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terça-feira, 24 de março de 2015

710-O NOME DEUS É DE ORIGEM PAGÃ???.FOMOS ENGANADOS???.












O Nome "Deus" é pagão?

alguns grupos anti-trinitarianos estão rejeitando o próprio substantivo para "Deus" no português, ou em qualquer língua que não sejam aqueles substantivos da língua hebraica que se refiram a Deus ou títulos de características dele, como "Eterno". Eles usam uma justificativa para ambas as rejeições: estes grupos e pessoas dizem que não aceitam tais doutrinas e palavras pois foi "Roma" que as inventou e ludibriou dessa forma a todos os cristãos com seus erros.

Aqui por enquanto não tratarei sobre a Trindade.
Origem do Nome em Português


O nome "Deus" é derivado de uma antiga raíz da hipotética língua "indo-européia" (dos povos que formaram o povo europeu e indiano), Dyaus, que significa "claro", "brilhante". Era o nome de uma divindade suprema entre as tribos do Vale do Indo (região limítrofe entre a Índia e Irã), que era cultuado frequentemente com outro título anexo àquele, Pita, que significa "Senhor". Daí, "Dyaus Pita", Senhor do dia claro (ou céu claro). Hoje, restam ainda vestígios no Sânscrito (língua litúrgica hindu) deste termo como o termo para "deus", deva. 

Sabe-se que os gregos e romanos tem ligações linguísticas e étnicas muito antigas com estas tribos da Índia (chamadas de "indo-arianas"), este termo para seu antigo deus passou para o grego antigo nomeando a divindade suprema do Monte Olimpo, Zeus, divindade suprema dos gregos. Podemos ver esta derivação de "Zeus" da palavra Dyaus/Deva antigos naquela palavra declinada no genitivo grego, Dió, como em hiou Dió ("filho de Zeus"). 

Na antiga religião dos povos de Lácio (região próxima à Roma, de onde veio a língua latina) ocorreu a derivação de dois termos que também vieram claramente daqueles termos do indo-europeu e das línguas do Vale do Indo. O primeiro deles é o termo usado para nomear um de seus deuses, (D)ius pater, "(Deus) Pai (que habita os) céus". Este termo evoluiu depois para um nome próprio, "Júpiter", nomeando a suprema divindade do panteão romano, correspondente ao "Zeus" grego. O outro termo é o nome latino para nomear as divindades no geral, deus, que é a palavra-mãe da nossa "deus". Já no grego antigo, a palavra para "deus", theos, não tem relação com estas raízes antigas indo-européias como deva ou dyaus, mas vem de uma raíz grega mesmo que significa "iluminar".


Nem a Bíblia Escapa...




Pois bem! As pessoas que advogam tais opiniões relatadas no início podem ler isso tudo e dizer: "Estão vendo?! É verdade! 'Deus' é um nome que derivou de um nome pagão!". Isso mesmo! Você está correto. Aí respondem: "Então não vou usá-lo, por ser pagão!". Agora a resposta é que você está errado agindo assim. Por que? Porque, se formos seguir este raciocínio, não poderemos crer então na mensagem do Antigo Testamento e, quem possui uma bíblia hebraica em casa deve rasgá-la, pois ela está cheia de termos pagãos aplicados ao próprio Deus de Israel, e usados por Ele mesmo inclusive. A começar pelo nome mais simples que Ele usa para nomear a sua divindade em hebraico bíblico: "EL".


Indo para o Oriente Próximo: A História do "EL"


As palavras no hebraico para "Deus" ou "deus" - אלהים ('elohim) e אל ('el) são usadas mais de 8.000 vezes na bíblica hebraica para se referir ao Deus de Israel e - pasmem! - são todas de origem pagã! Por que? Porque eram palavras usadas por povos cananeus, antes mesmo que qualquer trecho das Escrituras fosse sequer escrito pelos hebreus, para designar o deus supremo de seu panteão, EL. Ele era pai de Ba'al, deus das chuvas e colheitas, e consorte de Asherá, deusa da fertilidade. Este termo, na sua raíz, significa "força", "poder", e era também o termo usado pelos cananeus para designar os deuses em geral por entender que eles eram as forças pessoais que governavam os mares, rios, plantas, ar, pedras etc. Só para lembrar: Abraão, o primeiro "monoteísta" conforme a tradição judaica, era arameu (da região de Aram Naharaim em hebraico, ou Mesopotâmia em grego). Ele, então, provavelmente falava acadiano, e não hebraico. Ah, outro detalhe: Adão não falava hebraico, ela não é a lígnua mais antiga do mundo ou "angelical", "edenica" (do Jardim do Éden) ou qualquer coisa assim. Ela só é a língua usada por Deus para revelar as Escrituras a Israel, porque este na época de Moisés falava hebraico, e nada mais além disso. Posso provar cada item aqui, mas isso daria outro post...

E agora, qual é o problema de se usar termos de origens pagãs na própria Bíblia, ou hoje, para designar o nome "Deus"? Ao meu ver, nenhum! Na Bíblia, por exemplo, os hebreus se utilizaram destes termos - que designavam as divindades pagãs - para designar ao Deus único num ato de redenção da cultura, querendo mostrar que Ele sim é o verdadeiro Deus (significado de "EL") e não o deus supremo do panteão cananeu ou as forças quaisquer da Natureza. Por isso que este termo, de forma isolada ou composta, aparece nos relatos de Abraão em Gênesis, já que ele habitara em Canaã e esta seria a terra prometida a sua descendência. Por exemplo, em Gn 23:33 há a expressão אל-עולם el-olam "Deus da eternidade", Gn 14:18 אל-עליון el-elion "Deus supremo" e Gn 35:7 אל־בית־אל el-beit-el "o Deus de Betel (da casa de EL)", todos nomenclaturas tradicionais de territórios ou centros de culto ao deus "EL", em Canaã, mas que agora estavam sendo dedicados ao Deus de Abraão, o verdadeiro EL.


Tudo recai sobre Constantino!



Sobre a alegação que Roma levou os cristãos a estes erros linguísticos, não há nada mais sem base! Não houve nenhum tipo de ação engenhosa de Constantino ou de qualquer autoridade romana - como o suposto plano de uso de nomes pagãos para designar ao Deus de Israel e dos cristãos - para colocar pagãos sob a nova fé do Império (a qual Constantino aderira no início do séc. IV). Pelo contrário, o nome "deus" em latim era a única palavra usada para se referir a alguma divindade, e por isso não seria diferente usá-la para se referir ao Deus supremo e verdadeiro. Da mesma forma ocorreu com os gregos, que desde séculos e séculos usavam a palavra theós para se referir a "deus" ou "divindade" (como os filósofos antigos) e, quando a Septuaginta e Novo Testamento foram escritos em grego koiné (língua do povo e do comércio), muitos gregos passaram a servir ao Deus de Israel lendo estas versões das Escrituras, e então "theós" passou a ser usado também para se referir ao nosso Deus de forma extremamente comum.

E o Judaísmo nisso tudo?



Alguns alegam também que os judeus tem usos peculiares de nomes dados a Deus, e por isso devemos imitá-los neste sentido, seguindo seus costumes "bíblicos" ou mais "próximos da verdade" na referência ao Senhor. Um destes costumes é a utilização de um apóstrofo na palavra Deus (ficando assim: D'us). Mas isso não seria uma forma deles de rejeitar este nome, mas sim deles consideram que nenhuma língua, nem mesmo o hebraico - a Língua Sagrada -, pode descrever quem Deus é, então eles "tiram" ou substituem uma letra nestes nomes por indicar isso. Por exemplo, judeus ultra ortodoxos não chamam Deus de "elohim" אלהים, mas de "eloqim" אלקים, por causa deste mesmo princípio. Perceba que essa idéia - de que o próprio nome "Deus" deprecia ao nosso Deus, alegada no início do post - sequer é concebida no judaísmo, sendo totalmente estranha e alheia a ele. Da mesma forma os títulos como o "Eterno" (ha'olam), o "Nome" (hashem), o "Infinito" (Ein-Sof) ou o "Lugar" (hamakom) são usados quase que exclusivamente por linhas mais estritas do judaísmo ultraordoxas e pós-iluministas, como os hassidim, que muitas vezes se referem dessas formas a Deus por causa de uma concepção mística, para não falar cabalística, sobre Ele, vendo-o  como incomensurável, infinito e sem contato com a Criação de forma plena ou direta, mas somente por intermediários angelicais ou sefirot. Acho que não há nada mais anti-bíblico ou anti-cristão, e até mesmo pagão (um tipo de gnosticismo judaico!) em concepções por trás de nomes aplicados a Deus!

Além do mais, os títulos "o Nome" ou "o Eterno" não dizem nada a respeito de Deus ou quem Ele é de fato, como ser divino. Não se referem a Sua divindade, e por isso não podemos usá-los como substitutos para "Deus" ou "divindade". Estas palavras no português estão aí para expressar estes conceitos de forma clara e que compreendida por todos, não precisando então importarmos do judaísmo - que sequer abomina o termo "Deus"! - outros termos que só dentro dele são inteligíveis, como "o Nome", "Hashem". Isso é descontextualizar uma cultura por outra, sem o menor motivo realmente sério ou estritamente necessário.
Fonte:
http://kakatuv.blogspot.com.br/2011/03/o-nome-deus-e-pagao.html





Origem da Palavra "DEUS"

A origem da palavra DEUS.

Tanto a forma capitalizada do termo Deus quanto seu diminutivo, que vem a simbolizar divindades, deidades em geral, tem origem no termo latino para deus, divindade ou deidade.

Português é a única língua românica neolatina que manteve o termo em sua forma nominativa original com o final do substantivo em "us", diferentemente do espanhol dios, francês dieu, italiano dio e do romeno, língua que distingue Dumnezeu, criador monoteísta e zeu, ser idolatrado. O latim deus e divus, assim como o grego διϝος = "divino" descendem do Proto-Indo-Europeu *deiwos = "divino", mesma raiz que Dyēus, a divindade principal do panteão indo-europeu, igualmente cognato do grego Ζευς (Zeus). Na era clássica do latim o vocábulo era uma referência generalizante a qualquer figura endeusada e adorada pelos pagãos. E atualmente no mundo cristão é usada hodiernamente em frases e slogans religiosos, como por exemplo Deus sit vobiscum, variação de Dominus sit vobiscum, "o Senhor esteja convosco". O hino litúrgico católico Te Deum, proveniente de Te Deum Laudamus "A Vós, ó Deus, louvamos". A expressão que advém da tragédia grega Deus ex machina. Virgílio com Dabit deus his quoque finem, Deus trará um fim à isto. O grito de guerra utilizada no Império Romano Tardio e no Império Bizantino, nobiscum deus, Deus está conosco, assim como o grito das cruzadas Deus vult, assim quer Deus, esta é a vontade de Deus.

○Em latim existiam as expressões interjectivas:

"O Deus meus" e "Mi Deus" correspondentes às seguintes formas neolatinas e germânicas:

○Pt.: (Oh) meu Deus! (Ah) meu Deus! Deus meu!
○Cat.: Déu meu!
○Esp.: ¡(Ay) Dios mio!
○Arag.: Ai ridiós!
○Fr.: (Oh) Mon Dieu!
○Bret.: Ma Doue!
○It.: Dio Santo! Dio mio!
○Ro.: (O) Doamne! Dumnezeule!
○Ing.: Oh my God! As variações Oh my Gosh!, Oh, My! Oh my Goodness! se dão devido ao forte tabu cristão.
○Al.: (Ach)/(O) mein Gott!
○Hol.: O, mijn God!
○Din.: Åh Gud!
○Nor.: Herregud! Herre Gud!
○Sue.: Oh Herregud! Oh min gud!
○Esperanto: Mia Dio!

Dei é uma forma flexionada ou declinada de deus, usada em expressões utilizadas pelo Vaticano, como as organizações católicas apóstólicas romanas Opus Dei (Obra de Deus, sendo obra oriunda de opera), Agnus Dei (Cordeiro de Deus) e Dei Gratia (Pela Graça de Deus). Geralmente trata-se do caso genitivo ("de deus"), mas é também a forma plural primária adicionada à variante di. Existe o outro plural, dii, e a forma feminina deae ("deusas").

A palavra "Deus," através da forma declinada "Dei," é a raíz de deísmo, pandeísmo, panendeísmo, e polideísmo, ironicamente tratam-se todas de teorias na qual qualquer figura divina é ausente na intervenção da vida humana. . Essa circunstância curiosa originou-se do uso de "deísmo" nos séculos XVII E XVIII como forma contrastante do prevalecente "teísmo", crença em um deus providente e interferente.

Seguidores dessas teorias e ocasionalmente, seguidores do panteísmo, podem vir a usar em variadas línguas, especialmente no inglês o termo "Deus" ou a expressão "the Deus" para deixar claro de que a entidade discutida não trata-se de um "Deus" teísta. Arthur C. Clarke usou-o em seu romance futurista, 3001: The Final Odyssey. Nele, o termo Deus substituiu God no longínquo século XXXI, pois God veio a ser associado com fanatismo religioso. A visão religiosa que prevalece em seu mundo fictício é o Deísmo.

São Jerônimo traduziu a palavra hebraica Elohim (אֱלוֹהִים , אלהים) para o latim como Deus.

A palavra pode assumir conotações negativas em algumas utilizações. Na filosofia cartesiana, a expressão deus deceptor é usada para discutir a possibilidade de um Deus malévolo que proccura iludir-nos. Esse personagem tem relação com um argumento cético que questiona até onde um demônio ou espírito mau teria êxito na tentativa de impedir ou subverter o nosso conhecimento. Outra é deus otiosus ("deus ocioso"), um conceito teológico para descrever a crença num deus criador que se distancia do mundo e não se envolve em seu funcionamento diário. Um conceito similar é deus absconditus ("deus absconso ou escondido") de São Tomás de Aquino. Ambas referem-se à uma divindade cuja existência não é prontamente reconhecida nem através de contemplação ou exame ocular de ações divinas in loco. O conceito de deus otiosus frequentemente sugere um deus que extenuou-se da ingerência que tinha neste mundo e que foi substituído por deuses mais jovens e ativos que efetivamente se envolvem, enquanto deus absconditus sugere um deus que conscientemente abandonou este mundo para ocultar-se alhures.

A forma mais antiga de escrita da palavra germânica Deus vem do Codex Argenteus cristão do século VI. A própria palavra inglesa é derivada da Proto-Germânica "ǥuđan". A maioria dos lingüistas concordam que a forma reconstruída da Proto-Indo-Européia (ǵhu-tó-m) foi baseada na raiz (ǵhau(ə)-), que significa também "chamar" ou "invocar".[4]

A forma capitalizada "Deus" foi primeiramente usada na tradução gótica de Wulfila do Novo Testamento, para representar o grego "Theos". Na língua inglesa, a capitalização continua a representar uma distinção entre um "Deus" monoteísta e "deuses" no politeísmo.[5] Apesar das diferenças significativas entre religiões como o Cristianismo, Islamismo, Hinduísmo, a Fé Bahá'í e o Judaísmo, o termo "Deus" permanece como uma tradução inglesa comum a todas. O nome pode significar deidades monoteísticas relacionadas ou similares, como no monoteísmo primitivo de Akhenaton e Zoroastrismo.

Fonte: Wikipédia
A palavra latina Deus, em inglês God, bem como suas traduções em outras línguas, a exemplo Θεός em grego, Бог em eslavo, Ishvara em sânscrito, ou Alá em árabe, são normalmente usadas para toda e qualquer concepção. O mesmo acontece no hebraico El, mas no judaísmo, Deus também é utilizado como nome próprio, o Tetragrama YHVH, que acredita-se referir-se à origem henoteística da religião. Na Bíblia, quando a palavra "Senhor" está em todas as capitais, isto significa que a palavra representa o tetragrama específico.7
Deus também pode ser reverenciado por nomes próprios que enfatizem a natureza pessoal desse em correntes monoteísticas do hinduísmo, alguns remontando a referências primitivas como Krishna-Vasudeva na Bhagavata, posteriormente Vixnu e Hari,8 , ou mesmo mais recentementes, caso do termo Shakti.
É difícil desenhar uma linha entre os nomes próprios e epitetas de Deus, como os nomes e títulos de Jesus no Novo Testamento; os nomes de Deus no Qur'an, Alcorão ouCorão; e as várias listas com milhares de nomes de Deus, a citar-se a lista de títulos e nomes de Krishna, no Vixnuísmo.
Nas religiões monoteístas atuais, a citarem-se o Cristianismo, judaísmo, zoroastrismo, islamismo, sikhismo e a Fé Bahá'í, o termo "Deus" refere-se à ideia de um ser supremo, infinito, perfeito, criador do universo, que seria a causa primária e o fim de todas as coisas. Os povos da mesopotâmia o chamavam pelo Nome, escrito em hebraico como יהוה (oTetragrama YHVH), que quer dizer "Yahweh", que muitos pronunciam em português como "Jeová" . Mas com o tempo deixaram de pronunciar o seu nome diretamente, apenas se referindo por meio de associações e abreviações, ou através de adjetivos como "O Senhor", "O Salvador", "O Todo-Poderoso", "O Deus Altíssimo", "O Criador" ou "O Supremo", "O Deus de Israel", ou títulos similares.
Um bom exemplo desse tipo de associação entre Deus e suas características ou ações, bem como da expressão do relacionamento dos homens com deus, ainda fazem-se explícitas em alguns nomes e expressões hebraicas, como Rafael, "curado - (Raf) - por Deus - (El)"; e árabes, por exemplo em "Abdallah", "servo - (abd) - de Deus - (Allah)".
Muitas traduções das Bíblias cristãs grafam a palavra, opcionalmente, com a inicial em maiúscula, ou em versalete (DEUS), substituindo a transcrição referente ao tetragrama, YHVH, conjuntamente com o uso de SENHOR em versalete, para referenciar que se tratava do impronunciável nome de Deus, que na cultura judaica era substituído pela pronúncia Adonay.
As principais características deste Deus-Supremo seriam:
·         a Onipotência: poder absoluto sobre todas as coisas;
·         a Onipresença: poder de estar presente em todo lugar; e:
·         a Onisciência: poder de saber tudo.
·         a Onibenevolência: poder da bondade infinita.
Essas características foram reveladas aos homens através de textos contidos nos Livros Sagrados, quais sejam:
·         o Bagavadguitá, dos hinduístas;
·         o Tipitaka, dos budistas;
·         o Tanakh, dos judeus;
·         o Avesta, dos zoroastrianos;
·         a Bíblia, dos cristãos;
·         o Livro de Mórmon, dos santos dos últimos dias;
·         o Alcorão, dos islâmicos;
·         o Guru Granth Sahib dos sikhs;
·         o Kitáb-i-Aqdas, dos bahá'ís;
Esses livros relatam histórias e fatos envolvendo personagens escolhidos para testemunhar e transmitir a vontade divina na Terra ao povo de seu tempo, tais como:
·         Abraão e Moisés, na fé judaica, cristã e islâmica;
·         Zoroastro, na fé zoroastriana;
·         Krishna, na fé hindu;
·         Buda, na fé budista;
·         Jesus Cristo, na fé cristã e islâmica;
·         Maomé, na fé islâmica;
·         Guru Nanak, no sikhismo,
·         Báb e Bahá'u'lláh, na fé Bahá'í
O Tetragrama Sagrado YHWH (יהוה, na grafia original, o hebraico), refere-se ao nome do Pai de Israel em sua forma escrita játransliterada e, pois, latinizada, como de uso corrente na maioria das culturas atuais.
A forma da expressão ao declarar o nome do Pai YHVH (ou Yaué na forma da transliteração do nome latinizada) deixou de ser utilizada há milhares de anos na pronúncia correta do hebraico original (que é declarada como uma língua quase que completamente extinta). As pessoas perderam ao longo das décadas a capacidade de pronunciar de forma satisfatória e correta, pois a língua precisaria se curvar (dobrar) de uma forma em que especialistas no assunto descreveriam hoje em dia como impossível.
Originariamente, em aramaico e hebraico, era escrito e lido horizontalmente, da direita para esquerda יהוה; ou seja, YHVH. Formado por quatro consoantes hebraicas  Yud י Hêi ה Vav ו Hêi ה ou יהוה, o Tetragrama YHVH tem sido latinizado para JHVH já por muitos séculos, mais o verdadeiro nomes esta na transliteração no sentido hebraico que se cham Yaué o nome do Pai e o nome do seu filho é
I´M M´L = Emanuel.
As letras da direita para esquerda segundo o alfabeto hebraico são:
Hebraico
Pronúncia
Letra
י
Yodh ou Yud
"Y"
ה
He ou Hêi
"H"
ו
Waw ou Vav
"V"
ה
He ou Hêi
"H"
O tetragrama aparece 6.828 vezes — sozinho ou em conjunção com outro "nome" — no texto hebraico do Antigo Testamento, a indicar, pois, tratar-se de nome muito conhecido e que dispensava a presença de sinais vocálicos auxiliares (as vogais intercalares e semivogais).
Os nomes YaUÉ (vertido em português para IAUÉ), ou Yeué (vertido em português para Jeová), são transliterações possíveis nas línguas portuguesas e espanholas, mas algunseruditos preferem o uso mais primitivo do nome das quatro consoantes YHVH; já outros eruditos favorecem o nome Javé (Yahvéh ou JaHWeH). Ainda alguns destes estudiosos concordam que a pronúncia Jeová (YeHoVaH ou JeHoVáH), seja correcta, sendo esta última a pronúncia mais popular do Nome de Deus em vários idiomas.
(Letras Hebraicas י (yod) ה (heh) ו (vav) ה (heh), ou Tetragrama YHVH

Na Bíblia Hebraica e Septuaginta Grega

YHWH grafado em páleo-hebraico, em fragmento da Septuaginta Grega ainda usada no Século I
A antiguidade e legitimidade do Tetragrama como "O Nome do Pai" para os judeus pode ser comprovada na conceituada tradução para o grego da Bíblia Hebraica, chamada Septuaginta Grega, onde o Tetragrama aparece escrito em hebraicoarcaico ou páleo-hebraico. Foram encontrados fragmentos de cópias primitivas da LXX (Papiro LXX Lev. b, Caverna n.º 4 deQumran, datado como sendo do Século I a.C.) onde o Tetragrama YHWH é representado em letras gregas (Levítico 3:12; 4:27).
Estudos revelam que apenas em cópias posteriores da Septuaginta Grega, datadas do final do Século I d.C. em diante, os copistas começaram a substituir o Tetragrama YHWH por Kýrios, que significa SENHOR (em letras maiúsculas) e por Theós, que significa DEUS.1 e por Theós, que significa Deus 2 Essa foi a razão de YHWH ter desaparecido graficamente do texto doNovo Testamento em algumas traduções bíblicas.

Outros conceitos sobre o Pai YHWH

Outros estudiosos encaram YHWH como um Pai da natureza adorado no Sul de Canaã e pelos nômades dos desertos circundantes, intimamente ligado ao Monte Horebe, na Península do Sinai. Segundo o livro bíblico de Gênesis, foi o Pai YHWH que se revelou ao semita Abrão (depois chamado de Abraão) em Ur, na Baixa Mesopotâmia. Historicamente, surge aqui o princípio do monoteísmo hebraico no interior de uma sociedade fortemente politeísta.
O Pai YHWH é deste modo identificado como a Divindade que causou o Dilúvio Bíblico. É o Pai de Adão, de Abel, de Enoque e de Noé. É o Criador do Universo e de todas as formas de vida na Terra. É também chamado por Adonai (Soberano Senhor), Elohim (O Pai, e não deuses, visto que trata-se de plural majestático3 e cristãos têm afirmado que a forma plural teria o sentido de plural majestático4 ), HaAdón (o [Verdadeiro] Pai), Elyón ( Altíssimo) e El-Shadai (Todo-poderoso).
Assim, o Pai YHWH se assume como um Pai de familiar, o "O Pai de Abraão, de Isaque e Jacó", protector da linhagem do "descendente" [ou "semente"] de Abraão. De seguida, torna-se no o Pai das 12 tribos de Israel. É o Pai Libertador do povo de Israel da escravidão no Egito e quem o faz conquistar a terra de Canaã. Para tal, revela-se a Moisés, a quem entrega seus Dez Mandamentos no monte Sinai. Para sua adoração e cumprimento de sua Lei, são constituídos sacerdotes os da tribo de Levi, ou Levitas, sob a liderança do Sumo Sacerdote, da linhagem de Aarão.
Com o estabelecimento da Monarquia do Antigo Israel, e mesmo após a divisão do Reino, emerge o papel dos profetas do Antigo Testamento como porta-vozes especiais do Pai YHWH. Tornam-se desse modo figuras-chave na vida religiosa, com uma autoridade única. Também consolidam a ideia da vinda do Messias como o "Ungido" de YHWH, descendente da Tribo de Judá e da Casa Real de David.

Temerosos em transgredir a Lei do Pai

O Tetragrama YHWH no alfabeto fenício,aramaico e hebraicomoderno.
Para alguns estudiosos da literatura judaica, o nome do Eterno era impronunciável, e segundo a explicação científica dos judeus, passaram a não pronunciar o nome do Eterno Todo Poderoso porque sentiam-se temerosos em transgredir o terceiro mandamento do Eterno no Decálogo:
"Não tomarás o nome de YHWH, teu Pai, em vão, pois YHWH não considerará impune aquele que tomar seu nome em vão." Êxodo 20:7
Assim, em determinado período, surgiu entre os judeus uma ideia supersticiosa, de que era errado até mesmo pronunciar o Tetragrama YHWH. Não se sabe exatamente em que se baseou a descontinuidade do uso deste nome. Alguns sustentam que o nome era considerado sagrado demais para ser proferido por lábios impuros. Mas uma pesquisa no Velho Testamento não revela nenhuma evidência de que quaisquer dos adoradores de YHWH alguma vez hesitassem em proferir o nome Dele.
Documentos hebraicos não-bíblicos, tais como as chamadas Cartas de Laquis (escritas em fragmentos de cerâmica encontradas em Tell ed-Duweir em 1935 e outras três em 1938), mostram que YHWH era usado na correspondência comum na Palestina na última parte do Século VII A.C. Em todas as cartas legíveis se encontram expressões como:
"Que יהוה [YHWH] faça que meu senhor ouça hoje mesmo notícias de paz." Provando que o Nome nunca foi esquecido. Lachish Ostracon IV, Ancient Near Eastern Texts, p. 322.5 .
Outro conceito sustenta que se pretendia impedir que povos não-judeus (gentios) conhecessem "O Nome" e possivelmente o usassem mal. Todavia, o antigo Testamento afirma que o próprio YHWH faria com que Seu nome "fosse declarado em toda a Terra", para ser conhecido até mesmo pelos seus adversários. (Êxodo 9:16; Isaías 64:2; Jonas 1:1,17) O Nome do Pai de Israel era conhecido e usado por nações pagãs (politeístas) tanto antes da Era Cristã como nos primeiros séculos dela.6 . "Como é impossível que YHWH minta, só quem mentiu foi o seu povo dizendo que esquecera a pronúncia!".
Já outros não-judeus (gentios) que desejem se agregar à crença à YHWH são orientados (pelo Judaísmo) de maneira bem diferente quanto ao trato com o nome do Pai YHWH ("Lei de Noé" Nº 01: "Não cometer idolatria"), o que é interpretado principalmente como preservar o nome YHWH, assim como explicam, não tomando o nome em ocasiões ou cultos vãos.

A origem da superstição

O Nash Papyrus(Século II a.C.) contém uma parcela do texto pré-Massorético, especificamente os Dez Mandamentos.
Não existem certezas do(s) motivo(s) originalmente apresentado(s) para se descontinuar a pronúncia correcta do Tetragrama YHWH, assim como também há muita incerteza quanto à época em que tal conceito supersticioso se iniciou. Alguns afirmam que começou após o Exílio Babilónico. Mas o profeta Malaquias foi um dos últimos escritores do Velho Testamento na última metade do Século V a.C., e dá grande destaque ao Nome Divino.
Outras obras de referência sugerem que O Nome deixou de ser usado por volta de 300 a.C.. Evidência para esta data foi supostamente encontrada na ausência do Tetragrama (ou de uma transliteração dele) na tradução Septuaginta Grega, iniciada por volta de 280 a.C.. É verdade que as cópias mais completas dos manuscritos da Septuaginta Grega agora conhecidas seguem uniformemente o costume de substituir o Tetragrama YHWH por expressões substitutas. No entanto, estes manuscritos principais remontam apenas ao Século IV e ao século V. Descobriram-se recentemente cópias mais antigas da Septuaginta Grega que continham o Tetragrama YHWH, embora em forma fragmentária.
Uma delas, descoberta no Egito, são os restos fragmentários dum rolo de papiro da LXX com uma parte de Deuteronómio (32:3,6) identificado comoPapiro Fouad Inventário n.° 266. Apresenta 49 vezes o Tetragrama YHWH, escrito em caracteres hebraicos quadrados, em cada ocorrência no texto hebraico traduzido. Registram-se mais três ocorrências de YHWH em fragmentos não identificados (116, 117 e 123). Os peritos datam este papiro como do Século I a.C. , e neste caso, foram escritos quatro ou cinco séculos antes dos manuscritos já mencionados.
Comentando que os fragmentos mais antigos da Septuaginta Grega realmente contêm YHWH, o Dr. P. Kahle diz:
"Sabemos agora que o texto grego da Bíblia [a Septuaginta], no que tange a ter sido escrito por judeus para judeus, não traduziu o nome divino porKýrios, mas o Tetragrama escrito com letras hebraicas ou gregas foi retido em tais manuscritos. Foram os cristãos que substituíram o Tetragrama porKýrios, quando o nome divino em letras hebraicas não era mais entendido'."7
Assim, pelo menos em forma escrita, não existe evidência sólida de qualquer desaparecimento ou abandono da pronúncia do Tetragrama YHWH no período a.C..
No Século I, surge pela primeira vez alguma evidência duma atitude supersticiosa para com esse nome. Flávio Josefo, historiador judeu que descendia duma família sacerdotal, após narrar a revelação que o Pai forneceu a Moisés no local do espinheiro ardente, ao falar sobre pronúncia do Nome do Pai do Tetragrama YHWH menciona apenas:
"O Nome sobre o qual estou proibido de falar."8
Esta mudança ocorreu nas traduções gregas da Septuaginta nos séculos que se seguiram à morte de "Cristo" (Yaéshua) e de seus apóstolos. Na versão grega de Áquila, que data do século II d.C., e na Hexapla de Orígenes, que data por volta de 245, YHWH ainda aparecia em caracteres hebraicos.9
Ainda no Século IV, Jerônimo de Estridão, perito bíblico e tradutor da Vulgata Latina, diz no seu prólogo dos livros bíblicos de Samuel e de Reis:
"E encontramos o nome de Deus, o Tetragrama, em certos volumes gregos mesmo hoje, expresso em letras antigas."10

A pronúncia do Tetragrama YHWH

O Códice Leningrado, do Século XI
Na segunda metade do primeiro milénio na nossa era, os escribas conhecido por massoretas introduziram um sistema de sinais vocálicos para facilitar a leitura do texto consonantal em hebraico que poderia conduzir a inúmeros significados e em vez de inserir os sinais vocálicos corretos de YHWH, colocaram outros sinais vocálicos para lembrar ao leitor que ele devia dizer Adhonai ("Soberano Senhor") ou Elohím ("Deus").11
O Códice de Leningrado, do Século XI, tem no Tetragrama YHWH, sinais vocálicos para orar a Yehvíh, Yehváh e Yehováh. A edição de Ginsburg do texto massorético tem sinais vocálicos para que ore a Yehováh. (Gênesis 3:14) Os hebraístas em geral são a favor de Yahvéh como a pronúncia mais provável. Salientam que a forma abreviada do nome é Yah (ou Jah, na forma latinizada), como noSalmo 89:8 e na expressão HaleluYah (que significa "Louvai a Jah!"; em português, é vertida por Aleluia). Também as formas Yehóh, Yoh, Yah e Yahu, encontradas na grafia hebraica dos nomes Jeosafá, Josafá, Sefatias e outros, podem todas ser derivadas de Yahwéh. As transliterações gregas feitas pelos primitivos escritores cristãos indicam uma direcção algo similar. Ainda assim, de modo algum há unanimidade sobre o assunto entre os peritos.   O nome de Jeová é realmente baseado em uma equivocada tradução do texto bíblico feita pelos estudiosos cristãos antigos que foram educados em língua hebraica, mas não estava a par de certas tradições judaicas ao escrever as vogais da palavra ’adonai, “Senhor”, com as consoantes do nome de Yahweh, conhecido como “Tetragrama” e eles erroneamente leram esta palavra híbrida como Yehowah, ou Jehovah (Jeová), em inglês.12
Palavra mal pronunciada do hebreu IHVH, nome de Deus. Esta forma é gramaticalmente impossível. É uma invenção nova. A forma Jehovah é uma impossibilidade filológica”.13

Significado

O significado exato do Tetragrama YHVH ainda é objeto de controvérsia entre os especialistas.Mas, em muitas bíblias, esse nome significa Ele Causa Que Venha a Ser, ou Jeová. Em Êxodo 3:14, YHVH disse a Moisés: “Ehiéh ashér ehiéh.” Segundo muitas traduções da Bíblia, esta expressão, encontrada no texto hebraico significa: “Serei o que Serei.”  Almeida Revista e Atualizada. E assim também compreenderam os tradutores da Versão dos Setenta: "Ego eimi ho ôn". Disse Deus a Moisés: "Eu sou Aquele que é". Disse mais: "Assim dirás aos filhos de Israel: 'EU SEREI me enviou até vós.' " - Bíblia de Jerusalém.
Esta expressão “Eu sou o que sou” é usada como título para Deus, para indicar que ele realmente existia. Isso corresponde a "Eu sou aquele que é", "Eu sou o existente". YHVH estaria assim confirmando sua própria existência.
Outras traduções vertem: Serei o que eu for. A Tradução dos Vinte e Quatro Livros das Escrituras Sagradas, em inglês, do Rabino Isaac Leeser, verte como segue: "E Deus disse a Moisés: Serei o que eu for; e ele disse: Assim dirás aos filhos de Israel: SEREI enviou-me a vós". - 14
A Bíblia Enfatizada, de Joseph Bryant Rotherham, em inglês, verte Êxodo 3:14 como segue: “E Deus disse a Moisés: Tornar-me-ei aquilo que me agradar. E ele disse: Assim dirás aos filhos de Israel: Tornar-me-ei enviou-me a vós.” A nota ao pé da página, sobre este versículo, diz em parte: “Hayah [palavra vertida acima ‘tornar-se’] não significa ‘ser’ essencial ou ontologicamente, mas fenomenalmente. . . . O que ele será não é expresso — Ele estará com eles, ajudador, fortalecedor, libertador.” De modo que esta referência não é à auto-existência de Deus, mas, antes, ao que ele pensa tornar-se para com os outros. - 15 Ou: Mostrarei ser o que eu mostrar ser. - Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas. Outros famosos eruditos do grego e do hebraico que também criticam a Tradução do Novo Mundo são: Dr. Edgar J. Goodspeed, Dr. Paul L. Kauffman, Dr. Charles L. Feinberg, Dr. Walter Martin, Dr. F.F. Bruce, Dr. Ernest C. Colwell, Dr. J. Johnson, Dr. H.H. Rowley e Dr. Anthony Hoekema.16
Para estes estudiosos, isto significa que YHVH podia adaptar-se às circunstâncias, e que, o que quer que ele precisasse tornar-se ou mostrar ser em harmonia com seu propósito, ele podia tornar-se e se tornaria ou mostraria ser. Explicam que o verbo hebraico ha•yáh, do qual deriva a palavra Eh•yéh, não significa simplesmente “ser”. Antes, significa “vir a ser; tornar-se”, ou “mostrar ser”. Entendem que segundo a raiz do Tetragrama na língua hebraica, o Tetragrama pode significar “Ele Causa que Venha a Ser ou Mostrar Ser”, quer dizer, com respeito a Si mesmo e com respeito ao que Ele se tornará ou mostrará ser, e não com respeito a criar coisas. Para estes tradutores, Deus não estaria apenas confirmando sua própria existência, mas ensinando o que esse nome implica. YHVH ‘mostraria ser’, faria com que ele mesmo se tornasse o que quer que fosse preciso para cumprir as suas promessas.
A nota ao pé da página sobre Êxodo 3:14 de O Pentateuco e as Haftorás, texto hebraico com tradução e explanação em inglês, editado pelo Dr. J. H. Hertz comenta: “A maioria dos modernos segue Rashi em verter ‘Serei o que eu for’; ou, nenhumas palavras podem resumir tudo o que Ele será para o Seu povo, mas a Sua fidelidade eterna e sua misericórdia imutável manifestar-se-ão cada vez mais na orientação de Israel. A resposta que Moisés recebe nestas palavras, portanto, é equivalente a: ‘Salvarei do modo em que eu salvar.’ É para assegurar aos israelitas o fato da libertação, mas não revela a maneira.”  17
Entende-se que este nome sagrado, na realidade, é um verbo, a forma causativa, indefinida, do verbo hebraico hawáh. Assim, segundo estes estudiosos, o Tetragrama YHVH significa “Ele Causa que Venha a Ser”. Mostre Ser ou: Mostrará Ser, incorporando em si mesmo um propósito. Assinala o Portador deste nome exclusivo como Aquele Que Tem um Propósito.
Assim, os eruditos não estão totalmente de acordo a respeito do significado do nome de Deus. Muitos traduzem a expressão encontrada no texto hebraico: Eu sou o que sou. Outros, depois de extensas pesquisas sobre o assunto, acreditam que o nome é uma forma do verbo hebraico hawáh (tornar-se, vir a ser), significando “Ele Causa que Venha a Ser”.

Frequência nos escritos originais

Soletração do Tetragrama no texto massorético Hebraico com pontos vocálicos em vermelho. (Clicar na imagem para ampliar.)
Muitos eruditos e tradutores da Bíblia defendem que se siga a tradição de eliminar o nome de Deus. Alegam que a incerteza a respeito da pronúncia do Tetragrama YHWH justifica a eliminação, e também sustentam que a supremacia e a existência ímpar do Verdadeiro Deus tornam desnecessário que Ele tenha um nome específico para se diferenciar dos "demais deuses". Mas este conceito não encontra apoio na Bíblia, quer no Antigo Testamento, quer no Novo Testamento.
O Tetragrama YHWH ocorre 6.828 vezes no texto hebraico da Bíblia Hebraica de Kittel (BHK) e da Bíblia Hebraica Stuttgartensia (BHS). A frequência em que aparece o Tetragrama atesta a sua importância. Seu uso em todas as Escrituras ultrapassa em muito, o de quaisquer nomes-títulos, tais como "Soberano Senhor (em hebr. Adhonai)", "o [Verdadeiro] Senhor" (em hebr. Ha Adhóhn), Altíssimo (em hebr.Elyón) "o [Verdadeiro] Deus" (em hebr. Ha Elohím) e "Deus" (em hebr. Elohím).
É digno de nota a importância atribuída aos nomes próprios entre os povos semíticos.
O Prof. George Thomas Manley indica:
"O nome não é simples rótulo, mas é representativo da verdadeira personalidade daquele a quem pertence. ... Quando uma pessoa coloca seu nome numa coisa ou em outra pessoa, esta passa a ficar sob sua influência e proteção."18
·         Alguns exemplos do uso dos nomes próprios nas Escrituras Hebraicas:
·      Gênesis 27:36;
·      I Samuel 25:25;
·      Salmos 83:18
·      Salmos 20:1;
·      Provérbios 22:1.n.
|==Uso moderno== Algumas versões da Bíblia, transcrevem o Tetragrama como Yahweh, Jeová ou Jave:
·         A Bíblia de Jerusalém - edição brasileira (1981, com revisão e atualização na edição de 2002) da edição francesa Bible de Jérusalem:
·      Transcreve o nome pessoal de Deus como Yahweh.
·         BÍBLIA Mensagem de Deus (Edições Loyola de 1983):
·      Transcreve o nome pessoal de Deus como Javé, exceto nos Salmos ao falar sobre as adaptações no Livro:
"Sem falar em certas adaptações como o uso da palavra Senhor em vez de Javé, que de modo algum corresponderia à sensibilidade cristã."19
Versões da Bíblia que transcrevem o Tetragrama como Jeová:
·      Traduz o nome de Deus na forma Jeová 6.828 vezes coerentemente no Antigo Testamento a partir da primeira ocorrência do Nome Divino em Gênesis 2.4.
·      Traduz o nome de Deus em sua forma moderna: Jeová em 29 ocorrências, por exemplo em: Gênesis 22:14, Êxodo 6:2,3,6,7,8,29; 17:15; Juízes 6:24; e Ezequiel 48:35
·         A Almeida Revista e Corrigida a partir da edição de 1898)
·      Manteve o nome de Deus em sua forma moderna e amplamente utilizada de JEOVÁ em maiúsculo para representar o Tetragrama, em lugares tais como Salmo 68.4, 83.18; Isaías 12.2 dentre outros, e extensivamente, no livro de Isaías, Jeremias e Ezequiel.20
·         A Tradução do Novo Mundo:
·      Traduz o Tetragrama na forma Jeová 6.973 vezes nas Escrituras Hebraicas e mais 237 vezes nas Escrituras Gregas), totalizando 7.210 ocorrências do Nome Divino na forma Jeová.21
·         A Tradução Brasileira conhecida como Tira-Teima:
·      Traduz o Tetragrama na forma Jeová coerentemente 6.826 vezes em todo o Antigo Testamento a partir de Gênesis 2.4
·         A King James Version (autorizada), 1611:
·      Transcreve quatro vezes como o nome pessoal de Deus (todos em textos considerados de importância), por exemplo, Êxodo 6:3; Salmo 83:18; Isaías 12:2; Isaías 26:4; e três vezes junto a nomes de lugares: Gênesis 22:14; Êxodo 17:15; e Juízes 6:24.
·         A Versão de Padrão Americana, edição 1901:
·      Traduz consistentemente o Tetragrama como Je-ho’vah em todos os 6.823 lugares onde ocorre nas Escrituras Hebraicas.
·         A Nova bíblia Inglesa:
·      Publicada pela imprensa da Universidade de Oxford, 1970, por exemplo Génesis 22:14; Êxodo 3:15,16; 6:3; 17:15; Juízes 6:24 ;
·         A Bíblia Viva:
·      Publicada por Publishers de Tyndale House, Illinois 1971, por exemplo Génesis 22:14, Êxodo 4:1 - 27; 17:15;Levítico 19:1 - 36; Deuteronômio 4:29, 39; 5:5, 6; Juízes 6:16, 24; Salmos 83:18; 110:1; Isaías 45:1, 18; Amós 5:8; 6:8; 9:6;
·         A Versão de João Ferreira de Almeida, a Almeida Revista e Corrigida, de 1693:
·      Empregou milhares de vezes na forma JEHOVAH, como se pode ver na reimpressão, de 1870, da edição de 1693. A Edição Revista e Corrigida (1954) retém o Nome em sua forma moderna (Jeová) em lugares tais como Salmo 83:18; Isaías 12:2 dentre outros, e extensivamente, no livro de Isaías, Jeremias e Ezequiel.22
·         La Santa Bíblia - Version Reina-Valera (1909):
·      Traduz quase todas as vezes integralmente como Jehova.
Visto que a pronunciação original de יהוה é desconhecida, e visto que já por séculos o uso da tradução Jeová passou a ser amplamente divulgado e estabelecido entre muitos cristãos, tornando-se uma pronúncia familiar em muitos idiomas, várias denominações cristãs, mais notavelmente as Testemunhas de Jeová, continuam a usá-la, ainda que outros grupos religiosos favoreçam a pronúncia Javé ou Yahvé, ou mesmo o título SENHOR.

Vaticano

Em uma carta datada de 29 de junho de 2008, o Vaticano emitiu uma nota oficial, orientando para que o nome de Deus deixe de ser utilizado no serviço litúrgico católico romano. A medida não afetaria significativamente a linguagem litúrgica, uma vez que o termo não consta das traduções oficiais dos missais romanos, mas implicaria na modificação de alguns hinários. O nome YHWH continuaria a ser utilizado na leitura do Lecionario e de Bíblias católicas romanas.23 24 .

Outros usos de YHWH

Geneva Bible, 1560. (Salmo 83:18)
Sendo amplamente conhecido, durante séculos antes da era comum não havia dúvidas quanto à sua pronúncia, o que explica a ausência de um abjad - um sistema de escrita com símbolos das letras que representam as consoantes.
A tradição religiosa dos judeus, especialmente a sua tradição esotérica e mística, a cabala, considera o Nome de Deus tão sagrado quanto impronunciável. Não se sabe ao certo a origem de tal tradição, ou como ela se desenvolveu com o tempo. Crê-se que se tenha originado no alegado receio de desobedecer o 3º dos Dez Mandamentos, ou Decálogo, dados a Moisés. "Não pronunciarás em falso o nome de Yeová [YHWH] teu Deus, porque Yeová [YHWH] não deixará impune aquele que pronunciar em falso o seu nome." (Êxodo 20:7, BJ - A proibição seria sobre o mau uso do "Nome Divino", não sobre o seu uso.)
De qualquer maneira, os judeus em algum período pós-exílico, adotaram a palavra hebraica 'Adho.nái (que significa "Soberano Senhor") ao pronunciarem o Tetragrama Sagrado. Assim, YHWH recebeu sinais vocálicos - colocados por copistas judeus chamados massoretas - de forma que fosse pronunciado Adonai. Sendo assim, ficou reservado apenas aos copistas e sacerdotes a correta pronúncia de YHWH codificada num sistema de sinais vocálicos.
A pronúncia Jeová, além de aparecer em algumas versões bíblicas, também é usada pelos maçons, e rosacruzes. As correntes ligadas ao Cristianismo Esotérico, tais como aGnose e a Rosacruz, identificam esse Tetragrama como designação do Espírito Santo, e não do Deus-Pai.

Na Cabala judaica

Segundo a Cabala Judaica, a Torá teria sido revelada a Moisés no alto do Monte Sinai, e ele teria registrado de forma escrita aquilo que só poderia ser entendido directamente de Deus, garantindo assim que permaneça impronunciável. Afirmam uma eventual relação do Tetragrama com o nome de Adão (Yode) e Eva (Chavah) no Génesis, já que Yode-cHaVaH é exactamente YHWH, o Tetragrama Sagrado, dando a entender uma relação mais profunda ainda entre o "Senhor Deus" e sua obra.
Com o decorrer do tempo, os judeus adoptaram outras expressões substitutas para se referir ao Tetragrama Sagrado: "O Nome", "O Bendito" ou "O Céu".
Na Cabala, as palavras correspondem a valores que são calculados usando-se uma atribuição de valores às letras do alfabeto hebraico. Isto chama-se gematria. É considerado um dos mais importantes mecanismos de interpretação do texto bíblico usados pelos cabalistas e místicos judeus. Usando gematria, os cabalistas calculam o valor numérico do Tetragrama Sagrado como sendo 26 (Yode = 10, Hê = 5, Vau = 6, Hê = 5; 10 + 5 + 6 + 5 = 26 ), cujo número menor é 8 (2+6). Para os rabinos, o número 26 também é sagrado pois identifica-se com o Tetragrama YHWH. Os ocultistas interpretam o Tetragrama YHWH e outros símbolos cabalisticos como signos mágicos poderosos capazes de abrir as portas da consciência humana.

“Jeová” ou “Javé”?

Nome IEHOVAH escrito numa parede de uma igreja norueguesa. (Fonte: O Nome Divino na Noruega)
Apesar da discussão sobre sua origem e significado, muitos afirmam que os sons vocálicos originais do Tetragrama YHWH jamais serão conhecidos [carece de fontes], estando perdida a pronúncia original. Tal posição tem levado a debates apaixonados sobre o assunto, tanto por parte de eruditos como de religiosos, o que têm produzido interessantes conclusões.
Alguns argumentam que se o nome de Deus fosse Jeová, não se falaria aleluia (Hallelu Yah), e sim aleluieo ou Hallelu Yeho - ("Glória a Yehowah" ). Mas Hallelu Yah - (Yah seja louvado").
Esta controvérsia vem sendo travada por muitos anos. Atualmente, muitos eruditos parecem favorecer o nome “Javé” (ou “Iahweh”), de duas sílabas. Mesmo assim, o Hebraico ou Aramaico, não se usava vogais, era apenas composta por consoantes.
Mas, considerando alguns exemplos de nomes próprios encontrados na Bíblia, que incluem uma forma abreviada do nome de Deus na tradução Jeová, George Wesley Buchanan, professor emérito no Seminário Teológico de Wesley, Washington DC, Estados Unidos, afirma que esses nomes próprios podem fornecer indicação de como se pronunciava o nome de Deus.
Jehovah em manuscritos de William Blake.
"Na antiguidade, os pais muitas vezes davam aos filhos o nome de suas deidades. Isto significa que pronunciavam os nomes dos filhos assim como se pronunciava o nome da deidade. O Tetragrama foi incluído em nomes de pessoas, e eles sempre usavam a vogal do meio."
Por exemplo, Jonatã aparece como (Yo•na•thán ou Yeho•na•thán) na Bíblia hebraica, significa “YHWH deu”. O nome do profeta Eliasé ’E•li•yáh ou ’E•li•yá•hu. Segundo o Professor Buchanan, Elias significa: “Meu Deus é [YHWH].” Da mesma forma, o nome hebraico para Jeosafá (Yeho•sha•phát), significa “YHWH julgou”.
A pronúncia do Tetragrama com duas sílabas, como “Javé” (ou “Yahweh”), não permitiria a existência do som da vogal 'O' como parte do nome de Deus. Mas, nas dezenas de nomes bíblicos que incorporam o nome divino, o som desta vogal do meio aparece tanto nas formas originais como nas abreviadas, como em Jeonatã e em Jonatã.
JEHOVA em trechos de Raymond Martin em Pugio Fidei adversus Mauros et Judaeos de 1270 (pag. 559).
Segue-se outra declaração feita pelo hebraísta Wilhelm Gesenius, no DicionárioHebraico e Caldaico das Escrituras do Velho Testamento (em alemão):
"Os que acham que יהוה [Ye-ho-wah] era a pronúncia real [do nome de Deus] não estão totalmente sem base para defender sua opinião. Assim se podem explicar mais satisfatoriamente as sílabas abreviadas והי [Ye-ho] e יו [Yo], com que começam muitos nomes próprios."
Na introdução da tradução de (Os Cinco Livros de Moisés), Everett Fox afirma:
"Tanto as tentativas antigas como as novas, para recuperar a pronúncia ‘correta’ do nome hebraico [de Deus], não foram bem-sucedidas; não se pode provar conclusivamente o ‘Jeová’ que se ouve."25

Os estudos 
eruditos continuarão. Os judeus deixaram de pronunciar o nome de Deus antes dos massoretas desenvolverem o sistema de pontos vocálicos. Não há como se provar quais vogais acompanhavam as consoantes YHWH (יהוה).
Ainda assim, os nomes próprios de personagens bíblicos fornecem indício da antiga pronúncia do nome de Deus.
A pronúncia original de יהוה é desconhecida, mas por séculos o uso da tradução Jeová26 , passou a ser amplamente divulgado e estabelecido entre muitos cristãos, tornando-se uma pronúncia familiar e popular em muitos idiomas. Assim, vários grupos religiosos, mais notavelmente as Testemunhas de Jeová, continuam a usá-la, ainda que muitos outros grupos religiosos favoreçam a pronúncia Javé ou Yahvéh, ou mesmo o titulo SENHOR. Segundo as Testemunhas de Jeová, os diversos nomes próprios existentes são muitas vezes pronunciados de maneiras diferentes da língua original, e assim como ocorre com o nome "Jesus", transliterado do original Ye·shú·a‘ ou [vindo de Josué] Yeho·shú·a‘, não se deveria abandonar o uso do nome "Jeová" simplesmente por não se saber a pronúncia exata deste27 .

Transcrição em diferentes idiomas

Língua
Nome
Língua
Nome
Jehóva
Iehova
Igova/Jahova [1]يهوه
Ihowa
Yehóa
Iehova
Jehova
Јахве
Jihova
Jehovah
Йехова
Jihova
Jehova / Jahve
Jihouva
Jahve (/ Jehova)
Polonês [br] / Polaco [pt]
Jehowa / Jahwe
Jehova / Jahwe(h)
Iavé (Javé) / Yahweh / Jeová
Jehovah
Yehowah
Jehovah / Yahweh
Иегова / Яхве
Jiova
Ieova
Jahve / Jehova
Јехова / Jehova
Yahvé / Jéhovah
Jehova
Ihovah
Yavé Yahveh /Jehová
Jehova / Jahwe
Yehova
Iehova / Yiahve Ιεχωβά / Γιαχβέ
Jehova / Jahve
Jahve / Jehova
Jehova/Yahweh
Jehova
Jehovah
Yehuwa
Jihova
Geova / Jahve
Yehova
EHOBA/YAHAWE
エホバ / ヤハウェ
Yehova
Yeohowa 여호와
Yahwe
야훼
u Yehova
Mandarim chinês tradicional
Yéhéhuá / Yǎwēi / Yǎwēi
耶和華/雅威/雅巍
Jehofah
Mandarim chinês simples
Yéhéhuá / Yǎwēi / Yǎwēi
耶和/雅威/雅巍
u Jehova

Fonte:
http://porquedeus.blogspot.com.br/2009/06/origem-da-palavra-deus.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Deus
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tetragrama_YHVH

http://kakatuv.blogspot.com.br/2011/03/o-nome-deus-e-pagao.html

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