oeste de Jerusalém foi considerado capital de Israel. Imediatamente depois de uma guerra de seis dias em 1967, entretanto, Israel anexou o Leste de Jerusalém, a tornando de facto parte da capital Israelense. Israel conservou o status da "completa e unificada" Jerusalém — oeste e leste — como sua capital, em 1980 Lei básica: Jerusalém, Capital de Israel.[128]
O status de uma "Jerusalem unificada" como "eterna capital" de Israel[126][129] tem sido um problema de imensa controvérsia dentro da comunidade internacional. Entretanto, alguns países mantém consulados em Jerusalem, e duas embaixadas nos subúrbios de Jerusalém, todas as embaixadas estão localizadas fora da propriedade da cidade, a maioria em Tel Aviv.

                 A Casa do Oriente.

A Resolução 478 do Conselho de Segurança das Nações Unidas não-vinculativa, tramitada em 20 de agosto de 1980, declarou a Lei Fundamental "nula e de nenhum efeito e deve ser resolvida imediatamente". "Os Estados-Membros foram aconselhados a retirar suas representações diplomáticas da cidade como uma medida punitiva. A maioria dos países cumpriu a resolução, deslocando suas representações para Tel Aviv. Mas muitas embaixadas já estavam instaladas antes mesmo da Resolução 478. Atualmente não existem embaixadas dentro dos limites da cidade de Jerusalém, embora haja algumas em Mevasseret Zion, na periferia de Jerusalém, e quatro consulados na cidade propriamente dita.[130]
Em 1995, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a mudança da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém, através da Lei da embaixada de Jerusalém.[132] Entretanto, o Presidente George W. Bush alegou que, segundo a Constituição as relações exteriores são da alçada do poder executivo. Assim, a embaixada dos Estados Unidos ainda continua em Tel Aviv.[133]
As instituições mais proeminentes em Israel, incluindo o Knesset,[134] a Suprema Corte,[135] e as residências oficiais do Presidente e primeiro-ministro, estão localizadas em Jerusalém.
Anteriormente à criação do Estado de Israel, Jerusalém serviu como capital administrativa do Mandato Britânico, o qual incluía os atuais estados de Israel e da Jordânia.[136] De 1949 até 1967, Jerusalém Ocidental serviu como capital de Israel, mas não foi reconhecida internacionalmente como tal, já que a Resolução 194 da Assembleia Geral da ONU previa que Jerusalém se tornasse uma cidade internacional.
Em consequência da Guerra dos Seis Dias (1967), Jerusalém foi inteiramente ocupada por Israel. Em 27 de junho de 1967, o governo de Levi Eshkol estendeu a jurisdição da lei israelense a Jerusalém Oriental, mas concordou que o conjunto da administração do Monte do Templo seria mantida pelo waqf jordaniano, no âmbito do Ministério Jordaniano de Dotação Religiosa.[137]
Em 1988, Israel, alegando razões de segurança, ordenou o fechamento da Casa do Oriente, sede da Sociedade de Estudos Árabes e da Organização para a Libertação da Palestina. O prédio foi reaberto em 1992 como uma pousada palestina.[138][139] Os Acordos de paz de Oslo previam que o status final de Jerusalém seria determinado pelas negociações com a Autoridade Nacional Palestiniana, que considera Jerusalém Oriental como a capital de um futuro estado palestino.[12]

 Cidades-irmãs

                           Economia

Hadar Mall, Talpiot.
Historicamente, a economia de Jerusalém foi sustentada quase que exclusivamente por pelegrinos religiosos, e era localizada longe dos maiores portões de Jaffa e Gaza.[142] Os marcos religiosos de Jerusalem hoje permanecem a principal razão de visitantes estrangeiros, com a maioria dos turistas visitando o Muro das Lamentações e a Cidade Antiga,[3] mas em meados do século tornou-se muito claro que Jerusalem não pode ser somente sustentada por sua significância religiosa.[142]
Ainda que muitas estatísticas indiquem crescimento econômico na cidade, desde 1967, Jerusalém Oriental tem ficado muito atrás em relação ao desenvolvimento da Jerusalém Ocidental.[142] Todavia, a porcentagem de famílias com pessoas empregadas é maior para famílias árabes (76.1%) que para famílias judaicas (66.8%). A taxa de desemprego em Jerusalém (8.3%) é um pouco melhor que a média nacional (9.0%), ainda que a força de trabalho civil seja estimada para menos da metade de todas as pessoas de 15 anos em diante — fica abaixo em comparação à de Tel Aviv (58.0%) e Haifa (52.4%).[3] A pobreza da cidade tem crescido bastante nos últimos anos; entre 2001 e 2007, o número de pessoas abaixo da linha de pobreza cresceu 40%.[143] Em 2006, a renda per capita mensal de um trabalhador em Jerusalém foi de 5 940 Novos Sheqel (NIS) (US$1 410), NIS 1 350 menor que a recebida por um trabalhador em Tel Aviv.[143]
Mercado de Mahane Yehuda no oeste de Jerusalém.

Durante o mandato britânico, uma lei foi estabelecida requerendo que todos os prédios fossem construídos de Meleke para preservar a característica estética e histórica única da cidade.[71] Complementando esta arquitetura, que ainda continua em vigor, é o descorajamento de indústria pesada em Jerusalém; somente entorno de 2.2% da terra de Jerusalem é zoneada por "indústrias e infraestrutura." Por comparação, a porcentagem de terra em Tel Aviv zoneada por indústrias e infraestrutura é duas vezes mais alta, e em Haifa, sete vezes mais alta.[3] Somente 8.5% da força de trabalho do Distrito de Jerusalém é empregada no setor de manufatura, que é metade da média nacional (15.8%). Mais alto que a porcentagem média são os empregados em educação (17.9% vs. 12.7%); saúde e bem estar (12.6% vs. 10.7%); comunidade e serviço social (6.4% vs. 4.7%); hotéis e restaurantes (6.1% vs. 4.7%); e a administração pública (8.2% vs. 4.7%).[144] Apesar de Tel Aviv permanecer o centro financeiro de Israel, um número crescente de companhias de alta tecnologia estão se movendo para Jerusalém, provendo 12.000 empregos em 2006.[145] O parque industrial do norte de Jerusalem Har Hotzvim é a sede de algumas das maiores corporações de Israel, entre elas a Intel, Teva Pharmaceutical Industries, e ECI Telecom. Planos de expansão para o parque industrial prevê uma centena de novos negócios, um posto de bombeiros, e uma escola, cobrindo uma área de 530.000 m² (130 acres).[146]
Desde o estabelecimento do Estado de Israel, o governo nacional tem permanecido o maior investidor na economia de Jerusalém. O governo, centrado em Jerusalém, gera um largo número de empregos, e oferece subsídios e incentivos para novas iniciativas em negócios e empresas iniciantes.[142]

               Infraestrutura

  Transportes

 

Estação Central de Autocarros de Jerusalém.
O aeroporto mais próximo de Jerusalém é Atarot, situado entre Jerusalém e Ramallah, que foi usado para voos domésticos até ao seu fechamento em 2001, durante a Segunda Intifada.[147] Desde então, está sob o controlo das Forças Armadas Israelenses, e todo o tráfego aéreo foi desviado para o Aeroporto Internacional Ben Gurion, o maior e mais movimentado aeroporto israelense, que serve cerca de nove milhões de passageiros anualmente.[148]
A Egged, a segunda maior empresa de autocarros (ônibus) do mundo,[149] lida com a maioria do serviço de autocarro local e intercidades que sai da Estação Central de Autocarros na Estrada de Jaffa perto da entrada ocidental de Jerusalém a partir da autoestrada número 1. Em 2008, autocarros da Egged, táxis e carros privados são as únicas opções de transporte em Jerusalém. Contudo, isto irá mudar com a construção do Light rail de Jerusalém, um sistema ferroviário que está em construção.[150] O sistema ferroviário será capaz de transportar cerca de 200 000 pessoas diariamente. Terá 24 paragens, e a sua conclusão está planejada para janeiro de 2009.[151]
Via rápida Begin.
Outra obra em andamento é uma nova linha para comboio de alta velocidade de Tel Aviv para Jerusalém,[151] que está planeada para 2011. O seu terminal será uma estação subterrânea (80m de profundidade) que servirá o Centro Nacional de Congressos e a Estação Central de Autocarros[152] e está planejado que seja eventualmente expandida até à estação de Malha. A Israel Railways opera serviços de comboio para estação de comboios de Malha a partir de Tel Aviv via Beit Shemesh.[153][154]
A Via Rápida Begin é uma das maiores vias transversais norte-sul de Jerusalém; vai desde o lado ocidente da cidade, fundindo no norte com a Via 443, que continua em direção de Tel Aviv. A Via 60 atravessa o centro da cidade perto da Linha Verde entre Jerusalém Este e Oeste. A construção está a progredir em partes de um rodoanel de 35 quilómetros à volta da cidade, providenciando ligações mais rápidas entre os subúrbios.[155][156] A metade oriental do projecto foi conceptualizado há décadas, mas reação à autoestrada proposta é ainda mista.[155]
   

                              Educação

Jerusalém abriga diversas universidades prestigiadas, com cursos oferecidos em hebraico, árabe, e inglês. Fundada em 1925, a Universidade Hebraica de Jerusalém[157] é uma das mais respeitadas instituições de ensino superior em Israel. Em um levantamento recente, de 2009, a universidade hebraica foi classificada na posição 64ª no mundo (e 4ª na região da Ásia e do Oceano Pacífico),[158] incluindo-se entre as 100 melhores universidades do mundo. A Comissão de Diretores já incluiu figuras judaicas proeminentes no campo intelectual, tais como Albert Einstein e Sigmund Freud.[159] A universidade também produziu vários laureados do Prêmio Nobel; dentre recentes ganhadores do prêmio associados com Universidade Hebraica incluem Avram Hershko,[160] David Gross[161] e Daniel Kahneman.[162] Um dos maiores bens da universidade é a Biblioteca Nacional de Israel, que abriga mais de cinco milhões de livros.[163] A biblioteca foi inaugurada em 1892, mais de três décadas antes da fundação da universidade, e é um dos maiores repositórios do mundo sobre temas judeus. Atualmente, a biblioteca é ao mesmo tempo a biblioteca central da universidade e biblioteca nacional.[164] A Universidade Hebraica é constituída de três campi em Jerusalém, no Monte Scopus, em Givat Ram e um campus médico no Hospital Hadassah Ein Karem.
A Universidade Al-Quds foi fundada em 1984[165] para servir como principal universidade para os povos árabes e palestinos. Segundo a própria universidade, é descrita como a "única universidade árabe em Jerusalém".[166] A Universidade Al-Quds se localiza ao sudeste da cidade, num campus de 190 mil metros quadrados (47 acres).[165] Outra instituição de ensino superior em Jerusalém é a Academia de Música e Dança de Jerusalém e a Academia de Arte e Design Bezalel, que tem seus edifícios localizados nos campi da Universidade Hebraica.

A Faculdade de Tecnologia de Jerusalém, fundada em 1969, combina treinamentos em engenharia e outros campos de alta tecnologia com um programa de estudos judeus.[167] É uma das muitas escolas de Jerusalém, tanto do ensino fundamental quanto superior que combinam estudos seculares e religiosos. Existem, na cidade, diversas instituições religiosas e yeshivás, sendo que a Yeshivat Mir alega ser a maior.[168] No período de 2003-2004, havia aproximadamente 8 mil alunos colegiais em escolas de hebraico.[3] Contudo, devido à grande quantidade de alunos no sistema Haredi, somente cinquenta porcento se matriculavam nos exames (Bagrut), e somente 37% estavam aptos a se formar. Ao contrário das escolas públicas, muitas escolas Haredi não preparam seus alunos para realizar os testes padrões,[3] uma vez que os estudos seculares não atraem a atenção destes. Visando atrair maior quantidade de alunos universitários para Jerusalém, a cidade inicou uma série de incentivos financeiros para subsidiar moradia para os estudantes que alugam apartamentos no centro de Jerusalém.[169]
Colégios para árabes em Jerusalém e em outras partes de Israel são criticadas por oferecer uma educação de qualidade inferior à provida aos israelenses judeus.[170] Enquanto muitas escolas da Jerusalém Oriental, predominantemente árabe, se encontram à margem de sua capacidade, sendo criticadas pela superlotação, o poder local de Jerusalém está construindo mais de uma dúzia de novas escolas nos bairros árabes da cidade. Três escolas, nos bairros de Ras el-Amud e Umm Lison, seriam abertas em 2008.[171]

                           Cultura

O Santuário do Livro possui os pergaminhos do Mar Morto, no Museu de Israel.
Museu Torre de David.
Apesar de Jerusalém ser conhecida primeiramente pela sua significância religiosa, a cidade também é sede de muitos eventos artísticos e culturais. O Museu de Israel atrai perto de um milhão de visitantes por ano, aproximadamente um terço deles são turistas.[172] Os 20 acres do complexo de museus compreende vários prédios possuindo exibições especiais e coleções extensivas achados judaicos, arqueológicos e arte israelita e europeia. Os pergaminhos do Mar Morto, descoberto no meio do século XX nas cavernas de Qumran perto do Mar Morto, estão hospedadas no Santuário do Livro.[173] A Ala Nova, cuja construção mudou as exibições e funciona um extensivo programa de educação em arte, é visitado por 100.000 crianças por ano. O museu tem uma larga escultura no jardim de fora, e um modelo no tamanho escala do segundo templo foi recentemente movido do hotel Holyland para uma nova localização no território do museu.[172] O Museu Rockefeller, localizado no leste de Jerusalém, foi o primeiro museu arqueológico no meio oeste. Foi construído em 1938 durante o mandato britânico.[174][175] O Museu Islâmico no Monte do Templo, estabelecido em 1923, guarda muitos artefatos islâmicos, do menor kohl cantil e manuscritos raros a colunas gigantes de mármore.[176]
                  Teatro de Jerusalém.

Yad Vashem, o memorial nacional de Israel para as vítimas do Holocausto, guarda a maior biblioteca do mundo de informações relacionadas ao holocausto,[177] com estimados 100.000 livros e artigos. O complexo contém um museu de arte que explora o genocídio dos judeus através de exibições que focam em estórias pessoais de indivíduos e famílias mortas no holocausto e uma galeria de arte apresentando o trabalho de artistas que pereceram. Yad Vashem também relembra as 1.5 milhões de crianças judias assassinadas pelos nazistas, e honra os justos entre as nações.[178] O museu na junção, que explora erros de coexistência através da arte é situado na estrada divisória oriental e ocidental de Jerusalém.[179]

A Orquestra sinfônica de Jerusalém, estabelecida nos anos 1940,[180] se apresentou pelo mundo.[180] Outros estabelecimentos de arte incluem o Centro Internacional de Convenções (Binyanei HaUmá, Prédios da Nação, em hebraico) perto da entrada da cidade, onde a Orquestra Filarmônica de Israel se apresenta, a Cinemateca de Jerusalém, o Centro Gerard Behar (formalmente Beit Ha'am) na parte baixa de Jerusalém, o Centro de Música de Jerusalém no Yemin Moshe,[181] e o Centro Musical de Targ no Ein Kerem. O Festival de Israel, com performances externas ou internas por cantores locais e internacionais, concertos, peças e teatro de rua, tem sido mantido anualmente desde 1961; durante os últimos 25 anos, Jerusalem tem sido o maior organizador deste evento. O Teatro de Jerusalém na vizinhança de Talbiya é sede de 150 concertos ao ano, como também de companhias de teatro e dança e artistas performáticos de além mares.[182] O Khan, localizado em um caravançarai oposto à estação de trêns da antiga Jerusalém, é o único teatro de repertório.[183] A própria estação se tornou um local para eventos culturais no anos recentes, como também o lugar de Shav'ua Hasefer, um local de exposição literária anual e de performances musicais externas.[184] O Festival de Cinema de Jerusalem é mantido anualmente, apresentando filmes israelitas e internacionais.[185]
O Teatro Nacional Palestino, por muitos anos o único centro cultural árabe no leste de Jerusalém, procura novas ideias e abordagens inovadoras para a auto-expressão palestina.[186] A Casa Ticho, no centro de Jerusalém, possui pinturas de Anna Ticho e coleções judaicas de seu marido, um oftalmologista que abriu a primeira clínica de olhos da cidade neste prédio em 1912.[187] Al-Hoash, estabelecida em 2004, é uma galeria de preservação da arte palestina.[188]
             O Muro das Lamentações.
O Mosteiro da cruz após queda de neve.
Jerusalém tem um papel importante no judaísmo, cristianismo e islamismo. O Livro anual de estatística de Jerusalém listou 1.204 sinagogas, 158 igrejas, e 73 mesquitas dentro da cidade.[189] Apesar dos esforços em manter coexistência pacífica religiosa, alguns locais, como o Monte do Templo, tem sido continuamente fonte de atritos e controvérsias.
Jerusalém é sagrada para os judeus desde que o Rei David a proclamou como sua capital no 10º século a.C. Jerusalém foi o local do Templo de Salomão e do Segundo Templo.[6] Ela é mencionada na Bíblia 632 vezes. Hoje, o Muro das Lamentações, um remanescente do muro que contornava o Segundo Templo, é o segundo local sagrado para os judeus perdendo apenas para o Santo dos santos no próprio Monte do Templo.[190] Sinagogas ao redor do mundo são tradicionalmente construídas com o seu Aron Hakodesh voltado para Jerusalém,[191] e as dentro de Jerusalém voltado para o Santo dos santos.[192] Como prescrito no Mishná e codificado no Shulchan Aruch, orações diárias são recitadas em direção a Jerusalém e ao Monte do Templo. Muitos judeus tem placas de "Mizrach" (oriente) penduradas em uma parede de suas casas para indicar a direção da oração.[192][193]
                        Igreja do Santo Sepulcro.
O cristianismo reverencia Jerusalém não apenas pela história do Antigo Testamento mas também por sua significância na vida de Jesus. De acordo com o Novo Testamento, Jesus foi levado para Jerusalém logo após seu nascimento[194] e depois em sua vida quando limpou o Segundo Templo.[195] O Cenáculo que se acreditava ser o local da última ceia de Jesus, é localizado no Monte Sião no mesmo prédio que sedia a tumba de David.[196][197] Outro lugar proeminente cristão em Jerusalém e o Gólgota, o local da crucificação. O Evangelho de João o descreve como sendo localizado fora de Jerusalem,[198] mas evidências arqueológicas recentes sugestionam que Golgotha fica a uma curta distância do muro da Cidade Antiga, dentro do confinamento dos dias presentes da cidade.[199] A terra correntemente ocupada pelo Santo Sepulcro é considerado um dos principais candidatos para o Gólgota e ainda tem sido um local de peregrinação de cristãos pelos últimos dois mil anos.[199][200][201]
A mesquita de al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado no Islão.
Jerusalém é considerada a terceira cidade sagrada do Islamismo.[7] Aproximadamente um ano antes de ser permanentemente trocada por Caaba em Mecca, a qibla (direção da oração) para os muçulmanos era Jerusalém.[202] A permanência da cidade no Islão, entretanto, é primariamente de acordo com a Noite de Ascensão de Maomé (c. 620 d.C.). Os muçulmanos acreditam que Maomé foi miraculosamente trasportado em uma noite de Mecca para o Monte do Templo em Jerusalém, aonde ele ascendeu ao Paraíso para encontrar os profetas anteriores do Islão.[203][204] O primeiro verso no Al-Isra do Alcorão notifica o destino da jornada de Maomé como a Mesquita de Al-Aqsa (a mais distante),[205] em referência à sua localização em Jerusalém. Hoje, o Monte do Templo é coberto por dois marcos islâmicos para comemorar o evento — A Mesquita de Al-Aqsa, derivada do nome mencionado no Alcorão, e a Cúpula da Rocha, que fica em cima da Pedra Fundamental, na qual os muçulmanos acreditam que Maomé ascendeu ao céu.[206]

                            Esportes

               Estádio Teddy Kollek.
Os dois esportes mais populares em Jerusalém, e em Israel como um todo, são o futebol e o basquetebol.[207] Beitar Jerusalem Football Club é um dos mais populares times em Israel. Dentre os seus fãs encontram-se vários antigas e atuais figuras políticas que mantém o compromisso de estarem presentes em seus jogos.[208] Outro grande time de futebol, e um dos maiores rivais do Beitar, é o Hapoel Katamon F.C. , enquanto que o Beitar foi campeão da Copa de Israel por cinco vezes,[209] e Hapoel só ganhou a copa uma vez. Ademais Beitar joga na mais prestigiada Ligat ha'Al, enquanto Hapoel se encontra na terceira divisão da liga nacional.
No basquete, Hapoel Jerusalem está em alta posição na primeira divisão, embora ainda não tenha ganho nenhum campeonato, o clube ganhou a copa nacional quatro vezes, e a Copa ULEB em 2004.[210] Desde sua abertura, o Estádio Teddy Kollek é o principal estádio de Jerusalém para sediar jogos de futebol, com capacidade para 21 mil pessoas.


fonte:wikipedia .org


                           Jericó
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Jericó

Rua em Jericó.
יְרִיחוֹ
أريحا
Significado
"Perfumado"
Fundada em
9000 a.C
Governo
Cidade (desde1994)
População
20,400 (2006)
Jurisdição
Prefeito
Hassan Saleh[1]
Website

Jericó (em árabe: أريحا, transl. Ārīḥā; em hebraico: יְרִיחוֹ, transl. Yəriḥo) é uma antiga cidade bíblica da Palestina, situada às margens do rio Jordão, encrustada na parte inferior da costa que conduz à serra de Judá, a uns 8 quilômetros da costa setentrional da parte seca do Mar Morto (a quase 240 m abaixo do nível do Mar Mediterrâneo) e aproximadamente a 27 km de Jerusalém. Foi uma importante cidade no vale do Jordão (Dt. 34:1, 3), na costa ocidental do rio Jordão.
Descrita no Velho Testamento como a "Cidade das Palmeiras", abundantes campos ao redor de Jericó tem feito dela um sítio atrativo para habitação humana por milhares de anos.[2] Ela é conhecida na Tradição judaico-cristã como o lugar do retorno dos israelitas da escravidão no Egito, liderados por Josué, o sucessor de Moisés. Arqueólogos tem escavado os remanescentes dos últimos 20 sucessivos assentamentos em Jericó, o primeiro que data de antes de 11.000 anos atrás (9.000 a.C).[3]
É considerada a cidade mais antiga ainda existente, com mais de 10.000 anos.[4]
Índice


 Etimologia
O nome Jericó é conhecido pelos seus habitantes locais como Ārīḥā (em árabe: ? أريحا), o qual significa "perfumado" e deriva da palavra cananeia (assim como o árabe e o hebraico) Reah, de mesmo significado.[5][6][7] Jericó também é pronunciado Yəriḥo ( ? יְרִיחוֹ) em hebraico, e uma teoria alternativa fortalece que ela é derivada da palavra "lua" (Yareah) em cananeu e hebraico, sendo que a cidade foi um antigo centro de adoração à deuses lunares.[8]
                   História
Tempos antigos
Acredita-se que Jericó seja uma das mais antigas cidades continuamente habitadas do mundo, com evidência de assentamentos datados de antes de 9000 a.C, provendo informações importantes sobre antigas habitações humanas no Oriente Próximo.[9]
O primeiro assentamento permanente foi construído próximo o Ein as-Sultan, entre 8000 e 7000 a.C.por um povo desconhecido, e consistiu de um certo número de muros, um santuário e uma torre de sete metros de altura com uma escadaria interna.[10] Após alguns séculos, foi abandonado para um segundo assentamento, estabelecido em 6800 a.C, talvez pela invasão de um povo que absorveu os habitantes originais para dentro de sua cultura dominante. Artefatos datados desse período incluem dez crânios, engessados e pintados como para reconstituir as feituras individuais.[10] Isso representa o primeiro exemplo de retrato na Arte Histórica, estes crânios foram preservados em casas populares enquanto os corpos ficaram apodrecendo.[11] Este foi seguido por uma sucessão de assentamentos de 4500 a.C.adiante, o maior destes foi construído em 2600 a.C.[10]
Evidências arqueológicas indicam que na metade final do Bronze Médio (c.e 1700 a.C), a cidade desfrutou alguma prosperidade, seus muros tinham sido reforçados e expandidos.[12] A cidade canaanita (Jericho City IV) foi destruída c.e 1550 a.C,[13][14] e o sítio remanescente ficou desabitado até que a cidade fosse refundada no século IX a.C.
No século VIII a.C, os assírios invadiram pelo norte, seguidos pelos babilônios, e Jericó ficou despovoada entre 586 e 538 a.C, o período do exílio babilônico. Ciro o Grande, rei persa, refundou a cidade, a um quilômetro e meio, a sudeste do seu sítio histórico, o monte do Tell es-Sultan, e retornando os judeus exilados após a conquista da Babilônia em 539 a.C.[10]
Antiguidade Clássica
Remanecentes do palácio de Herodes.
Jericó foi desde o início um centro administrativo sob domínio persa, serviu como um estado particular Alexandre o Grande cerca de 336 a 323 a.C. após a conquista da região. Em meados do século II a.C., Jericó ficou sob domínio helenista, o general sírio Báquides construiu alguns fortes para fortalecer as defesas da área ao redor de Jericó contra a invasão dos macabeus (1 Mac 9:50). Um dos seus fortes, construído na entrada do Wadi Qelt, foi posteriormente refortificado por Herodes, o Grande, que o nomeou de Kypros, em homenagem a sua mãe.[15]
Heródes inicialmente arrendou Jericó de Cleópatra depois de Marco Antônio tê-la dado a ela como um presente. Após seu suicídio coletivo em 30 a.C, Otaviano assuniu o controle do império romano e deixou Heródes reinando sobre Jericó. Heródes supervisionou a construção do hipódromo-teatro (Tel es-Samrat) para divertir seus convidados e novos aquedutos para irrigação da área abaixo dos precipícios e próximo do seu palácio de inverno construído no sítio de Tulul al-Alaiq.[15]
O assassinato dramático de Aristóbulo III em uma piscina de Jericó, como dito pelo historiador Josefo, durante um banquete organizado por Herodes. A cidade, desde a construção de seus palácios, não funcionou apenas como um centro agrícola e nem como um cruzamento, mas como uma estação de inverno à aristocracia de Jerusalém.[16]
Herodes foi sucedido pelo seu filho, Arquelau, o qual construiu uma vila adjacente a Jericó em seu nome, Archelais, casa de operários da sua plantação (Khirbet al-Beiyudat). No século I Jericó é descrita na Geografia de Estrabão:
"Jericó é como uma planície cercada por um tipo de zona montanhosa, a qual em um caminho, encontra-se como um teatro. Aqui está a Fenícia, a qual é diferenciada também com todos os tipos de cultivos e árvores frutíferas, ainda que compõe-se sobre tudo de palmeiras. Tem cem estádios de comprimento e é em toda parte abastecida com riachos. Aqui também estão o Palácio e o Parque do Bálsamo".[15]
As tumbas cortadas na rocha de um cemitério da era herodiana e hasmoneana jazem na parte baixa do penhasco entre Nuseib al-Aweishireh e Jebel Quruntul em Jericó e foram usados entre 100 a.C.e 68 d.C.[15]
A Bíblia declara que Jesus passou por Jericó, curou dois cegos e a conversão de um coletor de impostos local de nome Zaqueu. Após a queda de Jerusalém pelo exército de Vespasiano em 70 d.C., Jericó declinou rapidamente, e pelo ano 100 d.C. a cidade foi uma pequena guarnição romana.[17] Pouco tempo depois disso, construíram sobre a área da cidade que foi abandonada, e uma Jericó bizantina, Ericha, foi construída a um quilômetro e meio à leste, ao redor da qual a cidade moderna está centrada.[17] O cristianismo pegou na cidade durante a era bizantina e a área foi grandemente populosa. Um número de monastérios e igrejas foram construídos, incluindo São Jorge de Koziba em 340 d.C. e uma cúpula de igreja foi dedicada para Eliseu.[16] Umas duas sinagogas foram construídas no século VI.[15] Os monastérios foram abandonados após a invasão persa de 614.[10]

Período do Califado árabe
Um mosaico árabe omíada de Khirbat al-Mafjar em Jericó.
Por volta de 661, Jericó estava sobre o domíno da dinastia omíada. O décimo califa da dinastia, Hisham ibn Abd al-Malik, construíu um complexo palacial conhecido como Khirbet al-Mafjar cerca de um quilômetro e meio a norte do Tell as-Sultan em 743, duas mesquitas, um pátio, mosaicos, e outros items que podem ser vistos hoje in situ, apesar de terem sido parcialmente destruídos no terremoto de 747.
O domínio omíada terminou em 750 e foi seguido pelos califados árabes das dinastias abássida e fatímida. A agricultura irrigada foi desenvolvida sobre o domínio islâmico, reafirmando Jericó a reputação de uma fértil "Cidade das Palmeiras".[18] Al-Maqdisi, o geógrafo árabe, escreveu em 985 que, "a água de Jericó é considerada a maior e melhora em todo o Islã. Bananas são abundantes, também flores de fragrância aromática."[19]
A cidade prosperou desde 1071 até a invasão dos turcos seljúcidas, seguido pelo transtorno dos cruzados. Em 1179, os crusados reconstruíram o Mosteiro de São Jorge de Koziba, no lugar original, a nove quilômetros do centro da cidade. Eles também construíram outras duas igrejas e um monastério dedicado a João Batista e são reconhecidos como introdutores da produção de cana-de-açúcar na cidade.[20] Em 1187, os crusados foram expulsos pelas forças aiúbidas de Saladino após sua vitória na Batalha de Hattin, e a cidade lentamente foi ao declínio.[10]
Em 1226, o geógrafo árabe Yaqut al-Hamawi falou de Jericó: "muitas palmeiras, também cana-de-açúcar em quantidade, e bananas. O melhor de todo o açúcar na terra de Ghaur é feito aqui." No século XIV, Abu al-Fida escreveu que em Jericó estão minas de enxofre, "a única na Palestina."[21]

Período Otomano (1517-1918)
Antigo cartão postal de Jericó no final do século XIX ou início do XX.
Nos primeiros anos do domínio Otomano, Jericó fez parte do waqf e do emirado de Jerusalém. Os aldeões transformaram índigo em uma fonte de renda, usando uma caldeirão especial para esse propósito, que foi emprestado pelas autoridades otomanas em Jerusalém.[22] Durante a maior parte do período Otomano, Jericó foi uma pequena vila de agricultores suscetíveis a ataques de beduínos. No século XIX, estudiosos europeus, arqueólogos e missionários visitaram-na frequentemente. A primeira escavação arqueológica no Tell as-Sultan foi realizada em 1867, e os monastérios de São Jorge de Koziba e João Batista foram refundados e concluídos em 1901 e 1904, respectivamente.
 Referências bíblicas
Os muros de Jericó caem quando o sacerdote israelita toca a sua trombeta nesta ilustração do século XIV.
Jericó é mencionada mais de 70 vezes na Bíblia Hebraica. Antes da morte de Moisés, Deus é descrito como mostrando-lhe a Terra Prometida no quinto livro da Torá, Deuteronômio Jericó é um ponto de referência: "Então, subiu Moisés das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao cimo de Pisga, que está defronte de Jericó; e o Senhor lhe mostrou toda a terra de Gileade até Dã." (Deuteronômio 34:1).
O Livro de Josué narra a famosa batalha de Jericó, afirmando que ela foi rodeada por sete vezes pelos Filhos de Israel até que as paredes vieram abaixo,[23] após a qual Josué amaldiça a cidade: "Naquele tempo, Josué fez o povo jurar e dizer: Maldito diante do Senhor seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; com a perda do seu primogênito lhe porá os fundamentos e, à custa do mais novo, as portas"(Josué 6:26). "Gritou, pois, o povo, e os sacerdotes tocaram as trombetas. Tendo ouvido o povo o sonido da trombeta e levantado grande grito, ruíram as muralhas, e o povo subiu à cidade, cada qual em frente de si, e a tomaram. Tudo quanto na cidade havia destruíram totalmente a fio de espada, tanto homens como mulheres, tanto meninos como velhos, também bois, ovelhas e jumentos. -- Josué 6:20-21" Segundo o Primeiro Livro dos Reis Jericó, séculos depois, um homem chamado Hiel de Betel reconstruiu Jericó e assim como Josué havia predito, ele perdeu seus filhos como resultado. (1 Reis 16:34)
O Livro de Jeremias descreve o fim do rei da Judéia, Zedequias, quando ele é capturado na região de Jericó: "Mas o exército dos caldeus os perseguiu e alcançou a Zedequias nas campinas de Jericó; eles o prenderam e o fizeram subir a Ribla, na terra de Hamate, a Nabucodonosor, rei da Babilônia, que lhe pronunciou a sentença."(Jeremias 39:5).
Jericó também é mencionada várias vezes no Novo Testamento, nos livros de Mateus, Marcos, Lucas e Hebreus. De acordo com a Mateus 20:29-30, Jesus curou dois cegos, quando ele e seus discípulos estavam saindo de Jericó. Em Marcos 10:46-52, Marcos conta a mesma história, só que ele só menciona um homem, Bartimeu. Assim como Marcos, Lucas menciona apenas um homem, mas ele difere em seu relato, dizendo que Jesus e seus apóstolos estavam se aproximando de Jericó. Algumas versões conciliariam esta traduzindo-a como "quase". Na Epístola aos Hebreus, o autor menciona a história do Antigo Testamento da destruição de Jericó, como uma exposição externa da fé. (Hebreus 11:30) Na Parábola do Bom Samaritano, Jesus menciona que um certo homem estava a caminho de Jericó
 Geografia
Uma vista aérea de Jericó, mostrando as ruínas de Tell es-Sultan.
Jericho está localizada a 258 m abaixo do nível do mar, em um oásis em Wadi Qelt, no Vale do Jordão.[10][24] A fonte próxima de Ein es-Sultan produz 1.000 galões de água por minuto (3.8 m³/min), irrigando uns 2500 Acres (10 km²) através de múltiplos canais que se alimentam no rio Jordão, a 10 km de distância.[10][24] A precipitação anual é de 160 mm, concentrada entre novembro e fevereiro. A temperatura média é de 15 °C em janeiro e 31 °C em agosto. A luz do sol é constante, o rico solo de aluvião, e a água em abundância da primavera sempre fizeram de Jericó um lugar atraente para a colonização.
[   Arqueologia
 Tempos pré-históricos
Desde os tempos pré-históricos se distinguem três assentamentos distintos acerca da localização atual, que possuem mais de 11.000 anos, em uma posição noroeste a respeito do Mar Morto
Tell es-Sultan
Fundações de uma residência desenterrada no Tell es-Sultan em Jericó.
O primeiro assentamento foi localizado no atual Tell es-Sultan, a poucos quilômetros da cidade atual. No idioma árabe e em hebraico, tell significa ‘monte’ de estratos consecutivos que se acumularam pela habitação humana, igual aos estabelecimentos antigos no Oriente Médio e Anatólia. Jericó é um tipo de sítio classificado como Neolítico Pré-Cerâmico A (PPN A) e Neolítico Pré-Cerâmico B (PPN B). A habitação humana está classificada em várias fases
 Idade da Pedra
Epipaleolítico: se caracteriza por instalacões e construções de estruturas de pedra da cultura Natufiense, que comença antes de 9000 a.C, o real início do período holoceno na história geológica.
PPN A
Neolítico Pré-Cerâmico A: (8350 a.C. a 7370 a.C.), também chamado Sultaniense. Neste período se inicia a construção de um assentamento de 40.000 metros quadrados, rodeado por um muro de pedra, com uma torre de pedra no centro desse muro. Em seu interior há casas redondas de tijolos de barro ou adobe.[25] A identidade e número de habitantes (algumas fontes dizem de 2000 a 3000 moradores) de Jericó durante o período do PPN ainda está em debate, embora seja conhecido que eles tenham domesticado farro, cevada e feijão, e caçado animais selvagens.
 PPN B
Neolítico Pré-Cerâmico B: (7220 a.C. a 5850 a.C). Ampla gama de plantas domesticadas. Possível domesticação de ovelha. Aparente culto religioso envolvendo a preservação de crânios humanos, e reconstrução facial com gesso e os olhos cobertos com cascas de frutas em alguns casos.
Após a fase de assentamento do PPN A, há uma pausa nos assentamentos por vários séculos, após isso inicia-se o asentamento do PPN B, sendo fundado sobre a superfície erodida do tell. Nesta nova etapa a arquitetura consiste em edifícios retilíneos feitos de tijolos em fundações de pedra. Os tijolos foram feitos com profundas impressões do polegar para facilitar sua manipulação. Nenhum edifício tem sido escavado em sua totalidade. Normalmente, várias salas formavam uma aglomeração ao redor de um pátio central. Há um sítio de grande dimensões (6,5 x 4 m e 7 x 3 m) com divisões internas, o resto são pequenos, utilizado provavelmente para o armazenamento. Os quartos têm cores vermelhas ou róseas e os pisos foram feitos de cal, formando o que se conhece como terrazzo. Algumas impressões de esteiras feitas de canas. Os pátios têm pisos de gesso.
Kathleen Kenyon, uma das mais destacadas investigadoras dos assentamentos de Jericó, interpreta que uma das construções foi algo assim como uma capela, e que em uma das paredes tem um altar. Um pilar de pedra vulcânica foi encontrado perto desse lugar. Seus habitantes enterravam seus mortos de baixo dos pisos ou em um aterro de escombros de edifícios abandonados. Há vários enterros coletivos, há um em que todos os esqueletos se articulam totalmente, o que pode assinalar um período de exposição antes do enterro propriamente dito. Uma sepultura de A continha sete crânios. Os maxilares foram separados, a cara coberta com gesso, caracóis marinhos foram utilizados para os olhos. Nos outros sítios, se encontraram dez crânios. Os crânio modelados foram encontrados dentro do Tell Ramad e Beisamoun.
Demografia
A demografia tem variado muito dependendo do grupo étnico e governo dominante na região nos últimos três mil anos. Em um levantamento populacional feito em 1945 por Sami Hadawi, 3.010 habitantes moravam em Jericó, dos quais 94% (2840) eram árabes e 6% (170) eram judeus.[26]
No primeiro censo realizado pelo Escritório Central de Estatísticas Palestinas (PCBS), em 1997, a população de Jericó era de 14,674. Refugiados palestinos constituíam 43.6% de residentes ou 6,393 pessoas.[27] O género sexual da cidade era de 51% de homens e 49% de mulheres. Jericó tinha uma população jovem, com quase metade (49.2%) de seus habitantes estando abaixo de 20 anos. Pessoas entre 20 e 44 anos compunham 36.2% da população, 10.7% entre 45 e 64 anos, e 3.6% estavam acima de 64 anos de idade.[28]
Baseado nas projeções da PCBS, Jericó atualmente possui uma população árabe palestina acima de 20,000 pessoas.[29] O prefeito atual é Hassan Saleh, um ex-advogado.
Panorama de Jericó Relações Internacionais


Fonte: wikipédia.org


                                      Nazaré

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nazaré

A cidade de Nazaré
נָצְרַת (ẓərat)
الناصرة (an-Nāira)
Governo
População
64 800[1]
Área metropolitana: 185 000
Jurisdição
14 200 dunams (14,2 km²)
Prefeito
Ramiz Jaraisy
Website

Nazaré (em hebraico: נָצְרַת, transl. ẓərat, hebraico tiberiano ṣəra, em árabe: الناصرة, transl. an-Nāira ou an-Naseriyye) é a capital e maior cidade do distrito Norte de Israel. Também funciona como uma capital árabe para os cidadãos árabes de Israel que constituem a vasta maioria da população local.[2] No Novo Testamento, a cidade é descrita como a terra onde Jesus passou sua infância, e por este motivo é um centro de peregrinação cristã, com muitos santuários celebrando as associações bíblicas.
Índice

 Etimologia
ver também: Gennesaret (Ya-Nezareth)
Desde o tempo de Eusébio de Cesareia até o século XX especula-se que a etimologia de Nazaré deriva de netser, um "ramo" ou "broto", enquanto o Evangelho de Felipe (apócrifo) deriva o nome de nazara, que significa "verdade".[3] Há ainda especulações e indícios bíblicos de que nazareno, significando "da vila de Nazaré", era confundido com "nazireu", que significava um judeu "separado", que fez um voto de não tocar em cadáveres, não cortar o cabelo e barba, e de não tocar em uvas nem em seus sub-produtos
Geografia e população
Um bairro de Nazaré ao pôr-do-sol
A Nazaré moderna está sobre em um platô, a cerca de 350m acima do nível do mar, situada entre em meio aos montes de 1 600 pés que formam a parte mais ao sul da cadeia de montanhas do Líbano.[4] Está a cerca de 25 km do Mar da Galileia e a cerca de 9 km a oeste do monte Tabor.
De acordo com o Escritório Central de Estatísticas de Israel, Nazaré tem uma população de aproximadamente 65 000 (em 2005). A imensa maioria de seus residentes são cidadãos árabes de Israel, dos quais 31,3% são cristãos e 68,7% são muçulmanos.[5] Nazaré forma uma área metropolitana com os conselhos locais de Yafa an-Naseriyye ao sul, Reineh, Mashhad e Kafr Kanna ao norte, Iksal e a cidade adjacente de Nazaré Illit ao leste e Elot ao oeste. Juntas, elas formam a região metropolitana de Nazaré, que tem uma população de aproximadamente 185.000, dos quais mais de 145.000 são árabes.[6]
[editar] História
[editar] História antiga e evidência arqueológica
A pesquisa arqueológica revelou um centro funerário e religioso em Kfar HaHoresh, a cerca de duas milhas de Nazaré, datado como tendo aproximadamente 9 000 anos (correspondendo ao período que é conhecido como Neolítico pré-cerâmica B).[7] Os restos de 65 indivíduos foram encontrados, enterrados sob imensas estruturas horizontais de pedra, algumas das quais chegam a 3 toneladas de gesso branco produzido no próprio local. Caveiras humanas ornamentadas que foram descobertas no local levaram os arqueólogos a acreditar que Kfar HaHoresh foi um importante centro de culto naquela era remota.[8]
Chad Emmet é autor de um estudo sociológico sobre a Nazaré moderna intitulado "Além da Basília: cristãos e muçulmanos em Nazaré". Este livro tenta "compreender melhor como cristãos e muçulmanos conseguiram viver juntos por séculos em uma relativa paz, numa região conhecida por seus conflitos étnicos e religiosos, e determinar até que ponto eles permaneceram segregados em bairros diferentes de acordo com suas religiões."[9] Emmet afirma que as escavações arqueológicas na vizinhança das atuais Basílica da Anunciaão e Igreja de São José revelaram pedaços de cerâmica da Idade do Bronze (2200 a 1500 a.C.) e artefatos, silos e moinhos da Idade do Ferro (1500 a 586 a.C.).[9] Entretanto, escavações conduzidas antes de 1931 na área venerada pelos franciscanos não revelou "nenhum traço de colonização romana ou grega" ali,[10] e, de acordo com estudos feitos entre 1955 e 1990, nenhuma evidência arqueológica dos períodos assírio, babilônio, persa, helênico ou do início do período romano foi encontrada.[11][12] Bagatti, o principal arqueólogo nos sítios venerados em Nazaré, desenterrou grandes quantidades de artefatos do final do período romano e do período bizantino,[13] o que assegura a indiscutível presença humana ali do século II em diante.
Emmet também afirma que "casas e sepulturas feitas de pedra construídas sobre cavernas, naturais ou escavadas na rocha, também foram encontradas, e que datariam da era romana (63 a.C. - 324 d.C.).""[14] No entanto, a afirmação costumeira de que os Nazarenos eram trogloditas (ou seja, viviam em cavernas) é impossível, pois "as cavernas da Galileia são úmidas e molhadas de dezembro a maio, e só poderiam ser usadas durante o verão e o outono."[15]
Finalmente, Emmet afirma que "Sob o espectro dos dados arqueológicos, especula-se que os primeiros habitantes de Nazaré possam ter sido os cananeus, depois os israelitas e judeus da Galileia."[14] De fato, os habitantes da região na Idade do Bronze devem ter sido cananeus, mas a falta de evidência arqueológica mostra que a presença israelita na bacia ainda não foi substanciada.
James Strange, um arqueólogo americano, ressalta que “Nazaré não é mencionada nas fontes antigas judaicas antes do século III. Isto provavelmente reflete a sua falta de proeminência tanto na Galileia como na Judeia.”[16] Strange primeiro estimou a população de Nazaré na época de Cristo como de “aproximadamente 1600 a 2000 pessoas”, e, numa publicação subsequente, em um máximo de 480 pessoas.[17]
Alguns historiadores sugeriram que a ausência de referências textuais a Nazaré no Velho Testamento e no Talmude, assim como nas obras de Josefo, sugeririam que uma cidade chamada 'Nazaré' nem mesmo existia nos dias de Jesus.[18]
Muitos autores supõem que a antiga Nazaré foi construída em uma encosta, como era exigido pelas escrituras: "[E levaram Jesus] ao topo do monte no qual a cidade fôra construída, para que o pudessem arremessar para baixo" (Lucas 4:29). O monte em questão, no entanto, o Nebi Sa'in, é muito íngreme para as antigas moradias.[19] Bagatti mostrou, no entanto, que esta área foi claramente usada para tumbas e trabalhos de agricultura nas Idades do Bronze e do Ferro, assim como na segunda metade da ocupação romana.[20]
Na metade dos anos 90, um lojista chamado Elias Shama descobriu túneis sob sua loja, próxima ao Poço de Maria em Nazaré. Os túneis foram identificados como sendo o hipocausto de uma terma. O sítio ao redor foi escavado nos anos de 1997 e 98 por Y. Alexandre, e os restos arqueológicos expostos foram estabelecidos como datando dos períodos dos romanos, cruzados, mamelucos e otomanos.[21][22][23]
Uma tabuleta que está atualmente na Biblioteca Nacional de Paris, datada de 50 d.C., foi enviada de Nazaré para Paris em 1878. Ela contém uma inscrição conhecida como a "Ordenança de César", que prescreve a pena de morte para aqueles que violarem tumbas e sepulturas. No entanto, suspeita-se que esta inscrição tenha vindo de Nazaré de algum outro lugar (possivelmente Séforis). Bagatti escreve: “Não temos certeza de que ela foi encontrada em Nazaré, ainda que ela veio de Nazaré para Paris. Em Nazaré viviam vários vendedores de antiguidades, que conseguiam material antigo de diversos lugares.”[24] C. Kopp é mais definitivo: "Deve-se aceitar com certeza que a [Ordinância de César]... foi trazido ao mercado de Nazaré por mercadores de fora."[25] Jack Finegan descreve outras provas arqueológicas relacionadas ao povoamento da região de Nazaré durante as Idades do Bronze e do Ferro, e acrescenta que "Nazaré era um povoado fortemente judaico no período romano."[26] A questão crítica agora sob o ponto de vista do debate acadêmico é de quando no período romano Nazaré veio a existir, ou seja, se os assentamentos lá começaram antes ou depois do ano 70 d.C. (a Primeira Guerra Judaica]].[27]
[editar] Referências biblícas
Poço de Maria - este santuário, celebrando a Virgem Maria, é um símbolo de Nazaré localizado em uma antiga fonte.
De acordo com o Novo Testamento, Nazaré era a terra natal de José e Maria, e o local da Anunciação, quando Maria foi informada pelo arcanjo Gabriel que teria Jesus como seu filho. Nazaré é também o local onde Jesus passou parte de sua vida, desde quando voltou do Egito em algum ponto de sua infância até os seus 30 anos. (Mateus 1:18-2:23)
No Evangelho segundo São João, 1:46, Natanael pergunta: "Pode algo de bom sair de Nazaré?" O sentido desta questão tem sido debatido. Alguns analistas sugerem que isto significaria apenas que Nazaré era muito pequena e pouco importante. Mas outros dizem que a questão não se refere ao tamanho de Nazaré, e sim à sua bondade. Na verdade, Nazaré era vista com hostilidade pelos evangelistas, pois os habitantes da cidade não acreditavam em Jesus e “ele não poderia fazer sua obra poderosa lá” (Marcos 6:5). Em todos os evangelhos pode-se ler o famoso dito, “Um profeta só não é respeitado em seu próprio país, entre sua própria gente, e em seu próprio lar” (Mateus 13:57; Marcos 6:4; Lucas 4:24; João 4:44) Em uma passagem os nazarenos até mesmo tentam matar Jesus jogando-o de um penhasco (Lucas 4:29). Muitos acadêmicos desde W. Wrede (em 1901)[28] notaram que o assim-chamado "segredo messiânico", através do qual a verdadeira natureza e missão de Jesus passariam despercebidos por tantos, incluindo seu estreito círculo de discípulos (Marcos 8:27-33; cf. apenas aqueles para quem o Pai revelar Jesus serão salvos, João 6:65, 17:6, 9, etc.). Nazaré, sendo o lar daqueles que estão mais próximos a Jesus e são mais queridos por ele, aparentemente sofriam negativamente com relação a esta doutrina. Assim, a questão de Natanael está consistente com a visão negativa de Nazaré nos evangelhos canônicos, e com o fato de que até mesmo os irmãos de Jesus não acreditavam nele (João 7:5).
[editar] Referências extra-bíblicas
Referências textuais fora da Bíblia não ocorrem até cerca de 200 d.C., quando Sexto Júlio Africano, citado por Eusébio de Cesareia (História da Igreja 1.7.14), menciona “Nazara” como sendo uma vila na "Judeia" e a localiza perto de uma “Cochaba”, até agora não-identificada.[29] Esta curiosa descrição não bate com a tradicional localização de Nazaré na Baixa Galileia.[30] Na mesma passagem Africano escreve de desposyni, parentes de Jesus, que ele afirma “terem mantido os registros de sua descendência com grande cuidado.” Textos posteriores mencionando Nazaré incluem um do século X que fala de um certo mártir chamado Conon que teria morrido na Panfília durante o reinado de Décio (249-251), e declarou em seu julgamento: "Pertenço à cidade de Nazaré na Galileia, e sou parente de Cristo, a quem sirvo, como meus antepassados fizeram."[31] Este Conon é tido como legendário.[32]
Em 1962 uma inscrição em hebraico descoberta em Cesareia, datando do final do século III ou início do século IV, menciona Nazaré como um dos lugares no qual a família de sacerdotes de Hapizés residiu após a revolta de Bar Kokhba (132-135 d.C.)[33] Dos três fragmentos que foram encontrados, é possível mostrar que a inscrição era uma lista completa de vinte e quatro linhagens sacerdotais (cf. I Crônicas 24:7-19; Livro de Neemias 11:12), com cada linhagem (ou família) tendo sido designada sua ordem apropriada e o nome de cada uma das cidades ou vilas na Galileia onde se assentaram. Um aspecto interessante dessa inscrição é que o nome de Nazaré não está grafado com o "z" (como se esperaria dos Evangelhos em grego) mas com o tsade hebraico ("Nasareth" ou "Natsareth").[34]
Epifânio escreve em seu Panarion (c. 375 d.C.)[35] sobre um certo conte José de Tiberíade, um judeu rico, já de idade avançada, que se converteu ao cristianismo na época de Constantino I. O conde José afirmava que quando jovem teria construído igrejas em Séforis e outras cidades habitadas unicamente por judeus.[36] Nazaré foi mencionada, embora a grafia não esteja clara. [37] De qualquer maneira, Joan Taylor escreve: "É possível concluir agora que existiu em Nazaré, a partir da primeira parte do século IV, uma igreja pequena e incomum que abrangia um complexo de cavernas."[38] A cidade foi judaica até o sécuo VI.[39]
No século VI diversas lendas sobre a Virgem Maria começaram a despertar interesse no local entre peregrinos, que fundaram a Igreja da Anunciação no sítio de uma fonte de água fresca, conhecida hoje como o Poço de Maria. Em 570, o Anônimo de Piacenza relata viagens de Séforis a Nazaré e se refere à beleza das mulheres hebreias dali, que afirmavam que a Santa Maria era sua parente, e registra: "A casa de Santa Maria é uma basílica."[40]
São Jerônimo, escrevendo no século V, diz que Nazaré era um viculus, uma mera vila. A cidade judaica lucrava com o comércio gerado pela peregrinação cristã que começou no século IV, mas as hostilidades anticristãs latentes eclodiram em 614, quando os persas invadiram a Palestina. Naquela época, os habitantes judeus de Nazaré ajudaram os persas a matar os cristãos da terra.[41] Quando o imperador bizantino Heráclio expulsou os persas da Palestina em 630, e escolheu Nazaré para uma punição especial. Neste momento a cidade deixou de ser judia.
[editar] Domínio islâmico
A conquista muçulmana da Palestina no ano de 637 d.C. durante o início do período medieval eventualmente levou à Primeira Cruzada, que começou com um longo período de conflitos. O controle sobre a Galileia e Nazaré mudou frequentemente de mãos durante este período, com o impacto subsequente na constituição religiosa da população.
No ano de 1099 o cruzado Tancredo capturou a Galileia e estabeleceu sua capital em Nazaré. A antiga diocese de Citópolis foi transferida para o Arcebispo de Nazaré. A cidade voltou ao controle muçulmano em 1187, depois da vitória de Saladino na Batalha de Hattin.
O controle cristão da área foi retomado em 1229 como parte dos eventos da Sexta Cruzada, mas terminou em 1263 com a de