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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

20-ARQUEOLOGIA

                                ARQUEOLOGIA
                     TÓPICOS ABORDADOS:
-A DESCOBERTA ARQUEOLÓGICA SOBRE SANSÃO
-OS ROLOS DO MAR MORTO
-MESOPOTAMIA

 -EGITO

-SUMÉRIA

-BABILÔNIA

-ROMA

-GRECIA

-ASSÍRIA

-PERSA

-POVOS  ANTIGOS DE CANAÃ


 


Uma pequena pedra encontrada em Israel pode ser a primeira evidência arqueológica da história de Sansão, o fortão mais famoso da Bíblia. Com menos de uma polegada de diâmetro, a gravura esculpida mostra um homem com cabelos longos lutando contra um grande animal com rabo de felino. A pedra foi encontrada em Tell Beit Shemesh, nos montes hebreus próximos a Jerusalém, e data aproximadamente do século XI antes de Cristo. Biblicamente falando, nessa época, os judeus eram conduzidos por líderes conhecidos como juízes, e Sansão era um deles. A pedra foi encontrada em um local próximo ao rio Sorek (que marcava a antiga fronteira entre o território dos israelitas e o dos filisteus), o que sugere que a gravura poderia representar a figura bíblica.

Sansão, um personagem do Antigo Testamento que se tornou lenda [sic], tinha uma força sobrenatural dada por Deus para vencer os inimigos. A força, que Sansão descobriu ao encontrar um leão e matá-lo com as próprias mãos, vinha de seu cabelo. Sansão, que matou mil filisteus armado apenas com uma mandíbula de asno, foi seduzido por Dalila, uma filisteia que vivia no vale de Sorek. Ela cortou os longos cabelos de Sansão, o que fez com que ele perdesse a força e fosse aprisionado pelos filisteus, que o cegaram e o obrigaram a trabalhar moendo grãos em Gaza.

De acordo com o Livro dos Juízes, Sansão retomou sua força e derrubou o templo de Dagon sobre ele mesmo e muitos filisteus, “assim foram mais os que matou ao morrer, do que os que matara em vida”.

Apesar da evidência circunstancial, os diretores da escavação, Shlomo Bunimovitz e Zvi Lederman, da Universidade de Tel Aviv, não afirmam que a imagem da gravura represente o Sansão bíblico. É mais provável que a gravura conte a história de um herói que lutou contra um leão [curiosamente, se fosse o personagem de uma história secular, dificilmente haveria dúvidas sobre as “coincidências” – MB]. “A relação entre a gravura e o texto bíblico foi feita por acaso” [!], anunciou o jornal israelense Haaretz.

Os arqueólogos também encontraram um grande número de ossos de porco próximo a Sorek, mas só no território filisteu. No território israelita, não acharam quase nenhum, o que sugere que os israelitas teriam optado por não comer carne de porco para se diferenciarem dos filisteus [Ou por obedecerem às leis dietéticas da Bíblia? Lv 11].

“Esses detalhes dão um ar lendário ao processo social, no qual dois grupos hostis delimitaram suas diferentes identidades, assim como acontece em muitas fronteiras, hoje em dia”, disse Bunimovitz a Haaretz.

                       Manuscritos do Mar Morto    

A maior evidência histórica da autenticidade bíblica são os Manuscritos do Mar Morto. Os MM são uma grande quantidade de documentos encontrados em várias cavernas próximas ao Mar Morto, na Palestina. Foi provavelmente em 1947 que surgiram os primeiros deles numa caverna em Wadi Qumran, situada nas escarpas ocidentais do norte desse mar. Depois disso, foram achados outros tantos fragmentos de rolos de papiro e até livros inteiros, como o de Isaías. Paul Frischauer escreveu o seguinte em seu livro Está Escrito – Documentos que Assinalaram Épocas (p. 105) sobre o Rolo de Isaías: “O texto mais antigo em língua hebraica, o Rolo de Isaías, encontrado em 1947 em Ain Fekskha, no Mar Morto, provém de uma época ao redor do ano 100 antes da nossa era. Seu conteúdo confere, palavra por palavra, com os trechos textuais correspondentes do Códex Petropolitanus, escrito no ano 916 da nossa era e que, antes do achado de Isaías, era tido como o mais antigo original em língua hebraica do Velho Testamento.”

A esse acervo de documentos deu-se o nome de Manuscritos do Mar Morto. E “os Manuscritos do Mar Morto são, talvez, o acontecimento arqueológico mais sensacional do nosso tempo!”[1] Os estudos demonstraram que esses manuscritos foram escritos no período que vai do século 2 a.C. até o século 2 d.C., portanto, cerca de duzentos anos antes do tempo de Jesus Cristo, e cerca de 1000 anos antes da cópia mais antiga até então.

Esse fato é, também, confirmado pelo pesquisador Hugh J. Schonfield, no livro A Bíblia Estava Certa – Novas Luzes Sobre o Novo Testamento. Ali, na página 39, o autor diz: “Quando os pergaminhos do Mar Morto foram desencavados de uma gruta em Khirbet Qumran, lá pelas margens do noroeste daquele mar, o primeiro de todos a ser desenrolado e examinado em Jerusalém, em 1948... era precisamente um dos livros, ou rolos, do profeta Isaías. Perpassou por todo o orbe um calafrio ao fazer-se saber que esse manuscrito datava de cerca de 100 anos antes de Cristo. Era um milênio mais antigo do que qualquer cópia conhecida.” O manuscrito mais antigo, no entanto, é um fragmento do livro de Samuel, do ano 225 a.C., achado na caverna número 4.

A datação do edifício principal de Khirbet Qumran foi facilitada pelo fato de que muitas moedas foram ali achadas. Como de Vaux observou, “as datas são confirmadas [também] pela cerâmica em diferentes partes do edifício” (Citado por S. J. Schwantes, em Arqueologia, p. 135).

Já foram encontrados fragmentos de todos os livros da Bíblia, exceto Ester. E o fato de que há somente variações mínimas entre o texto dos manuscritos de Qumran e o texto tradicional do Antigo Testamento, testemunha do cuidado extremo com que o texto hebraico foi transmitido de geração em geração. “As variações têm que ver em geral com ortografia, divisão de palavras e substituição de uma palavra por um sinônimo, etc., mas não afetam o sentido fundamental do texto” (Ibidem, p. 136).

Durante alguns anos, a tradução dos manuscritos permaneceu restrita a um reduzido número de especialistas, o que trouxe algumas suspeitas. Felizmente, em novembro de 1991 a biblioteca Huntington, da Califórnia, acabou com as especulações, tornando públicas fotocópias de todos os fragmentos. Com isso, a exclusividade sobre o material trancafiado em Jerusalém perdeu o sentido. Venceu a transparência.

No livro Para Compreender os Manuscritos do Mar Morto (Ed. Imago, 1993), à página 150, Frank Moore Cross afirma que “Willian Foxwell Albright, o mais notável arqueólogo especializado em Oriente Próximo e epigrafista hebraico da sua geração, imediatamente saudou o achado como a maior descoberta de manuscritos dos tempos modernos”.

E esses manuscritos, “longe de apontar contradições oriundas de copistas descuidados ou erros que empanassem a verdade do Livro de Deus, confirmaram tudo o que se encontra na nossa Bíblia hoje”.[2] “Graças aos rolos do Mar Morto, reaprendemos a ler o Antigo e o Novo Testamentos. O próprio Jesus, com Suas reações frente a temas tão diversos quanto a pureza, a monogamia, o divórcio, torna-Se mais compreensível. Porque os textos evangélicos reencontraram um pano de fundo histórico, um país, um território.”[3] “Os famosos Manuscritos do Mar Morto trouxeram tantas evidências em favor da exatidão das cópias da Bíblia que possuíamos, que as críticas feitas às Escrituras Sagradas perderam completamente sua razão de ser e algumas delas caíram até no ridículo.”[4]

(Extraído do livro A História da Vida, de Michelson Borges)

Referências:

1. Avrahan Negev, Ed. Arqueological Enciclopedia of the Holy Land. Weindenfeld and Nicholson, p. 89, Londres, Jerusalém, 1972. Obs.: Negev lecionou Arqueologia Clássica no Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém.

2. Dr. Renato E. Oberg. A Nossa Bíblia e os Manuscritos do Mar Morto, p. 55 e 56, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira.

3. André Carquot, professor de estudos semíticos do Collège de France. Artigo: “Segredos do Mar Morto”. Revista Nova Ciência, número 25, 1995, p. 49.

4. Dr. Renato E. Oberg. Op. cit., p. 15

                              Mesopotâmia

Mesopotâmia – nome dado pelos gregos e que significa “terra entre dois rios” – compreendia os vales e planícies irrigados pelos rios Tigre e Eufrates, onde hoje é o território do Iraque e terras próximas. Inserida na área do Crescente Fértil, a Mesopotâmia estendia-se desde os montes Zagros no Irã até os desertos da Arábia, contornando com os rios que desciam das montanhas em direção ao golfo Pérsico. Nesta região viveram os sumérios, os acádios e os assírios.
A Caldéia ficava ao sul e a Assíria, ao norte. Descobertas arqueológicas revelam que a sedentarização das comunidades humanas na Média e Baixa Mesopotâmia ocorreu durante a transição do Paleolítico para o Neolítico, por volta de 10000 a.C.

O surgimento dos primeiros grandes núcleos urbanos na região foi acompanhado do  desenvolvimento de um complexo sistema hidráulico que favorecia a utilização dos pântanos, evitava inundações e garantia o armazenamento de água para os períodos de seca. Admite-se, frente ao sucesso do desenvolvimento das atividades produtivas mesopotâmicas, que perto de 4000 a.C. algumas cidades cresceram tanto a ponto de reunir mais de dez mil habitantes, a exemplo de Uruk. As cidades, além de viabilizarem a sobrevivência na região, propiciaram, a defesa militar, a centralização da autoridade e do controle sobre a população. As mesmas muralhas que defendiam a cidade serviam também para o comando e domínio de toda a população urbana.

 Observando o Egito e a Mesopotâmia, sobressaem algumas similaridades comuns às duas regiões, como a aridez do clima e a fertilidade favorecida pelos rios. Por outro lado, o acesso à Mesopotâmia por povos nômades era mais fácil que ao vale do Nilo. De certa forma, a imensidão do deserto que envolve o Egito serviu de proteção natural contra os invasores. Na Mesopotâmia, as invasões foram constantes e sucessivas, imprimindo uma marca diferenciada do seu desenvolvimento ao longo da antiguidade.Além disso, em função do relevo que os envolve, os rios Tigre e Eufrates correm de noroeste para sudeste, num sentido oposto ao rio Nilo, sendo as enchentes da Mesopotâmia muito mais violentas e sem a uniformidade e a regularidade apresentadas por ele.
   
  Civilização Egípcia

Situada no nordeste da África, numa região predominantemente desértica, a civilização egípcia desenvolveu-se no fértil vale do Nilo, beneficiando-se pelo seu regime de cheias. As abundantes chuvas que caem durante certos meses do ano, na nascente do rio, provocam o transbordamento de suas águas. Essas cheias, ao ocuparem as margens do rio, depositam ali o húmus fertilizante. Quando termina o período chuvoso e o rio volta ao seu leito normal, as margens ficam prontas para uma agricultura farta.
Esse quadro natural favoreceu o surgimento das primeiras aldeias neolíticas do vale do Nilo, constituindo-se os nomos, comunidades autônomas que desenvolviam uma agricultura rudimentar e eram chefiadas pelos nomarcas. O crescimento da população e o aprimoramento agrícola logo possibilitaram o nascimento das primeiras cidades cujos habitantes foram aperfeiçoando as técnicas de irrigação e, simultaneamente, uma cultura de características singulares, a exemplo da escrita hieroglífica e do calendário solar.

Para agregar esforços na construção de diques e canais de irrigação, deu-se a reunião dos nomos, originando a formação de dois reinos, o reino do Alto Egito, localizado ao sul do Nilo, e o do Baixo Egito, ao norte, por volta de 3500 a.C. Em 3200 a.C., Menés, governante do Alto Egito, impôs a unificação dos reinos, tornando o primeiro faraó , subordinando 42 nomos. Os nomarcas, convertidos em representantes do governo central nessas comunidades, administravam diversas aldeias, cuidando da coleta dos impostos e da aplicação das determinações estabelecidas pelo faraó.
Com a unificação, iniciou-se o chamado período dinástico da história egípcia. O faraó adquiriu o papel de supremo mandatário, concentrando todos os poderes em suas mãos e apropriando-se de todas as terras; a população deveria pagar tributos a ele e servi-lo. Reforçando seu poder, o faraó encarnava também o elemento religioso, passando a ser considerado um deus vivo, sendo cultuado, como tal. Daí chamamos monarquia teocrática o regime político do Egito antigo.
Com a unidade política criada por Menés, a capital do Egito passou a ser a cidade de Tinis e, mais tarde, foi transferida para a cidade de Mênfis, atual Cairo.


Quando se fala no Egito da Antiguidade, as primeiras coisas que nos vêm à mente são as imagens das grandes pirâmides, as múmias e artefatos dos museus, os templos e a atmosfera de aventura que cerca tudo o que diz respeito ao tempo dos faraós, que a literatura e o cinema nos mostram como sempre presentes nas expedições arqueológicas.

No entanto muito já se sabe a respeito do modo de vida, da estrutura social, da estrutura econômica, das relações políticas do Egito faraônico. Mas muitas vezes a circulação dessas informações fica restrita ao meio acadêmico ou a umas poucas centenas de pesquisadores dedicados. Infelizmente há muitas coisas que não chegam a público, propiciando a formulação de idéias fantasiosas que não são comprováveis, engrossando um extenso hall de crenças sobre a cultura egípcia, difícil de ser combatido.

No decorrer de mais de três mil anos, o Egito passou por períodos de grande brilho, mas também de declínio e de oscilações políticas. A história egípcia costuma ser dividida em:

- Período pré-dinástico
- Período dinástico

Período pré-dinástico (5000 - 3200 a.C)

Desde 5000 a.C, o Egito era habitado por povos que viviam em clãs, chamados nomos. Estes nomos eram independentes uns dos outros, mas cooperavam entre si quando tinham problemas em comum. Essas relações evoluíram e levaram a formação de dois reinos independentes:

Reino do Baixo Egito --> união dos nomos do Norte
Reino do Alto Egito --> união dos nomos do Sul

Por volta de 3220 a.C., esses dois reinos foram unificados por Menés, que se tornou o primeiro faraó, o governante absoluto do Egito, considerado um verdadeiro Deus na Terra. O faraó usava uma coroa dupla para demonstrar que era o rei do Alto e Baixo Egito. Menés fundou, assim, a primeira dinastia de faraós, finalizando o período Pré-dinastico.

Período dinástico (3200 - 1085 a.C)

Foi durante o período dinástico que se deu o crescimento territorial, econômico e militar do Egito. Este período é dividido em:

Antigo Império (3200 - 2423 a.C)

Durante o Antigo Império, os faraós conquistaram enormes poderes no campo religioso, militar e administrativo. Essa época foi conhecida como a época das pirâmides. O primeiro a criar uma pirâmide foi o rei Djezer e seu arquiteto Imhotep, em Sakara.

Mais tarde um outro faraó, Snefer, inspirado nessa pirâmide construiu três pirâmides, porque só a ultima tinha condições de abrigar a múmia do rei. O filho (Kufu ou Keops), o neto (Quefrem) e o bisneto (Mikerinos) de Snefer construíram as magníficas pirâmides de Gizé. A família da 5ª dinastia talvez tenha sido a família mais poderosa de toda a historia do Egito.

A sociedade era dividida em funcionários que auxiliavam o faraó e uma imensa legião de trabalhadores pobres, que se dedicavam à agricultura, ás construções e arcavam com pesados tributos. No Antigo Império, a capital do Egito foi, primeiro, a cidade de Tinis; depois, a de Mênfis. Por volta de 2400 a.C., O Império Egípcio foi abalado por uma série de revoltas lideradas pelos administradores de províncias. O objetivo destas era enfraquecer a autoridade do faraó. Com a autoridade enfraquecida, o poder do faraó declinou, a sociedade egípcia desorganizou-se e o Egito viveu um período de distúrbios e guerra civil.

Médio Império (2160 - 1730 a.C.)

Representantes da nobreza de Tebas conseguiram reunir forças para acabar com as revoltas que abalavam o Egito. Essa cidade acabou tornando-se a capital do Império Egípcio. Dela surgiram novos faraós que governaram o império nos séculos seguintes. Durante o Médio Império, o Egito atingiu certa estabilidade política, crescimento econômico e florescimento artístico. Isso impulsionou a ampliação das fronteiras, levando a conquista militar da Núbia. Por volta de 1750 a.C., o Egito foi invadido pelos hicsos (povo nômade vindo do Oriente Médio), que se mostraram superiores aos egípcios em termos de técnicas militares. Dessa forma os invasores conseguiram dominar a região norte do Egito e estabelecer a capital em Ávaris. Assim permaneceram por, aproximadamente, 170 anos.

Novo Império (1500 - 1085 a.C.)

Novamente a nobreza de Tebas reuniu forças e conseguiu expulsar os hicsos, restabelecendo a unidade política do Egito. Iniciou-se, então, o Novo Império. Usando técnicas militares aprendidas com os hicsos, os faraós organizaram exércitos permanentes, lançando-os em guerras de conquistas. Assim, invadiram territórios do Oriente Médio, dominando cidades como Jerusalém, Damsco, Assur e Babilônia. Os povos dominados eram obrigados a pagar tributos ao faraó em forma de ouro, escravos, alimentos, artesanato etc. Nessa época é que existiu os faraós mais famosos, como Hatchepsut, Akenaton, Ramsés - O Grande, entre outros. A Rainha Hatchepsut governou o Egito, mesmo sendo uma mulher, e não foi um mal governo: ela construiu maravilhosos monumentos que são muito conhecidos hoje em dia, mas depois de morta seu nome foi apagado. Os egípcios não gostava da idéia de terem sidos governados por uma mulher. Ramsés, O Grande além de ter sido um grande guerreiro foi um grande construtor, foi ele que construiu os templos em Abu Simbel, ele é até citado na bíblia, na historia de Moisés ele seria o faraó que se recusou a soltar o "povo de Moisés". Akenaton foi um grande revolucionário, ele implantou o monoteísmo, fazendo todos acreditarem apenas em Aton o deus Sol. Ele também mudou a capital do Egito de Tebas para El-amarna. Mas depois seu filho, Tutankamon voltou a antiga capital do Egito. Tutankamon se tornou famoso por sua tumba encontrada intacta. Ele tinha 9 anos quando virou faraó e morreu aos 18.

A partir de 1167 a.C., o Império Egípcio foi agitado por revoltas populares, entrando em período de decadência. A maioria da população era sobrecarregada de impostos e afundava em crescente pobreza. Enquanto isso, o faraó e sua família, os chefes militares e os sacerdotes exibiam luxo, riqueza e poder.

Decadência do Egito

Depois do século XII a.C., o Egito foi sucessivamente invadido por diversos povos. Em 670 a.C., os assírios conquistaram o Egito, dominando-o por oito anos. Após liberta-se dos assírios, o Egito começou uma fase de recuperação econômica e brilho cultural conhecida com renascença saíta. Essa fase recebeu esse nome porque a recuperação egípcia foi impulsionada pelos soberanos da cidade de Sais. A prosperidade, porém, durou pouco. Em 525 a.C., os persas conquistaram o Egito. Quase dois séculos depois vieram os macedônicos, comandados por Alexandre Magno, e derrotaram os persas. Finalmente, retirando Cleópata do trono de faraó, o Egito foi dominado pelos romanos, que governaram por 600 anos, até a conquista Árabe.



 Civilizações da Antiguidade/Civilização Suméria


 
 
Civilização Suméria


Estandarte de guerra de Ur, 2600-2400 a.C.

Índice

 [esconder

                                A Descoberta

No início do século XX, mesmo os grandes estudiosos da região que pesquisavam as tabuinhas assírias e babilônicas, não conheciam o povo Sumério. Com a publicação, em 1905, da obra do grande assiriólogo francês François Thureau-Dangin, não restou dúvida alguma de que houve de fato uma brilhante civilização no local, que era desconhecida até então, e tomou o nome de Suméria. Essa descoberta veio confirmar a influência dessa civilização nos póvos que tiveram contáto com eles, nas áreas da escrita, religiões, artes, cultura, ciências,comércio, agricultura, arquitetura, leis e esses póvos copiaram o que os Sumérios tinham de melhor,pois foi a pimeira e a mais brilhante ciilização da antiguidade.

                            Origem

Acredita-se que antes dos Sumérios chegarem, a baixa Mesopotâmia foi ocupada pelos Ubaidas, um povo que não pertencia ao grupo semita.
Para quem tem interesse em pesquisar, esse povo ubaidiano foi muito importante e com certeza foi responsável pelo alicerce da civilização Suméria.
O povo conhecido como Sumério, veio provavelmente da Anatólia, mas também pode ter vindo da Pérsia, e chegou à Mesopotâmia por volta de 3300 a.C. Deveriam ser nômades vagando pelo planalto do Irã e pelos Montes Zagros. Fatos mais recentes como utensílios encontrados apontam para a existência deles na área por volta de 20.000 A.
             Localização geográfica
A área da Mesopotâmia, sendo cercada por cadeias montanhosas ao norte e a oeste, pelo Golfo Pérsico ao sudoeste e pelo deserto da Síria ao sul e a leste, se tornava um local protegido contra a invasão de outros povos. Os rios Tigre e Eufrates tornavam a terra fértil sem depender de chuvas.
Distribuída em territórios a região de Sumer possuía diversas cidades-estado. As distâncias entre as cidades eram pequenas, separadas por faixas de terras cultivadas. Vamos dizer que a Suméria não era maior do que a Bélgica atual.

                    Idioma e escrita

Não se conhece relação entre o idioma Sumério e qualquer outro. O nome Suméria, é derivado do nome babilônico para o sul da Babilônia. Em seu idioma, os Sumérios se denominavam cabeças escuras e chamavam seu país de terra civilizada.
Se não foram os Sumérios que inventaram a escrita, porque é a língua mais antiga de que se tem testemunhos gráficos, pelo menos foram eles os responsáveis pela sua difusão.

Tablete com escrita cuneiforme 2050 a.C.
Na cidade de Nipur, que fica 150 km ao sul de Bagdá, foi encontrada uma biblioteca sumeriana inteira. Lá havia mais de 50 000 tabuinhas com inscrições cuneiformes feitas no Terceiro Milênio a.C. e uma biblioteca com 20 000 volumes, que incluem obras sobre direito, ciência, religião.
O alfabeto sumério só foi decifrado no século 19, o principal dialeto Sumério foi o emergir ou língua principesca, embora outros tipos fossem usados pelas mulheres e pelos eunucos.

             Lista dos reis sumérios

Existe um documento, escrito quase mil anos após a morte do rei Etana (3º Milênio a.C.) que registra o nome da maioria dos governantes da Suméria. Desta lista também consta o nome de Gilgamesh, herói mitológico, como o quinto rei da primeira dinastia a ter o poder em Uruk, depois do dilúvio.

                      Reis sumérios

Na região de Sumer, por volta do terceiro milênio, havia pelo menos doze importantes cidades-estado, cada qual murada e com seus deuses e seu rei. As mais conhecidas são Ur, Eridu, Lagash, Uma, Adab, Kish, Sipar, Larak, Nipur, Larsa.
A realeza surgiu da necessidade de enfrentar o inimigo, ou seja, cada cidade escolhia o homem mais destemido e corajoso para comandá-los. Esse homem era chamado lugal, que significa grande homem, essa é a palavra Suméria para rei.
No início a f

Puzur Ishtar, governador de Mari, entre 2100-2000 a.C.
unção de lugal era passageira, ele apenas liderava sua cidade num determinado momento, quando acabasse o conflito, voltava para a vida de cidadão comum. Acontece, que os conflitos foram se tornando constantes e o lugal passou a ocupar o poder de maneira permanente e hereditária. Isso ocorreu por volta de 3000 a.C.
Foi uma fase de lutas sem fim na história da Suméria, reis guerreiros comandando seus exércitos, cidades contra cidades.
Entre essas lutas, a Suméria se viu subjugada pelo domínio estrangeiro, por diversas vezes.
O primeiro rei ou lugal a estabelecer controle sobre a totalidade da Suméria foi Etana da cidade de Kish (suas ruínas ficam a 90 km. da atual Bagdá), de acordo com a Lista dos Reis Sumerianos. A Lista cita Etana como, aquele que estabilizou todas as terras.
Depois de Etana, temos Meskiaggasher da cidade de Uruk, a Lista diz que ele invadiu o mar, galgou as montanhas. Ainda na cidade de Uruk, temos Dumuzi, que foi deificado na Mesopotâmia como o deus da fertilidade.

Detalhe da Estela dos Abutres.
Mas, o mais famoso rei de Uruk foi Gilgamesh. Ele é praticamente um mito, seus feitos foram narrados em diversas línguas e talvez tenha sido ele o inspirador da figura de Héracles, o herói grego. Não há descobertas conclusivas sobre ele, mas é citado na Lista e documentos atestam sua vitória sobre as cidades de Kish e Ur.
Depois disso, a Suméria se tornou vassala dos elamitas, povo que habitava o que hoje é o sudoeste do Irã.
Só um século depois de Gilgamesh é que os Sumérios voltaram a ser livres. O grande responsável por isso foi Lugalannemundu, rei da cidade de Adab, descrito como aquele que obrigou todas as terras estrangeiras a lhe pagarem pesado tributo.
Nova fase de guerras entre as cidades.
Hegemonia de Lagash sob Eannatum, Subjugador das Terras Inimigas, terceiro rei da primeira dinastia da cidade. Derrotou Umma, com quem lutava por direitos de irrigação e mandou erguer a Estela dos Abutres entre as duas cidades. Esse é o mais antigo tratado diplomático conhecido, pois ali estão escritos os termos da paz.

Gudea de Lagash.
Depois dele podemos citar Urukagina, Lugalzaggesi e finalmente Sargão, o Grande. Sargão reuniu a Suméria e a metade setentrional da Mesopotâmia numa única nação.
Após a morte de Sargão, temos seu neto Naram-Sin, ainda governando até a invasão dos gutianos. Sob os gutianos aparece apenas um governante sumeriano, de Lagash, que foi Gudea.
Depois de um século de opressão, surge novamente um libertador, Utuhegal, em Uruk. Ele foi deposto por Ur-Nammu da cidade de Ur.
Este foi um rei usurpador, mas forte e capaz e ficou famoso como o primeiro legislador da História, ele morreu em batalha. Seu filho Shulgi então passou a reinar e foi registrado como sábio, guerreiro, construtor de templos, diplomata e patrono das artes. Durante seu longo reinado, a Suméria voltou a ser um grande império.
Quando o quinto e último rei da dinastia de Ur-Nammu, subiu ao trono em Ur, o império já estava ameaçado. Esse rei, Ibbi-Sin foi abandonado por seus generais e o poder foi dividido.
Por volta do ano 2000 a.C. os elamitas voltaram a atacar, destruíram Ur e prenderam o rei. A queda de Ur assinalou o fim da Sumeria.

Localização dos povos.

                           Economia

A agricultura era a base da economia do país, a cevada sua principal cultura. Além dela, havia o cultivo de cebola, nabo e tâmaras. Criavam animais, fabricavam queijo e manteiga. A pesca também era importante, tanto nos canais, como no Golfo Pérsico.
Nos mercados havia o comércio de cereais, frutas, licores e vinhos, tecidos e outros. O comércio com outros locais era feito sempre em caravanas por causa dos perigos nos caminhos. Navegando pelos rios Tigre e Eufrates, eles comerciavam com a costa mediterrânea e no Golfo Pérsico, principalmente armas, feitas de cobre e bronze.
Todo o tipo de comércio era muito bem documentado, desde que a mercadoria deixava o local de origem até que chegasse ao destinatário. Um exemplo disso é um contrato de transporte de prata, que Dadaya confiou a Kukkulanum e deveria ser entregue a Enlil-bani, feito em presença de testemunhas citadas.

                              As artes

Entre os Sumérios assim como entre os Egípcios, as artes foram inspiradas pela religião. Os templos foram basicamente o traço principal da arquitetura sumeriana. Os zigurates (torres em degraus) foram construídos para que o deus habitasse com seu povo. Em Ur, o deus-lua, Nanna, era o patrono, ainda hoje as ruínas de seu zigurate se elevam a uns vinte metros de altura. A seus pés havia um templo para a deusa Nigal, esposa do deus-lua, um entreposto, talvez um palácio e tumbas reais.
Infelizmente,

Contrato de venda de terras e uma casa, 2600 a.C.
 as construções Sumérias, feitas de tijolo cru ou cozido, não se conservaram e foram destruídas pelo tempo.
Hoje, as ruínas de Uruk atestam que havia na Suméria cidades com grandes edifícios mas, dela são conhecidas apenas as edificações centrais, não se sabe seu tamanho e nem o número de habitantes.
Outras manifestações artísticas foram as estátuas e o mobiliário refinado encontrado nos túmulos. As estátuas mais antigas são de cerca de 2400 a.C. No Museu do Louvre existe um conjunto de estátuas e fragmentos delas, inclusive algumas feitas de pedra negra. Desta pedra, não se conhece a fonte, uma inscrição na estátua do rei Manishtusu, diz, que ele trouxe a pedra negra de uma campanha vitoriosa das montanhas do outro lado do mar inferior.
Os Sumérios trabalhavam o ouro, o cobre, o bronze e a prata. A arte da marchetaria nasceu na metade do 3º Milênio, na Suméria. Esses mosaicos eram feitos de pedras coloridas e preciosas, como o lápis-lázuli e a cornalina (ambas originarias da Índia). O povo Sumério também usava o nácar das conchas encontradas no Golfo Pérsico, do Mar Vermelho e até do Mediterrâneo.
Até hoje se encontra, nas portas das mesquitas de peregrinação, rosários de cornalina e nácar de conchas do oceano Índico e madeira de sândalo importado do Extremo Oriente.

                      As ciências

Pelo fato da região ter sido habitada por grandes culturas e haver uma ligação e às vezes, continuidade entre elas, vamos citar apenas algumas invenções creditadas aos Sumérios.
Esse povo criou um sistema completo de medidas de capacidade, superfície e peso. Eles inventaram o sistema sexagesimal, usado com a numeração decimal. Possuíam réguas graduadas e tábuas de cálculo. Dividiam o dia em 24 horas iguais.

Zigurate de Ur.
Talvez o sistema de astronomia tenha se originado na Suméria, porque eles reconheciam três paralelos principais: equatorial ou caminho das estrelas de Anu; tropicais, caminhos de Enlil (Câncer) e de Ea (Capricórnio).
Acredita-se que também a medicina era bem desenvolvida, há documentos que mencionam cirurgias, além disso eles preparavam drogas medicinais.
                    
                     Literatura e Direito


Na Suméria havia um sistema de ensino freqüentado por escribas. Eles compunham e copiavam obras de interesse histórico, hinos religiosos, contos, códigos de leis, fábulas, poesia e outros.
A criação mais famosa e interessante desse povo é a Epopéia de Gilgamesh, mas também se pode citar os mitos de Tamuz e da deusa Nana Ishtar e do pastor Etana.
Pela quantidade de tabuinhas ou tabletes encontradas, parece que os Sumérios tinham uma grande atividade literária e uma rica literatura.
Essas tabuinhas eram feitas de argila, sobre as quais se escrevia com estiletes em forma de cunha, depois ela era endurecida ao sol ou em fornos. Além dessas tábulas, foram encontradas estelas e cilindros gravados, que eram usados como selos.
No campo do Direito, foram encontradas tabuinhas com todo tipo de ordem jurídica, contratos, testamentos, recibos, etc... Em épocas anteriores ao famoso Hamurabi, já havia na Suméria, Códigos de Leis bastante avançados. O divórcio era admitido, o adultério considerado delito e admitia-se a adoção. As leis penais eram bem menos violentas do que as vigentes em outros locais, na época.

Hino a Iddin-Dagan rei de Larsa.

                            Religião


Os Sumérios eram politeístas e, segundo eles, universo se originou da seguinte maneira:
No início, existia o mar primordial que produziu a montanha cósmica composta do céu (An) e da terra (Ki). Nasceu então, o deus do ar Enlil, que separou o céu da terra, levando esta consigo. Uma nova união entre Enlil e sua mãe, a terra, produziu o homem, os animais, as plantas e a civilização.
Os deuses Sumérios tinham a forma humana, mas eram imortais e possuíam poderes sobrenaturais. Eram seres invisíveis que a tudo governavam.
An era o deus do céu; Ki era a deusa da terra; Enlil, o deus do ar e Enki o deus da água. Além desses podemos citar Nanna deus da lua, Utu o deus sol e Inanna a rainha dos céus e rainha do amor e da guerra.
Os deuses se manifestavam através de sonhos e dos oráculos. Parece que o povo Sumério acreditava em alguma espécie de existência após a morte, porque foram encontradas oferendas nos túmulos. Cientistas pesquisadores, encontraram indícios que grupos de Sumérios tinham religião própria e acreditavam no Deus único invisível, e não acreditavam em vida ápós a morte, sendo copiados e imitados por outros povos que tiveram contáto com eles neste tipo de crença e assimilaram esse tipo de religião.

           Declínio da civilização de Sumeria

As cidades-estado viviam em lutas constantes entre si e isso gerou crises graves em seus governos, com o enfraquecimento de todas, econômica e militarmente.
A Suméria não era como o Egito, onde havia um forte poder central. Na Suméria, as cidades-estado mais importantes, que eram governadas por líderes chamados ensis, controlavam o exército e o abastecimento de água, os rios Tigre e Eufrates assim como seus afluentes eram vistos como estratégicos e portanto de interesse militar.
Por causa das lutas e falta de união entre as cidades, o povo Sumério ficou sempre muito vulnerável, e o povo Acadio aproveitou-se para dominar a baixa Mesopotâmia.

Taça de ouro, 2600-2400 a.C. encontrada no cemitério real de Ur.

                         Legado Sumério

Foram uma das primeiras civilizações conhecidas. A eles são atribuídas a invenção da escrita e da roda, há 6 000 anos atrás.
Além das contribuições citadas acima, em artes, literatura, ciências e mais, na área militar, desenvolveram os carros de combate puxados por cavalos, porque já conheciam a roda, usavam lanças, dardos e armaduras feitas de bronze, arco e flecha.
Aprenderam a arte de dominar a água dos rios, criando diques e barragens, canalizavam a água para as lavouras.
Infelizmente pouco sobrou de sua arquitetura mas, os zigurates são uma bela demonstração do que podem ter sido suas cidades. A sua contribuição nas leis dos povos antigos que incorporaram estas nas suas culturas é notável. Assim como a idéia do Deus único invsível que era religião de alguns grupos Sumérios, entre os outros vários tipos de religiões existente na época.
Dentro das ligações externas há um link para o Museu da Universidade da Pensilvânia onde se pode ler a respeito das escavações do Cemitério Real de Ur. Lá foram descobertos em 1920, os túmulos de reis e rainhas da cidade de Ur, que ficou famosa por ser citada na Bíblia como a cidade natal de Abraão. As tumbas são do período de 2600-2500 a.C. que foi o ápice da cultura Suméria.


Fonte:site wikibooks.org




                   Os Caldeus (Nova Babilônia

Ruínas dos Jardins Suspensos da Babilônia
A Babilônia era uma das cidades da Mesopotâmia, região ao sul da Ásia entre o rio Tigre e o Eufrates, no atual Iraque e terras circundantes.

antiga Mesopotâmia (termo que significa "terra entre os rios"). Entre 2.000 e 700 a.C, o império assírio, de grande poder bélico, estendeu seus limites ao Mediterrâneo, às montanhas armênias, às costas do mar Negro, Chipre, Egito e Núbia. Em 625 a.C., a Babilônia, Estado acadiano, invadiu o território assírio, destruiu todas as cidades e exterminou seus habitantes. A conquista da Assíria aumentou o poder da Babilônia, que se tornou a mais notável cidade do oriente. O progresso econômico permitiu o seu embelezamento, com a construção de palácios, templos e dos famosos jardins suspensos. Em 539 a.C., Ciro, rei dos Persas, conquistou a Babilônia.

O sucesso dos assírios foi menor que a sua ambição: os novos territórios rapidamente anexados fizeram o império se estender tanto que se tornou difícil governá-lo. Na verdade, a arte de administrar não era o forte dos assírios, de modo que não tardou a desagregação interna de seu poderio, causado pelas seguidas rebeliões dos povos submetidos. E quem acabou por dar o golpe final nos assírios foram justamente os caldeus, os semitas do sul. Chefiados por Nabopalassar, que já servira aos assírios como governador de província, organizaram a insurreição e tomaram Nínive, a capital assíria, em 612 a.C.

Nascia, então, o império caldeu, também chamado Segundo Império Babilônico, e sete anos depois, morrendo Nabopalassar, entra em cena seu filho Nabucodonosor. Que tinha um objetivo bem definido: conquistar o que pudesse. Sem perder tempo, organizou o exército e lançou-se mundo a fora. Os primeiros a cair foram os egípcios; os assírios vieram logo a seguir. Os fortes dominados, chegou a vez dos fracos: o reino de Jerusalém, que havia conseguido resistir aos assírios, a Fenícia e a grande parte da Arábia. Ao todo foram 30 anos de guerras contínuas, Mas Nabucodonosor cumprira seu objetivo e podia então considerar-se, acima de qualquer suspeita, o mais poderoso soberano do Oriente.

2º Império Babilônico – Nabucodonosor (604 a.C. - 562 a.C.), é também conhecido como Nebuchadrezar II. Deu continuidade à época de prosperidade e hegemonia babilônicas. Durante seu reinado de 42 anos, a Babilônia atingiu seu período mais glorioso e ficou conhecida como a “Rainha da Ásia”. Construiu a Torre de Babel e os famosos Jardins Suspensos, considerados uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Líder militar de grande energia e crueldade, aniquilou os fenícios, derrotou os egípcios e obteve a hegemonia no Oriente Médio. Em 598 a.C. conquistou Jerusalém e realizou a primeira deportação de judeus, que seguiram para a Mesopotâmia, no episódio conhecido como “o cativeiro da Babilônia”.

Os babilônicos criaram a astrologia e a astronomia e aperfeiçoaram a matemática com a invenção do círculo de 360 graus e a hora de 60 minutos. Eram politeístas e divinizavam o rei.



FONTE: SITE WWW.PASSEIWEB.COM.BR







História de Roma Antiga e o Império Romano
República Romana
história da fundação de Roma
Mito da fundação de Roma: loba amamentando Rômulo e Remo
                 Introdução

A
história de Roma Antiga é fascinante em função da cultura desenvolvida e dos avanços conseguidos por esta civilização. De uma pequena cidade, tornou-se um dos maiores impérios da antiguidade. Dos romanos, herdamos uma série de características culturais. O direito romano, até os dias de hoje está presente na cultura ocidental, assim como o latim, que deu origem a língua portuguesa, francesa, italiana e espanhola.
Origem de Roma: explicação mitológica
Os romanos explicavam a origem de sua cidade através do mito de Rômulo e Remo. Segundo a mitologia romana, os gêmeos foram jogados no rio Tibre, na
Itália. Resgatados por uma loba, que os amamentou, foram criados posteriormente por um casal de pastores. Adultos, retornam a cidade natal de Alba Longa e ganham terras para fundar uma nova cidade que seria Roma.
Origens de Roma : explicação histórica e Monarquia Romana (753 a.C a 509 a.C)
De acordo com os historiadores, a fundação de Roma resulta da mistura de três povos que foram habitar a região da
Península Itálica: gregos, etruscos e italiotas. Desenvolveram na região uma economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. A sociedade, nesta época, era formada por patrícios ( nobres proprietários de terras ) e plebeus ( comerciantes, artesãos e pequenos proprietários ). O sistema político era a monarquia, já que a cidade era governada por um rei de origem patrícia.
A religião neste período era politeísta, adotando deuses semelhantes aos dos gregos, porém com nomes diferentes. Nas artes destacava-se a pintura de afrescos, murais decorativos e esculturas com influências gregas.
República Romana (509 a.C. a 27 a.C)
Durante o período republicano, o senado Romano ganhou grande poder político. Os senadores, de origem patrícia, cuidavam das finanças públicas, da administração e da política externa. As atividades executivas eram exercidas pelos cônsules e pelos tribunos da plebe.
A criação dos tribunos da plebe está ligada às lutas dos plebeus por uma maior participação política e melhores condições de vida.
Em 367 a.C, foi aprovada a Lei Licínia, que garantia a participação dos plebeus no Consulado (dois cônsules eram eleitos: um patrício e um plebeu). Esta lei também acabou com a escravidão por dívidas (válida somente para cidadãos romanos).
Formação e Expansão do Império Romano
Após dominar toda a península itálica, os romanos partiram para as conquistas de outros territórios. Com um exército bem preparado e muitos recursos, venceram os cartagineses, liderados pelo general
Anibal, nas Guerras Púnicas (século III a.C). Esta vitória foi muito importante, pois garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum.
Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a
Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina.
Com as conquistas, a vida e a estrutura de Roma passaram por significativas mudanças. O império romano passou a ser muito mais comercial do que agrário. Povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos para o império. As províncias (regiões controladas por Roma) renderam grandes recursos para Roma. A capital do Império Romano enriqueceu e a vida dos romanos mudou.
Principais imperadores romanos : Augusto (27 a.C. - 14 d.C), Tibério (14-37), Caligula (37-41), Nero (54-68), Marco Aurelio (161-180), Comodus (180-192).
gladiadores lutando - história de RomaLuta de gladiadores:
pão e circo


Pão e Circo
Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios ( o mais famoso foi o Coliseu de Roma ), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.
Cultura Romana

A cultura romana foi muito influenciada pela cultura grega. Os romanos "copiaram" muitos aspectos da arte, pintura e arquitetura grega.
Os balneários romanos espalharam-se pelas grandes cidades. Eram locais onde os senadores e membros da
aristocracia romana iam para discutirem política e ampliar seus relacionamentos pessoais.
A língua romana era o latim, que depois de um tempo espalhou-se pelos quatro cantos do império, dando origem na
Idade Média, ao português, francês, italiano e espanhol.
A mitologia romana representava formas de explicação da realidade que os romanos não conseguiam explicar de forma científica. Trata também da origem de seu povo e da cidade que deu origem ao império. Entre os principais mitos romanos, podemos destacar: Rômulo e Remo e O rapto de Proserpina.

              Religião Romana 

Os romanos eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. A grande parte dos
deuses romanos foram retirados do panteão grego, porém os nomes originais foram mudados. Muitos deuses de regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos romanos. Os deuses eram antropomórficos, ou seja, possuíam características ( qualidades e defeitos ) de seres humanos, além de serem representados em forma humana. Além dos deuses principais, os romanos cultuavam também os deuses lares e penates. Estes deuses eram cultuados dentro das casas e protegiam a família.
Principais deuses romanos : Júpiter, Juno, Apolo, Marte, Diana, Vênus, Ceres e
Baco.
Crise e decadência do Império Romano
Por volta do século III, o império romano passava por uma enorme crise econômica e política. A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para o investimento no exército romano. Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o número de escravos, provocando uma queda na produção agrícola. Na mesma proporção, caia o pagamento de tributos originados das províncias.
Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais desprotegidas. Muitos soldados, sem receber salário, deixavam suas obrigações militares. 
Os povos germânicos, tratados como bárbaros pelos romanos, estavam forçando a penetração pelas fronteiras do norte do império. No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o império em: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla.
Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc. Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média.
           
               Legado Romano


Muitos aspectos culturais, científicos, artísticos e linguísticos romanos chegaram até os dias de hoje, enriquecendo a cultura ocidental. Podemos destacar como exemplos deste legado: o Direito Romano, técnicas de arquitetura, línguas latinas originárias do Latim (Português, Francês, Espanhol e Italiano), técnicas de artes plásticas, filosofia e literatura.




             A civilização Grega





             Introdução 



A civilização grega surgiu entre os mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo, por volta de 2000 AC. Formou-se após a migração de tribos nômades de origem indo-européia, como, por exemplo, aqueus, jônios, eólios e dórios. As pólis (cidades-estado), forma que caracteriza a vida política dos gregos, surgiram por volta do século VIII a.C. As duas pólis mais importantes da Grécia foram: Esparta e Atenas.



Expansão do povo grego (diáspora)Por volta dos séculos VII a.C e V a.C. acontecem várias migrações de povos gregos a vários pontos do Mar Mediterrâneo, como conseqüência  do grande crescimento populacional, dos conflitos internos e da necessidade de novos territórios para a prática da agricultura. Na região da Trácia, os gregos fundam colônias, na parte sul da Península Itálica e na região da Ásia Menor (Turquia atual). Os conflitos e desentendimentos entre as colônias da Ásia Menor e o Império Persa ocasiona as famosas Guerras Médicas (492 a.C. a 448 a.C.), onde os gregos saem vitoriosos.
Esparta e Atenas envolvem-se na Guerra do Peloponeso (431 a.C. a 404 a.C.), vencida por Esparta. No ano de 359 a.C., as pólis gregas são dominadas e controladas pelos Macedônios. 

                      Economia da Grécia Antiga


A economia dos gregos baseava-se no cultivo de oliveiras, trigo e vinhedos. O artesanato grego, com destaque para a cerâmica, teve grande a aceitação no Mar Mediterrâneo. As ânforas gregas transportavam vinhos, azeites e perfumes para os quatro cantos da península. Com o comércio marítimo os gregos alcançaram grande desenvolvimento, chegando até mesmo a cunhar moedas de metal. Os escravos, devedores ou prisioneiros de guerras foram utilizados como mão-de-obra na Grécia. Cada cidade-estado tinha sua própria forma político-administrativa, organização social e deuses protetores.
 


               Cultura e religião 


Foi na Grécia Antiga, na cidade de Olímpia, que surgiram os Jogos Olímpicos em homenagem aos deuses. Os gregos também desenvolveram uma rica mitologia. Até os dias de hoje a mitologia grega é referência para estudos e livros. A filosofia também atingiu um desenvolvimento surpreendente, principalmente em Atenas, no século V ( Período Clássico da Grécia). Platão e Sócrates são os filósofos mais conhecidos deste período.
A dramaturgia grega também pode ser destacada. Quase todas as cidades gregas possuíam anfiteatros, onde os atores apresentavam peças dramáticas ou comédias, usando máscaras. Poesia, a história , artes plásticas e a arquitetura foram muito importantes na cultura grega.
A religião politeísta grega era marcada por uma forte marca humanista. Os deuses possuíam características humanas e de deuses. Os heróis gregos (semideuses) eram os filhos de deuses com mortais. Zeus, deus dos deuses, comandava todos os demais do topo do monte Olimpo. Podemos destacar outros deuses gregos : Atena (deusa das artes), Apolo (deus do Sol), Ártemis (deusa da caça e protetora das cidades), Afrodite (deusa do amor, do sexo e da beleza corporal), Deméter (deusa das colheitas), Hermes (mensageiro dos deuses) entre outros. A mitologia grega também era muito importante na vida desta civilização, pois através dos mitos e lendas os gregos transmitiam mensagens e ensinamentos importantes.
Os gregos costumavam também consultar os deuses no oráculo de Delfos. Acreditavam que neste local sagrado, os deuses ficavam orientando sobre questões importantes da vida cotidiana e desvendando os fatos que poderiam acontecer no futuro.
Na arquitetura, os gregos ergueram palácios, templos e acrópoles de mármore no topo de montanhas. As decisões políticas, principalmente em Atenas, cidade onde surgiu a democracia grega, eram tomadas na Ágora (espaço público de debate político). 




FONTE:SITE WWW.SUA PESQUIZA.COM







                                         A ASSÍRIA




A Assíria foi um reino acádio semita em torno da região do alto rio Tigre, no norte da Mesopotâmia (atual norte do Iraque), e que dominou por diversas vezes ao longo da história os impérios existentes naquela região, desde a tomada da Babilônia até a sua reconquista. Seu nome vem de sua capital original, a antiga cidade de Assur (em acádio: 𒀸𒋗𒁺 𐎹, Aššūrāyu; em árabe: أشور, transl. Ashûr; em hebraico: אַשּׁוּר, transl. Ashûr; em aramaico: ܐܬ݂ܘܿܪ, Aṯur). O termo também pode se referir à região geográfica, ou, mais precisamente, ao centro da região onde estes reinos se localizavam.
Os descendentes dos assírios ainda habitam a região nos dias de hoje, formando uma minoria cristã no Iraque.[1][2]
Durante o Antigo Período Assírio (do século XX a.C. ao século XV a.C.), Assur controlou a maior parte da Alta Mesopotâmia. No Período Assírio Médio (do século XV a.C. ao século X a.C.) a sua influência declinou, e só foi reconquistada posteriormente, após uma série de conquistas. O Império Neo-Assírio do início da Idade do Ferro (911 a.C.-612 a.C.) expandiu-se ainda mais, e sob Assurbanipal (c. 668 a.C. - 627 a.C.) controlou, por algumas décadas, todo o Crescente Fértil, bem como o Egito, antes de sucumbir à expansão neo-babilônia e, posteriormente, persa.

Índice



                Civilização Assíria

A Assíria é o antigo reino de Assur (Ashur), país da Ásia, localizado ao norte da Mesopotâmia a partir da fronteira norte do atual Iraque, que surge juntamente com Elam e Mari no alto Tigre, quando obtêm, em 1950 a.C., a independência de Ur III.
O grande Império Assírio vem logo após o enfraquecimento do antigo império da Babilônia. Vindos do Norte, conquistaram toda a região da Mesopotâmia por volta do século XII a.C. Estima-se que existia desde o século IX a.C. Era um povo guerreiro com um exército forte e muito bem organizado, o que o ajudou a manter o poder do reino unificado. Sua capital era a cidade de Nínive. Devido às revoltas internas e à pressão externa o império caiu, mais exatamente quando a capital foi devastada, alguns historiadores afirmam que em 606 a.C. e outros dizem em 612 a.C.
O Império Assírio era localizado na região leste da Alta Mesopotâmia, entre o rio Tigre e a cordilheira de Zagros. Seus domínios se estenderam de Elam até as fronteiras do Egito. Seu ápice foi com o rei Sargão II (722-705 a.C.). Com seu forte exército dominou os hebreus, babilônios e egípcios, mas não resistiu à pressão de um levante em Elam, juntamente com um na Babilônia, dando a oportunidade para os egípcios recuperarem sua liberdade. Logo em seguida, os medos, povo aliado aos caldeus e aos citas, tomaram a capital Nínive e a destruíram. Os assírios formaram o maior império, até então criado, antes do Império Romano.
Os reis assírios eram seminômades, semitas do noroeste. Suas conquistas se estenderam aos vales dos rios Tigre e Eufrates. O início do século XVIII a.C. foi marcado por alguns acontecimentos políticos: queda de Ur III e a derrocada do Médio Império, no Antigo Egito. Foi quando surgiram duas potências emergentes, Mari e Assíria. Nesse período, um rei de origem amorrita, Shamshi-Adad I (1815 a.C.-1782 a.C.) expandiu os domínios assírios por toda a Mesopotâmia.
Curiosamente, Shamshi-Adad se intitulou Sar-kissat (rei do mundo). Os assírios foram derrotados em 1779 a.C. por Hamurabi, rei caldeu, tomando como que um protetorado do grande império babilônio que surgia. Mais tarde, Assurbanípal II reconquistou a terra de seus vizinhos estendendo a influência assíria do atual Irã até a cidade egípcia de Tebas. Assur-nazirpal II (884-859 a.C.) transformou Nimrud (Khalcu) em sua capital militar, onde ficavam estacionadas suas tropas. Salmanassar III (859 a.C.-824 a.C.) dominou a alta Mesopotâmia. É curioso observar que Assur é o nome do país do principal deus e também de um rei. Muitos reis usavam Assur, o título da divindade, como prefixo de seus nomes.
Suas principais cidades-estado foram Assur, Nínive e Nimrud. Revoltas internas e invasões de nômades da Ásia Central (os medos da Pérsia e os caldeus) colocam fim ao império em 612 a.C. A parte ocidental do país era uma estepe adequada apenas a uma população nômade. Entretanto, a parte oriental era apropriada para a agricultura, com colinas cobertas de bosques e férteis vales banhados por pequenos rios.
A leste da Assíria se encontram os montes Zagros; ao norte, um escalão de platôs conduz ao maciço armênio; a oeste se estende a planície da Mesopotâmia. Ao sul se encontrava o país conhecido como Shumer, e Acádia e mais tarde Babilônia.
As cidades mais importantes da Assíria, todas situadas no território do atual Iraque, eram Assur, atualmente Sharqat; Nínive, da qual os únicos vestígios que indicam sua localização são dois grandes tells, Quyunyik e Nabi Yunas; Khalcu (Nimrud) e Dur Sharrukan, atualmente Jursabad. Nínive, às margens do Tigre, foi a capital assíria durante o apogeu (705-612 a.C.) No entanto, escavações indicam um início de aldeamento e povoação no período calcolítico, por volta de 6000 a.C. Outra cidade-estado da Assíria de grande importância política e econômica foi Kárkemis, antiga capital do reino hitita do século XII a.C.
Os militares assírios formaram o primeiro exército organizado e o mais poderoso até então. Desenvolveram armas de ferro e carros de combate puxados por cavalos, além de cavalaria pesada individual. O controle das áreas conquistadas era mantido pelas tropas e por práticas cruéis, como a deportação e a mutilação dos vencidos. Os guerreiros e sacerdotes desfrutavam de grandes privilégios: não pagavam tributos e eram grandes proprietários de terra. A população comum, formada por camponeses e artesãos, ficava sujeita a altos tributos e serviços forçados na construção de imensos palácios e estradas. Os assírios desenvolveram a horticultura e aperfeiçoaram o arado.
A literatura assíria era praticamente idêntica à babilônia, e os reis assírios mais cultos, principalmente Assurbanípal II, se gabavam de armazenar em suas bibliotecas cópias de documentos literários das culturas que os antecederam, bem como dos países vencidos. A vida social ou familiar, os costumes matrimoniais e as leis de propriedade de assírios e babilônicos também eram muito parecidos. Suas práticas e crenças religiosas eram semelhantes.
A raça dos assírios resulta da mestiçagem entre as tribos de semitas chegadas da Samaria (região da Palestina) e os povos do norte do rio Tigre, por volta de 1000 a.C. A principal contribuição cultural assíria ocorreu no campo da arte e da arquitetura, especialmente no período neo-assírio (1117 a.C. a 612 a.C.) Sargão II, que reinou entre 722 a.C. - 705 a.C., ergueu palácios, templos e residência de alto luxo e esmerado padrão artístico. Os grandes zigurates foram a principal forma de arquitetura religiosa assíria, com tijolos coloridos e vitrificados. Posteriormente, Senaquerib, filho de Assurbanípal, que reinou de 705 a 681 a.C., mudou a capital para Nínive em 701 a.C.
Segundo alguns importantes descobrimentos arqueológicos, a Suméria, posteriormente Assíria, foi habitada desde o início da era paleolítica. Apesar disso, a vida sedentária não teve origem nessa região até cerca de 6500 a.C. O fim do Império Assírio ocorreu no ano de 612 a.C., quando o exército, comandado por seu último rei, Assur-uballit II (612-609 a.C., foi derrotado pelos medos em Haran.
Ao longo de sua história, o poder da Assíria dependeu quase que inteiramente de sua força militar. O rei era o comandante-chefe do exército e dirigia suas campanhas. Embora em teoria fosse monarca absoluto, na realidade os nobres e cortesãos que o rodeavam, assim como os governadores que nomeava para administrar as terras conquistadas, tomavam frequentemente decisões em seu nome. As ambições e intrigas foram uma ameaça constante para a vida do governante assírio. Essa debilidade central na organização e na administração do Império Assírio foi uma das responsáveis por sua desintegração e colapso.

 História antiga

O Império Assírio em 824 a.C. (verde escuro) e 671 a.C. (verde claro).
O primeiro sítio neolítico na Assíria é o de Tell Hassuna, centro da cultura Hassuna, no atual Iraque. Da história arcaica do reino da Assíria pouco se sabe com segurança. De acordo com algumas tradições judaico-cristãs, a cidade de Ashur (também Assur ou Aššur) teria sido fundada por Assur, filho de Sem, que foi deificado por gerações posteriores como o deus padroeiro da cidade. O vale do alto rio Tigre parece ter sido dominado pela Suméria, pela Acádia e pela Babilônia, em seus estágios iniciais. O Império Acádio de Sargão, o Grande alegava abranger os "quatro quartos"; as regiões ao norte da terra de origem acádia eram conhecidos como Subartu. Foi destruída por bárbaros gútios durante o chamado período Gútio, depois foi reconstruída e acabou sendo governada como parte do império da 3ª Dinastia de Ur.

 Antigos reinos e cidades-Estado assírias

As primeiras inscrições de soberanos assírios surgem depois de 2000 a.C.. A Assíria consistia então de diversas cidades-Estado e pequenos reinos semíticos. A fundação da monarquia assíria é creditada tradicionalmente a Zulilu, que teria vivido depois de Bel-kap-kapu (Bel-kapkapi ou Belkabi, c. 1900 a.C.), ancestral de Shalmaneser I.

      Cidade-Estado de Assur

A cidade-Estado de Assur teve grande contato com as cidades do planato da Anatólia. Os assírios fundaram "colônias mercantis" na Capadócia, como por exemplo em Kanesh (atual Kültepe), de 1 920 a.C. a 1 840 a.C. e de 1 798 a.C. a 1 740 a.C. Estas colônias, chamadas karum ("porto", em acádio), eram ligadas a cidades anatólias, embora estivessem separadas fisicamente, e mantivessem um status especial de impostos. Especula-se que teriam surgido com uma tradição comercial longe entre Assur e as cidades anatólias, porém não existem registros arqueológicos ou epigráficos que comprovem este fato. O comércio consistia de metal (talvez chumbo ou estanho, a terminologia usada não é clara) e produtos têxteis da Assíria, que eram trocados por metais preciosos na Anatólia.
Como muitas cidades-Estado comerciais ao longo da história, Assur era, até certo ponto, uma oligarquia, e não uma monarquia. A autoridade era tida como estando com "a cidade", e a politeia tinha três centros principais de poder - uma assembleia de anciãos, um soberano hereditário e um epônimo. O soberano presidia sobre a assembleia, e executava suas decisões; não era descrito com o termo acádio costumeiramente usado para "rei", šarrum, que era reservado para a divindade padroeira da cidade, Assur, de quem o soberano era o alto sacerdote. O próprio soberano era indicado apenas como o "criado de Assur" (iššiak Assur), onde o termo iššiak, "criado", "camareiro", é por sua vez um empréstimo do sumério ensi(k). O terceiro centro de poder era o epônimo (limmum), que dava seu nome ao ano, de maneira semelhante ao que ocorreria posteriormente com os arcontes atenienses e os cônsules romanos da Antiguidade Clássica. O epônimo era eleito anualmente através de sorteio, e era responsável pela administração econômica da cidade, que incluia a prerrogativa de aprisionar pessoas e confiscar propriedade. A instituição do epônimo, bem como a fórmula iššiak Assur perdurou na forma de vestígios cerimoniais, por toda a história da monarquia assíria.

              Evolução política


Segundo as teorias bíblicas, os assírios seriam descendentes de Assur, o segundo filho de Sem e neto de Noé. Entretanto, tal teoria carece de maiores elementos confirmadores, de modo que a origem desse povo da Antiguidade tem sido explicada pela arqueologia.
Por volta de 2000 a.C., em meio a um grande movimento de indo-europeus vindos do Cáucaso, os assírios estabeleceram-se na região do alto Tigre. Foram invadidos pelos bárbaros semitas denominados amoritas. Por volta de 1000 a.C., um rei amorita dos assírios estabeleceu controle da maior parte do norte da Mesopotâmia. Seu poder durou pouco por causa da ascensão da Babilônia sob Hamurábi e dos mitanos, povo do oeste, na moderna Síria.
Durante o segundo milênio a.C., os assírios foram dominados seguidamente pelos mitanos e pelos amoritas da Babilônia.
Relevo assírio representando o transporte de cedro libanês (século VIII a.C.).
O período de 1363 a 1000 a.C. foi o Médio Império Assírio. Vários reis fortes reconquistaram a independência assíria e, então, começaram a invadir os impérios vizinhos. Os assírios evitaram destruição durante a catástrofe de 1200 a.C., talvez porque já estivessem adotando novas técnicas militares e armas que os velhos reinos não utilizavam. No vácuo político da Idade das Trevas da Antiguidade, os assírios prosperaram. Em 1076 a.C., Tiglatfalasar I alcançou o Mediterrâneo, à oeste.
Já no século XIII a.C., os assírios, sob Tukulti-Ninurta I (1242 a.C. - 1206 a.C.), libertaram-se da Babilônia.
Por volta de 1200 a.C., ocorreu um novo grande movimento migratório de indo-europeus. No Egito, foram contidos pelos faraós Meneptah (1235 - 1224 a.C.) e Ramsés III (1198 - 1166 a.C.). Na Grécia, geraram um grande processo de dispersão. Na Ásia Menor, causaram o declínio dos hititas. Na Mesopotâmia, geraram a agitação dos arameus, que terminaram por invadir a Babilônia e a Assíria por volta de 1047 a.C.. Relatos da época dizem-nos que os assírios refugiavam-se em "terras inimigas" escapando "da míngua, da fome e da miséria". Os templos ficaram em ruínas, e a interminável guerrilha contra os nômades teria alterado o caráter da Assíria, transformou-a em uma nação de guerreiros cruéis e bem adestrados, com um poderoso exército, que, em pouco tempo, abalou todo o Oriente Médio.
O Novo Império Assírio, de 1000 a.C. a 600 a.C., representou o auge das suas conquistas. O império ia da ponta do golfo Pérsico, passando ao redor do Crescente Fértil por Damasco, Fenícia, Palestina, e entrava no Egito até Tebas. Sua fronteira norte eram os montes Tauro da atual Turquia. Com exceção do que tinha sido as culturas minóica (Creta), micênica (Grécia) e hitita (Turquia), todas as áreas de civilizações pré-catastrofe ao Oeste foram governadas pelos assírios.
Por volta de 830 a.C., no reinado de Salmanasar III, os arameus foram subjugados e a eles foi imposta uma cobrança tributária.

              

O Império Assírio

 


Em 729 a.C., no reinado de Tiglath-Pileser III ou Teglatefalasar III (746 - 727 a.C.), os assírios conquistaram a Babilônia. Teglatefalasar III também conteve a expansão da Média no oriente e tentou sem sucesso conquistar o reino de Urartu, situado no Ararat.
Israel foi conquistada no primeiro ano do reinado de Sargão II (721 - 705 a.C.). Cerca de 27.000 hebreus foram deportados. Em 715 a.C., foi a vez da Média ser conquistada. Sargão II ainda conquistou a Síria.
Seu sucessor, Senaquerib (705 - 681 a.C.), transferiu a capital de Assur para Nínive. De acordo com os livros bíblicos de II Reis, II Crônicas e do profeta Isaías, admitido no cânon do Antigo Testamento, Senaquerib teria buscado conquistar Judá, cercando a cidade de Jerusalém. No entanto, a Bíblia relata que Senaquerib fracassou em sua tentativa militar e, ao retornar para Nínive, foi assassinado por dois de seus filhos.
Então, Senaquerib, rei da Assíria, partiu, e foi; e voltou e ficou em Nínive. E sucedeu que, estando ele protado na casa de Nisroque, seu deus, Adrameleque e Serezer, seus filhos, o feriram à espada; porém eles escaparam para a terra de Ararate; e Esar-Hadom, seu filho, reinou em seu lugar. (II Reis 19:36-37)
O filho e sucessor de Senaquerib foi Esarhaddon, também conhecido por Assaradon (681 - 669 a.C.), que expandiu seus domínios ao Nilo, estabelecendo sobre o Egito uma dominação inicialmente precária, tendo também reconstruído a Babilônia que fora destruída por seu pai, a qual pode ter se tornado a nova capital do Império Assírio durante algum período.

                      A queda


Assurbanipal (669 a.C. - 631 a.C.), não conseguiu evitar que o Egito, em 653 a.C., efetivasse sua emancipação. À independência do Egito, seguiram-se rebeliões na Fenícia, na Babilônia e no Elam.
No entanto, sabe-se que Assurbanipal criou a biblioteca rela que leva seu nome, com obras em escrita cuneiforme, muitas delas preservadas até os dias atuais, que permitiram aos arqueólogos descobrir muitos aspectos da vida política, militar e intelectual desta grande civilização, bem como a investigação dos textos bíblicos.
Em 625 a.C., os caldeus tomaram a Babilônia e conquistaram sua independência. Ciáxares, rei da Média, em aliança com o rei dos caldeus, invadiu Assur em 615 a.C. e, em 612 a.C., tomou Nínive, pondo fim ao Estado assírio.

Organização econômica e cultural

Um touro alado assírio.
Formou-se na Assíria, ao longo do tempo, um corpo burocrático bastante eficiente. Muitos deles eram epônimos, e, portanto, davam nome ao ano. O rei era, em geral, o epônimo do primeiro ano. Seguia-se a ele, assim, uma série de epônimos, em critério de hierarquia. Tal sistema constitui um elemento de grande importância para os historiadores no processo de datação.
A política externa assíria era conhecida por sua brutalidade para com os inimigos. Em muitos casos, atos de selvageria por parte do império assírio foram empregados com o fim de persuadir seus inimigos a se entregarem sem luta. Registros escritos da época demonstram o temor dos povos adjacentes ao terror assírio. Os governantes assírios caracterizaram-se também pelo tratamento despendido aos povos conquistados. Para evitar movimentos rebeldes nas regiões conquistadas, os povos vencidos eram capturados, removidos de suas terras, e distribuídos entre as cidades do império, diluindo seu poder. Nativos assírios e inimigos capturados de outras regiões eram encorajados a ocupar as áreas conquistadas. Esta prática mostrou-se particularmente eficiente, e foi mantida pelos babilônicos no período subsequente.
Assim, como na maioria dos estados que se desenvolveram no Crescente Fértil, os reis assírios exerciam um poder autocrático, sendo considerados inclusive intermediários entre os deuses e o povo. A partir do reinado de Teglatefalasar III, foram instaladas guarnições permanentes nos países dominados.
A religião seguia as bases dos cultos realizados pelos sumérios. Cada cidade era devota de um deus específico (ao qual se associava a sua criação e proteção), e os deuses mais importantes do panteão assírio dependiam do grau de influência de suas cidades na política interna. Assur era o principal deus assírio. Os zigurates permaneceram como o centro cultural, religioso e político das cidades assírias.

 

Referências

1.                      H.W.F. Saggs: The Might That Was Assyria, pp. 290, “"A destruição do império Assírio não eliminou toda a sua população. Os assírios eram predominantemente agricultores e, dado que a região contém algumas das melhores terras para o cultivo de trigo no Oriente mèdio, os seus descendentes construiram novas aldeias sobre os destroços das antigas cidades e continuam com a sua vida agrícola, mantendo as suas tradições. Depois de sete ou oito séculos de dificuldades, estas comunidades tornaram-se cristãs."
3.                      Larsen, Mogens Trolle (2000): "The old Assyrian city-state". In Hansen, Mogens Herman, A comparative study of thirty city-state cultures: an investigation / conducted by the Copenhagen Polis Centre. P.77-89

FONTE:WIKIPÉDIA.ORG



Os Persas

 

Os persas viviam onde hoje é o Irã. A partir do século VI a.C., iniciaram a conquista de um dos maiores impérios da Antiguidade. Em 1935, a Pérsia passou a se chamar Irã.
1. Localização:
Os persas formaram o maior império do Oriente Antigo, unificando vários povos do Crescente Fértil, suas fronteiras se estendiam do Mar Mediterrâneo até o Oceano Índico. Habitavam o planalto do Irã, situado a leste da Mesopotâmia, uma região semi-árida, com montanhas, ricas em minerais, desertos e poucos vales férteis, de clima seco, com grandes oscilações de temperatura.

2.  Origem do Império Persa:
A partir de 2000 a.C., a região foi ocupada por povos de pastores e agricultores, vindos do sul da atual Rússia, que invadiram o planalto. Os medos fixaram-se ao norte do planalto do Irã, enquanto os persas se estabeleceram na parte sudeste, próxima ao golfo Pérsico.
Os primeiros habitantes desse planalto dedicaram-se ao pastoreio e, nos vales férteis, desenvolveram o cultivo de cereais, frutas e hortaliças.
A região era também rica em recursos minerais, encontrados nas montanhas vizinhas: ferro, cobre, prata etc.
3. Formação:
No século VIII a.C., os medos possuíam um reino com exército organizado, que dominava povos iranianos e persas, obrigando-os a pagar impostos.
Em 550 a.C. (séc. VI a.C.), Ciro, do clã persa dos aquemênidas, liderou uma rebelião contra os medos, vitorioso, reuniu sob seu domínio todas as tribos que habitavam o planalto iraniano. A partir daí, começou a formação do Império Persa. Ciro conduziu a Pérsia à expansão, conquistando várias regiões, solucionando o problema do aumento da população e da pequena produção agrícola na região.
Fundador do Império Persa, Ciro, o Grande, após vencer os medos e reunir sob seu domínio todas as tribos que habitavam o planalto iraniano, conquistou os reinos da Lídia e as cidades gregas da Ásia Menor. Em 539 a.C., conquistou a Mesopotâmia. Por sua ordem, nesse mesmo ano, os judeus retornaram à Palestina, terminando assim o cativeiro da Babilônia. Ciro incorporou ao império toda a Mesopotâmia, a Fenícia e a Palestina.
Ciro morreu em combate, em 529 a.C., e foi sucedido pelo filho, Cambises, que com um grande exército conquistou o Egito, em 525 a.C., na batalha de Pelusa. Ao voltar para a Pérsia, Cambises morreu assassinado em uma revolta interna. Foi sucedido por Dario I (521-486 a .C.).
4.         Administração:
O sistema administrativo persa foi um dos mais eficientes da Antiguidade Oriental. O Império Persa era governado por uma monarquia absoluta teocrática. Possuía quatro capitais: Susa, Persépolis, Babilônia e Ecbátana.
Dario I enfrentou diversas rebeliões dos povos dominados. A fim de combater as rebeliões, Dario I dividiu o Império Persa em 20 províncias denominadas Satrápias, e nomeou sátrapas, altos funcionários reais, para administrá-las. Com a intenção de não dar poderes absolutos aos sátrapas, nomeou para cada província um general e um secretário subordinados diretamente ao sátrapa.
O sátrapa era responsável pela arrecadação dos impostos em seu território. Uma parte dos tributos ele usava para manter a administração e o exército, a outra, ele enviava para o rei.
Para evitar traições, Dario I, enviava fiscais reais às Satrápias, conhecidos como “os olhos e os ouvidos do rei”, para fiscalizá-los. Para garantir o controle do império, o rei possuía um poderoso exército e mandou construir uma rede de estradas ligando os grandes centros, que lhe permitiram mandar seus funcionários ou o exército de um extremo ao outro com relativa facilidade. A mais famosa era estrada real, que ia de Susa até Sardes, na Ásia Menor, com uma extensão de 2500 quilômetros.
Ele organizou um eficiente sistema de correios e instituiu uma moeda, o dárico, cunhada em prata ou ouro, para facilitar as atividades comerciais.
O rei dos persas não era considerado um deus, mas apenas um representante de Deus diante dos homens. Cuidava da administração do país, a partir de grandes capitais como Pasárgada, Babilônia e Susa, deslocando-se muito pouco através do império.
Com o tempo a metrópole tornou-se parasitária, vivendo fundamentalmente dos tributos cobrados dos povos conquistados. Estes tributos permitiram grandes construções em Persépolis, nova capital do império, e contribuíram para o fortalecimento econômico e político da burocracia persa, ao mesmo tempo em que arruinaram a economia das regiões conquistadas.
 Apesar dos conquistadores persas respeitarem os usos e costumes das regiões conquistadas, era constante as rebeliões das populações subjugadas contra a dominação persa. Isto é facilmente explicável: era o excedente econômico, produzido por estas populações, que financiava as grandes construções e a expansão militar persa. Com o aumento das guerras de conquista, aumentavam constantemente os tributos cobrados pela metrópole.
 Como no Egito, a agricultura (base de sua economia) dependia das cheias dos rios Tigre e Eufrates. O controle econômico era exercido pelo Estado, conforme os padrões do “modo de produção asiático”. Plantava-se a cevada, o trigo e o centeio.
5.     Declínio:
O governo de Dario I não só marcou o apogeu do império (período compreendido entre o final do século VI a.C. e o início do século V a.C), mas também o início de sua decadência. O grande objetivo de Dario I era conquistar a Grécia; mas, em 490 a.C., foi derrotado pelas cidades gregas sob o comando de Atenas.
Xerxes, filho de Dario que o sucedeu no poder, também foi derrotado pelos gregos. Em 330 a.C., o Império Persa caiu sob o domínio de Alexandre, da Macedônia.
Com dificuldades de manutenção do poder interno, a Pérsia enfraqueceu-se, sendo alvo de vários golpes políticos. Alexandre, o Grande, da Macedônia, conquista a Pérsia em 330 a.C.     
Por volta do século VIII a.C., iniciou-se a expansão grega pelas costas e ilhas do mar Egeu, pelo mar Negro, pelas costas da Ásia Menor. Nos fins do século VI a.C., o Império Persa, que havia se expandido pela Ásia Menor, havia conquistado as colônias gregas desta região. Com o enfraquecimento do Império Persa, motivado pelas rebeliões internas e pela derrota dos persas na Frigia, estas colônias gregas se revoltaram. Isto levou às guerras Médicas onde os persas foram derrotados pelos gregos. Começou aí a retração do Império Persa, que acabou sendo conquistado pelos gregos em 330 a.C.
Apesar de manter um exército superequipado, os persas tiveram grande dificuldade em administrar os vastos territórios conquistados. Em consequência, o império persa chegou ao fim em 331 a.C. quando Alexandre Magno derrotou Dario III na Batalha de Arbelas.
Mais tarde, depois da dominação macedônica, os persas caíram sob o jugo romano, só ressurgindo de forma independente no século III d. C. No século VII, o Império Persa acabou conquistado pelos árabes, incorporando traços de sua cultura, como a religião islâmica.
6. Economia e sociedade:
Baseava-se na agropecuária, com irrigação pela água das montanhas, na criação de gado e na exploração de minérios. A moeda era o dárico, cunhada em ouro, que estimulou o comércio e consequentemente o artesanato.
Com a formação do império, o comércio passou a ser uma atividade importante, dando origem a uma camada de ricos comerciantes. Por ele passavam rotas de caravanas comerciais ligando a Índia e a China ao mar Mediterrâneo. O comércio impulsionou a indústria de tecidos de luxo, jóias, mosaicos e tapetes de rara beleza.
A sociedade persa era dividida em rígidas camadas sociais. No topo da sociedade estava o rei, abaixo do rei estavam os aristocratas (sacerdotes, nobreza e os grandes comerciantes). Depois, a camada média da população (pequenos comerciantes, artesãos e soldados).
Os camponeses, considerados homens livres, formavam outra classe social. Estes viviam miseravelmente, muito explorados eram obrigados a entregar quase tudo o que produziam para os donos das terras. Eram obrigados também a prestar serviços na construção de palácios e de obras públicas (canais de irrigação, estradas, etc.). Por último, vinham os escravos, aprisionados nas conquistas militares, formavam um grupo numeroso, que executavam os trabalhos mais pesados na construção de palácios e obras públicas.
6.     Religião:
O profeta Zoroastro ou Zaratustra criou uma religião dualista, que afirmava ser o universo dividido entre um deus mau, Arimã; e um deus bom, Ormuz, que lutam até a vitória final do bem. Zoroastro viveu entre 628 e 551 a. C. Seus princípios estão contidos no livro sagrado denominado Zend-Avesta.
Os persas aceitavam a existência de duas divindades opostas, que estavam sempre em luta: Aura-Mazda (o Bem) era o deus da luz e criador das coisas boas da Terra e Arimã (o Mal) era o responsável pelas doenças e pelas desgraças do mundo, sendo o deus das trevas.
A vitória final seria de Aura-Mazda, que lançaria Arimã num precipício. Acreditavam também na imortalidade da alma, na ressurreição dos mortos e no juízo final.
Na Pérsia não existiam templos ou cultos. Zoroastro acabou com as crenças nos antigos ídolos ao demonstrar que a verdade e a pureza eram expressões do próprio culto.
Muita característica do zoroastrismo influenciou outras religiões, como o cristianismo e o judaísmo. Algumas virtudes recomendadas pelo zoroastrismo, como o cumprimento às obrigações de trabalho, obediência aos governantes, criação de muitos filhos e cultivo da terra, serviam também para convencer a camada mais inferior da sociedade persa a não se revoltar contra a situação de exploração a que vivia submetida. Essa concepção religiosa acabou por se transformar em importante fator de controle político e social por parte dos reis e da aristocracia persa.
7.     Cultura:
As criações artísticas e intelectuais sofreram influência das culturas dos povos vizinhos. Os persas optaram a princípio pela escrita cuneiforme, inventada pelos sumérios, que depois foi substituída por uma escrita alfabética. Adotaram o uso de moeda (o dárico), visando ao desenvolvimento do comércio.
Na arquitetura, os persas usaram como modelo as construções babilônicas e egípcias, embora os grandes monumentos persas não fossem templos – como no Egito e na Mesopotâmia – e sim palácios reais.
A grande herança cultural deixada pelos persas foi a religião, diferente de todas as outras existentes no Oriente Próximo.

Fonte:WWW.historiamais.com





TÓPICOS ABORDADOS:

CANANEUS,HEVEUS,HETEUS,EDOMITAS,MIDIANITAS,FEREZEUS,FILISTEUS,FENÍCIOS,GIRGASEUS,AMONITAS,MOABITAS,GIBEONITAS,JEBUSEUS E QUENEUS.

 

 

 

Origem dos povos


Antigos Habitantes de canaã

Depois do dilúvio, Noé profetizou acerca do destino e distribuição dos descendentes de seus três filhos: Sem, Cão e Jafé (Gn 9.25-27). Os jafetitas se dirigiram para o Ocidente, povoaram todas as ilhas do Mediterrâneo, a Europa e parte da Ásia. Hoje, estão espalhados pelos quatro cantos da terra, detendo a cultura mundial, desenvolvendo as artes, as indústrias e as ciências. Os descendentes de Cão se espalharam pela Etiópia, Egito, imediações do Mar Cáspio.

Cuche, filho mais velho de Cão, foi pai de Ninrode, chefe da primeira coligação de povos da Mesopotâmia. Canaã, o filho mais novo de Cão, foi pai dos cananeus, dos fenícios e de outros pequenos povos destruídos pelos semitas.

Hete, um dos filhos de Canaã, deu origem aos heteus ou hititas, um império perdido cuja literatura decifrada esclareceu muitos pontos obscuros da antiga civilização. Os descendentes de Sem deram origem aos assírios, aos cal-deus, aos hebreus, lídios, arameus.
HABITANTES DA PALESTINA

                 Amonitas
Eram aparentados com os israelitas por meio de Ló, e não se opuseram à sua marcha rumo à Terra Prometida.Atacaram-nos depois, no tempo dos juízes e do rei Saul. Davi tomou a capital dos amonitas, atual Amã, assumindo o controle do país. Salomão deixou-se influenciar pela religião dos amonitas e seguiu a Milcom, deusa do povo (1Rs 11.5). Após o exílio, o amonita Tobias interferiu na obra de Neemias (Ne 4.3).

           
            Cananeus

Estavam espalhados pelo território distribuído entre as tribos de Manas-sés, Efraim, Zebulom, Aser, Naftali e Dã. Nunca foram exterminados pelos israelitas (Jz 1.30-36; 3.1-6). Muitos séculos depois da ocupação da terra, são mencionados nas Escrituras, por ocasião do recenseamento feito por Davi (2Sm 24.7). Casaram-se com os israelitas (1Cr 2.3). Um dos apóstolos era cananeu (Mt 10.4). Receberam benefícios diretos de Jesus durante seu ministério (Mt 15.21-28).

Os principais portos eram Tiro, Sidom, Beirute e Biblos, de onde exporta-vam-se madeira de cedro, óleo, vinho e outras mercadorias para o Egito, Creta e Grécia. A língua dos cananeus era semelhante à hebraica e, talvez, fosse a mesma.
Edomitas (Nm 20.14-21)


Habitavam no Monte Seir (Gn 32.3). Eram, também, parentes chegados dos israelitas, descendentes de Esaú. Alguns eram comerciantes e outros, trabalhavam nas minas de cobre e na agricultura. Durante o êxodo, recusaram passagem pelo seu território (Nm 20.18-21). No período dos juízes, chegaram a invadir o território de Israel. Somente durante o reinado de Davi foram dominados. Mas durante o reinado de Salomão ganharam a independência (2Sm 8.13,14; lRs 11.14-22). Salomão utilizava seu porto no mar Vermelho, Eziom-Geber (Elate). No período macabeu, fizeram nova investida contra Israel, chegando a penetrar até Betzur, território de Judá, mas foram repelidos pelos macabeus. Houve várias profecias contra eles (Is 63.1-6; Ez 25.12-14; Am 1.11,12; Ob 1; MI 1.1-5). Herodes, o Grande, que reinou quase quarenta anos sobre a Palestina, era um mestiço de edomita e judeu, natural da Iduméia.

           
Fenícios


Uma das suas antigas cidades era Biblos, onde se desenvolvia grande comércio marítimo, por volta do século XVIII a.C. Nos dias de Salomão, a Fenícia fornecia madeira de lei, ouro e artesãos habilitados para a construção do templo e dos palácios em Jerusalém, além de marinheiros e navios para a frota real. Depois da divisão entre os reinos do Norte e do Sul, a Fenícia manteve a supremacia dos mares por muito tempo. O rei Acabe casou com a filha de um rei de Sidom e a religião fenícia entrou em Israel: adoração a deuses estranhos, como Baal (1Rs 16.29-34). Quando Elias teve de fugir para o estrangeiro, provavelmente dirigiu-se a Tiro, cidade considerada o empório do mundo. Em seu mercado, uma espécie de feira internacional de amostras, havia artigos de todas as partes do mundo (Ez 27). Jesus também visitou os lados de Tiro e Sidom e ali curou a filha da mulher sirofenícia. Também falou do julgamento final daquelas cidades (Mt 15.21-28; Mt 11.21,22). A antiga Fenícia corresponde ao atual Líbano.
Filisteus (Gn 10.14)


O nome Palestina deriva-se de Filístia. No tempo dos juízes até os dias de Davi, os filisteus representavam uma ameaça a Israel. Seu território era dividido politicamente em cinco partes, cada uma com sua capital, sendo Asdod a capital federal da confederação. Parece que eram de linhagem semita e não grega, pois traziam as características e crenças religiosas dos semitas. O Antigo Testamento dá nomes semíticos aos deuses filisteus: Dagon, Baalzebub, Astarte. Os filisteus foram os mais ferrenhos inimigos de Israel e nunca foram completamente vencidos, por causa do enfraquecimento moral e espiritual de Israel. Sansão foi um dos juízes que lutou contra eles. O gigante Golias, com quem se confrontou o jovem Davi, era filisteu.


        
Gibeonitas


Também chamados de heveus, eram ainda conhecidos como amorreus, descendendo da mesma linhagem cananéia, isto é, do ramo camita. São inúmeros os acontecimentos históricos relacionados com Gibeão e referidos na Bíblia (Js 21.17; 2.12; 20.1-13; 1Rs 3.1-15; Ne 7.25).


Girgaseus (Gn 15.19,20)

Na Bíblia, são citados como um dos habitantes da Palestina por ocasião da conquista da terra (Gn 10.16; Dt 7.1). Provavelmente, ocupavam uma região à margem ocidental do Jordão, pois foi perto de Jericó que os israelitas os encontraram pela primeira vez (Js 24.11).


Heteus ou hititas
(Êx 3.8)

Eram habitantes da Palestina quando Abraão ali chegou (Gn 15.20,22). Ocupavam também a Ásia Menor, onde se encontram monumentos erguidos por eles. Possivelmente, foi entre esse povo que se verificou o acontecimento narrado em Atos 14.11-18. Travaram algumas lutas com o Egito, com Israel e com a Assíria. Eles também desenvolveram sua própria escrita hieroglífica. Não foram totalmente expulsos pelos israelitas, pois encontramos referências a eles no tempo de Davi. Urias era heteu (1Sm 26.6; 2Sm 11.3). Salomão casou-se com diversas princesas hititas para estender seu domínio e conservar a paz com o povo; depois do cativeiro ainda estavam lá (Ed 9.1). De 1500 a 700 a.C., desem-penharam um papel importante na história da Ásia Menor e da Síria. O império hitita desapareceu sob os ataques dos “povos do mar” (filisteus).
Jebuseus (Gn 10.16)

Habitavam em Jerusalém e na região montanhosa que se chamava Jebus (Gn 15.21), pois seus colonizadores foram os filhos de Jebus. Era um povo muito forte e possuía, na vizinhança de Jerusalém, uma grande fortaleza, que só no tempo de Davi foi destruída (Jz 1.8; 15.8; 2Sm 5.6-16). Apesar de os israelitas terem dominado a região, os jebuseus não foram completamente dizimados. A área em que Salomão erigiu o templo foi comprada por Davi de um jebuseu (2Sm 24.18-26; 2Cr 3.1).

Midianitas (Gn 25.2)

Descendiam de Midiã, um dos dois filhos de Abraão com Quetura. Quando Moisés fugiu para a região de Mídia, e ali permaneceu durante quarenta anos, acredita-se que ele tenha preferido esta região em virtude do parentes-co com seu povo. Supõe-se que habitavam o deserto de Parã e a região do Sinai, pois antes de morrer Abraão separou os filhos de Quetura e os mandou para o Oriente (Gn 25.1-11). Dedicavam-se especialmente ao comércio e foram esses mercadores que venderam José para o Egito (Gn 37.25, 28, 36). Foi o último povo com o qual Moisés lutou antes de ser chamado por Deus (Nm 31.1,2). No período dos juízes, habitavam no lado oriental do Jordão. Chegaram a invadir a Israel e a praticar vários atos de vandalismo. Foi por esse tempo que surgiu Gideão com seus 300 valentes e desbaratou o numeroso acampamento midianita. Depois da estrondosa vitória de Gideão, não voltaram a invadir o território de Israel (Is 9.4; Sl 83.9).

        
Moabitas


Ocupavam a região de Moabe, lado ocidental do mar Morto. Eram descendentes de Ló (Gn 19.37) e parentes dos israelitas. Talvez, por causa deste parentesco, Moisés não quis guerrear contra eles, quando passavam pelo deserto (Dt 2.9). Alarmados com a aproximação dos israelitas, Balaque, rei de Moabe, mandou chamar a Balaão para maldizer os filhos de Israel (Nm 22.2-6). Por causa disso, os israelitas não permitiram sua entrada na congregação, mesmo depois da décima geração (Dt 23.3-6). Houve conflitos entre os moabitas e os israelitas, ao longo de sua história. Os profetas os consideravam inimigos do reino de Deus e contra eles profetizaram (Is 15 e 16; Jr 9.26; 25.21; Ez 25.8-11; Am 2.1,2; Sf 2.8-11).

A história de Noemi e Rute, a moabita, revela a amizade que havia entre os dois povos, apesar das lutas e desentendimentos (Rt 1.1-18). No tempo de Davi, pagaram-lhe tributos. Sua fé num deus que agia na história era semelhante à fé de Israel (Nm 21.10-15; Jz 11.17; 1Sm 14.47; 2Sm 8.2,12; 2Rs 13.20).

Perizeus ou ferezeus
(Êx 3.8)
Habitavam nos lugares montanhosos (1s 11.3). Suas cidades não eram muradas e sua principal atividade era a agricultura. Estavam espalhados entre os cananeus, entretanto, as regiões que ocupavam não são bem definidas pelas informações disponíveis (Gn 13.7; 34.30). Quando os israelitas voltaram do cativeiro, ainda havia perizeus na terra (Ed 9.1; Ne 9.8).
Queneus (Gn 15.19)

Era um povo nômade, habitava na região do Sinai e tinha parentesco com os amalequitas. Mantinha amizade com Israel, possivelmente pela afinida-de que tinham, pois Jetro, sogro de Moisés, era queneu. No tempo dos juízes chegaram a fixar residência em Gadesh, perto de Meron (Jz 4.11; Nm 10.29). Quando Saul guerreou contra os amalequitas, avisou aos queneus que se reti-rassem do meio deles, o que evidencia a amizade existente (1Sm 15.6). Durante o reinado de Davi, havia um grupo deles ao sul de Judá (1Sm 27.10; 30.29). Dos queneus descendia outro povo nômade, os recabitas


FONTE: SEMINARIOAPOSTÓLICO.BLOGSPOST.COM(POSTADO POR SERGIO FIGUEIREDO).

 

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