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domingo, 21 de dezembro de 2014

690-DEUS É VINGATIVO? OU ELE É AMOR?.






Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor, e ele te livrará
(Pv 20:22)

Quem nunca pensou em fazer justiça com as próprias mãos? Todos já arquitetamos planos mirabolantes para praticar uma vingança. Salomão, a quem se atribui o livro de Provérbios, entendeu que somos seres imperfeitos e limitados e, portanto, não estamos qualificados para promover a reparação de algo que nos trouxe o mal.
Quando pensamos em vingança, e lemos que Deus afirmou que dele é esta tarefa, um nó se forma no pensamento. Deus se vinga? Sim, mas a vingança dele produz justiça reta. Aurélio define este vocábulo como causar a punição de; castigar, punir; lutar por; defender, sustentar; chegar à maturidade; conseguir, lograr.
Como seres criados, jamais chegaremos à maturidade desejada para defender ou punir na medida da ação divina. Precisamos atentar para o conselho de Salomão: Esperar pelo Senhor é a senha para lograr êxito e obter livramento sem causar outros problemas ou conflito afetivo que impede ou afeta o equilíbrio psicológico do indivíduo,  no conceito do dicionarista.
Minha é a vingança; eu recompensarei 
(Rm  12:19)
Tudo que vem de Deus é perfeito, mesmo que na dimensão física entendamos ser outra solução a melhor. Se fôssemos dotados da onisciência, teríamos recursos para praticar reparação de danos.
O dicionário Vine apresenta, no grego, o significado de vingança. Afirma que deriva do verbo ekdikeo, e significa aquilo que procede da justiça, ou que vindica o direito de uma pessoa. Ekdikeses, vingança, é ato de justiça divina. Portanto, não cabe ao homem essa tarefa que é de autoridade exclusiva de Deus.
Entretanto, o Senhor ordena que pratiquemos a justiça. Em que contexto? Nossas atitudes devem demonstrar o que é direito. Devem apontar para comportamentos pautados pela retidão.  A justiça de Deus deriva de seus atributos eternos, de sua própria natureza. Todavia, é comunicada aos que obedecem aos comandos divinos. A vontade revelada de Deus é base para a vingança praticada na terra.
Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor 
(Lv 19:18)

Moisés pronunciou este oráculo quando uma nova história para os hebreus estava prestes a ser idealizada. O Senhor deste povo forneceu o roteiro para promoção da paz: vingança e ira seriam excluídas na nova jornada. O Deus que havia libertado uma multidão como as estrelas do céu, com mão forte e poderosa, havia também reservado a vingança como esfera de seu cuidado.
Portanto, diz o Senhor, o Senhor dos Exércitos, o Poderoso de Israel: Ah! Tomarei satisfações aos meus adversários e vingar-me-ei dos meus inimigos. 
(Is 1:24)

O objetivo divino, ao formar uma nação que fosse luz para os povos, foi tornar a cidade habitada por ela como um centro de adoração. Foi torná-la uma cidade de justiça. Entretanto, a história que acompanhamos do povo escolhido revela desobediência ao mandamento divino. Vingança com as próprias mãos aconteceram e distorções do direito causaram revoltas, contendas. O furto de um par de chinelos era suficiente para condenar um pobre, mas o rico era justificado mediante suborno. A prática do direito longe da lei de Deus provoca a propagação do mal e promove vingança que gera injustiça. A guerra contra nossos inimigos é travada nas regiões celestes. Devemos praticar, somente, atos direcionados pelo Espírito Santo.
Sião será redimida pelo direito, e os que se arrependem, pela justiça 
(Is 1: 27)

Queremos, em nossa jornada vital, reparar os males com nossa inteligência. Nem sempre temos elementos suficientes para pontuar uma situação e trazer  à luz a resposta justa. Por isso, o arrependimento é condição necessária para recebermos direção que vem do alto.
Nossa humanidade se aflora diante de uma afronta. Perguntamos: Onde está Deus? Acaso ele não vê que estou sendo levado como ovelha para o matadouro injustamente? Isaías responde:
Mas os transgressores e os pecadores serão juntamente destruídos; e os que deixarem o Senhor perecerão.
(Is. 1:28)

Não nos resta alternativa. O comando é obedecer às palavras do sábio:Espera no Senhor e ele trará o livramento. Qual o conceito de espera no Senhor? É cruzarmos os braços e nos deleitar numa confortável poltrona? Não. É subirmos ao monte do Senhor, à Casa de Oração, para que ele ensine seus caminhos e possamos andar por suas veredas. Porque dele sai a lei, a justiça, a vingança (Is. 2: 3).
Isaias fala da vingança de Deus como ato redentor. Apontando para o Messias, ele escreve:
O Espírito do  Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a por em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus. (Is. 61:1-2)

O Espírito Santo é que revela o que devemos fazer para alcançar vitória diante do reino da maldade. Garantimos a presença viva do Consolador em nossos corações por meio da oração, jejum e leitura disciplinada da Palavra de Deus. Jesus é nossa justiça, nossa vingança. Recorramos a ele.
Fonte:

http://www.igrejamissionariabrasileira.org/eventos/txt/m_101.php

689-A BÍBLIA CONDENA O JOGO, ONDE?.VOCE FAZ UMA FÉZINHA???..








A Bíblia condena o jogo?
Sim. Pv 28:22, Jo 19:23-24

Não. Nm 26:52-56, Js 14:2, 18:6, 19:51, 21:8, I Cr 26:13-14, Ne 10:34, At 1:23-26.
Descontradizendo vs. por vs.
Pv 22:22 - "Aquele que tem um olho mau corre atrás das riquezas, mas não sabe que há de vir sobre ele a pobreza".

O texto fala de viver buscando apenas riquezas no sentido de ganância. E se estivesse falando a respeito de "Jogar", estaria se referindo a alguém que arrisca todo o seu dinheiro em jogos colocando sua vida financeira em perigo. Quantas pessoas foram destruidas financeiramente falando quando arriscaram tudo o que tinham em jogos.

Jo 19:23-24 - "Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte, e também a túnica. A túnica, porém, tecida toda de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será. Isso foi assim para que se cumprisse a Escritura, que diz: Dividiram entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes. Os soldados, pois, fizeram essas coisas".

A Bíblia não está nem condenando nem incentivando. Está apenas relatando o episódio e nada mais. O resto fica por conta da criatividade e imaginação de mau gosto da BDC.
Nm 26:52-56 – “E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: A estes se repartirá a terra em herança, segundo o número dos nomes. Aos muitos, multiplicarás a sua herança; e, aos poucos, diminuirás a sua herança; a cada qual se dará a sua herança, segundo os que foram deles contados. Todavia, a terra se repartirá por sortes; segundo os nomes das tribos de seus pais, a herdarão. Segundo sair a sorte, se repartirá a herança deles entre os muitos e os poucos”.

Nossa, que ignorância sem tamanho! Onde diz na Bíblia que é de fato probido tirar sorte para ver quem ficará com esta ou com aquela terra? O tirar sorte aqui é justamente para que não houvesse injustiça de alguém escolher a melhor terra, enquanto outros ficassem com a terra menos atrativa.

Daí alguém diria: "- Mas por que Deus não repartiu a terra segundo a Sua vontade?". Justamente porque as pessoas diriam que Ele estaria fazendo acepção de tribos.

O mesmo princípio é aplicado nos textos de
 Js 14:2, 18:6, 19:51, 21:8, I Cr 26:13-14, Ne 10:34, At 1:23-26. 

Nenhum destes textos tem a pretensão de liberar um indivíduo a se envolver com jogos de azar que envolvem dinheiro e vício. São diferentes situações e nada tem a ver com isto. Somente um ignorante usaria isto como álibi. E pelo visto a BDC se encaixa perfeitamente neste termo:
 IGNORANTE!
Concluindo
A Bíblia condena o jogo que traz destruição financeira e produz o vício em que a vida da pessoa gira em torno disso. 

Porém, ainda assim, isto é falado de forma implícita e não explícita.
 

Os textos usados pela BDC são totalmente desprovidos de algum tipo de ensino que incentive pessoas a serem viciadas em jogos de azar e arriscarem seu dinheiro nisso.
Origem da palavra Azar

do árabe azzahr (sorte): Vem de az-zar, flor: significando, na verdade, dado ou jogo de dados, porque esses cubos tinham a figura de uma flor onde hoje temos o seis. Pela ligação óbvia do dado com a idéia de probabilidade, o termo passou a indicar o elemento imprevisto nos acontecimentos. Embora abrangesse tanto a boa quanto a má sorte (como no francês hasard, acaso), no português moderno indica principalmente sorte contrária. Na Espanha, porém, até hoje chama-se de azahar a flor branca da laranjeira.
Nas línguas neolatinas (aquelas derivadas, como o português, do latim), esta palavra tem duas acepções de emprego, significando ela, seja "desgraça", "infortúnio" ou "fatalidade", seja "casualidade", "acaso". A origem do vocábulo, porém, é árabe: sendo a forma portuguesa uma adaptação fonética da palavra az-zaHar. Na língua árabe, az-zaHar é o nome que se dá ao "dado": o pequeno cubo numerado que se emprega nos jogos. Neste exemplo, observa-se que nas línguas neolatinas a forma fonética do árabe se conserva, e que o sentido semântico primário, referente ao dado, se perde: ou, como também se pode argumentar, que seu sentido se mantém, mas deslocado, visto que é comum o jogo de dados: que se baseia em fenômenos casuais: redundar, para o perdedor, em infortúnio (latim infortunium, quer dizer, "ausência de [bom] destino") ou desgraça (do latim disgratia, "má retribuição [dos deuses]").


A origem exata dos jogos de azar é desconhecida. A China registrou o primeiro relato oficial da prática em 2300 aC, e acredita-se geralmente que o jogo, de uma forma ou de outra, tem estado presente em quase todas as sociedades desde então. Desde os antigos gregos e romanos a França de Napoleão e a Inglaterra elizabethana, a história é rica em contos baseados em jogos de azar. No auge do Império Romano, os legisladores decretaram que todas as crianças fossem ensinadas a jogar dados. Os franceses são creditados com a invenção do jogo de cartas em 1387, e em 1440, Johann Gutenberg da Alemanha imprimiu o primeiro baralho completo. Muitos jogos de hoje são encarnações de jogos anteriores. A classe trabalhadora francesa do século XVI tornou-se perita no jogo de roleta egípcio, enquanto Napoleão se interessou pelo jogo de cartas “vingt-et-un” – o que é hoje conhecido como blackjack ou 21. O Inglês desenvolveu um perigo chamado desvio, o precursor do hoje popular dados de lançamento do jogo de craps, e as bases para jogos de poker moderno é acreditado para ter originado a partir de uma combinação de influências, incluindo antigos persas, Italiano, Inglês e jogos de azar. Outras adaptações incluem técnicas de pôquer de apostas introduzidas pelos franceses e o conceito de blefe desenvolvido pelos ingleses - See more at: http://www.sitedecassino.com/historia-dos-cassinos/#sthash.tohd8QFu.dpuf
O jogo de azar mais antigo que se conhece foi uma espécie de jogo de dados com o chamado astrálago ou osso metatársico. Este antigo ancestral dos dados atuais era um osso quadrado retirado do tornozelo de carneiros ou veados, sólido, sem tutano e duro a ponto de ser praticamente indestrutível. Astrálagos apareceram em escavações arqueológicas em várias partes do mundo. Pinturas de tumbas egípcias retratam jogos com o astrálago datando de 3500 a.C. e vasos gregos mostram jovens atirando os ossos para dentro de um círculo. Embora o Egito punisse os jogadores compulsivos, forçando-os a polir pedras para as pirâmides, as escavações mostram que os próprios faraós usavam dados chumbados em seus jogos. O jogo de dados (craps), um invento norte americano, deriva de diferentes jogos de dados trazidos da Europa pelos cruzados. Esses jogos costumavam ser chamados de jogos de “azar”, de AL ZAHR, a palavra árabe para dados.
Fonte: Livro Desafio aos Deuses – Peter Bernstein

Os chamados jogos de azar são vistos por boa parte da população como uma oportunidade de ganhar dinheiro de forma rápida e simples. Como são apostas, esses jogos são vistos no meio evangélico como pecado.
O pastor Silas Malafaia, líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), escreveu sobre o tema e orientou que não se pratique os tais jogos: “Longe de ser uma brincadeira inocente, os jogos de azar — legalizados ou não — estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. Assim jogar em bingos, sejam eles beneficentes ou não, na loteria, no bicho, tem se tornado uma prática comum nos últimos anos, a ponto de tornar-se um vício que domina aqueles que estão fascinados pela ideia de apostar pouco e ganhar muito”, alertou.
“Jogo de azar não é para quem segue Jesus. Quem joga quer algo fora da normalidade do trabalho e do verdadeiro cristianismo. Mesmo jogando com moderação e somente de vez em quando, é um desperdício de dinheiro. Além de tudo isso, as chances de ganhar são mínimas. Na Megasena, por exemplo, o jogador precisa marcar seis números em 60. Segundo cálculos estatísticos, ele teria de jogar 36.045.979.200 vezes para ganhar a bolada”, exemplificou.
Silas Malafaia diz que a orientação contra os jogos de azar se baseia na mensagem bíblica: “As Sagradas Escrituras, porém, encorajam-nos a ficarmos longe das tentativas de enriquecimento fácil. Observe o alerta em Provérbios 13.11: ‘A fazenda que procede da vaidade diminuirá, mas quem a ajunta pelo trabalho terá aumento’. O texto de Hebreus 13.5 complementa: ‘Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei’”, ilustrou.
 “Apesar das dificuldades financeiras enfrentadas no dia-a-dia, não podemos colocar nossa esperança no dinheiro. Deus é soberano e proverá as necessidades da Igreja por caminhos honestos”, incentivou o pastor.

Fonte:
http://www.dc.golgota.org/contradicoes/numeros/numeros07.html
http://www.sitedecassino.com/historia-dos-cassinos/
http://zebradeluxe.com/blog/?p=91


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

688-É PECADO DANÇAR?.O NOVO TESTAMENTO NOS ORIENTA À DANÇAR?







É pecado dançar? 

Mas dentro da palavra de Deus, o que podemos observar?
Primeiro, devemos notar que danças não fazem parte da adoração ordenada por Deus no Novo Testamento.
Algumas pessoas, quando perguntam se é pecado dançar, querem um trecho bíblico que explicitamente condena todo tipo de dança. Tais pessoas buscam em vão um versículo que não existe. Vamos ver o que a Bíblia diz sobre danças, e como julgar pela palavra de Deus as danças modernas.
Danças na Bíblia, como nos dias de hoje, não são todas iguais. Podemos ver, pelo menos, dois tipos de danças na Bíblia:
Œ Muitas danças foram uma expressão de alegria e de regozijo, até em louvor e celebração diante de Deus (2 Samuel 6:14-16; Salmo 150:4; Jeremias 31:4,13; Lamentações 5:15; Mateus 11:17; Lucas 15:25). Em algumas das citações do Antigo Testamento, parece que as mulheres dançavam separadas dos homens (Êxodo 15:20; Juízes 21:21-23; 1 Samuel 18:6).
 Mas outras danças tinham um aspecto sensual, com intenção de agradar os homens. A filha de Herodias dançou de uma maneira que agradou aos homens na festa do rei, levando este líder a fazer uma promessa irrefletida (Marcos 6:21-28).
Nos dias de hoje, como pessoas governadas pela palavra de Cristo, devemos dançar?
Da mesma maneira que encontramos danças diferentes na Bíblia, podemos ver danças hoje com propósitos e estilos diferentes. Condenar toda e qualquer atividade chamada de “dança” seria uma postura indefensível em termos bíblicos. Não devemos fazer as nossas próprias leis em relação à vontade de Deus (Mateus 15:9).
Mas dentro da palavra de Deus, o que podemos observar?
Primeiro, devemos notar que danças não fazem parte da adoração ordenada por Deus no Novo Testamento. Como muitas outras expressões físicas de louvor (sacrifícios de animais, incenso, bater palmas, instrumentos musicais), danças de louvor pertencem à Antiga e não à Nova Aliança.
Segundo, devemos admitir que a grande maioria das danças praticadas hoje tem um elemento sensual. A não ser um homem dançando com a sua própria mulher num lugar privativo, a prática quase sempre envolve conduta, contato e pensamentos impróprios. Seja pelo toque íntimo do casal ou pelo movimento que destaca a sensualidade do corpo, o efeito da maioria das danças é incitar pensamentos impuros.
O servo de Deus faz morrer a impureza, a paixão lasciva e os desejos malignos (Colossenses 3:5). Seu compromisso com Deus o mantém longe de danças e outras atividades que provocam desejos e pensamentos errados.

–por Dennis Allan
Fonte:
https://albabloechliger.wordpress.com/2009/08/09/e-pecado-dancar/

687-O ESPINHO NA CARNE DO AP.PAULO





O Que a Bíblia Diz?
O Que Era o Espinho na Carne de Paulo? 
"E para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo" (2 Coríntios 12:7-9).
Há muitas especu-lações sobre o espinho na carne de Paulo. Alguns pensam que ele estava perdendo sua visão. Outros dizem que ele tinha uma dificuldade de falar, ou alguma forma de paralisia. O fato é que ninguém sabe o que era! Paulo não disse, e todas as nossas especulações nos deixarão ainda sem nenhuma resposta certa.
Mas há algumas coisas que podemos aprender aqui:
1. Precisamos admitir quando não sabemos. A arrogância de alguns pastores e professores que parecem pensar que têm todas as respostas, até mesmo as coisas secretas de Deus (veja Deuteronômio 29:29), é assustadora. "Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus" (1 Pedro 4:11). Quando Deus fala, precisa-mos falar com confiança e com audácia. Quando ele se cala, não ousemos ter a presunção de falar.
2. Precisamos entender que Deus pode dizer não. Promessas tais como João 15:7 ("Pedireis o que quiserdes, e vos será feito") são freqüentemente mal entendidas. Muitas pessoas acreditam e pregam que Deus dará tudo que pedimos. Mas outras passagens nos recordam que as orações precisam ser de acordo com a vontade de Deus, não com a nossa (1 João 5:14; Tiago 4:3). O caso de Paulo mostra claramente que Deus pode dizer não ao pedido de um discípulo fiel. Quando não recebemos o que pedimos, isso não é necessariamente evidência de falta de fé. Pode simplesmente sugerir que Deus, em sua infinita sabedoria, decidiu que era melhor não conceder o pedido.
3. O povo de Deus sofre nesta vida. A doutrina popular de que os justos são sempre abençoados e protegidos do sofrimento nesta vida é absurdo e falso. Paulo era dedicado como qualquer cristão e sofreu mais do que a maioria. Jesus nunca pecou, mas sofreu terrivelmente. Os pregadores de hoje que declaram que o sofrimento prova uma falta de fé estão condenando alguns dos maiores homens que viveram, entre eles Jó, Paulo e até mesmo o Filho de Deus!
-por Dennis Allan
No livro de 2º Coríntios cap 12 vs 07 os Apóstolo Paulo diz:” E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.”
Mas o que seria ou do que se trataria este “espinho na carne”? Consultando as bíblias de Estudo Almeida e NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje), conseguimos compreender alguns pontos que apontam para um entendimento mais amplo do que foi este “espinho na carne.” Podemos entender basicamente três pontos, sendo: Uma experiência dolorosa, uma dificuldade que o cercava e Enfermidade.
1 - Uma experiência dolorosa: Uma nota na bíblia de Estudo Almeida (ao texto em questão), refere-se "figuradamente, a alguma experiência muito dolorosa...”. assim o “espinho na carne” pode ser entendido como metáfora aludindo a uma espécie de situação dura e de difícil convivência. O texto na NTLH traz “recebi uma doença dolorosa”. E na nota da bíblia de Estudo NTLH diz que, em função da expressão ''como um espinho em meu corpo’( v. 7 ) indica que lhe causava ‘muita dor’.

2 - Uma dificuldade que o cercava: o dicionário da Bíblia de Estudo Almeida apresenta, em especial, duas acepções interessantes da palavra espinho no texto:

a) Dificuldade – Em Provérbios cap. 15 vs.19, está escrito. “O caminho do preguiçoso é como que cercado de espinhos, mas a vereda dos retos é plana”.

Vale a pena observar as versões RA (Revista e Atualizada) e NTLH neste versículo:

NTLH: “o preguiçoso encontra dificuldades por toda parte, mas para a pessoa correta a vida não é tão difícil”.
RA: “o caminho do preguiçoso é como que cercado de espinhos, mas a vereda dos retos é plana”. Desta forma Paulo poderia estar se referindo a alguma dificuldade que o acompanhava e causando dores e prejudicando o seu trabalho.

b) Doença – Com uma indicação de provável complicação com os olhos, com base em Gálatas cap. 4 vs.15 e cap. 06 vs.11.

3 - Uma enfermidade: O texto de Gálatas cap. 4 vs.13 e14 nos mostra que Paulo admitiu ter uma enfermidade física (RA) que lhe causava dificuldades. Na NTLH aparece a palavra “doente”; e no verso 14 diz que “seu estado de saúde” foi uma prova dura para os gálatas que, mesmo assim, o trataram com dignidade.

Logo, podemos entender o espinho na carne de Paulo como uma experiência dolorosa, que se constituía numa dificuldade que o acompanhava e o prejudicava muito, provavelmente uma enfermidade grave, difícil e dolorosa.

Fonte: 
Este texto foi originalmente produzido por:
 Lécio Dornas: Teólogo, escritor, especialista em Educação Religiosa, pastor da Igreja Batista Dois de Julho em Salvador-BA