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terça-feira, 5 de março de 2013

405-LIÇÃO 03- A LONGA SECA SOBRE ISRAEL









LIÇÃO 3 – A LONGA SECA SOBRE ISRAEL


LIÇÃO 3 – A LONGA SECA SOBRE ISRAEL
clique no video e para assistir
http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=IjsvBW7ukag



Texto áureo: "E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra" (2 Cr 7.14).

Verdade prática: A longa seca sobre Israel teve como objetivos disciplinar e demonstrar a soberania divina sobre os homens.

Introdução. A longa seca predita pelo profeta Elias e que teve seu fiel cumprimento nos dias do rei Acabe (1 Rs 17.1,2; 18.1,2) é citada em o Novo Testamento pelo apóstolo Tiago: "Elias [...] orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra" (Tg 5.17). A seca é um fenômeno climático e como tal é imprevisível. Todavia, no contexto do reinado de Acabe ela ocorreu não somente como algo previsível, mas também anunciado. Não era um fenômeno simplesmente meteorológico, mas profético. Aqui veremos como se deu esse fato e como ele revela a soberania de Deus não somente sobre a história, mas também sobre os fenômenos naturais. 



I - O PORQUÊ DA SECA

1. Disciplinar a nação. O culto a Baal financiado pelo estado nortista afastou o povo da adoração verdadeira. O profeta Elias estava consciente disso e quando confrontou os profetas de Baal, logo percebeu que o povo não mantinha mais fidelidade ao Deus de Israel: "Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o" (1 Rs 18.21). De fato a palavra hebraica as'iph, traduzida como pensamentos, mantém o sentido de ambivalência ou opinião dividida. A idolatria havia dividido o coração do povo.  Para corrigir um coração dividido somente um remédio amargo surtiria efeito (1 Rs 18.37).

2. Revelar a divindade verdadeira. Quando Jezabel veio para Israel não veio sozinha. Ela trouxe consigo a sua religião e uma vontade obstinada de fazer de seus deuses o principal objeto de adoração entre os hebreus. De fato observamos que o culto ao Senhor foi substituído pela adoração a Baal e Aserá, principais divindades dos sidônios (1 Rs 16.30-33). A consequência desse ato foi uma total decadência moral e espiritual. Baal era o deus do trovão, do raio e da fertilidade, e supostamente possuía poder sobre os fenômenos naturais. A longa seca sobre o reino do Norte criou as condições necessárias para que Elias desafiasse os profetas de Baal e provasse que tal divindade não passava de um deus falso (1 Rs 17.1,2; 18.1,2,21,39).Deus não precisa provar nada para ser Deus, mas os homens costumam responder favoravelmente quando suas razões são convencidas pelas evidências.
                                                              

                                                           A deusa aserá





II - OS EFEITOS DA SECA

1. Escassez e fome. A Escritura afirma que "a fome era extrema em Samaria" (1 Rs 18.2). A seca já havia provado que Baal era um deus impotente frente aos fenômenos naturais e a fome demonstrou à nação que somente o Senhor é a fonte de toda provisão. Sem Ele não haveria chuva e consequentemente não haveria alimentos. O texto de 1 Reis 18.5 revela que até mesmo os cavalos da montaria real estavam sendo abatidos. O desespero era geral. A propósito, o texto hebraico de 1 Reis 18.2 diz que a estiagem foi violenta e severa. A verdade é que o pecado sempre traz consequências amargas!

2. Endurecimento ou arrependimento. É interessante observarmos que o julgamento de Deus produziu efeitos diferentes sobre a casa real e o povo. Percebemos que à semelhança de Faraó (Êx 9.7), o rei Acabe e sua esposa, Jezabel, não responderam favoravelmente ao juízo divino. Acabe, por exemplo, durante a estiagem confrontou-se com o profeta Elias e o acusou de ser o perturbador de Israel (1 Rs 18.17). Quem resiste a ação divina acaba por ficar endurecido!Por outro lado, o povo que não havia dado nenhuma resposta ao profeta Elias quando questionado (1 Rs 18.21), respondeu favoravelmente ante a ação soberana do Senhor: "O que vendo todo o povo, caiu sobre os seus rostos e disse: Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus!" (1 Rs 18.39). O Novo Testamento alerta: "[...] se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração" (Hb 3.7,8).



III - A PROVISÃO DIVINA NA SECA

1. Provisão pessoal. Há sempre uma provisão de Deus para aquele que o serve em tempos de crise. Embora houvesse uma escassez generalizada em Israel, Deus cuidou de Elias de uma forma especial que nada veio lhe faltar (1 Rs 17.1-7). A forma como o Senhor conduz o seu servo é de grande relevância. Primeiramente, Ele o afasta do local onde o julgamento seria executado: "Vai-te daqui" (1 Rs 17.3). Deus julga e não quer que o seu servo experimente as consequências amargas desse juízo! Em segundo lugar, o Senhor o orienta a se esconder: "Esconde-te junto ao ribeiro de Querite" (1 Rs 17.3). Deus não estava fazendo espetáculo; era uma ocasião de juízo. Em terceiro lugar, Elias deveria ser suprido com aquilo que o Senhor providenciasse: "Os corvos lhe traziam pão e carne" (1 Rs 17.6). Não era uma iguaria, mas era uma provisão divina!

2. Provisão coletiva. Ficamos sabendo pelo relato bíblico que além de Elias, o profeta de Tisbe, o Senhor também trouxe a sua provisão para um grande número de pessoas. Primeiramente encontramos o Senhor agindo através de Obadias, mordomo do rei Acabe, provendo livramento e suprimento para os seus servos: "Obadias tomou cem profetas, e de cinquenta em cinquenta os escondeu, numa cova, e os sustentou com pão e água" (1 Rs 18.4). Em segundo lugar, o próprio Senhor falou a Elias que Ele ainda contava com sete mil pessoas que não haviam dobrado os seus joelhos diante de Baal: "Eu fiz ficar em Israel sete mil" (1 Rs 19.18). Deus cuida de seus servos e sempre lhes provê o pão diário



IV - AS LIÇÕES DEIXADAS PELA SECA

1. A majestade divina. Há alguns fatos que devemos atentar sobre a ação do Deus de Elias, conforme registrado nos versículos do capítulo 17 do primeiro livro dos Reis. Antes de mais nada, a sua onipotência. Ele demonstra controle sobre os fenômenos naturais (1 Rs 17.1). Em segundo lugar, Deus mostra a sua onipresença durante esses fatos. Elias, ao se referir ao Senhor, reconheceu-o como um Deus sempre presente: "Vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou" (1 Rs 17.1). Em terceiro lugar, Ele é onisciente, pois sabe todas as coisas, quer passadas, quer presentes, ou futuras. O profeta disse que não haveria nem orvalho nem chuva, e não houve mesmo! (1 Rs 17.1). 

2. O pecado tem o seu custo. Quando o profeta Elias encontra-se com Acabe durante o período da seca, Elias responde ao monarca e o censura por seus pecados: "Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor e seguistes os baalins" (1 Rs 18.18). Em outras palavras, Elias afirmava que tudo o que estava acontecendo em Israel era resultado do pecado. O pecado pode ser atraente e até mesmo desejável, mas tem um custo muito alto. Não vale a pena!



CONCLUSÃO

A longa seca sobre o reino do Norte agiu como um instrumento de juízo e disciplina. Embora o coração do rei não tenha dado uma resposta favorável ao chamamento divino, os propósitos do Senhor foram alcançados. O povo voltou para Deus e o perigo de uma apostasia total foi afastado. A fome revelou como é vão adorar os deuses falsos e ao mesmo tempo demonstrou que o Senhor é um Deus soberano! Ele age como quer e quando quer. Fica, pois a lição que até mesmo em uma escassez violenta a graça de Deus revela-se de forma maravilhosa. 

_________________________

OBS: O tamanho original de cada slide é 28x19, para manter as proporções e qualidades dos slides sugerimos alterar o tamanho do seu slide no PowerPoint em “Design” e depois “Configurar página”.

Referência bibliográfica

Revista Lições Bíblicas. ELIAS E ELISEU, Um ministério de poder para toda a igreja. Lição 3 – A longa seca sobre Israel. Texto áureo. Verdade prática. Introdução. I – O porquê da seca. 1. Disciplinar a nação. 2. Revelar a divindade verdadeira. II – Os efeitos da seca. 1. Escassez e fome. 2. Endurecimento ou arrependimento. III – A provisão divina na seca. 1. Provisão pessoal. 2. Provisão coletiva. IV – As lições deixadas pela seca. 1. A majestade divina. 2. O pecado tem o seu custo. Conclusão. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 1° Trimestre de 2013





LIÇÃO 3, A LONGA SECA SOBRE ISRAEL 

LIÇÕES BÍBLICAS - 1º Trimestre de 2013 - CPAD - Para jovens e adultos

Tema: Elias e Eliseu um Ministério de Poder para toda a Igreja.
Comentário: Pr. José Gonçalves
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

QUESTIONÁRIO

NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm  
 
 

TEXTO ÁUREO 
"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra"  (2 Cr 7.14). 
 
 
VERDADE PRÁTICA 
A longa seca sobre Israel teve como objetivos disciplinar e demonstrar a soberania divina sobre os homens.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda – 1 Rs 18.21 O que motivou a estiagem
Terça – 1 Rs 18.2 As consequências da estiagem
Quarta – 1 Rs 18.39 As lições deixadas pela estiagem
Quinta – 17.4; 18.13 As provisões de DEUS durante a estiagem
Sexta – 1 Rs 17.1; 18.1 O lugar da profecia na estiagem
Sábado – Tg 5.17,18 A soberania de DEUS na estiagem 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 Reis 18.1-8
1 E sucedeu que, depois de muitos dias, a palavra do SENHOR veio a Elias no terceiro ano, dizendo: Vai e mostra-te a Acabe, porque darei chuva sobre a terra. 2 E foi Elias mostrar-se a Acabe; e a fome era extrema em Samaria. 3 E Acabe chamou a Obadias, o mordomo. (Obadias temia muito ao SENHOR, 4 porque sucedeu que, destruindo Jezabel os profetas do SENHOR, Obadias tomou cem profetas, e de cinqüenta em cinqüenta os escondeu, numa cova, e os sustentou com pão e água.) 5 E disse Acabe a Obadias: Vai pela terra a todas as fontes de água e a todos os rios; pode ser que achemos erva, para que em vida conservemos os cavalos e mulas e não estejamos privados dos animais. 6 E repartiram entre si a terra, para passarem por ela; Acabe foi à parte por um caminho, e Obadias também foi à parte por outro caminho. 7 Estando, pois, Obadias já em caminho, eis que Elias o encontrou; e, conhecendo-o ele, prostrou-se sobre o seu rosto e disse: És tu o meu senhor Elias? 8 E disse-lhe ele: Eu sou; vai e dize a teu senhor: Eis que aqui está Elias.
 
 
 
Observações minhas:
DEUS, para exercer seu juízo sobre a idolatria de Israel, precisava tomar algumas providências:
1- Provar que ELE era maior que Baal, Asera, Moloque, ou outro deus qualquer adorado agora por aqueles deveriam adorá-Lo.
2- Livrar seu servo Elias e os fiéis restantes dos juízos que viriam sobre aquela terra (100 profetas que Obadias sustentou e os 7.000 que não dobraram seus joelhos a Baal).
3- Precisava fazer com que o povo comparasse entre os deuses da terra e ELE.
4- Precisava alimentar e cuidar de Elias para que ele pudesse ser usado para demonstrar ao povo a superioridade de DEUS em relação aos outros deuses, matasse os falsos profetas de Baal e de Asera e que desse fim ao castigo.
Seca é um período longo sem chuvas e aqui no caso sem orvalho também, o que é mais grave ainda; bem diferente de estiagem que é um curto período sem chuvas. Aqui nessa lição (entre cap. 17 e cap. 18) vemos um período de 3 anos e 6 meses sem chuvas e sem orvalho - Em 1 Rs 17.1 Elias não sabia de antemão quanto tempo duraria a seca e disse: "nestes anos". - Lucas 4.15 "três anos e seis meses"- Tiago também nos revela quanto tempo durou a seca, Tg 5.17 - "três anos e seis meses não choveu sobre a terra". JESUS teve um período igual de ministério para revelar DEUS entre os homens. Também esse período foi recheado de Milagres e demonstração de superioridade do poder de DEUS sobre o poder de Satanás. Na grande tribulação haverá também um período de três anos e meio para que Satanás engane as nações e três anos e seis meses para que DEUS envie seu juízo sobre os homens que não o reconheceram como DEUS e se deixaram enganar por satanás e seus asseclas.
Essa seca não é um fenômeno metereológico (fenômeno natural), mas um fenômeno sobrenatural, era um milagre, era juízo de DEUS sobre os deuses adorados pelos israelitas, revelando sua superioridade sobre todos e quaisquer deuses criados pela imaginação humana.
A mitologia fenícia sobre Baal dizia que ele controlava as estações e que morria no início do inverno e após um ano ressuscitava, na primavera - agora com uma seca de três anos e meio estava mais do que provado que Baal não era deus nada e nem tinha poder sobre as colheitas e sobre as chuvas e muito menos sobre a vida.
A didática de DEUS muitas vezes vem através de meios que para nós é muito duro e além de nosso entendimento. Muito provavelmente muitas crianças, velhos e enfermos morreram durante esse período. Esse juízo é ao mesmo disciplinar e corretivo, pois vem seguido de arrependimento e aprendizado.
O povo agradecia ao deus Baal pelas chuvas, pelas lavouras, pelo gado, pelas colheitas e até pela saúde. DEUS mostrou que nada disso era dado por Baal, mas tudo concedido pela garça e amor de DEUS (JEOVÁ) para com seu povo.
A revelação material de DEUS é mais susceptível ao homem do que sua revelação espiritual, por isso o sentir e o ver (sinais e prodígios e milagres) produz mais para o reino de DEUS do que apenas as palavras faladas (é o que nos revela Atos dos apóstolos).
O povo sentiu na pele e no bolso os efeitos de sua escolha errada. Apesar do povo estar em dúvida sobre qual DEUS seguir, optavam pelo deus que seus líderes seguiam para que não fossem excluídos das benevolências do reino e da sociedade em que viviam. O povo queria seguir o DEUS verdadeiro, mas aceitavam o deus falso pois já estavam vivendo com dois ou mais deuses em seus corações.
DEUS é o DEUS de provisão (Jeová Jireh) - DEUS cuida de Elias e também dos profetas que Obadias alimentou e além desses os 7.000 que não se dobraram diante de Baal.
Aqui vemos um combate direto de DEUS contra Satanás. Satanás usando como instrumentos o rei Acabe, sua esposa Jezabel e seus 850 profetas falsos (400 de Asera e 450 de Baal). DEUS usando como instrumento o profeta Elias.
Elias deu uma demonstração de fé na Palavra de DEUS quando acreditou que passariam anos sem chuva - aquele que quer ser servo de DEUS precisa crer no sobrenatural, no impossível se tornando possível. "Sem fé é impossível agradar a DEUS" (Hb 11.6).
DEUS envia Elias para sua Terra enquando Acabe e Jezabel o procuravam por todos ops países do mundo, pois o único lugar onde nunca o procurariam era exatamente em sua própria terra (só um louco se esconderia em sua Terra para se esconder de seus inimigos - "a sabedoria de DEUS é loucura para os homens").
Fim do juízo, da correção, da disciplina - Elias é enviado a acabe com a notícia das chuvas abundantes que estavam chegando - Teve que orar, interceder e crer no milagre das chuvas agora.
 
Baal é descrito como um deus semita e era adorado pelos Cananeus e Fenícios. Baal significa "O Senhor", que deliberou sobre o alto deuses montados sobre o santo monte do céu. Baal era principalmente um deus do sol, chuva, trovões, fertilidade e da agricultura e, em algum momento, ele ultrapassa o deus da água, Yam. Baal é o filho do deus Dagan ou Dagon, outro deus Cananeu semita. Foi este "deus do grão", que permitiu a ser Baal renascido. Originalmente, o deus semita Hadad - também chamado de Baal - foi venerado por Arameus que trouxeram o seu culto a outras partes do Mediterrâneo. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Baal_%28dem%C3%B3nio%29-acesso em 15-01-2013).
 
Alguns acreditavam que esse deus morria no inverno e ressuscitava na primavera, outros que ele era dominado por outro deus que o soltava na primavera.
 
Comentário Crítico e Explicativo da Bíblia
Robert Jamieson, A. R. Fausset , David Brown
Traduzido por Oliveira, José Roberto
 
CAPÍTULO 17
1. Elias tisbita o - Este profeta é introduzido tão abruptamente como Melquisedeque.
disse a Acabe: - O fracasso dos esforços de Elias para fazer uma impressão sobre o coração obstinado de Acabe é mostrado pela previsão penal proferida na despedida.
diante de quem eu estou - isto é, a quem sirvo (Deuteronômio 18:05 ).
não haverá orvalho nem chuva nestes anos - não absolutamente, mas o orvalho e a chuva não cairia nas quantidades habituais e necessárias. Essa suspensão de umidade foi suficiente para responder às finalidades corretivas de DEUS, enquanto uma seca absoluta teria convertido todo o país em um desperdício inabitável.
mas segundo a minha palavra - não proferiu, a despeito, vingança ou capricho, mas como a ministro de DEUS. A calamidade iminente foi em resposta à sua oração sincera, e um castigo destinado ao renascimento espiritual de Israel. Seca foi o castigo merecido pela idolatria nacional ( Deuteronômio 11:16,17; 28:23 ).
2, 3. a palavra do Senhor veio a ele, dizendo: Retira-te daqui, e virar-te para o leste, No início, o rei pode ter rejeitado a previsão de Elias, mas quando viu que a seca durava e aumentava em gravidade, ele procurou por Elias, que, como era necessário, foi afastado de qualquer violência ou importunações do rei. Elias foi divinamente dirigido para se esconder em um lugar de retiro, talvez uma caverna próxima "ao ribeiro de Querite , isto é, a leste do Jordão. A Tradição aponta para uma torrente de inverno pequeno, um pouco abaixo do vau em Beth-shan.
6. os corvos lhe traziam pão - A idéia de tais aves impuras e vorazes sendo empregadas para alimentar o profeta apareceram a muitos tão estranho que eles têm trabalhado para fazer o Orebim, que na nossa versão tenha sido traduzido como "corvos", a ser como a palavra é usada (em Ezequiel) "comerciantes", ou árabes (2 Crônicas 21:16 , Neemias 4:07 ), ou, os cidadãos de Arabá, perto de Beth-shan (Josué 15:6 , 18:18 ). Mas a tradução comum é, em nossa opinião, de preferência a estas conjecturas. E, se Elias foi miraculosamente alimentado por corvos, é inútil perguntar onde encontrou o pão e a carne, pois DEUS iria dirigi-los. Decorrido o prazo de um ano, o ribeiro secou, e este foi um novo julgamento para a fé de Elias.
1 Reis 17:8-16 . Ele é enviado a uma viúva de Sarepta. (veremos na próxima lição)
CAPÍTULO 18
1 Reis 18:1-16 . Elias encontra Obadias.
1. o terceiro ano - No Novo Testamento, é dito que não havia chuva "para o espaço de três anos e seis meses" [Tiago 5:17 ]. A primeira chuva caiu em nosso março, a chuva serôdia em nosso Outubro. Embora Acabe, no início, possa ter ridicularizado o anúncio de Elias, no entanto, quando nenhuma dessas chuvas caíram em sua época, ele ficou furioso contra o profeta julgando-o como a causa da ruína nacional.
Com a direção de DEUS, Elias foi conduzido em segurança em na fuga dali. Já tinham se passado seis meses depois que o rei foi informado de que não haveria nem orvalho nem chuva, e a partir deste período, mais três anos nesta passagem são computados.
Vai, mostra-te a Acabe: - O rei permaneceu obstinado e impenitente. Outra oportunidade de arrependimento lhe foi oferecida e Elias foi enviado para declarar-lhe a causa da destruição nacional, e prometer-lhe, na condição de seu arrependimento, a bênção imediata de chuva.
2. Elias foi - uma prova maravilhosa da intrepidez natural deste profeta, de sua coragem moral, e sua confiança inabalável no cuidado protetor de DEUS é que ele aventurou-se a abordar a presença do leão feroz (Acabe).
há fome era extrema em Samaria - Elias descobriu que a fome foi apertando com gravidade intensa na capital. O milho deve ter sido obtido para alimentar o povo no Egito e também nos países vizinhos, senão a vida não poderia ter sido sustentada por três anos. Era tão grave a seca que Acabe, com seu mordomo (Obadias) para dar uma busca pessoal de pastagens para seu gado antes que os mesmos morressem de fome. Nas margens dos riachos, grama, brotos tenros de grama, pode ser naturalmente esperado, mas com a falta de água, a verdura desapareceu. Devido à grande extensão do país, Acabe foi para um distrito e Obadias para outro.
3. Obadias temia ao Senhor grandemente - Embora ele não seguisse o rumo tomado pelos levitas e a maioria dos israelitas piedosos da época da emigração em Judá (2 Crônicas 11:13-16), ele era um adorador secreto e sincero. Ele provavelmente considerava o caráter violento do governo de Acabe e Jezabel, por isso fazia o que podia de bom para as pessoas de DEUS que eram perseguidas.
4. cem profetas - homens dotados dos dons extraordinários do ofício profético e que se dedicavam ao serviço de DEUS, pregando, orando, louvando. (1 Samuel 10:10-12 ).
os alimentou com pão e água - Estes alimentos são freqüentemente usados para o sustento de qualquer tipo de pessoa pobre naquela região. Este socorro foi dado a eles em situação de alto risco de vida para Obadias. isso era uma grande prova de sua ligação com a verdadeira religião.
 

RIBEIRO

cheimarrhos (xeIMappoc), literalmente, “curso d'água de inverno” (formado de cheitna. “inverno”, e rheo, “fluir’*), curso d'água que so corre no invemo ou quando avultado com chuvas, “ribeiro” Jo 18.1
 
 
Em 1 Rs 18.18 DEIXASTES OS MANDAMENTOS DO SENHOR. O modo corajoso de Elias falar a Acabe e denunciar a impiedade de Israel fez dele um profeta exemplar, e a pessoa mais qualificada para ser o protótipo do precursor do Senhor JESUS CRISTO (cf. Ml 4.5,6; Lc 1.17).
(1) Era um verdadeiro "homem de DEUS" (17.24), que falava, não para agradar às multidões, mas como um servo fiel de DEUS (cf. Gl 1.10; 1 Ts 2.4; ver Lc 1.17).
(2) Assim como Elias foi chamado para mostrar quem é o verdadeiro DEUS de Israel, todos os ministros do novo concerto são chamados para defender o evangelho de CRISTO contra distorções, transigência com o mal e desvio doutrinário (ver Fp 1.17; Jd v. 3).
 
Em 1 Rs 18.42 ELIAS... METEU O SEU ROSTO ENTRE OS SEUS JOELHOS. De Elias, o NT cita sua fé e oração perseverante como exemplo e estímulo para o povo salvo, no tocante ao poder da oração (Tg 5.18). A oração de Elias era: (1) a oração de um justo (Tg 5.16; cf. Sl 66.18), (2) a oração de um homem, de natureza humana semelhante à nossa (Tg 5.17), (3) a oração da fé, sincera e persistente (vv. 18.42-44; Tg 5.17; cf. Mt 21.21,22; Mc 9.23; Lc 18.1; Ef 6.18; Hb 11.6), e (4) a oração de muita eficácia (v. 45; Tg 5.16,17)
Em 1 Rs 18.43 TORNA LÁ SETE VEZES. O número sete nas Escrituras, simboliza algo integral e completo. Neste capítulo Elias entregou-se a uma intercessão completa, sob três aspectos:
(1) intercedeu para restaurar o altar e a honra de DEUS na terra (vv. 21,24,30-39);
(2) intercedeu, travando uma guerra espiritual contra a falsa religião e culto de Baal e Asera (vv. 19,27,40); e
(3) intercedeu com DEUS, em oração intensa e persistente, suplicando chuva copiosa (vv. 41-46). Visto que o AT compara o derramamento do ESPÍRITO com o derramamento de chuva (e.g., Os 6.1-3; Jl 2.23-29), o confronto de Elias com o baalismo ilustra os três tipos principais de intercessão que devem caracterizar a oração intercessória do povo de DEUS:
(1) intercessão pela restauração da glória e honra de DEUS e por um avivamento espiritual entre o seu povo;
(2) intercessão pela guerra espiritual contra as fortalezas demoníacas; e
(3) intercessão pela sequidão espiritual, para que ela seja tragada pelo derramamento do ESPÍRITO de DEUS e pelo despertamento espiritual.
 
 
A Provisão de DEUS na Vida do Profeta Elias
Autoria / Fonte: William Watterson
Elias foi um dos mais destacados servos de DEUS mencionados no Velho Testamento, um daqueles que teve o privilégio de aparecer no monte da Transfiguração (Mateus 17:3). Ele testificou de DEUS no meio da idolatria, enfrentando o rei de Israel, a rainha Jezabel, os 450 profetas de Baal e os 400 profetas do poste-ídolo Asera (I Reis cap. 18); ele orou a DEUS, e não choveu naquela terra por três anos e seis meses! Um super-homem? Não; “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos” (Tiago 5:17).
De onde vinha, então, o seu poder? A resposta é clara: ele dependia do Senhor. Ele confiou, não em si mesmo, mas na força do Senhor, e DEUS pôde operar através do Seu servo. DEUS é quem o fortalecia (I Reis 18:46), e também foi DEUS quem cuidou dele durante o seu ministério. Em três ocasiões diferentes, o Senhor providenciou alimento de forma milagrosa para Elias, alimento indispensável para que ele pudesse continuar testemunhando do Senhor: Junto ao ribeiro de Querite (I Reis 17:5,6), na casa da viúva de Sarepta (17:9) e no deserto (19:4-7). DEUS pode prover plenamente todas as nossas necessidades.
Vamos analisar só a primeira oportunidade em que o Senhor, por meio de milagres, providenciou alimento material para Seu servo.
Junto à torrente de Querite, fronteira ao Jordão (I Reis 17:1-6)
Note bem o contexto em que Elias se encontrava. O rei Acabe, diz a Bíblia, “fez … o que era mau perante o Senhor, mais do que todos os que foram antes dele” (I Reis 16:30), trazendo a idolatria para Samaria e Israel, edificando um altar e uma casa para Baal em Samaria, fazendo “muito mais para irritar ao Senhor DEUS de Israel do que todos os reis de Israel que foram antes dele” (16:33). Em 16:34 lemos que foi nesses dias que Jericó foi reedificada. Jericó nos fala daquelas coisas que tentam impedir o progresso do plano de DEUS, e devem ser destruídas. DEUS, através de Josué,  havia amaldiçoado aquela cidade, dizendo que ela nunca deveria ser reconstruída (Josué 6:26); mas eis um homem, Hiel, o betelita, desafiando o Todo Poderoso.
”Então, Elias…” (17:1). Foi neste cenário que Elias começou a testemunhar. Quando o povo se prostituia com os ídolos, quando a cidade que DEUS amaldiçoara estava sendo reconstruída, “então Elias” enfrentou a Acabe e a todo este sistema pecaminoso.
DEUS, vendo a sua fidelidade, lhe disse: “Retira-te daqui, vai para a banda do Oriente, e esconde-te junto à torrente de Querite … E ordenei aos corvos que ali mesmo te sustentem”. Elias era o Tesbita (que significa “cativo”); DEUS queria que ele fosse para Querite (que significa “separação, alienação”). DEUS não queria um profeta cativo daquele sistema religioso idólatra, mas um servo que estivesse disposto a partir para um lugar de separação. E “ali mesmo” (não em qualquer outro lugar, mas ali mesmo), DEUS iria lhe providenciar alimento.
Irmãos, este continua sendo o desejo de DEUS. Ele nos diz: “Retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras, e Eu vos receberei” (II Cor. 6:17-18). E outra vez: “Retirai-vos, retirai-vos, saí de lá, não toqueis coisa imunda; saí do meio dela; … Porque o Senhor irá adiante de vós, e o DEUS de Israel será a vossa retaguarda” (Isaías 52:11-12). “Saiamos, pois, a Ele, fora do arraial, levando o Seu vitupério” (Heb 13:13). “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de DEUS? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de DEUS” (Tiago 4:4). A separação foi a primeira obra que DEUS realizou na Criação (separando a luz, as águas, e a terra das águas, para somente depois criar luzeiros e povoar tanto as águas quanto a terra), e é uma das primeiras exigências que DEUS faz aos Seus filhos. Só pode ser usado por DEUS aquele que se separa para DEUS. Para que possamos experimentar a provisão de DEUS nas nossas vidas espirituais, é necessário sair fora do arraial, separando-nos de tudo que este mundo (material e religioso) representa.
Elias teve fé, deixou Samaria, foi para Querite, o lugar de separação, e DEUS o sustentou com a água daquele lugar e com a comida que os corvos lhe traziam. Que milagre impressionante! Corvos trazendo pão e carne duas vezes ao dia para Elias! Só mesmo o poder de DEUS poderia efetuar isto.
Este milagre, porém, só ocorreu porque Elias confiou no Senhor, indo para um lugar deserto na certeza de que o seu DEUS poderia sustê-lo. Veja que exemplo de dependência. Um servo menos fiel poderia ter entrado em contato com Obadias, o mordomo do rei, que já havia escondido e sustentado a 100 profetas (I Reis 18:4), e pedido ajuda a ele. Afinal, “Obadias temia muito ao Senhor” (18:3), era um discípulo também; porque não falar com Obadias, “só para garantir”? Elias, porém, possuía a maior de todas as garantias — a palavra do Senhor! Ele sabia que não estava dependendo de Obadias, nem de qualquer outro servo; ele confiava no próprio DEUS para o seu sustento. Ele sabia que o seu DEUS, o Criador dos céus e da terra, Aquele que cuida dos pássaros e dos lírios, tinha poder para cuidar dele também.
Mas, e hoje em dia? Será que este poder tem diminuído? É claro que não; seria blasfêmia pensar desta maneira. O que acontece hoje em dia é que a nossa visão do poder de DEUS é bem menor. DEUS ainda deseja que os seus servos se dirijam à Querite, sendo separados (e esta separação é exigida de todo filho de DEUS, não só dos “obreiros”). DEUS ainda está disposto a nos sustentar “ali mesmo”, através do Seu poder divino. Mas nós temos achado um meio caminho: queremos ir à Querite, mas insistimos em deixar alguém em Samaria para nos sustentar. Achamos que é necessário criar organizações humanas para poder servir ao Senhor, esquecendo que, se Ele nos chamou, é claro que Ele irá nos sustentar.
Meu irmão, minha irmã, pare e pense um pouco na sua atitude. Você está dependendo unicamente do Senhor, ou você ainda hesita em deixar aquela aparente segurança que sistemas humanos (por mais louváveis que sejam nas suas intenções) lhe proporcionam? Você teria coragem de partir para um lugar distante, sem avisar a nenhum “Obadias”, assim que o seu Senhor lhe chamasse? O cético diria: “É loucura! Você vai morrer de fome!”. Mas ouça o que a Bíblia nos diz: “Temei ao Senhor, vós, os Seus santos, pois nada falta aos que o temem. Os leõezinhos sofrem necessidade e passam fome, porém aos que buscam ao Senhor bem nenhum lhes faltará” (Salmo 34:9-10). Iremos nós, quer por palavras, quer por atitudes, duvidar da Palavra e do poder de DEUS? Que possamos ter mais fé: “Retira-te daqui, vai … para junto à torrente de Querite,… E ordenei aos corvos que ali mesmo te sustentem”. “Separai-vos, diz o Senhor; e Eu vos receberei” (II Cor. 6:17-18).”Retirai-vos, saí de lá, … Porque o Senhor irá adiante de vós, e o DEUS de Israel será a vossa retaguarda” (Isaías 52:11-12).
Em Querite, então, vemos como o Senhor sustentou Seu servo quando este estava disposto a se separar para o Senhor. Se obedecermos ao nosso DEUS, jamais nos faltará o necessário. Mas Elias, além de ser sustentado quando sua fé foi evidenciada, também foi fortalecido por DEUS quando sua fé foi provada e quando sua fé enfraqueceu.
 
 
INTERAÇÃO
"Faze-nos regressar outra vez do cativeiro, SENHOR, como as correntes do Sul [como as torrentes no Neguebe - ARA]". Esta é uma porção do Salmo 126. O povo de Israel está alegre por ter sido liberto do cativeiro através do decreto do rei Ciro. Então, eles se lembraram de Jerusalém. Muros caídos e Templo em escombros, por isso clamaram: "Faze-nos regressar outra vez do cativeiro, SENHOR." A imagem que eles tinham era a da região do Neguebe que todo o ano ficava em sequidão. Mas pelo menos uma vez por ano havia chuvas torrenciais e a região enchia-se de águas. Logo após, o rio no Neguebe baixava e começavam brotar flores. O deserto tornava-se pastos verdejantes. Então, o povo pede em canção: Restaura-nos "como as torrentes no Neguebe (ARA)". Professor, DEUS pode mudar a nossa sorte e transformar o nosso "deserto" em jardim florido.
 
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Explicar o porquê da longa estiagem.  
Relatar as consequências e lições deixadas pela seca. 
Conscientizar-se de que DEUS é soberano. 
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 
Prezado professor, para iniciar a lição de hoje é importante conceituar o fenômeno da estiagem ou seca. Reproduza na lousa o seguinte esquema: (1) conceito;  (2) diferença: (1) Explique que a seca ou estiagem é um fenômeno do clima, causado pela insuficiência de chuva por um período bem longo. No entanto (2) há uma diferença entre seca e estiagem. Estiagem é um fenômeno climático que ocorre num intervalo de tempo, já a seca é permanente.
 
RESUMO DA LIÇÃO 3, A LONGA SECA SOBRE ISRAEL 
I. O PORQUÊ DA SECA 
1. Disciplinar a nação.
2. Revelar a divindade verdadeira.
II. OS EFEITOS DA SECA 
1. Escassez e fome.
2. Endurecimento ou arrependimento.
III. A PROVISÃO DIVINA NA SECA 
1. Provisão pessoal.
2. Provisão coletiva.
IV. AS LIÇÕES DEIXADAS PELA SECA 
1. A majestade divina. 
2. O pecado tem o seu custo.
 
SINÓPSE DO TÓPICO (1) - Havia dois motivos majoritários para o porquê da seca: disciplinar a nação e revelar o DEUS verdadeiro. 
SINÓPSE DO TÓPICO (2) - Numa esfera material a seca provocou escassez e fome. Mas, do ponto de vista espiritual, arrependimento para o povo e endurecimento para os nobres 
SINÓPSE DO TÓPICO (3) - DEUS mandou provisão para os profetas em duas perspectivas: pessoal, ao profeta Elias e coletiva, aos cem outros profetas. 
SINÓPSE DO TÓPICO (4) - A estiagem em Israel deixou duas grandes lições: a primeira é que DEUS é majestoso e soberano. A segunda, de igual forma é bem clara: que o pecado cobra a sua conta.
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I - Subsídio Geográfico
"Regiões geográficas da palestina 
O terreno da Terra Santa é bastante variado, principalmente devido aos fortes contrastes climáticos de região para região. A principal característica do relevo da Terra Santa e da Síria é a grande fenda que se estende desde o norte da Síria, atravessando o vale do Líbano, o vale do Jordão, o Arabá e o golfo de Elate, até a costa sudeste da África. Esta fissura divide a Palestina em ocidental - Cisjordânia - e a oriental - a Transjordânia. Há enormes diferenças de altitude em curtas distâncias. A distância entre o Hebrom e as montanhas de Moabe, em linha reta, não passa de 58 quilômetros, embora ao atravessá-la seja necessária uma descida de mais de 915 metros. Esses contrastes formam o árido Arabá, na extremidade do deserto da Judeia, com suas escarpas irregulares, e, do lado oposto, os planaltos férteis e irrigados da Transjordânia. Essas variações de terreno e clima deram lugar a padrões extremamente diversos de povoados na Palestina, que resultaram em divisões políticas correspondentes na maioria dos períodos. Em várias ocasiões, as regiões mais distintas da Terra Santa são claramente definidas e listadas na Bíblia segundo a topografia e o clima (Dt 1.7; Js 10.40; 11.16; Jz 1.9 etc.)" (AHARONI, Yohanan; AVI-YONAH, Anson F (et al). Atlas Bíblico. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p.14).
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II - Subsídio Histórico
"Acabe de Israel
O ímpeto de Josafá de envolver-se em tantas confusões procedia da influência do reino do Norte, começando com Acabe. Depois de suceder Onri em 874, Acabe governou os próximos vinte anos com prosperidade e influência internacional - graças à severa política de seu pai - mas este período também caracterizou-se pela decadência moral e espiritual. Como não bastasse a apostasia entre o povo para com Yahweh, Acabe casou-se com Jezabel, filha do rei Etbaal, de Sidom, a qual inseriu seu deus Baal e a adoração a Aserá em Samaria. Pela primeira vez o culto a Yahweh foi oficialmente substituído pelo paganismo, não havendo sequer permissão para que ambos coexistissem na mesma região.  
O ministério de Elias
Ao invés de riscar seu povo da terra, o Senhor levantou um dos mais fascinantes e misteriosos personagens bíblicos - Elias, o profeta - para confrontar-se com os habitantes de Israel, pregando contra seus pecados e anunciando o julgamento divino. Um dia Elias apareceu subitamente diante de Acabe, e profetizou que Israel passaria por alguns anos de seca, em consequência do afastamento de Yahweh e da associação com Baal (1 Rs 17.1). Três anos mais tarde (1 Rs 18.1), Elias reapareceu e confrontou-se com os profetas de Baal e Aserá no monte Carmelo, que era o mais famoso centro religioso de adoração a Baal. O resultado do conflito foi um total descrédito dos profetas pagãos e seus deuses. Após todos eles serem mortos, Elias anunciou a Acabe o fim próximo da seca. Baal, o suposto deus do trovão, do raio e da fertilidade, teve de retirar-se em total humilhação diante de Yahweh, o único e verdadeiro DEUS, que provou ser a única fonte de vida e bênçãos. 
As invasões de Ben-Hadade
A razão para Ben-Hadade atacar Samaria não está declarada, mas pode-se deduzir que este rei não se agradava da amizade crescente entre Israel e Sidom, cuja evidência achava-se na união matrimonial entre Acabe e Jezabel. Ben-Hadade certamente viu a aliança entre as duas nações como um obstáculo ao seu livre acesso ao mar e às principais rotas comerciais da costa. Além disso, caso a cronologia aqui defendida esteja correta, Salmaneser III da Assíria já estaria, por esse tempo, em seu programa de expansão internacional para o oeste, atingindo a Aram e a Palestina, forçando consequentemente o rei Ben-Hadade a colocar-se em posição defensiva. O historiador bíblico indica que Ben-Hadade estava acompanhado de outros trinta e dois reis, um indício de que ele também havia feito outras alianças para tratar com a futura ameaça da Assíria. Pode ser, é claro, que ele tenha pedido ajuda, cujo recuo fez Ben-Hadade tentar a coalização à força" (MERRIL. Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que DEUS colocou entre as nações. 6.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, pp.366-68). 
 
VOCABULÁRIO 
Climático: Relativo a clima; condições meteorológicas (temperatura, pressão e ventos) característica do estado médio da atmosfera num ponto da superfície terrestre.
Topografia: Descrição minuciosa de uma localidade.
Torrencial: Em grande quantidade, abundante. 
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA 
AHARONI, Yohanan; AVI-YONAH, Anson F (et al). Atlas Bíblico. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.MERRIL.
Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que DEUS colocou entre as nações. 6.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. 
 
SAIBA MAIS em Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 53, p.37.
 
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 3, A LONGA SECA SOBRE ISRAEL
Responda conforme a revista da CPAD do 1º Trimestre de 2013
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas verdadeiras e com "F" as falsas
 
TEXTO ÁUREO 
1- Complete:
"E se o meu povo, que se ________________________________ pelo meu nome, se ____________________________, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu _________________________ dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra"  (2 Cr 7.14). 
 
VERDADE PRÁTICA 
2- Complete:
A longa ______________________________ sobre Israel teve como objetivos ______________________________ e demonstrar a ___________________________________ divina sobre os homens.
 
I. O PORQUÊ DA SECA 
3- Quais os dois motivos pelos quais houve essa seca em Israel, na época do rei Acabe?
(    ) Para Disciplinar a nação.
(    ) Para revelar a divindade verdadeira.
(    ) Para revelar Elias como profeta de DEUS.
 
4- "Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é DEUS, segui-o; e, se Baal, segui-o" (1 Rs 18.21). Por que o profeta Elias confrontou os profetas de Baal?
(    ) O culto a Baal financiado pelo estado nortista afastou o povo da adoração verdadeira.
(    ) Porque o povo tinha destruído o templo em Jerusalém e não existia mais local de culto a DEUS em todo o Israel.
(    ) O povo não mantinha mais fidelidade ao DEUS de Israel.
(    ) A idolatria havia dividido o coração do povo.
(    ) Para corrigir um coração dividido somente um remédio amargo surtiria efeito.
(    ) A palavra hebraica as'iph, traduzida como pensamentos, mantém o sentido de ambivalência ou opinião dividida. 
 
5- DEUS não precisa provar nada para ser DEUS, mas os homens costumam responder favoravelmente quando suas razões são convencidas pelas evidências. Qual era a situação em Israel e o que fez DEUS (através do profeta Elias) para mostrar que só ELE era DEUS?
(    ) Jezabel veio para Israel acompanhada de seu pai e mãe que adoravam a Baal e Aserá. Eles logo trataram de difundir sua fé.
(    ) Quando Jezabel veio para Israel não veio sozinha.
(    ) Jezabel trouxe consigo a sua religião e uma vontade obstinada de fazer de seus deuses o principal objeto de adoração entre os hebreus.
(    ) De fato observamos que o culto ao Senhor foi substituído pela adoração a Baal e Aserá, principais divindades dos sidônios.
(    ) A consequência desse ato foi uma total decadência moral e espiritual.
(    ) Baal era o deus do trovão, do raio e da fertilidade, e supostamente possuía poder sobre os fenômenos naturais.
(    ) A longa seca sobre o reino do Norte criou as condições necessárias para que Elias desafiasse os profetas de Baal e provasse que tal divindade não passava de um deus falso.
 
II. OS EFEITOS DA SECA 
6- Quais os principais resultados da seca em Israel?
(    ) Escassez.
(    ) Aprofundamento geral na fé em DEUS.
(    ) Fome.
(    ) Endurecimento de alguns.
(    ) Arrependimento de muitos.
 
7- A verdade é que o pecado sempre traz consequências amargas! Qual era a situação em Israel e o que a seca estava provando ao povo?
(    ) A Escritura afirma que "a fome era extrema em Samaria".
(    ) O texto de 1 Reis 18.5 revela que dos animais restantes, só os cavalos da montaria real não estavam sendo abatidos.
(    ) O texto de 1 Reis 18.5 revela que até mesmo os cavalos da montaria real estavam sendo abatidos.
(    ) O desespero era geral.
(    ) O texto hebraico de 1 Reis 18.2 diz que a estiagem foi violenta e severa.
(    ) A seca já havia provado que Baal era um deus impotente frente aos fenômenos naturais e a fome demonstrou à nação que somente o Senhor é a fonte de toda provisão.
(    ) Sem Ele não haveria chuva e consequentemente não haveria alimentos.
 
8- É interessante observarmos que o julgamento de DEUS produziu efeitos diferentes sobre a casa real e o povo. O Novo Testamento alerta: "[...] se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração" (Hb 3.7,8). O que aconteceu ali?
(    ) Percebemos que só o rei Acabe se arrependeu e se converteu, mas a sua esposa, Jezabel, não respondeu favoravelmente ao juízo divino.
(    ) Percebemos que à semelhança de Faraó, o rei Acabe e sua esposa, Jezabel, não responderam favoravelmente ao juízo divino.
(    ) Acabe durante a estiagem confrontou-se com o profeta Elias e o acusou de ser o perturbador de Israel.
(    ) O povo que não havia dado nenhuma resposta ao profeta Elias quando questionado, respondeu favoravelmente ante a ação soberana do Senhor: "O que vendo todo o povo, caiu sobre os seus rostos e disse: Só o Senhor é DEUS! Só o Senhor é DEUS!".
 
III. A PROVISÃO DIVINA NA SECA 
9- Há sempre uma provisão de DEUS para aquele que o serve em tempos de crise. Como DEUS cuidou de Elias durante a seca?
(    ) DEUS arumou comida e água para Elias em Samaria.
(    ) Embora houvesse uma escassez generalizada em Israel, DEUS cuidou de Elias de uma forma especial que nada veio lhe faltar.
(    ) A forma como o Senhor conduz o seu servo é de grande relevância.
(    ) Primeiramente, Ele o afasta do local onde o julgamento seria executado: "Vai-te daqui".
(    ) DEUS julga e não quer que o seu servo experimente as consequências amargas desse juízo!
(    ) Em segundo lugar, o Senhor o orienta a se esconder: "Esconde-te junto ao ribeiro de Querite".
(    ) DEUS não estava fazendo espetáculo; era uma ocasião de juízo.
(    ) Em terceiro lugar, Elias deveria ser suprido com aquilo que o Senhor providenciasse: "Os corvos lhe traziam pão e carne".
(    ) Não era uma iguaria, mas era uma provisão divina!
 
10- Ficamos sabendo pelo relato bíblico que além de Elias, o profeta de Tisbe, o Senhor também trouxe a sua provisão para um grande número de pessoas. Como se deu isso?
(    ) Primeiramente encontramos o Senhor agindo através de Obadias, mordomo do rei Acabe, provendo livramento e suprimento para os seus servos: "Obadias tomou cinquenta profetas, e de vinte em vinte os escondeu, numa cova, e os sustentou com pão e vinho".
(    ) Primeiramente encontramos o Senhor agindo através de Obadias, mordomo do rei Acabe, provendo livramento e suprimento para os seus servos: "Obadias tomou cem profetas, e de cinquenta em cinquenta os escondeu, numa cova, e os sustentou com pão e água".
(    ) Em segundo lugar, o próprio Senhor falou a Elias que Ele ainda contava com sete mil pessoas que não haviam dobrado os seus joelhos diante de Baal: "Eu fiz ficar em Israel sete mil".
(    ) DEUS cuida de seus servos e sempre lhes provê o pão diário. 
 
IV. AS LIÇÕES DEIXADAS PELA SECA 
11- Sobre quais fatos devemos atentar sobre a ação do DEUS de Elias, conforme registrado nos versículos do capítulo 17 do primeiro livro dos Reis?
(    ) Antes de mais nada, a sua onipotência. Ele demonstra controle sobre os fenômenos sobrenaturais.
(    ) Antes de mais nada, a sua onipotência. Ele demonstra controle sobre os fenômenos naturais.
(    ) Em segundo lugar, DEUS mostra a sua onipresença. Elias, ao se referir ao Senhor, reconheceu-o como um DEUS sempre presente: "Vive o Senhor, DEUS de Israel, perante cuja face estou".
(    ) Em terceiro lugar, Ele é onisciente, pois sabe todas as coisas, quer passadas, quer presentes, ou futuras. O profeta disse que não haveria nem orvalho nem chuva, e não houve mesmo!
 
12- O pecado tem o seu custo. O profeta Elias encontra-se com Acabe durante o período da seca e lhe diz porque estava acontecendo a seca sobre Israel. Qual era o motivo dessa seca?
(    ) "Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor e seguistes os baalins".
(    )  Em outras palavras, Elias afirmava que tudo o que estava acontecendo em Israel era resultado do pecado do povo de Israel, salvo seus líderes.
(    )  Em outras palavras, Elias afirmava que tudo o que estava acontecendo em Israel era resultado do pecado.
(    ) O pecado pode ser atraente e até mesmo desejável, mas tem um custo muito alto. Não vale a pena! 
 
CONCLUSÃO 
13- Complete:
A longa seca sobre o reino do ____________________________ agiu como um instrumento de juízo e disciplina. Embora o coração do rei não tenha dado uma resposta favorável ao chamamento divino, os __________________________ do Senhor foram alcançados. O povo ___________________________ para DEUS e o perigo de uma _________________________ total foi afastado. A fome revelou como é vão adorar os deuses falsos e ao mesmo tempo demonstrou que o Senhor é um DEUS ____________________________! Ele age como quer e quando quer. Fica, pois a lição que até mesmo em uma escassez violenta a _________________________ de DEUS revela-se de forma maravilhosa.
 
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
 
AJUDA
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
SOARES, Esequias. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de DEUS na Terra. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
SOARES, Esequias. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
ZUCK, Roy B (Ed.). Teologia do Antigo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009. 
William Macdonald - Comentário Bíblico popular (Antigo Testamento).
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
O Novo Dicionário da Bíblia - J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico NVI - EDITORA VIDA.
Revista Ensinador Cristão - nº 52 - CPAD.
Comentário Bíblico Beacon, v.5 - CPAD.
GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
ELISSEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. VIDA.
CHAMPLIN, R.N. O Novo Testamento Interpretado versículo por Versículo. HAGNOS.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD



FONTE:

http://www.escola-dominical.com/

http://www.apazdosenhor.org.br



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