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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

616-QUAL DESSES É O SEU AMOR ?




Os quatro tipos de amor

O amor está presente em filmes, novelas, canções, literaturas etc. Mas, será que todos sabem, de fato, o que é amor? Pois bem. De acordo com o léxico, o substantivo amor, que vem do latim amore, significa: 1) Grande afeição de uma pessoa por outra. 2) Afeição, grande amizade, ligação espiritual. 3) Carinho, simpatia. 4) O ser amado. (Dicionário Escolar da Língua Portuguesa Michaelis, pág. 47). Porém, do ponto de vista bíblico, amor é mais do que isso. Por isso, convido você a acompanhar comigo outras definições do amor.
Na cultura grega, o amor era visto sob quatro ângulos:

Amor “eros”: Termo grego para o amor sensual. Daí a palavra “erótico”. Esse é o amor físico, da carícia, da relação sexual. Quando um rapaz diz para a namorada: “Estou apaixonado por você!”, ele quer expressar o amor “eros”. Por isso tal amor é também conhecido como paixão. Apesar de tudo isso, esse amor é passageiro.

Amor “fileo”: É o amor-amizade, fraternal, social. Desse vocábulo grego (“fileo”) temos algumas palavras derivadas, como Filadélfia (“fileo”, amor-amizade, e “adelfos”, irmãos) que significa “amor entre irmãos” ou “amizade fraternal; Teófilo (“Teos”, Deus, e “fileo”, amizade ou amigo) que quer dizer “amigo de Deus”; Filantropia (“fileo”, amizade, e “antropos”, homem) significa “amor humano”. Em suma, se você possui boas amizades, logo o que está em evidência é o amor “fileo”.

Amor “storge”: É o amor conjugal, familiar, doméstico. Longe de ser interesseiro, esse amor é humilde, objetivo e sacrificial. É o amor que une o marido à sua mulher bem como os pais aos filhos. Logo, em um lar onde reina a harmonia, está em ação o amor “storge”.

Amor “ágape”: Dos quatro, este é o amor maior, pois tem origem no próprio Deus que é a revelação clara desse amor (Jo 3.16; 1Jo 4.8-18; 1Co 13.1-13; Ef 5.25). Esse amor é incondicional. Ou seja, não espera nada em troca. Não preciso esperar que alguém me ame para amá-lo. Aliás, com esse amor é possível amarmos até os nossos inimigos (Mt 5.44). Ele também é infalível e eterno, como se pode ver em 1Coríntios 13.8,13.

É bom salientar que, todos os seres humanos possuem, por natureza, os três tipos de amor já mencionados (“eros”, “fileo” e “storge”), entretanto, o amor “ágape” só se adquire quando se nasce de novo, ou seja, ele passa a operar na vida do homem, quando este se torna templo do Espírito Santo (Gl 5.16-22).

Com o amor “ágape” devemos amar a Deus e ao próximo: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amaráso teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” (Mc 12.30-31 – grifo meu). Na Bíblia, o termo “ágape” ocorre com mais frequência que os outros. Isso demonstra a importância desse amor!

Já, no versículo bíblico seguinte, o apóstolo Paulo cita dois dos quatro tipos de amor: “Quanto, porém, ao amor fraternal(amor “fileo”, no original “filadélfias”), não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis(“ágape”) uns aos outros” (1Ts 4.9 – grifo meu). O mesmo apóstolo também escreveu: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal(no original, “filadelfia”), preferindo-vos em honra uns aos outros.” (Rm12.10 – grifo meu). Temos no primeiro versículo a junção do “fileo” e do “ágape”, enquanto que, no segundo, a expressão “amor fraternal” é a tradução do grego “filadelfia”.

Amar é um sentimento que nunca deveria ser extinto do ser humano, apesar de a Palavra de Deus afirmar que, “por se multiplicar a iniquidade(o pecado), o amor(“ágape”) de muitos esfriará.”(Mt 24.12 – grifo meu).

Bem. Ame sua esposa, seus filhos, seus pais, seus irmãos, seus amigos e conhecidos, seus inimigos e, sobretudo, a Deus. Amar faz bem para o corpo, para a alma e, principalmente, para o espírito.

Finalizo com uma recomendação de Jesus: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” (Jo 15.12 – grifo meu).

Lucas 15.11-32
-INTRODUÇÃO: A língua portuguesa é limitada para expressar os tipos de amor. Ao mesmo tempo em que você diz ‘eu amo sorvete’, também fala que ama seu pais, mãe ou filho. Também pode ser usada a palavra amor no sentido sexual apenas desprovido de sentimento. Por isso recorremos a expressões da língua grega usadas na bíblia para explicar sobre o amor e alguns termos do latim para ajudar na compreensão do que é amor.
O antropólogo Alan John Lee, criou uma teoria chamada Estilos de amor. Lee identificou tipos básicos de amor que pessoas usam em suas relações interpessoais[1].
Os tipos de amor podem ser entendidos como níveis, altitude ou períodos da vida em que a pessoa aprende a amadurecer o amor.
O amor não pode ser entendido apenas como sentimento, baseado em histórias somente platônico ou irreal. O amor precisa ser realizado. Deve ser uma ação. O verbo ‘amar’ pode ser experimentado verdadeiramente.
Como descobrir o verdadeiro Amor?
Vamos usar como exemplo a história do Filho pródigo em Lucas 15.1-32 que fala de um jovem que vivenciou vários tipos de amor até conhecer o amor verdadeiro:
 
1- Amor material
Um amor pragmático (pragma), que visualiza apenas o momento e a necessidade temporária, do agora.
O filho pródigo só pensou nos benefícios que o dinheiro lhe traria (v.12).
Os seus companheiros também só usufruíram de seus recursos.
O irmão do filho pródigo teve amor material pelo que seu pai deu ao irmão (v.29,30)
O amor material é:
            Interesseiro
            Momentâneo
            Egoísta
Durante a primeira infância é comum um tempo em que a criança se apega ao que come e a objetos como brinquedos, por exemplo.
Todos temos amor material, por algo que gostamos como uma roupa preferida ou comida que apreciamos. Este amor é importante, mas não pode ser superestimado.

2 - Amor Lúdico
O amor que é jogado como um jogo (ludos), amor brincalhão, baseado em momentos de diversão e alegria.
Os amigos do filho pródigo gostaram dele enquanto podiam se divertir e depois todos o abandonaram ficando apenas com os porcos (v.16).
O amor lúdico é:
            Engraçado
            Espontâneo
            Momentâneo
Quando criança as primeiras amizades surgem em meio a brincadeiras. Até mesmo o apego a um animal de estimação é uma forma de carinho e distração.
Todos tivemos colegas de escola que convivemos muito bem e depois de um tempo nos esquecemos. Você tem pessoas que gosta de jogar um esporte juntos, mas não são seus verdadeiros amigos. O que não pode acontecer é gostar das pessoas somente quando elas nos dão alegria.

3- Amor generoso
Um amor afetuoso que se desenvolve lentamente, com base em semelhanças (storge) e no compartilhamento mútuo.
O dono da fazenda fez um favor de ajudar o rapaz deixando cuidar dos porcos (v.15).
O filho pródigo se lembrou do amor com que seu pai tratava os empregados e pediu se poderia ser tratado como um ‘servo’ (v.17-18).
O amor generoso é:
            Gratificante
            Compartilhável
            Baseado em troca de favores
Quando a pessoa passa a dividir o espaço com colegas de estudo e trabalho, aprende a se apegar às pessoas. É muito importante a convivência com diferentes tipos de pessoas e ambientes.
Todos devemos ter uma boa convivência com vizinhos e colegas de trabalho. Trocar favores e ser educado com as pessoas.

4- Amor fraternal
Um amor "espiritual", baseado na mente e nos sentimentos. O verdadeiro amor de amigos. Pessoas que você gosta ‘de graça’, respeita as diferenças e confia em todo tempo. É um amor consciente ou psicológico (psique) quando você se identifica com o outro.
O filho pródigo certamente tinha muitos amigos, porque seu pai lhe deu uma grande festa e todos vieram para vê-lo (v.24).
O amor fraternal é:
            Companheiro
            Confiável
            Respeitável 
Com o tempo as verdadeiras amizades são construídas. Cada pessoa aprende a selecionar amigos para compartilhar coisas mais íntimas do seu viver.
O amor fraternal é o verdadeiro amor de amigos. É nos momentos difíceis que descobrimos quem são os verdadeiros amigos. Precisamos cultivar amizades.

5- Amor sexual
Um amor apaixonado fundamentado e baseado na aparência física (éros).
Com certeza o filho pródigo teve várias namoradas, mas era apenas um amor carnal enquanto tudo estava bem (v.13). O contato físico do homem com a mulher consuma sua relação tornando-se os dois “uma só carne” (Gênesis 2.24).
O amor sexual é:
            Apaixonado
            Atraente
            Físico
Na adolescência, quando vem a puberdade, a pessoa descobre a atração pela pessoa do outro sexo.
Todos devem conhecer alguém para viver juntos. Deus viu que “não era bom” que home vivesse só (Gênesis 2.18).

6- Amor familiar
O amor pelas pessoas da família com altruísmo, generosidade (philia). A dedicação ao outro vem sempre antes do próprio interesse. 
O filho pródigo sabia que amava sua família, mesmo que por um momento se esquecera.
Seu pai e mãe o amaram o tempo todo. O pai amava os dois filhos da mesma maneira e tentava “conciliá-lo” (v.28).
O amor familiar é:
            Emotivo
            Generoso
            Perdoador
Quando a pessoa constrói uma família, aprende a valorizar o verdadeiro amor. Durante um tempo envolvido com os amigos e conquistas materiais a pessoa se esquece da família. Mas quando passa por momentos mais difíceis descobre a importância de ter o amor familiar.
Todos nós devemos cuidar da família com amor. Seja quem ou quantos forem da família é melhor amar e viver bem do que ficar sozinho.

7- Amor incondicional
O amor gratuito que é capaz de se sacrificar pelo outro independente do merecimento.
O pai do filho pródigo o abraçou sujo como estava, o beijou sem receio e se alegrou sinceramente com o seu retorno. Cuidou dele limpando-o, vestindo, alimentando e restabeleceu à sua condição de filho.
O amor incondicional é:
            Altruísta
            Espiritual
Sacrificial
Desinteressado
Gratuito
Eterno
Quando a pessoa conhece o amor incondicional de Deus, aprende a valorizar o amor e construir relacionamentos amorosos em todos os níveis citados de uma maneira verdadeira e profunda.
O amor ágape só pode ser conhecido através de Jesus Cristo que morreu gratuitamente se sacrificando pela salvação. Na cruz, Deus deu a maior prova de amor de todos os tempos.
É possível aprender a Amar!
- CONCLUSÃO:
O filho pródigo precisou decair emocionalmente ao ponto de conviver no meio de porcos, para descobrir o verdadeiro amor incondicional. Depois disse ele certamente continuou sua vida construindo relações de amor saudáveis sustentadas em Deus.
Se os tipos de amor forem entendidos como processo, a pessoa descobre o amor à medida que tem experiências na vida.
Existe uma grande movimento de pessoas descendo esta escada. Deixando o amor incondicional de Deus, abandonando a família, pervertendo o amor sexual, largando amizades, não convivendo bem com colegas, não aproveitando oportunidades de entretenimento conjunto e se apegando ao amor material.
Outros conseguem subir apenas alguns degraus no máximo até o amor sexual. É preciso subir esta escada em direção ao verdadeiro amor de Deus.

O verdadeiro amor em todos os sentidos, seja material, lúdico, generoso, fraternal, sexual e familiar ou em áreas da vida só podem ser completos se a pessoa conhecer o amor incondicional de Deus. A essência de Deus é o amor. Não existe amor sem a presença de Deus que é a coluna que sustenta o amor. Todos os tipos de amor podem ser passageiros, mas o amor de Deus além de incondicional, é eterno e infinito.
Você tem amado em que nível ou forma?
Acima de tudo busque o amor de Deus!



O Mandamento: Amar-nos Uns aos Outros

“O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” ( Jo 15:12)

Quando falamos sobre mandamentos logo pensamos em “não matar”, “não adulterar”, “não roubar”. No entanto, Jesus está falando de algo muito mais profundo do que simplesmente não fazer isso ou aquilo. Ele fala do que está na base do coração do ser humano: o ódio ou o amor. Por que as pessoas matam, roubam, adulteram, desonram seus pais, buscam outros deuses para adorar, ou cobiçam o que é dos outros? Porque a semente de ódio ainda está em seus corações. 

Mas, quando uma nova semente é plantada no interior, a semente do Amor de Deus, então, seus atos serão diferentes porque o coração será diferente. O mandamento requerido, portanto, é “amai-vos uns aos outros”, porque quem ama não rouba, nem adultera, nem fala mal do próximo; e assim, cumpriremos a lei de Deus. 

a) Alegria Completa – “Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo.” (Jo 15:11 RA)

É impossível alguém desfrutar a verdadeira alegria tendo o coração endurecido em relação a alguém. A verdadeira alegria é fruto de um coração perdoador e amável.

Vamos acompanhar agora os 4 tipos de amor na Bíblia

Vamos entender melhor o significado da palavra “amor” na Bíblia, e compará-la com seu uso habitual. Temos basicamente 4 palavras gregas para se traduzir como amor. São elas: Eros (físico, sexual), Storge (familiar), Philos (amizade) e Ágape (amor incondicional).

1. EROS (físico, sexual):

Eros é um amor que toma.

Expressões que caracterizam o amor Eros:

• Você me faz bem;

• Você é meu/minha;

• Você é lindo (a);

• Você me pertence;

• Teu corpo é perfeito;

• Eu amo você porque você me faz feliz.

• “O amor é cego”

Por exemplo, Eros está representado no livro de Cantares (onde Salomão deleitava-se com a beleza de sua amada) e na tradução de Provérbios 7:18, onde uma prostituta faz o seguinte apelo: “Vem,embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã”. 

Nesse versículo, “amor” é uma representação para Eros. 

A primeira palavra grega é Eros. Aparece com freqüência na literatura grega secular, mas não na Bíblia. Eros é o amor totalmente humano, carnal, voltado para o sexo. Daí a nossa palavra ERÓTICO.

Esse tipo de amor pode até incluir algum sentimento verdadeiro, mas é, basicamente, atração física, desejo sexual e expectativa de satisfação pessoal. O Eros apresenta-se como amor pelo outro, mas é amor por si próprio.

Sua melhor declaração é “Eu amo você porque você me faz feliz”. Ou “Eu me sinto fortemente atraído por sua amabilidade (você me amará), por seu temperamento alegre (você me diverte), por sua beleza e sensualidade (você me dará prazer), por seu talento (eu me orgulho de você)!” Porém, quando uma ou mais destas características desaparecem, o amor morre.

Esse tipo de amor só quer receber. O pouco que ele dá, é com o intuito de receber algo em troca.

Infelizmente, muitos jovens escolhem o namorado ou a namorada, que poderá ser o companheiro ou companheira para toda a vida, com base apenas no Eros. As relações físicas são antecipadas; a intensidade do Eros prejudica o amor genuíno. Os namorados, mesmo não sabendo quase nada um do outro, pensam que esse tipo de amor os manterá juntos. Mas isto geralmente não acontece. Seu amor não é o verdadeiro amor.

A ênfase exagerada no Eros é alimentada por uma filosofia playboy. Esta filosofia estimula em extremo a sensualidade, tanto da mulher como do homem; a mulher desnuda-se e exibe-se pelo prazer da sedução e do sexo; o homem cobiça e apropria-se pelo prazer do machismo e do sexo; a mulher é mero objeto sexual, um brinquedo (perigoso) para o homem (criança) egoísta. Nessa filosofia, relação sexual é sinônimo de “fazer amor”.

Casamentos construídos apenas sobre bases físicas e eróticas não duram muito... Antes do pleno envolvimento físico, os pretendentes precisam se conhecer nas áreas mais importantes da alma e do espírito. Para tanto, têm que namorar e noivar, por algum tempo, antes de se entregarem um ao outro, definitivamente, no casamento. O relacionamento sexual após o casamento será a coroação de um relacionamento

• consolidado,

• comprometido e

• crescente.

Se você cometeu o erro de se casar (formal ou informalmente) na base do Eros, apenas, aqui está uma boa notícia para você: O AMOR PODE CRESCER. Não crescerá automaticamente, mas na medida em que você o cultivar. Portanto, a única esperança para o seu casamento é ascensão aos níveis mais altos do amor.

2. PHILOS (amizade):

Relacionam-se com a alma, mais do que com o corpo. Lida com a personalidade humana – o intelecto, as emoções e a vontade. Envolve compartilhamento mútuo. Em português, a palavra mais próxima é amizade. A forma nominal é usada apenas uma vez no Novo Testamento (Tg 4.4), mas o verbo “amar”, no sentido de “gostar”, e o adjetivo “amável” são usados muitas vezes. 

Este é o grau de afeição que Pedro disse ter por Jesus quando este lhe perguntou, “Simão, filho de João, tu me amas?”. O pescador respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. No original grego, o sentido é: “Sim, Senhor, tu sabes que gosto de ti, que sou teu amigo” (Jo 21. 15,16).

Neste nível, o amor é menos egoísta, mas ainda contempla o prazer, a realização e os interesses pessoais. Não deveria, mas... Normalmente, desenvolvemos amizades com pessoas cujas características nos agradam, cujos interesses intelectuais e gostos compartilhamos. Desejamos e esperamos que estes relacionamentos sejam agradáveis e nos beneficiem de algum modo. Damos, sim, amizade, atenção e ajuda, mas com alguma motivação egoísta. Mesmo assim, philos é um nível de amor mais elevado do que Eros. Nesse nível, “nossa” felicidade é mais importante do que “minha” felicidade.

Muitos casamentos comparativamente felizes são construídos nesse nível. É muito bom quando marido e mulher são amigos. Alguns maridos e esposas dizem que se amam, mas, no dia a dia, nem amigos eles são. Prova disto é que não têm sequer prazer e empolgação com a companhia, os interesses e assuntos um do outro.

Um casamento não pode sobreviver a menos que cresça pelo menos até ao nível do philos. Se você é jovem e está pensando em se casar, você deve tomar tempo para verificar se gosta realmente da pessoa com quem você pretende se unir para o resto da vida. Seguramente, essa pessoa tem defeitos, características e hábitos que poderão irritá-lo ou mesmo exasperá-lo no dia a dia da vida conjugal. Você vê mais virtudes do que defeitos e gosta dessa pessoa o bastante para perdoá-la, ajudá-la e fazê-la feliz?

Provavelmente você já ouviu esta frase romântica: “O amor é cego!” Cuidado! O único amor cego é o Eros. Esse tipo de amor realmente fecha os olhos para as faltas, ri dos defeitos e racionaliza os problemas potenciais (a menos que a pessoa amada não seja interessante em seu aspecto físico). Philos, por outro lado, honestamente encara os defeitos e decide se eles podem ser superados pelas virtudes.

Philos é o meio caminho do amor verdadeiro Philos é um amor que troca.


É um “amor” um tanto quanto egoísta. O amor do tipo Philos não é um amor que doa; sempre espera algo em troca.

Expressões que caracterizam o amor philos:

• metade da laranja;

• ele/ela me completa;

• ele/ela pensa como eu;

• ele/ela me ajuda em casa;

• ele/ela me dá presentes;

• Gostamos das mesmas coisas;

• Fazemos muitas coisas juntos;

3. STORGE (familiar):

Chamaremos esse amor de “amor da tia Maria”. Amamos tia Maria e tentamos ajudá-la, não com base na atração física (Eros) dela, mas porque ela é a nossa tia Maria. Ela pode ficar velha, surda e meio-cega, mas ainda é a nossa tia Maria.

Um excelente exemplo desse tipo de lealdade encontra-se em 2 Sm21:10 e 11, onde “Rispa montou guarda ao lado dos corpos de seus dois filhos e outros parentes, espantando dali aves de dia e animais do campo à noite”.

É o amor mais relacionado à família ( Rm 12.10) Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. O desaparecimento desse amor é mencionado em Rm 1.31 – insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia e 2 Tm 3.3 – sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons.

O AMOR FAMILIAR – num certo sentido todos somos filhos de Adão, porém nem todos somos filhos de DEUS, somente os nascidos de novo, regenerados pelo poder da Palavra de DEUS, assim a família de DEUS só é formada por salvos em CRISTO.

A família moderna estrutura-se basicamente em torno do casamento, e nesse sentido, é uma família conjugal – sei que há a “família pós-moderna” e seus novos arranjos sociais, aos quais não vou tecer considerações nesse momento (pais separados, casais homoafetivos, adoção pelos avós e outros).

A relação familiar é algo extremamente COMPLEXA e DINÂMICA. Daí o amor se constituir em um desafio de escolha à cada dia: escolher amar o outro apesar das diferenças e do desgaste que muitas vezes a relação apresenta diante do fator tempo.

Você pode estar pensando que isso não é fácil, mas com a sua escolha adicionada à graça de Deus torna-se possível. Porque família é projeto de Deus em primeiro lugar; Ele é o maior interessado. Mas família também tem que ser projeto de homens e mulheres; ou seja, É PRECISO IMPLICAÇÃO DE CADA MEMBRO FAMILIAR.

4. ÁGAPE (Amor Incondicional):


Chamaremos, portanto, o amor ágape de “amor chuva-sobre-justos-e-injustos”. Deus não isola pequenas áreas onde estão as pessoas boas e faz chover somente ali. Ele deixa a chuva cair sobre os maus também. A ilustração clássica desse tipo de amor encontra-se na história do bom samaritano (Lc 10:29–37), que é contada para ilustrar o amor (ágape) ao próximo (v. 27).

Quando o samaritano olhou para o homem ferido e sangrando, não houve atração física (Eros). O homem que havia sido açoitado não era um ente ou conhecido querido; os judeus e os samaritanos se odiavam (não tinham amor storge).

O homem deixado à beira da estrada não era um amigo; ele não tinha nada para oferecer; não havia possibilidade de ação recíproca (philos). Qual seria a única motivação possível para o viajante ajudá-lo? Ele era semelhante, um ser humano e o bom samaritano disse, em outras palavras: “Por isso eu vou ajudá-lo”. Isto é amor ágape.

Esse tipo de amor não espera nada em troca.

Há quem diga: “Mas isto não é possível, não é humano!” Tem razão. Ninguém pode amar desse jeito... a menos que Deus lhe dê esse tipo de amor. Ágape é amor divino! Jesus e os apóstolos usaram este substantivo (e o verbo correspondente) quando se referiram ao amor de Deus.

(Jo 3.13; Rm 5.8; I Jo 4.8-10). O Novo Testamento nos ensina também que quando nós nos arrependemos dos nossos pecados e cremos em Cristo, recebendo-o como nosso Salvador e Senhor, Deus derrama seu amor em nosso coração (Rm 5.5).

A partir daí, espera-se que o amor de Deus se manifeste através de nós, nos nossos relacionamentos, principalmente com o cônjuge. (Ef 5.25 e Tt 2.3-4).

Isto não é fácil... Todos queremos ser amados... Fazemos de tudo para conseguir um pouco de amor... E o que acontece? Nossos esforços neste sentido acabam dificultando ainda mais as coisas; talvez até afastem de nós a pessoa cujo amor tanto almejamos. A duras provas descobrimos que é preciso amar primeiro com amor ágape! 

Em I Jo 4, há várias referências ao amor de Deus por nós e recomendações para nos amarmos também uns aos outros. Nesse contexto, o apóstolo explica porque ou como isto é possível: “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro” ( I Jo 4.19). O amor de Deus por nós ensina-nos a amar ou gera amor em nosso coração.

Deus nos ama como somos, a despeito da nossa pecaminosidade, das nossas atitudes e atos egoístas. Refletindo sobre isto, observando e agradecendo as manifestações diárias do seu amor, aprenderemos a amar de verdade. Além disso, o Espírito Santo faz alguma coisa sobrenatural em nosso coração... “O fruto do Espírito é amor...” (Gl 5.22). Só assim, seremos capazes de amar, no sentido mais elevado e nobre do termo.

Note que esse amor não é um esforço que fazemos porque é a única maneira de conseguirmos que certa pessoa nos ame.

Esse Amor, o Amor de verdade:

• É ordenado por Deus para nos induzir.

• É exemplificado por Deus para nos ensinar.

• É produzido por Deus para nos capacitar.

O marido ou esposa que ama assim não tenta mudar o cônjuge, não cobra dele o amor desejado. Simplesmente ama, sem cobrar nada em troca. Entretanto, assim como “nós amamos porque Deus nos amou primeiro”, o cônjuge amado, mais cedo ou mais tarde, responderá com amor. O princípio é simples: amor gera amor! Outras passagens ensinam esta mesma verdade ( Lc 6.38; Gl 6.7).

Ágape é o Amor que dá, de graça; dá tudo e não espera nada em troca.

Frases típicas:

• Eu te amo (sem um por que).

• Você precisa ficar internado algum tempo, porque eu te amo (numa clínica de drogas, ou até mesmo preso) – chamados por uns de “amor firme”;

• Eu te amo e por isso você precisa de correção ( Hb 12:6);

• “Vai doer mais em mim do que em você” – sem o sentido pejorativo.

Fonte:

http://www.webservos.com.br/gospel/estudos/estudos_show.asp?id=7374

http://www.institutogamaliel.com/revista/os-quatro-tipos-de-amor/


http://www.esbocosermao.com/2012/06/tipos-de-amor.html

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