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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

683-RECUPERANDO O EVANGELHO


Amados, estou publicando este artigo com o objetivo de edificar vidas, evangelizar, e gerar mudanças positivas e significativas na  vida de cada pessoa, seja ela crente, espírita, católica, etc. A crítica que faço, é uma critica construtiva e reflexiva, tem como foco a reflexão e  a mudança de atitude, caráter e de nova visão acerca do Evangelho genuíno do Senhor Yeshua( Jesus). Vamos dividir este artigo em tópicos para facilitar a leitura, reflexão e compreensão do mesmo.
Peço que divulguem este artigo no face, instargram, email etc, Podem acrescentar algo se acharam necessário, porém eu peço que indiquem a fonte e autoria.

1-O que é Evangelho?
      Como sabemos a palavra Evangelho significa boas novas ou boa notícias, é por certo uma ótima notícia da parte do Altíssimo para você!. Evangelho é poder para a salvação de todo aquele que nEle crer (Rm 1.16,17). Evangelho é algo para ser crido, meditado e bem interpretado.            Devemos pedir iluminação a Espírito Santo de Deus, bem como sabedoria para aprendê-lo e pratica-lo com sabedoria e unção.
      O Evangelho faz parte da Palavra do Eterno Deus, e é lá que é revelado o seu filho unigênito, a sua graça, a salvação, o amor, a fé e o seu sublime plano redentor para a humanidade. O Evangelho sem Cristo Jesus, não é Evangelho. O mesmo não deve ser usado para iludibriar pessoas, manipulá-las e induzí-las ao erro e as heresias.
     As boas novas de Yeshua mashiah (Jesus Cristo), não deve ser um mero objeto ou instrumento lucrativo, ou de fantasias de uma prosperidade sem precedentes para os que apenas crêem nele. O mercantilismo religioso deve afastar-se do Evangelho, pois os mesmos não se combinam, assim como o azeite e a água não se misturam. O cifrão não deve brilhar nos olhos de líderes cristãos portadores no Evangelho genuíno, o que deve brilhar é a maravilhosa graça do Eterno e sublime Redentor , Senhor e Salvador Jesus!.
       Evangelho é poder, amor, fé e graça sobre graça e salvaçao aos perdidos.
O evangelho de Jesus Cristo é o maior de todos os tesouros dados à igreja e ao cristão como indivíduo. Não é uma mensagem entre muitas, mas a mensagem acima de todas as outras. É o poder de Deus para a salvação e a maior revelação da multiforme sabedoria de Deus aos homens e aos anjos. É por essa razão que o apóstolo Paulo deu primazia ao evangelho em sua pregação, esforçando-se com tudo que tinha para proclamá-lo com clareza, pronunciando até mesmo uma maldição sobre todos que pervertessem sua verdade.

Cada geração de cristãos, pelo poder do Espírito Santo, é responsável pela mensagem do evangelho. Deus nos chama a guardar este tesouro que nos foi confiado. Se quisermos ser fiéis mordomos, teremos de estar absorvidos no estudo do evangelho, tomando grande cuidado para compreender as suas verdades, comprometendo-nos a guardar o seu conteúdo. Ao fazê-lo, garantimos nossa salvação, bem como a salvação daqueles que nos ouvem.


Como sabemos comumente, a palavra Evangelho vem do vocábulo grego euangélion, que é traduzida como “boas novas”. Num sentido, toda página da Escritura contém o evangelho, mas em outro sentido, ele se refere a uma mensagem muito específica — a salvação realizada para um povo caído, por meio da vida, morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
O evangelho de Jesus Cristo é o maior de todos os tesouros dados à igreja e ao cristão como indivíduo. Não é uma mensagem entre muitas, mas a mensagem acima de todas as outras. É o poder de Deus para a salvação e a maior revelação da multiforme sabedoria de Deus aos homens e aos anjos. É por essa razão que o apóstolo Paulo deu primazia ao evangelho em sua pregação, esforçando-se com tudo que tinha para proclamá-lo com clareza, pronunciando até mesmo uma maldição sobre todos que pervertessem sua verdade.

Cada geração de cristãos, pelo poder do Espírito Santo, é responsável pela mensagem do evangelho. Deus nos chama a guardar este tesouro que nos foi confiado. Se quisermos ser fiéis mordomos, teremos de estar absorvidos no estudo do evangelho, tomando grande cuidado para compreender as suas verdades, comprometendo-nos a guardar o seu conteúdo. Ao fazê-lo, garantimos nossa salvação, bem como a salvação daqueles que nos ouvem.


Como sabemos comumente, a palavra Evangelho vem do vocábulo grego euangélion, que é traduzida como “boas novas”. Num sentido, toda página da Escritura contém o evangelho, mas em outro sentido, ele se refere a uma mensagem muito específica — a salvação realizada para um povo caído, por meio da vida, morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo, o Filho de Deus.


1.1-O que não é Evangelho?
      Mercantilismo, comércio, emoção, especulação e heresias, extremismo religioso e ilusões e contos de fadas de uma  vida prospera, sem doenças, lutas, dificuldades e problemas, “Digo isto para que em mim tenhais paz, No mundo tereis afliçoes mas tende bom ânimo, porque eu venci o mundo”.Tudo isto não é, não faz e nunca fez parte do Evangelho genuíno de Cristo. As boa novas do reino de Deus, é justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Pseudo-evangelho é um evangelho com atraçoes circences, animadores de auditório, malabaristas e sensasionalistas cristãos, que empolgados com a fama, aplausos e vontade gananciosa de encher os seus cofres de dinheiro e seus corações de trevas e ilusões.
         Um Evangelho que não sai de uma caixinha, não é Evangelho, o referido deve ser lido, refletido e praticado com sabedoria e a sua propagação deve ser contante. Caso contrário não é Evangelho, e sim um mero instrumento de manipulação e fantasias, com uma dose de engano, uma pitada de  heresias e mais uma colher de historinha para iludir pessoas incautas e sem instrução. A falta de instrução das pessoas leva os mesmos a um falso Evangelho, um Evangelho sem amor, graça perdão, salvação e santificação, como diz nas Escrituras: “ segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá ao Senhor ” (Hb 12.14) .

1.3- Qual é o Evangelho que queremos ?
       Esta pergunta é você que deve responder, eu sei qual é o Evangelho que eu quero, e você também sabe qual você quer. Eu quero o Evangelho genuíno, um Evangelho sem emocionalismo, sem extremismos, exageros, fabulas, enganos e falsas esperanças. O mundo gospel deveria querer o mesmo, mas não é o que vemos. Pregar por dinheiro é o absurdo do absurdo, lemos nas Escrituras: “ De graça recebestes e de graça daí ”(Mt 10.8).Eu quero um Evangelho sem aspirações mercantilistas e fanáticas, um Evangelho da Eterna Graça de Deus, um Evangelho que transforme vidas e faça ressuscitar o amor , a fé e a esperança nos corações aflitos e sem salvação. Um Evangelho com Cristo Jesus e com o seu plano redentor deve ser a mais alta de todas as nossas aspirações, bem como a sua propagação em redes sociais (facebook, twitter, whats up, instargram, etc.), nas mídias de forma geral (TV, radio etc) e também através do “ boca a boca”, com alcance a nível mundial, e não apenas regional. Eu quero e luto por um Evangelho sincero, puro, cristalino e que explane a verdade da parte de Jesus nosso Senhor!.
           Eu almejo um Evangelho da transformação pelo Espírito De Deus. Boas novas Eternas que façam diferenças significativas!. Eu vejo isso, porém o Evangelho que tem sido pregado é um outro Evangelho, um Evangelho um tanto quanto confuso, distorcido e sem respaldo nas Escrituras Sagradas, um Evangelho parcial, com meias verdades, mascaras e maquiagens,  este Evangelho eu não quero!!!.

2-O Evangelho e o tempo
         Infelizmente o tempo interfere em nossas vidas, na nossa vida bio-pisico-social, na nossa parte fisiológica, na saúde, nas emoções, na area social, profissional, nos nossos comportamentos, atitudes, hábitos,  desejos, etc.Temos que reconhecer que o tempo afetou não propriamente o Evangelho, mas a sua forma de interpretação e propagação!!!.
         O tempo interfere, modifica, omite, acrescenta, distorce todas as coisas. Somos afetados e influenciados pelo tempo e pela modernidade, mas o Evangelho genuíno é imutável e deve ser livre de qualquer particular interpretação. Como o homem é influenciado pelo tempo, o mesmo quer influenciar e provocar mudanças no Evangelho e em sua forma de propagação e interpretação.É triste mais isso tem acontecido, cabe a nós querer mudar e transformar erros em acertos, mudar a historia e se reportar à realidade bíblica no tocante ao Ensino genuíno do Evangelho. Devemos orar a cada dia, alertar os nossos filhos e as futuras gerações para este mal que tem assolado o Evangelho.
         O Evangelho da Graça resisti ao tempo, nós não. Não devemos deixar o tempo e a modernidade moldar o Evangelho e a sua propagação, e sim o contrário, As boas novas eternas é que têm que moldar e lapidar nossas vidas, famílias e geraçoes posteriores.

2.1-O Evangelho no passado
       No passado distante, nos primeiros séculos da era cristã, os cristãos “Perseveravam na doutrina dos apóstolos, no partir do pão, na comunhão e nas orações, tinham tudo em comum e repartiam os seus bens de acordo com a necessidade de cada um”( leia atos 2). No inicio da igreja as pessoas cristãs eram unidas, solidarias umas com as outras, amorosas, o povo admirava os cristãos, os mesmos tinham o selo do Espírito de Deus, tinham a chama viva de Cristo ardendo em seus corações, tinham o poder, a graça e o amor de Deus cravado em seus corações. Não pensavam em seus próprios interesses, não tinham fins lucrativos, e nem atrações circences, animadores de auditório, e  nem utilizavam “retetés” e estratégias e métodos duvidosos e estravagantes!. Eles apenas pregavam as boa novas eternas e inefáveis de Deus!. Eles viviam o que tinham aprendido, procuravam agradar ao supremo mestre e Eterno Salvador Jesus. Exerciam seus deveres de cidadãos dos céus, e gozavam das esperanças eternas do Altíssimo. Vivíam uma vida abundante e gloriosa aos pés de Jesus, não um Jesus que só enriquece pessoas e dá vitorias, mas um Senhor Jesus, poderoso, que salva, cura, liberta de espíritos malignos, transforma, volta para buscar a sua igreja, perdoa pecados e realiza a redenção através de seu precioso sangue, desde que o pecador creia, e queira aceitar o plano de salvação e aspire em andar em novidade de vida  ao lado do Eterno Mestre e rei dos reis e Senhor dos Senhores!!!.
          Estamos próximos ou distantes do que foi supracitado?. vivemos este evangelho dos cristãos primitivos ou um outro Evangelho ao gosto do freguês?. O Evangelho não pode mudar nas mãos de cristãos incautos e pouco instruídos de verdades bíblicas com meras desculpas esfarrapadas, de que estamos em um mundo moderno e que temos que expor verdades diferentes e recheadas de promessas e emocoes que são semeadas em coraçoes áridos e inferteis. A desculpa é que ser pregar o Evangelho do modo antigo, as pessoas abandonam as igrejas, pois as mesmas estão em um mundo moderno que evolui a cada dia.
                O Evangelho de hoje é o mesmo do passado e vai continuar sendo o mesmo do futuro. A nossa luta para preservar a sã doutrina deve continuar.Temos que nos alistar na guerra espiritual, moral e social. O mundo moderno trás consigo, meias verdades, verdades parciais e mentiras. A modernidade carrega também em seus “ombros” uma contra-cultura ao ensino bíblico. Ela vem para mostrar que os valores deste mundo tenebroso são melhores ou iguais aos valores eternos escritos na Bíblia.  A modernidade com os seus ensinos, jargões, ditados, culturas em diversas áreas: educação, esporte, lazer, musica, entretenimento, novela, filme, desenhos, esportes, jogos etc, devem ser combatidos e recusados com sabedoria e amor , pelos cristãos verdadeiros!.
                Vamos ensinar os nossos filhos quanto a isso!!!.
  
  2.2-O Evangelho no presente
Será que estamos vivendo hoje um Evangelho autêntico?. Um Evangelho real, puro, sem erros, acréscimos e exageros?. voce vive o evangelho contido na Bíblia?. Este Evangelho, o Evangelho ao gosto do cliente, ao meu ver, é um falso Evangelho. Não escutamos mais se falar em : inferno, santificação, juízo final, parousia de Cristo, separação do mundo e comunhão intima com o Eterno.
             Jesus falou nos Evangelhos mais sobre as trevas do que sobre o paraíso. Proferiu palavras fortes, palavras de exortação, de aviso sobre o iminente perigo de as pessoas irem para ao inferno, “Senhor em teu nome não expulsamos demônios,... não fizemos maravilhas, e eu direi abertamente apartaivos de mim...” (leia Mt 7). Jesus criticou os falsos religiosos, chamando-os de sepulcro caiado, raças de víboras, etc, sempre combateu o erro e os extremismos religiosos dos fariseus!.
          Será que não temos hoje neo-fariseus, fariseus modernos na mídia e fora dela pregando um Evangelho fácil e com recheios de vitorias, prosperidades e  triunfalismo exarcebado sem precedentes?.Temos dois grupos de evangelhos: o facil e o legítimo. O legítimo é a porta estreita que Jesus pregou!!!. O fácil é a porta larga que conduz  à perdição.

2.3-O Evangelho no futuro
O Evangelho daqui a uma ou duas décadas, será um Evangelho puro e cristalino como nosso Supremo mestre e Senhor pregou?. Para garantirmos que as gerações futuras não se comprometam com um falso Evangelho, um Evangelho distorcido ou parcial, temos que implementar uma educação religiosa-familiar em nossos filhos. Vamos ensinar as crianças no caminho em que se deve andar (Pv 16.22). As igrejas também tem este papel de instruir as crianças , jovens e adultos no Caminho de Deus!.Cada um tem que fazer a sua parte, qual a parte que você tem feito?. Faça a sua parte, eduque os seus filhos, sobrinhos, netos etc. De bíblias  e livros teológicos para eles lerem, acompanhem a sua vida diária, a sua vida devocional. Fazendo assim teremos no futuro um Evangelho pregado de forma genuína, prática, sem macula, sem erros, omissões, acréscimos e nem exageros.
3- A tranformação provocada pelo verdadeiro Evangelho do Salvador e Senhor Jesus.
  Um Evangelho autentico é um Evangelho que transforma vidas pelo poder de Deus. Um Evangelho genuíno gera mudanças significativas na vida das pessoas. O verdadeiro Evangelho vem para deixar marcas, sim marcas de salvação, marcas de regeneração e santificação. Através da pregação do Evangelho vemos muitas vidas se converterem, muitas vidas serem curadas, quebrantadas, salvas, libertas, livre de desejos e pensamentos pecaminosos. Você tem que deixar o poder de Deus que está contido nos Evangelhos entrar  e iluminar mais e mais a sua vida.
          Deus proporciona transformações em nossos corações, as mesmas só podem ocorrer se permitirmos, se abrirmos nossos corações e nossas mentes de forma ampla e quebrantada para sentir o toque do Espírito Santo, a sua direção e sua diretrizes para uma vida abundante!!!. Esta transformação sempre ocorre de mão dupla, a ação do Espírito Santo em conjunto com a ação humana. Deixe Cristo te transformar!!!!.

3.1-A transformação na família
A família é a base da sociedade, a célula mater, a raiz de todos os processos. Dizem que a educação vem de berço, do ensinamento de nossos pais. Temos que provocar transformações nos nossos filhos, sobrinhos, primos, mãe, pai etc, transformação esta, pautada no Evangelho e em seus princípios Eternos. É necessário uma educação comum, como não jogar papel no chão, não xingar, dar um bom dia, obrigado,  de nada,  com licença, etc.  Temos a educação religiosa que deve ser priorizada e implementada nos lares cristãos!. Devemos fazer um culto domestico, realizar a leitura Bíblica, cantar um hino, assistir uma boa pregação, etc. O bom exemplo cristão, um bom testemunho, é de fundamental importância para os nossos filhos e vizinhos.
         A educação secular, os estudos de geografia, matemática, português, inglês, ler bons livros seculares sobre vários gêneros literários,  é imprecíndívem também.

3.2-A transformação pessoal
Se fomos educados na família ou não, não importa, não podemos colocar isto como um mero pretexto para não sermos transformados pelo Evangelho. Basta apenas querermos esta referida transformação e nos esforçarmos para adquiri-la e mantê-la. Se experimentarmos o doce e Eterno poder transformador do Evangelho, verdadeiramente seremos afetados por esta tranformação magnífica e sem par. Quando temos um maravilhoso encontro pessoal com o amoroso e Eterno Salvador Yeshua (Jesus),  por via de conseqüência somos confrontados de forma positiva pelo Evangelho genuíno, deixamos ele entrar em nossos corações e nossa vida torna-se abundante, brilhante e poderosa, pois, desfrutamos do amor, graça e poder do Espirito Santo!!!. Tudo relatamos acima deve ser buscado a cada dia, pois sem esforço e perseverança nunca virá esta transformação.

3.3-A tranformação na sociedade
A verdadeira mudança ocorre em cada coração, mas de forma individual. Quando somos transformados em nosso ser, influenciamos uma transformação nos outros, nos nossos filhos, nos vizinhos, amigos, irmãos, religiosos, autoridades e na sociedade de forma geral. Primeiro em mim, depois no próximo. Quando a mudança verdadeiramente ocorreu no meu ser, a tendência é de ocorre-la também no meu próximo.
       O ser humano é produto do meio, ele é influenciado pelo meio, e também influencia o meio ambiente em que vive, seja ele religioso, político ou social. Por exemplo, se queremos ser médicos, advogados, engenheiros, etc, é porque os nossos pais tiveram estas profissões ou vimos alguém exercê-las. A sociedade esta melhor ou pior é porque eu e você estamos melhor ou pior. As palavras convencem, mas o exemplo arrasta. O evangelho puro e genuíno e o Espírito de Deus transforma de fato, mas quando deixamos esta mudança entrar de fato nossos ser,  desta forma se expandirá para a sociedade de forma geral.

4-Qual é o principal concorrente do Evangelho?
  Existem muitas empresas, e muitos concorrentes. A concorrência sempre procura atrapalhar, minimizar, inibir, ou destruir o seu concorrente. Pois é, existem concorrentes também no meio gospel.
    Talvez o principal concorrente do Evangelho de Cristo seja a ignorância espiritual de líderes e pessoas interesseiras e sem escrúpulos, ou talvez, a preguiça, ou o comodismo espiritual, o desânimo de buscar uma vida santa e próxima do Criador, ou talvez seja uma lista imensa de coisas que praticamos, pensamos e acreditamos, até mesmo de forma inconsciente.
           Qual é o principal concorrente, eu não sei ao certo, mas você pode responder para você mesmo. Talvez você saiba, pois certamente na minha vida e na sua tem muita concorrência tentando ocupar um lugar de camarote em seu coração, concorrência esta que impede o Evangelho de ser lido, interpretado e praticado de forma correta.
            Ore para que a concorrência espiritual não tome o lugar de destaque em sua vida, e sim o Evangelho do reino de Deus, seja o exclusivo e sem concorrentes em potencial.

4.1-Como se livrar da concorrência Espiritual?
Utilizando-se de vários instrumentos espirituais receitados na Bíblia. Podemos citar a oração, diz as Escrituras: “Orai sem Cesar”  (1Ts 5.17). O exame cuidadoso das Escrituras Sagradas “Errais não conhecendo as Escrituras e nem o poder de Deus” (Mt 22.29), e (Jo5.39). Conhecendo mais ao Senhor Deus “conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os 6.4). Não amando o mundo “ Não ameis o mundo e nem o que no mundo há, ...” ( Jo2.15). A concorrência espiritual nos afasta de Deus, a mesma é como um câncer que provoca dor, sofrimento, angustia, e se alastra pelo corpo inutilizando-o e por fim levando-o à morte!. A concorrência deve ser tratada e cortada no seu início. Devemos tomar medidas preventivas, corretivas e cirúrgicas em nossa vidas espirituais!.
          Devemos analisar, questionar, refletir, e indagar a cada dia se o que temos ouvido, assistido e aprendido esta correto e pautado nas Escrituras.

4.2- concorrência midiática
A TV, rádio, internet, redes sociais etc, tem sido uma forte concorrência nas nossa vidas cristãs. Cabe a você e a mim querer mudar, tomar atitudes quanto a isso. Nós e os nossos filhos, temos sidos influenciados por este pós- modernismo desenfreado e nocivo.

4.3-A concorrência chamada ego
    O nosso ego deve ser dominado, e educado, pois muitas vezes eu e você somos levados à acharmos que somos autosuficientes, independentes, cheios de conhecimentos e achismos teológicos. Muitas vezes temos que olhar para nós mesmos, para os nossos erros, conceitos, virtude e valores, e efetuarmos um vasto e minuncioso exame introspectivo, para averiguar a veracidade e a adequação de tudo que aprendemos , pensamos e praticamos. Temos que ser mais dependentes do Altíssimo e supremo Criador, deixar Ele e somente Ele com a sua Santa, insubstituível e poderosa Palavra, iluminar e guiar nossos corações. O nosso ego, sim este mesmo, é um forte concorrente espiritual do Evangelho e de Deus. Menos ego e mais iluminação divina!!!.
5-Conclusão
Podemos concluir este artigo, afirmando que O Evangelho autêntico,  puro e cristalino deve ser lido, estudado, analisado cautelosamente e praticado com sabedoria que vem do alto. O Evangelho é simples e claro, nós é quem o dificultamos, o Evangelho é poderosos e eficaz , as vezes nós é quem o subestimamos, O Evangelho pode e deve ser difundido em casa, na nossa parentela, no meio de nossos vizinhos, amigos, no nosso bairro, município, Brasil e no mundo inteiro!!!. Podemos divulgá-lo nas redes sociais,  por email, pelo yutub, pela TV, Radio, jornal, sites e blogs e sites, “boca a boca”, e em qualquer outro meio existente ou que venha a existir. Não devemos nos envergonhar do Evangelho, pois o mesmo é poder de Deus para a salvação de todo aquele nEle crer.
            Viva uma vida pautada nos Evangelhos e na palavra de Deus como um todo, fazendo assim a sua vida será transformada, a vida de sua família, igreja e a sociedade como um todo também experimentará dessa maravilhosa transformação. E que o Eterno Deus nos ajude, shalom!!!.

Autor: Prof. Marcio de Medeiros
Data: 01/11/14







segunda-feira, 6 de outubro de 2014

682-ALELUIA, OU ALELUIAS?.ANALISANDO A PALAVRA ALELUIA!!!.







Aleluia é uma expressão muito usada pela maioria dos cristãos no mundo todo. Como forma de adoração ela é dita para exaltar o nome do Deus da bíblia, o Senhor; já na cultura popular, aleluia é empregada de forma cômica, quando ocorre alguma coisa contrária à ordem natural das coisas, algo como um “milagre”. Entre os evangélicos, é uma expressão comumente utilizada, porém como existem entre nós poucos “bereanos”, seu real significado é desconhecido pela grande maioria. O resultado disso são pleonasmos, redundâncias, etc. Então para acabar com erros como “aleluia Deus”, “aleluia Jesus”, eis o significado da palavra ALELUIA.
ALELUIA é uma palavra traduzida do hebraico הַלְלוּיָהּ (Halləluya – Hebraico padrão) onde a primeira parte da palavra Hallelu (הַלְּלוּ) significa “Louvem! Adorem!” numa forma de elogio, e a segunda parte Yah (יָהּ) é uma abreviação do nome de Deus, Javé (YHWH). Portanto, ALELUIA quer dizer: “Louvem ao Deus Javé” ou “Adorem ao Deus Javé”.
Existe ainda outra teoria que defende que ALELUIA não possua nenhum significado exato, mas que seria somente uma expressão usada pelos judeus para demonstrar alegria. Tal teoria apoia-se no fato de que o nome de Deus (Javé) aparece incompleto, fato esse que para os judeus era inadmissível dado o respeito que tinham pelo nome do Senhor.
A palavra ALELUIA aparece 24 vezes no Antigo Testamento em início ou final de Salmos e no Salmo 135.3 em que aparece no meio, além de aparecer junto à palavra amém* no Salmo 106.48. Já no Novo Testamento, ALELUIA está presente 4 vezes no livro de Apocalipse na forma gregaΑλληλούια.
“Por muitas vezes vi essa palavra sendo usada erroneamente ou demasiadamente por pessoas que sequer conhecem seu significado. É importante aprendermos essas pequenas coisas para que saibamos explicar ao mundo a razão da nossa fé.”

 

ANALISANDO A EXPRESSÃO "ALELUIA!" 

Nos últimos tempos, na igreja chamada evangélica, as expressões amém e aleluia tem tomado uma conotação diferente da encontrada na Escritura. Temos visto pessoas nas igrejas usando o amém como forma de animação de auditório e usando como pergunta, quando na escritura o amém é sempre uma confirmação espontânea. Hoje quero falar da expressão aleluia, pois temos visto muitas pessoas usado-a no plural (aleluias). Algumas pessoas a fazem por moda (vê os  outros fazerem), outras por não conhecerem (por ignorância), por isso, o meu desejo é dá uma luz ou trazer esclarecimento e para isso vou fazer sete observações importantes sobre aexpressão aleluia na Bíblia.  

A primeira observação é que,

 “Aleluia” é uma transliteração do hebraico – halleluyah – hallel, que significa louvor e Yah – Yah é uma abreviação de Yahweh e que significa Deus;  

A segunda observação é que, 

o significado de “Aleluia” é: louvor ao Senhor; louvai vos a Deus; ou ainda, louvado seja Deus;  

A terceira observação é que,

 este termo (Aleluia) com o passar dos tempos, tornou-se universal e também um convite ou uma convocação padrão para se louvar a Deus no templo;  

A quarta observação é que, 

“Aleluia” aparece 26 vezes na Bíblia, sendo 22 nos Salmos e 4 vezes em Apocalipse (19:1,3,4,6);  

A quinta observação importante é que,

nos salmos encontram-se “Aleluia” no começo e no fim.
Por exemplo:

a) Os salmos que começam com Aleluia, são: 111 e 112.;         

b) Os salmos que terminam com aleluia, são: 104, 105, 115, 116, 117 e 147;

C) E os salmos que começam e terminam com Aleluia são: 106, 113, 135, 146, 148, 149 e 150;  


A sexta observação é que,

 em Apocalipse o uso de “Aleluia” se transforma em uma convocação de  louvor em um coro celestial;  

E a sétima observação importante é que,

 “você não vai encontrar “Aleluia”  no plural (aleluias) porque Aleluia sempre aparece no singular, isto porque, no entendimento dos escritores da Bíblia, o único digno de louvor é o Senhor. O Senhor é o único digno de ser louvado. O louvor é do nosso Deus somente, por isso, o convite, a convocação que os escritores fazem é para louvar o único Deus verdadeiro, portanto, no singular e nunca no plural. Que posamos, também, ter esta compreensão que o único digno de louvor é o Deus Criador do céu e da terra, o Deus da Escritura. Aleluia!
A palavra hebraica “halleluyah” é composta da forma imperativa do verbo “halal” – louvar, e do substantivo “Javé” ou Jeová”. Por tanto o significado lógico da palavra em hebraico e mantido em Português é –  louvai a Jeová ou a Deus.
A palavra pode ser estudada no Velho e Novo Testamentos.
a) No Velho Testamento, onde é muito mais usada, especialmente no livro de Salmos, havendo alguns até conhecidos pelo nome de “aleluiáticos”, ou do “Grande Halel”, pelo fato da palavra ser muito freqüente (104-109).
Em 15 Salmos a expressão aleluia aparece tanto no início no fim (Sal. 106, 113, 135; 146-150); em outros apenas no início (Sal. 112); e ainda em alguns, somente no fim (Sal. 104, 105; 115-117).
A nota tônica dos Salmos era esta: louvai a Deus, desde que Davi e outros autores dos Salmos viam em todas as circunstâncias da vida, favoráveis ou desfavoráveis motivos para louvar a Deus.
b) No Novo Testamento
Nesta parte da Bíblia ela aparece apenas 4 vezes em Apoc. 19, versos 1, 3, 4 e 6. Nestes versos ela indica o canto de júbilo dos Salvos no Céu, pelo privilégio da salvação.
Esta palavra na realidade, é a mais sintética de todas as doxologias conhecidas.

Fonte:
https://sites.google.com/site/ipbprom2/analisandoaexpressaoaleluia
http://luanallmeidah.wordpress.com/2010/10/26/o-que-significa-a-palavra-aleluia/

http://setimodia.wordpress.com/2011/09/01/o-estudo-de-tres-palavras-sagradas-sela-aleluia-e-amem/

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

681-JESUS FOI AO INFERNO(1Pedro 3: 18-20)?. PREGOU AOS eSPÍRITOS EM PRISÃO?










                
O texto de 1Pedro 3: 18-20 tem sido motivo
de muitos debates entre teólogos
 
e cristãos. Mas, será que Cristo desceu
 
a um mundo inferior entre
 
a sua morte e ressurreição?
É o que vamos analisar.

As várias interpretações
 
1) Interpretação arminiana - Defende que os contemporâneos de Noé não tiveram nenhum redentor e nenhum guia. Portanto, Deus teve de lhes suprir esta deficiência e, assim, por fim, o Senhor ressuscitado lhes trouxe a salvação. Para eles, a rejeição do Evangelho no passado não foi uma rejeição final e definitiva.
Mas, será que a morte não coloca um fim no período em que Deus opera com Sua graça para salvar pecadores? Será que existe neste texto de Pedro o ensino de uma nova oportunidade para os ímpios se salvarem, mesmo depois de sua morte? A grande dificuldade é que os santos do Antigo Testamento já haviam crido no Messias e, por isso, estavam justificados, Rm 4: 3; Gl 3: 6-9.
2) Interpretação luterana diz que Cristo morreu e, antes de ser ressuscitado, teve seu espírito restituído ao corpo e, na totalidade de sua natureza humana, foi ao inferno e proclamou sua vitória a Satanás. Mas, essa interpretação traz dificuldade porque não havia tido ainda nenhuma manifestação de vitória de Cristo.
3) Interpretação anglicana ensina que a alma de Cristo desceu ao inferno para conquistar a morte e o diabo (tomar as chaves) e para libertar as almas dos homens justos e bons, que desde a queda de Adão morreram por causa de Deus e na fé e na crença em Jesus, que estava para vir. Sua conquista destruiu qualquer reivindicação que o diabo tinha sobre os homens, e a descida foi parte do "resgate" pago por Cristo.
Mas, as Escrituras não ensinam que os crentes do Antigo Testamento foram para o Hades e que Jesus lá desceu para libertá-los. Esses crentes foram estar com Deus após a sua morte, Sl 73: 23-24. Enquanto Cristo estava na terra, Elias e Moisés já estavam com Deus no céu, e não no Hades, 2Rs 2: 11; Lc 9: 29-32.

Jesus Desceu ao Inferno?

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I Pe 3.19 - Jesus desceu ao inferno? (Parte 1) / Daniel Grubba

A Bíblia, como qualquer outro livro da antiguidade, contem algumas passagens que são de difícil interpretação. E mesmo com tanto progresso exegético e hermenêutico, ainda assim, em alguns casos específicos, a busca pelo real significado do texto é uma tarefa árdua. Todavia, a complexidade da tarefa não nos impede de tentarmos transpor estes abismos, seja ele cultural, histórico, religioso, teológico, filosófico ou lingüístico, uma vez que a teologia exegética tem desenvolvido, em contato com outros ramos do saber, algumas ferramentas fundamentais, que certamente nos ajudará a transpor os abismos.

Dos muitos textos bíblicos que tiram o sono dos teólogos, existe um que simboliza toda esta questão. O texto é I Pedro. 3.17-20. Assim está registrado:

Porque melhor é sofrerdes fazendo o bem, se a vontade de Deus assim o quer, do que fazendo o mal. Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no espírito; no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas, isto é, oito almas se salvaram através da água.

Destes três versículos, há um que chama atenção de qualquer leitor atencioso. No verso 19, o autor, está afirmando categoricamente que Jesus pregou aos espíritos em prisão. Mas que raio de espíritos são esses? Quando e onde exatamente Jesus pregou a estes espíritos? Porventura, são estes espíritos, espíritos dos mortos santos? Ou pecadores? Ou são espíritos malignos? Como vemos, muitas questões vem à tona, porque o texto não é claro em respondê-las. Mas este texto suscita uma outra outra pergunta, que pode ser considerada como a “pergunta que não quer calar”. Jesus desceu ao inferno para pregar aos espíritos? Obviamente, esta pergunta ainda tem destroncamentos. Existem outros textos bíblicos que apóiam esta interpretação? Qual a razão de Jesus ter ido pregar aos espíritos no inferno?

Este é o tipo de texto em que devemos tomar muito cuidado, justamente por causa da sua falta de clareza. Uma das regras da hermenêutica bíblica, desenvolvida por Agostinho (354-430 d.C.), serve muito bem de alerta contra a tentação de apoiar uma doutrina em um versículo enigmático. A nona regra de Agostinho, conforme resumo de Ramm, preza que “se um significado de um texto é obscuro, nada na passagem pode constituir-se matéria de fé ortodoxa” [1]. Esta regra é tão bem fundamentada que nunca foi descartada e ainda esta em voga. Norman Geisler, renomado teólogo da atualidade, afirma que é um grande erro “basear um ensino numa passagem obscura”[2].

A primeira proposta que deve ser descarta como herética, é a idéia equivocada de que Jesus foi ao inferno para dar uma segunda oportunidade aos incrédulos que morreram em iniqüidade. Mas alguém crê nisso realmente? Sim. Este é o caso dos universalistas[3], mas principalmente dos mórmons, que acreditam baseado neste versículo que as pessoas têm uma segunda chance de serem salvas após a morte, afinal, um Deus realmente amoroso deve ser capaz de oferecer uma outra oportunidade as pessoas no sentido delas poderem mudar de decisão.

Primeiramente, esta idéia pressupõe que Deus não deu oportunidades as pessoas antes de elas morrerem, ou que simplesmente não houve tempo suficiente para o indivíduo tomar uma decisão, e isto se trata evidentemente, de uma especulação sem nenhum fundamento. Em segundo, a bíblia não dá suporte a esta idéia. O texto de II Pe 3.9 declara que Deus esta aguardando, mediante sua longaminidade, o arrependimento dos homens, e isto quer dizer que ninguém pode alegar falta de tempo. Um outro testemunho bíblico bastante incisivo, que refuta esta idéia de que não houve oportunidades antes da morte, foi elaborado pelo apóstolo Paulo em Rm. 1.20, que diz que a verdade de Deus esta claramente revelada através da obra de sua criação, portanto todos são indesculpáveis. E para aumentar ainda mais a responsabilidade do homem em relação às imutáveis leis de Deus, Paulo enfatiza, mas também amplia a idéia de Rm 1.20 em Rm 2.15, declarando que Deus colocou sua lei moral na consciência de todos os homens, tanto judeus, que tinham a lei escrita, quanto gentios, que não a tinham. Segue-se ainda o fato da bíblia, sem qualquer chance de interpretação dúbia, declarar “que aos homens está destinado morrer uma só vez e depois vem o juízo” (Hb 9.27, ver também Lc.16.26).

J.P. Moreland, filósofo e teólogo cristão, reforça o testemunho bíblico acrescentando um argumento filosófico bastante interessante. Ele diz que “se as pessoas vissem o trono do julgamento de Deus após a morte, isto seria tão coercitivo que não mais teriam a possibilidade da livre escolha e qualquer decisão que tomassem não seria uma livre escolha real e genuína, mas totalmente forçada, uma vez que estariam fazendo uma escolha prudente só para evitar o juízo[4]”. Ainda no aspecto ético-filosófico, Wayne Grudem nos lembra que Pedro não diz que Jesus pregou aos espíritos em geral, mas só aos que “noutro tempo foram desobedientes [...] enquanto se prepara a arca[5]”. E se Cristo ofereceu uma segunda oportunidade de salvação, porque só a esses pecadores da época de Noé e não a todos[6]?

[1] - Citado por Henry Virkler em Hermenêutica Avançada, p. 45.
[2] - Norman Geisler enumera em seu livro Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e contradições da Bíblia, os principais erros de categoria cometidos pelos críticos da Bíblia. Abordamos a número 6 que diz: basear um ensino em uma passagem obscura. Lista completa, p.18-32.
[3] - Sistema teológico e filosófico que afirma (baseado mais na intuição humano do que na doutrina bíblica), que todos os homens serão salvos. Na pior das hipóteses o inferno que existe é apenas um período passageiro, uma espécie de purgatório. Mais detalhes em Enciclopédia de apologética (Norman Geisler). p.847-852
[4] - Citado no livro de Lee Strobel, Em defesa da fé, p.256.
[5] - Isto fala de um publico bastante limitado (I Pe. 3.20) – rebeldes [...] da época de Noé. Portanto qualquer teoria que se baseie em I Ped. 3.19 deve levar em alta consideração este contexto maior, que declara de maneira muito clara que Jesus pregou aos “espíritos em prisão” que se rebelaram enquanto se preparava a arca. Perceba que o texto não indicou o que vem a ser estes “espíritos em prisão”.
[6] - Conforme argumentação de Wayne Grudem em Teologia Sistemática, p. 492.


I Pe 3.19 - Jesus desceu ao inferno? (Parte 2) / Daniel Grubba

Segunda teoria: Libertar os santos piedosos do AT

Para o teólogo escocês e judeu, Myer Pearlman, a passagem de I Pe 3.19 testifica que Jesus desceu ao inferno em algum momento entre sua morte e ressurreição. Mas Jesus desceu ao inferno para fazer o que exatamente?

Em primeiro lugar, Pearlman credita esta passagem como um cumprimento de profecias, ou seja, Jesus estava apenas cumprindo profecias do AT (Salmo 16.10 e 49.15). Em segundo, Pearlman, afirma que Jesus após sua morte, desceu ao coração da terra (Mt 12.40; Lc 23.42,43) para libertar os santos do Antigo Testamento, levando-os consigo para o paraíso celestial. Ele mesmo explica dizendo que “essa descrição parece indicar que houve uma mudança nesse mundo dos espíritos e que o lugar ocupado pelos justos que aguardam a ressurreição foi traslado para as regiões celestiais[1]”.

A implicação obvia de acordo com esta proposta de Pearlman é que “desde este acontecimento os espíritos dos justos sobem para o céu [2]”. Bom, se os espíritos dos santos do AT subiram para o céu a partir deste momento especial, a conclusão lógica, é que antes de Cristo, os fieis iam para o inferno e que estavam presos por lá até Cristo chegar. Mas onde exatamente, encontramos na bíblia idéia de que os santos do AT foram para o inferno após a morte [3]? Vejamos algumas considerações:

Em primeiro lugar, devemos lembrar que o contexto maior de Pedro, não especifica crentes no Antigo Testamento em geral, mas só os que foram desobedientes “nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca (I Pe 3.20). Em segundo lugar, o texto não diz que Cristo pregou aos que eram crentes ou fieis a Deus, mas os que “noutro tempo foram desobedientes” – a ênfase está na desobediência deles [4]. Em terceiro, o “seio de Abraão” (Lc. 16.23), provavelmente não é uma descrição do inferno e sim do céu, uma vez que o lugar para onde Abraão foi é chamado por Jesus de reino dos céus (Mt. 8.11). Em quarto, a Bíblia registra em muitas passagens que a alma dos santos do AT após morrerem vão diretamente para o céu [5], porque seus pecados foram perdoados pela confiança no Messias que viria (Gn 5.24; 2Sm 12.23; Sl 16.11; 17.15; 23.6; Ec. 12.7; Mt 22.32-32; Lc 16.22; Rm 4.1-8; Hb 11.5).

Ainda que esta posição seja melhor que a primeira (segunda chance para os penitentes), e a também a mais popular [6], estas considerações enumeradas acima, mostram muitos pontos fracos, o que nos leva desconsiderá-la como uma interpretação válida.

[1] - Myer Pearlman, Conhecendo as doutrina da Bíblia, p. 375.
[2] - Idem, p. 375.
[3] - De acordo com os partidários desta posição havia dois compartimentos no inferno, uma para os salvos e outro para os perdidos. Esta proposta esta baseada principalmente em Lc. 16.19-31 que fala sobre o local dos mortos (em hb. Sheol e gg. Hades, ambos vocábulos significam sepultura). A parábola do Rico e Lazaro fala que os dois morreram. O primeiro foi para o Inferno e o segundo para o Seio de Abraão. Myer Pearlman conclui a partir daí que havia duas divisões no Sheol, um lugar de sofrimento e outro lugar de descanso. Até mesmo a morada dos santos mortos, não era o céu propriamente dito, mas estava situado nas regiões inferiores.
[4] - Wayne Grudem, Teologia Sistemática, p. 493.
[5] - De uma maneira curiosa Myer Pearlman confirma esta idéia, o que obviamente contradiz o que ele quer comprovar. Myer afirma que “havia pessoas verdadeiramente justificadas antes da obra expiatória de Cristo” - (Abraão – Rm.4.23; Moises – Lc.9.30-31; Enoque e Elias ambos arrebatados para o céu). – Myer Pearlman, Conhecendo as doutrinas da Bíblia, p. 197.
[6] - O pastor e apologista da doutrina pentecostal, Marco Feliciano, considerado como “o pregador do povo”, popularizou esta posição em sua pregação intitulada “A agonia da cruz”, pregado na Igreja Assembléia de Deus (dez/2004). De uma maneira bastante eloqüente e poética, o pregador leva o público a meditar no momento em que Cristo desceu ao inferno e quebrou as cadeias dos santos do AT que estavam aprisionados.


I Pe 3.19 - Jesus desceu ao inferno? (Parte 3) / Daniel Grubba

Terceira teoria: Proclamar vitória aos poderes das trevas

Uma terceira posição, é a de que Jesus, entre sua morte e ressurreição foi a inferno. Porém, a diferença é que esta suposta viagem metafísica não foi planejada com a intenção de oferecer segunda chance aos penitentes, tampouco libertar santos do AT, mas apenas para proclamar uma mensagem de vitória aos poderes do maligno. Esta teoria é tão popular quanto a anterior (libertar santos do AT).

Para Norman Geisler e Ron Rhodes, os espíritos em prisão “eram seres não salvos, devem ter sido anjos ao invés de seres humanos [1]”. Robert H. Gundry (Ph.D. em Estudos do Novo Testamento pela Manchester University) diz que “a pregação de Cristo aos espíritos em prisão mui provavelmente significa que Cristo desceu seu espírito ao hades, a fim de proclamar Seu triunfo sobre os espíritos demoníacos que ali haviam sido acorrentados por Deus [2]”. Roger Stronstad, editor do Comentário Bíblico Pentecostal, afirma que Jesus em virtude de sua morte, foi até os anjos aprisionados e anunciou sua vitória sobre a morte e as conseqüências de seu triunfo, isto é de que julgamento já estava selado [3].

Esta posição está fundamentalmente baseada em uma análise léxico-sintática de I Pe 3.19. Como já vimos este versículo diz que Cristo “foi e pregou aos espíritos em prisão” (NVI). E o que chama a atenção dos estudiosos desta sentença é o verbo pregar. A análise revela que Pedro usa propositalmente a expressão original grega kerussõ (khru,sow) que significa: “ser arauto”, ou em geral, “proclamar” [4]. Este termo é diferente de outra expressão grega euangelizõ (euvaggeli,zw), que significa pregar ou evangelizar (no sentido de dar oportunidade de escolha), que quase sempre é usado acerca das “boas novas” relativas ao Filho de Deus, conforme são proclamadas no Evangelho [5].

Neste contexto a melhor tradução bíblica em português de I Pe 3.19 é a KJA [6] que diz: “no qual igualmente foi e proclamou aos espíritos em prisão”.

Tomar as chaves da morte, inferno e Satanás.

É muito comum ouvirmos em pregações, principalmente quando o tema é batalha espiritual, uma expressão que diz: “Satanás é tão pobre que nem a chave de sua casa (inferno) ele tem mais”. Esta expressão popular[7] está intimamente associada com a idéia da ida de Cristo ao inferno. Muitos entendem que Jesus em sua rápida passagem pelo inferno proclamou a vitória da redenção, e de quebra tomou das mãos de Satanás as chaves do inferno e da morte.

Devemos mais uma vez rejeitar esta posição alegórica, pois o texto de I Pe 3.19 não diz isto claramente. E os versículos que tratam das chaves da morte e do inferno, nenhum, absolutamente, associa estas chaves como pertencentes a Satanás. “Somente o Senhor possui as chaves da morte e do inferno. Ninguém mais!”[8] Esta soberania está explicita em textos como Mt. 16.19, que diz que a chaves do reino dos céus foi entregue por Jesus aos apóstolos. E também em Ap. 1.18, texto em que o próprio Jesus declara que as chaves da morte e do hades (NVI) pertencem a ele. Em nenhum momento Jesus diz foi ao inferno (ou até mesmo a bíblia), e precisou roubar as chaves das mãos de Satanás, uma vez que este ser angelical nunca as teve em suas mãos [9].

Proclamar vitória aos anjos caídos

Segundo os expoentes desta teoria, a pregação aos espíritos, não é às “boas novas” propriamente dita, mas o ato de Jesus proclamar Sua vitória aos espíritos dos anjos caídos [10]. Com isso, eles querem dizer, que os “espíritos em prisão que há muito desobedeceram [...] enquanto a arca era construída” (NVI) são os filhos de Deus de Gn.6.2. Declara-se que os “filhos de Deus” eram anjos caídos, assim como em Jó 1.6 e 2.1 que (segundo se declara) abandonaram seu estado propriamente dito (espiritual) e se casaram com mulheres nos tempos de Noé [11] (Gn 6.1-4). Portanto, sugerem que Cristo foi proclamar vitória a estes anjos caídos da época de Noé [12].

Sobre isto devemos dizer esta idéia está mais baseada em mitos da literatura apócrifa apocalíptica judaica[13] do que na Bíblia, pois em Mt 22.30, Jesus diz que anjos não se casam. Um outro ponto fraco desta interpretação é que o contexto maior de I Pe 3 destaca pessoas hostis (I Pe 3.14,16) e não demônios, ou anjos caídos. E mesmo que o texto indicasse que eram demônios, exatamente de onde os leitores de Pedro encontrariam a idéia de que os anjos pecaram “enquanto se preparava a arca (I Pe 3.20)? Não há nada disso na história a respeito da construção da arca em Gênesis [14].

De fato, como acabamos de ver, estas interpretações propostas são bem interessantes, mas algumas contradições irreparáveis as prejudicam. Wayne Grudem após analisar esta tese (proclamar vitória aos poderes das trevas) conclui:

Os leitores de Pedro teriam de se submeter a um processo de raciocínio incrivelmente complicado para chegar a essa conclusão, já que Pedro não ensina isso de modo explicito. [15]

[1] - Norman Geisler e Ron Rhodes, Resposta às seitas, p. 411.
[2] - Robert H. Gundry, Panorama do Novo Testamento, p. 394.
[3] - Roger Stronstad comentando I Pe 3.19 no Comentário Bíblico Pentecostal, p. 1718.
[4] - De acordo com o Dicionário VINE, p. 891. Ele diz que o verbo ekeryxen significa; proclamar uma mensagem, da parte de um rei ou potentado. (Ver também; Gleason Archer, em Enciclopédia de temas bíblicos, p. 356).
[5] - Dicionário VINE, p.891.
[6] - A nota textual de rodapé da KJA (King James Atualizada) explica que este tipo de pregação foi uma proclamação vitoriosa realizada por Jesus sobre o inimigo e toda a malignidade do universo (2 Pe 2.4-5; Cl 2.15).
[7] - O grupo musical de louvor, Diante do trono ajudou a popularizar esta posição através da música “A vitória da Cruz”, composta por Ana Paula Valadão Bessa e gravada ao vivo no Parque da Gameleira (BH) em Jul/2000. A estrofe mais significativa para nosso trabalho diz: “O Leão de Judá pisou bem forte e os esmagou, Tomou as chaves das mãos do diabo, Abriu minas cadeias e me resgatou”. De fato é uma linda poesia inspirada, resta-nos saber se é biblicamente correta.
[8] - Franklin Ferreira & Alan Myatt, Teologia Sistemática, uma analise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual, p. 620. Citação tirada pelos autores do livro de Heber Carlos de Campos, “Descenti ad Inferna”, p.126-127.
[9] - É importante observar que o conceito de chaves em Ap. 1.18 está associado ao controle absoluto de Deus sobre a vida e sobre a morte. Outros textos corroboram com intensidade este conceito (Dt. 32.39; I Sm 2.6; Jo 5.21).
[10] - Dicionário VINE, p. 892.
[11] - Outras explicações menos lendárias devem ser analisadas e preferidas. Em outros contextos “filhos de Deus” muitas vezes se referem a seres humanos, embora em contextos diferentes (Dt. 14.1; 32.5; Sl 73.15; Is 43.6; Lc 3.38; IJo 3.1). Uma possibilidade válida é que “filhos de Deus” se refere a homens piedosos, descendentes de Sete e “filhas dos homens” se refere a mulheres pecaminosas da linhagem ímpia de Caim. Mais detalhes em Nota Textual de Gn 6.2, da Bíblia de Estudo NVI, p. 15.
[12] - É assim que interpreta o texto David H. Stern. Ele diz: Os espíritos aprisionados são os anjos que pecaram (2 ped 2:4) e não mantiveram sua autoridade originaria (judas 6). Isto é, eles são “filhos de Deus ou filhos dos anjos), também chamados nefilim (caídos), que caíram de sua própria esfera, o céu para a terra, e “vendo (...) que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres” nos dias de Noach (Gênesis 6:2-4). Mais detalhes em Comentário Judaico do Novo Testamento, p. 820-821.
[13] - O livro apócrifo de I Enoque ( datado de 165 a.C. a 90 d.C.) defende a idéia mostra como os anos caídos coabitaram com as filhas dos homens que geraram uma raça monstruosa de gigantes (I Enoque 7.1;15.1;86.1). Segundos o relato (15.1), esses gigantes forma destruídos pelo Dilúvio, mas seus epíritos foram deixados soltos como demônios para corromper todo gênero humano. (David, S. Russel, Entre o AT e o NT, p.103.).
[14] - Wayne Grudem, Teologia Sistemática, p. 493.
[15] - Idem, p. 493.


Jesus realmente desceu ao inferno?

Colocamos em pauta as três principais soluções apresentadas pelos estudiosos para o problemático texto de I Pe 3.19. São propostas diferentes, porem ambas as argumentações concordam que Jesus desceu ao inferno depois de morrer. Abordamos cada uma delas e verificamos as incoerências. Mas há um problema que todas têm que enfrentar. É que a origem da frase “desceu ao inferno” não aparece em nenhum lugar da Bíblia. Mas de onde exatamente surgiu esta idéia?

O Credo Apostólico

A primeira ocorrência da expressão “desceu ao inferno” está no Credo Apostólico, que tem a expressão latina “descendit ad inferna” (desceu aos infernos/hades) e a outra se encontra no Credo de Atanásio, com a expressão latina “descendit ad inferos” (desceu às regiões inferiores). O texto final do Credo Apostólico faz uma bela declaração de fé:

Creio em Deus, o Pai onipotente, Criador do Céu e da Terra. E em Jesus Cristo, seu único filho, nosso Senhor, o qual foi concebido do Espírito Santo, nascei da Virgem Maria, padeceu sob Poncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu aos infernos, no terceiro dia ressussitou dos mortos, subiu aos céus, este sentado a destra de Deus, o Pai onipotente, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

Sobre o desenvolvimento histórico do Credo Apostólico, Wayne Grudem diz que “foi surpreendente descobrir que a frase desceu ao inferno não se encontrava em nenhuma das versões primitivas do credo até que ela apareceu um uma versão de Rufino em 390 d.C., o único a incluí-la antes de 650 d.C”. Já que não é uma doutrina bíblica, Heber Campos afirma que devemos rejeitar as várias idéias relacionadas como a “decida literal de Jesus ao hades”.

Interpretação mais equilibrada

Ao rejeitarmos as idéias apresentadas anteriormente, somos forçados automaticamente a sugerir alguma outra interpretação mais coerente, porém com os mesmos critérios de avaliação. Vamos propor, na verdade, duas interpretações diferentes, mas que não são contraditórias entre si, pois entendemos que ambas podem ser usadas como propostas válidas e mais confiáveis biblicamente falando.

Interpretação reformada

O entendimento dos teólogos reformados com respeito a eventual descida de Jesus ao hades é bem diferente da de muitos cristãos, principalmente dos estudiosos citados neste trabalho. Esta interpretação está na verdade baseada na proposta do reformador de Genebra, João Calvino (1509-1564). Ele sustentou que “a descida ao hades foi a experiência das dores do inferno na alma de Jesus, enquanto seu corpo estava ainda pendurado na cruz, especialmente a experiência da ira divina contra o pecado, que ele suportou no lugar dos seres humanos”. Para Calvino, a alma de Cristo tinha de sentir todos os efeitos do juízo pois se alma dele não tivesse sido afetada pelo castigo, seria somente salvação de corpos. Erwin Lutzer corrobora com esta idéia, principalmente quando se analisa com profundidade o significado do brado de Cristo, enquanto pendurado na cruz em meio às trevas (Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? (Mt 27.46). Ele diz:

Jesus certamente suportou o sofrimento do inferno, pois o inferno é escuridão, é desamparo, é ser abandonado por Deus, e se foi assim, o horror do que ele experimentou está além de nossa compreensão.

Heber Carlos de Campos, escritor reformado, conclui dizendo que “Jesus nunca desceu ao hades de literal e espacialmente, mas experimentou intensivamente todas as coisas que o hades representa”.

Interpretação analógica

A explicação da interpretação tipológica não chega a contradizer a interpretação reformada, mas dá ao texto I Pe 3.19-20 um enfoque diferente, todavia ambos concordam que Cristo não desceu ao inferno literalmente. Segundo Wayne Grudem, esta explicação é a mais satisfatória de I Pe 3.19-20 e remonta Agostinho que já dizia: a passagem não se refere a algo que Cristo fez entre sua morte e ressurreição, mas ao que “fez no âmbito espiritual da existência” (ou pelo Espírito) nos dias de Noé. Isto quer dizer que quando Noé estava construindo a arca, Cristo, “em espírito” estava pregando por meio de Noé aos incrédulos hostis em torno dele.

Esta concepção, não é tão popular, mas é digna de alta consideração. Não é tão mitologia quanto as anteriores (exceto a interpretação reformada), não se baseia em doutrinas humanas (Credo Apostólico) e tem apoio bíblico considerável. Por exemplo, em I Pe 1.11, ele diz que o “Espírito de Cristo” falava por intermédio dos profetas do Antigo Testamento. Em 2 Pe 2.5, ele chama Noé de “pregador da justiça”, empregando o substantivo keryx que vem da mesma raiz do verbo pregar de I Pe 3.19. Tudo isso nos leva a concluir que Cristo “pregou aos espíritos em prisão” por intermédio de Noé nos dias anteriores ao dilúvio. Esta idéia levanta um problema, pois eruditos em grego, afirmam que a Bíblia nunca usa “espírito” em referencia aos humanos. Como responder a isto?

As pessoas a quem Cristo pregou por meio de Noé eram incrédulos sobre a terra na época de Noé, mas Pedro os chama “espírito em prisão” porque estão agora na prisão no inferno (A NASB diz que Cristo pregou “aos espíritos agora em prisão) [...] Assim, Cristo pregou aos espíritos em prisão significa: cristo pregou as pessoas que são agora espírito em prisão, quando ainda eram pessoas sobre a terra.

Um outro conjunto de versículos em Pedro apóia está interpretação, de acordo com o contexto maior de I Pe 1.13-22. Neste contexto geral, Pedro parece fazer uma analogia interessante entre a situação de Noé e a situação de seus leitores. O confronto entre estas épocas distintas revela que ambos faziam parte de minoria justa, rodeados por incrédulos hostis, aguardavam o iminente juízo de Deus (I Pe 4.5-7; II Pe 3.10), deviam pregar com ousadia (I Pe 3.14, 16-17; 3.15; 4.11) e eram salvos ou seriam salvos (I Pe 3.13-14; 4.13; 5.10).
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Em (Efésios 4:9) Paulo declara que Jesus desceu "até as regiões inferiores da terra" e o Credo dos Apóstolos declara que, depois de ter sido morto, Jesus "desceu ao inferno". Entretanto, quando Cristo estava morrendo, entregou o seu espírito nas mãos do Pai (Lc 23:46) e disse ao ladrão que este estaria com ele no "paraíso" (Lc 23:43), ou seja, no "terceiro céu" (2 Co 12:2, 4). Para onde Jesus foi então: para o céu ou para o inferno? 

Há duas posições a respeito do lugar para onde Jesus foi durante os três dias em que o seu corpo permaneceu no túmulo, antes da ressurreição: uns defendem que ele foi para o Hades; outros, que foi para o céu.
Para o Hades. Os partidários dessa posição afirmam que o espírito de Cristo foi ao mundo espiritual, enquanto o seu corpo permanecia no túmulo. Crêem que Jesus "pregou aos espíritos em prisão" (1 Pe 3:19), que estavam num lugar de cativeiro temporário, aguardando a sua chegada para "levar cativo o cativeiro", isto é, levá-los para o céu. 


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Para o Céu. Esse parecer sustenta que as almas dos crentes do AT foram diretamente para o céu no momento de sua morte. Em favor disso tem-se os seguintes argumentos: 


Primeiro, Jesus afirmou que o seu espírito estava indo diretamente para o céu, quando disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lc 23:46). 
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Segundo, Jesus prometeu ao ladrão na cruz: "Hoje estarás comigo no paraíso" (Lc 23:43); mas "paraíso" é definido como sendo "o terceiro céu" em 2 Coríntios 12:2, 4. 
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Terceiro, quando os santos do AT deixaram esta vida, foram diretamente para o céu. Deus tomou a Enoque para si (Gn 5:24; cf. Hb 11:5), e Elias foi tomado "ao céu" quando partiu (2 Rs 2:1)
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https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2bnx7YoY4G05yMdnyKCiBxCwapPXH9TSZPQYCpCCmlTm74BGIcrZ8kj_FwaOgAfv4QjBbNFeMTT5Ez1uSZAaDgcFng56Jmhm5Zpxvc8kOjNtEI3bOPXsugRcClaDV0Styo9oNVUi2U3rg/s200/rico+e+lazaro.jpgQuarto, "o seio de Abraão"(Lc 16:23) é uma descrição do céu. Em nenhum ponto ele é descrito como sendo o inferno. É o lugar para onde Abraão foi, que é o "reino dos céus" (Mt 8:11).


Quinto, antes da cruz, quando os santos do AT apareciam, era do céu que vinham, como aconteceu com Moisés e Elias no Monte da Transfiguração (Mt 17:3). 
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Sétimo, a expressão "até as regiões inferiores da terra" não é uma referência ao inferno, mas ao túmulo. Até mesmo o ventre de uma mulher é descrito como sendo "profundezas da terra" (SI 139:15). Essa expressão significa simplesmente covas, túmulos, lugares fechados na terra, em oposição a partes altas, como montanhas. Além disso, o inferno não se localiza nas partes mais baixas da terra - mas "debaixo da terra" (Fp 2:10). 

Oitavo, a frase "desceu ao inferno" não constava do Credo Apostólico primitivo. Ela foi acrescentada somente no século IV a. D. Além disso, um credo como tal não é inspirado, mas apenas uma confissão humana de fé. 

Nono, os "espíritos em prisão" não eram salvos, mas seres perdidos. Na verdade, essa pode ser uma referência a anjos, não a seres humanos (veja os comentários de 1 Pedro 3:19). 

Finalmente, quando Cristo "levou cativo o cativeiro", não estava levando amigos para o céu, mas trazendo inimigos a uma prisão. E uma referência à sua vitória sobre as forças do inimigo. Os cristãos não são "cativos" no céu. Não somos forçados a ir para lá contra a nossa própria e livre escolha (veja Mt 23:37; 2 Pe 3:9).

Fonte:
http://pastoradaocarvalho.blogspot.com.br/2009/06/jesus-desceu-ao-inferno.html

http://www.rochaferida.com/2012/06/jesus-desceu-ao-inferno.html